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| BBlog: o BB, seus funcionários e Entidades (Blog do Romildo) |
BB DIGITAL
Projeto Datacenter do BB e CEF na
Cidade Digital será conhecido na segunda-feira (30)
BRASÍLIA - Está em fase de
consulta pública o edital para a primeira Parceria Público Privada no DF (PPP),
que prevê a construção do Consórcio Datacenter, formado pelo Banco do Brasil
(BB) e Caixa Econômica Federal. Ele será presidido por Jesualdo Conceição da
Silva. O documento foi aprovado pelo Comitê Gestor de Parcerias do Governo
Federal e está aberto a sugestões dos interessados até 13 de novembro.
Para esclarecer eventuais dúvidas
e prestar informações acerca do consórcio, executivos das duas instituições
financeiras realizarão na próxima segunda-feira (30), em Brasília, no auditório
do Complexo Central de Tecnologia do BB, na 716 Norte, uma apresentação pública
do projeto.
Pela manhã, os diretores do BB e
CEF farão, ainda, uma apresentação executiva do projeto à governadora Maria de
Lourdes Abadia e autoridades locais e federais.
O empreendimento é
considerado a grande âncora do Parque Capital Digital, projeto do Governo do
Distrito Federal que criará em Brasília o primeiro parque tecnológico da região.
Perfazendo uma área total de 24 mil metros quadrados de área construída,
o projeto prevê 5,2 mil metros quadrados de piso elevado especialmente preparado
para hospedar toda a infra-estrutura de TI a ser implantada.
O novo
Datacenter vai garantir alta disponibilidade e a continuidade dos negócios dos
dois bancos, mesmo em casos de blecautes. O Datacenter proporcionará, também, a
expansão da infra-estrutura de TI e a redução imediata de riscos operacionais,
atendendo aos normativos do Acordo de Basiléia II e Surbanes Oxley.
Além
dos R$ 820 milhões, que serão aplicados nas instalações físicas do
empreendimento, previstos no edital, os ativos em TI a serem alocados chegarão a
R$ 2 bilhões.
INVESTIDORES - O Parque Capital Digital terá uma grande
importância para o desenvolvimento do Distrito Federal. Um dos grandes
investidores do Parque é o Consórcio Datacenter, formado pelo Banco do Brasil e
Caixa Econômica Federal (CEF). Serão alocados, no empreendimento, recursos de R$
2 bilhões em ativos em Tecnologia da Informação (TI). Os investimentos a serem
aplicados nas instalações físicas somam R$ 820 milhões. O Datacenter
proporcionará, ainda, a expansão da infra-estrutura de TI e a redução imediata
de riscos operacionais.
O parque tecnológico do DF abrigará mais de mil
empresas. É esperada a criação de mais de 30 mil empregos diretos e indiretos. A
meta é dinamizar o setor da tecnologia da informação na região. Assim, o DF será
capaz de atrair empresas de todo o Brasil e do exterior.
LICENÇA - No
dia 15 de setembro, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis (Ibama) concedeu a Licença Prévia, dando, assim,
continuidade ao processo na instalação do Parque Capital Digital. Essa licença
tem validade de dois anos. De acordo com o documento emitido pelo Ibama, medidas
deverão ser adotadas para efetivar a instalação do empreendimento, como elaborar
um plano de preservação do lençol freático da área.
O Instituto ainda
fixou outras condições específicas para serem observados na elaboração do
projeto urbanístico. O empreendimento contemplará também o espaço fixo para a
implantação e expansão de instituições de ensino e pesquisa pública na área de
tecnologia.
O passo seguinte, a favor da implantação do parque
tecnológico do DF, será a contratação do projeto urbanístico, de
responsabilidade da Terracap. A empresa divulgou que pretende, nos próximos 45
dias, elaborar o termo de referência e proceder a contratação do projeto
urbanístico do Parque Capital Digital. A fixação das normas de construção e do
gabarito serão realizados pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação
(Seduh).
Em conjunto, as Secretarias para o Desenvolvimento da Ciência e
Tecnologia (SDCT) e de Desenvolvimento Econômico (SDE) -- no mesmo período da
elaboração do projeto urbanístico -- vão estruturar e submeter a aprovação o
regulamento para apreciação de cartas consultas e conseqüente apreciação dos
projetos a serem implantados, por meio das normas contidas no Programa de
Desenvolvimento Econômico Sustentável do DF (Pró-DF), cessão de direito real de
uso ou venda por licitação.
Fonte: ABN
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h11
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NA MENTE DOS INTERNAUTAS
Banco do Brasil e Coca-Cola são as marcas mais citadas
na web brasileira
Medição da empresa E-Life foi feita no mês de setembro.
Fonte: G1 - Clique aqui para
saber mais
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h22
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AABB NO NADO SINCRONIZADO
 As atletas cearenses têm
boas chances de medalhas na competição de nadro sincronizado (Foto: Banco de
Dados) |
Nado cearense disputa
brasileiro
O Ceará irá
enviar 13 atletas para o Campeonato Brasileiro de nado sincronizado, no próximo
mês, no Recife e no Rio de Janeiro. Revelação na modalidade nos últimos anos, o
Estado terá sete competidoras da AABB e seis do
Náutico
Um grupo de sete atletas da Associação Atlética Banco do
Brasil (AABB) e seis do Náutico irá representar o Estado, em novembro, no
Campeonato Brasileiro de nado sincronizado. As disputas da categoria infantil,
que contará com a participação de seis competidoras cearenses, ocorrerão entre
os dias 2 e 5, no Recife. Já a categoria juvenil terá presença de duas atletas
do Ceará e será realizada entre os dias 16 e 19, no Rio de Janeiro. A categoria
sênior, que ocorrerá no dia 25, no Rio de Janeiro, terá disputa de cinco
cearenses.
Líder do ranking brasileiro do Nível B, para clubes com até
cinco anos de prática no nado sincronizado, a AABB levará ao campeonato as
atletas Nina Gruska, Ana Catarina Duarte, Ana Cristina Duarte, Frida Dotp e
Catarina Lourenço, no infantil (10 a 12 anos), e Brenda Ramos e Taís Araújo, no
juvenil (13 a 15 anos). "Todas elas já conquistaram títulos brasileiros", aponta
a técnica Jamille Barros, que implantou a modalidade na AABB, no ano passado.
Já o Náutico, pioneiro no nado sincronizado no Ceará, tendo equipe
formada desde 2002, contará com as atletas Ana Elaise Freitas, no infantil, e
Bruna Porto, Géssica Espínola, Paula Araripe, Andrezza Mara e Suélen Batista, na
sênior (acima de 15 anos). "Todas elas também já conquistaram vitórias em
Campeonatos Brasileiros", diz o técnico Carlos Jarbes.
Dentre as atletas
da delegação cearense, destacam-se Nina Gruska e Suélen Batista. Convidada pela
Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) para treinar com as demais
atletas da seleção nacional de nado sincronizado, no Rio de Janeiro, após o
Brasileiro, por exemplo, Nina já sonha com uma vaga na equipe verde-amarela. "A
Nina tem um grande potencial. Tanto que pode se tornar a primeira atleta do
Nordeste a entrar para a seleção, que só conta com atletas do Rio de Janeiro e
São Paulo", elogia Jamille.
Fonte: O Povo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h08
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O BB E O COOPERATIVISMO
Cooperativas: Banco do Brasil disponibiliza R$ 500 mi
para SP
A Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp) firmou parceria
com o Banco do Brasil nesta quinta-feira, 26/10, para garantir a liberação de R$
500 milhões para financiar o custeio, investimento e comercialização da safra
2006/2007. A medida poderá beneficiar as 122 cooperativas agropecuárias
registradas no sistema paulista.
O protocolo de intenções foi assinado durante evento na sede da Ocesp que
reuniu o presidente da organização, Edivaldo Del Grande, o gerente geral da
Diretoria de Agronegócios do Banco do Brasil, Rogério Pio, e os superintendentes
estaduais do Banco do Brasil, Valmir Pedro Rossi, Sandro José Franco, Fernando
Florêncio Campos e Walter Malieni Junior. O acordo vigorará até junho de 2007 e
abrange o desenvolvimento de um programa de disseminação e aplicação de crédito
rural, incentivo e apoio às exportações e utilização de mecanismos de garantia
de preços agropecuários no Estado de São Paulo.
Para o presidente da
Ocesp, o acordo é um primeiro passo para aproximar os produtores dos serviços
oferecidos pelo Banco. "As cooperativas existem para facilitar o acesso do
produtor ao crédito e incentivar a comercialização de seus produtos, entre
outros aspectos. Sabemos que o Banco do Brasil tem uma forte atuação para o
desenvolvimento econômico das comunidades e, por isso, podemos ser parceiros em
muitas ações", disse Del Grande.
O presidente da Ocesp pretende estudar
parcerias com o Banco para beneficiar outros ramos do cooperativismo. "A
experiência com as cooperativas agropecuárias será um projeto piloto. Queremos
trabalhar em conjunto para disponibilizar recursos para os outros segmentos do
cooperativismo paulista", adianta.
Entre as ações previstas no protocolo
de intenções está o incentivo à capacitação, assistência técnica e preservação
ambiental, disseminar a utilização de mecanismos de garantia de preços
agropecuários, facilitar a utilização do Sistema CFC (Canal Facilitador de
Crédito) entre as cooperativas associadas à Ocesp e o Banco, além de auxiliar no
desenvolvimento das estratégias de desenvolvimento regional sustentável. As
informações são da assessoria de imprensa da Ocesp. (CBL)
Fonte: Último Segundo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 06h56
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SINDICALISMO
Diretoria do SEEB-PE reeleita
O Sindicato dos Bancários anunciou o resultado das eleições de sua diretoria, realizadas nas últimas terça e quarta-feira. A Chapa 1, Bancários da CUT, encabeçada pelo atual presidente, Marlos Guedes, foi reeleita com 85,36% dos votos válidos. A nova gestão, que segue até 2009, contará com 30% do atual quadro diretivo.
Ao todo, 3.219 bancários de um colégio eleitoral ativo de 4.406 trabalhadores, além de 428 aposentados, votaram nas 40 urnas que cobriram toda base da categoria no estado. A chapa 2 obteve 14,64% dos votos válidos. Foram contabilizados, ainda, 46 votos em branco e 56 nulos.
A apuração foi realizada na sede da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), nos Aflitos. A comissão apuradora foi presidida pelo Corregedor da Defensoria Pública do Estado de Pernambuco, José Antônio de Lima Torre.
A nova direção assume, oficialmente, no dia 29 de novembro, um dia após o encerramento da atual gestão. Para o presidente reeleito, Marlos Guedes, o resultado é fruto do trabalho iniciado em 1988, quando o sindicato foi “resgatado das mãos dos herdeiros da ditadura”.
Fonte: Pernambuco.com
Comentário do BBlog: Meu caro Marlos Guedes. O trabalho de retomada do sindicato "das mãos dos herdeiros da ditadura" não começou em 1988. Sugiro fraternalmente a leitura - na seção Memória, quase história, que pode ser acessada pelo menu à esquerda - da nota 1979: OPOSIÇÃO SINDICAL BANCÁRIA EM PERNAMBUCO, publicada há mais de um ano (07.10.2005). A respeito você pode conversar, ai mesmo em Pernambuco, com o Pedro Valdivino, o Jorge Perez etc
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 06h39
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TEATRO NO CCBB DO RIO
Festival Odin Teatret no Centro Cultural Banco do Brasil
Com patrocínio da Brasilcap, entra em cartaz no próximo dia 31 o Festival Odin Teatret no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro. O Odin Teatret é um grupo teatral europeu fundado há 42 anos por Eugênio Barba, um dos maiores pesquisadores e diretores de teatro em atividade no mundo.
A programação carioca do grupo inclui duas palestras com Eugênio Barba, além de cinco espetáculos de teatro, sete demonstrações e quatro workshops. Será uma oportunidade única para o público brasileiro conhecer os mais recentes trabalhos e a filosofia singular de Barba. O grande destaque da mostra será a montagem de O Sonho de Andersen, novo espetáculo do Odin, que será apresentado pela primeira vez nas Américas durante o festival no CCBB, em cartaz até 27 de novembro.
Por meio de seu programa de investimentos em cultura e da parceria com o CCBB, a Brasilcap, braço de capitalização do BB, já patrocinou exposições recordistas de público, entre elas Surrealismo, Arte da África, Antes ? Histórias da Pré-História e Por ti América. Atualmente a empresa está apoiando a mostra Fé, Engenho e Arte ? Aleijadinho e seu Tempo, também no CCBB do Rio de Janeiro e Anish Kappor, no CCBB de Brasília.
Fonte: SEGS
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 06h36
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INVESTIMENTOS DA PREVI
Consultoria reforça lobby contra operação
Talita Moreira e Daniele
Camba
A proposta de reestruturação societária da Telemar ganhou
um inimigo de peso ontem, quando a Institutional Shareholder Services
(ISS) - consultoria que é referência para toda a indústria de
fundos de pensão e de investimentos nos EUA - divulgou relatório recomendando
que os acionistas da operadora votem contra o plano.
O posicionamento do ISS reforçou o coro de gestoras de recursos como a
americana Brandes Investment Partners e a inglesa
Genesis, que já declararam que votarão contra a operação na
assembléia de marcada para 13 de novembro.
No entanto, colocou a campanha anti-reestruturação em outro patamar. As
orientações da ISS, consultoria independente especializada em questões
societárias, costumam ser seguidas à risca por grandes fundos. Em muitos casos,
eles têm de prestar contas aos cotistas se não seguem as recomendações da
entidade.
Na avaliação de alguns gestores, como Marcos Duarte, da Polo Capital
Management, a posição da ISS será decisiva na forma como votarão os acionistas
estrangeiros da Telemar - detentores de 65% das ações preferenciais (seja no
mercado local ou por meio de ADRs). "As chances de aprovação diminuem bastante",
ressaltou Luiz Guilherme Sauerbronn, analista sênior da Brandes.
Porém, o diretor financeiro da Telemar, José Luís Salazar, minimizou o
possível impacto do documento - se ele é contrário, existem outros relatórios
que são favoráveis ao plano. "Ele é tão importante quanto os outros que foram
elaborados sobre a proposta", destacou.
A ISS apontou uma série de argumentos para sugerir a rejeição da proposta. O
principal deles bate na mesma tecla em que as gestoras vêm insistindo: a
pulverização do capital da Telemar e a conversão das ações preferenciais em
ordinárias diluirão substancialmente a posição dos minoritários detentores de
papéis sem direito a voto (PNs). A consultoria também criticou a forma pela qual
foi feita a avaliação das ações.
De acordo com o relatório, outras empresas brasileiras, como a
Perdigão e a Embraer, também pulverizaram
seu capital sem impor tamanha diluição a seus minoritários. Além disso, observou
a consultoria, o caso da Perdigão mostrou que os antigos controladores firmaram
um acordo de acionistas após a reestruturação e continuam exercendo grande
influência na gestão. Perder poder econômico nessas condições não valeria a
pena, afirmou.
"Apesar de não duvidar dos benefícios de uma estrutura simplificada de
capital, da listagem no Novo Mercado e dos objetivos que a companhia está
tentando alcançar, há muita preocupação sobre o processo pelo qual esses
objetivos serão alcançados e sobre os termos que os minoritários estão sendo
chamados a aceitar. Com base nos temores sobre a justiça da transação e a
proposta de um conselho de administração que inclui candidatos escolhidos pelos
atuais controladores, a ISS acredita que a troca de ações e a reestruturação
propriamente, nesses termos, não são do interesse dos minoritários", disse o
relatório.
Salazar ponderou que apenas quatro dos 11 representantes propostos para o
novo conselho são ligados aos atuais controladores e alegou que é preciso haver
continuidade no processo de transição.
Procurada pelo Valor, a ISS não havia atendido os pedidos de entrevista até o
fechamento desta edição.
Segundo o gestor de renda variável da Máxima Asset Management, Fábio Cardoso,
a recomendação da ISS é "um tiro no pé". "Se você não concorda com o plano, é
melhor vender as ações já e não esperar pela assembléia para votar contra",
avalia. "Se o plano for rejeitado, os papéis vão cair ainda mais."
O documento derrubou as ações da Telemar ontem. Os papéis ordinários caíram
mais do que os preferenciais, refletindo a percepção de que a aprovação da
reestruturação - mais vantajosa para as ações com direito a voto - ficou menos
provável.
Para o analista Eduardo Roche, do banco Modal, a aprovação
da proposta será apertada, caso ocorra. Na assembléia do dia 13, é necessária a
presença de representantes de, no mínimo, 50% mais uma das ações preferenciais
da empresa. Conforme parecer da Comissão de Valores Mobiliários, as ações
ordinárias não poderão votar. (Com Agência O Globo)
Fonte: Valor Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 06h29
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CCBB DO RIO: PRÉDIO CENTENÁRIO
Prédio do CCBB do Rio completa 100
anos
Uma maratona cultural marca o centenário do prédio em que funciona hoje o
Centro Cultural do Banco do Brasil no Rio. O prédio fica no centro da cidade. A
exposição de fotos "Primeiro de Março, 66, 100 Anos" (de 31/10 a 3/12, das 10 às
20h, de ter. a dom., grátis) conta a história do prédio.
Haverá palestras, visitas guiadas e apresentações musicais. O edifício já foi
sede da Bolsa de Fundos Públicos, escritório aduaneiro, associação comercial e
consulado de Portugal, entre outros. O Banco do Brasil o comprou em 1923 e o
transformou em centro cultural em 1989.
Informações: 0/xx/21/3808-2020.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h06
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YAMADA NO CCBB DE BRASÍLIA
Mostra no CCBB presta homenagem ao cineasta Yoji
Yamada
Até o dia 5 de novembro o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)
apresenta a mostra Cinema Japonês - Yoji Yamada, com 12 filmes de
cineastas japoneses.
Produzida em parceira com a embaixada do Japão, a
mostra apresenta recorte da obra do cienasta que retratou desde a luta do Japão
pós-guerra para ser reerguer até as sólidas e intensas relações familiares
nipônicas.
Outros cineastas japoneses serão lembrados pela mostra, como
Kon Ichikawa e Yasujiro Ozu, entre outros.
Confira os filmes que
fazem parte da mostra:
Família (1970, colorido, 106
minutos) - Kazami Seiichi e sua esposa Tamiko emigram para um
pequeno povoado no norte, em Hokkaido, levando seus dois filhos e o velho pai de
Seiichi. A família deixa Kyushu, no sul, com as cerejeiras em flor e inicia uma
longa jornada pelo país. Dias 27 de outubro e 05 de
novembro.
Tora-san tira Férias (1990, colorido, 106
minutos) - Neste filme, Mitsuo, sobrinho de Tora-san, encontra Izumi, sua antiga
paixão. Ela tenta reencontrar o pai e Mitsuo decide ajudá-la. Tora-san e a mãe
de Izumi vão atrás deles. Dias 25 de outubro e 01 de
novembro.
Meus Filhos (1991, colorido, 121 minutos) -
Tetsuo, um jovem que mora sozinho em Tóquio, vai para o aniversário de um ano da
morte de sua mãe. Após a cerimônia, Tetsuo fica para fazer companhia ao pai e
lhe revela o ciúme que sempre teve em relação a seus irmãos. Dias 28 e
31 de outubro.
O Resgate a Tora-San (1995, colorido,
110 minutos). Este é o último filme da série É Triste Ser Homem,
encerrada por causa da morte do ator Kiyoshi Atsumi que fazia o papel de
Tora-San. Neste episódio, Tora está há meses viajando até que sua irmã o vê na
TV ajudando na reconstrução de Kobe, abalada pelo terremoto. Dias 25 de
outubro e 01 de novembro.
Escola II (1996, colorido,
122 minutos) - Enquanto enfrenta os próprios problemas - o desinteresse de sua
filha em ir ao colégio - Ryukei tem que lidar com o desaparecimento de dois de
seus alunos deficientes. Dias 26 e 29 de outubro e 02 de
novembro.
Em Busca do Arco-Íris (1996, colorido, 120
minutos) - Depois de ter uma briga com seu pai, Ryo deixa sua casa e vagueia
pelo Japão. Encontra trabalho em um pequeno teatro ambulante, pertencente a
Katsuo. Yaeko, uma viúva que dirige uma loja é objeto de admiração secreta de
Katsuo. Ryo tem a mente modificada por Yaeko que explica a dedicação de
Katsuo em fazer as pessoas felizes assistindo aos filmes. Dias 03 e 04
de novembro.
Escola IV - 15 anos (2000, colorido,
120 minutos) - Retraído e alienado, o adolescente Daisuke enfrenta problemas de
toda ordem em casa e na escola. Resolve fugir de tudo viajando de carona para
ver uma famosa árvore de 7.200 anos. Dias 26 de outubro e 02 de
novembro.
As Irmãs Makioka, de de Kon Ichikawa
(1983, colorido, 140 minutos). Kyoto, 1938. Como em todos os anos, quando
florescem as cerejeiras, as quatro irmãs Makioka se reúnem nesta cidade.
Tsuruko, a mais velha e herdeira do pai, é casada com o bancário
Katsuo. Sachiko, a segunda, mora num subúrbio do Osaka com o marido Teinosuke,
empregado de uma loja de departamentos. É com ela que vivem as duas mais jovens,
Yukíko e Taeko. A história traça um paralelo entre a vida das quatro irmãs
Makioka e as mudanças de estação no Japão. Dias 29 de outubro e 04 de
novembro.
Fim de Verão, de Yasujiro Ozu (1961,
colorido, 103 minutos). São os últimos dias de outono na casa da família
Kohayagawa. O patriarca Banpei secretamente mata serviço no seu modesto negócio
familiar para visitar sua família alternativa. Dia 31 de
outubro.
Era uma Vez em Tóquio, de Yasujiro Ozu (1953,
preto e branco, 135 minutos). A estrutura narrativa se cria através de um
ciclo de vida: momentos de crescimento e de decadência, separação de pares e
gerações. Dia 27 de outubro.
Vida de Casado, de
Mikio Naruse (1951, preto e branco, 97 minutos). Hatsunosuke Okamoto e sua
esposa Michiyo mudaram-se para um humilde bairro, em Osaka. A paixão abranda-se
com o passar dos anos. Surgem problemas maiores com a chegada de Satoko,
sobrinha de Hatsunosuke. Michiyo decide levá-la de volta a Tóquio onde resolve
procurar um emprego e não retorna à sua casa. Dia 28 de
outubro.
Pai e Filha, de Yasujiro Ozu (1949, preto e
branco, 108 minutos ). Noriko não quer se casar para poder ficar cuidando do seu
pai. Somiya então finge estar se casando novamente para que a filha não se sinta
culpada em deixá-lo. Dia 03 de novembro.
Filho
Único, de Yasujiro Ozu (1938, preto e branco, 84 minutos). Mãe solteira,
operária numa fábrica, sofre para poder criar o filho. Mais tarde, já adulto,
ele se muda para Tóquio para cursar medicina. Tempos depois sua mãe resolve ir
visitá-lo e encontra um filho desempregado, casado e morando nos subúrbios.
Dia 05 de novembro.
Cinema Japonês - Yoji Yamada - De 25
de outubro a 5 de novembro, de terça-feira a domingo, com sessões às 19h e
às 21h, no Centro Cultural Banco do Brasil. Ingressos a R$ 4 (inteira) e R$ 2
(meia).
Fonte: ClicaBrasilia
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h01
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INVESTIMENTOS DA PREVI
Minoritário avalia contestar oferta da
MittalPor Vera Saavedra Durão e
Luciana Monteiro
A queda de 7,42% das ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Arcelor
Brasil ontem refletiu a frustração do mercado com o preço oferecido pela Mittal
Steeel, agora Arcelor Mittal, na proposta de oferta de aquisição de ações (OPA)
aos minoritários da sua controlada brasileira. A desvalorização dos papéis, que
fechou cotado a R$ 36,80, foi o maior entre as ações que compõem o Índice
Bovespa.
Em comunicado divulgado ontem, a empresa informou a disposição de acatar
decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e entrar com pedido de registro
de oferta pública na autarquia. A multinacional, que detém 66% das ações da
Arcelor Brasil, disse que os acionistas que optarem pelo pagamento em dinheiro
vão receber 12,1184 euros por ação. O valor correspondente a R$ 32,71 ao câmbio
de ontem, o que embute um prêmio de 20% em relação ao valor da ação em janeiro,
quando a Arcelor Mittal fez sua primeira oferta hostil a Arcelor. O preço
deixou, no entanto, os minoritários decepcionados, já que calculavam receber
entre R$ 47 a R$ 52. Muitos já planejam até contestar a proposta, mas deverão
esperar pela avaliação da CVM.
O presidente da autarquia, Marcelo Trindade, disse ao Valor que o pedido de
registro de oferta será encaminhado para análise à área técnica, que terá 30
dias para se manifestar. A CVM pode fazer algumas exigências à Arcelor Mittal,
como ajustes a documentos. Cumprido o prazo, a oferta é registrada e realizada.
Este trâmite da entrega do pedido até a realização da oferta leva em média 90
dias, diz Trindade. Até ontem, a empresa não havia entregue a documentação para
o registro na CVM por problemas de burocracia. Espera-se que o registro seja
protocolado hoje.
A CVM, conforme esclareceu Trindade, examina a oferta toda para ver se ela
está de acordo com a Lei das S/As e com o estatuto da Arcelor Brasil. Quanto ao
preço da oferta, ele destacou que "a lei determina que a oferta seja feita por
um valor que é 80% do preço que foi pago pela companhia brasileira". O estatuto
da Arcelor Brasil diz que os acionistas da companhia brasileira têm direito a
100% do que foi pago para o controlador. Indagado se a CVM poderia suspender uma
oferta que contrariasse estes princípios, Trindade disse que não iria se
pronunciar antes do pedido de registro ser examinado pela área técnica.
A proposta feita pela Arcelor Mittal prevê duas formas de pagamento: apenas
em dinheiro ou em dinheiro e ações. No caso do pagamento em dinheiro, foi fixado
um preço de ? 12,1184 por ação, equivalente a R$ 32,71. O
valor foi estabelecido com base no Lajida (fluxo de caixa operacional)
proporcional. Para chegar ao valor, é feito o cálculo do Lajida da Arcelor
Internacional e, então, avalia-se qual a participação do Lajida da Arcelor
Brasil no total. Com base nisto, chega-se ao valor da empresa, que é dividido
pelo número de ações.
Se o acionista optar pela alternativa mista, o preço da ação pode ser o da
cotação no dia 24 de outubro (R$ 39,50) ou à média da cotação dos últimos cinco
dias do período final da oferta. Se todos optarem pelo pagamento em dinheiro, o
máximo que a multinacional está disposta a desembolsar é 2,6 bilhões de euros ou
US$ 3,27 bilhões (o equivalente a quase R$ 7 bilhões).
Em conferência telefônica, o vice-presidente da Arcelor Mittal, Aditya
Mittal, disse acreditar que a CVM entenderá que a oferta é justa. "Não entendo
como alguém poderá rejeitá-la. As pessoas (os minoritários) têm de entender que
essa é uma oferta mandatória e não voluntária", afirmou.
Apesar da confiança do vice-presidente, a contestação da oferta parece ser a
tendência que será adotada pelos minoritários da Arcelor Brasil, como Previ,
Dynamo, BNDES, Centrus e os fundos estrangeiros. Na avaliação da Previ, é
preciso saber como a Arcelor Mittal calculou o preço da ação. Numa avaliação
preliminar, a Previ observa que a empresa usou o Lajida e não o prêmio de
controle sobre o valor de mercado da ação, como fizeram na oferta de ações da
Arcelor Europa, em junho. Na ocasião, a Mittal pagou o valor de mercado da ação
da Arcelor Europa mais 82% de prêmio aos acionistas.
Hoje, os minoritários esperam ter acesso aos laudos que a Arcelor Mittal
entregou à CVM para avaliarem a metodologia do Lajida proporcional. "O valor é
muito abaixo do que esperávamos. Com base no mesmo tratamento dado aos
acionistas da Arcelor Europa chegamos a um preço de R$ 51 pela ação da Arcelor
Brasil. Este preço está subavaliado", disse um minoritário. Ele lembrou que, em
último instância, os acionistas poderão não participar da operação, já que a
oferta não é obrigatória.
O advogado Marcello Klug, sócio do escritório Albino Advogados
Associados, que representa fundos estrangeiros minoritários da Arcelor
Brasil, disse que os investidores podem ir à Justiça se não estiverem
satisfeitos. Outro estrangeiro que já demonstrou descontentamento é Chris Hohn,
diretor de gestão do fundo hedge The Children's Investment Fund. "A oferta da
Mittal viola os estatutos da unidade brasileira, que exige tratamento
igualitário entre os acionistas do Brasil e do mundo", disse o executivo, que
pretende contestar a oferta.
Até o fim desse embate, as ações da Arcelor Brasil devem apresentar muita
volatilidade na bolsa, apesar dos bons fundamentos da companhia, avalia
Guilherme Marins, analista da Ativa Corretora. A empresa é
produtora de aços longos, cuja demanda alta por conta do aquecimento do setor de
construção civil, diz. "Mas, em momentos como este, os acionistas tendem a
esquecer os fundamentos e o papel acaba sem rumo", afirma.
No início do ano, a Mittal Steel anunciou a intenção de realizar uma oferta
pública hostil aos acionistas da Arcelor, mas o Conselho de Administração da
Arcelor se opôs. As duas empresas, entretanto, chegaram a um acordo no dia 26 de
maio, numa "transação entre iguais", na qual diziam estar realizando uma fusão.
A partir daí, a Mittal realizou no exterior uma oferta pelas ações da Arcelor,
mas considerou que não seria necessário fazer uma operação aqui. Desde então, os
acionistas minoritários brasileiros travaram uma disputa com a Mittal Steel e
com a Arcelor para terem direito ao "tag along" - receber o mesmo valor ou parte
dele pago pelo novo controlador. A empresa alegava que houve fusão e não troca
de controle - o que não obrigaria a realização de "tag along". (Com agências
internacionais)
Fonte: Valor Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h19
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INVESTIMENTOS DA PREVI
Oferta da Mittal frustra minoritários da
ArcelorVera Saavedra Durão e Luciana Monteiro
Os minoritários da Arcelor Brasil ganharam, mas não levaram. Este é, até
agora, o resultado da queda-de-braço que vem sendo travada no mercado desde que
a Mittal Steel comprou em junho a Arcelor sem estender a oferta aos acionistas
da sua controlada no Brasil. A CVM não aceitou os argumentos de que a oferta da
Mittal pela Arcelor na Europa tinha evoluído para uma fusão e exigiu que ela
fizesse oferta pública de aquisição de ações (OPA) aos acionistas da empresa
brasileira. A Mittal cumpriu a determinação, mas a preços tão distantes da
pretensão do mercado que as ações da Arcelor na Bovespa despencaram 7,42% ontem.
A Mittal Steel, agora Arcelor Mittal, quer pagar 2,1184 euros por ação da
companhia, R$ 32,71 ao câmbio de ontem. Se o acionista quiser parte em dinheiro
e parte em ações, o preço será o do dia 24 de outubro na Bovespa (R$ 39,50) ou a
média da cotação dos últimos cinco dias do período final da oferta.
A proposta abriu nova frente de guerra entre Mittal e acionistas. Estes
esperavam receber entre R$ 47 e R$ 52 pelo papel. O estatuto da Arcelor Brasil
garante ao acionista 100% do que for pago ao controlador e na Europa a Mittal
pagou prêmio de controle de 82% sobre o valor de bolsa. A Mitttal estimou o
valor da controlada brasileira segundo sua participação no fluxo de caixa
operacional (Lajida) da Arcelor internacional. Assim ela só teria que
desembolsar 2,6 bilhões de euros.
O vice-presidente da Arcelor Mittal, Aditya Mittal, disse que a oferta é
justa e que "as pessoas têm que entender que essa é uma oferta mandatória
(exigida pela CVM) e não voluntária". Vã esperança. Os minoritários da Arcelor
Brasil, como Previ, Dynamo, BNDES, Centrus e os fundos estrangeiros, não
escondiam ontem seu desagrado e devem recorrer.
Fonte: Valor Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h18
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INVESTIMENTOS DA PREVI
Telecom Italia desiste de plano de venda da TIM, dizem
fontes
Por Mathias Wildt
MILÃO (Reuters) - A Telecom Italia desistiu dos planos de vender sua unidade
de telefonia móvel TIM, disseram fontes próximas à operação nesta quarta-feira.
O processo de venda levou à saída do presidente do Conselho de Administração do
grupo Marco Tronchetti Provera.
A maior companhia telefônica da Europa não considera mais a criação de uma
companhia independente para a TIM, um passo que chegou a anunciar e que
permitiria a venda da unidade.
O retrocesso da companhia vai de encontro ao governo do primeiro-ministro
Romano Prodi, que atacou publicamente Tronchetti depois que ele disse considerar
a venda da TIM.
Operadores afirmaram que o mercado recebeu bem o arrefecimento das tensões
com o governo italiano.
"Que eles queiram crescer e que não estejam vendendo unidades é boa notícia
sob o ponto de vista industrial", disse Claudio Morsenchio, gestor de fundos do
Banco Emiliano Romagnolo, que detêm ações da Telecom Italia. "Em tese, isso é
bom. Vamos ver agora como eles vão conduzir isso."
Mais cedo, a Telecom Italia informou por meio de um comunicado a retomada da
estratégia de convergência entre serviços telefônicos móveis e fixos, em
contraste aos planos apresentados por Tronchetti no mês passado.
"A Telecom Italia confirma que telefonia fixa, telefonia móvel, Internet de
banda larga e conteúdo de mídia continuam como cerne da sua estratégia", disse a
companhia.
Tronchetti revelou planos radicais de criação de unidades independentes para
banda larga, para a rede de telefonia fixa e para as operações de telefonia
celular, em 11 de setembro.
A estratégia divergia da convergência entre telefonia fixa e móvel --pela
qual Tronchetti gastou 14 bilhões de euros (17,6 bilhões de dólares) há dois
anos para comprar a TIM.
A virada e a possibilidade de que a última operadora italiana controlada
localmente caísse em mãos estrangeiras causaram um embate público com Prodi no
mês passado.
Após a primeira reunião do conselho com o sucessor de Tronchetti, Ghido
Rossi, a companhia disse que confirmava os planos anunciados no mês passado
--mas não mencionou a separação da unidade de telefonia móvel.
As fontes disseram que a Telecom Italia pretendem criar uma nova subsidiária
integral para as operações comerciais da TIM.
Rossi aparenta caminhar sobre uma corda bamba, tentando evitar conflitos com
o governo, sobre a venda de unidades, e também com Tronchetti, que, como
presidente do Conselho de Administração da Pirelli, permanece como o maior
acionista da Telecom Italia.
Fonte: Reuters Brasil
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h56
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COOPERATIVISMO
Cooperativismo viabiliza fundação de uma sociedade
autônoma no Paraná
Álvaro Borba
Wittmarsun é quase uma sociedade alternativa. A pequena comunidade a 60km de
Curitiba se organizou em torno do cooperativismo agrícola e produz laticínios
desde 1951. Wittmarsun é alternativa, na maneira como se organiza. Como o
cooperativismo faz parte da vida profissional de cada morador, ele também afeta
as relações sociais. Todos se conhecem porque todos trabalham em parceria. O
resultado é uma comunidade mais pacífica, de acordo com o presidente da
associação de moradores, Heinz Philipsen.
A paz vem aliada à prosperidade nos negócios. Quando a cooperativa lucra, a
comunidade lucra. Artur Savotski, o presidente da cooperativa agrícola que
originou a pequena cidade diz que este é o segredo para Wittmarsun ter índices
sociais diferentes dos da realidade brasileira. Serviços de saúde e de educação
só chegaram à colônia através da cooperativa.
O estilo de vida do cooperativismo já pegou as novas gerações que querem
expandir os negócios. Cooperativismo turístico é a nova moda em Wittmarsun. A
idéia é de Evelin Hansen Hamn. Ela deixou a colônia por um tempo, foi estudar
Turismo na capital do estado, quando voltou, abriu o próprio mini-hotel e
incentivou os vizinhos a fazerem o mesmo. Evelin Hansen Hamn administra uma
cooperativa de turismo em Wittmarsun.
O cooperativismo é um dos laços que une Wittmarsun. Outro é a descendência
alemã. O professor Hans Phippsen diz que as origens culturais são levadas à
sério nas aulas. A sociedade coopera para trabalhar, coopera para conviver e
coopera para fazer música: diariamente o professor dá o ritmo para 30 alunos. As
músicas são sempre alemãs.
Fonte: CBN Curitiba
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h51
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INVESTIMENTOS DA PREVI
Mittal tem até hoje para fazer oferta a minoritários da Arcelor Brasil
Danielle Nogueira
Termina hoje o prazo para que a siderúrgica indiana Mittal registre oferta aos acionistas minoritários da Arcelor Brasil na Comissão de Valores Mobiliários(CVM). Caso a companhia faça o registro, terá de desembolsar US$ 5 bilhões adicionais aos US$ 38,3 bilhões referentes à operação de fusão, ora em curso com a francesa Arcelor, holding da Arcelor Brasil. Se a preferência da empresa for a de não seguir a recomendação da CVM de estender a oferta aos minoritários, a Mittal terá de sustentar sua posição na Justiça. Procurada pelo DCI, a siderúrgica preferiu não se manifestar. Já os acionistas minoritários da Arcelor Brasil, embora estejam elaborando estratégias para um eventual conflito judicial, estão otimistas quanto ao desfecho do processo.
Se a opção da Mittal for pela oferta aos minoritários, esta será efetivada em leilão na bolsa de valores ou no mercado de balcão organizado. O leilão será realizado em, no mínimo, 30 dias e, no máximo, 45 dias contados a partir da publicação do edital, como prevê a instrução da CVM que dispõe sobre ofertas públicas de aquisição de ações de companhias abertas. O valor de compra da ação oferecido a minoritários terá de ser, no mínimo, 80% do valor ofertado pelas ações nas mãos dos majoritários. Se a opção for a Justiça, o fórum da disputa será a Justiça Federal do Rio de Janeiro, sede da CVM, ou de Brasília. O diretor de participações da Previ, Renato Chaves, reafirmou em entrevista ao DCI que considera remota a possibilidade de a Mittal descumprir a recomendação da CVM. “A empresa já afirmou que pretende crescer no Brasil usando o mercado de capitais. Seria um contra-senso se voltar contra o órgão que regula este mercado”. Apesar do otimismo, o diretor reconhece que já fez consultas a sua assessoria jurídica interna para traçar a estratégia da empresa para uma possível batalha judicial. A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, tem 4,6% das ações da Arcelor Brasil.
O Centrus, fundo de pensão dos funcionários do Banco Central, também acredita que a oferta será estendida aos minoritários. O fundo, com patrimônio de R$ 8 bilhões, tem grande interesse em vender suas ações — pouco mais de 2% do capital acionário da Arcelor Brasil. Já a Previ ainda avalia se venderá as ações, caso a oferta seja de fato feita. Para Chaves, a Arcelor Brasil é uma empresa com potencial de crescimento e, por isso, “talvez seja interessante ficar com as ações por mais tempo”.
Fonte: DCI
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 19h02
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INVESTIMENTOS DA PREVI
Vale ganha a batalha pela Inco e mantém sua classificação de
riscoVera Saavedra Durão, Raquel Balarin e Patrícia
Nakamura
Foram duas batalhas para a Companhia Vale do Rio Doce
(CVRD). Uma, para convencer os acionistas da canadense Inco
de que sua oferta de 86 dólares canadenses por ação, em dinheiro, era a melhor
disponível e que, portanto, eles deveriam vender os papéis para a mineradora
brasileira. A outra batalha foi mostrar às agências de classificação de risco
que a companhia conseguiria rapidamente reduzir o endividamento após a aquisição
e que, portanto, merecia ser mantida na seleta lista de "investment grade" (grau
de investimento, classificação dada a empresas com baixíssimo risco).
A CVRD venceu os dois embates. À uma da manhã de ontem (meia-noite no
Canadá), donos de 7,5,66% das ações ordinárias da Inco aceitaram vendê-las à
Vale. O valor total desses papéis, de cerca de US$ 13,5 bilhões, será pago aos
acionistas amanhã. É a maior aquisição já feita por uma empresa privada da
América Latina. Um pool de 20 bancos, liderados por ABN Amro,
Credit Suisse, Santander e
UBS, havia colocado à disposição da companhia um total de US$
34 bilhões para financiar a compra.
Como a intenção da Vale é fechar o capital da Inco - e para isso é necessário
que ela obtenha a adesão de no mínimo 90% dos acionistas - a companhia decidiu
estender sua oferta até o dia 3 de novembro, pelo mesmo valor de 86 dólares
canadenses por ação. O Valor apurou que a Vale poderá estender esse prazo por
mais duas vezes, até o fim do ano. Mesmo sem ter ainda todo o capital da Inco, a
canadense já pode ser incorporada à Vale como subsidiária integral, batizada de
CVRD Inco, e ser consolidada no balanço da brasileira a partir do último
trimestre deste ano.
O presidente do conselho de administração da nova subsidiária da Vale será
seu presidente executivo, Roger Agnelli.
Ontem, as principais agências de rating anunciaram a revisão da classificação
de risco da Vale. A Fitch Ratings manteve a classificação de
longo prazo em moeda estrangeira em BBB- (faixa inferior da categoria grau de
investimento) e rebaixou o rating em moeda local de BBB para BBB-. Segundo a
agência, a mudança reflete os efeitos da alavancagem (aumento da dívida em
relação ao patrimônio) já que a empresa deve assumir, ao final do processo, uma
dívida de US$ 18 bilhões em forma de empréstimo-ponte sindicalizado (rateado
entre vários bancos) e de mais US$ 1,9 bilhão das obrigações da Inco.
Com a aquisição, a Fitch calcula que a dívida total da Vale, hoje de 0,8 vez
a geração de caixa operacional (Ebitda, na sigla em inglês, ou lajida, em
português) deverá subir para 2 vezes.
A Vale recorreu a um corpo-a-corpo com as agências de rating para manter o
"investment grade. Perder esse status significaria aumentar o custo de captação
justamente no momento em que a empresa partirá para substituir parte do
empréstimo-ponte (com prazo de dois anos) por captações no mercado. Uma emissão
de debêntures de R$ 5 bilhões, com prazo de sete anos, já está no forno.
De acordo com Anita Saha, diretora de finanças corporativas da Fitch Ratings
para a América Latina, a empresa manteve o "investment grade" para a Vale porque
a mineradora explicou como pretende reduzir a dívida neste ano e em 2007. "Eles
vão usar o caixa da companhia (hoje de US$ 2 bilhões) e vender uma série de
ativos não-estratégicos, como participações em siderúrgicas, entre elas a
Usiminas", afirmou Saha.
Na Usiminas, a Vale tem hoje 23% do capital ordinário. Deverá vender para
seus sócios 6% e outros 10% serão oferecidos no mercado. Com a operação,
espera-se captar no mínimo R$ 1 bilhão. A empresa também deve se desfazer dos 5%
que tem na usina argentina Siderar, controlada pela Ternium. Havia também
rumores sobre a venda dos 50% que a Vale detém na laminadora americana
California Steel, que poderia gerar entre US$ 800 milhões e US$ 1 bilhão, mas a
mineradora negou essa intenção.
Outra opção para reduzir a alavancagem pode ser a emissão de ações, apesar de
a companhia ter informado, em um primeiro momento, que não partiria para a
colocação de novos papéis no mercado. O Valor procurou ontem representantes da
Vale, mas a companhia informou que eles só irão se pronunciar hoje.
A compra da Inco fez a Vale do Rio Doce conquistar o status genuíno de
companhia global, ao diversificar a posição geográfica de seus ativos. Até o ano
passado, a empresa concentrava no Brasil 98% de suas jazidas, enquanto o
restante estava na Europa. Agora a fatia do país cai para 60%, mas a Vale amplia
seus domínios no continente europeu (3%), além de ganhar peso expressivo na
América do Norte (27%) e Ásia (5%).
Ao se transformar na segunda maior mineradora do mundo, a Vale agrega mais 11
mil pessoas aos seus 38 mil funcionários, e pode elevar seu faturamento para
cerca de US$ 18 bilhões e o lucro anual para US$ 6 bilhões. A empresa também
reduz a dependência dos minerais ferrosos na composição da sua receita. Em 2005,
tal nicho representou 74% da receita da empresa. Agora, essa proporção é de 56%.
O níquel, que sequer figurava entre as principais fontes de faturamento,
representará 20% da receita, tornando a Vale principal produtora mundial da
commodity. Até 2011 a produção de níquel da Vale vai alcançar 402 mil
toneladas/ano, quase o dobro da segunda colocada, a Norilsk
Nickel.
A aquisição também coincide com um dos períodos mais auspiciosos dos minerais
não-metálicos na história. Na London Metal Exchange (LME) a cotação do níquel
ultrapassa a casa dos US$ 32 mil por tonelada (a maior cotação em duas décadas)
e sem perspectiva de desaquecimento a curto prazo, por conta dos estoques
mundiais minguados e do nível de consumo em franca expansão.
Controladores da Vale, capitaneados pela Previ, fundo de pensão do Banco do
Brasil, comemoraram a aquisição da canadense. Renato Chaves, diretor de
participação da Previ, atribuiu o fato à aprovação pelo conselho da companhia de
uma estratégia correta de internacionalização da Vale. "Foi um trabalho conjunto
dos acionistas, nas definições das estratégias, apoiando o corpo executivo. Não
dá para creditar o sucesso a um determinado segmento, mas a todos, empregados e
técnicos."
Ontem, os líderes do United Steelworkers (USW), sindicato que reúne os
trabalhadores de mineração do Canadá, divulgaram nota dizendo que estão prontos
para enfrentar a nova realidade da CVRD Inco, "com um acordo coletivo bem
fechado em Sudbury, que garante que ninguém seja despedido, e com um primeiro
acordo da Voisey's Bay Nickel, que incrementou os salários de forma
significativa para os novos membros da família de empregados da Inco".
Fonte: Valor Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 19h00
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A FARRA DOS BANCOS
Queda da Selic engorda "spread"Alex
Ribeiro
Os bancos repassaram aos clientes apenas algo como metade da queda nos seus
custos de captação que, graças à perspectiva de queda da taxa Selic, obtiveram
em setembro. O custo médio de captação dos bancos caiu 0,7 ponto percentual,
para 13,7% ao ano, enquanto os juros médios cobrados de pessoas físicas e
jurídicas foi reduzido em só 0,4 ponto percentual, para 41,5% ao ano.
Esses números também podem ser lidos por outro ângulo - como os bancos não
repassaram integralmente para os clientes os ganhos com o afrouxamento da
política monetária, acabaram engordando suas margens em setembro. O "spread"
bancário subiu de 27,5 para 27,8 pontos percentuais.
O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, aposta em redução do
"spread" nos próximos meses: "Provavelmente ainda não houve tempo para que a
queda no custo de captação fosse repassada aos juros bancários, mas a tendência
é que seja repassada."
Lopes lembra que levou algum tempo para que o afrouxamento na política
monetária, iniciado em setembro de 2005, fosse repassado aos juros bancários -
mas isso acabou ocorrendo.
De setembro de 2005 a setembro de 2006 os custos de captação recuaram 5
pontos percentuais., enquanto que os juros médios cobrados dos clientes caíram
8,3 pontos. Ou seja, os bancos não apenas repassaram aos clientes a queda nos
custos de captação como também reduziram o "spread", que passou de 29,4 para
27,8 pontos percentuais.
Em setembro, houve redução nos juros bancários médios tanto para pessoas
jurídicas (27,9% para 27,3% ao ano) quanto para pessoas físicas (de 53,9% para
53,8%), que levaram os juros nominais para as famílias ao seu percentual mais
baixo desde o início da série estatística do Banco Central, em julho de
1994.
As quedas mais fortes nos juros para as empresas foram na conta garantida
(recuou de 66,9% para 65,6%) e de capital de giro (de 32,8% para 32,2%). Nos
caso das pessoas físicas, as quedas foram mais discretas. O cheque especial
recuou 0,1 ponto, para 143,5%; e no crédito pessoal, de 0,2 pontos, para
58,9%.
Os "spreads", de outro lado, subiram tanto no caso das linhas para as
empresas (de 13,4 para 13,5 pontos percentuais) quanto para as pessoas físicas
(39,6 para 40,1 pontos).
Outro destaque negativo nos dados do BC foi o aumento da inadimplência, pelo
terceiro mês consecutivo, que em setembro passou de 5% para 5,1%. Em um ano, a
inadimplência avançou um ponto percentual - em setembro de 2005, era 4,1%.
No caso das pessoas físicas, houve aumento expressivo na inadimplência no
cheque especial (8,9% para 9,3%) e na linha para aquisição de outros bens que
não veículos (11,9% para 12,1%). Lopes disse que o aumento da inadimplência é um
evento esperado em um momento em que os bancos estão ampliando suas carteiras de
crédito.
Os balanços dos bancos do primeiro semestre exibiram inadimplência em alta,
que, na época, foi explicada pela agressiva abordagem de bancos privados no
segmento de não-clientes. As instituições firmaram convênios com redes
varejistas para financiar a aquisição de bens de consumo duráveis, e passaram a
oferecer crédito na rua por meio de financeiras.
Fonte: Valor Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 18h52
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A FARRA DOS BANCOS
"Spread" bancário volta a subir após 8 meses
Bancos deixam de repassar queda da Selic e elevam a diferença entre o que pagam para captar recursos e o que cobram do cliente
Enquanto a taxa básica caiu quase 6 pontos percentuais entre setembro de 2005 e o mês passado, o "spread" recuou menos de 2 pontos
NEY HAYASHI DA CRUZ DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Levantamento feito pelo Banco Central mostra que os juros cobrados nos empréstimos bancários continuam em queda e atingiram, em setembro, o nível mais baixo registrado nos últimos anos. Porém, o custo desses financiamentos poderia ser ainda menor se, pela primeira vez em oito meses, os bancos não tivessem deixado de repassar a seus clientes os ganhos proporcionados pelos recentes cortes na taxa Selic.
Como conseqüência, houve no mês passado um aumento no "spread" bancário -diferença entre os juros que os bancos pagam para captar recursos no mercado e a taxa cobrada para emprestá-los para empresas e pessoas físicas. O "spread" serve para cobrir custos -gastos com impostos, despesas administrativas, pagamento de funcionários, entre outros-, além de ajudar a compor o lucro das instituições financeiras.
Em agosto, segundo o BC, os bancos pagavam, em média, juros de 14,4% ao ano para captar recursos. Por outro lado, cobravam 41,9% ao ano nos empréstimos, resultando num "spread" de 27,5 pontos percentuais. No mês passado, o custo de captação passou para 13,7%, mas os juros dos financiamentos foi reduzido apenas para 41,5% -logo, o "spread" subiu e chegou a 27,8 pontos.
O custo de um empréstimo no Brasil é um dos mais elevados do mundo, o que é explicado tanto pela taxa Selic quanto pelo "spread" bancário: ambos são muito altos quando comparados com a média internacional. Mas, se por um lado a Selic está em queda há algum tempo, o "spread" tem se mantido praticamente inalterado.
Em setembro de 2005, a taxa Selic estava em 19,75% ao ano, e o "spread" bancário médio era de 29,4 pontos percentuais. No mês passado, a Selic havia sido reduzida para 14,25%, e o "spread" foi para 27,8 pontos.
Ao divulgar os números da pesquisa, o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, disse que a alta do "spread" ocorrida no mês passado não se configura, necessariamente, uma tendência a ser observada de agora em diante. "Nem sempre quando o custo de captação cai, as instituições repassam isso de imediato."
Juro ainda alto Para Lopes, a redução dos juros cobrados nos empréstimos -ainda que o "spread" continue elevado- deve fazer com que a procura por novos financiamentos cresça. Essa expansão do crédito, por sua vez, permitiria que os bancos diluíssem seus custos num volume maior de operações, o que contribuiria para a queda do "spread".
O problema é que, mesmo que venham caindo nos últimos meses, os juros bancários seguem altos. Entre agosto e setembro, a taxa média praticada nos empréstimos a pessoas físicas foi de 53,9% ao ano para 53,8%, a mais baixa registrada pelo BC, que começou a produzir essa estatística em 1994. "É a taxa mais baixa da série, mas ainda é elevada", disse Lopes.
Desde que o BC começou a reduzir a taxa Selic, no ano passado, os juros dos empréstimos para pessoas físicas caíram 8,3 pontos percentuais. Parte dessa queda reflete a expansão do chamado crédito consignado, em que as prestações são descontadas diretamente do salário do devedor. Nessas operações, a taxa média cobrada é de 34,7% ao ano. "Já é uma taxa mais civilizada", diz Lopes.
Nos financiamentos para empresas, a queda dos juros foi menor, mas isso se deve, em parte, ao fato de o segmento já contar com taxas mais baixas do que a média do mercado. Neste ano, os juros para pessoas jurídicas caíram 4,4 pontos percentuais, chegando a 27,3% ao ano no mês passado.
Crédito chega a 33% do PIB, o maior desde 97
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O volume de crédito oferecido pelos bancos no Brasil atingiu o maior nível em nove anos, de acordo com os dados do Banco Central. No mês passado, o saldo de empréstimos chegou a R$ 682,9 bilhões, cifra equivalente a 33% do PIB (Produto Interno Bruto). Essa proporção não era tão alta desde outubro de 1997.
Ainda assim, a oferta de financiamentos é baixa quando comparada com outros países. Após o anúncio desses números, a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) divulgou uma nota em que afirma que os recolhimentos compulsórios fixados pelo BC impedem uma expansão mais consistente do crédito.
Compulsório é o nome dado à parcela dos depósitos de seus clientes que os bancos são obrigados a recolher no BC. Do saldo total mantido em contas correntes, por exemplo, 53% ficam parados no BC. O mecanismo é usado para controlar o volume de dinheiro em circulação no país -em tese, um excesso de dinheiro poderia levar a uma alta da inflação.
"O Brasil é praticamente o único país do mundo a utilizar tão drasticamente esse instrumento, em nível muito superior ao de outros países emergentes", afirma a nota da Febraban.
Utilizando dados do FMI (Fundo Monetário Internacional), a entidade afirma que os 53% de recolhimento cobrado nos depósitos à vista colocam o Brasil no primeiro lugar do ranking do compulsório. O segundo colocado é a Colômbia, com 13%.
Pouca oferta Ainda segundo a Febraban, mesmo em países emergentes a relação entre crédito e PIB é maior -no Chile, ela está em 61%. No Brasil, as freqüentes reestruturações sofridas pelo setor bancário ajudam a explicar a pouca oferta de empréstimos.
Isso porque, ao longo dos anos, bancos que quebraram e que foram sendo socorridos por programas oficiais, como o Proer, tiveram suas carteiras de crédito excluídas das estatísticas do Banco Central. No ano de 1995, antes de uma série de programas de ajuda aos bancos, a relação entre crédito e o PIB chegou a 37%.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h11
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A FARRA DOS BANCOS
Taxa de juros menor para aposentados é criticada por
bancos
Associação dos bancos alerta de que estratégia do governo de reduzir
taxa no consignado gera retração na oferta de crédito
Conselho de
Previdência baixa de 2,86% ao mês para 2,78% o valor máximo dos juros nos
empréstimos com desconto em folha
IURI DANTAS DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Duas entidades
representativas dos bancos alertaram ontem para o fato de que a estratégia do
governo de reduzir o teto dos juros cobrados nos empréstimos consignados a
inativos vem provocando retração na oferta de crédito ao setor.
Na avaliação da Associação Brasileira dos Bancos, cerca de metade dos
empréstimos contraídos no mês passado se destinava a quitar operações com juros
mais altos.
O alerta foi feito durante a reunião do CNPS (Conselho Nacional de
Previdência Social). O plenário do conselho baixou de 2,86% ao mês para 2,78% o
valor máximo dos juros nos empréstimos com desconto em folha de pagamento dos
aposentados e pensionistas do INSS. Foi o terceiro corte neste ano, na esteira
das reduções da taxa Selic determinadas pelo Copom, do Banco Central.
"A redução dos juros tem até um valor benéfico para os aposentados, porque
torna a operação mais barata, mas é um benefício artificial porque pode
constranger a oferta de crédito", explicou Renato Oliva, presidente da
associação. Com taxas menores, os bancos ganhariam menos e se sentiriam
desmotivados a emprestar.
A Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), única entidade ligada às
instituições financeiras com direito a voto no CNPS, apresentou posição
contrária à redução dos juros. Mas foi mais contida ao comentar a possibilidade
de os cortes reduzirem a oferta de crédito aos aposentados e pensionistas. "Não
diria que o corte nos juros vai diminuir a oferta de crédito, mas não vai
aumentar. O atrativo será bem menor [para os bancos].
Os bancos é que dirão se vão continuar ou não nesse mercado", disse Jorge
Higashino, em nome da Febraban.
Segundo os bancos, os aposentados que tomaram empréstimo consignado a taxas
maiores há três meses, por exemplo, fazem agora novas operações com os juros
menores. O problema é que, para aproveitar juros ainda menores, muitos inativos
migram para parcelamentos mais longos e de valores maiores.
O governo tem posição mais cautelosa, apostando no barateamento das operações
de crédito como atrativo para os aposentados e pensionistas. Se houve erro na
dose do corte, a taxa pode ser elevada em alguns meses, na avaliação do
secretário-executivo do Ministério da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, que
ontem presidiu a reunião do conselho.
"O comportamento hoje dos aposentados em relação aos empréstimos não
justifica não transferir o corte da Selic, até porque outras taxas também estão
caindo", afirmou.
Outra crítica dos bancos diz respeito ao método de cálculo do corte. O CNPS
optou, pela terceira vez, por dividir por 12 meses o corte recebido pela Selic e
subtrair o resultado do índice dos aposentados.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h09
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CRÉDITO
Banco federal redirecionará crédito
agrícola
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Os bancos federais que operam com poupança agrícola poderão transferir cerca
de R$ 281 milhões que deveriam ser aplicados em empréstimos rurais para outras
operações, como financiamento à pessoa física. O valor é 20% maior do que os R$
234 milhões da última safra.
Com isso, o Banco do Brasil, maior agente do setor, poderá compensar uma
parte das operações feitas com agricultores a juros subsidiados pelo governo com
outras mais caras. Ao emprestar para um produtor rural, cobrando taxa de 8,75%
ao ano, o BB, o Banco do Nordeste e o Banco da Amazônia, que trabalham com
poupança rural, precisam esperar para receber a diferença em relação ao juro
praticado no mercado do Tesouro.
Para estimular os bancos a oferecerem crédito nessa linha, o governo permite
que as instituições usem uma parte dos recursos restantes que seriam emprestados
também para produtores rurais, mas a taxas de mercado, em outras operações que
considerem mais lucrativas.
Ontem, o CMN (Conselho Monetário Nacional) decidiu alterar a fórmula de
cálculo da parcela que pode ser transferida da área rural para outros segmentos
de crédito, diminuindo o valor do coeficiente utilizado.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h08
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ELEIÇÕES SINDICAIS EM PE
Bancários escolhem nova diretoria para Sindicato nesta
semana
Os bancários de Pernambuco escolhem, em votação que se encerra nesta
quarta-feira (25), a diretoria que vai administrar o Sindicato no próximo
triênio - 2006/2009. A votação ocorre no horário de 8:00 às 18:00 nos dois dias.
Uma das urnas circulará no horário de 18:00 às 24:00 para coletar o voto dos
bancários que trabalham no expediente noturno.
Duas chapas concorrem nas eleições deste ano: a Chapa 1, Bancários da
CUT, formada em parte pela atual direção; e a Chapa 2, que se denomina Grupo de
Bancários Independentes, vinculada à Feeb-Contec e à Força Sindical. A votação
ocorre no horário de 8:00 às 18:00 nos dois dias. Uma das urnas circulará no
horário de 18:00 às 24:00 para coletar o voto dos bancários que trabalham no
expediente noturno.
Fonte: pe360graus
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h57
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INVESTIMENTOS DA PREVI
Vale compra Inco e se torna segunda maior mineradora do
mundo
Por Alberto Alerigi Jr. e Denise Luna
A Companhia Vale do Rio Doce adquiriu o controle da mineradora canadense Inco
por cerca de 13,2 bilhões de dólares, o maior negócio de uma empresa brasileira
na história, e se tornou a segunda maior mineradora diversificada do mundo.
A Vale obteve até esta terça-feira 75,6 por cento do capital da empresa, ou
174,6 milhões de ações ordinárias, e vai pagar 86 dólares canadenses em dinheiro
por ação, mas o valor total do negócio deve ficar acima dos 17 bilhões de
dólares quando a empresa conseguir comprar 100 por cento das ações da Inco, como
pretende.
A Vale do Rio Doce é a maior produtora e exportadora mundial de minério de
ferro e uma das principais produtoras de manganês e de ligas ferrosas. A Vale
também produz cobre, bauxita, potássio, alumina e alumínio, entre outros
produtos.
A canadense Inco é a segunda maior produtora de níquel do mundo, produto
largamento utilizado na produção de aço inoxidável e em baterias recarregáveis,
e uma importante produtora de cobre, cobalto e de alguns metais preciosos, como
platina.
"O conselho da Inco acredita que a união com a Vale é uma grande oportunidade
para criar valor", afirmou o presidente-executivo da empresa canadense, Scott
Hand, em um comunicado.
"Nós pretendemos auxiliar a Vale em tudo que pudermos para assegurar uma
integração sem obstáculos das duas companhias, criando uma nova líder no mercado
global de mineração e metais", acrescentou Hand, que acompanha o presidente da
Vale, Roger Agnelli, em reuniões com funcionários no Canadá nesta
terça-feira.
Segundo a assessoria da empresa brasileira, os dois participarão de uma
solenidade na sede da empresa, durante a qual Hand presenteará Agnelli com uma
camisa da seleção canadense de hóquei com seu nome às costas, e receberá em
troca uma camisa da seleção brasileira de futebol.
Os executivos da Vale deverão falar com jornalistas sobre a aquisição na
quarta-feira, em uma teleconferência.
MAIS ADESÕES DE ACIONISTAS
A Vale, que foi criada pelo governo brasileiro em 1942 e privatizada em maio
de 1997, já era a maior mineradora diversificada das Américas e fica agora atrás
apenas da BHP Billiton, baseada na Austrália, no ranking global do setor.
A empresa brasileira divulgou em um comunicado que prorrogou o prazo de sua
oferta pela Inco até a meia-noite (horário de Toronto) de 3 de novembro "para
prover aos acionistas da Inco que ainda não aderiram à oferta oportunidade de
analisá-la e aceitá-la".
De acordo com a nota, a Vale informou que pretende "tomar medidas para
adquirir as ações ordinárias da Inco remanescentes no mercado". A empresa
acertou um empréstimo-ponte com mais de 30 bancos nacionais e estrangeiros para
financiar a aquisição.
O pagamento aos acionistas que já aderiram à proposta da Vale deve ser
realizado até 26 de outubro.
Para que sua proposta de assumir o controle da mineradora canadense fosse
válida, a Vale precisava de adesão de dois terços dos acionistas da empresa
canadense, cerca de 66 por cento das ações.
A Vale informou que pretende recompor o Conselho de Administração da Inco e
deslistar as ações da companhia das bolsas de Nova York e de Toronto assim que
possível.
A empresa brasileira acrescentou que pretende, assim que o número de
acionistas da Inco for reduzido, fazer com que a mineradora canadense deixe de
ter obrigação de divulgar informações financeiras no Canadá e nos Estados
Unidos.
COMPLEMENTARIEDADE
No Brasil, o representante da Bradespar na Vale, braço de participações do
Bradesco que divide o controle da companhia com o fundo de pensão do Banco do
Brasil (Previ), lembrou que o investimento na compra da Inco acontece em um
ótimo momento da empresa canadense, que registrou lucro recorde no último
trimestre.
"Foi o processo de aquisição de uma empresa vitoriosa, com mais de 100 anos e
uma grande capacidade de planejamento estratégico... há uma complementariedade
muito grande entre as duas companhias", afirmou Renato Gomes à Reuters.
"A Bradespar está mais que satisfeita com a aquisição, que leva a Vale para
um patamar muito significativo no mundo da mineração", complementou.
Apesar da aquisição da Inco já estar precificada nos papéis da Vale,
investidores recebiam bem os informes do negócio.
Na Bovespa, por volta das 13h20, as ações da empresa subiam 2,47 por cento,
enquanto o índice da bolsa subia 0,56 por cento.
As açoes da Inco operavam praticamente estáveis em Toronto.
Fonte: Reuters
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h47
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AABB COMUNIDADE NO RS
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AABB Comunidade atende 300 crianças
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Projeto em parceria com a Prefeitura oferece lazer, cultura e educação no turno inverso ao da escola. Iniciativa promove a inclusão e reduz repetência escolar
José Augusto Borowsky
O Programa AABB Comunidade, que funciona em cerca de 400 municípios brasileiros, mantém o maior projeto do Estado em Santa Cruz do Sul. Ele atende 300 crianças dentro de uma proposta de inclusão social e de complementação educacional.
De segunda a quinta-feira, no turno inverso ao da sala de aula, estudantes das escolas José Leopoldo Rauber, Guilherme Hildebrand, Duque de Caxias, Normélio Boettcher e centro educacionais Bom Jesus e Margarida/Aurora, são levados, de ônibus, até a sede da Associação Atlética Banco do Brasil, em Linha João Alves. No local, são recebidas por uma equipe de professores para as mais diversas atividades. De quebra, ainda ganham dois lanches e, no final, fazem sua higiene pessoal.
Conforme a professora Diana Lenz, coordenadora do projeto, o AABB Comunidade começou em 1999 com 150 crianças. Graças ao apoio da Prefeitura, hoje ele reúne o dobro. “Para que seja implantado, uma das condições é o convênio com os governos municipais”, explicou. A administração municipal fornece quatro professores exclusivos, lanches e transporte. Além disso, os instrutores de oficinas são da Secretaria Municipal de Educação e Cultura. Da mesma forma, a Secretaria de Desenvolvimento Social presta auxílio. A AABB disponibiliza toda a estrutura da sua sede campestre, uniformes e o material necessário às atividades.
A coordenadora ressaltou que o projeto possui uma repercussão social muito grande, a começar pelo fato de tirar as crianças da rua no turno em que não estão na escola. “Aqui, estão em um ambiente saudável, estudando e fazendo amizades.” Segundo ela, em abril, quando do início das atividades deste ano, havia crianças introvertidas, que não se relacionavam. “Agora, todas estão integradas e formam uma grande família.” Em 2006, as atividades se encerram em novembro.
ATIVIDADES
Na sede da AABB, os estudantes praticam esportes como futebol, futsal, vôlei, basquete, tênis, atletismo, handebol, vôlei de praia e ginástica. Contam com oficinas de danças, educação artística, expressão corporal, material alternativo e outras.
Outro momento importante é o acompanhamento na realização dos temas. Conforme Diana Lenz, uma das condições para integrar o projeto é que os alunos tenham boas notas no colégio. Também usufruem da biblioteca infantil da Smec e têm aulas de informática, violão e xadrez.
Uma parceria com a Unisc proporciona aulas de ginástica e de malabarismo. Um grupo ainda participa do taekondow e do hip-hop.
Os inscritos realizam passeios. Este ano, estiveram na Feira do Livro, 7º BIB, Centro de Cultura Francisco Frantz, Shopping Santa Cruz, Parque da Gruta e Oktoberfest. O resultado é a inclusão social e a queda nos índices de repetência e mais qualidade de vida.
Fonte: Gazeta do Sul |
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h30
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SEJA CONSELHEIRO NAS PARTICIPADAS DA PREVI
Previ abre inscrições para candidatos à conselheiros
A Previ abriu inscrições para quem quiser se candidatar a uma vaga nos conselhos de administração e fiscal das empresas geridas pela Caixa de Previdência. Podem se candidatar funcionários do Banco do Brasil, ativos ou aposentados, que sejam filiados à Previ há mais de 5 anos. Quem estiver na ativa deve ocupar, no mínimo AP 4, se for da Direção Geral, ou ser o primeiro gestor, caso esteja em agência ou em órgão regional. As vagas devem ser preenchidas para as assembléias ordinárias de março e abril de 2007. Os currículos que a Previ recebeu ao longo do ano também valem para esta seleção, mas só entrarão as inscrições feitas até 13/11/2006. Outras informações sobre modelo de currículo e critérios para inscrição podem ser encontradas no site da Previ – www.previ.com.br.
Fonte: Agência Anabb
Escrito por Romildo, em Brasília, às 20h29
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AVISO OS BBNAUTAS
Neste início de semana estarei em Brasília, no exercício de atividades
relacionadas ao cargo de Conselheiro de Administração da Cooperforte.
Portanto, somente a partir da próxima quarta-feira este BBlog voltará a ser
regularmente atualizado.
Enquanto isto, sugiro visitar os sites ItaliaOggi e NordesteWeb, que trazem o melhor das
culturas italiana e nordestina.
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 14h38
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KAPOOR NO CCBB DE BRASÍLIA
Surpreendente exposição de Anish Kapoor chega a Brasília
A mostra “Ascension”, do artista plástico indiano-britânico Anish Kapoor, chegou a Brasília esta semana e ficará até o início de janeiro de 2007. Conhecido por suas obras de grande porte em importantes museus e galerias do mundo todo, como o nova-iorquino MOMA, assim como em espaços públicos, Kapoor explora relações e sensações espaciais, por meio de diferentes formas e materiais.
O objetivo, segundo o próprio artista, é instigar "o medo da inconsciência, do vazio", a descrição do "vácuo" e fazer instalações que pareçam “importadas de outro mundo”. Quanto à mostra, trata-se de esculturas, vídeos e instalações, que retratam o fascínio do artista pela translucidez, pela versatilidade natural do pigmento e pelas reflexões. A interação de cada espectador transforma os espaços internos e externos das peças e é essa experiência individual que dá vida às obras.
Sensações
Entre os trabalhos da exposição, há três obras inéditas, entre elas a instalação "Ascension", que dá nome à exposição. O nome foi escolhido por representar uma linha tênue entre o terreno e o ilusional. A obra é constituída por uma coluna de vapor em espiral lançada ao teto e sugada por um equipamento especial a 120 quilômetros por hora. Outras nove completam um mundo singular de sensações e efeitos visuais fascinantes. “Na Ascension (a exposição), o meu interesse não se restringe à idéia de o imaterial tornar-se objeto, que é o que ocorre com Ascension (a obra homônima), onde a fumaça torna-se coluna. Interessa-me como, ao atravessar aquela passagem, surge a idéia de que Moisés seguiu uma coluna de fumaça, uma coluna de luz, em direção ao deserto", explica Kapoor.
Esta é a terceira exposição de Anish Kapoor no Brasil e sua primeira individual. Antes, participou duas vezes da Bienal Internacional de São Paulo (em 1983 e em 1996). A mostra que começou no Rio de Janeiro fica em Brasília até janeiro e depois segue para São Paulo.
Aos 52 anos, Anish Kapoor é considerado um dos ícones entre os escultores contemporâneos, e sua obra, das mais arrojadas. Peças de sua autoria fazem parte das coleções de arte contemporânea de alguns dos principais museus do mundo, como na Tate Britain e Tate Modern, em Londres; no Museu de Arte Moderna de Nova York; no Palacio Velázquez e no Centro de Arte Reina Sofia, em Madri, e no Stedelijk Museum, em Amsterdam.
Exposição
Além de Ascension e do Vídeo Wounds and Absent Objects (ferimentos e objetos ausentes), de 2003, oito outros trabalhos de grandes proporções, alguns vindos da Inglaterra e da Itália, compõem a mostra: •When I am pregnant, de 1992, uma parede com protuberância e reentrância em gesso, em duas versões; •Double Mirror, 1998, instalação composta por duas paredes em forma de corredor, sobre as quais há espelhos côncavos de dois metros de diâmetro; •Iris, 1998, instalação de parede em aço inoxidável, com dois metros de diâmetro; •Pillar, 2003, escultura de aço e laca azul, na qual o visitante pode entrar; •Untitled, 1999, escultura em bronze, pesando uma tonelada e meia; •When I am Pregnant, 2005, parede com reentrância, feita em fibra de vidro, madeira e tinta; •To Divide, 2006, (inédita) instalação com madeira, tinta, ferro, vaselina e cinco toneladas de cera vermelha alemã; •Untitled (Red), 2004, instalação com fibra de vidro, ferro, equipamento elétrico e lâmpadas; Serviço:
Anish Kapoor - "Ascension" Local: Centro Cultural Banco do Brasil Período: 17 de outubro a 7 de janeiro SCES/ Trecho 2/ Conjunto 22 / Brasília DF Terça a domingo, das 10 às 21h Entrada franca
Fonte: G1
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h05
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VOLEIBOL NA AABB/SÃO LUÍS
AABB inicia Copa de Voleibol
A AABB (Associação Atlética Banco do Brasil) de São Luis vai realizar no
período de outubro a dezembro de 2006 a I Copa da Primavera de Voleibol Adulto
Feminino. O torneio contará com a participação de duas equipes da AABB e os
convidados especiais Uniceuma, Dom Bosco, Cemar, Geo-Alfa, CVRD e Laboro.
A abertura oficial da competição aconteceu ontem (21), no
ginásio da AABB, na Avenida dos Holandeses. A competição é organizada pela
Diretoria de Voleibol da AABB, sob o comando de Janaina Ribeiro da Silva.
O presidente da AABB São Luis, Félix Pinto acredita que o torneio será um
sucesso, tendo em vista, o que já vem ocorrendo com outras competições
promovidas pela AABB, principal clube social de São Luís.
Fonte: Jornal Pequeno
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h46
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O BB E O VALERIODUTO
Pacote de dinheiro
Revista Época não tem de indenizar Henrique
Pizzolato
por Lilian Matsuura
Os direitos personalíssimos, como a honra e a reputação, do
ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato não foram
atingidos com a publicação da reportagem "Operação Portugal", da revista
Época. A notícia, com base em denúncia do Ministério Público, relatou que
Pizzolato recebeu R$ 326 mil de Marcos Valério e pediu aposentadoria quando o
fato foi descoberto. A decisão é da juíza Mirian Castro Neves de Souza Lima, 14ª
Vara Cível de São Paulo.
À Justiça, Pizzolato disse que enviou um de seus funcionários até
o endereço indicado pela agência de publicidade DNA, de Marcos Valério, para
pegar um pacote. No entanto, ressaltou que não sabia que no endereço funcionava
uma agência do Banco Rural e que o pacote continha os milhares de reais. Segundo
ele, "os fatos noticiados visam a criar uma relação entre o autor e o
publicitário Marcos Valério que ultrapassa o vínculo profissional, no auge da
crise política do mensalão".
A defesa da Época e de Thomas Traumann, diretor da sucursal
da revista no Rio de Janeiro e também réu na ação, alegou que Pizzolato não foi
o foco principal da reportagem. Ele só foi citado duas vezes, no final do texto.
Além disso, argumentou que os fatos noticiados já haviam sido amplamente
divulgados pela imprensa, por terem sido alvos de investigações do Ministério
Público e de CPI. E ainda ressaltou que o próprio Pizzolato reconheceu a
existência dos fatos.
Em parecer, o Ministério Público Federal em São Paulo entendeu que
mesmo que se admita que Pizzolato não sabia o que continha no pacote, nada muda
o fato de que lhe foi entregue o dinheiro dentro do pacote. O MPF lembrou que
ele não esclareceu o que fez com o dinheiro depois de tê-lo recebido.
"Sem esclarecimentos acerca do destino dos valores depois de
efetivamente terem sido entregues ao autor, inafastável a conclusão de que o
dinheiro permaneceu com o autor, último destino conhecido dessa quantia",
concluiu o Ministério Público.
Ao decidir, a juíza Mirian Castro Neves de Souza Lima seguiu o
raciocínio do MP. Para ela, cabia a Pizzolato comprovar que entregou ou
transferiu o dinheiro para alguém. "Não há essa prova nos autos."
Ela concluiu que, diante desse fato, não há como admitir que a
afirmação contida na reportagem tenha sido ofensiva, porque "retrata um fato
ocorrido, sem emitir nenhum juízo de valor sobre a conduta do autor nem sugerir
que tal conduta se caracteriza como ilícito penal ou administrativo".
A juíza ressaltou que, diferente do alegado por Pizzolato, o MPF
apurou que ele mantinha contatos e ligações com Marcos Valério que ultrapassavam
o âmbito profissional. Por isso, entendeu que a revista se manteve nos limites
de sua função de informar, sem nenhum abuso.
Leia
aqui a decisão e a reportagem que gerou a ação
Fonte: Consultor Jurídico
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h40
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