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| BBlog: o BB, seus funcionários e Entidades (Blog do Romildo) |
O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
Da coluna do jornalista Cláudio Humberto:
Nova quebra
Complica-se a situação de Expedito Veloso, ex-diretor de Gestão de Risco
do Banco do Brasil. A Polícia Federal investiga se ele quebrou o sigilo bancário
de Abel Pereira, empresário vinculado ao PSDB e a Barjas Negri.
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 23h39
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CIRCUITO CULTURAL BB EM CURITIBA
Inscrições de Projetos para a Etapa Curitiba do Circuito Cultural encerram-se nesta segunda
Circuito Cultural Banco do Brasil – Inscrições de Projetos
Com o objetivo de valorizar e incentivar os talentos das diversas regiões do País, o Circuito Cultural Banco do Brasil abre espaço para artistas locais participarem de sua programação anual.
I - COMO SE INSCREVER:
As inscrições para a etapa Curitiba (PR) serão realizadas de 04.09.2006 a 25.09.2006. Os candidatos deverão entregar suas propostas/projetos no seguinte endereço:
Superintendência Estadual do Banco do Brasil em Curitiba
Rua Comendador Araújo, 143, 20º andar – Edifício Center Everest - Centro
Curitiba/PR – CEP: 80.420-900
Fone - (41) 3320-9000
Fonte: CCBB - Clique aqui para saber mais sobre a inscrição
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 16h10
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CAMPANHA SALARIAL
Assembléias nesta segunda preparam a greve de 24h da terça
Depois de cinco rodadas de negociação e de quase dois meses de Campanha, bancários de todo o Brasil realizam nesta segunda-feira assembléias para definir a greve de 24 horas que deve ser deflagrada no dia 26, terça-feira. A paralisação foi definida pelo Comando Nacional logo após a última negociação com a Fenaban, no dia 19, quando os banqueiros mantiveram a postura de não apresentar propostas e falar em reajuste zero. Nem uma nova reunião foi marcada.
“Os bancários já realizam muitas atividades, com protestos e paralisações, mas até agora os banqueiros não se sentiram pressionados suficiente para apresentar proposta. Por isso é fundamental que os bancários paralisem as atividades durante toda a terça-feira e em todo o Brasil. Esta greve de 24 horas tem que ser forte para pressionar a Fenaban a negociar com seriedade. Esta é a primeira vez em muito tempo que chegamos ao final de setembro sem proposta”, destaca Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT.
A minuta de reivindicações dos bancários foi entregue à Fenaban no dia 10 de agosto. De lá para cá, cinco rodadas de negociações ocorreram, sem que os banqueiros apresentassem contraproposta para as cláusulas econômicas. O único avanço até agora foi que os bancos, depois de muita pressão, aceitaram discutir a melhora na segurança e o combate ao assédio moral em mesas específicas.
“Vamos intensificar as atividades nesta terça-feira porque sem pressão os banqueiros não vão apresentar nada. Nossa campanha nunca foi fácil e este ano não é diferente. A ganância é muito grande, não importa o quanto o lucro cresça, os bancos não querem dividir o bolo. É importante que a greve de 24 horas atinja o Brasil inteiro”, afirma William Mendes, secretário de Imprensa da Contraf-CUT.
Fonte: Contraf
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 16h03
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
Do blog do jornalista Ricardo Noblat:
A foto do dia
 Foto: Celso
Júnior/AE
Expedito Afonso Veloso, ex-diretor de Gestão de Risco do Banco do Brasil, ao
chegar à sede da Superintendência da Polícia Federal em Brasília para depor no
caso do dossiê Vedoin, nesta sexta-feira. Ele é acusado de envolvimento na
tentativa de compra de dossiê para prejudicar a candidatura do tucano José Serra
ao governo de São Paulo.
Expedito cita Abel, amigo de Negri, amigo de Serra
Garoto esperto esse Expedito Afonso Veloso, afastado da diretoria de
Gestão e Risco do Banco do Brasil porque trabalhava na campanha de Lula e foi
pego metido no escândalo do dossiê contra Serra.
Ele acabou de depor na Polícia Federal, em Brasília. E ao sair, cercado por
jornalistas e crivado por perguntas incômodas, limitou-se a dizer em resposta a
uma delas:
- (Fui a Cuiabá) analisar depósitos nas contas de pessoas indicadas por Abel
Pereira.
Na verdade, ele foi a Cuiabá na quarta-feira da semana passada levando
documentos e informações para montar o dossiê que supostamente liga Serra à
Máfia dos Sanguessugas.
Assistiu à entrevista concedida por Darci e Luiz Antônio Vedoin, chefes da
Máfia, à revista ISTOÉ. Depois voou para São Paulo.
(Para ler o blog do Noblat veja os links à esquerda)
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 00h16
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ESTÁGIO NO BB
CIEE oferece 150 vagas de estágio no
BB
Estudantes do ensino técnico, médio e superior em busca de estágio podem se
candidatar a uma das 150 vagas oferecidas pelo Banco do Brasil. Os selecionados
atuarão na cidade de São Paulo e receberão bolsa-auxílio de R$ 302,70, além de
vale-refeição de R$ 13,42.
A jornada diária é de cinco horas e o contrato terá duração de 12 meses,
podendo ser prorrogado. Os candidatos devem tem 18 anos ou mais, cursar o
segundo ano do ensino médio ou primeiro semestre do ensino técnico (das áreas de
Administração, Contabilidade, Gestão Empresarial ou Secretariado), para atuação
nas áreas de atendimento ou administrativas de agências localizadas na capital.
Já os estudantes de nível superior, que desejarem se candidatar a uma
oportunidade de estágio nas áreas administrativas do BB, deverão estar cursando
o terceiro ano do Administração de Empresas, Comércio Exterior, Economia
ou Secretariado.
Os interessados devem entrar em contato com o CIEE pelo telefone (11)
3046-8245, de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h.
Fonte: Consumidor Moderno
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 00h01
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
Ex-diretor do BB reconhece duas reuniões
para analisar dossiê
O depoimento de Expedito durou seis
horas e, para a PF, foi improdutivo porque pareceu se encaixar numa estratégia
engendrada pelo PT
BRASÍLIA - O petista Expedito Afonso Veloso, ex-diretor
de gestão e risco do Banco do Brasil, confirmou à Polícia Federal, em depoimento
prestado nesta sexta-feira, 22, que reuniu-se duas vezes com os cabeças da máfia
dos sanguessugas, os empresários Darci e Luiz Antônio Vedoin, pai e filho, para
tratar do dossiê destinado a prejudicar a candidatura do tucano José Serra ao
governo de São Paulo. Ele também confirmou que acompanhou a entrevista que os
Vedoin deram à revista Isto É, na qual tentam relacionar Serra à quadrilha que
desviava recursos da Saúde com a compra de ambulâncias superfaturadas.
Demitido do cargo por seu envolvimento no escândalo, Expedito disse que suas
idas a Cuiabá, em agosto e setembro, destinaram-se a conferir a autenticidade do
dossiê e sua utilidade para atacar as candidaturas adversárias, atividade que
considera legítima. "Fui lá exercer uma função técnica", disse ele à saída. O
depoimento durou seis horas e, para a PF, foi improdutivo porque pareceu se
encaixar numa estratégia engendrada pelo PT para evitar imputações criminais
contra os envolvidos no escândalo.
Expedito confirmou que, no material que compõe o dossiê havia depósitos em
contas, cujo montante ele não soube precisar, de pessoas indicadas por Abel
Pereira durante a gestão de Serra no Ministério da Saúde. Abel era assessor do
então secretário-executivo do Ministério, Barjas Negri, que mais tarde veio a
assumir a Pasta em substituição a Serra.
Fonte: Agência Estado
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 00h00
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
Ex-diretor do BB confirma ter ido a Cuiabá analisar conteúdo de suposto dossiê
GABRIELA GUERREIRO da Folha Online
Após quase sete horas de depoimento, o ex-diretor de gestão e risco do Banco do Brasil Expedito Veloso confirmou, ao deixar a Superintendência da Polícia Federal, que foi a Cuiabá (MT) analisar o conteúdo do suposto dossiê contra candidatos tucanos que seria comprado por membros do PT.
Veloso disse que foi "cumprir uma função técnica" para analisar documentos do suposto dossiê que comprovariam depósito da Planam, empresa de Darci e Luiz Antônio Vedoin, apontados como líderes da máfia dos sanguessugas, nas contas de Abel Pereira --assessor do ex-ministro da Saúde Barjas Negri, do PSDB. O delegado que investiga a suposta compra do dossiê, Diógenes Curado, considerou o depoimento de Veloso improdutivo.
O delegado e o procurador de Justiça do Mato Grosso, Mário Lúcio Avelar, estão ouvindo depoimento de Oswaldo Bargas, ex-chefe de gabinete do Ministério do Trabalho e um dos coordenadores do programa de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT,
Bargas foi apontado pela revista "Época" de ter procurado jornalistas da publicação para oferecer o suposto dossiê contra candidatos tucanos. Assim como o ex-chefe do gabinete, Veloso foi afastado da campanha de Lula após ter sido citado por Valdebran Padilha como um dos responsáveis por entregar o dinheiro que seria usado na compra do suposto dossiê.
Na semana passada, a PF prendeu Valdebran Padilha, Gedimar Pereira Passos, Luiz Antonio Vedoin e Paulo Roberto Dalcol Trevisan, tio de Luiz Antonio, em operações em São Paulo e Cuiabá. Em São Paulo, a PF prendeu Passos e Padilha e, junto com eles, R$ 1,7 milhão em dinheiro.
A suspeita é que o dinheiro seria usado para a suposta compra de um dossiê com denúncias contra políticos por envolvimento na máfia dos sanguessugas, esquema de compra superfaturada de ambulâncias por meio de emendas de parlamentares ao orçamento da União.
Fonte: Folha Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h49
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FUNDOS DE PENSÃO
Carteira de imóveis volta a dar resultado e rende
7,4%
Altamiro Silva Júnior
Os imóveis voltaram a dar resultados para os fundos de pensão. As aplicações
no setor renderam 7,4% no primeiro semestre, superando o rendimento das
aplicações na renda fixa, que tiveram ganho de 7,2%, segundo um levantamento da
Risk Office com 231 planos de 111 fundações. Animados com o setor, fundos de
pensão como a Previ, dos funcionários do Banco do Brasil, e a Funcef, da Caixa
Econômica Federal, já avaliam novos investimentos no setor.
"O mercado de imóveis está se reaquecendo", destaca Sergio Rosa, presidente
da Previ. Neste cenário, a fundação, que tem patrimônio de R$ 88 bilhões,
resolveu "reviver" a carteira do setor imobiliário. Para isso, montou uma equipe
dedicada a olhar oportunidade no setor. Hoje, 3,5% do patrimônio do fundo está
no setor imobiliário.
Na Petros, o fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, as aplicações em
imóveis também devem aumentar. Mas, diferente de outros fundos, a idéia não é
investir em imóveis diretamente, mas em títulos financeiros com lastro
imobiliário, como os certificados de recebíveis imobiliários (CRI) ou os fundos
imobiliários, conta Wagner Pinheiro, presidente da fundação. "O diferencial é a
maior liquidez" diz, destacando que, neste caso, a fundação não precisa entrar
diretamente na administração do imóvel, como acontece quando resolve comprar uma
parcela de um empreendimento. A Petros tem R$ 1 bilhão aplicados diretamente em
imóveis (cerca de 3% do patrimônio total do fundo, de R$ 30 bilhões).
Já a Funcef optou por comprar ativos diretamente. A fundação, que tem
patrimônio de R$ 21 bilhões, reservou R$ 200 milhões para investir em ativos
como shopping centers, edifícios comerciais e imóveis ligados à área de
logística, como galpões, disse ao Valor, no início do mês, Jorge Arraes, diretor
imobiliário da fundação. No ano passado, a carteira de imóveis da Funcef, que
representa 8% de seu patrimônio, rendeu 15,2%, um dos melhores desempenhos entre
as fundações brasileiras.
O estudo da Risk Office mostra que nem a carteira de imóveis nem as
aplicações em renda fixa conseguiram superar o Certificado de Depósito
Interfinanceiro (CDI). Dos planos de benefícios analisados, apenas 24%
conseguiram bater o referencial. Segundo Marcelo Rabbat, responsável pelo
estudo, a estratégia comum aos fundos que superaram o CDI foi uma maior alocação
em papéis privados, como CDB, debêntures e os fundos de recebíveis. As
debêntures, por exemplo, que representavam 39,2% da carteira de crédito privado
das fundações em janeiro, fechou o semestre com 41,3%.
Outro ativo que ganhou peso no primeiro semestre foi o CCB, que subiu de
0,86%, para 1,94%. Esses percentuais, avalia Rabbat, tendem a crescer ainda mais
em um cenário de manutenção da queda dos juros. "Na carteira de renda fixa,
estamos olhando outros ativos, com os fundos de recebíveis", diz Rosa, da
Previ.
Entre os títulos do governo, o levantamento da Risk Office mostra uma forte
queda da participação das Letras Financeiras do Tesouro (LFT), indexadas à
variação da Selic. A fatia destes papéis caiu de 30,9% em janeiro para 24,2% em
junho. Já o peso da NTN-B (papéis do governo indexados ao IPCA) subiu de 15,6%
para 23,9%.
Na Petros, que tem patrimônio de R$ 30 bilhões, dos quais 67% estão aplicados
em renda fixa, os percentuais devem mudar. Com a queda dos juros, Pinheiro acha
que esse percentual vai cair para a casa dos 60% no curto prazo. No final de
2002, a fundação dos petroleiros chegou a ter 75% das aplicações em renda fixa.
Além de CRI e fundos imobiliários, o dinheiro que ia para títulos públicos
também deve ser redirecionado para investimentos em infra-estrutura, como as
parcerias público-privadas (PPPs), e para a renda variável.
Na bolsa, os fundos tiveram maior facilidade para superar o referencial
Segundo a Risk Office, 57% dos planos superaram a variação do Ibovespa no
semestre e 44% a do IBrX-100. "Foi um semestre muito ruim, mas os fundos tiveram
resultados bons", avalia Rabbat. Todas as carteiras analisadas superaram, com
folga, a meta atuarial.
Fonte: Agência Anabb/Valor Econômico
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h02
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SEGURANÇA
Bancos baixaram a guarda, diz sindicato
Entidade de bancários denuncia retirada de portas giratórias; Febraban
garante seguir normas estabelecidas pela PF
Bruno Tavares e José Dacauaziliquá
O Sindicato dos Bancários de São Paulo culpou a direção das instituições
financeiras pelo aumento do número de roubos a agências no Estado. Para a
entidade, o fenômeno ocorreu porque os bancos 'baixaram a guarda' no que diz
respeito à segurança. 'Algumas instituições retiraram as portas giratórias (que
são equipadas com detector de metais) e muitas das que estão em funcionamento
estão descalibradas', afirmou o presidente da entidade, Luiz Cláudio Marcolino.
'O número de vigias por agência também é insuficiente. Tem banco em São Paulo
que só tem um segurança.'
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) rebateu as alegações do
sindicato, dizendo que a Polícia Federal exige planos de segurança para todas as
agências bancárias do País e só permite mudanças depois de analisá-las.
Mas os argumentos do sindicalista são repetidos pelo secretário-geral da
Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Carlos
Cordeiro. 'Os números fornecidos pela polícia não correspondem à verdade, pois
somente os casos em que há mortos e feridos são registrados nas delegacias',
acrescentou Cordeiro. 'Quando os prejuízos são apenas financeiros, os bancos
preferem não prestar queixa, para evitar prejuízo à imagem.' A Febraban nega que
isso seja a praxe das instituições.
Ainda segundo Cordeiro, pelos menos 12 pessoas - entre funcionários e
clientes - morreram nos últimos 12 meses vítimas de assaltos a bancos no
País.
Para a Febraban, a insegurança está 'da porta para fora'. A entidade alega
que, 'da porta para dentro', suas ações estão limitadas pelas normas e
procedimentos adotados pela PF. A federação informou ainda que o valor gasto
este ano com melhorias nos sistemas de segurança das agências bancárias deve
ultrapassar R$ 4 bilhões - valor equivalente à soma do lucro do Banco do Brasil
e da Caixa Econômica Federal, os dois maiores bancos do País, ambos
públicos.
Fonte: Agência Anabb/O Estado de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h59
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CAMPANHA SALARIAL
Brasília em estado de
greve
Os bancários de Brasília realizaram assembléia nesta
quinta (21/09), em frente ao Edifício Sede I, no Setor Bancário Sul. O encontro,
que faz parte da campanha unificada, tinha o objetivo de definir os rumos da
campanha salarial 2006. Ficou definido que os bancários de Brasília estão em
estado de greve, com paralisação na terça-feira (26/09).
Amanhã (22/09), haverá manifestação na Tecnologia,
entre as 15h e 17h. Na segunda-feira (25/09), os bancários realizam nova
assembléia, às 19h, para definir se a paralisação de terça será de 24 horas
ou por tempo indeterminado.
Os bancários decidiram pelo início das assembléias
por indicativo de greve, uma vez que a Fenaban não apresentou proposta
satisfatória em relação à Campanha Salarial 2006.
Os estados de Minas Geriais, Mato Grosso, Mato Gosso
do Sul, Ceará, Alagoas e Espírito Santo decidiram paralisar por 24 horas na
terça (26/09). Já Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul optaram por greve a
partir de terça por tempo indeterminado.
Fonte: Agência Anabb
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h55
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COOPERATIVA SOB SUSPEITA
MP investiga cooperativa habitacional criada por
Berzoini
Bancoop movimenta R$ 150 mi por ano, recebeu dinheiro de fundos de pensão de
estatais e tem Lula como comprador de imóvel
Agência Estado
Um dos empreendimentos mais ambiciosos da elite sindical brasileira, criado
pelo presidente do PT, Ricardo Berzoini, enfrenta graves problemas financeiros,
processos na Justiça e denúncias de irregularidades no Ministério Público de São
Paulo.
A Cooperativa Habitacional do Sindicato dos Bancários (Bancoop) foi criada há
dez anos, quando Berzoini era presidente do sindicato, e desde essa época é
controlada pelo seu grupo político - ligado ao Sindicato dos Bancários.
A Bancoop começou coletando dinheiro de bancários para a construção de casas
e apartamentos, mas foi muito além do seu plano original. Abriu suas portas a
profissionais de outras categorias, atraiu 15 mil cooperados e passou a
movimentar R$ 150 milhões por ano. É a segunda maior incorporadora de imóveis de
São Paulo.
A Bancoop mexe com o interesse de alguns dos principais dirigentes sindicais,
além de contar com recursos de fundos de pensão de estatais. Muitos militantes
históricos compraram imóveis na cooperativa. Entre eles está até o presidente da
República, Luiz Inácio Lula da Silva, que, segundo a última declaração de bens
entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem um apartamento em construção
no Guarujá, litoral paulista.
Fundos de Pensão Os fundos de pensão também têm laços com
a cooperativa. Em 2004, a Bancoop criou um fundo de investimentos (FDIC) e
correu o mercado financeiro atrás de recursos. Na época, dizia-se que a Bancoop
era saudável e queria dinheiro para comprar terrenos e crescer rápido. O fundo
arrecadou R$ 43 milhões e a maior parte dos recursos veio de entidades como a
Petros (fundo de pensão de empregados da Petrobrás), Funcef (fundo dos
empregados da Caixa Econômica Federal) e Previ (dos funcionários do Banco do
Brasil).
O que se sabe hoje é que a situação da Bancoop não é - e não era - saudável.
Atualmente, a Bancoop tem cinco empreendimentos parados por falta de dinheiro
para tocar as obras, está pedindo pagamentos extras aos cooperados e diz que
pode até retirar quem já está morando nos imóveis, caso não pague a
diferença.
O fundo de investimento criado em 2004 foi renegociado. Agora, os fundos de
pensão e outros credores receberão o pagamento em cinco anos, não mais em três.
A Bancoop precisa de aproximadamente R$ 60 milhões para equilibrar seu
caixa.
Os cooperados, sentindo-se lesados pela direção da Bancoop, entraram com uma
avalanche de processos na Justiça. Foram enviadas denúncias à Promotoria do
Consumidor de São Paulo, acusando ex-diretores de serem sócios de uma
construtora que prestava serviços à cooperativa, além de superfaturamento nas
obras. Esta semana, a auditoria Ernst Young começa a checar as contas da
Bancoop, a pedido da promotoria.
Fonte: G1
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h20
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
Entidade de petista do dossiê recebeu R$ 4 mi da Fundação
do BB
Unitrabalho também mantém gordos
convênios com Ministério do Trabalho e da Ciência e Tecnologia
Sérgio Gobetti Sônia
Filgueiras
A Fundação Interuniversitária de
Estudos e Pesquisas sobre o Trabalho (Unitrabalho), ligada ao petista Jorge
Lorenzetti - churrasqueiro preferido do presidente Lula -, recebeu R$ 4,28
milhões por intermédio da Fundação Banco do Brasil, além dos R$ 18,5 milhões do
Orçamento da União - informação contestada pelo ministro Luiz Marinho
(Trabalho).
De acordo com informações obtidas pelo Estado, Lorenzetti
operava a partir do escritório da fundação em Brasília, no Edifício Number One,
durante os dois primeiros anos do governo Lula, quando foi concebido o atual
portfólio de projetos com foco em 'geração de trabalho e
renda'.
Ex-assessor de Risco e Mídia da campanha de Lula, Lorenzetti se
afastou nesta semana de sua função junto com outros petistas que participaram do
esquema para comprar dossiê que envolveria candidatos do PSDB com a máfia dos
sanguessugas.
No Banco do Brasil, Lorenzetti tinha dois interlocutores: o
diretor de Gestão de Risco, Expedito Afonso Veloso, apontado como o homem que
preparou o dossiê contra os tucanos e negociou sua divulgação com o empresário
Luiz Antônio Vedoin, chefe da máfia das ambulâncias; e o presidente da Fundação
Banco do Brasil, Jacques Pena.
Além de petistas, Expedito e Jacques Pena
integram uma espécie de 'irmandade mineira' no banco e foram indicados para seus
cargos por outro conterrâneo do PT, o vice-presidente de Crédito e Gestão de
Risco, Adésio Lima. Expedito pediu anteontem afastamento da função.
A
Fundação BB confirmou que mantém convênios com a Unitrabalho, mas diz que todos
os projetos estão andando normalmente, são acompanhados pelo Tribunal de Contas
da União (TCU) e contam com a parceria de universidades, 'com o objetivo de
gerar trabalho e renda'. A presença freqüente de Lorenzetti na sede da fundação
teria ocorrido quando era coordenador de Relações Internacionais da
Unitrabalho.
A reportagem do Estado buscou esclarecimentos oficiais com a
entidade, mas o máximo que conseguiu foi uma conversa por telefone com um de
seus dirigentes. Ele informou que Lorenzetti se afastou há mais de um ano da
Unitrabalho e não era responsável por convênios. Em nota, anteontem, a entidade
diz que 'é uma instituição acadêmica, não vinculada a quaisquer partidos
políticos e se pauta pela ética e transparência'.
Ao todo, a Unitrabalho
tem R$ 5,38 milhões contratados com a Fundação Banco do Brasil, dos quais R$ 1,1
milhão ainda não teria sido liberado. Desde a demissão de Expedito, a cúpula do
BB passou a monitorar de perto a movimentação financeira da fundação, cujos
pagamentos não passam pelo Sistema Integrado de Administração Financeira
(Siafi).
A entidade mantém gordos convênios com o Ministério do Trabalho
e com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério da
Ciência e Tecnologia. Do Ministério do Trabalho, recebeu R$ 3,4 milhões no dia
14, véspera da prisão dos petistas Gedimar Passos e Valdebran Padilha, que
carregavam R$ 1,75 milhão que seria dado a Vedoin em troca do dossiê.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h57
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
BB continua "partidarizado", revela crise
Governo federal deixa pela metade a substituição de executivos do
Banco do Brasil ligados ao PT iniciada no ano passado
O petista Expedito
Afonso Veloso, que se afastou do banco após ser envolvido na negociação do
dossiê, será investigado por comissão
SHEILA
D'AMORIM DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A crise
do dossiê produziu como subproduto a revelação de que a prometida
"despartidarização" da estrutura do Banco do Brasil, iniciada coma troca de
alguns executivos ligados ao PT no ano passado, havia ficado pela metade.
A influência petista ficou explícita com o afastamento do diretor de Gestão e
Risco do banco, Expedito Afonso Veloso, por envolvimento ainda não totalmente
explicado na confecção do dossiê dos Vedoin.
A comissão disciplinar interna do BB ainda analisará se, no exercício de sua
função, Veloso fez algo que fere as normas do banco. Ele se afastou do
cargo.
Até lá, todo esforço é para tratar o caso como uma atitude isolada do
funcionário, totalmente desvinculada do BB. Veloso teve recomendações da cúpula
do banco para deixar claro na carta em que pediu seu afastamento da instituição,
que suas atitudes não tiveram nenhuma ligação com o BB e que seu superiores não
tinham conhecimento das suas atividades, já que estava em férias.
No cargo de diretor, ele tinha como seus superiores o presidente da
instituição, Rossano Maranhão, e o vice-presidente da área de crédito e gestão
de risco Adézio Lima, a quem é diretamente subordinado.
Adézio é um dos petistas remanescentes do processo de desvinculação do banco
com o PT desencadeado no primeiro semestre de 2005, quando Maranhão assumiu o
comando da instituição. Funcionário de carreira, teve uma ascensão rápida no BB
durante o governo Lula. Assim como Veloso, queimou etapas na carreira pelas suas
ligações com o PT. Ele passou do cargo de gerente-executivo para a
vice-presidência.
Lima também estava na lista de vice-presidentes que seriam substituídos
negociada por Maranhão e o ex-ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda) quando da
sua indicação para a presidência do BB. A troca de petistas na cúpula do banco
foi uma condição imposta por Maranhão depois que a disputa política interna
ajudou a derrubar o ex-presidente do banco Cassio
Casseb.
Ingressos Casseb assumiu o cargo, em 2003, com a equipe
montada pelo PT e não pode levar ninguém da sua confiança. Logo de cara, bateu
de frente com o então diretor de Marketing, Henrique Pizzolato, que tinha
padrinhos fortes no governo.
Casseb pediu a demissão de Pizzolato depois do escândalo da compra de
ingressos para o show da dupla sertaneja Zezé Di Camargo & Luciano -quando o
BB bancou o evento, cuja arrecadação era destinada à construção da nova sede do
PT.
Pizzolato foi mantido e só pediu aposentadoria depois do seu envolvimento com
um outro escândalo, a relação do BB com agências de publicidade do empresário
Marcos Valério de Souza, considerado operador do mensalão.
Além de Adézio, os cargos de vice-presidentes do BB eram ocupados, na época,
por Luiz Eduardo Franco Abreu (Finanças), José Luiz Cerqueira César
(Tecnologia), Edison Monteiro (Varejo), Luiz Oswaldo Souza (Gestão de Pessoal),
Ricardo Conceição (Agronegócios) e pelo próprio Rossano Maranhão (área
internacional).
Abreu e Monteiro, com ligações com o PT, foram substituídos logo que Maranhão
assumiu. Já Cerqueira César, também com vínculo com o partido, foi o último a se
desligar do banco. Na vice-presidência de tecnologia, ele tinha sob sua alçada a
Cobra, subsidiária na área de tecnologia do BB.
Depois de indícios de irregularidades na empresa, Maranhão determinou uma
auditoria na empresa. O resultado da investigação interna, porém, nunca foi
tornado público, apesar da promessa de transparência no caso feita pelo
presidente do Banco do Brasil.
Não se sabe a extensão do desaparelhamento do banco no seu segundo
escalão.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h05
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O BB E O DOSSIÊGATE
Ainda a demissão do diretor Expedito Veloso
Do site www.claudiohumberto.com.br:
Gangue do dossiê: BB tenta proteger o vice
Na carta demissão que foi obrigado a assinar, desligando-se da diretoria de Gestão de Risco do Banco do Brasil, Expedito Afonso Veloso isenta a instituição de quaquer "relação" com o episódio da gangue do dossiê, e dá uma pista de quem o BB pretende proteger dos holofotes e das investigações da Polícia Federal. Expedito começa sua carta afirmando que, em férias desde agosto, dedicou-se a questões particulares, "não tendo levado ao conhecimento de meus superiores no Banco a natureza dessas atividades". Isso é improvável. O chefe direto de Expedito era ninguém menos que o vice-presidente de Crédito, Controladoria e Risco Global, Adézio de Almeida Lima, um petista de carteirinha (até se candidatou pelo partido), funcionário de quarto escalão guindado à vice-presidência do BB, dentro da política petista de aparelhamento do Estado. Expedito não se licenciaria (aliás, sem prejuízo dos seus salários) para integrar-se à campanha de reeleição do presidente Lula sem o conhecimento e até a autorização de seu chefe imediato. Adézio, que está em campanha para presidir o Banco do Brasil no próximo governo Lula, chegou a ser citado no noticiário do mensalão como o mentor intelectual dos repasses do BB, por meio da Visanet, à agência DNA Propaganda, de Marcos Valério.
Expedito não redigiu sua carta de demissão
O ex-diretor de Gestão de Risco do Banco do Brasil Expedito Afonso Veloso não redigiu a própria carta de demissão. Ele a assinou, mas o texto foi preparado cuidadosamente pela área jurídica do BB, segundo revelou a este site um alto dirigente da instituição. O texto - como é praxe - tenta isentar o banco de qualquer responsabilidade pelo envolvimento de seu ex-diretor na gangue do dossiê, desbaratada pela Polícia Federal, que pretendia comprar um dossiê montado para prejudicar o candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra. O esforço para isentar o banco é estranho, porque, afinal, não foi acusado de nada, nesse episódio. Aliás, bem ao contrário de outros escândalos, como o que o envolveu no delubioduto, com R$ 75 milhões do Visanet adiantados para o esquema, ou no financiamento de computadores e até empréstimos bancários para o PT, algo inédito na história do BB.
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h35
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CAMPANHA SALARIAL
Bancários de PE ameaçam greve por tempo
indeterminado
Os cerca de nove mil bancários de Pernambuco podem cruzar os braços por tempo
indeterminado a partir da próxima terça-feira. A decisão deve ser tomada em
assembléia geral marcada para a noite da próxima segunda. Hoje, a categoria
realiza no estado uma greve de advertência de 24 horas.
Nesta
quinta-feira, a paralisação atingiu instituições públicas e privadas. De acordo
com o sindicato da categoria, 50% dos funcionários do Banco do Brasil aderiram
ao movimento. De acordo com o diretor sindical, Miguel Anacleto, na Avenida
Conde da Boa Vista, no centro do Recife, o corredor financeiro foi totalmente
fechado. Em Olinda não funcionaram as agências da Caixa Econômica Federal, Banco
do Brasil, Itaú e HSBC. Em algumas agências, o auto-atendimento não parou de
funcionar porque não houve tempo de fazer um comunicado à população sobre o
movimento.
Os bancários se queixam que, apesar dos lucros recordes
somados pela classe patronal, nenhuma proposta foi apresentada para a pauta de
reivindicações dos trabalhadores. As reivindicações foram formalizadas há cerca
de 40 dias, pelo comando nacional de negociação da categoria.
Os
grevistas pedem aumento de 10,5%, mais ganho real de 7,5%. A categoria também
quer melhores condições de trabalho e ampliação do horário de atendimento para
redução das filas nas agências.
Fonte: Pernambuco.com
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h05
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BB X BANESPA
STJ mantém BB administrando
dinheiro da Câmara de Vereadores de SP
A Câmara Municipal de São Paulo recorreu ao Superior Tribunal de Justiça
(STJ), mas não conseguiu restabelecer o contrato que dava ao Banespa direito de
administrar com exclusividade o dinheiro movimentado pela instituição e
fazer o pagamento de fornecedores e funcionários.
A administração do caixa da Câmara era feita pelo Banco do Brasil, mas o
Banespa ganhou exclusividade na prestação do serviço a partir de junho deste
ano, após vencer o pregão presencial 15/2006. O Banco do Brasil recorreu à
Justiça paulista e obteve a suspensão do contrato. A Câmara tentou mas não
conseguiu derrubar a decisão no STJ.
A Câmara alegou que o Banco do Brasil deu contrapartidas muito inferiores aos
valores que movimentava e que o banco federal não quis disputar a licitação. De
acordo com a assessoria do STJ, o presidente do tribunal, ministro Raphael de
Barros Monteiro Filho, entendeu que não existe comprovação de que a suspensão do
contrato com o Banespa provoque prejuízo à administração pública.
Assim, quem continua administrando o dinheiro da Câmara é o Banco do Brasil.
Ainda cabe recurso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Fonte: G1
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h15
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O BB E O DOSSIÊGATE
Comentário do Blog: a crise do
"dossiêgate", inclusive a demissão do diretor do Banco do Brasil, Expedito
Veloso, repercutiu no Reino Unido. Leia-se a notícia a seguir, do
Times:
Brazil President dismisses campaign
manager
From Tom Hennigan in São Paulo
Brazil’s president has suffered a setback in his quest for
re-election after it emerged that members of his campaign team were trying to
orchestrate a smear campaign against leading opponents.
The
scandal broke when two members of President Luiz Inacio Lula da Silva’s campaign
team were arrested in a São
Paulo hotel with over £400,000 in cash.
They were allegedly waiting to buy a dossier which would
implicate the main opposition candidate in the presidential race, as well as the
opposition’s candidate for governor of São Paulo state, in a corrupt kickback scheme
involving the state purchase of ambulances.
Yesterday Senhor da Silva announced that Ricardo
Berzoini would be replaced as campaign manager with just 10 days to go before
the elections.
“I
did not remove Berzoini because I think he’s guilty or involved,” said Senhor
Lula yesterday. “It is because I can’t, with 10 days until the election, have a
campaign manager who is going to spend 10 days answering questions about a
dossier.”
The
fallout could dent Senhor da Silva’s hopes of a comfortable re-election on the
first round of voting to be held on October 1, which had previously seemed a
mere formality for the former union boss who is Brazil’s first left-wing
leader.
Now
the country’s Supreme Electoral
Court – Brazil’s highest electoral authority
– says it will investigate the case. Anyone it finds guilty of involvement could
be subjected to a three-year ban from holding office, even if they were
re-elected in October.
Senhor da Silva was himself the victim of smear
campaigns during his first three presidential bids, which he lost, before
finally winning at the fourth attempt in 2002.
Also caught up in the scandal and forced to
resign have been a director at the state-owned Banco do Brasil, and a personal
advisor to the president, implicated as the author of the dossier
operation. (grifo do
BBlog)
It
is the latest in a series of scandals to rock Senhor da Silva’s administration
during the last 15 months. It is not yet clear the impact this latest crisis
will have on his high opinion poll ratings.
Fonte: Times Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 18h42
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CAMPANHA SALARIAL NO BB
BB vai pagar PLR nos mesmos
moldes do semestre passado
Já foi definida uma proposta do Banco do Brasil em relação à Participação nos
Lucros e Resultados (PLR) desta campanha salarial. BB e Contraf-CUT estiveram
reunidos nessa quarta (20/06) para discutir o assunto. O modelo segue os mesmos
moldes pagos no semestre passado: distribuição de 4% do lucro líquido linear,
além da parte fixa e do percentual de salário. Os números necessários para se
contabilizar o valor atualizado da PLR serão informados pelo BB na próxima
rodada de negociação, marcada para o dia 27/09.
Foram anunciados também outros benefícios para os bancários como:
auxílio-babá desde o nascimento do bebê, ajuda de deslocamento noturno de R$
46,29 e vale transporte com desconto de 4% e não de 6%, como é feito atualmente.
Por outro lado, o BB não deu resposta para o Plano de Cargos e Salários
(PCS). O Banco justificou que não é possível negociar PCS em período eleitoral
porque o calendário não permite tal ajuste.
Em relação à isonomia entre funcionários, o Banco aceitou a incorporação da
cláusula da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) sobre ausências legais para os
novos funcionários. Na questão do anuênio, em que pese os sindicatos estarem
tendo sucessivas vitórias na Justiça, o Banco do Brasil afirmou que não tem
intenção de voltar a pagar o benefício. Quanto a verba 109, de R$ 31,80 que os
bancários reivindicam a sua incorporação no PCS, a instituição afirmou que ainda
está estudando e que não tem resposta.
Para a previdência dos bancários, a Comissão de Empresa protocolou um ofício
solicitando a melhoria dos benefícios para os participantes do Plano 1 da Previ,
utilizando o superávit acumulado no Plano, conforme proposta dos diretores e
conselheiros eleitos feita no final de 2005.
Fonte: Agência Anabb
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 18h02
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SINDICALISMO NO PODER
Para CUT e Força, escândalos
prejudicam imagem de sindicalistas
Tal avaliação é admitida pelo
presidente interino da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, e pelo coordenador
nacional de relação com os movimentos sociais da campanha de Lula e
secretário-geral licenciado da CUT, João Felício
SÃO PAULO - O envolvimento nos vários escândalos
deflagrados durante o governo Lula de ex-líderes sindicais que hoje ocupam
cargos no governo federal, pode colocar em dúvida se os quadros formados pelo
movimento sindical têm capacidade para atuar com eficiência e profissionalismo à
frente da máquina pública. Tal avaliação é admitida pelo presidente interino da
Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, e pelo coordenador nacional de
relação com os movimentos sociais da campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da
Silva e secretário-geral licenciado da Central Única dos Trabalhadores (CUT),
João Felício.
O mais recente envolvimento de ex-sindicalistas em escândalos do governo está
na participação de Jorge Lorenzetti, ex-secretário de Formação Política da CUT,
de Oswaldo Bargas, ex-diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e
ex-secretário-executivo do Ministério do Trabalho, e do deputado Ricardo
Berzoini, presidente nacional do PT e ex-presidente do Sindicato dos Bancários
de São Paulo, na intermediação da compra do suposto dossiê que ligaria o
ex-ministro da Saúde e candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra, à
máfia das ambulâncias.
"É gravíssimo o fato em si e a eventual participação, ainda passiva de
comprovação, de ex-sindicalistas nesse caso. Um erro político que fará com que
setores conservadores tentem jogar na sarjeta todo o movimento sindical", opinou
Juruna.
Felício tem opinião similar, mas tenta minimizar o fato lembrando que os
mesmos setores conservadores "sempre" tentaram impedir a ascensão dos
sindicalistas ao poder. "Esses setores sempre nos trataram com preconceito e não
aceitaram nossa vitória nas urnas. É certo que usarão episódios como esse para
tentar desqualificar a atuação de ex-sindicalistas dentro do governo, mas
estamos dispostos a comparar a administração Lula com qualquer outra", disse o
secretário-geral da CUT.
De acordo com Felício, é "natural e óbvio" que o presidente Lula deveria
ocupar os cargos de confiança da máquina pública com ex-sindicalistas. "São
pessoas que vieram da base social de Lula e esse processo é igual aos outros
preenchimentos de cargos de confiança. Tome como exemplo as administrações da
cidade e do Estado de São Paulo: todos os quadros de confiança foram preenchidos
por militantes do PSDB e do PFL", argumentou.
De toda forma, Juruna entende que houve um risco desnecessário à imagem do
movimento sindical em mais esse escândalo que envolveriam integrantes do governo
e filiados do PT. "Fica uma impressão de que os sindicalistas não têm capacidade
de atuar, o que é um erro, se olharmos a atuação das ex-lideranças sindicais
hoje nos partidos trabalhistas inglês e sueco, tanto no governo, como nos
parlamentos da Europa", observou.
Fonte: Agência Estado
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 16h08
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CAMPANHA SALARIAL
Bancários preparam greve nacional para semana que
vem
Os sindicatos de bancários de todo o País prometem fazer uma paralisação de
advertência de 24 horas na próxima terça-feira para pressionar os bancos a
negociarem aumento de salários acima da inflação. Caso os negociadores da
Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) continuem descartando o aumento real de
salários e não apresentem uma proposta aceitável, os sindicalistas acenam com a
ameaça de greve geral por tempo indeterminado.
A categoria reivindica aumento de 7,05%, além da reposição da inflação, e a
distribuição de prêmio de 5% do lucro líquido linear a título de Participação
nos Lucros ou Resultados (PLR) mais um salário bruto acrescido de R$ 1.500. Após
cinco rodadas de negociações, os bancos ainda não apresentaram nenhuma proposta
aos trabalhadores, mas já avisaram que não pretendem conceder reajuste salarial
este ano.
"Se os banqueiros continuarem intransigentes, não restará alternativa à
categoria senão a greve", diz o presidente do Sindicato dos Bancários de São
Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino.
Os bancários que trabalham na região central de São Paulo deram ontem uma
demonstração de que estão mobilizados. Eles cruzaram os braços, paralisando
parcial ou totalmente 28 agências nas Ruas Boa Vista, São Bento e 15 de
Novembro. O movimento, inicialmente previsto para durar até o meio-dia,
estendeu-se até o fim do expediente. Cerca de 2 mil trabalhadores participaram
de uma assembléia na Praça do Patriarca, às 11 horas, e decidiram, por
unanimidade estender, a paralisação por todo o dia.
A Fenaban acusou, por meio de sua assessoria, os sindicatos de bancários de
serem inflexíveis na negociação e classificou a paralisação de medida drástica.
A entidade afirmou que está disposta a negociar e tomará as medidas legais
cabíveis para que as agências funcionem normalmente, garantindo o livre acesso
de funcionários e clientes.
A data-base para reajuste salarial da categoria é 1º de setembro. No Brasil,
há cerca de 400 mil bancários. Em São Paulo, Osasco e Região são 106 mil
trabalhadores. No ano passado, após seis dias de greve, os bancários receberam
reajuste de 6% (1% de aumento real), mais R$ 1.700 de abono e PLR mínima de 80%
do salário mais R$ 800.
Fonte: G1
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h41
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CAMPANHA SALARIAL
Bancários de Pernambuco fazem greve nesta
quinta
Categoria pede reajuste salarial e outras verbas, mas banqueiros não atendem
reivindicações
Os bancários de Pernambuco não devem trabalhar nesta quinta-feira (21). A
paralisação de advertência vai atingir bancos públicos e privados. Na
sexta-feira (22), as atividades serão retomadas normalmente.
O Sindicato dos Bancários informou que o protesto é resultado da falta de
espaço para negociação com os banqueiros. Os trabalhadores pedem melhores
condições de trabalho, reajuste salarial de 7,05%, 5% de PLR (Participação nos
Lucros e Resultados) e outras verbas, mas os donos das instituições não
atenderam as reivindicações.
Os bancários de todo o país preparam uma greve nacional de advertência na
terça-feira (23). Mas, em Pernambuco, se não houver uma nova rodada de
negociação entre quinta e sexta-feira (22), os bancários devem se reunir na
segunda (25) para definir se dão início a uma paralisação por tempo
indeterminado.
Fonte: G1
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h39
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APARELHAMENTO DO BB?
Comentário do Blog:
A Multiplicação dos Cargos (e dos escândalos)
Esta discussão que se instalou na imprensa sobre a partidarização ou aparelhamento do Banco do Brasil por um partido político - dois pequenos exemplos de notas sobre o tema vêm logo a seguir depois deste comentário - precisa de um esclarecimento. O cargo de diretor do Banco do Brasil sempre foi, lamentavelmente, objeto de indicações e barganhas políticas, em diversos governos e isso não começou agora.
Porém, esclareça-se uma questão semântica, que se torna matemática. Os cargos de diretor que sempre foram partidarizados atualmente são denominados "vice-presidências" e se resumiam a quatro ou cinco.
O que mudou é que cargos antes de indicação puramente técnica (como chefias de departamentos e coordenações de órgãos técnicos) passaram a ser chamados de "diretorias" e, com essa mudança de denominação, beneficiados pelo milagre da multiplicação.
Em conclusão: os cargos de direção do BB sempre foram moeda política, mas nunca foram tantos (de quatro ou cinco passaram a ser dezenas) e por isso os escândalos envolvendo seus ocupantes também se multiplicaram.
Da coluna Painel na Folha de S. Paulo:
PT no BB
Expedito Afonso Veloso, diretor do Banco do Brasil afastado por ajudar a montar e negociar a papelada contra os tucanos, sempre chegava para trabalhar na autarquia a bordo de minivan repleta de adesivos com os dizeres: "Sou ético; sou PT".
Da coluna do jornalista Cláudio Humberto:
Aparelho BB
O envolvimento do diretor Expedito Veloso na gangue do dossiê revela algo triste e preocupante: a definitiva partidarização do Banco do Brasil.
Donos da banca
Mais uma vez o Banco do Brasil revela-se “Banco do PT”. Antes, Henrique Pizzolato, ex-diretor, teve que sair de fininho após envolver-se no mensalão e na contratação do show de uma dupla sertaneja para o aniversário do PT.
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h30
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O DINHEIRO DO DOSSIÊGATE
PF identifica bancos de onde dinheiro saiu
Parte do R$ 1,7 milhão apreendido foi sacado em agências dos bancos
Safra, Bradesco e BankBoston, segundo a Folha apurou
A polícia teria
também, entre os documentos levantados até agora, os comprovantes dos saques em
dinheiro desses bancos
HUDSON CORRÊA DA
AGÊNCIA FOLHA, EM CUIABÁ
LEONARDO SOUZA ENVIADO ESPECIAL A CUIABÁ
A Polícia Federal identificou que a maior parte do dinheiro, em reais, que
seria usado por integrantes do PT para comprar o dossiê contra o candidato ao
governo de São Paulo pelo PSDB, José Serra, foi sacado em agências dos bancos
Safra, Bradesco e BankBoston, segundo a Folha apurou.
A reportagem não conseguiu confirmar de quais agências o dinheiro teria sido
sacado, mas informações iniciais apontavam para o município de Duque de Caxias
(RJ) e bairro de Campo Grande, no Rio. A PF teria também, entre os documentos
levantados até agora, comprovantes dos saques em dinheiro desses bancos.
O delegado da PF Diógenes Curado Filho, abriu inquérito em Cuiabá (MT) para
apurar a origem do dinheiro apreendido com os petistas Valdebran Padilha e
Gedimar Passos em SP. Os dois foram presos em hotel na capital com US$ 248,8 mil
e R$ 1,168 milhão.
A assessoria da PF não confirmou nem descartou os nomes dos bancos. Ao
decretar as prisões de Gedimar e Valdebran, o juiz federal de Cuiabá Cesar
Augusto Bearsi disse haver suspeita de lavagem de dinheiro e de origem
ilícita.
O advogado de Gedimar, Cristiano Maronna, disse ontem que seu cliente não
cometeu crimes. Gedimar, indiciado por supressão de documentos, não quis falar
em novo depoimento à PF anteontem. Valdebran também nega ter dados sobre a
origem do dinheiro. O petista disse que nem chegou a manusear as notas, que viu
em uma bolsa preta.
A PF informou que deve ouvir hoje o empresário Luiz Antonio Vedoin, da
Planam, chefe da máfia das sanguessugas, em Cuiabá. Jorge Lorenzetti,
ex-assessor de campanha de Lula que confirmou ter interesse no dossiê, deve ser
ouvido em Brasília hoje. A PF deve colher depoimentos também de Oswaldo Bargas,
petista ligado ao presidente do partido, Ricardo Berzoini, e de Expedito Afonso
Veloso, que se afastou ontem do cargo de diretor do Banco do Brasil e também é
suspeito da negociação para a compra do dossiê. Veloso se afastou ontem da
campanha do presidente Lula e Berzoini deixou a coordenação da campanha.
A Folha apurou que o Ministério Público Federal trabalha com a possibilidade
de responsabilizar envolvidos na compra do dossiê por denunciação caluniosa com
intenção de prejudicar o processo eleitoral.
Diógenes disse ontem que ficou descontente com os depoimentos de Gedimar e
Valdebran. Segundo ele, Gedimar se recusou a falar e Valdebran "omitiu" e
"dissimulou". Questionado se as investigações seriam concluídas antes da
eleição, disse que a imprensa dá ao caso cunho eleitoral. "Sei que tem pressão
forte, porque isso pode ter uma influência na questão eleitoral. A PF não está
analisando dessa forma."
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h13
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O BB E O DOSSIÊGATE
PT já fazia dossiês em 2002, diz sindicalista
Consultor sindical diz ter integrado grupo, criado sob consentimento de Lula, que buscava acusações contra candidatos rivais
Segundo Wagner Cinchetto, Berzoini e Oswaldo Bargas participavam de equipe que levantou denúncias contra Serra e vice de Ciro Gomes
RUBENS VALENTE DA REPORTAGEM LOCAL
O consultor sindical Wagner Cinchetto, 43, afirmou ontem, em entrevista à Folha, que dois dos principais personagens da operação de compra de dossiê contra tucanos na atual campanha eleitoral participaram de um grupo petista que operou na campanha presidencial de 2002 para proteger o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva de denúncias e levantar acusações contra os adversários da campanha. Segundo Cinchetto, Ricardo Berzoini -então deputado federal e hoje presidente nacional do PT- e Oswaldo Bargas, amigo de Lula e ex-assessor do Ministério do Trabalho, eram dois dos cinco integrantes de um "grupo de inteligência" da campanha lulista de 2002. Em 2003, a revista "Veja" revelou a existência do aparato da campanha de 2002. Na época, a revista disse ter apurado o assunto com 17 fontes. Assessor da presidência da Força Sindical por dois anos (1991-1993) e um dos fundadores da central, hoje consultor sindical, Cinchetto resolveu quebrar o silêncio de quatro anos e afirmou que documentos foram obtidos no Banco do Brasil para atacar o então candidato tucano à Presidência da República, José Serra. O grupo também estaria por trás de denúncias contra o vice do candidato Ciro Gomes (então no PPS e hoje no PSB), Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.
 FOLHA - O sr. integrou um grupo criado na campanha de Lula em 2002 com o objetivo de levantar denúncias contra adversários? WAGNER CINCHETTO - Num primeiro momento, nós achávamos que o candidato Lula tinha sido muito atacado nas eleições anteriores. Nós organizamos um grupo e apresentamos uma proposta de trabalhar paralelo ao comitê eleitoral no sentido de antecipar alguns fatos, algumas denúncias que os adversários poderiam fazer, e, ao mesmo tempo, reunir material suficiente e capaz de não só combater as denúncias dos adversários como também divulgar as denúncias contra os principais adversários do candidato Lula.
FOLHA - Quem integrava o grupo? CINCHETTO - Oswaldo Bargas, Carlos Alberto Grana, que era o secretário-geral da CUT, Berzoini e outros.
FOLHA - Quais foram as principais operações do grupo? CINCHETTO - Primeiro houve uma série de operações no sentido de inviabilizar o vice do então candidato Garotinho, uma tentativa de recolher materiais que pudessem ser divulgados em denúncias contra o Ricardo Sérgio e o pessoal do Serra. Também foram reunidas todas as denúncias e as informações que pudessem denunciar o vice do então candidato Ciro Gomes, Paulo Pereira da Silva.
FOLHA - Sobre Paulo Pereira da Silva, o que vocês conseguiram reunir e o que fizeram com isso? CINCHETTO - Na época, Ciro Gomes teve um crescimento muito grande nas pesquisas, que mostrava que num segundo turno ele derrotaria o candidato Lula. Foi então que nós passamos a trabalhar no ponto fraco que nós considerávamos da campanha dele, que foi a escolha do vice, presidente da Força Sindical. Contra ele já havia uma série de denúncias de irregularidades na gestão de recursos do FAT [Fundo de Amparo ao Trabalhador], a compra de uma fazenda superfaturada no interior de São Paulo, o Ministério Público já vinha investigando todas essas denúncias, e o trabalho do grupo foi simplesmente dar um pouco mais de transparência à imprensa para que esses fatos pudessem vir ao esclarecimento público.
FOLHA - Esse material acabou sendo divulgado pela imprensa? CINCHETTO - Foi divulgado de uma maneira muito ampla pela grande imprensa, inclusive foi capa das principais revistas de São Paulo. E logo em seguida o Ciro Gomes começou a perder a cabeça, começou a ter uma série de problemas com seu vice. As denúncias atingiram em cheio a candidatura. Assim que o Ciro começou a cair, o pessoal chegou a me agradecer muito pelo trabalho realizado.
FOLHA - Sobre José Serra, o que foi levantado pela equipe? CINCHETTO - Na ocasião, o grupo atuou no sentido de conseguir papéis importantes sobre um empréstimo feito ao então parente do Serra [Gregório Marin Preciado]. Essa documentação estava guardada no Banco do Brasil e essa operação contou com o apoio também de funcionários do Banco do Brasil. (grifo do BBlog) E em seguida nós enviamos os documentos ao Ministério Público e à imprensa. O trabalho foi exclusivamente em cima de tornar públicos esses documentos, não se vendeu dossiê.
FOLHA - Dos nomes que você citou como integrantes do grupo, dois voltaram ao noticiário nesse escândalo, Oswaldo Bargas e Ricardo Berzoini. O sr. acha que há um novo grupo em ação, como o de 2002? CINCHETTO - Há grande diferença entre os dois grupos. O de 2002 trabalhou de maneira profissional, tinha um objetivo de levar o candidato Lula à sua primeira vitória eleitoral, protegendo-o de denúncias infundadas e fazendo com que o candidato passasse a ter reais chances de vitória. Diferentemente da organização desse grupo atual, que mais parece um bando de irresponsáveis comandado por um churrasqueiro, Jorge Lorenzetti. E que se juntou com uma outra pessoa que é o Bargas. Naquele momento, lá atrás, trabalhou de maneira correta e negou que tivesse participado do grupo, não teve coragem de assumir o trabalho digno que fez no primeiro grupo, para poder continuar no espaço que o levou a fazer essa trapalhada.
FOLHA - O candidato Lula tinha conhecimento da existência do grupo? CINCHETTO - Pelo que fui informado pelos outros companheiros, não só tinha conhecimento como autorizou que o grupo fosse criado e organizado para trabalhar paralelamente à sua campanha. Jamais ninguém iria fazer um grupo desse de livre e espontânea vontade, envolvendo pessoas tão importantes da campanha, sem que o candidato soubesse.
FOLHA - Em 2003, a revista "Veja" divulgou reportagem e o sr. não se manifestou oficialmente. Por que só agora decidiu revelar o que sabe? CINCHETTO - Não me manifestei porque recebi pedido do Carlos Grana [da CUT]. Ele disse: "O que o PT, o que o presidente Lula espera nesse momento, é o silêncio dos companheiros".
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h10
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O BB E O DOSSIÊGATE
Diretor do Banco do Brasil foi a Cuiabá negociar compra de dossiê com Vedoin
DA AGÊNCIA FOLHA, EM CUIABÁ DO ENVIADO ESPECIAL A CUIABÁ
Escutas telefônicas obtidas pela Folha indicam que o diretor do Banco do Brasil Expedito Afonso Veloso esteve em Cuiabá (MT) no último dia 14 negociando o dossiê contra tucanos com Luiz Antonio Vedoin, líder dos sanguessugas.
Também no mesmo dia, Vedoin deu uma entrevista à revista "IstoÉ" na qual disse que, no esquema dos sanguessugas, "Abel falava em nome do [ex-] ministro Barjas [Negri] e se tornou o principal operador no Ministério da Saúde a partir do segundo semestre de 2002".
As gravações também apontam que Vedoin recebeu um recado, segundo o qual Abel Pereira, empresário ligado aos tucanos, "precisava falar com ele". Não há informação se Vedoin e Abel conversaram.
Preso no dia 15 com R$ 1,7 milhão, o advogado Gedimar Passos disse que o dinheiro seria usado para pagar o dossiê e uma entrevista de Vedoin.
A PF destaca ao menos 18 conversas em 14 de setembro entre Vedoin e o petista Valdebran Padilha, também preso com Gedimar. Nas conversas, Vedoin negocia a entrega do dossiê contra os tucanos.
Vedoin já havia ligado quatro vezes para Valdebran, quando recebeu, às 11h15, o telefonema de uma pessoa não-identificada. Essa pessoa "informa que Abel precisa falar com ele".
Após outras ligações com Valdebran, Vedoin liga para outra pessoa não-identificada. A Folha ligou para esse telefone. A mensagem de voz informava ser a caixa postal de "Expedito Berrador". Em 14 de fevereiro, Expedito, diretor do Banco do Brasil, distribuiu boletim chamado "O Berrador", que comparava dados dos governos FHC e Lula.
Em ligação às 16h27, "Luiz diz [para pessoa que a PF suspeita ser Expedito] que está chegando à frente do aeroporto [de Cuiabá], que é para [o interlocutor] esperar".
Uma hora depois, Valdebran pergunta qual "filme" foi passado. Vedoin diz que foi "o completo". No diálogo, há menção ao nome Expedito. Numa conversada iniciada entre Valdebran e Vedoin, na última quinta-feira, dia em que a compra do dossiê foi fechada, às 14h50, Valdebran, de São Paulo, fala que é ele que está fazendo o papel de "mediador" e não "a turma" em Cuiabá.
Valdebran informa que já havia recebido a metade do valor combinado e que os compradores, de posse da outra metade, aguardavam que Vedoin enviasse o restante do material prometido.
Tudo indica que "a turma" à qual Valdebran se referiu trata-se de Expedito Afonso Veloso, diretor licenciado do Banco do Brasil que passou a trabalhar na campanha de Lula.
Poucos minutos depois, às 15h05, Valdebran e Vedoin voltam a se falar. Valdebran diz que está tudo certo e que Vedoin receberia os R$ 2 milhões.
Na mesma conversa, os dois se referem a uma pessoa não identificada oficialmente pela PF. Segundo a Folha apurou, as suspeitas recaem mais uma vez sobre Expedito.
Vedoin diz que, como a pessoa não identificada iria embora no mesmo dia, ele não teria como enviar o material a São Paulo por ela naquela hora.
Valdebran fala então para Vedoin encaminhar o material no dia seguinte. O empresário da Planam, então, se nega a entregar a fita, alegando que a negociação não estava ocorrendo da forma combinada. Valdebran, para tranqüilizá-lo, diz que a parte dele havia sido feita, ou seja, confirmou a existência do dinheiro acertado. (HUDSON CORRÊA E LEONARDO SOUZA)
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h01
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O BB E O DOSSIÊGATE
Veloso tentou ser suplente de senador
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Afastado ontem da diretoria do Banco do Brasil, Expedito Afonso Veloso nunca
foi um cardeal petista, mas tem militância ativa no partido. Mineiro de
Viçosa, Veloso disputou o Diretório Nacional petista no final do ano passado
pela chapa Movimento PT -considerada "centrista" na política interna. Mas acabou
não conseguindo ser indicado para a instância partidária.
Também fracassou na tentativa de ser nomeado suplente de senador na atual
eleição. Até o início da campanha presidencial, sua militância partidária se
restringia ao PT do Distrito Federal.
Mas acabou sendo atraído para o centro da candidatura de Lula pela relação
com Ricardo Berzoini, bancário como ele e coordenador de campanha.
Veloso tem o hábito de contribuir financeiramente de maneira constante com
seu partido. É um dos 974 petistas em cargo de confiança que descontam o
"dízimo" mensalmente do salário diretamente para os cofres da legenda.
Costuma também ajudar nas campanhas eleitorais. Em 2002, doou R$ 1.110 para a
candidatura de Geraldo Magela ao governo do Distrito Federal. Dois anos depois,
na campanha municipal, depositou R$ 5.700 na conta do PT de Varginha.
Procurado ontem em sua residência, na área rural de Brasília, Veloso não foi
encontrado. A informação era que ele estaria viajando e não retornaria hoje.
(FÁBIO ZANINI)
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h00
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O BB E O DOSSIÊGATE
Envolvido em escândalo, diretor do BB cai
Apontado por empresário à PF como intermediário na negociação de
dossiê, Expedito Veloso pediu afastamento do banco
Valdebran Padilha
disse em depoimento, que além do ex-agente Gedimar, se encontrou em hotel com
petista chamado "Expedito"
SHEILA D'AMORIM DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
FÁBIO AMATO DA AGÊNCIA FOLHA
A crise do dossiê com supostas denúncias contra o candidato tucano ao governo
paulista, José Serra, derrubou ontem o terceiro petista da campanha nacional do
partido e envolveu o Banco do Brasil no escândalo. O diretor de Gestão de Risco
da instituição, Expedito Afonso Veloso, pediu afastamento ontem menos de 24
horas depois de ser divulgado que ele participou ativamente na operação de
montagem do dossiê.
O empresário Valdebran Carlos Padilha da Silva, que foi detido e depois solto
pela Polícia Federal por envolvimento no caso do dossiê, afirmou em depoimento
anteontem, em Cuiabá (MT), que, além do advogado Gedimar Pereira Passos, preso
junto com ele, também se encontrou no hotel Ibis Congonhas, na capital paulista,
com uma pessoa que se identificou como "Expedito" e que se disse "membro do
PT".
"Expedito" seria o diretor do Banco do Brasil. Funcionário de carreira,
Expedito Veloso trabalha no BB há 18 anos e desde 14 de agosto estava em licença
remunerada. Seu pedido de afastamento foi entregue pessoalmente por ele, na sede
do BB em Brasília, e aprovado pelo Conselho de Administração do banco. Apesar
desse desfecho, no entanto, ele continuará recebendo o salário de cerca de R$ 17
mil por mês.
A justificativa do BB é que, pelo regulamento do banco, o funcionário não
pode ser punido com a suspensão do salário antes de ser concluída uma apuração
interna para verificar se ele feriu as regras internas. Como estava de licença,
a comissão de investigação terá que se pronunciar se as atividades dele nesse
período contrariam os regulamentos do BB e atestar se houve uso do banco.
O conselho pediu urgência na apuração -mas não há um prazo determinado para
conclusão. A negociação sobre o destino de Expedito Veloso se estendeu pela
madrugada e a manhã de ontem. A preocupação da cúpula do BB e do Ministério da
Fazenda era desvincular o caso da instituição, resumindo o escândalo a uma
atitude isolada do funcionário que não estava exercendo atividades. Com isso
tenta afastar o caso do governo e deixá-lo como algo referente apenas ao PT.
Na carta encaminhada ao presidente do BB, Rossano Maranhão, Expedito Veloso
lembra que está "de licença anual remunerada (férias)". "Nesse período,
atendi, por minha livre e espontânea vontade, a questões estritamente
particulares, não tendo levado ao conhecimento dos meus superiores no banco a
natureza dessas atividades", diz a carta. Em seguida, afirma que as atividades
"não tiveram e não têm qualquer relação com o Banco do Brasil" e que prestará
"informações necessárias nos fóruns adequados".
Depoimento No
depoimento de três páginas, ao qual a Folha teve acesso, Valdebran disse que o
encontro com Expedito aconteceu no saguão do hotel em São Paulo e que este
estava acompanhado de Gedimar.
Primeiro, o empresário disse que o encontro aconteceu na quarta-feira, dia
13. Depois, que teria sido no final da tarde de quinta. A ida de Expedito ao
hotel, contou Valdebran, aconteceu após Gedimar ter entregue a ele R$ 1 milhão,
metade do valor que seria pago pelo dossiê, o que ocorreu no dia 13.
O empresário afirmou no depoimento que relutou em permanecer no hotel para
aguardar a chegada da outra metade do dinheiro, porém aceitou depois de Gedimar
dizer que a situação se resolveria até o dia seguinte. Segundo Valdebran,
Expedito disse a ele que não se preocupasse porque o dinheiro seria entregue
conforme combinado com o empresário Luiz Antonio Vedoin, dono da Planan, acusado
de ser chefe da máfia dos sanguessugas e de negociar a venda do dossiê.
Ainda segundo Valdebran, Expedito disse que esse não era seu nome verdadeiro,
mas afirmou ser "membro do PT."
Descrição À PF, Valdebran
descreveu Expedito como um homem moreno, alto, com idade entre 40 e 45 anos, de
cabelos lisos e pretos, magro e de óculos. O diretor afastado do BB é calvo.
Valdebran disse ainda que, além de Gedimar e Expedito, manteve contato, por
telefone, com uma terceira pessoa que se disse ligada ao PT. Foram duas
conversas, uma na quarta e outra na quinta-feira, que aconteceram por meio do
telefone celular de Gedimar.
Essa pessoa, segundo ele, se apresentou como "Jorge" e disse ser "chefe de
Gedimar". No depoimento, ele não relata o teor da conversa com "Jorge."
O superior imediato de Gedimar na campanha de Lula era Jorge Lorenzetti,
analista de risco e mídia, que deixou a função anteontem após ter seu nome
envolvido no caso.
À PF, Valdebran disse que é filiado ao PT "há muitos anos", mas que não
conhece o ex-assessor especial da Presidência Freud Godoy. Disse desconhecer
também Jorge Lorenzetti.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h58
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SINDICALISMO NO PODER
Escândalos vão minando república sindical
Personagens envolvidos com dossiê
Vedoin atuaram com Lula no ABC e em Santa Catarina
Roldão Arruda, Cley
Scholz
O escândalo do dossiê Vedoin deixou
exposta mais uma vez a forma como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
cercou-se de velhos amigos sindicalistas para conduzir o governo. Dois dos
principais envolvidos, Oswaldo Bargas e Jorge Lorenzetti, vieram da vida
sindical.
O primeiro atuou ao lado de Lula no Sindicato dos Metalúrgicos
de São Bernardo, nos anos 80. O segundo veio do sindicalismo bancário de Santa
Catarina e também esteve ao lado do presidente na montagem da Central Única dos
Trabalhadores (CUT) naquele Estado.
O presidente do PT, Ricardo Berzoini,
que, segundo informações da revista Época, sabia da articulação do dossiê,
começou sua carreira política no Sindicato dos Bancários de São Paulo. Antes de
ser chamado para coordenar a campanha de Lula à reeleição, da qual foi apeado
ontem, ele já tinha sido indicado por Lula para a chefia das pastas do Trabalho
e da Previdência.
Para onde quer que se aponte é possível encontrar
velhos companheiros sindicalistas, envolvidos ou não em escândalos. Do mesmo
Sindicato dos Bancários de São Paulo saiu Luiz Gushiken, que já foi um dos
homens mais poderosos do atual governo, quando chefiava a Secretaria de
Comunicação, a Secom. Perdeu poder após denúncias de que teria feito contratos
publicitários sem licitação pública.
A lista de ex-militantes sindicais
ainda abriga o ex-ministro Antonio Palocci, que caiu com o escândalo da quebra
do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa. Palocci militava no
sindicalismo da área médica - o mesmo meio de onde Humberto Costa, ex-ministro
da Saúde, cujo nome figura na lista dos acusados no escândalo dos vampiros. Ele
já dirigiu o Sindicato dos Médicos de Pernambuco.
Delúbio Soares, que não
tinha cargo definido no governo, mas despachava no Planalto e foi apontado como
articulador do esquema do mensalão, ao lado do publicitário Marcos Valério,
também teve origem no meio sindical. Atuava no Sindicato dos Trabalhadores em
Educação no Estado de Goiás e ajudou a organizar a CUT naquele Estado.
Os
velhos amigos sindicalistas não estão instalados apenas em cargos próximos da
Presidência da República. O ex-metalúrgico Jair Meneguelli, que também conheceu
Lula na militância de São Bernardo e chegou a dirigir a CUT, preside o Conselho
Nacional do Sesi. Na chefia da Previ, o maior fundo de pensão da América Latina,
encontra-se Sérgio Rosa, que já presidiu a Confederação Nacional dos Bancários,
ligada à CUT.
José Eduardo Dutra, que chefiou a Petrobrás nos primeiros
anos governo Lula, é outro que teve origem no meio sindical. Paulo Okamotto,
presidente do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) também foi
diretor no histórico sindicato de São Bernardo. É uma lista que vai longe.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h38
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FUTEBOL DE SALÃO DA AABB/PATOS
AABB de Patos estréia na fase decisiva da Taça Brasil de
Futsal
A Associação Atlética Banco do Brasil - AABB de Patos, participa,
dia 20, até o próximo dia 28, da fase decisiva da 24ª Taça Brasil de Futsal -
Sub-20, categoria masculina, que acontece em Betim (MG). A estréia acontece
contra o Grajaú/Teresópolis (RJ), no Ginásio Divino Braga, em Betim, no interior
mineiro.
O representante paraibano faz parte do Grupo G, ao lado do Atlético Mineiro
(MG), Malwee/Jaraguá (SC), Atlético Bahia Clube (AM), Grajaú/Teresópolis (RJ),
Mace/Uniderp (MS) e Alecrim (MA). Duas equipes de cada grupo se classificam para
a próxima fase da competição nacional.
A equipe comandada pelo treinador Josivaldo de Sousa Silva terá a disposição
os seguintes atletas: Fagner, Leandro, Gutemberg, Robson, Ricardo, Manoel,
Antônio Paulo, Paulo Silva e Everson. A AABB patoense garantiu a vaga ao vencer
o Sergal/Colégio Intensivo (AL), por 9 a 3, na Sede de Praia Paulo Maracajá, em
Salvador, obtendo a segunda colocação no Grupo E.
Confiante que obterá a classificação em solo mineiro, Josivaldo espera uma
boa campanha, mesmo reconhecendo as qualidades dos adversários. Segundo ele, o
grupo está motivado e otimista em conseguir a vaga e brigar pelo título. "Não
iremos competir, mas brigar por uma vaga e o título. A rapaziada está motivada
para representar com dignidade o futsal paraibano", avaliou Josivaldo.
Fonte: O Norte Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h22
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NATAÇÃO NA AABB/BELÉM
AABB fará torneio de
natação
A Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) promove no sábado,
23, pela manhã, em seu parque aquático, o torneio de natação nas categorias
petiz/mirim e adulto masculino e feminino reunindo clubes sociais não federados
à FPDA. Estão confirmados, além da própria AABB, Casota, Cassazum, Sesi, Sesc
entre outros. As provas a serem disputadas são de craw, costa e peito em 50
metros. Para os três primeiros colocados haverá premiação. O presidente Marco
Antônio Batista aposta no sucesso do torneio.
Jesab - Daqui a 30 dias a AABB/Belém, sediará a
Jesab/2006 - Jornada Esportiva Estadual das AABB’S com a participação de 12
equipes representativas do Pará e Amapá. O evento será na sede campestre da
AABB.
Fonte: Amazônia Jornal
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h19
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
BB aceita afastamento de diretor envolvido em caso do
dossiê
Diretor afastado diz que estava de férias e que superiores do BB não sabiam
de sua atuação
O Banco do Brasil (BB) divulgou nesta quarta-feira (20) nota à imprensa
na qual confirma o afastamento do diretor de Gestão de Risco da instituição,
Expedito Veloso, supostamente envolvido na montagem do dossiê contra os
candidatos do PSDB, José Serra e Geraldo Alckmin, respectivamente ao
governo de São Paulo e à Presidência da República. O anúncio foi feito após
reunião da diretoria do BB. A instituição acrescentou ainda que foi determinada
uma "apuração dos fatos".
O Banco do Brasil divulgou ainda uma carta do diretor afastado. No documento,
Expedito Afonso relembra que está em férias desde agosto deste ano. "Nesse
período, atendi, por minha livre e espontânea vontade, a questões estritamente
particulares, não tendo levado ao conhecimento de meus superiores no Banco a
natureza dessas atividades", diz Expedito na carta. No documento, ele informa
ainda que as atividades partidárias que desempenhou "não tiveram
e não têm qualquer relação com o Banco do Brasil, instituição que admiro,
preservo e a quem tenho dedicado vários anos de minha vida".
"Ao isentar
o Banco do Brasil de qualquer relação com os fatos divulgados na imprensa, sobre
minha atuação, solicito afastamento do cargo de Diretor do Banco do Brasil e
informo que prestarei todas as informações necessárias nos fóruns adequados",
concluiu o diretor afastado.
Fonte: G1
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 18h55
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
Sai, Berzoini,
sai...
Da Agência Estado:
"O presidente do PT, Ricardo Berzoini, deve deixar ainda nesta
quarta-feira a presidência do PT, segundo fontes em Brasília. O provável
substituto de Berzoini à frente do partido é o deputado José Pimentel, do PT do
Ceará. O anúncio oficial do PT deve ser feito nas próximas horas. Berzoini havia
dito mais cedo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não manifestou a
hipótese de afastá-lo da campanha à reeleição.
Berzoini foi citado nesta terça-feira, dia 19, em nota da revista Época.
Segundo a publicação, ele sabia que integrantes da campanha à reeleição do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva teriam uma reunião com a revista. Berzoini
admitiu que sabia do encontro, mas desconhecia o objetivo da reunião: apresentar
supostas denúncias contra o candidato pelo PSDB ao governo de São Paulo, José
Serra, e o ex-ministro da Saúde Barjas Negri, atual prefeito de Piracicaba."
Fonte: Blog do jornalista Ricardo Noblat
Comentário do Blog: O deputado José Pimentel,
assim como o atual presidente do PT, Ricardo Berzoini, é funcionário
do Banco do Brasil, a exemplo do, agora, ex-diretor Expedito
Veloso
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 18h43
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
Expedito pede
afastamento
Expedito Afonso Veloso, diretor de Gestão de Risco do Banco do Brasil
(BB), acaba de pedir afastamento do cargo.
Ele é acusado de estar envolvido com o episódio da compra do dossiê que
ligaria José Serra do PSDB ao esquema dos sanguessugas.
Em carta entregue ao banco o diretor do BB afirma:
"Como V.Sa. tem conhecimento, estou em gozo de licença anual remunerada
(férias), desde agosto último. Nesse período, atendi, por minha livre e
espontânea vontade, a questões estritamente particulares, não tendo levado ao
conhecimento de meus superiores no Banco a natureza dessas atividades.
Gostaria de registrar que essas atividades não tiveram e não têm qualquer
relação com o Banco do Brasil, instituição que admiro, preservo e a quem tenho
dedicado vários anos de minha vida.
Ao isentar o Banco do Brasil de qualquer relação com os fatos divulgados
na imprensa, sobre minha atuação, solicito afastamento do cargo de Diretor do
Banco do Brasil e informo que prestarei todas as informações necessárias nos
fóruns adequados ".
O Banco do Brasil aceitou o pedido de afastamento.
Blog do jornalista Ricardo Noblat
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 18h39
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HQ NO CCBB DE BRASÍLIA
Lourenço Mutarelli fala sobre história em quadrinhos no
CCBB de Brasília
O autor de histórias em quadrinho Lourenço Mutarelli é a atração do
projeto Vertentes Literárias, do Centro Cultural Banco do Brasil
(CCBB), e estará nesta quarta-feira conversando sobre seu processo criativo com
o público.
Muito elogiado por seus trabalhos como desenhista em O
Dobro de Cinco e O Rei do Ponto, Mutarelli também escreveu
romances, como Cheiro do Ralo, O Natimorto, e a peça de teatro
O que Você Foi Quando Era Criança?, indicada ao prêmio Shell de melhor
texto deste ano.
Mutarelli também vai falar sobre a adaptação que O
Cheiro do Ralo ganhará para o cinema. O filme será produzido por
Selton Mello e dirigido por Heitr Dahlia.
O Vertentes Literárias
está marcado para às 19h e tem entrada franca, mediante apresentação de
senha que será distribuída no local com uma hora de antecedência.
Fonte: ClicaBrasília
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 18h13
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
Depois de Lorenzetti, Bargas e Expedito, PF deve ouvir Berzoini

A Polícia Federal confirmou que vai tomar o depoimento de Expedito Afonso Veloso, Oswaldo Bargas e Jorge Lorenzetti no inquérito que apura a tentativa de compra de um dossiê contra o tucano José Serra. Lorenzetti está sendo esperado para depor ainda nesta quarta-feira em Cuiabá. O delegado Diógenes Curado Filho, responsável pelo inquérito, disse que pode ir a Brasília para tomar os outros depoimentos e que, após ouvir os três, possivelmente vai tomar o depoimento do presidente do PT, Ricardo Berzoini.
Fonte: O Globo - Clique aqui para ler a matéria na íntegra Foto: Ricardo Stuckert/PR
Comentário do Blog: o presidente do PT, Ricardo Berzoini, também é funcionário do Banco do Brasil, a exemplo de Expedito Veloso
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 14h07
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
Lula convoca reunião de emergência para avaliar crise
Tiago Pariz, do G1, em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião emergencial para discutir a crise envolvendo o PT com a compra de dossiê contra o candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra.
A reunião tem dois objetivos: analisar o impacto na campanha pela reeleição da crise motivada pelo envolvimento de petistas na negociação de um dossiê para prejudicar políticos tucanos. O presidente também cobrará explicações do presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP).
Além de Berzoini participam do encontro no Palácio do Alvorada o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, o marqueteiro da campanha de reeleição João Santana, o ministro das Relações Institucionais Tarso Genro e o da Justiça Márcio Thomaz Bastos.
A crise foi deflagrada após a Polícia Federal prender os petistas Valdebran Padilha e Gedimar Passos em posse de cerca de R$ 1,75 milhão para a compra de documentos, fotos, fita de vídeo e DVD que envolveriam Serra com a máfia das ambulâncias.
As turbulências chacoalharam o Palácio do Planalto e a campanha de reeleição quando o advogado Gedimar afirmar agir a mando de Freud Godoy, assessor especial do presidente Lula. Com a sequência das investigações da PF, descobriu-se o envolvimento de Jorge Lorenzetti, chefe de análise de mídia da campanha.
Além deles, Osvaldo Bargas, ex-chefe de gabinete do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e o próprio Berzoini também foram incluídos após a revista Época divulgar que foi procurada por Bargas e Lorenzetti para oferecer acusações contra Serra. Segundo a publicação, o presidente do PT sabia do encontro mas não de seu conteúdo. O dossiê teria sido elaborado por Expedito Afonso Veloso, diretor de gestão de risco do Banco do Brasil, e também filiado ao PT. Ele foi citado no depoimento de Valdebran.
Petistas da Direção Nacional, fora do eixo Rio-São Paulo, reconhecem que todos os indícios apontam para o PT de São Paulo, mais precisamente a campanha do senador Aloizio Mercadante ao Palácio dos Bandeirantes. Para esses mesmos petistas falta descobrir apenas a origem dos recursos apreendidos pela PF.
Fonte: G1
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h55
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CAMPANHA SALARIAL
BANCÁRIOS DECIDEM MANTER AGÊNCIAS DO CENTRO FECHADAS
Protestos por aumento de salário
Os bancários de 28 agências do Centro de São Paulo
decidiram, por unanimidade, continuar paralisados até o fim desta quarta-feira
(20), de acordo com o sindicato da categoria. Cerca de duas mil pessoas
participaram da assembléia que terminou por volta das 11h40 na Praça do
Patriarca. É a primeira vez que os bancários fazem uma paralisação por um dia
todo.
As 28 agências fechadas representam 90% dos bancos nesta área da cidade e têm
8.200 funcionários. De acordo com o sindicato, há quatro prédios administrativos
dos bancos Nossa Caixa, ABN, Banco do Brasil e Unibanco na região. Só neste
último, existem 2 mil bancários.
Na assembléia, os funcionários foram orientados a ir para casa, no
intuito de evitar que os bancos exijam a volta ao trabalho. O sindicato
informou que os serviços devem voltar a operar normalmente nesta
quinta-feira (21).
Os funcionários exigem aumento real de salário de 7,05%, além de participação
maior nos lucros e resultados - de 5% do lucro líquido linear, mais um salário
bruto acrescido de R$ 1.500. Desde o final de agosto, eles vêm atrasando a
abertura de agências em diversas regiões da capital.
Na última terça-feira (19), foram afetadas a sede do Santander Banespa e as
agências do HSBC e ABN Real na rua Boa Vista, também na região central. Na
sexta-feira (15), bancários do Itaú, Bradesco e Unibanco atrasaram a abertura de
25 agências na Avenida Paulista. Dois dias antes, no dia 13, foi a vez de 19
agências do Bradesco, Itaú e Unibanco na Lapa, na Zona Oeste.
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região convocaram uma
assembléia para a próxima segunda-feira, dia 25, com recomendação de greve
nacional para o dia seguinte.
A assessoria de imprensa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informa
que a entidade se mantém à disposição dos funcionários para negociar. A
federação acredita que as paralisações têm sido pulverizadas e parciais, sem
causar problemas aos clientes.
Fonte: G1
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h51
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
Para preservar o Banco do
Brasil
A essa altura, sabe o que mais mete pavor em gente do governo e do PT? Que
tenha sido sacado em uma agência do Banco do Brasil o dinheiro ou parte dele que
pagaria aos Vedoins pela entrevista que concederam a ISTOÉ e por parte dos
documentos cedidos por eles para engordar o dossiê contra Serra.
Já imaginaram só se o dinheiro fosse exibido com as cintas do banco que
costumam envolver grandes maços de notas? E ainda mais agora quando se sabe que
um diretor do Banco do Brasil filiado ao PT participou da operação de montagem e
de divulgação do dossiê?
Talvez seja por causa dessa preocupação, digamos, "republicana" que a Polícia
Federal foi proibida pelo ministro da Justiça de liberar imagens do
dinheiro que apreendeu em São Paulo na última sexta-feira (R$ 1.168 mil e U$
248. 800).
O dinheiro estava com o empresário Valdebran Padilha, filiado ao PT do
Mato Grosso e amigo dos Vedoins, e Gedimar Passos, ex-agente
federal contratado pelo PT para trabalhar na campanha de Lula. Ambos eram
hóspedes do hotel Íbis.
Dois dias antes, Valdebran havia sido recepcionado no aeroporto de Congonhas
por Gedimar e Expedito Afonso Veloso, diretor de Gestão de Risco do Banco do
Brasil.
Uma pessoa em Cuiabá com acesso ao inquérito aberto pela Polícia Federal para
apurar o caso viu maços de notas com a cinta dos bancos Bradesco, Safra e
Boston. Não lembra de ter visto maços com a cinta do Banco do Brasil. Ficou de
conferir.
De todo modo, a informação sugere que o dinheiro para pagar os Vedoin foi
sacado em vários bancos.
Quem sacou? Quando? Quais os titulares das contas de onde o dinheiro foi
sacado?
Diretores reunidos no BB
Começou agora a reunião de diretores do Banco do Brasil que vão analisar o
caso Expedito Afonso Veloso, diretor de Gestão de Risco do BB, envolvido com a
compra do dossiê contra José Serra (PSDB).
Eles querem mensurar o impacto das notícias e o que é necessário fazer diante
da notícia publicada pelo blog. O Banco deve divulgar nota ao final da reunião.
Fonte: Blog do jornalista Ricardo Noblat
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h42
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
BB estuda afastamento de diretor
envolvido no dossiê Vedoin
Caso Expedito Veloso confirme sua
participação na montagem do dossiê ele deve ser afastado do cargo
Brasília - A direção
do Banco do Brasil estuda o afastamento do cargo do diretor de gestão de risco,
Expedito Afonso Veloso, pela suposta participação na montagem do dossiê
envolvendo os candidatos tucanos José Serra e Geraldo Alckmin no esquema dos
Sanguessugas.
Os diretores - que foram surpreendidos pela notícia veiculada pelo Blog do
Noblat - mantêm uma conferência telefônica para avaliar a situação do
funcionário que, oficialmente, solicitou ao Banco do Brasil um período de férias
duplo, iniciado em 14 de agosto com término previsto para 14 de outubro.
O Banco está tentando localizar Expedito Veloso, que não se encontra em
Brasília. O Banco só irá se pronunciar sobre o caso após ouvir as explicações de
seu diretor de gestão de risco. Caso o diretor confirme sua participação na
montagem do dossiê ele deve ser afastado do cargo.
Fonte: Agência Estado
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h26
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
PF intimará diretor do BB; TSE começa
a investigar Lula e Bastos
Diretor de Gestão de Risco do Banco
do Brasil deve explicar seu suposto envolvimento na negociação de um dossiê
contra candidatos tucanos
SÃO PAULO - A Polícia Federal informou que intimará
Expedito Afonso Veloso, diretor de Gestão de Risco do Banco do Brasil, a depor
para explicar seu suposto envolvimento na negociação de um dossiê contra os
candidatos tucanos ao governo de São Paulo, José Serra, e à Presidência, Geraldo
Alckmin. A intimação era prevista para esta quarta-feira, segundo o Blog de
Ricardo Noblat.
Também nesta quarta a Justiça Eleitoral inicia as investigações contra o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz
Bastos, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, o ex-assessor da Presidência Freud
Godoy, o empresário Valdebran Padilha e o advogado Gedimar Passos. A abertura
das investigações foi anunciada na terça-feira pelo corregedor-geral da Justiça
Eleitoral, Cesar Rocha.
O objetivo do TSE é apurar a suposta participação de cada um no episódio do
dossiê, oferecido pelo empresário Luiz Antonio Vedoin, filho de Darci Vedoin,
dono da empresa Planam e acusado de chefiar a Máfia dos Sanguessugas, que
fraudava licitações para compra de ambulâncias pelo Poder Público. O dossiê
tinha por objetivo ligar a imagem de Serra e Alckmin à máfia.
A Polícia Federal, por sua vez, vai intimar também, além de Expedito, Jorge
Lorenzetti, da assessoria de risco e mídia da campanha de Lula, e Oswaldo
Bargas, responsável pelo setor de Trabalho e Emprego do programa de governo. Se
ficar comprovado o envolvimento de Lula com a negociação em torno do dossiê, o
presidente pode até ser declarado inelegível.
Abuso
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral acatou o pedido da coligação formada
por PSDB e PFL. Protocolado no TSE, o pedido traz acusação de abuso de poder
político e econômico por parte dos petistas.
Segundo a coligação, o ministro Thomaz Bastos, a quem a Polícia Federal está
subordinada, teria agido para que fosse dado tratamento privilegiado aos
interesses eleitorais de Lula. Na operação em que a negociação do dossiê foi
desbaratada, não foram permitidas imagens do flagrante sobre pessoas ligadas ao
PT nem do dinheiro apreendido.
A coligação argumenta também que Berzoini, Padilha e Passos teriam atuado
para obter o material do dossiê. De acordo com a oposição, Lula seria, "no
mínimo, beneficiário" das condutas dos demais. "No entanto, o envolvimento de
membro de sua Secretaria Particular, ao que se diz de seu guarda-costas Freud
Godoy, denota o seu possível envolvimento pessoal", sustenta a coligação.
Revista
O suposto envolvimento do diretor do BB e de Berzoini entrou na agenda da
Polícia Federal na terça-feira. A revista Época informou em seu site que, no
início do mês, foi procurada por Oswaldo Bargas - colaborador do plano de
governo da reeleição, casado com uma secretária de confiança de Lula -, que
ofereceu "denúncias sérias" contra José Serra.
Na ocasião, Bargas afirmou que o presidente do PT tinha conhecimento do
encontro. Berzoini admitiu em nota, na terça, que soube do encontro, mas negou
conhecer o teor dos assuntos tratados e disse achar que se tratasse de discussão
de "pauta de interesse jornalístico".
Escândalo
O escândalo do dossiê veio à tona no final da semana passada, quando a
Polícia Federal prendeu com R$ 1,75 milhão, em dinheiro, Valdebran Padilha,
ex-tesoureiro de campanhas do PT em Cuiabá, e Gedimar Passos, que trabalha na
campanha de Lula. A quantia seria para Luiz Antônio Vedoin, dono da Planam,
empresa que chefiava a máfia dos sanguessugas.
Os envolvidos apontaram para a participação de outro petista próximo de Lula:
o assessor especial da Presidência Freud Godoy. Ele foi afastado do cargo e, na
terça-feira, teve um pedido de prisão negado pela Justiça, mas segue como foco
de investigação da PF. A empresa de segurança de sua família recebeu em 2003 R$
98,5 mil da SMPB, de Marcos Valério - fato que o liga ao dossiê Vedoin e ao
mensalão.
Freud disse ter sido apresentado aos intermediários por Jorge Lorenzetti,
chefe do núcleo de campanha à reeleição até esta Terça - e reconhecido por seus
churrascos no Alvorada.
Fonte: Agência Estado
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h21
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
O Diretor do Banco do Brasil e a compra do dossiê contra Serra (2)
Expedito Afonso Veloso, diretor de Gestão de Risco do Banco do Brasil (foto acima), foi citado novamente pelo empresário Valdebran Padilha - dessa vez em depoimento à Polícia Federal em Cuiabá.
Segundo Padilha, Expedito e Gedimar Passos, ex-agente federal, contratado para trabalhar na campanha de Lula, o recepcionaram na semana passada no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
Dali os três seguiram para o hotel Íbis, nas vizinhanças do aeroporto. Foi nesse hotel que Valdebran e Gedimar acabaram presos pela Polícia Federal na madrugada da última sexta-feira.
Valdebran disse à polícia que, além de Expedito, outro petista esteve presente à entrevista concedida por Darci e Luiz Antônio Vedoin à revista IstoÉ na quarta-feira da semana passada: Oswaldo Bargas, ex-secretário do Ministério do Trabalho, atual responsável pelo capítulo de Trabalho e Emprego do programa de governo de Lula.
No dia 6 de setembro, Bargas e o churrasqueiro presidencial Jorge Lorenzetti se reuniram em São Paulo com um repórter da revista ÉPOCA em uma suíte do hotel Crowne Plaza.
Na ocasião, Bargas perguntou ao repórter se a revista teria interesse em publicar "denúncias fortes o suficiente para desmoralizar o candidato do PSDB ao governo do Estado de São Paulo, José Serra, e o ex-ministro da Saúde Barjas Negri".
Fonte: Blog do jornalista Ricardo Noblat
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h15
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O BB E O ESCÂNDALO DO DOSSIÊ
O Diretor do Banco do Brasil e a compra do dossiê contra Serra (1)
"Expedito Afonso Veloso, diretor de Gestão de Risco do Banco do Brasil, participou ativamente da operação de montagem e de divulgação do dossiê que tenta ligar o ex-ministro da Saúde José Serra à Máfia dos Sanguessugas, responsável pelo desvio de dinheiro público para a compra e venda de ambulâncias a preços superfaturados.
Ele entrou de férias do banco no dia 29 de agosto último, segundo Felipe Recondo, repórter do blog. E desde então trabalha na campanha de Lula. Ali, não tem uma função específica. Ora recolhe informações econômicas que poderão ser aproveitadas pelo PT ou pelo candidato, ora faz trabalhos típicos de arapongas.
Na semana passada, Expedito foi despachado para Cuiabá com a missão de convencer Darci e Luiz Antonio Vedoin, chefes da Máfia dos Sanguessugas, a conceder uma entrevista à revista ISTOÉ falando mal de Serra e do seu sucessor no Ministério da Saúde Barjas Negri. A entrevista durou pouco mais de uma hora, segundo contou o próprio Expedito a um amigo.A participação de Expedito no caso não se limitou a isso. A maioria dos documentos que os Vedoin entregaram à Justiça como parte do dossiê capaz de implodir a candidatura de Serra ao governo de São Paulo foi reunida pelo próprio Expedito. E repassada por ele aos Vedoin.
- Fui eu que investiguei tudo e montei o dossiê - revelou Expedito a esse amigo dele.
A revelação de Expedito foi feita no início da noite da última quinta-feira. Àquela hora, Gedimar Passos, ex-agente federal, contratado para trabalhar na campanha de Lula, e o empresário Valdebran Padilha, filiado ao PT do Mato Grosso e amigo dos Vedoin, estavam reunidos no hotel Íbis, em São Paulo.
Valdebran voara a São Paulo a pedido dos Vedoin para receber os R$ 1,7 milhão cobrados por eles em troca da entrevista e de documentos fornecidos para a montagem do dossiê. Gedimar estava ali para conferir se o dossiê de fato valia a pena e informar a seus superiores em Brasília - entre eles, Jorge Lorenzetti, o churrasqueiro informal de Lula e de sua família.
Presos pela Polícia Federal na madrugada na sexta-feira, Gedimar e Valdebran começaram a contar parte da história do mais recente escândalo do governo Lula. Gedimar citou um tal de Fred ou Freud como a pessoa que deu ordem para que pagasse o preço acertado com os Vedoin.
Sabe-se agora que o tal de Fred ou Freud se chama Freud Godoy, foi responsável pela segurança de Lula nos últimos 17 anos e era funcionário da secretaria-particular da presidência da República. Freud negou tudo à polícia, mas perdeu o emprego.
Genebran citou um "Expedito" como a pessoa que participou da negociação com os Vedoin e que assim como Gedimar, dizia que falava em nome do PT. Expedito é funcionário de carreira do Banco do Brasil desde o final dos anos 80. Mineiro de Ponte Nova, formado em economia pela Universidade de Viçosa, mudou-se para Brasília em 2000.
Filiado ao PT, foi gerente de divisão do banco, um cargo de quinto escalão. Até que em 2003 foi promovido a diretor-executivo, um cargo somente abaixo dos cargos de vice-presidente e de presidente do banco. É um dos 974 petistas indicados pelo partido para ocupar cargos de confiança que está em dia com sua contribuição para o PT.
Nunca teve peso na estrutura do PT nacional e nem mesmo no de Brasília. Em março último, se ofereceu para ser candidato ao Senado, ou a suplente do candidato do PT ao Senado ou para ocupar a vaga de candidato a vice-governador. Não foi aceito.
Conseguiu um lugar na campanha de Lula por causa de um estudo que fez comparando o desempenho do governo na área econômica com o desempenho na mesma área do governo passado.
Fonte: Blog do jornalista Ricardo Noblat
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h12
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A FARRA DOS BANCOS
Bancos pagam mais dividendos a
acionista
Silvia
Rosa
Com um crescimento de 40,3% no lucro líquido do
primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, o setor
financeiro está ampliando a distribuição dividendos. Segundo uma pesquisa da
Economática, o volume repassado aos acionistas pelo Banco do Brasil, Itaú,
Bradesco, Unibanco, Banco do Estado do Piauí e Banco do Estado do Espiríto Santo
(Banestes), seguindo essa ordem, foi o maior desde 1999.
Só no Banco do Brasil, o pagamento de dividendos e
juros sobre capital próprio, entre janeiro e 12 de setembro deste ano quase
triplicou em relação ao mesmo período do ano passado. O banco, segundo o
levantamento, foi o que ofereceu maior rentabilidade para os acionistas. O
dividend yield, ou retorno pago até 13 de setembro sobre o valor de compra da
ação há 12 meses, ficou em torno de 6,96%. A valorização da ação ordinária do
banco neste ano foi de 25,89%.
De acordo com o gerente de relações com os
investidores do BB, Marcos Giovane, o total de dividendos distribuídos este ano
bateu recorde e chegou a R$ 1,55 bilhão, dado o crescimento no lucro líquido de
96% em relação ao primeiro semestre de 2005, alcançando R$ 3,88 bilhões até
junho deste ano.
O BB pagou neste semestre R$ 1,90 por ação ordinária.
O volume distribuído representa cerca de 40% do lucro líquido. “Com o aumento
nos lucros nós aumentamos a distribuição de dividendos de 35% para 40% desde o
segundo semestre do ano passado”, acrescenta Giovane.
Segundo ele, o banco estuda mudar a periodicidade do
pagamento dos dividendos de semestral para trimestral. Além dos dividendos, o BB
realizou em abril deste ano o pagamento das reservas de lucro, em torno de R$
760 milhões, para seus acionistas.
O Tesouro Nacional detém 70% do capital, seguido pela
Previ (fundo de pensão dos funcionários do BB), com 11%, Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com 3%, e acionistas minoritários
que representam 14,8%.
Com um aumento de 74,3% no lucro líquido em relação
ao mesmo período do ano passado, o Banestes fechou o primeiro semestre com R$
58,7 milhões, e aumentou a sua distribuição de dividendos em 83,30% em relação
ao primeiro semestre de 2005, repassando um total de R$ 14 milhões para os
acionistas. O banco distribui semestralmente, entre juros sobre capital próprio
e dividendos, 25% de seu lucro líquido, quantia que segundo o diretor financeiro
do banco, Ranieri Seres Doellinger, deve chegar a R$ 30 milhões este ano.
De acordo com Doellinger, o banco trabalha com a
perspectiva de fechar 2006 com um lucro de R$ 120 milhões e um patrimônio
líquido superior a R$ 300 milhões.
Este ano o Banestes pagou cerca de R$ 0,011 por ação
em dividendo, “Desde que adotamos a política de distribuição de dividendos nós
tivemos uma grande valorização das ações, que este ano acumula 50%”,
diz.
Do capital total do banco, 92% pertence ao governo
estadual e 8% aos acionistas minoritários.
Programa de
reinvestimento
O banco Itaú já distribuiu até junho deste ano R$ 944
milhões entre bônus mensais e semestrais, aumento de 26% em relação ao mesmo
período de 2005. De acordo com o superintendente do banco, Geraldo Soares, a
instituição distribui cerca de 35% de seu lucro líquido, o que representou este
ano a remuneração de R$ 0,852 por ação, tanto para preferenciais quanto para
ordinárias. Segundo a pesquisa da Economática, o retorno oferecido para os
acionistas foi de 1,97% sobre o preço pago pela ação relativo a 13 de setembro
de 2005.
No primeiro semestre deste ano, o Itaú Holding
Financeira obteve lucro líquido de R$ 2,9 bilhões, cujo patrimônio líquido
consolidado de R$ 17,5 bilhões cresceu 12,8% no semestre. “Devido ao aumento de
nosso lucro líquido devemos ter um ajuste no pagamento referente a agosto e
setembro”, afirma Soares.
Além do bônus mensal há a distribuição do dividendo
complementar, que chega a ser entre 28 a 30 vezes maior, pagos normalmente no
mês de fevereiro.
O Itaú ainda mantém um programa de reinvestimento
automático em ações, no qual os acionistas que aderirem têm o seu pagamento de
dividendos aplicado em novas ações da empresa. Até agora, segundo Soares, cerca
de 5% dos acionistas aderiram a opção. As aplicações podem variar de 10% a 100%
do bônus. “Como cada acionista aumentou sua participação na empresa, a parcela
de dividendos também cresceu”, acrescenta Soares. A ação do Itaú acumula
valorização de 21% de janeiro até 13 de setembro, ante 12% do índice
Bovespa.
Fonte: DCI
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h42
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CAMPANHA SALARIAL
Bancários ameaçam fazer greve nacional por
reajuste
Os bancários ameaçam fazer uma greve nacional no próximo dia 26 para
pressionar os bancos a conceder reajuste salarial. Após quase 40 dias de
negociação, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) ainda não apresentou
proposta que preveja reajuste ou pagamento de abono aos 400 mil bancários
brasileiros.
A Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do
Ramo Financeiro), que atua em 23 Estados e no Distrito Federal, informou hoje
que o Comando Nacional dos Bancários decidiu realizar uma paralisação de 24
horas no dia 26. A greve ainda deverá ser aprovada em assembléias no dia 25,
mas, segundo líderes sindicais, dificilmente não vai acontecer.
Amanhã, o
Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região já promete fechar os
bancos durante 24 horas em uma região da capital paulista. Essa região não foi
divulgada para evitar que os bancos orientem os funcionários a entrar nas
agências de madrugada, antes da chegada dos grevistas.
Assim como outros
sindicatos, em São Paulo já ocorreram nos últimos dias paralisações pontuais em
determinados bairros da cidade, onde as agências permaneceram fechadas até as
12h.
Os bancários reivindicam aumento real de 7,05%, além da reposição da
inflação e participação maior nos lucros e resultados --de 5% do lucro líquido
linear, mais um salário bruto acrescido de R$ 1.500. No ano passado, quando
houve greve de seis dias, os bancários receberam reajuste de 6% (1% de aumento
real), mais R$ 1.700 de abono e PLR (participação nos lucros e resultados)
mínima de 80% do salário mais R$ 800, após seis dias de greve no mês de
outubro.
Enquanto os bancários não aceitam receber menos que em 2005,
pela primeira vez nos últimos anos a contraproposta dos banqueiros ainda não
contempla reajuste nem abono. A Fenaban só admite até o momento pagar PLR e,
segundo a Contraf, alega que gastou demais com o reajuste do ano
passado.
Procurada, a Fenaban informou, por meio de sua assessoria de
imprensa, que os bancos estão construindo uma proposta para apresentar aos
bancários e que "estranha" a posição da categoria de deflagrar greve. A
federação também informou que renovou as cláusulas do último acordo coletivo até
que seja fechado um novo acordo.
As negociações de reajuste começaram em
10 de agosto e envolveram cinco rodadas de conversação --a última foi hoje.
Bancários e banqueiros informaram que até o momento não há uma próxima reunião
já marcada.
O presidente do sindicato paulista, Luiz Cláudio Marcolino,
disse que espera uma proposta até o dia 25, quando os sindicatos dos bancários
fazem assembléias para aprovar a paralisação no dia 26.
Ele afirmou
também que a greve vai acontecer em todo o país se isso não acontecer. "Os
lucros dos bancos cresceram 40% e nós reivindicamos um aumento real de 7,05%,
que consideramos bastante razoável", afirmou.
Fonte: Folha Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h39
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A FARRA DO CRÉDITO
Bancos se protegem
Para evitar o aumento do calote, BB procura clientes no limite do
endividamento para renegociar. Real vende dívidas em atraso
Vicente Nunes e Edna Simão Da equipe do Correio
Assustados com o forte crescimento da inadimplência, os bancos estão
apertando os sistemas de vigilância dos correntistas para evitar que a onda de
calote se torne uma dor de cabeça maior. No Banco do Brasil, os clientes que
utilizam, por dois meses seguidos, mais de 70% do limite de crédito de seu
cheque especial e, nesse mesmo período, pagam o valor mínimo da fatura de cartão
de crédito são direcionado para uma lista de alto risco e se tornam alvos de
investidas da instituição. "Temos, hoje, um sistema que nos permite detectar uma
pessoa que está pagando suas contas em dia, mas está no limite, com a corda do
pescoço", diz Denílson Molina, gerente-executivo de Crédito para Pessoas Físicas
do BB.
Para que esses clientes não engrossem as estatísticas da inadimplência, o BB
consolida todas as dívidas e oferece a eles linhas de créditos mais baratas para
quitá-las, com até 60 meses para pagamento. Como garantia de que não vão sair
dos eixos novamente, o BB praticamente zera os limites de cheque especial e do
cartão de crédito, até que todos os débitos estejam equacionados. "Ao adotarmos
essa postura pró-ativa, estamos ajudando na educação dos consumidores para um
melhor uso do crédito", afirma Molina. "É nosso interesse manter esses clientes
como potenciais tomadores de empréstimos."
No Banco Real ABN Amro, a opção foi por se desfazer das dívidas mais
problemáticas, vencidas há mais de um ano. Na semana passada, a instituição
vendeu uma carteira de R$ 1,6 bilhão em débitos à empresa americana Credigy.
Segundo Otávio Lourenção, superintendente de Recuperação de Crédito do banco, as
dívidas pertenciam a pessoas físicas e pequenas empresas e foram contraídas,
principalmente, por meio de cartões de crédito e cheque especial.
Ao se desfazer desses créditos pobres, ressalta o executivo, o Real não só
melhorará seus resultados como também poderá se concentrar na cobrança de
dívidas vencidas há um prazo mais curto, mais fáceis de serem recuperadas.
"Estamos transferindo a cobrança dessas dívidas já dadas como perdidas para um
empresa especializada no assunto e liberando o banco para outras operações",
explica.
Saindo do atraso
Na Caixa Econômica Federal, a ordem é superar o atraso. Por divergências de
contrato, o banco ficou quase três anos sem ter acesso às informações do Serviço
de Proteção ao Crédito (SPC). A Caixa tinha contrato com o SPC Brasil, que, por
divergências com a Associação Comercial de São Paulo, deixou de fornecer os
dados dos consumidores paulistas. Como o acordo com o SPC previa informações de
todo o país, a Caixa teve de rompê-lo, sob o risco de ser acusada de pagar por
um serviço completo que não recebia.
Somente no início deste ano, a Caixa conseguiu realizar uma licitação para
ampliar seus sistemas de controle, restritos ao Serasa e ao Cadastro de
Inadimplentes da União (Cadin). A Associação Comercial de São Paulo saiu
vencedora com o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). A Caixa não
informa, porém, quando, efetivamente, o novo serviço estará à disposição. Mas a
diretoria do banco acredita que, ao dispor de maiores informações sobre a
clientela, poderá fazer um processo de avaliação de risco melhor e beneficiar os
bons pagadores com taxas de juros menores.
Fonte: Agência Anabb/Correio Braziliense
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 14h49
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O BB E A PUBLICIDADE: POLÊMICA
BB estranha polêmica com licitação
Eliane Sobral
O diretor de marketing do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, disse
ontem não entender a polêmica que se instalou no mercado publicitário com a
decisão das duas agências que venceram a licitação promovida pelo banco - a
Master, de Curitiba, e a Artplan, do Rio de Janeiro - de abrirem mão de cobrar
os 5% sobre os custos de produção das campanhas que farão para a instituição. Ao
final da licitação promovida pelo BB, que durou oito meses, Artplan, Master e
Lowe ficaram empatadas pelos critérios técnicos e decidiram entre elas abrir mão
dos 5%. Com a persistência do empate, a solução foi sortear as vencedoras.
"É normal as agências se empenharem por uma conta como essa. E também é
natural que busquemos melhores preços e menores custos", disse Caffarelli. A
verba do BB para publicidade em 2006 começou em R$ 160 milhões e subiu para R$
180 milhões com campanhas não previstas no início do ano - como a do banco por
telefone.
Caffarelli lembra que o percentual de 15% que remunera as agências pela
veiculação dos anúncios não terá qualquer redução - esse índice é regulamentado
pelo Conselho Executivo de Normas (Cenp), entidade que reúne agências veículos e
anunciantes.
"Para nós era importante ter o BB, mas não vamos trabalhar de graça", disse
Antonio Freitas, presidente da agência Master - cuja carteira tem 17 anos. Em
2005 a Master faturou R$ 92 milhões, segundo Freitas.
"A abrir mão desse percentual não compromete os serviços que vamos prestar",
diz Rodolfo Medina, vice-presidente da Artplan. A agência ocupa a 19ª posição
entre as 50 maiores agências do País, segundo a revista especializada
"Meio&Mensagem". Segundo Medina, com a conta do BB a agência prevê aumento
entre 20% e 30% em seu faturamento em 2007.
Ogilvy e D+ são as outras duas agências que já atendem o BB. O contrato de
ambas termina neste mês e deve ser prorrogado por até 60 dias - tempo que
Caffarelli estima ser necessário para renovar com as duas ou contratar outras
duas novas agências. Segundo ele, novo edital de licitação está sendo preparado
e deve ser publicado até o fim da próxima semana.
As regras para escolher as agências do BB tornaram-se mais rígidas depois que
veio à tona o envolvimento da DNA, do empresário Marcos Valério de Souza, no
escândalo do "mensalão". A DNA era uma das agências do BB.
Fonte: Agência Anabb/Valor Econômico
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 14h47
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EMPREGO & RENDA
Sob Lula, domésticos só recebem 29% do
mínimo
Repasse dos reajustes não é integral, constata Fipe
MAURO ZAFALON DA REDAÇÃO
Os reajustes do salário mínimo já não são mais repassados
integralmente para os trabalhadores domésticos em São Paulo. Estudo da Fipe
mostra que, no governo Lula, os aumentos médios dos trabalhadores domésticos
atingiram apenas 29% do aumento do salário mínimo.
No governo Fernando Henrique Cardoso, o reajuste nominal do salário mínimo
havia sido repassado integralmente para os salários dos empregados
domésticos.
Nos oito anos do governo FHC, o mínimo teve reajuste acumulado de 186%, e o
aumento repassado pelas famílias paulistanas que empregam esses profissionais
foi de 195%.
No mesmo período, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe registrou
taxa de inflação de 85% para São Paulo. Ou seja, os empregados domésticos
tiveram reajuste médio um pouco acima da taxa do mínimo e ganho real de 59% em
relação à taxa de inflação.
No governo Lula, a situação se inverte. A variação acumulada do salário
mínimo foi de 75%, mas apenas 29% dessa taxa (22%) foi repassada para o salário
dos trabalhadores domésticos que atuam no município de São Paulo. Pior: o
reajuste recebido por esses profissionais teve aumento real de apenas 3% sobre a
inflação apurada pela Fipe no período. Com isso, o poder de compra desses
trabalhadores teve forte perda.
José Venerando, advogado do Sindicato dos Trabalhadores Domésticos do
Município de São Paulo, diz que realmente está havendo uma tendência de reajuste
do salário dos domésticos fora do percentual determinado pelo salário
mínimo.
Venerando explica que esse aumento se deve à falta de negociações coletivas e
de acordos coletivos na categoria.
Conversas mais constantes entre empregadores e empregados e mais conhecimento
da legislação de ambas as partes têm permitido novos tipos de reajustes, diz o
advogado.
Venerando diz que, quando os contratos de trabalho determinam que o
trabalhador recebe um, dois ou mais salários mínimos, o reajuste tem de ser pelo
percentual determinado pelo salário mínimo. Mas, quando o contrato apenas
determina um valor específico, o reajuste pode ser por acerto entre as partes
-patrão e empregado.
É o caso de Ivalnete Pereira Lopes. Por receber bem mais do que o salário
mínimo, sua patroa -uma ex-professora aposentada- reajustou seu salário com base
no valor, em reais, determinado pelo governo. Mas, em porcentagem, o aumento foi
menor: ela recebeu 12,5%, contra 16,67% determinados pelo reajuste para quem
ganha só um mínimo.
Valor restabelecido Paulo Picchetti,
coordenador do IPC da Fipe, diz que "essa pratica meio informal" ocorre porque
no período FHC o salário mínimo já teve seu patamar restabelecido.
Esse equilíbrio do mínimo atingido no governo FHC e os reajustes menores
recebidos pelos patrões nos últimos anos estão provocando reajustes menores dos
empregados domésticos, segundo Picchetti.
O coordenador da Fipe diz que, "aparentemente, a redistribuição de renda no
governo Lula está ocorrendo mais pela renda mínima do que pelo salário
mínimo".
Picchetti diz que, mesmo com redução nos últimos meses, os repasses de
salários para os domésticos têm grande participação na inflação. Do início de
1995 a agosto de 2006, o aumento de 261% nos salários dos empregados domésticos
gerou inflação de 6,5%. Essa taxa tem peso porque representa 5,3% de toda a
inflação de 123% do período, gerada pelos 525 itens do índice Fipe, afirma
Picchetti.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 14h42
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EMPREGO & RENDA
Governo vê estagnação na criação de emprego
formal
Geração de vagas com carteira neste ano deve ficar igual ou cair em
relação a 2005
Em agosto foram abertos 128,9 mil novos postos, puxados
por construção civil, extração mineral, indústria e serviços
IURI DANTAS DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Diante do fraco resultado do mercado de trabalho formal em
agosto, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, previu ontem que a geração de
empregos deve fechar o ano com número semelhante ou mesmo menor que o total do
ano passado. De boa notícia, o registro do crescimento de vagas pelo oitavo mês
consecutivo no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
"O ano passado são números concretos. Neste ano são previsões. No ano passado
foi criado 1,253 milhão de vagas. Neste ano, nós acreditamos que ficaremos em
torno disso. Podemos ficar um pouco para cima um pouco para baixo", afirmou
Marinho.
Durante a campanha eleitoral de 2002, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
chegou a dizer que o governo precisaria de 10 milhões de novos empregos nos
quatro anos seguintes. Desde janeiro de 2003, quando o petista chegou ao
Planalto, foram criadas 4.629.770, de acordo com o ministro do Trabalho.
Na ótica de Marinho, há motivos para celebrar a média de 104 mil novos
empregos mensais na gestão Lula, que encontrou um cenário externo extremamente
favorável. "Um número bastante significativo, se compararmos com outros períodos
da história recente do país", disse Marinho.
No mês passado, foram 128,9 mil novos empregos formais, de acordo com o
Caged, uma queda de 4,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. Não entram na
conta contratações de pessoas jurídicas ou novos servidores públicos
-municipais, estaduais ou federais.
Os setores de melhor desempenho foram construção civil, extração mineral,
serviços, comércio e indústrias de transformação. A agricultura, devido à
entressafra, amargou a perda de 13,7 mil vagas. Um pouco melhor que a redução de
20,5 mil de agosto de 2005.
Marinho tentou também vender otimismo. Setembro seria melhor pelo aumento da
produção para o Natal. E a nova Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas
provocaria a formalização de empregados no
país.
Estagnação Professor da PUC do Rio de Janeiro e sócio da
consultoria Tendências, o economista José Márcio Camargo previu que a geração de
novos empregos com carteira assinada está atingindo uma estagnação no país. Em
especial, por conta do alto custo dos encargos trabalhistas para as empresas e
benefícios relativamente pequenos para o trabalhador que adere à CLT.
"Em algum momento, esse crescimento vai parar. Vai continuar, mas com menos
intensidade. É possível que estejamos chegando a esse ponto de estabilização",
afirmou.
Dois fatores que poderiam alterar a tendência, segundo Camargo, seriam a nova
Lei Geral das Micros, ainda em análise no Senado, e a disseminação do crédito
consignado em folha de pagamento, que pode estimular trabalhadores hoje
contratados como pessoas jurídicas a buscarem a assinatura da carteira de
trabalho.
Para o diretor de Relações do Trabalho da CNI (Confederação Nacional da
Indústria), Dagoberto Godoy, o tímido aumento de novos postos de trabalho turva
o diagnóstico de esgotamento de parte da indústria. "Isso representa falta de
condições de desenvolvimento da indústria de transformação, mascarado pelo
crescimento localizado de alguns setores voltados para a exportação", disse
Godoy.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 14h40
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MAIS UMA VEZ A PUBLICIDADE
Procurador investiga Banco do
Nordeste
Sete funcionários, incluindo atual e ex-presidente, tiveram
bloqueio de bens pedido por procurador
KAMILA
FERNANDES DA AGÊNCIA FOLHA, EM FORTALEZA
O Ministério Público Federal pediu o bloqueio dos bens e a
quebra dos sigilos bancário e fiscal de sete funcionários e ex-funcionários do
BNB (Banco do Nordeste do Brasil), entre eles o atual presidente, Roberto Smith,
e o anterior, Byron Queiroz, e de seis agências de publicidade, por improbidade
administrativa.
Para o procurador da República Alessander Sales, há indícios de
irregularidades no pagamento de reajustes na renovação de contratos do banco com
as agências (acima do limite estipulado pela lei de licitações, de 25% sobre o
valor estipulado em contrato).
O juiz Francisco Roberto Machado, da 6ª Vara Federal, notificou ontem as
partes e deu 15 dias para a defesa.
Para fazer as acusações, o procurador se baseou em uma auditoria do TCU
(Tribunal de Contas da União). Segundo os auditores, na gestão de Queiroz, os
contratos assinados com duas agências de publicidade em 2000 previam gastos de
até R$ 3 milhões, para cada, ao ano, mas chegaram a um total de R$ 52,4 milhões,
em 2003.
O banco chegou a contratar um advogado, em 2003, com dispensa de licitação,
justamente para verificar a legalidade das renovações dos contratos com as
agências e o valor dos reajustes. O advogado considerou os contratos
inválidos.
Na gestão de Smith, os contratos com dois consórcios de publicidade, fechados
em 2003, têm custos somados de R$ 18 milhões. Porém, segundo a auditoria do TCU,
o banco chegou a pagar, até agosto de 2005, R$ 33,8 milhões, R$ 11,3 milhões a
mais do que o limite legal.
O ministro Benjamin Zymler, do TCU (Tribunal de Contas da União), ainda
analisa o caso. Ele chegou a determinar a suspensão dos contratos da atual
gestão, mas voltou atrás.
O BNB informou que o próprio TCU considerou a auditoria feita pelo escritório
do tribunal em Fortaleza "equivocada", ao autorizar a continuidade dos contratos
de publicidade do banco. Para o banco, o equívoco aconteceu porque, em vez de
considerar os custos de R$ 18 milhões anuais, concluiu que esse valor fosse
válido para quatro anos seguidos. Segundo a assessoria do BNB, não houve
reajustes acima do limite estipulado por lei.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 14h39
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CAMPANHA SALARIAL
Semana de assembléias dos
bancários em todo o país
Insatisfeitos com o andamento das negociações
da Campanha Salarial, os bancários realizam nesta semana assembléias em
todo o país.
Confira a data das assembléias:
Dia 18/9
(segunda-feira), os bancários de Porto Alegre e Região realizam, a
partir das 19h, a primeira assembléia geral da categoria. O objetivo é
intensificar a pressão sobre os banqueiros e organizar paralisações nos bancos
públicos para esta terça-feira (19/9). A reunião será na Casa dos Bancários,
localizada na Rua General Câmara, 424, no Centro da capital.
Dia
19/9 (terça-feira), os bancários do Pará e do Amapá discutirão, na sede
do Sindicato, a proposta que será apresentada pela Fenaban. Endereço: Rua 28 de
setembro, 1210 - Reduto Belém.
Dia 20/9
(quarta-feira), o Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e
Região vai promover assembléia geral às 18h para avaliar as atividades que serão
realizadas em todas em agências bancárias nos dias 19 e 20/9; Nesta data, os
bancários pernambucanos realizam assembléia, às 19 horas na sede do Sindicato,
com indicativo de greve de advertência para a quinta-feira, 21/9.
Dia 21/9 (quinta-feira), os bancários de Brasília vão
decidir os próximos passos da campanha salarial diante da intransigência dos
bancos na mesa de negociação. A assembléia será às 19h, em frente ao Edifício
Sede I do Banco do Brasil. No mesmo dia, às 18h no Sindicato dos Bancários do
Maranhão, os trabalhadores do estado farão um encontro para definir e organizar
a greve da categoria que está prevista para o dia 26/06. Já nesta sexta-feira
(22/9), haverá mais uma paralisação dos bancos públicos no estado.
Os outros sindicatos ainda não divulgaram as datas das assembléias. Em breve,
a agência ANABB trará mais informações. Aguarde.
Fonte: Agência Anabb
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h59
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CAMPANHA SALARIAL
Bancários fazem paralisação na quinta-feira no Espírito Santo
Gabriela Ribeti
Os capixabas devem se preparar para uma nova greve dos bancários. Eles vão paralisar as atividades por 24 horas na próxima quinta-feira, dia 21, e prometem entrar em greve por tempo indeterminado a partir do dia 26, se as reivindicações não forem atendidas. Eles aguardarão até o dia 25 por uma proposta de reajuste dos banqueiros.
Quem tem contas a vencer na quinta-feira deve antecipar o pagametno para evitar pagar multa e ter que recorrer no Procon.
Os bancários reivindicam reajuste de 7,05% mais 3% de inflação do mês de agosto. Querem também 5% de participação nos lucros dos bancos e a ampliação do horário de funcionamento dos bancos de 9 às 17 horas. Atualmente, as instituições bancárias funcionam das 10 às 16 horas.
O presidente em exercício do Sindicato dos Bacários do Espírito Santo, Flávio Teixeira, disse que a greve nacional é inevitável, pois a categoria acumula perda salarial de 13,98% desde a implantação do Plano Real, em 1994. No caso do Banestes, por exemplo, as perdas acumuladas neste período chegam a 40,34%, segundo dados do sindicato. Na Caixa, de acordo com a categoria, o índice é de 42%.
No ano passado, os bancários ficaram em greve por uma semana e o Banestes só voltou a funcionar normalmente após 13 dias de paralisação. Os usuários dos bancos só tinham acesso aos caixas eletrônicos. O atraso no pagamento das contas gerou polêmica, pois alguns clientes tiveram que receber o ressarcimento do dinheiro por meio do Procon. Teixeira explicou que a proposta de pralisação nacional por tempo indeterminado está sendo avaliada pelo comando nacional dos bancários e deverá ser aprovada.
Fonte: Gazeta On Line
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 17h48
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COOPERATIVISMO
Banco Cooperativo
O Banco do Brasil reafirmou, na última sexta-feira, que não está em seu
horizonte de curto prazo uma eventual participação acionária no Banco
Cooperativo do Brasil (Bancoob), a principal instituição financeira do segmento
no país. "As parcerias que estão sendo discutidas com o Bancoob não contemplam a
participação do Banco do Brasil no capital da instituição neste momento. Essa
hipótese, portanto, não se inclui na atual estratégia de negócios do BB",
afirmou o vice-presidente de Agronegócios e Governo do Banco do Brasil, Ricardo
Conceição.
Fonte: Valor Econômico
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 16h40
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INVESTIMENTOS DA PREVI
Fundo de pensão não vê solução para conflito
na Brasil Telecom
Presidente da Previ afirma que a crise na Telecom Italia
dificulta solução para a superposição de licenças da TIM e da BrT e pede
compreensão da Anatel
ELVIRA LOBATO ENVIADA ESPECIAL A ANGRA DOS
REIS
Os acionistas da BrT (Brasil Telecom, terceira maior empresa
de telefonia do país, com atuação em nove Estados e no Distrito Federal) têm um
mês para resolver o problema da superposição de licenças para telefonia celular
e para ligações de longa distância existentes entre sua subsidiária Brasil
Telecom Celular e a TIM (Telecom Italia Mobile).
O prazo foi dado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e, caso
não seja cumprido, a empresa poderá sofrer intervenção.
A solução para o problema depende de mudança no quadro societário, uma vez
que a Telecom Itália participa do controle acionário da Brasil Telecom (que
controla a Brasil Telecom Celular) e controla as operações da TIM em Estados
onde a BrT também atua.
Sem uma solução à vista, os fundos de pensão, que fazem parte do controle
acionário da BrT, ao lado do Citigroup e da Telecom Italia, apelam para a
compreensão da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
"Não temos o que fazer. As coisas estão fugindo do controle de algumas das
partes e da própria empresa. Esperamos que a Anatel analise a situação com
carinho", afirmou o presidente da Previ (Caixa de Previdência dos Empregados do
Banco do Brasil), Sérgio Rosa. A Previ lidera o bloco de fundos de pensão
ligados a estatais acionistas da BrT.
De fato, não parece haver solução à vista. O prazo dado pela Anatel aos
sócios para resolverem a superposição de licenças se esgota no dia 28 de
outubro. Segundo os dirigentes dos fundos de pensão, a crise que estourou no
comando do grupo Telecom Italia, na Europa, tornada pública na semana passada,
deixou a situação da Brasil Telecom ainda mais confusa.
No dia 11, a Telecom Italia anunciou, em teleconferência para o mercado
financeiro internacional, uma guinada em sua estratégia de negócios, com a
separação de suas redes de telefonia fixa e de telefonia celular. Foi noticiado,
também, que as operações da TIM no Brasil podem ser vendidas.
Houve uma reação negativa na Itália às mudanças, e o responsável por elas,
Marco Tronchetti Provera, foi afastado da presidência do grupo na sexta-feira. A
troca de comando na direção da Telecom Italia tornou ainda mais turvo o cenário
da Brasil Telecom, já que o sócio italiano tem 38% do capital da empresa
Solpart, que tem o controle acionário da BrT.
Rosa diz que os fundos de pensão e o Citi não podem resolver o problema sem a
Telecom Italia. Para os fundos, não está clara a estratégia dos italianos para o
Brasil. Eles sustentam que a solução natural para o impasse seria a Telecom
Italia comprar a participação dos demais acionistas controladores e unificar as
operações de telefonia celular da TIM e da BrT, devolvendo à Anatel as licenças
excedentes.
No entendimento de Rosa, o grupo italiano tem tido um comportamento errático.
No ano passado, quando o grupo Opportunity ainda administrava a Brasil Telecom,
a Telecom Italia sinalizou que queria o controle acionário da empresa e ofereceu
341 milhões de euros pela participação (minoritária) do Opportunity na empresa.
O negócio parou quando, no final do ano passado, o Citi e os fundos assumiram a
gestão da operadora, e afastaram o Opportunity.
Segundo Rosa, naquela ocasião os fundos de pensão propuseram à Telecom Italia
vender suas ações pelo valor que elas tinham sido propostas ao Opportunity, e a
oferta foi recusada. Ainda segundo ele, há um mês, no entanto, os italianos
ofereceram aos fundos vender sua participação acionária na BrT, e eles sugeriram
saírem todos juntos.
Os fundos de pensão afirmam que querem se desfazer das ações das teles,
adquiridas no leilão de privatização da Telebrás, em 1998. O presidente da
Petros (fundo de pensão dos empregados da Petrobras), Wagner Pinheiro, diz que
já comunicou oficialmente tal intenção à CVM (Comissão de Valores
Mobiliários).
Os fundos querem sair do negócio porque avaliam que a rentabilidade é pequena
e os problemas societários, muito complexos. "Deu mais problemas do que
alegrias", disse o presidente da Petros.
A Petros avalia que os fundos pagaram muito caro pelas ações das teles porque
a privatização da Telebrás, em julho de 1998, aconteceu pouco antes do "estouro
da bolha" da internet, que desvalorizou os ativos das teles em todo o mundo. A
entidade calcula que, se vender suas ações por preço justo de mercado, sairá do
negócio apenas com o rendimento mínimo previsto na meta atuarial, de 6% ao ano,
mais a correção monetária.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h53
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A FARRA DOS IMPOSTOS
Salário do brasileiro só é menos taxado que o do
dinamarquês
DA REPORTAGEM LOCAL
A carga tributária sobre o salário do brasileiro é uma das maiores do mundo,
só perdendo para a taxação do trabalhador dinamarquês. A tributação é suportada
tanto pelo empregado como pelo patrão.
A forte taxação é um dos fatores que alimentam a informalidade no país,
segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), entidade que
reúne profissionais do setor que se dedicam a estudos tributários de natureza
institucional, setorial e empresarial.
Outro estudo do instituto mostra que, em 2005, a média da tributação sobre os
salários no Brasil ficou em 42,50%. Em 2003 era de 42,15% e, um ano antes, de
41,71% (ver quadro acima). Na Dinamarca, a carga média foi de 42,9% em 2004
(último dado disponível).
O estudo do IBPT considera a tributação suportada pelos empregados
(contribuição ao INSS ou aos institutos de previdência dos Estados e dos
municípios e o IR da pessoa física retido mensalmente na fonte).
No caso das empresas, são considerados os encargos sobre a folha de salários,
como a contribuição ao INSS e as referentes ao Sesi, Senai, Sesc, Senac, seguro
de acidentes do trabalho, salário-educação etc.
O estudo é feito por faixa salarial, em número de salários mínimos. Para uma
renda mensal de dois mínimos (hoje, R$ 700), o trabalhador tem o desconto apenas
da contribuição ao INSS, que é de 7,65%.
Já o patrão tem de arcar com uma carga bem maior, de 39,15%. Assim, o
empregado tem desconto de R$ 53,55, recebendo R$ 646,45, enquanto o patrão terá
de pagar R$ 220,50 de tributos.
Riqueza adicional Segundo
Gilberto Luiz do Amaral, presidente do IBPT, com a carga tributária de 37,5% do
PIB registrada em 2005, uma pessoa precisa gerar riqueza de R$ 32 mil para
comprar um bem de R$ 20 mil.
Para facilitar o cálculo, ele usa a média entre os 37,82% da carga calculada
pelo IBPT e os 37,37% da Receita Federal. Como a taxação é de 37,5%, é preciso
ganhar R$ 32 mil (geração de riqueza) para ficar com R$ 20 mil líquidos -os
restantes R$ 12 mil vão para os fiscos. Para comprar um imóvel de R$ 100 mil,
será preciso gerar uma riqueza de R$ 160 mil. (MC)
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 06h41
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INVESTIMENTOS DA PREVI
Previ espera que Anatel amplie prazo para definição
sobre BrT GSM
Eduardo Diniz
RIO - O presidente da Previ, Sergio Rosa, espera que a Anatel estenda o prazo
dado ao fundo de pensão na sociedade que tem com a Telecom Italia para decidir
como fica o controle da Brasil Telecom Celular GSM. A Anatel deu prazo até o fim
de outubro para que os controladores tomem a decisão.
- Nós procuramos a TIM há uma semana e eles nos pediram um pouco mais de
prazo para discutirmos a decisão. Depois veio da Itália a informação de que eles
poderiam vender toda a operação de celular no Brasil. Aí entendemos o motivo
desse adiamento. Só que agora veio a notícia de que resistências a essa proposta
levaram à saída do presidente da empresa. Ou seja, há uma indefinição completa
sobre a posição da TIM. Por isso, seria interessante que a Anatel analisasse um
adiamento do prazo, para não prejudicar os consumidores - disse Rosa.
Ele participa de um encontro de executivos de fundos de pensão no Rio.
O presidente da Telecom Italia, Marco Tronchetti Provera, renunciou nesta
sexta-feira em meio à resistência do governo de Roma contra os planos da
companhia de separar as unidades de redes e telefonia móvel, anunciada na
segunda-feira, com um acordo de conteúdo com a News Corp., de Rupert Murdoch. Os
sindicatos da Telecom Italia fizeram greve de um dia para protestar contra a
estratégia de Tronchetti.
Fonte: O Globo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 06h10
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