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BBlog: o BB, seus funcionários e Entidades (Blog do Romildo)

Opinião



O MICROCRÉDITO PREMIADO

O microcrédito como libertação

Este BBlog tem como um dos seus temas o microcrédito, sobretudo o crédito cooperativo e o microcrédito produtivo.

E quando abordo o microcrédito, penso nele como propiciador do crescimento das pessoas e imagino o microcrédito voltado para permitir o surgimento ou fortalecimento de variadas formas de empreendimento, que resultarão em crescimento econômico para as pessoas, suas cidades e seus países. Não o crédito limitado ao consumo, que este propicia lucro principalmente aos credores e aos grandes fabricantes de bens semiduráveis.

AFPO microcrédito pode ser uma excelente ferramenta de libertação das pessoas da pobreza, respeitando-lhes a dignidade e estimulando-as ao trabalho. Este é o caminho do banco Grameen: quem o procura não são "beneficiários" em busca de paternalismo, mas pessoas em busca da cidadania propiciada pela atividade econômica.

No Brasil este caminho é buscado há mais de vinte anos - se não me engano começou com a UNO, no Nordeste - mas tem enfrentado muitas dificuldades. E esses pioneiros brasileiros certamente estão se sentindo de certa forma premiados também.

Lamento dizer que o Banco Popular do Brasil - que integra o conglomerado BB - não tem dado a devida contribuição, chegando ao absurdo de gastar mais em publicidade do que no crédito propriamente dito, o que é lamentável.

Na outorga do prêmio, o comitê do Nobel em seu comunicado sintetizou a importância do Grameen e do trabalho de Muhammad Yanus, ao ressaltar este papel libertador:

- "Yunus e o banco Grameen mostraram que até o mais pobre entre os pobres pode trabalhar e obter seu próprio desenvolvimento".



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h49
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CPMF

Haja azeite e sal...

O ministro do Planejamento e Orçamento, Paulo Bernardo, funcionário do Banco do Brasil, defendeu que o "P" de CPMF passe a significar Permanente (veja nota postada imediatamente anterior a esta).

Para quem não lembra, recordo uma historinha de azeite e sal. Em meados de agosto o ministro acompanhou o presidente Lula a uma visita ao Banco do Brasil. Impedido de fazer campanha em prédios públicos e em pleno expediente, acompanhado de auxiliares, o presidente utilizou como pretexto comemorar o lucro do BB que havia sido recorde.

Questionado por jornalistas sobre o fato de que parecia novidade o PT comemorar esse tipo de evento, o ministro garantiu que o partido nunca fora contra lucro de banco. "Se você encontrar um papel do PT assinado dizendo isso, eu terei o prazer de comê-lo com azeite e sal porque não existe isso", provocou.

Agora, ao defender que a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, a CPMF, torne-se Permanente e com alíquotas atuais, será que o ministro se proporá a comer, " com azeite e sal", algum documento escrito pelo PT contra a CPMF?

É aguardar para ver.



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 18h07
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OPINIÃO - A VINGANÇA DO PIZZOLATO

Há poucos dias tratei do assunto neste BBlog. Referi-me à atitude hipócrita da chamada "Articulação Bancária" - o Campo Majoritário no movimento sindical dos bancários - tentando negar suas ligações com Henrique Pizzolato.

Chamava eu a atenção para o fato da íntima ligação de Pizzolato com o PT, desde que a Articulação foi buscá-lo no Paraná para tornar-se o representante dos funcionários no Conselho de Administração do Banco do Brasil, ou, no nosso jargão, o Garef. A esta altura Pizzola já havia sido, embora muitos não o saibam, candidato a Governador do Paraná pelo mesmo partido.

Caído Pizzolato em desgraça, seus antigos companheiros de partido passaram a afirmar que não tinham nada com ele, tentando associá-lo até mesmo à ANABB, porque naquele instante estavam ocorrendo as eleições na associação. Como se a ANABB o tivesse escalado para integrar o Comitê Financeiro da Campanha do Presidente Lula, o tivesse indicado para gerir a poderosa verba publicitário do Banco do Brasil, na condição de Diretor de Marketing, ou o bilionário patrimônio da poderosíssima Previ, como presidente do seu Conselho Deliberativo e detentor do voto de desempate do fundo de pensão.

Agora é a vingança de Pizzolato. Encontrado um dos caminhos do dinheiro que abastecia o Valerioduto e demonstrado que o dinheiro saía do BB, passava pela Visanet, desaguava no BMG e de lá escorria para irrigar os campos petistas, todos os petistas agora correm em socorro do Pizzolato, negando com veemência que isso houvesse acontecido.

Porque agora o mesmo tiro que atingir Pizzolato, atingirá o Governo, com extrema gravidade. Não haverá como tergiversar e tentar vincular Pizzolato à ANABB ou qualquer outra entidade. Para preservar o futuro do Governo Lula urge defender Pizzolato.

E o próprio presidente Lula, ainda em Mar del Plata, na Argentina, às voltas com Bush e com manifestações por toda a cidade, encontra tempo para defender seu Governo e seu Partido e, sem ter como evitar, defender o Pizzolato.

Segundo o jornal O Globo de hoje: "O presidente Luiz Inácio Lula da Silva contestou ontem as acusações de que campanhas do PT foram financiadas com recursos do Banco do Brasil. Segundo ele, a tese é um absurdo. Lula também criticou a CPI dos Correios, responsável pela divulgação de um relatório que comprovaria a transferência de dinheiro do BB para o valerioduto. Sem citar nomes, o presidente disse que é preciso “acabar com o denuncismo vazio no Brasil” e que partidos não devem ser condenados ou absolvidos sem provas."

A imprensa afirma que Henrique Pizzolato antecipava à agência do Valério recursos que não eram utilizados em campanha? E que a diferença abastecia os vastos dutos do mensalão? A isso o presidente retruca, ainda segundo O Globo:

— "Acho um absurdo essa tese. O que precisamos no Brasil é parar com denuncismo vazio e com insinuações que são desmentidas no dia seguinte. Acho prudente que as pessoas não acusem ninguém, do PT ou de outro partido político, e nem absolvam sem ter provas. Senão, ficaremos execrando instituições e personalidades antes de a gente apurar".

Renegado há poucos dias pelo PT, tendo agora o próprio presidente da República - e presidente de honra do PT, é bom não esquecer - se precipitado em sua defesa, deve estar o Pizzolato gozando uma, talvez efêmera, mas vigorosa vingança contra os que o menosprezaram na desgraça.



Escrito por www.Romildo.com às 16h31
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FIDELIDADE PARTIDÁRIA

No dia 18 de agosto de 2005 a Agência Câmara - da Câmara dos Deputados - publicou uma matéria sobre o depoimento dado pelo Sr. Henrique Pizzolato à CPI dos Correios, onde compareceu para explicar um saque em dinheiro no valor de R$ 326 mil reais feito por um emissário da Previ, a seu pedido. O dinheiro saíra das contas do Sr. Marcos Valério (veja nota postada abaixo).

Estranhei a informação contida na matéria de que o Sr. Pizzolato pusera em dúvida sua própria condição de petista, para com isso demonstrar que os cargos que ocupava - Diretor do Banco do Brasil e Presidente do Conselho Deliberativo da Previ - não tinham relação com sua prática partidária. Explicou a razão de sua dúvida: disse aos parlamentares que já fora filiado ao PT, mas há sete anos, em razão de uma mudança de domicílio eleitoral, não teria feito a refiliação. Pizzolato afirmou ter sido indicado pelo ex-presidente do banco, Cássio Casseb para os cargos que ocupava.

Pois agora volto a estranhar - e estranho mais ainda - quando o petismo bancário também nega sua relação com Henrique Pizzolato, tentando fazer crer que o vínculo dele é com a ANABB. Não esclarece, mas penso que se busca negar também que ele tenha sido petista mesmo quando foi o candidato a Governador do Paraná pelo partido, quando foi eleito Garef indicado pelos sindicatos da CUT ou até mesmo quando ele integrou a equipe de arrecadação de recursos da campanha do Lula à Presidência da República, em 2002.

Eu conheço o Pizzolato há muitos anos, reconheço que ele deu muito apoio à presidência da Cassi quando eu exercia o cargo, que participou de forma importante - principalmente em função de ser o Garef - da reforma do estatuto da Cassi, em 1996. E não negarei jamais minhas relações anteriores com ele, embora o passar dos anos tenha nos colocado politicamente na maioria das vezes em campos opostos, quando da disputa eleitoral das entidades dos funcionários do BB. Isso não me compromete em relação a eventual destino que ele tenha dado ao dinheiro recebido do Marcos Valério - que ele alega que passou para alguém do PT. Se o destino foi lícito ou ilícito essa é uma questão que cabe a ele e seus companheiros de partido explicarem.

Minha estranheza referida anteriormente concentra-se num único ponto: Pizzolato insinuar que não é petista e o PT negar que Pizzolato o seja, esses fatos só me fazem pensar um pouco sobre a natureza humana, bem como lamentar que a coerência e o respeito às pessoas e a suas convicções seja um artigo em falta na militância sindical. Pois pensar que os funcionários do Banco do Brasil vão acreditar que Pizzolato não é mais petista, apenas porque caiu - justa ou injustamente, não me cabe julgar - em desgraça política é pensar que esses mesmos funcionários seriam idiotas e isso certamente eles não são.

Ambos, o partido e o Sr. Pizzolato, estão a caracer de firmeza. Pizzolato não pode esconder a condição que utilizou para angariar votos para os cargos que ocupou nos sindicatos, no Garef, na ANABB e na Previ; e o movimento sindical não pode tratar Pizzolato como um estranho ao seu ninho, depois de tantas vezes se utilizar do seu prestígio e do seu apoio.

Acho que esteja faltando algo mais que mera fidelidade partidária. 

Para saber mais, clique aqui (Site do Romildo)



Escrito por www.Romildo.com às 16h20
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ESPELHO, ESPELHO MEU, QUEM É AMIGO DE DANIEL DANTAS?

O jornal Espelho – porta-voz da corrente política “articulação bancária” – vem insistindo em querer associar o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, a dirigentes da ANABB. De vez em quando, a propósito de qualquer assunto, sapeca: “Fulano é amigo de Daniel Dantas”.

 

O Brasil hoje está cheio de vilões, alguns com aspecto de ópera-bufa e outros se candidadando a personagens de tragédias gregas – Marcos  Valério, Delúbio Soares, Silvinho Pereira, José Dirceu, João Paulo Cunha e tantos outros, todos envolvidos no chamado valerioduto, com suas malas e cuecas suspeitas. E estes vilões estão todos ligados ao PT. Até o antigo vilão-padrão, Paulo Maluf, recém saído da prisão, virou rabo-preso do PT após apoiar a candidata Marta Suplicy, em troca de favores na CPI do Banestado.

 

Restaria, então, somente mais um vilão do porte dos demais, reconhecido nacionalmente, que seria o banqueiro Daniel Dantas. E este, os petistas do campo majoritário que militam no movimento sindical bancário buscam sempre associá-lo à ANABB. Pensam que nem precisam apresentar fatos, naturalmente, porque acreditam que uma mentira repetida termina por virar verdade (vide o famoso teórico nazista Goebels).

 

E a tarefa ficaria facilitada porque Daniel Dantas não teria nada a ver com o PT, verdade? NÃO, não é verdade. Ao contrário do que tenta fazer crer o Espelho sindical – pois “Narciso acha feio o que não é espelho”, como diz Caetano – Daniel Dantas e PT têm muito mais em comum do supõe a vã filosofia.

 

Vamos aos fatos. De onde veio toda a dinheirama que, passando pelo valerioduto, desagüou na conta de ilustres petistas e correligionários de outros partidos (PTB, PP, PL)? Dizem todos os dirigentes do partido que isso é com o Delúbio; diz o Delúbio que isso é com o Valério; diz o Valério que o dinheiro veio de empréstimos que ele, coitado, fez em seu nome para ajudar o PT e agora, que dó, não sabe como pagar.

 

Como Veríssimo fez o ato caridoso de matar a “Velhinha de Taubaté”, assassinou a única "pessoa" que acreditava nesta versão, na qual nem o singelo vice-presidente José Alencar acredita. São muitas as hipóteses sobre a origem do dinheiro, isso todos sabem. Tais hipóteses são, não necessariamente nesta ordem: contratos superfaturados com estatais e com o Governo, contratos publicitários fajutos e mesmo dinheiro do exterior.

 

E quem está por trás dos maiores depósitos feitos nas contas do Marcos Valério que irrigaram as contas petistas? Pois não é que são empresas controladas por Daniel Dantas, o suposto “amigo da ANABB”?

 

Leiam o que publicou a Folha Online em 22.09.2005:

 

Dados que estão em análise pelos integrantes da CPI dos Correios mostram que a Amazônia Celular, por exemplo, pagou aproximadamente R$ 50 milhões à empresa de Valério durante o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Antes de 2003, não houve repasse pela tele.
Os integrantes da comissão desconfiam que (Daniel) Dantas usasse as empresas de Valério para financiar o esquema de corrupção no governo. "Ele pode estar por trás do Marcos Valério", afirmou a senadora Ideli Salvatti (PT-SC).”

 

A afirmativa, que eu pus em destaque, grifando-a, não é de nenhum oposicionista, mas sim da líder do PT no Senado Ideli Salvatti.

 

Mas antes, ainda em 25 de agosto, o renomado jornalista da Folha de São Paulo Josias de Souza, ao participar de um bate-papo no UOL, com internautas comentou: “Outro dia mesmo saiu a notícia de que as empresas de D. Dantas foram responsáveis pelos maiores depósitos nas contas de Valério e suas agências.”

 

Peraí: quem são, então, os amigos de Daniel Dantas? Quem usufruiu do dinheiro de Dantas? Já dá para concluir que NÃO foram os dirigentes da ANABB, né? A conclusão eu confio à inteligência dos poucos, mas preciosos e amáveis, leitores deste Blog.



Escrito por www.Romildo.com às 16h09
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ESPELHO, ESPELHO MEU, QUEM É AMIGO DE DANIEL DANTAS? - II

Transcrevo a seguir, sem comentários, matéria da coluna da jornalista Monica Bergamo, da Folha de São Paulo, do distante 23 de janeiro de 2004, ou seja, um ano e dez meses atrás.

 

LADO A LADO 1
O banco Opportunity, com quem o BNDES e dirigentes de fundos de pensão indicados pelo governo Lula vivem às turras em disputas societárias na Br Telecom, estará representado na comitiva que acompanhará o presidente Lula à Índia.
O convidado foi Carlos Rodenburg, ex-cunhado de Daniel Dantas e diretor da instituição. Viajam ainda, entre os 140 convidados, representantes da GM, da Odebrecht, da Federação das Indústrias de Minas Gerais, da Vale do Rio Doce e da Cargill.
LADO A LADO 2
Wanderley Nunes, o cabeleireiro da primeira-dama Marisa, anunciou na quarta-feira que também estará na comitiva da Índia. Primeiro ele disse à coluna que suas despesas, incluindo passagem, seriam pagas pelo banqueiro do Opportunity. O banco nega.”

 

Só um registro, a bem da verdade: em função da repercussão da nota o Sr. Nunes foi excluído da comitiva na hora h.



Escrito por www.Romildo.com às 14h01
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OPINIÃO DO BLOG

A LOUVAÇÃO DO CAIXA DOIS E A ÉTICA DO POVO BRASILEIRO

 

O comentário do neo-presidente do PT, Ricardo Berzoini – ex-presidente do sindicato dos bancários de São Paulo - de que existem caixa dois com crime e caixa dois sem crime, além de preocupante, apenas dá seqüência a uma perigosa escalada verbal das autoridades brasileiras.

 

Primeiro, o presidente da República – numa entrevista na Europa, talvez visando dar às suas palavras repercussão internacional – declarou que o seu partido, ao utilizar recursos de caixa dois, apenas fazia o que todos fazem. Recentemente o presidente recebeu os deputados ameaçados de cassação para dizer-lhes que eles não cometeram crime algum.

 

Depois, o vice-presidente José Alencar declarou que se alguém merece ser cassado por uso de recursos de caixa dois em sua campanha, todos os políticos deveriam também ser, inclusive ele.

 

Ocorre que mesmo que fique provado que os recursos fartamente distribuídos pela dupla Delúbio & Valério têm origem legal – e isso ainda não ocorreu; ou que os recursos distribuídos se destinaram exclusivamente ao pagamento de despesas de campanha, o que não resta comprovado até agora; mesmo assim, se vierem a ser atendidas essas premissas, o uso do caixa dois acarreta por si mesmo alguns crimes, entre os quais o de sonegação fiscal.

 

Num país em que a distribuição de renda é cada vez mais iníqüa e no qual a sonegação de impostos é da mesma magnitude do ímpeto arrecadatório imposto ao Brasil pelo FMI, o não pagamento de impostos, pressuposto básico do caixa dois, é um crime de grande gravidade ética.

 

Desta forma, assistir a tantas autoridades justificando, louvando, estimulando, homologando e referendando o uso do caixa dois, sob a justificativa de que todos o fazem, além de ser argumento provavelmente falso (pois é de certeza que existem milhões de brasileiros honestos, que recolhem seus impostos regularmente), é o mesmo que assistir a um convite ao crime.

 

Ainda que fosse uma atitude de todos os brasileiros – o que não é verdade – o uso do caixa dois e a inevitável sonegação de tributos associada, por sua iniqüidade social, deveriam ser sempre e invariavelmente condenados por nossas autoridades máximas e dirigentes partidários.

 

Mesmo que tudo vá terminar em pizza, senhores, seria de bom tom que, ao menos, a comilança fosse paga com recursos do caixa legal e não do caixa dois. Seria um primeiro passo no rumo da ética da maioria do povo brasileiro.



Escrito por www.Romildo.com às 17h40
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