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| BBlog: o BB, seus funcionários e Entidades (Blog do Romildo) |
NOTÍCIAS DA PREVI
Novo número da Revista Previ já está circulando
Já está disponível a revista Previ no. 117, que pode ser acessada pela internet. Clique aqui
A nota a seguir faz parte da citada edição.
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CONSELHOS CONSULTIVOS FAZEM PRIMEIRA REUNIÃO |
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 Reunião conjunta dos conselhos consultivos do Plano 1 e do PREVI Futuro: mais participação
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Os Conselhos Consultivos do Plano 1 e do PREVI Futuro reuniram-se pela primeira vez na PREVI no dia 30 de agosto. Em vez de presidente, cada Conselho Consultivo tem um coordenador, escolhido entre os conselheiros eleitos. Para o primeiro mandato, foram eleitos, no Plano 1, Romildo Gouveia Pinto (titular) e José Paulo Staub (suplente). No PREVI Futuro, foram escolhidos Humberto Fernandes de Oliveira (titular) e Isabel Cristina dos Santos de Souza (suplente).
As atribuições dos Conselhos incluem acompanhar aspectos relevantes dos Planos, solicitar esclarecimento ou estudo adicional a respeito de assuntos importantes e apresentar propostas e sugestões quanto à gestão. |
Fonte: Revista Previ
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 16h17
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SINDICALISMO
| Nova era sindical |
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O próximo governo que se prepare: mais
radicais e mais bem organizados, sindicatos prometem barrar propostas de reforma
na lei trabalhista a todo custo
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| Por Alan
Rodrigues |
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| Luta de classes: proposta dos
empresários de acabar com as garantias trabalhistas não encontra apoio dos
sindicatos | Um desafio caro a qualquer governante
é mexer no vespeiro chamado reformas. E um ninho de vespas de bom tamanho já se
avista em 2007. Está anunciada para o próximo ano uma guerra entre o governo e
os empregados por conta das transformações previstas para acontecer nas relações
de trabalho dos brasileiros. As entidades empresariais como a CNI e Fiesp já
fazem carga pelo fim da multa de 40% nas rescisões contratuais, pela diluição do
13º salário em várias parcelas, redução das férias para 20 dias e diminuição da
licença-maternidade de quatro para dois meses. A contrapartida dos empresários é
gerar três milhões empregos. O sofisma dos patrões nem de longe sensibiliza os
sindicalistas, que contra-atacam anunciando que usarão de artilharia pesada pela
manutenção das conquistas. Nessa frente de batalha, pelo menos uma trégua é
consensual: o fim de quase 60% dos sindicatos brasileiros que surrupiam do bolso
dos empregados um dia de trabalho por ano. As alterações na lei levarão para o
ralo cerca de 15 mil desses. A batalha promete ser longa e o próximo ocupante do
Palácio do Planalto estará diante da quase impossível tarefa de tentar fazer as
reformas sem provocar uma luta de classes.
Experiências de reformas tidas no mundo mostram que não serão fáceis essas
mudanças. Há seis meses, a fúria de milhares de franceses contrários às
alterações das leis trabalhistas mostrou ao planeta que a combinação dos verbos
flexibilizar e modernizar relações entre o capital e o trabalho não é tarefa tão
simples assim. No Brasil, impávidos sindicalistas prometem repetir a iniciativa
das organizações européias, caso a idéia de cortar as conquistas seja levada a
cabo. “Vamos botar fogo neste país”, adverte José Maria de Almeida, um dos
representantes da Coordenação Nacional de Lutas. Com apenas cinco meses de
fundação e 215 entidades de classe filiadas, a Conlutas é a mais nova e radical
organização popular e sindical brasileira. “Caso a reforma seja votada, faremos
um levante popular”, diz José Maria. Ele pode não estar blefando. Nos últimos
meses, militantes do PSOL e do PSTU assumiram sindicatos estratégicos como os
dos Metalúrgicos de Volta Redonda, Metroviários de São Paulo e parte da
representação dos bancários. A pressão por uma atuação mais radical tem obrigado
a CUT – quinta maior central sindical do mundo – a rever sua estratégia de
organização. Fugiu do controle da direção da entidade a greve que parou os
bancos em seis Estados da Federação. “Foi uma rebelião da base”, admite um
dirigente da própria central ligada ao PT, que pede o anonimato.
Para enfrentar essa onda vermelha e aprovar as reformas, governo e
empresários costuram nos bastidores a versão brasileira do Pacto de Moncloa –
projeto implementado na Espanha pós-ditadura, que uniu empresários, partidos
políticos de centro a esquerda, sindicatos e sociedade civil para garantir duras
reformas econômicas –, aqui chamado de “projeto de concertação nacional”. A
surpresa que pode atrapalhar esse pacto é justamente essa nova safra de
dirigentes sindicais. Radicais, intransigentes, bons negociadores e distantes
dos bondosos orçamentos do Estado, esses “novos barbudos” admitem que a
paciência chegou ao fim. “Acabou a época das chantagens da governabilidade”,
antecipa Wagner Xavier, assessor do Sindicato dos Trabalhadores do Saneamento do
Estado de Minas Gerais (Sindagua). Ligado à CUT – central com uma base de 21
milhões de trabalhadores –, Xavier aposta no chavão, o embate da luta de
classes. “Foi tentada a conciliação e não deu certo. Qualquer novo pacto é
ilusão”, entende Xavier, que não poupa nem mesmo a sua própria organização. “As
mudanças mexem direto no bolso e na vida das pessoas, por isso a CUT não pode
mais agir da maneira como vem se comportando”, alerta.
Engana-se quem aposta na divisão do sindicalismo nacional para implementar
mudanças. A avassaladora desorganização sindical que o País vive não servirá
como anabolizante para empresários e governo passarem as reformas. “Conseguimos
uma evolução surpreendente nos últimos quatro anos com as negociações coletivas,
como a do aumento do salário mínimo”, analisa João Carlos Gonçalves, o Juruna da
Força Sindical. “Estamos muito mais maduros para atuar juntos e derrubar
qualquer proposta que vá contra os empregados”, conclui.
Uma coisa é clara: enfrentar o Estado não é nenhum monstro para esses
dirigentes. Em 1981, uma reunião com 5.030 militantes sindicais – a maioria
deles hoje está na CUT e no Palácio – pôs fim a quase duas décadas de sufoco aos
sindicatos nacionais imposto pelos militares. Era a 1ª Conferência Nacional das
Classes Trabalhadoras (Conclat) considerada o embrião do “novo sindicalismo”
nacional. Naquela época, Lula e cia. tinham absoluta certeza de que era
necessário aos sindicatos se desatrelarem economicamente do Estado. Para tanto,
prometeram lutar para quebrar a espinha dorsal das entidades chamadas “pelegas”,
fechando a torneira dos recursos financeiros. Passaram-se 25 anos, quatro
eleições presidenciais e a chegada ao poder do mais ilustre representante
daquela reunião, mas nada mudou. Nem sequer o imposto sindical – uma
contribuição obrigatória que assalta o bolso do assalariado uma vez ao ano com o
pagamento referente a um dia de labuta do trabalhador – foi derrubado. Essa
medida, porém, ao contrário das mudanças nas leis do trabalho, continua tendo
apoio das entidades de classe. Pelo menos 30% dos quase 20 mil sindicatos
brasileiros concordam com a tese. “Tem que mudar. Hoje, é mais fácil montar um
sindicato que abrir uma microempresa”, admite Artur Henrique, presidente
nacional da CUT.
Curto-circuito
A nova face do sindicalismo nacional credita à forte ligação da CUT com o
governo a responsabilidade pela crise do movimento sindical. Antagonicamente,
Lula carregou para dentro da máquina do governo centenas daqueles líderes de
1981, compondo uma república sindical. Um desses maiores ícones é Jair
Meneguelli, ex-presidente da CUT, que teve uma discreta militância nos últimos
quatro anos, confortavelmente amparado no salário superior a R$ 20 mil. A
aproximação do poder não foi realmente saudável para os sindicalistas. Muitos
dos envolvidos no escândalo do dossiê contra os tucanos emergiram daquele agosto
de 1981, como o ex-líder sindical Oswaldo Barjas. O sociólogo Francisco Oliveira
é categórico ao afirmar que “a erosão da base do trabalho e a falta de
representação dos partidos e sindicatos produzem um curto-circuito que é fatal
para a política e para o exercício do governo”.
Fonte: ISTO É
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 06h03
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INVESTIMENTOS DA PREVI
Caso Kroll: foi armação?
Investigação na Itália aponta que políticos e policiais podem ter recebido dinheiro para deflagrar ação contra o grupo Opportunity
 Por Leonardo Attuch, de Milão
| Wilton Jr/AE |
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| Operação Chacal: Ação policial em 2004 foi parte de uma guerra empresarial | O maior escândalo italiano dos últimos anos acaba de desembarcar no País. O caso diz respeito à rede de espionagem ilegal montada pela Telecom Italia para grampear e vasculhar dados financeiros de empresários, políticos e jornalistas. Até agora, esse episódio já provocou um suicídio e 21 prisões – sempre de pessoas ligadas à operadora telefônica. A novidade recente veio à tona em duas reportagens do Corriere della Sera, o mais influente jornal italiano, e está diretamente relacionada ao Brasil. O Corriere obteve o depoimento secreto prestado pelo investigador privado Mario Bernardini, que atuou para a Telecom Italia e fechou um acordo de delação premiada com a Procuradoria de Milão. Nele, Bernardini revelou a existência de uma conta secreta em Hong Kong que teria feito pagamentos a lobistas, políticos e policiais brasileiros. O contexto era a disputa entre a Telecom Italia e o grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, pelo controle da operadora Brasil Telecom (BrT). E a ação decisiva para que houvesse uma mudança no comando na BrT, hoje em poder dos fundos de pensão estatais, foi a Operação Chacal, da Polícia Federal, deflagrada em julho de 2004, com o objetivo de provocar a prisão de Dantas.
| Roberto Castro |
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| Daniel Dantas: ação para prendê-lo teria sido tramada na Telecom Italia |
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Agora, dois anos depois, o depoimento do agente Bernardini está trazendo à tona duas grandes revelações. A primeira é que o CD do chamado “caso Kroll”, que foi entregue à Polícia Federal e serviu de base para a operação, pode ter sido produzido dentro da própria Telecom Italia. O responsável seria o executivo Fabio Ghioni, da área de informática da operadora. E isso reforça a defesa dos executivos da Kroll que, à época, disseram que os documentos vazados pela PF para a imprensa eram falsos ou adulterados. A segunda revelação diz respeito a supostos pagamentos de US$ 1,1 milhão, de recursos provenientes da Telecom Italia, que teriam sido feitos pelo advogado Marcelo Elias a políticos e policiais brasileiros. Elias é um ex-funcionário do Opportunity que se associou ao empresário Luís Roberto Demarco, outro ex-funcionário do banco, na cruzada contra Dantas. Ambos são muito conhecidos pelos jornalistas que acompanharam o caso. Outro executivo italiano investigado pela Procuradoria de Milão, o agente Angelo Janonne, também se referiu a Demarco no seu depoimento. E disse que os pagamentos ocorreram porque ele seria muito influente no Brasil e amigo das pessoas colocadas no vértice dos fundos de pensão, que também são sócios da Brasil Telecom (leia trechos nos links acima).
Desde o início da Operação Chacal, a DINHEIRO foi a publicação da imprensa brasileira que adotou a postura mais cautelosa e crítica diante da ação da Polícia Federal. Numa reportagem de agosto de 2004, a revista apontou as contradições do caso e alertou para o fato de que a operação policial poderia se prestar a uma tomada de controle empresarial, que envolveria cifras bilionárias. Poucas semanas depois, a Polícia Federal solicitou a quebra do sigilo telefônico de um editor da revista – que foi negada pela Justiça – e produziu um relatório parcial das investigações, vazado para veículos concorrentes, que colocou sob suspeita a cobertura da DINHEIRO. Desta vez, com as revelações assombrosas que vêm de Milão, capazes de provocar a entrada do Ministério Público brasileiro no caso, é a nebulosa Operação Chacal que se coloca sob suspeita.
Fonte: ISTO É Dinheiro
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 05h58
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CAMPANHA SALARIAL
Sindicalistas travam luta em greve dos
bancários
Oposição diz que paralisação atinge 80 mil em 13 Estados; CUT não
confirma
Para bancos, movimento é esparso e parcial; em Brasília,
sindicato estima adesão de 70% dos 20 mil bancários
CLAUDIA ROLLI DA REPORTAGEM LOCAL
Às vésperas das eleições, dirigentes de sindicatos dos bancários
do país travam uma guerra de números -e de poder no movimento sindical- na
paralisação feita pelos funcionários do setor por aumento salarial.
Integrantes da Conlutas (ligados ao PSTU) e sindicalistas do PSOL, que fazem
parte do movimento nacional de oposição bancária, estimam que a greve por tempo
indeterminado, iniciada em algumas regiões do país na última quarta-feira,
atinge 80 mil funcionários em 17 cidades de 13 Estados.
A Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro),
representante de 140 sindicatos, informa não ter um índice de adesão ao
movimento. No país, são 400 mil funcionários em campanha salarial.
A disputa se intensificou na terça-feira, quando os bancários fizeram uma
paralisação nacional por 24 horas.
Após recusar a proposta de reajuste de 2% feita pelos bancos, o Comando
Nacional dos Bancários (formado por dirigentes ligados à CUT) orientou as
entidades a fazer assembléias na próxima quarta e decretar greve por tempo
indeterminado a partir de quinta.
Enquanto isso, sindicatos de algumas regiões optaram pela greve ainda nesta
semana -seja por pressão dos funcionários ou da oposição. Em São Paulo, só
aderiu à paralisação o sindicato de Bauru e região, que representa bancários de
32 cidades. "O comando de greve é formado por dirigentes sindicais que são
governistas. Além de pactuar com a atual política econômica, não querem causar
problemas no processo eleitoral. Deveriam respeitar a vontade do trabalhador que
está disposto a fazer greve", diz Marcos Lenharo, sindicalista de Bauru.
Os cutistas devolvem as críticas. "A oposição tenta se aproveitar de uma
insatisfação política da categoria para tirar proveito [sindical e eleitoral]",
diz Jacy de Melo, presidente do sindicato de Brasília e integrante do comando de
greve.
No Distrito Federal, onde a paralisação contou com a adesão de 70% dos cerca
de 20 mil bancários da região, a maior parte da direção da entidade é ligada à
Articulação Sindical, corrente majoritária na CUT.
Segundo Melo, a greve atingiu ao menos 40 agências da Caixa Econômica Federal
e 60 das 90 agências do Banco do Brasil no Estado. Para a Caixa, foram afetadas
só 34 de suas 2.400 agências. O BB não divulgou balanço. "A paralisação é
esparsa e parcial. São piquetes localizados para incomodar os clientes", diz
Magnus Apostólico, representante dos bancos.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 05h37
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
Da coluna Painel na Folha de S. Paulo:
Garganta
O ex-diretor do Banco do Brasil Expedito Veloso desempenhou múltiplas tarefas na operação dossiê. Hoje se sabe que foi ele o responsável por vazar para a imprensa, na véspera da publicação da "IstoÉ", um resumo do conteúdo das acusações da revista contra Serra.
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 05h36
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CAMPANHA SALARIAL
Em Pernambuco, bancos privados acionam Justiça e
polícia
O quarto dia de greve dos bancários de Pernambuco foi marcado por resistência
ao movimento por parte dos bancos privados. De acordo com o sindicato da
categoria, a polícia foi acionada para tentar intimidar os grevistas nas
agências do ABN Real e Sudaméris. Também de acordo com os sindicalistas, no
Bradesco e Unibanco, oficiais de Justiça e advogados tentaram coibir a
paralisação.
O balanço indica que nos bancos públicos, o nível de adesão
voltou aos parâmetros do segundo dia de greve, com mais de 80% de adesão dos
empregados do Branco do Brasil, da Caixa e do BNB e de mais de 70% das agências
fechadas.
Nesta quarta, os bancários de Brasília e Porto Alegre se
engajaram à greve por tempo indeterminado, engrossando o movimento realizado em
Pernambuco, no Rio de Janeiro, Florianópolis, Bahia, Maranhão e Rio Grande do
Norte. Belo Horizonte também parou nesta sexta, por 24 horas, com assembléia na
segunda para avaliar a continuidade.
Em Pernambuco, a categoria permanece
de braços cruzados até a próxima segunda-feira, conforme decisão tirada em
assembléia realizada na noite de quinta-feira. Os bancários rejeitaram a
proposta dos bancos de 2% oferecida na tarde de quarta, durante a sexta rodada
de negociação. Para a categoria, dois por cento de reajuste não repõe sequer a
inflação do período e é inferior a do ano passado, apesar dos aumentos recordes
de lucratividade.
O comando de greve nacional encaminhou um comunicado
oficial à Federação Nacional dos bancos (Fenaban) informando da decisão de
rejeitar a proposta e pedindo a reabertura das negociações na segunda ou na
terça-feira da próxima semana. Uma nova assembléia geral a ser realizada na
noite da quarta-feira poderá decidir por um acordo ou pela deflagração de uma
greve por tempo indeterminado a partir da quinta-feira.
Os bancários, que
têm data-base em 1º de setembro, se queixam que, apesar dos lucros recordes
somados pela classe patronal, nenhuma proposta foi apresentada para a pauta de
reivindicações dos trabalhadores. As reivindicações foram formalizadas há cerca
de 40 dias, pelo comando nacional de negociação da categoria. Os grevistas pedem
aumento de 10,5%, mais ganho real de 7,5%. A categoria também quer melhores
condições de trabalho e ampliação do horário de atendimento para redução das
filas nas agências.
Fonte: Pernambuco.com
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 20h55
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CAMPANHA SALARIAL
Greve tem adesão de 80 mil bancários, mas divide
categoria
KAREN CAMACHO da Folha Online
Os bancários
estão divididos quanto à melhor estratégia para pressionar os bancos a conceder
o reajuste salarial reivindicado. A oposição defendeu greve imediata e calcula
que a paralisação envolveu hoje 80 mil trabalhadores. Já a Contraf-CUT
(Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), que coordena 95%
dos sindicatos da categoria, não confirmou o número.
A greve por tempo
indeterminado foi decidida por quatro sindicatos estaduais e seis locais. Os
Estados foram Rio Grande do Norte, Maranhão, Pernambuco e Goiás. Entre as
cidades, aderiram Brasília, Porto Alegre, Salvador, Florianópolis, Rio de
Janeiro e Belo Horizonte.
Em São Paulo, apenas o sindicato de Bauru
decidiu pela greve, seguida por parte dos bancários. Os demais acompanham o
calendário do comando nacional e aguardam a negociação marcada para a próxima
terça-feira e a assembléia de quarta. A greve geral deve começar na
quinta.
"São sindicatos importantes, é claro, mas a greve envolve a
minoria da categoria. A grande maioria vai aguardar a rodada de negociação",
disse Vagner Freitas.
Segundo ele, a decisão não tem relação com o
primeiro turno das eleições, que acontece no próximo domingo. "Aguardamos porque
havia uma agenda de negociação, que não está esgotada, e porque é preciso
mobilização para uma greve alcançar os seus objetivos", disse.
Alguns
sindicatos que aderiram à greve são da base da Contraf, outros não. Na semana
que vem, a partir de quinta-feira, a paralisação deve ser geral e nacional, como
no ano passado, quando a categoria parou por seis dias. Segundo Freitas, como a
proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) foi muito baixa, de 2%, a
greve neste ano deve durar mais tempo que a de 2005.
A divisão entre os
sindicatos pode enfraquecer o movimento. "O patrão fica mais tranqüilo quando
percebe que não há mobilização", disse Freitas.
Os bancários pedem
reposição da inflação, 7,05% de aumento real e participação nos lucros. Os
bancos oferecem 2%. A Fenaban também propôs o pagamento de PLR de 80% do salário
mais R$ 816 de parte fixa. Nos bancos em que o lucro cresceu ao menos 25% neste
ano, a PLR seria acrescida ainda de R$ 500.
No ano passado, quando houve
greve de seis dias, os bancários receberam reajuste de 6% (1% de aumento real),
mais R$ 1.700 de abono e PLR (participação nos lucros e resultados) mínima de
80% do salário mais R$ 800.
Na última terça-feira, os bancários fizeram
uma greve de 24 horas que parou 120 mil dos 400 mil bancários, segundo balanço
da Contraf-CUT.
A Fenaban informou que "os representantes dos bancos não
contam com a possibilidade de greve, pois significaria a negação do processo
negocial". A federação disse que não sabe se os sindicatos vão apresentar
contraproposta ou se vão discutir a proposta apresentada pela Fenaban. "Esse é o
processo normal de negociação a partir de agora, com propostas e contrapropostas
até que seja celebrado um novo acordo."
Fonte: Folha Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 19h11
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CIRCUITO CULTURAL BB NO ACRE
Cultura BB
O Circuito Cultural Banco do Brasil traz a Rio
Branco a peça teatral “A Vida e Cheia de Som e Fúria” no próximo dia 6, às
20h30, no Teatro Plácido de Castro. E nos dias 7 e 8, o grande show com o cantor
pernambucano Alceu Valença. Os clientes do BB pagarão somente R$ 7,50 e mais
dois quilos de alimento não perecíveis. Essa é imperdível.
Fonte: Página 20 Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 15h42
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CAMPANHA SALARIAL
Greve dos bancários fecha agências em dez
Estados
Os funcionários de agências
de Brasília, Porto Alegre e Belo Horizonte também aderiram nesta sexta à
paralisação
Gabriela Villen e Giuliana Vallone
SÃO PAULO - A greve dos bancários continua crescendo no
País. Nesta sexta-feira, funcionários de mais dois Estados aderiram à greve por
tempo indeterminado da categoria. Os funcionários de agências de Brasília
aprovaram a greve na quinta-feira, após a realização de assembléia. Em Porto
Alegre, a greve acontece nas agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica
Federal. Em Belo Horizonte, acontece nesta sexta uma paralisação de 24 horas.
Além das novas adesões, os funcionários de agências no Rio, Maranhão,
Pernambuco, Florianópolis (SC), Rio Grande do Norte e Bauru (SP) também estão em
greve. Assim como em Porto Alegre, a paralisação em Salvador (BA), acontece
apenas nas agências do BB e da Caixa.
Apesar da greve nas agências, os caixas eletrônicos e serviços bancários pela
Internet e pelo telefone continuam funcionando normalmente, o que não deve
causar tantos transtornos aos clientes.
Na próxima quarta-feira, dia 4, bancários de todo o País realizam assembléias
para decidir uma possível greve nacional, que começaria na quinta.
O Comando Nacional dos Bancários fará nova reunião com os representantes da
Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na terça-feira, dia 3, em São Paulo. De
acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro
(Contraf), a última proposta feita pela Fenaban foi rejeitada e há interesse na
continuidade das negociações.
Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a proposta
oferecida pelos banqueiros era de um reajuste de 2% para todas as verbas
salariais mais participação nos lucros e resultados (PLR) de 80% do salário mais
R$ 816 - o mesmo valor do ano passado, reajustado pelos 2%. Além do pagamento de
R$ 500, para os bancários de instituições que tiverem crescimento de 25% do
lucro líquido, ou mais, em relação ao ano passado.
A proposta foi considera insuficiente pelo Comando Nacional, que indicou sua
rejeição em todo o país, segundo informação do Sindicato. "A proposta feita não
repõe sequer a inflação do período, que é de 2,85%, e não tem aumento real. A
Fenaban reconheceu a lógica de alteração da PLR e isso é um avanço, mas o valor
precisa ser ampliado e chegar a todos os trabalhadores", disse o presidente do
Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino.
Segundo o sindicato paulista, as assembléias marcadas, na maioria dos
Estados, para o próximo dia 4 de outubro estão mantidas e, caso haja uma nova
proposta na reunião com a Fenaban, será levada para discussão com os bancários.
"Se houver uma nova proposta, levaremos aos bancários. Caso contrário, a
assembléia deverá referendar a indicação de greve por tempo indeterminado",
afirmou o presidente do Sindicato.
Fonte: Agência Estado
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h53
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
Justiça quebra sigilo do BB
Banco está entre as instituições que terão de enviar ao BC
movimentações no período em que o dossiê foi negociado
Ugo Braga e Vicente Nunes Da equipe do Correio
O Banco Central recebeu ontem à noite despacho da Justiça Federal de Mato
Grosso determinando a quebra do sigilo bancário do Banco do Brasil e das outras
quatro instituições financeiras envolvidas no caso do dossiê contra o PSDB -
Bradesco, Safra, BankBoston e Sofisa. O BC terá que fornecer movimentações
desses bancos nas praças de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo entre 28 de
agosto e 14 de setembro.
A Justiça também pediu o registro das operações de câmbio do banco Sofisa no
mês de agosto, bem como os nomes dos clientes que compraram moeda estrangeira
entre 17 de agosto e 14 de setembro, em operações maiores que US$ 10 mil. O BC
tem condições de fornecer ainda hoje pelo menos a parte das informações
referentes às transações cambiais do Sofisa, tanto como comprador quanto como
vendedor de dólares.
A presença do Banco do Brasil entre as instituições que terão o sigilo
quebrado é novidade. Até então, havia suspeitas de que o ex-diretor de gestão de
risco Expedito Afonso Veloso, petista envolvido no escândalo, tenha xeretado
contas do empresário Abel Pereira e de empresas do grupo Planam para colher
provas da ligação dos sanguessugas com o tucano Barjas Negri, último ministro da
Saúde do governo Fernando Henrique Cardoso e atual prefeito de Piracicaba (SP).
Mas nada que apontasse a tesouraria do banco como lugar de onde teriam sido
sacada parte dos R$ 1,7 milhão apreendidos há duas semanas com os petistas
Valdebran Padilha e Gedimar Passos num quarto do Hotel Íbis, em São Paulo.
A Polícia Federal não confirmou esta possível nova linha de investigação, em
que o BB entra no grupo das instituições em que os petistas teriam sacado a
bolada. Ou se terá suas contas vasculhadas para comprovar as suspeitas de que
Expedito Veloso violou contas de clientes. Veloso foi formalmente exonerado
anteontem. Estranhamente, na segunda-feira, a assessoria de imprensa do Banco do
Brasil havia divulgado de forma preliminar o resultado da auditoria interna,
segundo a qual o diretor era inocentado, não havia usado sua senha pessoal para
espiar extratos dos sanguessugas e de Abel Pereira.
Ajuda do FBI
Até aqui, entre os delegados e agentes da PF envolvidos no caso, é unânime a
constatação que o rastreamento dos dólares é factível, mas não o dos reais. Na
ocasião da apreensão, os dois petistas carregavam R$ 1,1 milhão e US$ 248,8 mil,
totalizando algo como R$ 1,7 milhão. Dos reais, havia cinco maços de R$ 5 mil em
notas de R$ 50 presas com cintas do Bradesco, do BankBoston e do Safra. O resto
estava solto, sem qualquer identificação.
A quebra do sigilo bancário dos três bancos está relacionada às cintas dessa
pequena parte do montante carregado por Padilha e Passos. Eles deverão listar
todos saques maiores que R$ 10 mil e também os maiores que R$ 2 mil, se o
dinheiro fornecido estivesse seriado, ou seja, recém recebido da diretoria de
Meio Circulante do BC.
Quanto aos dólares, o trabalho foi facilitado pelo fato de estarem ordenados
pelo número de série. Depois da apreensão, a Polícia Federal pediu ajuda ao
Federal Bureau of Information (FBI, seu congênere norte-americano) e descobriu
que o Federal Reserve (BC dos EUA) abastecera um banco da Flórida com aquele
lote de dólares. Este banco foi contatado e revelou ter fechado operações
cambiais com o Sofisa, de São Paulo.
O Sofisa garante ter registrado no Banco Central tanto a entrada do dinheiro
que recebeu do banco da Flórida, quanto a saída, após tê-los vendidos a três
pessoas físicas e a 17 empresas, sendo seis corretoras de valores, e as outras
11 dividindo-se entre casas de câmbio, agências de turismo e outros bancos,
conforme comunicado divulgado ontem à noite. Segundo a PF, nenhum desses
clientes foi identificado. PSDB e PFL fazem pressão
A falta de informações mais conclusivas sobre a origem do dinheiro utilizado
pelos petistas presos pela suposta compra do dossiê contra tucanos deixou a
oposição irritada. Ontem o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), e
o senador Heráclito Fortes (PFL-PI) se encontraram pela manhã com o presidente
do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, para cobrar uma ação mais rápida da
instituição no rastreamento do dinheiro. Irritados com a informação de que o BC
não estava investigando os recursos, os parlamentares acusaram a PF e o próprio
BC de estarem encobrindo a investigação: "É decepcionante. O BC nunca sabe de
nada, não viu nada. O guardião da moeda hoje é a Polícia Federal", atacou o
senador do PFL.
Tasso Jereissati afirmou, na saída do encontro, que o BC ainda nada sabe da
origem dos recursos porque não foi solicitado pela Polícia Federal o auxílio da
entidade na investigação do caso. O tucano cobrou explicações do ministro da
Justiça, Márcio Thomaz Bastos. "O Banco Central tem condições de dar todas as
informações rapidamente, mas não fez até agora porque só pode agir com pedido
judicial, e esse pedido não existe. Isso é um absurdo que o ministro da Justiça
tem que explicar ainda hoje, senão ele não estará sendo republicano", disse.
Tasso afirmou ainda que o presidente do BC assegurou a ele que a única
informação possível é sobre a origem dos dólares utilizados para comprar o
dossiê, e que não é possível rastrear os reais apreendidos com os petistas num
hotel de São Paulo. O tucano aproveitou para voltar a criticar o governo:
"Lamento esse episódio porque, se a PF ainda não pediu informações ao BC, é
sinal de que o órgão, ou não quer saber da origem do dinheiro, ou já sabe e não
está divulgando, o que é gravíssimo."
Reação
O governo reagiu. O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, resolveu
esvaziar o conteúdo da crítica de Tasso Jereissati: "É pedir demais da natureza
humana querer que um presidente de partido, às vésperas de uma eleição que lhe é
desfavorável, não tente gerar fatos políticos."
Tasso e Heráclito Fortes (PFL-PI) acusaram o diretor da PF, Paulo Lacerda, de
estar em "campanha política", embora exerça um cargo técnico. Em resposta às
críticas dos dois à PF, Lacerda os acusou de "estarem em campanha". Os dois
responderam: "Se o Lacerda estranha que estamos em campanha, estamos sim.
Estranho é o diretor da PF estar participando de campanha. Se essa questão de
onde veio o dinheiro, até as eleições, não for resolvido, não é por
incompetência da PF", afirmou Tasso, insinuando que o diretor da PF participa de
uma operação abafa, para ocultar a origem do dinheiro encontrado com os
petistas. "Há uma inquietação na PF. Parece que existe um controle político
nesse momento", continuou o tucano.
Fonte: Correio Braziliense/Agência Anabb
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h40
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CAMPANHA SALARIAL
Bancários param agências em oito estados e no
DF
Fenaban marca nova rodada de negociação com os
bancários
Da Redação Em São Paulo
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban)
aceitou pedido dos representantes dos bancários e marcou para a próxima
terça-feira, dia 3, às 15h, nova rodada de negociações com a categoria, que está
no seu período de data-base. Há greve de bancários, principalmente nas capitais,
em oito diferentes Estados, além do Distrito Federal.
Os bancários do Rio
de Janeiro seguem em greve contra a proposta da Fenaban. Hoje, às 18h, está
marcada nova assembléia dos trabalhadores locais para discutir o movimento. Na
assembléia desta quinta-feira, os bancários aprovaram a continuidade da
greve.
Funcionários dos bancos públicos e privados de Pernambuco, que
paralisaram as atividades desde a última terça-feira, prosseguem com o
movimento, por tempo indeterminado.
Em Belo Horizonte, os bancários
decidiram ontem pela greve de 24 horas nesta sexta-feira, com realização de
assembléia na próxima segunda-feira, para decidir os rumos do movimento, com
indicativo de greve por tempo indeterminado a partir de terça-feira, dia 3.
Há paralisações de bancários também em Florianópolis, Maranhão, Porto
Alegre, Rio Grande do Norte e Salvador, além da própria capital nacional,
Brasília, segundo informam os sindicatos locais.
Os bancários, que
realizaram paralisação nacional de 24 horas na última terça-feira, reivindicam
7,05% de aumento além da inflação dos últimos 12 meses, entre outros benefícios.
A Fenaban ofereceu 2% de reposição das perdas à categoria, proposta rejeitada
pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro
(Contraf).
A Contraf indicou aos trabalhadores a realização nacionalmente
de assembléias na próxima quarta-feira, dia 4, para avaliação das propostas
patronais. No entanto, contrariando o Comando Nacional de Greve, algumas
localidades do país mantiveram-se paradas desde terça-feira ou decidiram pela
paralisação após a proposta apresentada pela Fenaban na quarta.
Será a
sétima rodada de negociação. Na última, os banqueiros apresentaram a proposta de
reajuste de 2% para todas as verbas salariais mais participação nos lucros e
resultados (PLR) de 80% do salário acrescida de R$ 816 —o mesmo valor do ano
passado, reajustado pelos 2%. Além disso, um pagamento a mais, de R$ 500, para
os bancários de instituições que tiverem crescimento de 25% do lucro líquido, ou
mais, em relação ao ano passado.
A proposta foi considera insuficiente
pelo Comando Nacional dos Bancários, que indicou sua rejeição em todo o país.
"Se houver uma nova proposta (na terça-feira), levaremos aos bancários.
Caso contrário, a assembléia (prevista para quarta) deverá referendar a
indicação de greve por tempo indeterminado", afirma o presidente do Sindicato
dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino. (Com
informações da Agência Brasil, da Contraf e dos sindicatos dos bancários
locais)
Fonte: UOL Economia
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h25
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AVISO AOS NAVEGANTES
Nas próximas horas estarei viajando para Brasília, onde permanecerei nesta quinta-feira, no exercício de funções relativas ao Conselho de Administração da Cooperforte.
Assim, somente a partir da sexta-feira este BBlog voltará a ser atualizado.
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h56
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A FARRA DOS BANCOS
Tarifas de bancos têm alta acima da
inflação
Renée Pereira
As tarifas bancárias continuam a subir. Segundo dados da Associação Nacional
dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), das 39
tarifas analisadas entre janeiro e setembro deste ano, 36 tiveram alta acima da
inflação e apenas três foram reduzidas. Nesse período, o Índice Nacional de
Preços ao Consumidor (INPC), que serve de base para os reajustes salariais,
subiu apenas 1,16%.
A campeã de aumento entre janeiro e setembro foi a tarifa referente à
rescisão contratual (quitação antecipada), cujo preço saltou 61,8%, de R$ 479,35
para R$ 775,61. Em segundo lugar, aparece o cartão múltiplo adicional, que teve
alta de 46,73% (R$ 60,80), acompanhado de perto pelo avanço de 31,41% da tarifa
de concessão de cheque especial (R$ 63,18).
Além desses itens, outros custos apresentaram evolução nos nove meses de
2006, afirmou o vice-presidente da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira.
Tarifas de envio para protesto, segunda via de documentos e ficha cadastral
tiveram elevações significativas de 26,82%, 24,38% e 22,08%, respectivamente.
'Não é por acaso que as receitas de prestação de serviço têm tido cada vez mais
participação no faturamento total dos bancos', avaliou Oliveira.
Só no primeiro semestre deste ano, segundo dados da consultoria Austin
Rating, as receitas de prestação de serviços dos cinco principais bancos do País
(Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Unibanco e Santander) tinham subido 18% entre
janeiro e junho em relação a igual período de 2005, de R$ 28,33 bilhões para R$
36,81 bilhões.
Entre essas instituições, a que apresentou maior elevação nas receitas de
serviços foi o Santander. O crescimento do ganho do banco nesse item foi de
23,3%, somando R$ 1,3 bilhão. No Bradesco, as receitas de prestação de serviço
subiram de R$ 3,4 bilhões para R$ 4,1 bilhões - alta de 20,8%.
Segundo o presidente da Austin Rating, Erivelto Rodrigues, hoje o faturamento
decorrente dos serviços já representa 130% da folha de pagamento das
instituições. Em 1994, os ganhos com tarifas e taxas respondiam por 3,5% das
receitas totais. Hoje, disse Rodrigues, essa participação está em 20%.
Segundo João Augusto Salles, analista da consultoria Lopes Filho, os bancos
podem elevar suas tarifas sem qualquer restrição. O que vai ditar o ritmo da
alta é a concorrência entre as instituições financeira. Ou seja, por enquanto a
competição entre bancos é pequena, pois o custo dos serviços não pára de subir
acima da inflação.
Fonte: O Estado de S. Paulo/Agência Anabb
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h54
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A FARRA DOS BANCOS
O 'spread' dos bancos não baixou
A tentativa do governo de reduzir o spread cobrado pelos bancos não surtiu
efeito: se as taxas de juros efetivas acusaram, em algumas operações, uma
diminuição, não foi por causa de medidas de política monetária, mas em
conseqüência de uma inflação inferior à prevista e também de um aumento da
concorrência entre as instituições financeiras.
A taxa média de juros efetivamente cobrada pelos bancos acusou redução pela
sexta vez consecutiva, passando, de julho a agosto, de 42,2% para 41,8% ao ano.
Cumpre esclarecer que essa média, que inclui operações com pessoas jurídicas e
físicas, embora esteja baixando (em valor nominal) desde dezembro de 2001, não
tem muito significado, pois vai de um mínimo de 32,9% ao ano para veículos até
143,6% ao ano no cheque especial. O mais importante é que, no caso das pessoas
jurídicas, nas operações mais significativas (desconto de duplicatas e
promissórias) os juros subiram e, no caso das pessoas físicas, se registra
redução só dos juros do cheque especial (cujo uso está em baixa) e do crédito
pessoal (em razão do crédito consignado), enquanto na aquisição de veículos,
apesar das garantias, eles aumentaram.
O governo procurou levar as instituições financeiras a reduzirem seu
"spread"(diferença entre a taxa de captação e de aplicação), que ficou em 27,5%
em julho e agosto, apesar da redução da taxa Selic, que caiu de 14,75% para
14,25%, até surpreendendo o mercado. Se houve uma ligeiríssima redução do spread
nas operações para as pessoas físicas (de 39,7% para 39,6%), nas das pessoas
jurídicas ele aumentou (de 13,4% para 13,5%). A redução do "spread" se deve
essencialmente à queda da taxa de captação e não à conjuntura econômica.
O "spread" - dizem as instituições financeiras - se deve essencialmente à
cunha fiscal e por isso as garantias propiciadas no crédito consignado não
contribuíram muito para sua redução.
Conviria, todavia, levar em conta as receitas de serviços que acompanharam a
expansão do crédito e que acusaram um aumento significativo nos últimos anos,
substituindo amplamente os ganhos obtidos antigamente com o "float"
inflacionário.
Tem-se que ter em conta também a captação realizada pelos bancos no exterior
(inclusive bancos pequenos) e aplicada a juro elevado em razão da lamentável
evolução dos gastos públicos.
Fonte: O Estado de S. Paulo/Agência Anabb
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h53
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CAMPANHA SALARIAL
Bancários mantêm greve em seis Estados nesta quarta
A greve dos bancários seguirá por mais seis Estados nesta quarta-feira. Os demais realizaram paralisação ontem e retomam o trabalho hoje. Decidiram parar por tempo indeterminado os sindicatos do Espírito Santo, Maranhão e Rio Grande do Norte. Também não têm data para retornar ao trabalho os bancários de Salvador (BA) e Florianópolis (SC). Em Pernambuco, a greve foi aprovada por 48 horas, portanto permanece hoje.
Ontem, a paralisação de 24 horas, de advertência, envolveu cerca de 120 mil bancários em todo o país, segundo a Contraf-CUT. Entre os sindicatos que aderiram ao movimento estão os de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba.
"Demos um claro recado nesta greve de advertência contra a intransigência da Fenaban, que há quase dois meses não apresenta uma contraproposta a nossas reivindicações, apresentadas no começo de agosto", disse Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT.
A greve de ontem aconteceu em todos os Estados brasileiros com exceção de Tocantins, Amazonas e Goiás, que não são filiados à Contraf.
O Sindicato de São Paulo Osasco e Região informou que pararam cerca de 34 mil bancários em 279 agências. No Rio de Janeiro, cerca de 80% do centro financeiro parou. Brasília teve adesão nas agências e prédios administrativos.
Belo Horizonte teve paralisação na Caixa Federal, no Banco do Brasil e em bancos privados. No Rio Grande do Sul, foram 236 agências. Em Curitiba, houve paralisação do centro financeiro. No ABC paulista, 130 agências pararam.
Sem reajuste
Com a greve, os bancários querem pressionar os bancos a conceder reajuste salarial. Segundo o sindicato, após mais de 40 dias de negociação, não há proposta que preveja reajuste.
Os bancários reivindicam aumento real de 7,05%, além da reposição da inflação e participação maior nos lucros e resultados --de 5% do lucro líquido linear, mais um salário bruto acrescido de R$ 1.500.
No ano passado, quando houve greve de seis dias, os bancários receberam reajuste de 6% (1% de aumento real), mais R$ 1.700 de abono e PLR (participação nos lucros e resultados) mínima de 80% do salário mais R$ 800.
"A greve é indevida porque foi convocada com os sindicatos plenamente cientes da convocação de nova reunião amanhã (hoje)", afirmou a Fenaban por meio de sua assessoria de imprensa.
Os bancários, entretanto, reclamam que a data-base da categoria é neste mês e que os bancos tiveram tempo suficiente para apresentar uma proposta que poderia evitar a paralisação.
"Marcar negociação não quer dizer apresentar proposta. Nas rodadas anteriores, os banqueiros tinham se comprometido a trazer proposta e não o fizeram", afirmou o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino.
Fonte: Folha Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h37
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OS BANCOS E O DOSSIÊ
Justiça decreta prisão de seis do PT por compra do dossiê
Vedoin
Acusados não foram detidos
porque Lei Eleitoral impede prisões a 5 dias da eleição
Há coisas que o
Coaf não consegue apurar, diz Mantega, sobre o dinheiro
apreendido
Inquérito investiga se Abel Pereira serviu de intermediário da
máfia dos sanguessugas
A Justiça decretou a prisão
temporária de seis petistas envolvidos no escândalo da compra do dossiê Vedoin -
três deles com relação pessoal com o presidente Lula. A idéia seria facilitar a
investigação, mas a PF não pôde cumprir a ordem devido à legislação eleitoral,
que impede prisões, exceto em flagrante, nos cinco dias anteriores à
eleição.
A investigação sobre o R$ 1,75 milhão apreendido com petistas e
destinado a pagar o dossiê Vedoin segue dois ritmos diferentes, 12 dias após
estourar o escândalo. O caminho dos dólares foi identificado. Segundo o governo
norte-americano, eles saíram de um banco de Miami e foram repassados a um
pequeno banco de São Paulo, antes de serem flagrados com Gedimar Passos e
Valdebran Padilha. A PF já sabe a quem pertence a conta em que os dólares foram
depositados e quem os sacou, mas não quis revelá-los.
No caso dos reais
apreendidos, cuja identificação depende do governo brasileiro, não houve avanços
significativos. “Assim que o Coaf tiver a resposta - se tiver, porque há coisas
que não se consegue apurar - os resultados serão transmitidos aos órgãos
competentes”, disse o ministro Guido Mantega, que em última análise chefia o
Conselho de Controle de Atividades Financeiras, a quem cabe detectar
movimentações incomuns no sistema financeiro. Sindicalistas dizem que o Banco
Central já poderia ter refeito o caminho dos reais, mas não o fez. Embora o
dinheiro tenha sido apreendido no dia 15, só no dia 21 a PF fez pedido para que
seja rastreado - requerimento aceito ontem pela Justiça.
“É uma operação
tartaruga comandada pelo advogado criminalista de Lula, o ministro da Justiça,
Márcio Thomaz Bastos”, acusa o senador Jorge Bornhausen (PFL), referindo-se à
lentidão que vê na investigação.
A pedido do Ministério Público Federal,
foi aberto inquérito para investigar o empresário Abel Pereira. Ele é apontado
pela família Vedoin, que comandava a máfia dos sanguessugas, como facilitador da
liberação de verbas na Saúde.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h36
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A FARRA DOS LUCROS
Dividendos do BNDES e do BB ajudaram o resultado fiscal
de agosto
BRASÍLIA - O pagamento de R$ 2,9 bilhões em dividendos por bancos federais
contribuiu para o superávit primário de R$ 6,427 bilhões registrado pelo governo
central em agosto. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Carlos Kawall, a
União recebeu R$ 9,6 bilhões em dividendos das estatais financeiras de janeiro a
agosto, bem perto a meta do ano de R$ 10,6 bilhões.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recolheu no
mês passado R$ 1,8 bilhão e o Banco do Brasil, R$ 1,1 bilhão em dividendos.
Esses recursos entram como receitas primárias nas contas do Tesouro, que
junto com o Banco Central e a Previdência formam o governo central. De janeiro a
agosto, essas receitas cresceram 140,9% sobre igual período de 2005.
Por outro lado, a distribuição de dividendos de estatais não-financeiras,
como Petrobras e Eletrobrás, bate no caixa do Tesouro com resultado negativo.
Isso porque há o desembolso com os dividendos de acionistas privados. Em 2005,
por exemplo, esses pagamentos geraram déficit de R$ 3,811 bilhões.
As despesas do Tesouro somaram R$ 141 bilhões, de janeiro a agosto, com
aumento de R$ 17,5 bilhões sobre igual período do ano passado (R$ 123,5
bilhões). Subiu 0,69 ponto percentual na proporção com o PIB, saindo de 9,89%
para 10,56%.
Segundo o secretário do Tesouro, o aumento das despesas " está dentro do
esperado " e " totalmente condizente " com o cumprimento da meta global de
economia para o pagamento de juros da dívida, fixada em 4,25% do PIB neste ano.
(Azelma Rodrigues)
Fonte: Valor Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h42
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BB SOB SUSPEITA
Novagro:
deputado entra com pedido de ação popular contra BB e
empresário
Nesta quarta-feira (27), o deputado
estadual Humberto Teixeira (PDT) entra com pedido de ação popular contra o Banco
do Brasil S/A e o empresário italiano Fiorenzo Sartor solicitando a anulação da
escritura de cessão de créditos em que a instituição financeira cede R$ 180,7
milhões referentes à massa falida da usina Novagro de Nova Alvorada do Sul ao
estrangeiro, pela quantia de R$ 4,8 milhões, ou seja, 2,6% do valor total.
Humberto foi autor do pedido de instalação da Comissão Parlamentar de
Inquérito (CPI) para apurar as condições do negócio. Logo após sua abertura a
CPI foi suspensa e depois extinta por decisão judicial.
Para Humberto
Teixeira, o que mais chama atenção no caso é que o Banco do Brasil sempre
assegurou, desde antes da abertura da CPI, que apoiaria a investigação
parlamentar garantindo que nada de anormal houve na negociação. Todavia, assim
que os trabalhos foram iniciados, se apressou em requerer na justiça sua
paralisação.
Além do perdão de mais de 97% da dívida dado pelo banco a
Fiorenzo Sartor, o parlamentar também questiona o fato de o empresário italiano
ser investigado até mesmo pela Interpol e responder por diversos crimes conforme
matérias publicadas em vários veículos de comunicação.
Na ação popular,
protocolizada na Comarca de Rio Brilhante, o deputado pede ainda a notificação
do Ministério Público Federal e do Tribunal de Contas da União, para que
promovam as medidas que entenderem cabíveis em decorrência do ato impugnado e
também a condenação dos responsáveis na recomposição de eventuais prejuízos ao
patrimônio público.
Segundo Humberto Teixeira, este é um fato que não se
pode ignorar. “Conforme documentos obtidos, existem grandes probabilidades de
que houve descaso com dinheiro público. O que não podemos é fechar os olhos para
ações incorretas”, concluiu.
Fonte: Agora MS
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h40
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INVESTIMENTOS DA PREVI
Previ: "estamos autorizados a votar com as PNs na AGE da
Telemar"
A decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) permite a atuação da Previ
na assembléia da Telemar. "Estamos autorizados a votar com as ações PN que
possuímos", afirmou o diretor de Participações da fundação, Renato Chaves.
Segundo o colegiado da autarquia, os preferencialistas que também possuem
ordinárias poderão exercer o seu voto na assembléia que decidirá sobre a
reestruturação societária da operadora. Essa era uma das dúvidas da companhia,
esclarecida pelo órgão.
Chaves não revelou qual será o voto da Previ,
mas afirmou que considera a operação da Telemar "positiva". "A pulverização de
capital dá mais liberdade para a empresa e simplifica sua estrutura societária",
disse à Agência Estado. "É o mercado que irá responder se a diluição das
preferenciais é razoável ou não. Eu entendo que é."
A operação está sendo
questionada pela da Associação dos Investidores do Mercado de Capitais (Amec),
devido à diferença de tratamento dada aos ordinaristas, que receberão um prêmio
na relação de troca de ações da nova companhia a ser criada, e os
preferencialistas, que serão diluídos. Tanto que a CVM determinou que só os
detentores de PNs poderão votar na assembléia.
Segundo Chaves, a Previ
está atualmente afastada do bloco de controle da Telemar, por determinação da
Anatel. O diretor não vê conflito no posicionamento da fundação - que tem uma
atuação ativa por governança corporativa nas empresas onde é minoritária, caso
da Arcelor. "Conforme a Anatel, não somos controladores da Telemar, estamos
confortáveis."
Fonte: Último Segundo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h24
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INVESTIMENTOS DA PREVI
CVM decide que Mittal terá de fazer oferta por Arcelor
BR
A gigante siderúrgica Arcelor Mittal será mesmo
obrigada a fazer uma oferta pública pelas ações de sua subsidiária, a Arcelor
Brasil, e desembolsar, segundo estimativas de mercado, mais cerca de US$ 5
bilhões para concluir o processo de fusão mundial entre a Mittal Steel e a
Arcelor. Ontem, o colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), instância
máxima da autarquia, acompanhou o parecer da área técnica, dado em agosto, e
bateu o martelo sobre a necessidade de ressarcir os minoritários.
A
decisão só poderá ser questionada agora na Justiça, caso a Mittal tenha a
intenção de recorrer novamente, como fez há pouco mais de um mês, quando pediu
que o colegiado reavaliasse a decisão da área
técnica.
Parecer
No parecer da CVM, o relator do processo,
Wladimir Castelo Branco, justificou o voto argumentando que a megafusão na
siderurgia internacional representou, efetivamente, troca de controle da Arcelor
Brasil, fato que "deve ser definido de acordo com a legislação brasileira", que
impõe, em casos como este, a oferta pública, para preservar o direito dos
acionistas minoritários.
O voto de Castelo Branco foi acompanhado pelo
presidente da CVM, Marcelo Trindade, e pela diretora Maria Helena Santana.
Apenas os três participaram da decisão. O diretor Pedro Marcílio se declarou
impedido, pois já atuou para a Arcelor quando estava na iniciativa privada, e
Sérgio Weguelin está afastado devido ao escândalo de vazamento de informações no
caso Telemar.
Mittal
Na tentativa de obter a dispensa da
oferta das ações e, com isso, evitar maiores custos na operação, o controlador
da Mittal, o bilionário indiano Lakshmi Mittal esteve no Brasil em agosto, num
périplo que incluiu visitas "de cortesia" ao presidente da CVM e ao próprio
presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Em sua passagem pelo País,
Mittal propagou o interesse em investir pesadamente na siderurgia brasileira,
especialmente no Espírito Santo, onde está sediada a Arcelor Brasil.
Por
outro lado, o empresário indiano alegava tratar-se de uma fusão a operação entre
a Mittal e a Arcelor, não uma compra de controle, como foi formalmente
argumentado em nota oficial divulgada pela Mittal para sustentar a tese que a
oferta aos minoritários seria dispensável.
"Estamos bem assessorados
pelos nossos advogados e temos um recurso consistente", chegou a declarar Mittal
ao fim do encontro com o presidente da CVM, no Rio.
Atualmente, o grupo
Arcelor detém 65,97% do capital total da subsidiária brasileira; fundos de
investimento detêm outros 13,85%, fundos de pensão, 8,55% (sendo cerca de metade
dessa participação em nome da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco
do Brasil); pessoas físicas, 6,04%, e outras pessoas jurídicas, 5,59%, segundo
informações da empresa.
Fonte: Agência Estado
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h21
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MICROCRÉDITO
Operações de microcrédito já caíram
6,5%
Alex Ribeiro
O governo estuda medidas para dar um novo impulso ao microcrédito, que no
terceiro ano do programa começa a perder fôlego. Após atingir o pico de R$ 1,079
bilhão em fevereiro, o volume de operações contratadas já encolheu 6,5%, caindo
para R$ 1,010 bilhão em agosto. O diagnóstico é que os grandes bancos já
emprestaram os valores exigidos pela legislação, que determina que 2% dos saldos
captados em conta corrente devem ser dirigidos ao segmento. Mas as demais
instituições financeiras relutam em emprestar.
O assessor do Ministério da Fazenda para microfinanças, Gilson Bittencourt,
diz que está em estudo a elevação do limite dos empréstimos de varejo, fixados
em R$ 600 para pessoas físicas. O novo valor ainda não foi definido. As seguidas
quedas na taxa Selic também devem ajudar. "Está ficando mais atrativo para os
bancos operarem com o microcrédito."
Fonte: Valor Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h17
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
Justiça manda prender Freud, ex-diretor do BB e mais quatro envolvidos em dossiê
Mas proximidade da eleição impede prisão
Por Áureo Germano
BRASÍLIA (Reuters) - A Justiça Federal de Mato Grosso determinou nesta terça-feira a prisão preventiva de Freud Godoy, ex-assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e outras cinco pessoas por suposto envolvimento na negociação de um dossiê com informações contra candidatos do PSDB, investigada pela Polícia Federal.
Segundo informou à Reuters uma fonte da PF ligada à apuração, também tiveram suas prisões decretadas o ex-analista de risco e mídia do comitê à reeleição de Lula Jorge Lorenzetti; o ex-secretário do Ministério do Trabalho e Emprego Oswaldo Bargas; o diretor afastado do Banco do Brasil Expedito Afonso Veloso; o advogado Gedimar Passos e o empresário Valdebram Padilha.
Apesar da determinação judicial, os seis investigados só poderão ser presos na quarta-feira da próxima semana, caso a decisão judicial ainda esteja em vigência.
De acordo com a legislação eleitoral, os eleitores não podem ser presos nos cinco dias que antecedem à realização das eleições, nem nas 48 posteriores ao pleito, segundo informações da assessoria de imprensa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A restrição não vale para pessoas presas em flagrante, o que não é o caso dos seis investigados.
As prisões dos envolvidos foram solicitadas à Justiça pelo procurador Mário Lúcio Avelar no início desta semana, juntamente com pedidos de quebra de sigilos bancário e telefônico dos citados.
Segundo a mesma fonte, o despacho favorável à prisão dos investigados só ocorreu na madrugada desta terça-feira, quando já estava em vigor a restrição imposta pelo calendário eleitoral.
Fonte: UOL Eleições/Reuters
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h42
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
Mulher de ex-diretor do BB cria comunidade no Orkut
THIAGO GUIMARÃES da Agência Folha, em Belo Horizonte
A família do ex-diretor de Gestão e Risco do Banco do Brasil Expedito Afonso Veloso, envolvido na negociação do dossiê contra tucanos, criou uma comunidade no site de relacionamentos Orkut para apoiar e defender o petista de acusações.
Criada no sábado pela mulher de Veloso, Eloiza Tuler, a comunidade "Eu confio em Expedito A Veloso" contava, às 16h desta terça-feira, com 60 membros. Somava 51 comentários em 12 tópicos, tais como "Estamos com você", "Eu amo o careca" e "O que mais lhe encanta no Expedito?".
Todos os comentários publicados até este horário eram favoráveis a Veloso. Escritos por seus familiares, amigos e conterrâneos de Porto Firme (MG), caracterizam o petista como um homem trabalhador e honesto, que subiu na vida por conta de seu esforço.
"Conheço Expedito há mais de 20 anos, estudamos na mesma universidade e somos casados há 17 anos. Neste momento a única angustia que sofro é ver pessoas que nem o conhece [sic] tecer comentários sobre ele. [...] Expedito sonha com um mundo melhor que este, e busca e trabalha para conquistar esse ideal, sem ser 'platéia'!", afirma no site a mulher de Expedito, Eloíza Tuler.
Ex-integrante da equipe de inteligência da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Veloso é suspeito de envolvimento na confecção e negociação do dossiê. Em entrevista ao jornal mineiro "O Tempo", publicada segunda-feira, ele afirma que a negociação do dossiê foi liderada pelo petista Jorge Lorenzetti, amigo de Lula e ex-analista de risco e mídia do comitê presidencial.
"Toda vez que fui chamado para conversar sobre esse dossiê em Cuiabá [MT], fui convidado pelo Lorenzetti", disse Veloso na entrevista. O ex-diretor do BB disse ainda que fazia o "trabalho político-técnico" do dossiê. "Fui lá avaliar o conteúdo técnico da documentação e o suposto proveito político que o PT podia tirar."
Veloso afirmou, segundo o jornal mineiro, que esteve três vezes em Cuiabá para avaliar o dossiê com Luiz Antonio e Darci Vedoin, que chegaram a pedir R$ 20 milhões pelo material. Disse não saber a origem dos recursos usados para comprar o dossiê, e que a documentação em questão é "bem maior" do que a apreendida pela Polícia Federal.
A mulher de Veloso não quis falar com a Folha. Por meio do Orkut, ela respondeu: "Tudo que penso a respeito de Expedito consta na comunidade. Ninguém esta disposto a dizer a verdade sobre o homem íntegro que ele é! Isto não vende jornal, e nem prejudica eleição...".
Fonte: Folha Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h36
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DIREITOS TRABALHISTAS
Bancário não prova que foi pressionado pelo BB a
pedir aposentadoria
O funcionário A.R.S. não será indenizado por suposta ‘sugestão de
aposentadoria’ por parte do Banco do Brasil S/A (BB), enquanto exercia o cargo
de gerente geral da agência de Assunção, capital do Paraguai. A Terceira Turma
do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por unanimidade, manteve a decisão do
Tribunal de Justiça do Paraná na qual se concluiu que o funcionário não
conseguiu provar a existência da suposta ‘sugestão’ do BB e que, se, por alguma
razão, ela ocorreu, talvez tenha sido feita por outros motivos, e não pelos
afirmados por ele.
“O direito à indenização por danos morais pressupõe,
do obrigado a suportá-la, procedimento que implique desmerecimento de quem se
diz ofendido, lesando-o em sua honra e boa fama. Se não há prova de imputação de
fato lesivo dessa natureza, descabe o pedido de indenização”, decidiu.
No STJ, a defesa do funcionário alega que não pretende o reexame de
provas, mas demonstrar que o BB não comprovou fato impeditivo, modificativo ou
extintivo de seu direito e que, embora o banco lhe tenha causado prejuízos
morais ao divulgar informações sigilosas acerca da investigação interna que
sofreu, não foi condenado a reparar o dano.
Segundo o relator, ministro
Castro Filho, o funcionário limitou-se a transcrever trechos de um julgado do
STJ indicado como paradigma, sem apontar, porém, qualquer identificação daquele
caso com o presente, não atendendo aos requisitos estabelecidos pelos
dispositivos legais, estando ausente, portanto, a necessária comparação
analítica a comprovar a divergência.
“Da análise dos autos, verifica-se
que o acórdão recorrido solucionou a questão de maneira clara e coerente,
enfrentando, fundamentalmente, todas as questões supracitadas, em perfeita
consonância com os fatos que lhe foram submetidos à apreciação”, disse o
relator.
Caso
O funcionário propôs uma ação contra o BB na qual buscava
ressarcimento por danos morais sofridos por ter sido “aconselhado” pela
instituição a “pedir aposentadoria” por suposto envolvimento em transações
financeiras fraudulentas, enquanto exercia o cargo de gerente geral da agência
do banco, na capital do Paraguai.
Expôs que, por pedido formal da
Diretoria Internacional Interna do banco e da sua Direção Geral, participou de
negociações com a Corposana, empresa estatal paraguaia, para resgate de débito
dela vencido há mais de dez anos, culminando com um acordo de pagamento com
abatimento de 36% sobre o montante devido. Efetuado o crédito pelo Banco Central
paraguaio no Banco do Brasil, verificou-se excesso de pagamento na quantia de
US$ 246.269,79.
Afirmou também que, ciente disso, solicitou orientação
de como proceder à devolução da referida quantia. Foi orientado pela empresa a
restituir, mediante depósito no BB em Nova Iorque, na conta de advogado que
prestava serviços ao banco no Paraguai. Após uma seqüência de determinações
administrativas de estornos e depósitos, tal situação levou à instauração de
auditoria interna com participação do Tribunal de Contas da União, a fim de
serem apurados os fatos e os responsáveis.
O inconformismo de A.R.S.
baseou-se, segundo alegou, no fato de que, em razão da auditoria, passou a ser
tratado como se fora um dos mentores intelectuais e partícipe da operação
fraudulenta cujo objetivo era afastá-lo de seu cargo. Sustentou que, em
decorrência de tal ‘suposto’ envolvimento, foi obrigado a pedir aposentadoria em
1995, passando por várias humilhações públicas.
Em primeira instância, o
pedido foi julgado procedente, condenando o Banco do Brasil ao pagamento de R$
400 mil a título de danos morais. Apelaram as partes, e o TJPR, com base nas
provas anexadas, concluiu que o funcionário não conseguiu provar que houve a
‘suposta sugestão de aposentadoria’, não cabendo, assim, a indenização.
Fonte: DireitoNet
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h13
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
Do Blog do Josias:
Oposição vai ao TSE contra ‘uso eleitoral’ do BB
Alan Marques/Folha Imagem
Os presidentes do PSDB e do PFL, os dois partidos que dão suporte à candidatura presidencial de Geraldo Alckmin, irão protocolar nesta terça-feira uma nova representação contra o governo Lula. Dessa vez, pedirão ao tribunal que investigue a suspeita de uso eleitoral da estrutura do Banco do Brasil.
O pedido se baseia na atuação do petista Expedito Veloso. Ele chefiava, até a semana passada, a diretoria de Análise de Riscos do Banco do Brasil. Licenciara-se do cargo para trabalhar no comitê reeleitoral de Lula. Foi afastado do BB depois que se descobriu que está envolvido no dossiêgate.
Veloso teve contato pessoal com Luiz Antonio Vedoin, sócio da Planam e chefão da máfia das sanguessugas. Foi pilhado também num grampo da PF. Captaram-se os diálogos que manteve com Vedoin acerca do dossiê montado para arrastar os tucanos José Serra e Geraldo Alckmin para o centro do escândalo da máfia da venda superfaturada de ambulâncias.
Os senadores Jorge Bornhausen (SC) e Tasso Jereissati (CE), respectivamente presidentes do PFL e do PSDB, reuniram-se com os advogados das duas legendas nesta segunda-feira. Acertaram os detalhes da representação. Nesta terça, os dois terão nova reunião, para a análise do texto da representação. Pretendem protocolar a nova ação às 18h.
Há cerca de 15 dias, Bornhausen e Jereissati já haviam ingressado no TSE com uma representação pedindo a intervenção da Justiça Eleitoral no dossiêgate. O tribunal acatou o pedido. Abriu uma investigação judicial para apurar as implicações eleitorais do caso.
Em entrevista publicada aqui no blog, o ministro Marco Aurélio Mello, presidente do TSE, informou que, dependendo do desfecho da apuração, Lula poderá ter sérios problemas caso venha a ser reeleito. Nesta terça, o presidente da República foi notificado pelo TSE.
Interrogado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público na última sexta-feira, Expedito Veloso, o personagem central da nova representação do PSDB e do PFL, reconheceu que vinha prestando serviços ao birô de espionagem montado no comitê de Lula. Admitiu também que entabulara tratativas com Luiz Vedoin para obter o dossiê contra o tucanato. E foi ao ataque.
Conforme noticiado aqui no blog, Veloso declarou em seu depoimento que o PSDB tentara adquirir o dossiê de Vedoin antes do PT. Disse que o tucanato dispusera-se a pagar R$ 10 milhões pelo material. Segundo ele, o negociador dos adversários era Abel Pereira, um empreiteiro vinculado a Barjas Negri, atual prefeito de Piracicaba. Negri foi secretário-executivo do Ministério da saúde na gestão de José Serra. Assumiu a pasta em 2002, quando Serra desvinculou-se do governo FHC para concorrer à presidência da República.
Para atestar o envolvimento de Abel Pereira com Luiz Vedoin, Veloso disse em seu depoimento que o empreiteiro beneficiara-se de repasses financeiros do chefão da máfia das ambulâncias. Entregou delegado Diógenes Curado Filho, que preside o inquérito do dossiêgate, comprovantes bancários que comprovariam os repasses. A PF passou a suspeitar que Veloso tenha utilizado o seu cargo no BB para bisbilhotar contas alheias. É um dos pontos que os partidos de oposição desejam ver esclarecidos.
Na reunião que terão nesta terça, Bornhausen e Jereissati analisarão também com os advogados a hipótese de ajuizar no Supremo Tribunal Federal uma interpelação ao ministro Marcio Thomaz Bastos (Justiça). Suspeitam que a PF, subordinada a Bastos, já tenha detectado a origem do dinheiro que os arapongas petistas usariam para comprar o dossiê (R$ 1,7 milhão). Querem que o Supremo obrigue o ministro a revelar a informação.
Bastos tem dito que o tempo da investigação não pode ser atropelado pela ansiedade do calendário eleitoral. Afirma que os resultados do inquérito serão tornados públicos tão logo a investigação tenha chegado a conclusões peremptórias.
Fonte: Blog do jornalista Josias de Souza
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 17h15
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CAMPANHA SALARIAL
Bancários mantêm
portas de bancos fechadas em Curitiba
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TV Paranaense |
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A paralisação dos bancários é
de 24h. O atendimento deve ser normalizado na quarta feira |
 | | Várias agências
bancárias no Centro de Curitiba amanheceram com as portas fechadas nesta
terça-feira. Os bancários realizam paralisação de 24 horas para pedir mais
benefícios, como reajuste salarial e participação nos lucros dos bancos.
Nas agências dos bairros, segundo a reportagem
do Paraná TV, o atendimento foi normal. Na semana passada, a categoria fez
diversas paralisações de advertências, que perduraram somente no período da
manhã.
A estimativa é que nesta quarta-feira o atendimento nos bancos
seja normalizado. Segundo o sindicato da categoria, os bancários de Curitiba se
reúnem com a Fenaban, a Federação Nacional dos Bancos, na quarta-feira para
discutir um possível aumento salarial.
A paralisação dos bancários é uma
resposta a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que segundo o sindicato da
categoria em Curitiba, não pretende reajustar os salários.
Veja
em vídeo como foi a paralisação da categoria esta
manhã.
Fonte: Gazeta do Povo Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 14h21
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CAMPANHA SALARIAL
Greve dos bancários prejudica
atendimento
Funcionários de agências de Manaus, Rio, São Paulo, Recife e Belo Horizonte
aderiram à paralisação
O
atendimento nos bancos está prejudicado em Manaus (Amazonas), Rio de Janeiro
(RJ), Belo Horizonte (Minas Gerais), Recife (Pernambuco) e São Paulo (SP).
Os bancários de 14 estados e do Distrito Federal decidiram realizar uma
paralisação de 24 horas nesta terça-feira (26).
A categoria pede reajuste salarial de 7,05%, além de reposição de 2,8% da
inflação, maior participação nos lucros e resultados e melhores condições de
trabalho.
As agências da Caixa Econômica Federal (CEF) da capital do
Amazonas estão fechadas e os outros bancos estão funcionando
parcialmente, segundo o sindicato.
O presidente da entidade, Sindberg Barbosa, informou que 1,2 mil bancários
aderiram à paralisação. O número corresponde a mais da metade dos funcionários
de Manaus.
Na cidade de São Paulo, 92 agências estão fechadas. O sindicato da categoria,
que representa funcionários da capital e de Osasco, diz que 30 mil dos 106 mil
trabalhadores dos dois municípios estão parados.
Em Belo Horizonte, 27 bancos do centro aderiram ao
movimento. A capital mineira tem cerca de oito mil bancários. No estado,
são 20 mil profissionais. Ainda não foi divulgado quantos estão parados.
O presidente do sindicato do Rio, Vinícius de Assumpção, calcula que 80%
dos trabalhadores da capital não estão atendendo. No Recife, o sindicato afirma
que a maioria das agências não estão funcionando.
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) informou, em nota, que considera a
greve ''indevida'' e que haverá reunião de negociação com os trabalhadores nesta
quarta-feira (27).
(Agência Estado, Globominas.com e Globo Nordeste colaboraram para esse
texto)
Fonte: G1
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 14h15
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
Gabeira acusa ex-diretor do BB de violar sigilo de Luiz
Vedoin
Deputado do PV chegou a essa conclusão depois de ouvir Expedito Afonso
Veloso
Expedito Filho, Fausto Macedo
O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), sub-relator da CPI dos Sanguessugas,
acusou ontem o economista Expedito Afonso Veloso, ex-diretor de Gestão e Risco
do Banco do Brasil (BB), de ter violado o sigilo bancário do empresário Luiz
Antônio Vedoin, dono da Planam. Gabeira chegou a essa conclusão depois de ouvir
Expedito. 'Ele quebrou o sigilo e devia estar preso.'
Ao mesmo tempo, a Procuradoria da República anunciou ontem que abrirá
procedimento específico para investigar a conduta de Veloso e saber se ele teve
acesso a dados bancários de Vedoin. O procurador repetiu três vezes que 'é
possível' ter ocorrido invasão de dados no BB. 'Vamos pedir investigação
específica sobre isso. Ele (Veloso) pertencia a um sistema de inteligência e
ocupava cargo de proeminência no Banco do Brasil. É possível que tenha tido
acesso a dados confidenciais, isso é grave.'
O ex-diretor pode também ter violado os dados da conta do empresário Abel
Pereira, suspeito de ser um dos intermediários de um esquema de corrupção que
envolveria o ex-ministro da Saúde Barjas Negri.
A direção do BB afastou Expedito do cargo de confiança e abriu sindicância
para apurar seu envolvimento no caso. Segundo a Assessoria de Imprensa do banco,
o ex-diretor será ouvido até o fim da semana. Na primeira etapa da auditoria, o
BB concluiu que 'de julho até ontem', Expedito ' não acessou nenhuma das contas
citadas pela imprensa'.
Um alto funcionário do banco ressalvou, contudo, que ainda não há dados
suficientes para absolver ou condenar Expedito. Os auditores vão apurar se um
gerente de contas ou de agência teria violado o sigilo dos dois empresários por
ordem do diretor demitido. 'No âmbito desse inquérito será apurado se houve ou
não quebra de conduta', observou o funcionário do BB.
O próprio Expedito contou a interlocutores que coletou 15 cheques ao
portador, supostamente pagos por Vedoin a Pereira, com os respectivos
comprovantes de depósitos bancários, para ajudar o chefe da máfia das
ambulâncias na montagem de um dossiê contra políticos tucanos. 'Nós temos 15
cheques do Vedoin para o Abel e os comprovantes dos depósitos bancários',
confidenciou a um amigo, logo que a sua participação no escândalo se tornou
pública.
O ex-diretor do BB não deu detalhes de como teria tido acesso aos dados nem
apresentou nenhum pedido ou autorização prévia dos dois empresários. Expedito
tem evitado falar nos valores para não se comprometer ainda mais. Mas, na
conversa da sexta-feira com Gabeira, revelou como atuou na operação do dossiê.
Segundo o deputado, Expedito contou que recolheu provas e as repassou a Vedoin.
Para Gabeira, isso constitui violação do sigilo.
Essa não é a primeira vez que o governo Lula aparelha o banco estatal para
quebrar o sigilo de alguém. Em março passado, com participação do ex-presidente
da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso, o governo bisbilhotou as contas do
caseiro Francenildo Costa Santos - um abuso que derrubou o então ministro
Antonio Palocci, da Fazenda.
Em outra investida menos barulhenta, um funcionário de codinome Mexerica, que
era funcionário da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi flagrado
bisbilhotando a conta bancária do senador Heráclito Fortes (PFL-PI). Mexerica
foi demitido, mas, de acordo com Gabeira, a prática da arapongagem na conta
alheia continuou.
Fonte: O Estado de S. Paulo/Agência Anabb
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h33
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CAMPANHA SALARIAL
Bancários seguem em greve. Paralisação atinge várias capitais
Da Redação Em São Paulo

Bancários de quase todo o país estão em greve nesta terça-feira. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), trabalhadores de 23 Estados e do Distrito Federal cruzam os braços por 24 horas reivindicando reajuste salarial e outros benefícios para a categoria.
O Sindicato dos Bancários de São Paulo e Osasco e Região indica que cerca de 30 mil trabalhadores estariam parados nesta terça-feira, em 129 diferentes pontos de trabalho na região.
De acordo com a Contraf, no Rio de Janeiro, 80% do centro financeiro está paralisado. Em Brasília, há grande adesão nas agências e prédios administrativos. Belo Horizonte é marcada pela forte paralisação na Caixa Federal, no Banco do Brasil e em bancos privados. Em Porto Alegre, dezenas de agências e prédios estão parados. Curitiba, registra paralisação no centro financeiro. E no ABC paulista, os sindicalistas indicam que há 130 agências paralisadas.
"Essa é uma greve de advertência, para que o setor que mais lucra no país pare com a intransigência. É difícil de acreditar, mas em dois meses de negociação não apresentaram nenhuma contraproposta a nossas reivindicações. Negam, inclusive, reajuste salarial porque dizem que a inflação está baixa. Como se os lucros não estivessem batendo recordes atrás de recordes", afirma Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT.
A paralisação foi aprovada em assembléias de trabalhadores no DF e nos Estados do AC, AL, AP, BA, CE, ES, MA, MG, MS, MT, PA, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RO, RR, RS, SC, SP e SE. Somente os Estados do Amazonas, Goiás e Tocantins estão fora do movimento, segundo sindicalistas.
"A participação dos bancários nas assembléias e a aprovação da greve de 24 horas pela imensa maioria dos participantes mostram a disposição da categoria para lutar por melhores salários, maior PLR (Participação nos Lucros ou Resultados), mais saúde e melhores condições de trabalho", declarou Vagner Freitas.
Ele observou que a paralisação de hoje é de advertência. "Se as negociações não evoluírem, o próximo passo será a greve por tempo indeterminado", afirmou.
Em nota, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região disse que está prevista para amanhã uma nova rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
"Nas rodadas anteriores, os banqueiros tinham se comprometido a trazer proposta e não o fizeram. Por isso, permaneceremos mobilizados e a greve de 24 horas será realizada em todo o país", afirmou o presidente do sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.
Entre as reivindicações da categoria, estão o aumento real de salários de 7,05%, a reposição da inflação e participação maior nos lucros e resultados.
(Com informações do Valor Online, Contraf e do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região)
Fonte: Folha Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h21
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CAMPANHA SALARIAL
Sindicato afirma que paralisação atingiu 105 agências bancárias em SP
Paralisação das agências é de 24 horas; atendimento bancário é feito pela internet ou nos caixas eletrônicos
SÃO PAULO - O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região divulgou um balanço da greve da categoria nesta terça-feira. Pouco depois das 10 horas, a situação indicava a paralisação de 105 agências e centros administrativos, atingindo cerca de 30 mil trabalhadores dos 106 mil que atuam na base do sindicato. Até às 11h, havia o registro de 30 locais parados no centro de São Paulo, 27 na zona leste, 12 na região sul, oito na área norte, sete na zona oeste, 13 na região de Osasco e oito na da Avenida Paulista.
Segundo o sindicato, a Polícia Militar foi acionada pelo Unibanco da Praça do Patriarca, Nossa Caixa e Bradesco da Rua 15 de Novembro, e Bradesco da Rua Boa Vista, todos na área central da capital paulista. Houve ainda a chamada da PM pelo Safra da avenida Paulista.
Sem o atendimento nas agências, os clientes estão recorrendo ao atendimento nos caixas eletrônicos. A também a opção dos serviços via internet.
Uma nova rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) está prevista para quarta-feira, às 15 horas, no Hotel Gran Meliá Mofarrej, nos Jardins, São Paulo. A categoria reivindica, entre outras coisas, aumento real de salários de 7,05%, reposição da inflação, participação maior nos lucros e resultados - de 5% do lucro líquido linear -, mais um salário bruto acrescido de R$ 1,5 mil.
Fonte: Agência Estado
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h14
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
Procuradoria investiga atuação de ex-diretor do Banco do
Brasil
DA AGÊNCIA FOLHA, EM CUIABÁ ENVIADO ESPECIAL A
CUIABÁ
O procurador da República em Cuiabá (MT) Mário Lúcio Avelar disse ontem que
será investigada a possibilidade de que ex-diretor de Gestão e Risco do Banco do
Brasil Expedito Veloso tenha usado o cargo para levantar dados bancários contra
o empresário Abel Pereira, supostamente ligado ao ex-ministro Barjas Negri, do
governo Fernando Henrique Cardoso: "É possível. Não há como afirmar
concretamente".
Um extrato de conta corrente -emitido pelo BB no dia 14 passado, quando era
negociado em Cuiabá dossiê contra tucanos- reforça a suspeita contra Expedito.
Os indícios de que Abel teria recebido propina consistem em extratos da
movimentação financeira de empresas de Luiz Antonio Vedoin, chefe da máfia dos
sanguessugas. Os extratos foram entregues por Vedoin à Justiça e à revista
"IstoÉ" no dia 14.
Com base nas informações, a revista publicou reportagem dizendo que Abel
recebia propina por terceiros para liberação de verbas do Ministério da Saúde,
na gestão de Barjas.
Vedoin afirmou que Expedito, ainda no cargo, estava presente na entrevista
dada à revista em Cuiabá -no mesmo dia da emissão do extrato do BB que comprova
transferência de R$ 20 mil para pessoa supostamente ligada a Abel. Vedoin
mostrou outros três extratos, mas não há a data da emissão. Ele diz que
conseguiu as cópias com o BB, e não com Expedito. A transação com os R$ 20 mil
ocorreu em janeiro de 2003. Vedoin disse que requereu os extratos antigos ao
BB.
Segundo o procurador da República, Expedito entregou no depoimento que deu à
PF na sexta-feira em Brasília cópias de cheques das supostas transações de Abel.
Isso, diz Avelar, mostra que o ex-diretor tinha mais dados do que os fornecidas
por Vedoin à Justiça.
"Fui [a Cuiabá] para cumprir função técnica. [Explicar] depósitos de pessoas
indicadas por Abel Pereira", justificou Expedito em depoimento à
PF.
BB O BB informou ontem que levantamento preliminar feito
pela área de gestão de segurança da instituição mostra que Expedito Veloso não
acessou "diretamente as contas divulgadas na imprensa".
Em depoimento à Polícia Federal na sexta-feira, Expedito Veloso disse que, ao
longo da negociação com a família Vedoin para obter o dossiê contra Serra, o
empresário Valdebran Padilha assumiria a responsabilidade de pagar R$ 1
milhão.
Segundo ele, em seu encontro com Darci Vedoin, Luiz Antonio Vedoin e
Valdebran Padilha, disse "que tinha em sua posse a relação dos pagamentos feitos
a Abel [Pereira] ou em seu nome, e iria apresentá-los à Justiça de qualquer
forma, e, fazendo isso, os Vedoin perderiam o benefício da delação premiada;
que, em vista disso, o declarante teve a sensação de que os Vedoin não iriam
discutir mais sobre dinheiro".
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h41
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
Da coluna da jornalista Mônica Bergamo na Folha de S.
Paulo:
Eterno trapalhão
Expedito Veloso é um velho conhecido dos petistas mineiros: ele já foi
candidato a prefeito pelo PT na cidade de Porto Firme, na zona da mata mineira.
Ficou em último lugar, com 304 votos.
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h39
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
Da coluna Painel na Folha de S. Paulo:
Pró-ativo
Embora Expedito Afonso Veloso tenha declarado à Polícia Federal não ter sido "a pessoa que montou o dossiê", os investigadores estão convencidos que o ex-diretor do Banco do Brasil não entrou na história apenas como divulgador do papelório.
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h38
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CAMPANHA SALARIAL
Greve nacional pára mais de 45 mil bancários em SP e Rio
A greve dos bancários que acontece hoje em 23 Estados e no Distrito Federal
tem a adesão de quase 30% na área em que atua o Sindicato dos Bancários de São
Paulo, Osasco e Região.
Segundo o sindicato, que responde por 106 mil dos
cerca de 400 mil bancários bancários de todo o país, 30 mil bancários que
trabalham na capital e Osasco aderiram à greve e paralisam 105 agências
hoje.
| Nilton Fukuda/FI |
 |
| Bancários fazem greve
nacional |
Na cidade do Rio de Janeiro, a Contraf-CUT (Confederação Nacional
dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) informou que a greve teve adesão de 60%
dos bancários --ou seja, cerca de 15,6 mil dos 26 mil trabalhadores da categoria
no município.
A confederação também informou que a greve tem "boa" adesão
nas cidades de Brasília, Cuiabá, Porto Alegre, mas disse ainda não ter números
da paralisação.
A greve de hoje acontece em todos os Estados brasileiros
com exceção de Tocantins, Amazonas e Goiás, que não são filiados à
Contraf.
Procurada, a assessoria de imprensa da Fenaban (Federação
Nacional dos Bancos) informou ainda não possuir um balanço da
greve.
São Paulo
Em São Paulo, a greve paralisa 30 agências
na região central, 27 na zona leste, 12 na zona sul, oito na zona norte, sete na
zona oeste, 13 na região de Osasco e oito na avenida Paulista. No Rio a greve
também se concentra no centro da cidade.
O sindicato paulista afirmou que
a Polícia Militar foi acionada pelos bancos e garante a entrada dos funcionários
que desejam trabalhar.
A Fenaban informou que "os bancos tomarão todas as
medidas necessárias para assegurar o livre acesso do público e dos funcionários
aos estabelecimentos bancários".
A federação também orientou que nas
cidades onde a adesão à greve for grande os clientes utilizem meios alternativos
para a realização de serviços bancários, como a internet, telefone e
correspondentes bancários (lotéricas e outros estabelecimentos
comerciais).
Sem reajuste
Com a greve, os bancários querem
pressionar os bancos a conceder reajuste salarial. Segundo o sindicato, após
mais de 40 dias de negociação, não há proposta que preveja reajuste.
Os
bancários reivindicam aumento real de 7,05%, além da reposição da inflação e
participação maior nos lucros e resultados --de 5% do lucro líquido linear, mais
um salário bruto acrescido de R$ 1.500.
No ano passado, quando houve
greve de seis dias, os bancários receberam reajuste de 6% (1% de aumento real),
mais R$ 1.700 de abono e PLR (participação nos lucros e resultados) mínima de
80% do salário mais R$ 800.
Para tentar evitar a greve neste ano, a
Fenaban chegou a acenar com a realização de uma nova rodada de negociações nesta
quarta-feira, em local ainda a ser definido.
"A greve é indevida porque
foi convocada com os sindicatos plenamente cientes da convocação de nova reunião
amanhã", afirmou a Fenaban por meio de sua assessoria de imprensa.
Os
bancários, entretanto, reclamam que a data-base da categoria é neste mês e que
os bancos tiveram tempo suficiente para apresentar uma proposta que poderia
evitar a paralisação.
"Marcar negociação não quer dizer apresentar
proposta. Nas rodadas anteriores, os banqueiros tinham se comprometido a trazer
proposta e não o fizeram", afirmou o presidente do Sindicato dos Bancários de
São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h35
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CAMPANHA SALARIAL
Bancários em greve de 24 horas
nesta terça-feira
(São Paulo) Com o objetivo de pressionar os banqueiros
para atenderem as reivindicações da categoria nesta Campanha Nacional, a maioria
dos bancários de todo o Brasil aprovou greve de 24 horas para esta terça, dia
26.
“A participação dos bancários nas assembléias e a
aprovação da greve de 24 horas pela imensa maioria dos participantes mostram a
disposição da categoria para lutar por melhores salários, maior PLR, mais saúde
e melhores condições de trabalho. A Fenaban já está com a nossa pauta há mais de
um mês e meio e, em cinco rodadas de negociação, não apresentou nenhuma
contraproposta. Essa é uma greve de advertência, se as negociações não
evoluírem, o próximo passo será a greve por tempo indeterminado”, afirma Vagner
Freitas, presidente da Contraf-CUT.
A
greve de 24 horas será forte tanto nas capitais quanto no interior. Nas últimas
semanas, os sindicatos têm intensificado as atividades, com paralisações e
manifestações. Após a última rodada de negociação, na semana passada, o Comando
Nacional decidiu unificar o movimento, com a greve de 24 horas desta
terça.
“Os sindicatos devem jogar muito peso na greve de
advertência, pois é essa a linguagem que os banqueiros entendem: de greve e
protestos. Com isso, esperamos que eles apresentem uma proposta digna”, destaca
Carlos Cordeiro, secretário-geral da Contraf-CUT.
Veja abaixo o resultado das assembléias realizadas
nesta segunda-feira, com informações enviadas pelos sindicatos até as
22h30:
Sindicatos
de capitais e/ou estaduais que aprovaram a greve:
ALAGOAS, BAHIA, BELO HORIZONTE, BRASILIA, CAMPO
GRANDE, CEARA, CURITIBA, ESPIRITO SANTO, FLORIANÓPOLIS, MATO GROSSO,
MARANHAO,
PARÁ/AP, PARAÍBA, PERNAMBUCO, PIAUI,
PORTO ALEGRE, RIO DE JANEIRO, RIO GRANDE NORTE, RONDONIA, RORAIMA, SÃO
PAULO
SERGIPE
Outros
Sindicatos que aprovaram a greve:
ABC, ACRE, ANGRA DOS REIS, APUCARANA, ARARAQUARA,
ASSIS, BARRETOS, BAURU, BRAGANÇA PAULISTA, CAMPINAS, CAMPOS GOYTACAZES,
DOURADOS, GUARULHOS, IRECE, ITAPERUNA, JACOBINA, LIMEIRA, LONDRINA, MOGI DAS
CRUZES, NOVA FRIBURGO, PRES PRUDENTE, RIBEIRÃO PRETO, RIO CLARO, SÃO LEOPOLDO,
S.J.CAMPOS, SANTO ANGELO, SANTOS, TAUBATE, TERESOPOLIS, TOLEDO, TRÊS LAGOAS,
TRES RIOS, UBERABA, ZONA DA MATA E SUL MINAS
Até
11h
UMUARAMA
Não
aprovaram:
ANDRADINA, ARAÇATUBA, CATAGUASES, CORN. PROCOPIO,
FRANCA, GOVERNADOR VALADARES, MARÍLIA, OESTE CATARINENSE, PIRACICABA,
P.VENCESLAU, S.J.R.PRETO, SOROCABA. VOTUPORANGA
Fonte: Contraf
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 23h04
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TEATRO NO CCBB DO RIO
CCBB do Rio tem palestras sobre teatro
brasileiro
O Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de
Janeiro promove a partir desta terça (26/09) o projeto “Momentos Decisivos do
Teatro Brasileiro”, com a participação de grandes nomes das artes cênicas
tupiniquim, para discutir a importância de determinados grupos, atores ou
espetáculos.
No primeiro dia, a crítica Bárbara Heliodora falará
sobre a peça “Vestido de Noiva”, de Nelson Rodrigues, dividido em três
atos: a memória, o coma e o real. A primeira encenação, realizada em 1943,
estreou sob intensa polêmica no Teatro Municipal.
Dia 03 de outubro, a
atriz Nicette Bruno abordará a carreira de Dulcina de Moraes,
grande revolucionária teatral. O ator Walmor Chagas participa do projeto
dia 10 de outubro e vai recordar o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) .
Augusto Boal revelará a importância do Teatro de Arena e o
Teatro Oficina no dia 17 de outubro.
O diretor Hamilton Vaz
Pereira encerra o projeto comentando o seu cultuado grupo dos anos 70,
Asdrúbal Trouxe o Trombone. As palestras, que terão início sempre às
18h30, visam revisitar para as novas gerações os momentos transformadores do
teatro brasileiro.
Fonte: ObaOba
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h22
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CAMPANHA SALARIAL NO BB
Negociação com o BB dia 27
A Comissão de Empresa do Banco do Brasil reúne-se no próximo dia 27, às 10h,
na Contraf-CUT, em São Paulo, para preparar a
negociação do mesmo dia com o BB. A reunião com o banco também ocorre
em São
Paulo.
Segundo Marcel Barros, coordenador
da Comissão, a negociação com o Banco do Brasil ocorre no mesmo horário que a
negociação com a Fenaban. “O Banco já havia marcado e não alterou esta data”,
explicou.
Fonte: Contraf
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h06
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
Expedito: Lorenzetti agiu como "interlocutor" de
Berzoini
O ex-diretor de gestão e risco do Banco do Brasil, Expedito Afonso Veloso,
disse em entrevista publicada nesta segunda no jornal "O Tempo", de
Belo Horizonte, que o petista Jorge Lorenzetti agiu "como interlocutor" do
presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), ao chefiar a operação
destinada a comprar e divulgar um dossiê contra os tucanos.
Procurado no
início da noite desta segunda pela redação do G1 em São Paulo, o deputado
federal Ricardo Berzoini, presidente nacional do PT, não foi localizado.
Segundo a assessoria da campanha pela reeleição do parlamentar, ele estava
em um avião, a caminho de Brasília, e não deverá se pronunciar.
Por
causa do escândalo produzido pelo episódio, Berzoini se afastou da coordenação
nacional da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "A
operação inteira foi chefiada pelo Jorge Lorenzetti, agindo como interlocutor do
Ricardo Berzoini", declarou Expedito ao jornal mineiro.
Segundo ele, apenas Lorenzetti, ex-chefe do serviço de inteligência da
campanha de Lula e conhecido como churrasqueiro predileto do presidente,
conversava com Berzoini sobre o dossiê. "Toda vez que fui chamado para conversar
sobre esse dossiê em Cuiabá, fui convidado pelo Lorenzetti." Expedito, no
entanto, afirmou que não saberia dizer se Lorenzetti "abria todo o jogo com o
Berzoini, se falava de dinheiro, da documentação comprometedora".
A exemplo dos outros implicados diretamente no escândalo, o ex-diretor do BB
procurou desvincular o presidente de qualquer participação no episódio. "Meu
feeling é que Lula não sabia de nada." Ele afirmou também que, na operação, era
responsável por fazer "o trabalho político-técnico do dossiê" montado pelos
empresários Luiz Antônio e Darci Vedoin, donos da Planam e acusados de chefiar a
máfia dos sanguessugas. "Fui lá (a Cuiabá) avaliar o conteúdo técnico da
documentação e o suposto proveito político que o PT podia tirar."
Sigilos O ex-diretor do BB, de acordo com "O Tempo",
refutou a suspeita da Polícia Federal de que tenha violado o sigilo bancário do
empresário Abel Pereira. "É uma possibilidade remota de acontecer por causa da
rigidez do sistema e das regras do Banco do Brasil." Expedito disse que no
início desconhecia que havia dinheiro envolvido na negociação. Ele repetiu que
os Vedoin pediram R$ 20 milhões pelo material, mas o preço foi caindo até R$
1,75 milhão. Sobre a origem do dinheiro, não deu qualquer informação. "Não sei
de onde o Valdebran (Padilha) ia tirar o dinheiro."
Como no depoimento prestado na PF, ele disse que no material que compõe o
dossiê havia comprovantes de depósitos em contas de empresas e pessoas indicadas
por Abel Pereira, mas afirmou que não se lembrava dos valores. Na entrevista, o
ex-diretor do BB disse que oferece espontaneamente à Justiça a quebra de seus
sigilos bancários e telefônico, dados que a PF quer abrir para apurar se os
investigados combinaram previamente seus depoimentos para blindar o Palácio do
Planalto e evitar que o escândalo envolva diretamente o presidente Lula.
"Esqueci de dizer isso à Polícia Federal", alegou.
Fonte: G1
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 20h08
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OS DONOS DA PREVI
Comentário do Blog:
A Previ tem mais de 160 mil proprietários
O jornal do sindicato dos bancários de São Paulo - Folha Bancária - que circula nesta segunda-feira traz um editorial intitulado Sindicato exige investigação limpa e punição, a respeito do mais novo escândalo, o do dossiê.
Num determinado trecho afirma: "A Previ, de Sérgio Rosa, vive um dos melhores momentos de sua história."
Não custa nada lembrar aos dirigentes do SEEB-SP que a Previ não é do Sr. Sérgio Rosa - este é apenas o seu atual presidente, aliás como representante do Banco do Brasil. A Previ tem outros dirigentes - inclusive eleitos - existe há de cem anos e pertence a mais de 160 mil funcionários da ativa, aposentados e pensionistas.
Sem contar aqueles que vieram antes, ajudaram a tornar a Previ o maior fundo de pensão do País e já não estão entre nós.
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 19h49
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COOPERATIVISMO DE CRÉDITO
Empregados de cooperativa e de bancos são diferentes, diz TRT
Na última semana, o juiz da 5ª vara do Trabalho de Porto Velho, Rondônia, prolatou decisão a qual julgou improcedente reclamação trabalhista movida por um ex funcionário de uma cooperativa de credito de Porto Velho. O magistrado fundamentou que, não se aplica ao empregado da cooperativa de crédito a disposição do artigo 224 da CLT por analogia ao enunciado 55 do TST, aduzindo ainda, em sua decisão monocrática, que o artigo 224 da CLT, assegura jornada de trabalho especial aos “empregados de banco, casas bancárias e Caixa Econômica Federal”, portanto, não dispõe o texto legal de previsão a autorizar jornada diferenciada ao empregado de cooperativa de crédito, menciona ainda, a inexistência de prova quanto a eventual instrumento normativo ou contratual que amparasse a sua prevenção. A Súmula 55 do TST, não faz referência as cooperativas de crédito. A aplicação da jornada especial dos bancários, portanto, só poderia decorrer de analogia ou de um juízo de equidade.
A disposição do artigo 224 da CLT é regra especial apar de norma geral, expressa no artigo 58 da CLT e artigo 7º, inciso XIII, da CF.
Existindo uma regra geral, não há que se falar em analogia, pois a analogia é principio de integração da norma jurídica, o que pressupõe lacuna na lei, logo, não pode ser interpretado restritivamente.
Não há, portanto, que se falar em reconhecimento de jornada especial por analogia, não há, também, que se falar em equidade no sentido pretoriano romano, porque tal instituto também não expressa integração da norma jurídica e, portanto, também pressupõe lacuna da lei.
O mesmo entendimento, também fora decidido e noticiado pelo Diário da Justiça em 15/09/2006, no processo nº TST-RR-752/2005-014-03-40.4,6ªT, R, el. Min.Aloísio Correa da Veiga, demonstrando que tal entendimento já está consolidado na ultima instância do poder judiciário trabalhista.
Fonte: Rondoniagora
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 19h41
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Bancários fazem greve nacional de 24 horas nesta
terça
Os
bancários devem fazer greve de 24 horas nesta terça-feira por reajuste salarial.
As agências voltam a abrir na quarta, mas os bancários prometem parar por tempo
indeterminado de não houver acordo. A orientação de greve é da Contraf-CUT
(Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), que atua em 23
Estados e no Distrito Federal.
A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos)
orientou que, se a greve paralisar todo o sistema, os clientes devem utilizar
meios alternativos como a internet, telefone e correspondentes
bancários.
Quatro Estados já decidiram pela greve (Piauí, Maranhão,
Rondônia e Bahia). Os outros 19 e o Distrito Federal farão assembléias a partir
das 18h ou 19h para decidir sobre a paralisação. A expectativa da Contraf é de
adesão de todos. Em São Paulo, a assembléia começa às 19h.
Com a greve,
os bancários querem pressionar os bancos a conceder reajuste salarial. Segundo o
sindicatos, após mais de 40 dias de negociação, não há proposta que preveja
reajuste aos 400 mil bancários do país.
Na semana passada, o Sindicato
dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região fechou 28 agências no Centro de São
Paulo durante 24 horas como forma de alerta.
Assim como outros
sindicatos, em São Paulo já ocorreram nos últimos dias paralisações pontuais em
determinados bairros da cidade, onde as agências permaneceram fechadas até as
12h.
Os bancários reivindicam aumento real de 7,05%, além da reposição da
inflação e participação maior nos lucros e resultados --de 5% do lucro líquido
linear, mais um salário bruto acrescido de R$ 1.500. No ano passado, quando
houve greve de seis dias, os bancários receberam reajuste de 6% (1% de aumento
real), mais R$ 1.700 de abono e PLR (participação nos lucros e resultados)
mínima de 80% do salário mais R$ 800.
A Fenaban informou, por meio de sua
assessoria de imprensa, que os bancos estão "demonstrando disposição de negociar
e construir um acordo factível na mesa de
negociações".
Negociação
As reuniões sobre o reajuste
começaram em 10 de agosto e envolveram cinco rodadas de conversação. Um novo
encontro entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban está marcado para
quarta-feira.
"Nas rodadas de negociação anteriores, apesar de terem se
comprometido, os banqueiros não apresentaram nenhuma proposta econômica às
nossas reivindicações", disse o presidente do Sindicato dos Bancários de São
Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino.
Fonte: Folha Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 18h03
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A FARRA DO CRÉDITO
Crédito chega a R$ 200 bilhões no Natal e ameaça perder
fôlego
Empréstimos crescem ao ritmo de
30% ao ano, mas economistas dizem que a expansão está perto do limite
Márcia De Chiara
O volume de crédito no bolso dos
brasileiros deve fechar o ano perto de R$ 200 bilhões. É uma marca histórica,
que equivale a quase o dobro do que foi ofertado em julho de 2004 e cerca de 30%
mais que em dezembro do ano passado. Até julho, a carteira de crédito ao
consumidor somava R$179,7 bilhões,segundo dados do Banco Central
(BC).
Depois da alta da inadimplência na virada deste ano, que freou as
vendas a prazo em julho, a expectativa é de que o crédito tenha novo impulso no
último trimestre. Com juros mais baixos, salários reajustados por uma inflação
passada maior que a presente, preços cadentes, que dão mais poder de compra à
população, além da entrada do dinheiro do 13º salário, usado para quitar as
prestações atrasadas, a perspectiva é que o consumidor assuma novos
financiamentos neste Natal.
Apesar da perspectiva de repique no volume de
financiamentos, economistas concordam que o fôlego do crediário é cada vez mais
curto. 'Este deverá ser o último Natal apoiado essencialmente na expansão do
crédito', adverte o diretor da RC Consultores, Fábio Silveira.
Segundo o
economista, a massa de salários - que é o resultado do número de ocupados
multiplicado pelo rendimento - cresce desde 2003 num ritmo muito inferior à
expansão do crediário. Sem investimentos na economia que criem mais empregos e
renda, o motor do crédito deve começar a ratear em meados de 2007,
prevê.
Entre 2003 e este ano, a carteira do crédito de recursos livres
destinado às pessoas físicas cresceu 120% e a massa de salários, 37%, calcula
Silveira. Nessa carteira estão incluídos crédito pessoal, consignado, cheque
especial, cartão de crédito, entre outros financiamentos para a compra de
bens.
FAIXA DE RISCO
Uma comparação, feita por Silveira, entre o
volume de empréstimos ao consumidor e a massa salarial revela que, em julho
deste ano, o total do estoque de empréstimos destinado às pessoas físicas (R$
179,7 bilhões) equivalia a 8,4 vezes a massa salarial mensal (R$ 21,1 bilhões).
Isso significa que, para cada R$ 1 recebido pelo trabalhador, ele devia o
equivalente a R$ 8,4. Em dezembro de 2003, o nível de endividamento do
brasileiro era de R$ 4,6 para cada R$ 1 recebido. Silveira diz que o grau de
endividamento do consumidor está chegando a uma faixa de risco.
Essa
análise é compartilhada pelo economista da MB Consultores Sérgio Vale. Para este
fim de ano, ele ainda acredita que o crédito terá um certo impulso, mas não acha
que esse movimento se sustente ao longo de 2007.
Vale destaca que os
estímulos atuais para o crescimento da renda decorrem de fatores temporários,
como aumento do salário mínimo, do Programa Bolsa-Família e de reajustes
salariais por uma inflação passada maior que a presente.
Esses fatores
não são duradouros e não devem se repetir em 2007. Além disso, sem
investimentos, a renda não aumenta de forma significativa.
Para o
vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração
e Contabilidade (Anefac), Miguel de Oliveira, o volume de crédito ao consumidor
no quarto trimestre deste ano deverá aumentar 5% na comparação com o terceiro e
fechar o ano em R$ 200 bilhões. 'O crédito só não crescerá mais neste fim de ano
porque parte dos recursos do 13º salário será destinada a quitar dívidas em
atraso.'
INADIMPLÊNCIA
Dados do comércio indicam que a
inadimplência começou a cair por conta do pagamento do 13 º salário. Pesquisa da
Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio) mostra que a
inadimplência do paulistano em setembro recuou para o menor nível desde de
dezembro de 2004. Neste mês, do total de endividados, 35% tinham contas em
atraso, ante 37% em agosto.
A diretora da Fecomércio - SP, Fernanda Della
Rosa, atribui o recuo da inadimplência ao pagamento da primeira parcela do 13º
salário aos aposentados, que foi antecipada pelo governo. 'A injeção de recursos
foi de R$ 5,79 bilhões em setembro.'
O recuo da inadimplência é
confirmado pelas financeiras. A Servloj, que tem na sua carteira cerca de 300
mil crediários de lojas, fechou o primeiro semestre com inadimplência de 10,8%.
O índice se refere a prestações atrasadas acima de 180 dias. Em julho e agosto,
esse indicador caiu para 10,3% e 10,2%, diz o diretor, Oswaldo Freitas Queiroz.
'Esse índice deve recuar para 10% até dezembro.'
Érico Ferreira,
presidente da Acrefi, associação que reúne as financeiras, diz que o aumento da
inadimplência não deve afetar a oferta de crédito por parte das instituições no
fim do ano.Ele observa que os bancos e as financeiras estão mais preocupados em
conquistar mercado que ampliar as suas margens. 'A briga, neste momento, é por
participação de mercado.'
JUROS MENORES
O Banco PanAmericano já
captou a tendência e acaba de lançar uma linha de crédito pessoal com garantia
real, que permite uma taxa juros menor e reduz o risco de
inadimplência.
Batizado de ImóvelPan, a linha é voltada para pessoas que
possuem um imóvel que não esteja sendo usado para a própria moradia e tenham
dívidas elevadas, no cheque especial, por exemplo, com juros mensais em torno de
8%. Com o imóvel dado em garantia, o piso da taxa mensal de juros dessa linha é
de 1,98% e o prazo, de 60 meses.
'O mercado está entrando num segundo
estágio: empréstimos com juros menores e garantia real', diz o diretor Comercial
do PanAmericano, Carlos Roberto Vilani. Nos próximos 15 dias, o banco vai lançar
outros produtos voltados para troca de dívidas.
O foco da concorrência
neste momento, diz ele, é oferecer taxas de juros menores. O banco deve fechar o
ano com carteira de crédito ao consumidor de R$ 4,8 bilhões, 60% maior que a de
dezembro de 2005.
A francesa Cetelem estuda lançar novas linhas de
crédito, mas não dá detalhes. Confirma que houve um recuo na inadimplência e diz
que pretende dobrar a carteira de crédito neste ano. Em 2005, o saldo da sua
carteira somou R$ 1,9 bilhão.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h25
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A FARRA DOS IMPOSTOS
Imposto sobe mais para quem tem
menos
Tributos já comem 49% da renda de famílias que ganham até R$ 700
Marcelo Rehder
As famílias mais pobres estão
pagando 73% a mais de impostos do que há dez anos. Um estudo da Fundação
Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da Universidade de São Paulo (USP),
revela que o governo já abocanha 49% da renda das famílias que ganham até dois
salários mínimos por mês (R$ 700). Em 1996, essa mordida era de apenas 28,2% -
uma diferença de 21 pontos porcentuais. Famílias com renda superior a 30
salários mínimos (R$ 10,5 mil) também sofreram aumento da carga no período, mas
bem menos doloroso: de 18% para 26%.
A transferência de renda dos pobres
para o governo atinge 61,4 milhões de brasileiros, o que representa 70% dos 87,1
milhões de ocupados em todo o País no ano passado, conforme a Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada na semana passada pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A maior parte da sangria
tributária imposta à população de baixa renda é provocada pelos chamados
impostos invisíveis, embutidos nos preços das mercadorias - como IPI, ISS,
Cofins, PIS e ICMS -, assim chamados porque a maioria das pessoas não tem idéia
do peso que têm em seu orçamento nem sobre o destino do
dinheiro.
CARGA INVISÍVEL
No período pesquisado pela Fipe,
a carga invisível aumentou de 26,5% para 45,8% da renda das famílias que ganham
até dois mínimos. Já o impacto da tributação direta - como IR, INSS, IPTU e IPVA
- passou de 1,7% para 3,1%.
' Nosso sistema tributário foi construído
para arrecadar o máximo de recursos para o governo, não importa de quem', diz a
pesquisadora da Fipe responsável pelo estudo, Maria Helena Zockun . ' É muito
cômodo arrecadar impostos sobre o consumo, porque as pessoas não percebem o que
estão pagando e, portanto, não podem reclamar do peso dos tributos.'
Para
chegar a esses números, Maria Helena se baseou nos dados das pesquisas de
orçamentos familiares do IBGE, que considera todas as remunerações do trabalho,
transferências (aposentadorias, pensões, bolsas de estudos, mesadas, doações),
lucros recebidos, rendimentos de aluguel e aplicações financeiras e de capital.
Ela usou ainda informações da Receita Federal sobre a carga tributária até 2004.
Segundo ela, as conclusões são válidas para o período atual. 'Em questões de
desigualdade social, o Brasil consegue se superar.'
O problema é que a
taxação sobre o consumo recai igualmente sobre todos os bolsos. Ao fazer uma
compra no supermercado, o empresário Paulo Skaf, presidente da Federação das
Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por exemplo, paga o mesmo imposto
sobre o valor dos produtos que um faxineiro da entidade.
'A carga
tributária penaliza pessoas de todos os níveis socioeconômicos e as empresas',
diz Skaf. 'Além de o imposto ser alto e o retorno em serviços ser baixo, há o
excesso de burocracia que custa muito dinheiro e afeta a competitividade do
produto nacional.'
A doméstica Maria da Silva, de 57 anos, não tem idéia
de quanto paga de imposto, mas sabe que é bastante. 'Cada coisinha nesse
carrinho tem imposto e o meu salário vai quase todo aqui', afirma Maria, que na
semana passada fazia compras no Carrefour com os três netos. Ela ganha R$ 800
por mês e o marido recebe dois salários mínimos (R$ 700) de aposentadoria. Sua
compra, a segunda do mês, ficou em torno de R$ 250.
No mesmo
supermercado, o casal Lourdes e José Alves, de 70 e 75 anos, respectivamente,
também fazia uma compra, pela qual pagou R$ 300. Alves, representante comercial
de uma fábrica de máquinas ejetoras de plástico, arriscou o palpite de que os
impostos representam 30% do preço dos produtos que comprou. Ele quase acertou.
Pelos cálculos da pesquisadora da Fipe, a carga de tributos indiretos incidente
sobre o preços dos bens e serviços consumidos pelas famílias é de 27,5%, em
média.
IMPOSTO EMBUTIDO
Pouca gente sabe que 60% do
dinheiro que gasta na compra de uma bebida destilada vai para o governo. Mesmo
medicamentos, como analgésicos e antitérmicos, têm 29% de impostos embutidos no
preço. A situação não é muito diferente em relação aos produtos da cesta básica.
O arroz e o feijão têm em seus preços 8% de impostos. As carnes têm 17%, o sabão
em pó 36% e o papel higiênico 29%.
Em vários países, o consumidor sabe
exatamente o quanto paga pelo produto e quanto vai para o governo. Nos EUA, por
exemplo, o preço do produto fica exposto na prateleira e o valor do imposto é
acrescido no caixa da loja, cita o consultor tributário Álvaro Taiar, da
consultoria PriceWaterhouseCoopers. 'Aqui ninguém faz a mínima idéia de quanto
está pagando para o governo porque os preços dos produtos não discriminam o
valor dos impostos.'
O economista Márcio Pochmann, pesquisador do Centro
de Estudos de Economia Sindical e do Trabalho (Cesit), da Universidade Estadual
de Campinas (Unicamp), observa que boa parte do ganho de renda que as famílias
mais pobres tiveram nos últimos anos foi transferida para o governo na forma de
impostos indiretos. 'Seria até aceitável se os recursos tivessem sido usados
para ampliar investimentos', diz o economista . 'Serviram para cobrir pagamento
de juros e despesas correntes do governo'.
Para os especialistas, a
solução passa pelo corte de gastos e desperdícios públicos, permitindo a redução
da carga tributária, que hoje representa quase 40% do Produto Interno Bruto
(PIB) do País. 'Menos impostos reduzem a informalidade e aumentam a
competitividade, os investimentos e até a arrecadação', diz Paulo Skaf.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h16
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QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL
Bancos se apressam para alcançar o índice de
certificação definido por BC
Por Adriana Cotias
Isabel Fernandes, gerente em uma agência bancária no Rio, está colhendo os
frutos da sua dedicação. Ela acaba de conferir o gabarito preliminar do último
exame de certificação da Associação Nacional dos Bancos de Investimentos
(Anbid), realizado no dia 17, e superou com folga a pontuação mínima necessária
para ganhar a qualificação profissional básica. Obteve um aproveitamento de 83%
na prova de 80 questões - o corte é em 70% - e tirou um verdadeiro peso das
costas. No primeiro teste, há dois anos, ela não obteve o mesmo êxito.
Bancária há 25 anos, a certificação passou a ser uma corrida contra o tempo
para ela e muitos funcionários de média gerência, que fazem carreira nas
instituições financeiras. É que a Resolução nº 3.158 do Banco Central, de
dezembro de 2003, determinou 2007 como a data final para os bancos qualificarem
todo o pessoal que interage com o cliente na orientação a investimentos.
No último exame, que incluiu testes para a CPA-10 (direcionada para gerentes
de agência) e para a CPA-20 (para a administradores de recursos e profissionais
que atendem investidores qualificados), a Associação Nacional dos Bancos de
Investimento (Anbid) teve recorde de 10.756 inscritos.
O fato de a regulamentação ter fixado, a partir de 2004, que a cada ano, os
bancos teriam de certificar 25% dos profissionais que atuam na venda de produtos
de investimentos, pode explicar tamanha demanda, segundo a percepção do gerente
de educação da Anbid, Ricardo Nardini. Isso quer dizer que no fim deste ano, 75%
dos funcionários das agências terão de estar qualificados e há sempre o risco de
muitos não passarem na primeira tentativa.
As dificuldades sentidas por Isabel não representam um caso isolado e 45% dos
profissionais inscritos no exame CPA-10, realizado em junho, por exemplo, foram
reprovados. Na prova de 2004, reconhece a gerente, ela não se empenhou o
suficiente para responder a questões sobre o sistema financeiro, fundos de
investimento, economia e finanças ou regulamentação. Desta vez, ela participou
do curso preparatório oferecido pelo Senac-RJ. "Estudei como nunca em toda minha
vida", diz Isabel.
O seu perfil coincide com a maioria dos profissionais que chegou aos bancos
do Senac: são gerentes de nível médio, com um bom tempo de casa, idade entre 35
e 45 anos e que já prestaram o exame anteriormente, descreve o coordenador do
programa, Marcelo de Souza Pinto, analista da BB DTVM. Na quarta turma que
conduziu - uma quinta começa hoje -, por exemplo, 80% já tinham feito o teste
antes sem sucesso.
Na sala de aula, ele detectou que a maior deficiência dos alunos é em fundos
de investimento, matéria que tem o maior peso na prova da Anbid e que pauta o
dia-a-dia dos gerentes. "É uma área em que a diversidade é grande, há detalhes
inerentes a cada classe de fundo e legislações específicas também." A tributação
é outro tema que tem sido o calcanhar-de-aquiles de muitos dos participantes.
"Houve mudanças recentes na legislação e para eles é algo bem complicado."
Na correção das provas, Nardini, da Anbid, conta que, na média, o maior
índice de erros aparece no tópico que aborda noções de economia e finanças. Após
os resultados, a entidade envia para a área de recursos humanos das instituições
as estatísticas com o desempenho dos alunos em cada módulo. "Como o objetivo é
melhorar o padrão do profissional, esses dados servem para direcionar o
treinamento." Desde que começou a aplicar os exames de certificação, em 2002, a
Anbid teve 76.226 inscritos (incluindo esse último), sendo que mais de 42 mil
ganharam a qualificação até junho. O gabarito oficial da prova do dia 17 sai na
sexta-feira.
Maria Cristina Pereira, bancária há 13 anos e gerente há 2, teve um
aproveitamento de 87% na última prova e tudo indica que também receberá a
certificação. Fez o teste por sua própria conta e risco, pois pela programação
do banco em que trabalha faria o exame só em novembro. Ela, que atende clientes
com renda mensal a partir de R$ 4 mil, começa a encaixar na sua rotina o que
aprendeu no curso e foi cobrado na prova da Anbid. "Na agência, a gente não
trabalha muito com renda variável, pois o investidor que tem carteira de ações
acaba fazendo suas aplicações pela internet, mas já dá para incluir esse tema
nas conversas", diz.
A certificação surgiu de uma exigência do Conselho Monetário Nacional (CMN)
para estabelecer um conteúdo mínimo e padronizado dos funcionários que atuam em
instituições classificadas como de distribuição de títulos e valores
mobiliários. Antes de a regulamentação do BC existir, cada banco, corretora ou
gestora de recursos desenvolvia o próprio método para capacitar o pessoal
envolvido com a área de investimentos. O resultado é que, no varejo, as
instituições formavam mais vendedores de produtos próprios, dando pouca ênfase à
orientação financeira de fato.
Fonte: Valor Econômico
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h14
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CAMPANHA SALARIAL
Bancários realizam assembléia
na segunda-feira
A semana que vem começa com mais assembléias
dos bancários em vários estados do país. A motivação de muitas ações
concomitantes é a resposta da categoria diante do impasse nas negociações da
Campanha Nacional deste ano.
Veja a data das assembléias:
Belém e
Macapá – Dia 25/9, assembléia no Sindicato dos Bancários (Av. 28 de
setembro entre Doca e Quintino, 1210), às 18h30. Paralisação de 24 horas na
terça-feira (26/9). Informações: (91)3241-7799
Belo Horizonte – Dia 25/9, assembléia na Sede Sindicato (Rua
Tamoios, 611). Paralisação de 24 horas na terça-feira
(26/09). Informações: (31) 3279-7891
Brasília – Dia 25/9, assembléia no Ed. Sede I, às 19h -
(26/09) Greve por 24 horas na terça. Informações: (61) 3346-9090
Campo Grande – Dia 25/9, assembléia na Sede Sindicato (Rua
Barão Rio Branco, 2652), às 18h30. Paralisação de 24 horas na terça-feira
(26/09). Informações: (67) 325-0003
Cuiabá – Dia 25/9, assembléia – Sede Sindicato (Barão de
Melgaço, 3190 – Centro), às 18h. Paralisação de 24 horas na terça-feira
(26/09). Informações: (65)3623-5333
Curitiba – Dia 25/9, assembléia – Sociedade Thalia (Rua
Comendador Araújo, 338) às 19h. Paralisação de 24 horas na terça-feira
(26/09). Informações: (41) 3015-0523
Florianópolis – Dia 25/9, assembléia no antigo Cine Ritz
(Rua Arci Preste Paiva, 11 – Centro), às 18h30. Paralisação de 24 horas na
terça-feira (26/09). Informações: (48) 3224-7113
Fortaleza – Dia 25/9, assembléia na Sede do Sindicato (Rua
24 de Maio, 1289 - Centro), às 18h30. Paralisação de 24 horas na terça-feira
(26/09).
João Pessoa – Dia 25/9, assembléia na Sede Sindicato (Av.
Min. José Américo, 3100 –Tambauzinho), às 18h30. Paralisação de 24 horas na
terça-feira (26/09). Informações: (83) 3224- 2040/3224-2054
Maceió – Dia 25/9, assembléia na Sede Sindicato (Rua Barão
Atalaia, 50 – Centro), às 18h. Paralisação de 24 horas na terça-feira
(26/09). Informações: (82)2121-9200
Natal – Dia 25/9, assembléia no Sindicato dos Professores
(Av. Rio Branco, 790 – Centro), às 18h30. Paralisação de 24 horas na
terça-feira (26/09). Informações: (84) 3213-0394
Porto Alegre - Dia 25/9, assembléia no Hotel Embaixador
(Rua Jerônimo Coelho, 354), às 19h. Greve a partir de terça (26/09) por tempo
indeterminado. Informações: (51) 3212-1200
Porto Velho – Dia 25/9, assembléia na Sede Sindicato (Rua
Gonçalves Dias, 110 – Centro), às 17h. Paralisação de 24 horas na terça-feira
(26/09). Informações: (69)3224-5259
Recife – Dia 25/9, assembléia na Sede Sindicato (Av. Manoel
Borba, 564), às 19h. Greve a partir de terça (26/09) por tempo
indeterminado. Informações: (81) 3421.3233
Rio Branco – Dia 25/9, assembléia (Praça povos da Floresta),
às 17h. Greve na terça-feira (26/09). Informações: (68) 3224-4188
Rio de Janeiro – Dia 25/9, assembléia na Galeria dos
Empregados do Comércio (Avenida Rio Branco, 120, sobreloja) às
18h. Informações: (21) 2103-4117
Salvador e Aracaju – Dia 25/9, assembléia no Ginásio Esporte
dos Bancários (Rua Ladeira dos Aflitos), às 19h. Greve a partir de terça (26/09)
por tempo indeterminado. Informações: (71) 329-2333
São Luís – Dia 25/9, assembléia no Sindicato dos Bancários
(Rua do Sol, 413/417 – Centro), às 18h. Informações: (98)3232-3500
São Paulo - Dia 25/9, assembléia, na Quadra dos Bancários
(Rua Tabatingüera, 192, Sé), às 19h. (26/09) Greve 24 horas Informações:
(11) 3188-5200
Teresina – Dia 25/9, assembléia na Sede Sindicato (Rua
Gabriel Ferreira, 740 – Centro), às 18h. Paralisação de 24 horas na terça-feira
(26/09). Informações: (86)3222-8353
Vitória – Dia 25/9, assembléia Centro Sindical (Rua
Sebastião Mori, 125 – Forte São João) às 18h30. Paralisação de 24 horas na
terça-feira (26/09). Informações: (27)3223-1477
Fonte: Agência Anabb
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h59
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
PSDB ofereceu R$ 10 mi por
dossiê, acusa petista
Alan Marques/F.Imagem
O interrogatório de Expedito Veloso (na foto), o ex-diretor
do Banco do Brasil que pediu licença para trabalhar no comitê reeleitoral de
Lula, acrescentou ao já intrincado caso do dossiêgate um mistério adicional.
Ouvido pelo delegado Diógenes Curado Filho e pelo procurador Mário Lúcio Avelar,
Veloso informou que o PT não foi o único partido a negociar o dossiê com a
família Vedoin. Antes de concordar em ceder o material aos arapongas petistas,
Luiz Antonio Vedoin, sócio da Planan, negociou com o PSDB.
Segundo a versão que
Veloso contou à PF e ao Ministério Público, o tucanato teria oferecido R$ 10
milhões pelo dossiê levado ao balcão por Luiz Vedoin e pelo pai dele, Darci
Vedoin. O diretor afastado do Banco do Brasil contou que o birô de
“inteligência” do comitê de Lula dispõe inclusive de fotos do personagem que
esteve em Cuiabá para negociar com os donos da Planam em nome do
PSDB.
Chama-se Abel
Pereira o personagem mencionado por Veloso. É empreiteiro. Tem negócios em
Piracicaba (SP). E seria ligado ao prefeito da cidade, Barjas Negri, desde os
tempos em que ele atuou como secretário-geral de José Serra no Ministério da
Saúde. Barjas tornou-se ministro depois que Serra deixou a pasta, em 2002, para
concorrer à presidência da República.
Segundo Expedito
Veloso, mais do que um dossiê, o tucanato queria comprar dos Vedoin uma
mercadoria mais valiosa: proteção. Suas declarações acabaram comprometendo a
versão que combinara com os outros dois petistas ouvidos em interrogatório:
Jorge Lorenzetti e Oswaldo Bargas. Foi por terra o lengalenga de que a
negociação do petismo com a família Vedoin não envolveu
dinheiro.
Ora, se o PSDB se
dispunha a pagar R$ 10 milhões pelo dossiê, por que Luiz Antonio Vedoin deixaria
de mencionar cifras na fase em que passou a negociar com o petismo? A dúvida foi
levantada no interrogatório de Veloso. Ele se saiu com explicações pouco
consistentes. Disse, por exemplo, que talvez Vedoin desejasse restabelecer as
pontes com uma eventual segunda gestão de Lula no
Planalto.
Ouvido pelo blog, um
integrante do alto comando da campanha de José Serra informou o seguinte: o
comitê tucano foi procurado por um emissário de Luiz Antonio Vedoin. Queria, de
fato, vender um dossiê. Mas não era nem contra Serra nem contra Geraldo Alckmin.
Conteria dados desabonadores contra o PT. Comprometeriam em especial o candidato
Aloizio Mercadante e o líder do partido na Câmara, Arlindo Chinaglia. Segundo a
versão tucana, a oferta foi refutada.
Entre os dias 9 e 15
de setembro, a Polícia Federal monitorou o telefone celular de Luiz Vedoin (9908
6507). A voz de Abel Pereira, o empresário que o petismo acusa de ter atuado
como preposto do PSDB, é uma das que foram captadas na escuta. Ele tentou falar
com Vedoin no dia 14 de setembro, véspera da prisão de Valdebran Padilha e
Gedimar Passos, os petistas que negociavam o dossiê antitucanato em São Paulo.
Vedoin, porém, não atendeu à ligação. Não se sabe sobre o quê Abel desejava
conversar.
Na próxima semana, o
que a PF abrirá um inquérito para apurar a atuação de Abel Pereira no caso.
Durante o seu depoimento, o petista Expedido Filho repassou ao delegado Diógenes
Filho um lote de documentos bancários que comprovariam repasses de dinheiro de
Luiz Vedoin para Abel. A esperteza levou a PF e o Ministério Público a
considerá-lo como suspeito de mais um delito. Deseja-se apurar se Veloso se
valeu dos poderes que detinha como diretor de Risco do Banco do Brasil para
bisbilhotar o sigilo bancário de inimigos do PT.
Fonte: Blog do
jornalista Josias de Souza
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h24
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
JOSÉ ALEXANDRE
SCHEINKMAN
A lição de Willie Sutton ao
PT
WILLIAM SUTTON foi um bandido americano legendário na primeira metade do
século passado. Conta-se que, questionado por um repórter por que roubava
bancos, teria respondido: "Because that's where the money is" (porque é lá que o
dinheiro está). O Partido dos Trabalhadores parece ter compreendido bem a
mensagem de Willie Sutton. Segundo uma reportagem da Folha de sexta, em 2003, o
PT "partidarizou" o Banco do Brasil montando toda a equipe de Cássio Casseb, o
primeiro presidente do banco no governo Lula.
Um dos membros do grupo indicado pelo PT era Expedito Afonso Veloso, hoje
acusado no "Dossiêgate". Veloso era diretor de Gestão de Risco do banco.
Aproveitando-se de avanços na teoria de finanças e da conseqüente criação de
instrumentos financeiros cada vez mais complexos, a gestão de risco bancário se
transformou completamente a partir dos anos 90. Parte do meu trabalho acadêmico
nos últimos anos foi exatamente sobre a questão do risco e, por isso, tenho
encontrado com freqüência responsáveis pela gestão de risco de instituições
financeiras em todo o mundo.
O perfil desses gestores é em geral o mesmo; uma formação quantitativa forte
na graduação seguida pelo mestrado ou mesmo doutorado em economia ou finanças.
Os diretores de risco das boas instituições financeiras sentem-se à vontade
discutindo a modelagem de derivativos de crédito, o efeito das regulamentações
de Basiléia ou os problemas gerados pela utilização de "value at risk", o
critério mais comum na medição do risco financeiro.
É provável que haja funcionários bem treinados no escalão inferior da gestão
de risco do BB. Mas isso não substitui a presença de um profissional competente
com acesso direto ao presidente do banco, como é norma em instituições
financeiras no Brasil ou no exterior. Indicar um quadro do PT sem preparação
acadêmica ou experiência adequadas para dirigir a área de risco de uma
instituição complexa como o Banco do Brasil demonstra um desapreço enorme do
governo Lula pela coisa pública.
Mas o Banco do Brasil não é, evidentemente, um caso único. Uma rápida
pesquisa na internet sobre o mensalão ou os sanguessugas traz à tona também os
Correios, Instituto de Resseguros do Brasil, Eletronorte, Cobra, Furnas, Banco
do Nordeste etc. Aparentemente em quase toda empresa estatal encontram-se casos
de ex-funcionários do alto escalão envolvidos nos escândalos do governo Lula.
Mesmo que futuros governantes demonstrem mais comedimento do que o PT
demonstrou no uso da máquina do Estado, é importante diminuir as oportunidades à
disposição do Poder Executivo. Para isso, deve-se cortar drasticamente o número
de funcionários nomeados por critérios políticos nas estatais ou nas carreiras
de Estado e assegurar que os cargos de direção sejam ocupados por profissionais
com a preparação apropriada.
Nesse sentido, é preciso reconhecer que, apesar das recaídas recentes, o
Brasil melhorou. Foi-se o tempo em que, como relata Mario Sergio Conti no livro
"Notícias do Planalto", Paulo César Farias, o PC, gabava-se de ter "emplacado" o
superintendente da Polícia Federal e o superintendente regional da Receita
Federal em São Paulo do governo Collor. As investigações atuais demonstram um
certo grau de independência dessas instituições.
E não há dúvida de que as privatizações ajudaram muito. Aliás, o efeito das
privatizações nas oportunidades de corrupção não passa despercebido mesmo pelos
mais leais defensores do governo. No manifesto de movimentos sociais em defesa
do presidente Lula, divulgado na quinta com o endosso de 70 entidades, incluindo
a CUT e a UNE, uma das acusações ao PSDB e aliados é a de terem privatizado a
Vale do Rio Doce. Os signatários têm razão -a privatização da Vale, além de
aumentar a eficiência do setor de mineração no país, cortou um grande número de
postos que o governo poderia ter ocupado com membros do PT ou "movimentos
sociais" associados para garantir o financiamento das campanhas eleitorais e os
recursos para comprar o apoio da bancada fisiológica no Congresso. Mais uma
razão para retomar-se o processo de privatização das estatais.
JOSÉ ALEXANDRE SCHEINKMAN , 58, professor de economia na
Universidade Princeton (EUA), escreve quinzenalmente aos domingos nesta coluna.
jose.scheinkman@gmail.com
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h25
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
CPI suspeita que ex-diretor do BB usou cargo
para ver conta
Parlamentares desconfiam que Expedito Veloso pode ter invadido
dados para montar dossiê
Ele teria alertado o PT sobre
movimentação entre a família Vedoin e Abel Pereira, ligado a Barjas Negri,
sucessor de Serra
SHEILA D'AMORIM RANIER BRAGON DA SUCURSAL DE
BRASÍLIA
Integrantes da CPI dos Sanguessugas desconfiam que o
ex-diretor de gestão e risco do banco, Expedito Veloso, poderia ter usado o
cargo que ocupava para invadir ilegalmente dados dos correntistas como forma de
montar um dossiê contra a gestão do PSDB no Ministério da Saúde. A Polícia
Federal deve investigar se houve envolvimento do banco.
Expedito é apontado como a pessoa que alertou petistas sobre a existência de
uma movimentação bancária entre a família Vedoin e o empresário Abel Pereira,
ligado ao ex-ministro Barjas Negri, sucessor de José Serra na Saúde.
Um dia antes de a PF prender os petistas Gedimar Passos e Valdebran Padilha
com R$ 1,7 milhão, que seria usado na negociação do dossiê contra o PSDB,
Expedito comemorava contando detalhes da entrevista em que Luiz e Darci Vedoin
envolviam o tucano com a máfia das ambulâncias.
Em conversas por telefone, ele teria feito comentários sobre o dossiê que
comprometia Serra e, ao ser questionado sobre como sabia de tantos detalhes,
teria afirmado que era porque ele mesmo havia trabalhado na montagem do
documento. Nesta data, a revista "IstoÉ" com a entrevista dos empresários ainda
não havia circulado nas bancas.
"O PT desrespeitou o Banco do Brasil ao colocar em seus postos-chave membros
do partido que trabalhavam para o partido, não para o banco", disse Carlos
Sampaio (PSDB-SP), um dos sub-relatores da CPI.
Sampaio e Fernando Gabeira (PV-RJ) foram ontem à PF apanhar cópia dos
documentos. "Do que ele fala, a gente pode inferir que talvez ele tenha quebrado
o sigilo das contas do Abel Pereira no Banco do Brasil", afirmou Gabeira.
Expedito só será ouvido pela auditoria interna do BB na semana que vem, mas
sabe-se que, com o cargo que ocupava, ele poderia ter acesso a movimentações
financeiras de clientes do banco. Ontem, antes do seu depoimento na PF, seu
advogado mostrou cópias de documentos que Veloso teria recebido dos Vedoin.
Entre eles, cópias de cheques do BB que representariam pagamentos dos Vedoin
a Abel Pereira. As cópias não identificam o destinatário dos cheques. A dúvida é
que, se Expedito montou o dossiê, pode ter checado o destino do dinheiro. Nesse
caso, deve haver registro no sistema do BB.
Depois da ação da PF e a prisão dos petistas, Expedito não atendeu mais o
telefone celular e também não foi localizado na sua casa, em Brasília.
Suspeitas de invasão de sigilo bancário foram responsáveis pela queda do
ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda), no primeiro semestre.
Em depoimento à PF anteontem, Expedito afirmou que esteve em Cuiabá para
investigar supostos depósitos feitos pela máfia dos sanguessugas na conta de
Abel Pereira.
Ele disse que exerceu uma função técnica. "Fui lá [em Cuiabá] para cumprir
função técnica. [Explicar] depósitos de pessoas indicadas por Abel Pereira". A
Polícia Federal avaliou que o depoimento de cerca de seis horas foi improdutivo.
Luiz Antonio Vedoin acusa Abel de ser o responsável por liberar emendas que
interessavam à quadrilha na pasta da Saúde na gestão de Barjas Negri.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h22
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