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BBlog: o BB, seus funcionários e Entidades (Blog do Romildo)


Novo BBlog - aviso aos bbnautas

Primeiramente, em maio de 2002, criei o Site do Romildo. Depois - mais precisamente às 09h21min do dia 2 de outubro de 2005 - veio o BBlog - Blog do Romildo, tratando dos mais variados assuntos relacionados ao sistema financeiro nacional, principalmente aos bancos públicos e, mais particularmente ainda, discorrendo sobre o que se refere ao Banco do Brasil, seus funcionários e suas entidades.

Assim, o sindicalismo, o associativismo, o cooperativismo e o microcrédito passaram a ser temas constantes deste blog. Da mesma forma, foram milhares de notas neste período relacionados à Anabb, aos sindicatos de bancários e suas federações e confederações, às AABB, à Fenabb, à Cooperforte, à Previ, à Cassi, às cooperativas de consumo e à sua federação, à Apabb, à Fenabb, ao Satélite etc. etc.        

Agora, transcorrido pouco mais de um ano inicio uma nova fase do BBlog, unificando num só endereço o Site do Romildo e o BBlog. Embora por algum tempo ainda possam ser acessados, o site no endereço http://www.romildo.com/index.htm e o antigo BBlog (que recebeu neste período cerca de 35,5 mil visitas) no atual endereço, não mais serão atualizados. O novo BBlog unificará os conteúdos dos dois veículos e será acessado através do endereço: http://www.romildo.com

Desta forma, os bbnautas poderão encontrar em apenas um endereço um permanente debate sobre as coisas que dizem respeito aos seus interesses e aos interesses do País, representados pelo segmento que se relaciona com o Banco do Brasil.

Espero que esta nossa relação continue por muitos anos.

Romildo Gouveia Pinto



Escrito por Romildo, de Curitiba, às 18h53
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A FARRA DOS BANCOS

Bancos insistem em mudar a TR

Fórmula impede que taxa caia com os juros, o que incentiva aplicações em poupança e provoca distorções

Rosangela Dolis

Instituições financeiras insistem em que o governo precisa rever a fórmula de cálculo da Taxa Referencial (TR), e conseqüentemente do rendimento da caderneta de poupança, por causa do corte dos juros. A taxa básica caiu de 18% ao ano em janeiro para 13,25%. A medida seria necessária para evitar distorções no segmento de crédito imobiliário e migração de fundos de renda fixa menos rentáveis para a caderneta.

'Temos preocupação com a fórmula que define a TR', afirmou o diretor de crédito imobiliário da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e vice-presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Natalino Gazonato, na quinta-feira. 'Ela impede que a taxa acompanhe as reduções da taxa básica de juros (Selic)'. Segundo Gazonato, isso impõe a quem toma financiamento habitacional correção maior do que se a TR seguisse a queda do juro. Entidades que representam mutuários dizem que o efeito da TR sobre o financiamento é pequeno. 'O grande vilão são os juros de até 12% ', diz Amauri Bellini, presidente da Associação Brasileira de Mutuários da Habitação.

Gazonato disse haver também apreensão com um descasamento dos prazos de captação de recursos de poupadores e dos contratos de financiamento com esse dinheiro, caso haja uma entrada de recursos muito forte na caderneta. O receio é de que haja uma reversão no cenário e a poupança volte a se tornar pouco rentável, situação que provocaria fuga da aplicação. Dessa forma, as instituições ficariam com uma proporção muito elevada de recursos aplicados no longo prazo sem a contrapartida dos depósitos.

O professor de matemática financeira José Dutra Vieira Sobrinho acredita que em algum momento o governo vai ter de alterar o cálculo da TR. 'O risco de não fazer isso é provocar um forte desequilíbrio nas captações do mercado financeiro, com a concentração de recursos para financiamento imobiliário e falta de dinheiro em outras linhas de crédito ao consumidor', diz. Do dinheiro captado em poupança, os bancos precisam destinar 65% para financiamentos habitacionais. Já as captações para linhas de crédito ao consumidor são feitas com títulos bancários, que poderiam ter a emissão reduzida.

Dutra explica que a base de cálculo da TR é a taxa média dos títulos bancários. Sobre essa média, é aplicado um redutor. Ocorre que esse redutor cai junto com a taxa de juro - com os juros a 13,75% ao ano, o redutor era de 36% e a TR, 0,18%; se o juro cair para 12% ao ano, o redutor será de 28% e a TR continuará em 0,18%.

Dutra diz que a revisão é necessária também porque isso coloca o Brasil na contramão de outros países. 'A caderneta é acessível a todos, tem a maior garantia do mercado, e em nenhum país uma aplicação com essas características é tão competitiva como ela agora.' A diretora de Recursos Humanos Cláudia Possebon está entre os 75 milhões de poupadores do País. 'A praticidade e a garantia de que o dinheiro vai estar lá me dão tranqüilidade.'

FUNDOS

Em novembro, a caderneta teve captação recorde no ano de R$ 2,644 bilhões e os fundos de renda fixa perderam R$ 2,029 bilhões, mas os bancos negam fugas dos fundos menos rentáveis para a caderneta. A Associação Nacional dos Bancos de Investimento(Anbid) diz que não há preocupação com a concorrência da caderneta.

'É simplório dizer que isso coloca em xeque a indústria de fundos', diz Marcelo Giufrida, presidente da entidade. O setor, ele diz, comemora este ano o melhor resultado da história, com captação líquida (depósitos menos saques) de R$ 70 bilhões.

Fonte: Agência Estado



Escrito por Romildo, no RIO, às 12h21
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PREVIDÊNCIA

Fraude representaria quase todo o rombo da Previdência

De um total de R$ 146 bi pagos em 2005, por exemplo, R$ 33,5 bi, foram pagos indevidamente. O valor fica próximo do déficit registrado no ano, de R$ 37,5 bi

Rosa Costa e Isabel Sobral

BRASÍLIA - Grande parte do rombo da Previdência decorre do pagamento ilegal de benefícios, segundo relatório de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). De um total de R$ 146 bilhões pagos em 2005, por exemplo, R$ 33,5 bilhões, foram pagos indevidamente. O valor fica próximo do déficit registrado no ano, de R$ 37,5 bilhões, aponta o relatório, feito por amostragem de dados obtidos em todos os Estados brasileiros.

O relatório foi aprovado por unanimidade na quarta-feira. O ministro-relator, Marcos Vilaça, ressalta que, de uma amostra de 55.412 benefícios, foram analisados 7.053, sendo que 23% apresentaram irregularidades. A mais constante (66,1%) se refere a pagamentos a beneficiários mortos. Em seguida, com 22,8%, aparecem pessoas que acumulam benefícios, os favorecidos por fraudes na concessão do benefícios por idade (6,3%) e os que receberam valor superior ao teto previdenciário (4,8%).

O Ministério da Previdência Social, por meio da assessoria de comunicação, evitou qualificar o relatório do TCU. Mas em nota distribuída no início da noite, o Ministério afirmou que as conclusões do tribunal só se aplicam ao universo de benefícios selecionados para a auditoria - e que o resultado que aponta irregularidades em 23% da amostra não pode ser extrapolado aos demais benefícios. "Portanto, os não selecionados (23,545 milhões) não se enquadram na hipótese de pagamento indevido", sustenta o Ministério.

Medidas

O déficit da Previdência, que deve passar de R$ 42 bilhões neste ano, tem motivado uma polêmica entre os que defendem uma nova reforma estrutural para estancá-lo e os que sustentam ser possível reduzir o rombo com melhoria da gestão do sistema. O TCU não entra no mérito dessa discussão.

Com base no relatório, o Tribunal determinou ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que adote uma série de medidas para vedar os pagamentos irregulares. Entre elas , suspender e ressarcir a União dos valores pagos indevidamente e intensificar a fiscalização. De acordo com Vilaça, os auditores cruzaram dados do INSS e dos cadastros de eleitores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da Receita Federal e os registros de óbitos no Ministério da Previdência Social.

Mato Grosso é o campeão de fraudes

O Estado de Mato Grosso, com ocorrência em 71% dos casos, sendo 75% referente ao acúmulo ilegal de benefícios, é o recordista em irregularidades. Em seguida estão o Rio Grande do Norte (49% das ocorrências), Amazonas (46%) e São Paulo (36%). Uma das maiores dificuldades enfrentadas pela equipe de auditores foi a localização dos processos. O Tribunal determinou ao INSS que faça a reconstituição dos que não forem localizados. Outra dificuldade é a incapacidade do INSS de verificar a veracidade do CPF do beneficiários.

73 benefícios acumulados

A auditoria identificou 14 pessoas que têm 10 ou mais benefícios em seu nome. A recordista da relação, Magda dos Santos Lucena, tem 73 benefícios. No total, foram encontradas 1.076 pessoas com quatro ou mais benefícios acumulados. Na base de dados da Previdência foram encontrados ainda 27.696 números de CPF que acumulam três ou mais benefícios e 3,4 milhões com o CPF zerados.

Outro problema, segundo a auditoria, são os 1,3 milhão de titulares de benefícios cujos sobrenomes estão abreviados, "o que dificulta o cruzamento de informações". Foram ainda detectados no banco de dados da previdência 100 benefícios com valor mensal superior à remuneração de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), de R$ 24,5 mil. São ex-pracinhas, aeronautas e outras categorias beneficiárias da legislação especial da Previdência. O TCU recomendou ao INSS que respeite o teto salarial, como manda a lei.

A auditoria chamou a atenção para o aumento no número de requerimentos de auxílio-doença, que passou de 1,2 milhão em 2001 para 3,2 milhões em 2004. O aumento foi de 166%. São Paulo foi o Estado onde houve maior quantidade de benefícios, com 41,11% do total, seguido do Rio de Janeiro, com 10,06% e Minas Gerais (10,04%). As agências de Suzano, com 15.961 pedidos, e Barueri (8.828), ambas em São Paulo, e Palhoça, com 4.969 pedidos, em Santa Catarina, são recordistas na concessão desse benefício.

Fonte: Agência Estado



Escrito por Romildo, no RIO, às 12h17
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PROTESTO CONTRA BB EM MS

Produtores ameaçam fechar agências do BB em 03 cidades

WALTER J. SILVA

Pelo menos 1.388 agricultores ameaçam fecharam as agências do Banco do Brasil em Mundo Novo, Itaquiraí e Naviraí na próxima semana conforme reunião do GETIM (Grupo de Trabalho Intermunicipal) que trata das questões em defesa dos produtores que foram atingidos pela crise da febre aftosa em outubro de 2005.

De acordo com o GETIM, o problema está focado hoje na não liberação pelo Banco do Brasil de créditos no valor de R$ 8,5 milhões correspondente a 1.388 contratos protocolados nas agências da instituição em Mundo Novo, Itaquiraí e Naviraí, sendo que desse total 635 estão em Mundo Novo, 742 em Itaquiraí e 108 em Naviraí.

Esses recursos são referentes à Resolução nº 3.374, de 19 de junho de 2006, do CMN (Conselho Monetário Nacional), que disponibiliza crédito especial no valor individual a cada agricultor de R$ 6 mil com até 3 anos de carência e prazo de até 10 anos para quitação com juros de 1% ao ano para reconversão e revitalização da unidade familiar desses agricultores que tiveram o gado abatido em virtude do foco de aftosa.

Esses créditos poderiam estar sendo acessados desde setembro de 2006 quando a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agrária começou a elaboração dos projetos incluindo as renegociações das dividas. Em todos os municípios os técnicos do governo do Estado trabalharam, inclusive fazendo horas extras, para atender a demanda dentro do prazo pactuado pelo BB que finalizou em 30 de outubro.

De lá para cá, dos 1.388 projetos protocolados, apenas 129 tiveram liberação. Ainda, deste total de projetos, cerca de 15% foram devolvidos pelo Banco do Brasil com a alegação de que os mesmos não eram público alvo. Essa justificativa do BB causou revolta perante os agricultores, já que, segundo a instituição financeira aqueles que não têm operações Pronaf não podem acessar o crédito especial incluindo aqueles que já quitaram as operações com os recursos das indenizações pelo abate do gado.

O GETIM preocupado com esta situação, em reunião nesta semana em Itaquiraí com representantes desses municípios, discutiu a situação incluindo a preocupação também por parte do Ministério do Desenvolvimento Agrário que acompanha o problema. O coordenador-geral de Financiamento à Produção Rural do Ministério, João Guadagnin, comunicou que o Banco do Brasil pode não efetivar esses contratos antes de 30 de dezembro em virtude de dificuldades técnicas encontradas nas agências.

Com isso, os agricultores do Cone Sul do Estado que estão nos municípios afetados pela crise da febre aftosa marcaram para esta sexta-feira uma reunião emergencial com os prefeitos de Mundo Novo, Japorã, Eldorado, Iguatemi, Itaquiraí e Naviraí para definirem apoio político para tratar o assunto. Além disso, o GETIM deverá mobilizar todos os 1.388 agricultores para protestarem junto às agências do BB nesses municípios.

Essas ações incluem o fechamento das agências na busca de uma resposta para a situação e ainda reforçar o pedido do Ministério ao Fundo Monetário Nacional para que na próxima reunião que será realizada neste mês mude a redação de um dos artigos da 3.374 que não foi colocado em pauta na reunião do CMN no dia 30 de novembro em Brasília (DF).

Fonte: Costa Rica News



Escrito por Romildo, no RIO, às 09h57
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GERENTE DO BB CONDENADO

Ex-gerente do BB é condenado a 14 anos de prisão

O ex-gerente do Banco do Brasil, Josimar Pereira de Souza, foi condenado a mais de 14 anos de prisão. Ele planejou a morte da aposentada Laura Bezerra dos Santos, 81 anos, depois de desviar mais de R$ 100 mil de sua conta bancária. O julgamento terminou na madrugada da última quarta-feira (6).

O acusado negou a participação no crime durante o interrogatório, mas foi considerado culpado pelo juri. O juiz Edilberto Martins de Oliveira, que presidiu o julgamento, condenou o réu a 14 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão. Inicialmente, a pena deverá ser cumprida em regime fechado.

O julgamento aconteceu na terça-feira. Pela manhã, acusado foi interrogado. No período da tarde, foram lidas peças processuais com os trechos mais importantes de depoimentos de várias testemunhas que haviam falado na primeira fase do processo. Após a leitura, o júri ouviu o depoimento da vítima. Em seguida, de Darcy Garbeline, médica que cuidava de Laura Bezerra antes do crime. As outras testemunhas foram dispensadas. As partes entenderam que os depoimentos já haviam sido esclarecedores. Após ouvir a médica, o júri presenciou a fase de debates, que se estendeu até a madrugada, seguida da sentença.

O crime
Ao desconfiar que o gerente desviava dinheiro de sua conta, Laura Bezerra decidiu escrever uma carta ao banco cobrando todos seus extratos. Para não ser desmascarado, Souza decidiu silenciá-la, mas o crime não se consumou.

O autor da tentativa de homicídio é o pedreiro Valério Rodrigues. Em maio de 2006, Valério se passou por entregador de biscoitos e foi até o quarto da vítima no hotel Naoum Plaza. Ele tentou asfixiá-la, mas a idosa sobreviveu ao atentado. No mês passado, ele foi condenado a 14 anos de prisão. O pedreiro confessou ter sido contratado por Maedson de Souza Rodrigues, primo do gerente do banco. O júri considerou, nesta madrugada, que Souza arquitetou o plano. Maedson ainda aguarda julgamento preso, marcado para fevereiro de 2007.

Fonte: CorreioWeb



Escrito por Romildo, no RIO, às 16h30
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CONSIGNADO

Crédito consignado do BB tem taxa mensal inferior a 1%

O Banco do Brasil passa a cobrar juros menores nos empréstimos com consignação em folha de pagamento do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) já a partir desta sexta-feira. As taxas do convênio INSS passam a variar entre o mínimo de 0,95% ao mês até o valor máximo de 2,30% ao mês.

Os empréstimos para aposentados e pensionistas do INSS são escalonados de acordo com o prazo do contrato. Nas operações parceladas em até seis vezes, a taxa foi reduzida de 1,20 para 0,95% ao mês. Os contratos com prazo entre sete e 12 meses têm agora taxa mensal de 1,70%, ante os 1,87% ao mês cobrados anteriormente.

As taxas também caíram para empréstimos com prazo de 13 a 24 meses, com variação de 2,29% ao mês para 2,16%. Já ataxa máxima (válida para os financiamentos com prazo de 25 a 36 meses) foi diminuída de 2,44% ao mês para 2,30% ao mês.

Desta vez, a decisão não está diretamente vinculada à redução da taxa Selic, apenas. O cenário de redução dos juros no país, com a conseqüente diminuição dos custos de captação e a redução constante da inadimplência, além da melhoria nos índices de eficiência operacional que resulta da crescente automatização dos processos de contratação de operações de crédito, possibilitaram ao BB oferecer condições mais vantajosas aos seus clientes.

A linha do Banco do Brasil pode ser contratada por cerca de 19 milhões de beneficiários da Previdência Social autorizados a tomar o crédito. Desse total, 4,6 milhões de aposentados e pensionista possuem domicílio bancário no Banco do Brasil e podem receber o valor financiado diretamente em suas contas correntes.

O saldo em carteira acumulado da linha de crédito para aposentados e pensionista do BB é de R$ 1,3 bilhão -o que equivale a 17% da carteira total do crédito consignado do banco. O valor médio do empréstimo consignado para beneficiários do INSS é de R$ 900.
 
Fonte: Jornal do Commercio-RJ


Escrito por Romildo, no RIO, às 16h28
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CRISE NA COBRA TECNOLOGIA

Fundo não tira Cobra de crise financeira

André Borges

Em meados de agosto, quando a Cobra Tecnologia anunciou a criação de um fundo para levantar R$ 250 milhões junto a investidores, um churrasco foi organizado na sede da empresa, no Rio de Janeiro. Funcionários comemoraram a chegada dos recursos que finalmente poderiam dar jeito ao caos financeiro que tem dominado a companhia há dois anos. Mas o fato é que a festa já acabou. E o dinheiro também.

Desde que passou a oferecer as cotas do chamado Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), o Banco do Brasil, controlador da empresa de informática, conseguiu arrecadar cerca de R$ 200 milhões para a estatal, dinheiro que imediatamente passou a ser usado para pagar dívidas e cobrir as despesas operacionais da Cobra.

As complicações financeiras da companhia, porém, estão longe do fim. Neste ano - após o prejuízo de R$ 57,2 milhões registrado em 2005 - o que se esperava era lucro. Pelo menos é o que chegou a projetar Jorge Wilson, que foi funcionário do Banco do Brasil por 26 anos e que ocupa interinamente o cargo de presidente da empresa.

Mas o que já se tem de concreto, conforme informações a que o Valor teve acesso, é um prejuízo de R$ 24,4 milhões registrado entre janeiro e setembro deste ano, resultado que decepcionou a diretoria da companhia e levou à revisão da maior parte de suas metas.

Ainda no mês passado, a diretoria da Cobra se reuniu para discutir projeções. A expectativa era fechar 2006 com uma receita operacional de R$ 578 milhões, mas com os R$ 321 milhões somados até setembro, esse objetivo já foi descartado. Os números também aludiam para um retorno de 30% sobre os investimentos feitos durante o ano, quando o índice acumulado nos três trimestres de 2006 foi de -2,22%.

Para 2007, até duas semanas atrás se falava em atingir nada menos que 50% de retorno sobre os investimentos da companhia.

O Valor procurou a diretoria da Cobra para comentar os resultados, mas a empresa alegou que, conforme regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), está em período de silêncio devido à distribuição das cotas de seu fundo. Uma fonte da empresa, porém, que preferiu não se identificar, comentou a situação: "Não chegaremos ao que foi projetado porque as vendas de equipamentos e licenças estão bem abaixo do esperado e bem menores que em 2005."

A Cobra justifica que boa parte de seus problemas está atrelada ao não recebimento de serviços prestados. Desde 2005, a empresa aguarda pagamentos que somam R$ 64,9 milhões. Até agora, não recebeu. Ironicamente, entre os maiores devedores da empresa, segundo uma fonte, está outra estatal: a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev). Procurada pelo Valor, a Dataprev reconheceu, por meio de sua assessoria de comunicação, a existência da dívida com a Cobra, mas também alegou dificuldades financeiras para pagar o que deve.

Acontece que a cifra do que a Cobra tem para receber está longe de cobrir suas dívidas. Entre janeiro e setembro, a empresa acumulava R$ 138,4 milhões em aberto com seus fornecedores. O endividamento bancário da companhia, que em 2004 foi de R$ 24,4 milhões, atingiu R$ 93,1 milhões nos três trimestres deste ano. O Banco do Brasil, por meio de sua assessoria de comunicação, informou que os recursos do fundo de créditos estão sendo utilizados para cobrir as dívidas da empresa. "É preciso entender que o FIDC não vai resolver todos os problemas. O que ele permite é obter um prolongamento da dívida", declarou o banco.

Nos últimos dias, o presidente interino da Cobra, Jorge Wilson, em reunião com a diretoria da empresa, declarou que a maior parte do recursos do FIDC já havia sido usada para cobrir dívidas, e que a companhia só iria para frente se todos os funcionários se envolvessem com a empresa. As declarações geraram um clima de descontentamento. Nos corredores da Cobra, já se fala sobre a saída de Wilson da liderança da empresa.

Aparentemente, o próprio executivo nunca fez mesmo muita questão de permanecer no cargo. Chegou a dizer algumas vezes que seu papel foi conduzir a empresa apenas em seu momento emergencial. Wilson é presidente interino há dez meses.

O pior momento da crise, contudo, já passou, segundo a assessoria de comunicação do BB. "É evidente que a empresa tem fragilidades financeiras. Por isso não vai resolver seus problemas em apenas um dia."

O Banco do Brasil continua ofertando as demais cotas do fundo de créditos, as quais ainda somam cerca de R$ 50 milhões. A expectativa é de que os papéis sejam distribuídos nos próximos dois meses. "Com o FIDC, a sangria estancou. Foi um passo para tirar o tubo de oxigênio e deixar a empresa respirar", diz uma fonte da Cobra.

O Valor apurou que a empresa já discute uma segunda injeção de capital, mas desta vez feita diretamente pelo Banco do Brasil. O BB, que detém 99,35% do capital social da Cobra - outro acionista é a Atrium Participações, com 0,56% do capital - confirma que está avaliando a operação, mas acrescenta que ainda não há qualquer definição sobre o assunto.

Mesmo sem dinheiro, a Cobra segue fazendo planos. Até o fim de 2008, seu objetivo nada mais é que o de fazer uma oferta pública de ações. As apostas que garantiam um resultado positivo a ponto de levá-la para a bolsa de valores incluem a fabricação de computadores de marca própria, iniciativa que a companhia já chegou a aventar com o seu prometido PC Conectado.

Recentemente, um projeto piloto começou a ser trabalhado no Rio de Janeiro, a partir da fabricação de máquinas com a marca Auria. "Só não estamos produzindo milhares de máquinas porque ainda não temos capital de giro para suportar a operação", diz uma fonte da empresa. "Mas estamos no caminho para isso. Logo também vamos entrar nesse mercado."

Fonte: Valor Econômico



Escrito por Romildo, no RIO, às 13h13
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CRISE NA COBRA TECNOLOGIA

Fornecedor prioriza boa relação com banco

De São Paulo

Os constantes atrasos de pagamento e prorrogações de dívida não são razões suficientes para fazer com que os fornecedores abram mão de vender serviços e produtos para a Cobra Tecnologia. Executivos de duas empresas concordaram em falar ao Valor sobre o assunto, desde que não tivessem seus nomes revelados. Ambos ainda têm dinheiro a receber da estatal.

"A razão de continuarmos com a Cobra é bem simples", comenta o diretor de uma das companhias. "Se não vender para eles, ajudo a empresa a ir para o buraco, e no fim da contas acabo não recebendo o que me devem. Por isso o jeito é manter a bicicleta andando."

Há, no entanto, uma razão bem mais forte que faz com que os fornecedores continuem se submetendo aos riscos dos reveses financeiros da estatal. O motivo chama-se Banco do Brasil (BB). "Na verdade é isso o que sustenta essa situação. Todo o mercado olha para o banco com carinho", comenta o executivo.

Atualmente, a Cobra responde pela pela manutenção, assistência técnica, remanejamento e remoção de todos os equipamentos de automação bancária e terminais de auto-atendimento do Banco do Brasil, em todo o país. Isso sem considerar toda a parte de infra-estrutura interna de tecnologia da instituição.

Segundo informações da própria Cobra, em 2004 o Banco do Brasil investiu R$ 846,3 milhões em tecnologia e infra-estrutura. Em 2005 foram R$ 806,4 milhões. Para este ano, o investimento previsto é de R$ 1,2 bilhão.

"É claro que ninguém que se indispor com o Banco do Brasil. É preciso evitar qualquer mal-estar", comenta um segundo executivo, que diz já ter recebido mais da metade do que a Cobra lhe deve. "Acho que está funcionando bem porque estamos usando nossos instrumentos jurídicos."

Segundo outro fornecedor, o que atrapalha a estatal não é exatamente o fato de ela ser uma intermediária entre o mercado e o BB, mas sim a falta de clareza administrativa. "Ainda tem muito apadrinhamento político. As pessoas ficam brigando por poder e esquecem de gerenciar a empresa."

O executivo, que alega ter boa parte de seus contratos a receber, reclama de que a injeção de capital feita na empresa ainda não refletiu em suas contas com a companhia. "Vemos que a empresa está tentando se reestruturar, mas a situação está bem difícil. Talvez os recursos atuais não sejam suficientes."

Fonte: Valor Econômico



Escrito por Romildo, no RIO, às 13h12
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CRISE NA COBRA TECNOLOGIA

Para BB, companhia errou em ir para o mercado

Tão complicado quanto presumir o futuro da Cobra Tecnologia é entender o que leva uma instituição financeira do porte do Banco do Brasil (BB) a insistir em manter uma empresa deficitária, de patrimônio líquido negativo e sem um posicionamento definido no mercado.

Procurada pelo Valor, a diretoria do banco estatal não quis se pronunciar formalmente a respeito da situação de sua controlada. Por meio de sua assessoria de comunicação, a instituição financeira informou que a Cobra é uma operação vital porque "presta serviços essenciais à atividade bancária do BB".

Segundo a instituição, o fato de ser controlador de uma empresa de tecnologia lhe dá o poder de intervir na gestão da companhia quando julgar necessário. "Fica menos arriscado para o BB contratá-la como única fornecedora de alguns serviços considerados críticos", declarou a estatal, acrescentando que a maior parte dos bancos de varejo nacionais costumam seguir o mesmo caminho.

Se é assim, então por que deixar definhar uma operação considerada estratégica? Segundo uma fonte do BB, o erro cometido pela instituição foi tentar transformar a Cobra em uma fornecedora de serviços e produtos para o mercado, e não apenas para o BB. "Essa ida para o mercado não foi bem-sucedida. Por isso a Cobra tende a se voltar cada vez mais para o banco."

Em 2002, cerca de 70% da receita da companhia vinha do BB, porcentagem que caiu para 66% em 2004. Hoje esta margem se aproxima de 75% e a tendência é de que cresça ainda mais nos próximos meses. "A verdade é que a Cobra precisa definir o que quer da vida. Tem que escolher se fica só com o banco ou se vai para o mercado", comenta a fonte do BB.

Desde que voltou com força ao mercado, há cerca de cinco anos, a Cobra foi alvo constante de críticas por intermediar a prestação de serviços entre empresas e o Banco do Brasil, que repassa projetos para a companhia sem realizar licitações. "O que não entendem é que a Cobra fazia sentido dentro do contexto histórico em que ela surgiu, no tempo da reserva de mercado", afirma o diretor de uma das fornecedoras da empresa. "Hoje mudou tudo. Não há mais espaço para essa situação com uma empresa pública."

A história da Cobra remonta ao ano de 1974, quando a indústria nacional, depois de tentativas frustradas de criar um microcomputador, decidiu montar uma empresa de tecnologia própria para dar cabo da empreitada. A idéia foi montar uma operação com capital do Estado, de um sócio privado nacional e de um sócio estrangeiro. Nascia assim o computador Argus 700, para treinamento da Marinha, produto da recém-criada Cobra Tecnologia, que recebeu investimentos do BNDES, da brasileira EE Eletrônica e da inglesa Ferranti. A chegada do Banco do Brasil se deu apenas em 1990, quando o BB se tornou acionista majoritário.

Hoje, ao constatar que a maior parte das empresas de tecnologia se aproximam da Cobra apenas com o propósito de vender indiretamente para o banco, a instituição não se incomoda. "Não vemos nada de errado nisso", diz a fonte do BB, adicionando que o banco está avaliando novas formas de aplicações de capital na empresa.

"O momento certo ainda não chegou. O fundo de créditos nos deu mais tempo para pensar", acrescenta a fonte. (AB)

Fonte: Valor Econômico



Escrito por Romildo, no RIO, às 13h08
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CASSAVETES NO CCBB (2)

Obra do diretor John Cassavetes tem mostra no Rio

Retrospectiva do norte-americano que é um dos símbolos do cinema independente vem a São Paulo em fevereiro

Com debates sobre o método do cineasta, organizadores do ciclo pretendem "irrigar a discussão em torno do cinema independente hoje no Brasil"

DA REPORTAGEM LOCAL

Autor de 12 longas cultuados por cinéfilos, mas de difícil acesso -sua obra é raramente vista no cinema, na TV e mesmo em edições em DVD-, o norte-americano John Cassavetes (1929-1989) é tema de retrospectiva que abre hoje no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), no Rio de Janeiro, e que vem a São Paulo em fevereiro do ano que vem, quando ocupará a Sala Cinemateca.

"Não queremos ficar saudando o mito, mas sim proporcionar que o cinema dele sirva como fonte inspiradora, para irrigar a discussão em torno do cinema independente hoje no Brasil", diz o cineasta Joel Pizzini, curador do programa.

O método de trabalho de Cassavetes, considerado um ícone do cinema independente, será debatido em duas mesas, hoje e no próximo sábado. Pizzini, que mediará os debates, enxerga "uma afinidade entre o cinema dele, esse cinema de tribo [realizado entre amigos e abordando temas familiares ao grupo] e o cinema novo" e acha curioso que essa relação não tenha sido mais explorada pelos próprios integrantes do movimento brasileiro e também pela crítica.

Uma das intenções de "Faces de Cassavetes" é que essa ponte seja estabelecida agora. Por isso, a mostra tem apoio do Tempo Glauber, entidade dedicada à preservação e divulgação da memória e da obra de Glauber Rocha (1939-81) e com "interesse em promover diálogos com autores contemporâneos de Glauber e do cinema novo", como diz Pizzini, marido de Paloma Rocha, filha de Glauber.

O curador diz que, para reunir os 18 filmes da mostra -12 dirigidos por Cassavetes, quatro em que ele atuou como ator e dois documentários a seu respeito- foi fundamental a colaboração de Al Ruban, produtor e câmera de Cassavetes, que viabilizou a vinda de cópias em película dos filmes "Sombras", "Uma Mulher sob Influência", "A Morte de um Bookmaker Chinês", "Faces" e "Noite de Estréia". Serão exibidos em digital "A Canção da Esperança", "Os Maridos", "Assim Falou o Amor", "Minha Esperança É Você", "Gloria", "Um Grande Problema" e "Amantes". (SA)

FACES DE CASSAVETES
Quando:
de hoje a 17/12
Onde: CCBB/RJ (r. Primeiro de Março, 66, tel. 0/ xx/21/ 3808-2020)
Quanto: R$ 8 (cine-passe válido para todas as sessões da sala, por 30 dias)

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, no RIO, às 15h25
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CASSAVETES NO CCBB

CCBB do Rio homenageia o ator e diretor John Cassavetes

Ele atuou em clássicos como O Bebê de Rosemary, de Roman Polanski e Os Doze Condenados, de Robert Aldrich; os filmes que dirigiu tratam de problemas de casais

Luiz Carlos Merten

Reprodução
John Cassavetes

SÃO PAULO - Num texto de 1961, no Jornal do Brasil, Glauber Rocha diz que Shadows, de John Cassavetes, representa a essência do cinema de autor. Quase 20 anos mais tarde, Glauber e Cassavetes concorreram em Veneza, em 1980. O júri ignorou A Idade da Terra e dividiu o Leão de Ouro entre Glória, de Cassavetes, e Atlantic City, de Louis Malle. Glauber denunciou a mediocridade do júri, submisso a Hollywood. Quis agredir Malle.

Há um enigma Cassavetes. Consciente de que a obra autoral do diretor é pouco conhecida no País, Joel Pizzini, cineasta e responsável (com Paloma Rocha) pela restauração da obra de Glauber, assina a curadoria da grande retrospectiva que começa nesta terã-feira no Rio. O Centro Cultural Banco do Brasil de lá vai exibir os 12 filmes que Cassavetes realizou, mais quatro que fez só como ator. Em fevereiro, a programação chega desfalcada a São Paulo, na Cinemateca. Os filmes incluem os cinco que o Grupo Estação adquiriu da distribuidora portuguesa Atalante (e vai lançar em 2007) - Shadows, Faces, A Woman under Influence, The Killing of a Chinese Bookie e Opening Night. Serão realizados dois debates, o primeiro nesta terça, com participação de Paulo César Saraceni e Helena Ignez; o próximo, dia 9.

O que Cassavetes ainda tem a nos dizer? Ator de clássicos hollywoodianos como Os Doze Condenados, de Robert Aldrich, e O Bebê de Rosemary, de Roman Polanski, Cassavetes construiu sua grande obra de autor na produção independente, à margem do cinemão. Seus filmes tratam dos problemas do casal, valorizam o ator, a sua capacidade de improvisação. Domingos Oliveira diz que o método Cassavetes de alguma forma antecipa o seu manifesto BOAA, em defesa do filme de baixo orçamento e alto-astral.

Fonte: Agência Estado



Escrito por Romildo, no RIO, às 15h18
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VIVENDO BEM

Associados da PREVI no Globo Repórter

Os dois associados mais idosos da PREVI são personagens do Globo Repórter. O programa será exibido pela TV Globo na sexta-feira, oito de dezembro, por volta das 22h, com reprise no fim de semana pela Globo News (sábado, às 9h05min, e domingo, às 13h05min). Inicialmente a exibição seria em novembro, mas a emissora decidiu adiar para dezembro. Intitulado “Como viver bem até os 100”, o programa também mostra a turma que já ultrapassou a marca dos 100. E, felizmente, esse grupo está representado por dois associados da PREVI: Enoch Periandro de Oliveira completou 102 anos em 28 de outubro e Hildergardo Doria de Mendonça chega aos 102 em abril de 2007. Ambos moram no Rio de Janeiro e vivem muito bem para a idade.

Centenários inteirões

Nascido em Santa Rita, na Paraíba, no mesmo ano da criação da PREVI, Enoch mantém-se disposto para as caminhadas diárias no calçadão de Copacabana, onde mora. Considera que a boa saúde se deve a três fatores: fé nos deuses e na natureza, leitura diária de livros e de jornais (pelo menos dois), e um bom vinho nos fins de semana. Entrou no Banco em 1930 e se aposentou em 1960. Tornou-se fundador-contribuinte da PREVI ao optar por nela permanecer em vez de se filiar ao antigo Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Bancários (IAPB). As fotos do aniversário estão no site da PREVI.

Hildegardo Mendonça é sete meses mais novo que Enoch, mas diz ter 102 anos porque conta o ano já começado e incompleto. Seu Mendonça é poeta. São oito livros escritos e uma coletânea, Pedaços de Mim vol. I, publicada em 2005, com lançamento na sede da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB). O segundo volume está pronto, aguardando apenas a edição gráfica. Até hoje, mantém a máquina de escrever Remington portátil, adquirida em 1956, onde escreveu seus versos. Alagoano de Penedo, cidade às margens do Rio São Francisco, conta ser contemporâneo do cangaceiro Lampião. Seu Mendonça iniciou carreira no BB em 1925 e aposentou-se em 1972. Depois ainda trabalhou no Banco Continental e na Superintendência Nacional da Marinha Mercante (Sunamam) por 14 anos. No período, foi convidado de honra do BB para a inauguração de agências nos EUA e na França.

Fonte: Previ



Escrito por Romildo, no RIO, às 13h00
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CRISE DA CASSI

Novo balancete da Cassi aponta déficit de mais de R$ 95 milhões

Os diretores eleitos da Cassi, Douglas Scortegagna e José Antonio Diniz, encaminharam ao Presidente do Banco do Brasil, Rossano Maranhão Pinto, no dia 1º de dezembro de 2006, carta contendo, em anexo, o balancete da entidade até outubro de 2006. Os números indicam que o déficit da Cassi subiu de R$ 88.673 mil (dados do balancete de até setembro de 2006) para R$ 95.215 mil.

No documento, os diretores ressaltaram a sua preocupação com a atual situação financeira da Cassi. Afirmaram ainda que, em reunião da diretoria executiva da Cassi no dia 27/11, registraram sua proposta para aplicação do artigo 20 do estatuto, pela antecipação por parte do BB de duas arrecadações mensais - uma vez que a Cassi já está utilizando reservas provisionadas no montante de aproximadamente R$ 72 milhões – a fim de garantir os recursos necessários à cobertura dos compromissos financeiros assumidos pela Cassi até dezembro deste ano.

No dia 21/11, os diretores já haviam enviado uma carta ao presidente do BB enaltecendo sua preocupação com o déficit da Cassi.

Fonte: Agência Anabb



Escrito por Romildo, no RIO, às 12h58
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TEATRO NO CCBB E BRASÍLIA

Alunos de escolas públicas participam de festival de teatro no CCBB

E aí, vendo a vida passar? Este é o tema proposto pela Fundação Athos Bulcão para as 12 escolas públicas que participam do Festival de Teatro na Escola 2006, que se inicia no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). O festival é o resultado de um projeto de oficinas de montagem teatral nas escolas públicas que é realizado pela fundação desde 2000, no Distrito Federal.

"O principal fundamento da iniciativa é  possibilitar as expressões lingüística e corporal dos alunos e, por meio delas, a elevação da auto-estima", afirmou a idealizadora e coordenadora do evento, Verônica Maia. Ela explicou que, por esse motivo, a escolha das escolas participantes, baseada na motivação dos alunos e professores, procura contemplar tanto as que já se mobilizam espontaneamente para o festival, quanto as que, no primeiro instante, não manifestam interesse algum em apresentar uma peça de teatro.

Por isso, o tema deste ano visa incitar professores e estudantes a se mobilizarem, a saírem de um estado de simples espectadores de suas condições sociais, humanas e educacionais, para um papel mais ativo, dinâmico e criador.

De acordo com Verônica, a partir do momento em que eles conseguem se expressar por meio do teatro, surge toda uma cadeia de progressos. "Os benefícios da participação são muitos. Mas um dos mais visíveis é a fluência verbal – tanto em vocabulário quanto em desinibição para se expressar", avaliou. Segundo Verônica, a dificuldade de dominar o português inviabiliza, muitas vezes, todo um processo educacional.

A coordenadora afirmou ainda que, nos workshops preparatórios para a escolha dos textos e nos ensaios foram detectadas duas grandes dificuldades entre os alunos: "O medo do fracasso e a barreira lingüística de quem não domina um falar mais culto", disse. O festival, explica ela, ajuda no combate a esses dois entraves ao desenvolvimento pleno da personalidade dos alunos – eles melhoram a imagem que têm de si mesmos e ingressam no mundo das artes.

Outro diferencial da iniciativa é a liberdade que as escolas têm na escolha do espetáculo que irão encenar. "Normalmente, são feitas releituras de peças conhecidas, mas também há algumas com textos da própria lavra dos alunos e ainda aquelas que são fiéis aos textos originais", disse Verônica.

Neste ano, a maioria dos textos, dez no total de 12, foram criados pelos próprios alunos. Os outros dois são adaptações de originais de   Samuel Beckett – Enquanto Godot Não Vem...O Que Fazemos em Um Ato – e de Gil Vicente – O Auto da Barca.

Os espetáculos são elaborados durante quatro meses, nos quais estudantes e professores trabalham conjuntamente com orientação quinzenal de professores de Artes Cênicas da Fundação Athos Bulcão. As escolas escolhidas para participar do festival recebem da fundação uma pequena ajuda de custo. Os trabalhos preparatórios são realizados nas escolas no contraturno das aulas ou nos finais de semana. Os alunos atuam como autores, atores, cenógrafos, sonoplastas, figurinistas, iluminadores e produtores.

Desde que o festival foi criado, as oficinas de montagem teatral já realizaram 84 espetáculos, 20 instalações cênicas, cinco leituras dramáticas, dez instalações e um seminário de dramaturgia. Em seis anos, cerca de 2.125 adolescentes e 80 professores participaram diretamente e foram assistidos por, aproximadamente, 80 mil espectadores.

Neste ano, no dia de encerramento do evento, no próximo domingo, será lançado, às 19h, o II Caderno de Dramaturgia do Festival. "A publicação traz textos que foram encenados nas edições passadas. Para nossa satisfação, temos notícia que alguns deles, criados por estudantes do Distrito Federal e que fazem parte do primeiro caderno, já foram encenados em diversas escolas do País", informou Verônica. Ela acrescentou ainda que trechos de peças do primeiro caderno também foram utilizados em provas do Programa de Avaliação Seriada (PAS).

Programação:

04/12 – segunda-feira
19h – Cerimônia de Abertura
19h30 – Brincadeira Curiosa - Escola de Meninos e Meninas do Parque
21h – Fragmentos – Centro Educacional 1 do Cruzeiro

05/12 – terça-feira
19h – A Volta do que Não Foi - Centro de Ensino Fundamental 16 da Ceilândia
21h – Vila do Alívio – Centro de Ensino Fundamental 17 da Ceilândia

07/12 – quinta-feira
19h – Imaginário da Vida Real - Centro de Ensino Fundamental 209 de Santa Maria
21h – Voltar Atrás É Melhor que Perder-se no Caminho – Centro de Ensino Fundamental 411 de Samambaia

08/12 – sexta-feira
19h – Me Contradigo Quando Digo Quem Sou – Centro de Ensino Médio 01 do Paranoá
21h – Enquanto Godot Não Vem... O que Fazemos em um Ato? – Centro de Ensino Médio 02 da Ceilândia

09/12 – sábado
16h – Falar - Centro Educacional do PAD -DF
19h – Quase Famosas - Centro de Ensino Fundamental 24 da Ceilândia
21h – O Auto da Barca - Farsa adaptada de uma vida passada – Centro Educacional do Lago Norte

10/12 – domingo
15h – No Sítio do ... – Centro de Ensino Fundamental Nossa Senhora de Fátima
17h - Encerramento


Festival de Teatro na Escola 2006 da Fundação Athos Bulcão – Dias 5, 7 e 8, às 19h e 21h. Sábado, dia 9, às 16h, 19h e 21h. Domingo, dia 10, às 15h, 17h e 19h. Entrada franca.

Fonte: Débora Xavier, do Jornal de Brasília



Escrito por Romildo, no RIO, às 12h38
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INVESTIMENTOS DA PREVI

Telemar remarca 3ª convocação de AGE para 15 de dezembro

A Telemar remarcou para dia 15 de dezembro, às 9h, a terceira convocação de assembléia geral extraordinária que examinará sua reformulação societária, que objetiva listar a empresa no Novo Mercado. A realização da reunião foi liberada depois que a Justiça, após consulta à CVM, liberou o voto de todos os preferencialistas. A empresa alterou o local do encontro para a Associação Atlética do Banco do Brasil, na Lagoa, no Rio de Janeiro, por conta do elevado número de acionistas que compareceram à primeira e à segunda convocação da Age.

Fonte: Último Segundo


JUSTIÇA LIBERA VOTO DE ACIONISTAS PREFERENCIAIS DA TELEMAR

Controladores poderão definir reestruturação societária da empresa. Acionistas minoritários temem perder com a mudança

A Telemar informou, nesta segunda-feira (4), que a Justiça reconsiderou decisão anterior e liberou todos os detentores de ações preferenciais a votar na assembléia que examinará a reestruturação societária da companhia. Assim, sócios que fazem parte do bloco de controle da Telemar (Fundo Previ e Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES) terão direito a voto na assembléia, que deve ocorrer até o fim do ano.

A briga judicial da reestruturação da Telemar se dá entre acionistas minoritários da empresa, que querem impedir a reestruturação societária da empresa, e os controladores (Previ, BNDES, GP Investimentos, entre outros). Os minoritários estão insatisfeitos com a reestruturação e se opõem ao valor de troca fixado pela companhia, em que uma ação ordinária (ON) vale 2,6 vezes o valor de uma preferencial (PN). Os minoritários temem perder com a mudança.

A decisão anterior, porém, acompanhava o entendimento dos minoritários: detentores de ações preferenciais com participação também em papéis ordinários ficariam impedidos de votar na assembléia. Entretanto, a suspensão da decisão está baseada em parecer da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão regulador em caso de reestruturações societárias. A CVM determina que todos os detentores de ações preferenciais, mesmo os que tenham também ações ordinárias, deverão votar na assembléia de mudança societária da companhia. (Com informações da Agência Estado e do Valor OnLine)

Fonte: G1



Escrito por Romildo, no RIO, às 12h31
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A FARRA DOS BANCOS

Itaú vira maior banco privado em ativos

Após concluir compra das operações do BankBoston no Brasil, instituição atinge R$ 201 bi e supera o rival Bradesco

Família Setubal ainda vê sua instituição passar a Caixa Econômica, se considerados os bancos públicos; em depósitos, Bradesco é líder

NEY HAYASHI DA CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Depois de finalizar a compra das operações do BankBoston no Brasil, o Itaú conseguiu ultrapassar o Bradesco e se consolidou como o maior banco privado do país. Segundo levantamento feito pelo Banco Central a partir dos balanços das instituições de setembro, o Itaú encerrou o terceiro trimestre com ativos totais de R$ 201,3 bilhões, quase R$ 6 bilhões a mais que os de seu rival.

Ainda de acordo com o BC, o banco da família Setubal também superou a Caixa Econômica Federal em volume de ativos e, portanto, assumiu a segunda colocação no ranking geral das maiores instituições financeiras do país, atrás apenas do Banco do Brasil.

Os números consideram apenas as instituições financeiras que fazem parte do conglomerado de cada banco. Subsidiárias dos bancos que não atuam no sistema financeiro -como administradoras de cartões de crédito e seguradoras- não entram no cálculo do BC.

Em relação ao segundo trimestre, os ativos do Itaú aumentaram R$ 35 bilhões. Em geral, os ativos dos bancos crescem de acordo com uma série de fatores, como o aumento na concessão de crédito e nas aplicações em títulos públicos -financiados, na maioria dos casos, pelo crescimento nos depósitos de seus clientes.

Mas, no caso do Itaú, a compra do BankBoston foi fundamental para o salto no ranking: no final do segundo trimestre, os ativos do banco norte-americano no Brasil somavam R$ 22,013 bilhões. Sem essa diferença, o Bradesco teria se mantido como o maior banco privado do país, posição que ocupava no ranking do BC desde 1998.

Na comparação com setembro do ano passado, os dez maiores bancos do país em ativos continuam os mesmos, com mudanças apenas na ordem: além da ascensão do Itaú, o ABN Real subiu um degrau, depois de ultrapassar o Santander Banespa.

Depósitos
Apesar da queda no ranking por ativos, o Bradesco se manteve como líder, entre os bancos privados, na captação de depósitos: o saldo mantido por seus clientes em poupança, conta corrente e aplicações em CDBs era de R$ 78,988 bilhões em setembro. O Itaú vem logo a seguir, com depósitos totais de R$ 56,461 bilhões.

Seguindo esse critério, BB e Caixa Econômica lideram o ranking geral: juntos, os dois bancos federais têm mais de R$ 260 bilhões em depósitos.

Só a Caixa possui, sozinha, um saldo em cadernetas de poupança de R$ 57 bilhões, que supera a soma das aplicações feitas pelos clientes no Bradesco e no Itaú nessa modalidade de investimento.

Mudanças nas posições nesse tipo de ranking, porém, têm pouco impacto nas operações das instituições financeiras. "Isso é uma questão muito mais de marketing", diz Edson Carminatti, analista do Inepad (Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração).

De acordo com Carminatti, "a preocupação do Itaú ao comprar o BankBoston não era se tornar o maior banco. É claro que isso traz uma certa publicidade, mas o objetivo não era esse, eles queriam ganhar força em segmentos específicos do mercado".

Com a aquisição, diz o analista, o Itaú ganhou força na administração de recursos de terceiros -por meio de fundos de investimento- e no mercado de clientes de renda mais alta. Em compensação, o BankBoston tinha um volume relativamente pequeno de depósitos, o que explica a folga que o Bradesco manteve nesse quesito.

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, no RIO, às 11h29
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AVISO AOS BBNAUTAS

Nestes dias este BBlog vai receber poucas notas, pois encontro-me em viagem, participando de alguns eventos. Durante o dia de ontem participei de reunião do Grupo Assessor de Previdência, da Anabb, que discutiu profundamente questões relacionadas à Previ, principalmente no que diz respeito à utilização da reserva especial (resultante do superavit acumulado, inclusive o previsto para o corrente ano).

A propósito, a o site da Anabb realizou pesquisa sobre este tema. Leia a seguir o resultado. Antes, porém, informo que nestas quarta e quinta-feiras estarei participando, na Previ, de reunião do Conselho Consultivo do Plano 1, do qual estou como coordenador.

"Maioria dos participantes de enquete prefere aumento de benefício da Previ

Em uma semana no site da ANABB, a enquete, que perguntou “O que você gostaria que fosse feito com a reserva especial (sobra de receita) da Previ este ano?” teve a participação de 1.394 internautas. A maioria dos participantes (62%) disse que a sobra de receita da Previ deveria ser usada para aumentar o valor do benefício.

Para 25%, essa reserva deveria ser utilizada para devolver dinheiro aos associados. Uma parcela de 7% gostaria que esses recursos fossem usados para zerar a contribuição. Já 2% dos participantes disseram que a reserva especial deveria ser usada para diminuir o tempo de contribuição, e o mesmo percentual apontou que a sobra de receita deveria ser aplicada de outra forma. A minoria (1%) gostaria que esses recursos fossem investidos na carteira de pecúlio."



Escrito por Romildo, no RIO, às 11h19
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INVESTIMENTOS DA PREVI

Embraer só perde para Boeing e Airbus em jatos comerciais

Com avião de até 118 lugares, empresa brasileira ultrapassa Bombardier e obtém pedidos no valor recorde de US$ 13,3 bi

Empresa passou a atuar em segmento no qual não há concorrência; preço maior das aeronaves elevou o valor da carteira de pedidos

CLÁUDIA TREVISAN
DA REPORTAGEM LOCAL

A brasileira Embraer superou sua maior concorrente, a canadense Bombardier, e assumiu o posto de terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo, atrás apenas da Boeing e da Airbus.

No dia 20 de novembro, a Embraer tinha pedidos firmes de 454 aviões, 417% a mais que a Bombardier, segundo a consultoria norte-americana Back Aviation Solutions. Os dados não incluem o segmento de jatos executivos, no qual a canadense tem maior participação.

"A Embraer não pode mais ser ignorada pelos investidores globais no setor aeroespacial e deve ser considerada ao lado de Boeing e Airbus", escreveu o analista Ronald Epstein em relatório da Merrill Lynch divulgado no dia 20 de novembro.

O que mudou a posição da empresa brasileira foi a decisão de produzir uma família de aviões maiores que os jatos regionais de até 50 lugares que eram sua marca registrada.

Com capacidade para até 118 passageiros, as novas aeronaves começaram a chegar ao mercado em 2004, em um momento de recuperação da aviação comercial e de saturação do mercado norte-americano para aviões de pequeno porte.

Maior cliente da aviação mundial, os Estados Unidos são o principal destino dos aviões da Embraer, que exporta quase toda a sua produção.
Outro fator que catapultou as vendas da companhia foi a virtual ausência de concorrência no segmento de aviões de 70 a 120 lugares, alvo da nova família, batizada de 170/190.

O mercado de aviação é dividido entre as grandes Boeing e Airbus, que fabricam aviões com mais de 120 lugares, e Bombardier e Embraer, que investiam em jatos menores.

A empresa, sediada em São José dos Campos (SP), decidiu ocupar o espaço vazio entre os aviões regionais e os de grande porte. Lançado em 1999, o projeto consumiu investimentos de US$ 1 bilhão e começou a dar frutos em 2004, com a entrega dos primeiros E-170 para a polonesa Lot, a italiana Alitalia e a norte-americana US Airways.

Mas o grande sucesso da família, o E-190, só saiu da linha de montagem em setembro de 2005, para integrar a frota da Jet Blue (EUA), que comprou 101 aeronaves. Um ano depois, começou a ser entregue o último modelo, o E-195.

"Não há nada no mercado nesse tamanho", afirma Gueric Dechavanne, diretor da Back Aviation Solutions.

O sucesso se reflete no aumento do número de pedidos. No fim de 2005, a Embraer tinha US$ 10,4 bilhões em carteira, pouco menos que os US$ 10,7 bilhões da Bombardier -esses números incluem aviação comercial e executiva.

Os resultados do terceiro trimestre de 2006 mostram que a empresa brasileira já tinha US$ 13,3 bilhões de pedidos em carteira, comparados a US$ 11,7 bilhões da canadense.

"Esse é o mais alto nível de pedidos da história da Embraer", destaca Caio Dias, analista de aviação e transporte do Santander. A principal razão para a brasileira ter superado a canadense no valor dos pedidos é o maior preço dos aviões da família 170/190. O maior deles, o E-195, custa US$ 35 milhões, 60% a mais que o maior jato regional, o RJ-145, de 50 lugares.

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h53
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