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| BBlog: o BB, seus funcionários e Entidades (Blog do Romildo) |
REFORMA TRABALHISTA
Da coluna Holofote na revista Veja:
Reformas na gaveta
O presidente do PT, Ricardo Berzoini, deu um banho de água fria em um grupo de banqueiros durante um jantar promovido pelo cientista político Murillo de Aragão. Berzoini disse que o governo Lula não patrocinará as reformas trabalhista e da Previdência, porque, a seu ver, elas teriam um custo político muito alto. Insistir nas reformas, afirmou, é "fetiche". Ele acha que o país crescerá apenas com mudanças microeconômicas. Também admitiu que o PT pode apoiar um candidato de outro partido em 2010.
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h01
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GRAU DE INVESTIMENTO
Da coluna Mercado Aberto, na Folha e S. Paulo:
Risco
Os títulos de longo prazo em moeda estrangeira do Banco do Brasil conquistaram o "investiment grade", com classificação Baa3. A Moody's também elevou o rating dos depósitos de longo e curto prazo em moeda local e de longo prazo em moeda estrangeira do BB. Os depósitos de longo prazo em moeda estrangeira do banco passaram de B1 para Ba3, enquanto os depósitos de longo e curto prazo em moeda local receberam o rating A1/Prime-1 em substituição a A3/Prime-2.
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h44
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A FARRA DOS BANCOS
Banco ganha benefício antes de mutuário
Com novo pacote, custo de captação de recursos para empréstimos cairá,
mas redução não deve ser repassada de imediato a clientes
Prestação fixa
para imóvel é vista como mais segura para os bancos; associação de mutuários
prevê que o crédito continuará caro
SHEILA
D"AMORIM DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Enquanto, por um lado, o pacote habitacional anunciado pelo
governo na última semana diminuiu o risco e reduzirá imediatamente o custo dos
bancos para financiar a compra da casa própria, por outro, o mutuário ainda
deverá esperar até que a concorrência gere juros menores do que os atuais.
Com a permissão do governo para fazerem empréstimos com taxas fixas dentro do
SFH (Sistema Financeiro de Habitação), os bancos reduzirão, já na largada, o
custo de captação dos recursos que são repassados aos clientes nesse tipo de
operação de algo entre 14% ao ano e 15% ao ano para perto de 8% ao ano.
Isso porque, em vez de utilizar nesses empréstimos dinheiro captado no
próprio mercado, que custa mais caro, eles poderão fazer essas transações com
recursos da caderneta de poupança, que rendem um pouco mais de 8% ao ano (6% ao
ano mais a variação da TR).
Como a taxa cobrada do cliente deverá ficar, pelo menos inicialmente, no
mesmo patamar da que vinha sendo praticada nos empréstimos normais do SFH, entre
14% e 15% ao ano (equivalente à variação da TR mais juros de 12% ao ano), essas
operações serão bem mais lucrativas para os bancos do que os empréstimos com
prestações fixas feitos até agora.
Apesar das taxas maiores -entre 18% ao ano e 19% ao ano-, os financiamentos
habitacionais atuais com parcelas prefixadas rendem menos para os bancos porque
a demanda é baixa e a margem de lucro também.
Seguro Além de pagar caro para captar o dinheiro no mercado
financeiro, o risco do descasamento entre os juros de mercado e o embutido no
contrato obriga as instituições financeiras a fazerem seguro, já que os
contratos habitacionais são de longo prazo.
Isso reduzia a margem de lucro dos bancos nessas operações, que eram
oferecidas por poucas instituições. Segundo Osvaldo Correa Fonseca, diretor da
Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança),
cerca de 2,8% da taxa final era apenas para garantir a proteção desse
descasamento.
Com isso, um banco que captasse dinheiro a 14% ao ano e emprestasse a 18% ao
ano, ficava com apenas 1,2 ponto percentual para acomodar os outros custos e o
seu lucro com a operação.
Agora, além de minimizar esse risco, já que os financiamentos serão baseados
na TR e, portanto, não terão o impacto integral de uma alta dos juros de
mercado, os bancos têm mais garantia, podendo descontar as prestações
diretamente na folha de pagamento, e uma margem de lucro bem maior.
Considerando o banco que aplicar a 14% ao ano, terá seis pontos percentuais
para cobrir custos bem menores e um lucro maior. Por outro lado, o consumidor
que se recusava a pegar um empréstimo a 18% ao ano ou 19% ao ano, continuará com
a mesma opção do SFH, com o custo de TR mais 12% ao ano (cerca de 14% ao
ano).
"O novo modelo é mais seguro para o banco. O risco de oscilação é apenas o do
diferencial da poupança. Com isso, cada banco vai criar seu produto, e as
instituições não vão querer perder mercado", diz Fonseca. Ele argumenta que a
concorrência fará a taxa cair.
"O financiamento habitacional continuará caro", afirma o advogado Cleiton
Pena Araújo, diretor-adjunto da Asmut (Associação dos Mutuários e Consumidores
de Imóveis). Segundo ele, o interessante no primeiro momento é ter uma prestação
fixa.
"Não é porque é fixa que o consumidor vai aceitar pagar o olho da cara",
afirma. Portanto, recomenda, é preciso ter muito cuidado.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h43
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MÚSICA NO CCBB DE BRASÍLIA
Passeio pelos ritmos cubanos
 As músicas que marcam os ritmos cubanos chegam à Brasília com a série
Música de Cuba, como parte da programação da exposição Arte de Cuba, no CCBB. Os
cubanos se orgulham de sua música local criada com a mistura de toques europeus
somados aos 15 milhões de negros desembarcados no Caribe entre os séculos 16 e
19. Enraizada na cultura, a música é parte da alma do povo cubano e seus ricos
estilos que incluem rumba, mambo, chá-chá-chá, conga, salsa, bolero e outras
inúmeras possibilidades. No sábado 16, sobe ao palco o grupo Cuba Jazz
Plus, com todo o seu virtuosismo jazzístico influenciado pelos contextos
culturais cubanos. O grupo é formado por Dafnis Prieto (bateria), Yosvany Terry
(sax), Yaniel Matos (piano), Julio Padrón (trompete) e Yunior Terry
(contrabaixo). O repertório se baseia nas composições dos próprios músicos que
revelam as influências de suas experiências e as raízes da formação de cada
integrante. No domingo 17, o grupo Cuba Clássica – Mahe Ensemble
apresenta o lado erudito cubano, pouco conhecido pelo público em geral.
Interpretações clássicas refletem a versatilidade de compositores como Lecuona,
Saumell, M. Vitier e Paquito de Rivera. A série Música de Cuba acontece
sábado, às 21h e domingo, às 20h, no Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de
Clubes Sul, trecho 2). Ingressos a R$ 15 e R$ 7,50 (meia).
Fonte: ComuniWeb
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h39
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CAMPANHA SALARIAL NO RIO GRANDE DO SUL
Bancários retardam abertura de agências do BB em
Pelotas
Os
funcionários das seis agências do Banco do Brasil em Pelotas paralisaram durante
toda a manhã (até as 12h) e fizeram manifestação em frente à agência central. A
mobilização fez parte do calendário de lutas da categoria e seguiu os mesmos
moldes da paralisação ocorrida no Banrisul na terça-feira. "Assim como em anos
anteriores, os bancários de Pelotas estão dando demonstração de força e
organização nesta Campanha Salarial", disse o diretor do Sindicato dos
Bancários, André Amaral.
A adesão de praticamente todos os funcionários
do Banco do Brasil do município reflete o estado geral de indignação da
categoria com a direção do banco e com a Fenaban, que até agora não apresentaram
nenhuma contraproposta e estão dificultando as negociações. "Vamos seguir
fazendo manifestações e esperamos que os bancários de todo o país façam o mesmo,
pois parece que os banqueiros só entendem a linguagem da pressão", disse Amaral.
Durante a manifestação de hoje os diretores do sindicato e os
funcionários do BB conversaram com clientes e usuários, explicando os motivos da
paralisação demonstrando a intransigência da direção da instituição e da
Fenaban.
São Paulo - As atividades da Campanha Nacional dos bancários
continuaram nesta sexta-feira, dia 15, quando acontece, às 14h, mais uma rodada
de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos
Bancos (Fenaban) para discutir as cláusulas econômicas da minuta.
A
região escolhida para as manifestações na manhã desta sexta foi a zona Oeste da
cidade. As atividades, que começaram nas primeiras horas da manhã e só
terminaram ao meio dia, envolveram 28 agências do Banco do Brasil, Caixa
Federal, Bradesco, Unibanco e Itaú no centro de Osasco, Jaguaré, Km 18 e Vila
Yara, entre outros bairros da região.
A intenção é cobrar dos banqueiros
que essa não seja mais uma negociação vazia, como as anteriores, que poucos
avanços trouxeram na discussão das reivindicações da categoria.
Fonte: Bancnet
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h34
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CAMPANHA SALARIAL NA PARAÍBA
Bancários fazem protesto e fecham agência do BB na Capital
Os bancários fecharam nesta sexta-feira, dia 15, a agência do Banco do Brasil da Praça 1817, no Centro de João Pessoa. A mobilização faz parte da estratégia da categoria para pressionar os bancos a negociarem um reajuste salarial. A categoria promete realizar novos bloqueios de agências.
Nesta quinta-feira, dia 14, os bancários já hviam fechado agência do Banco Itaú, na Duque de Caxias, Centro da Capital, durante duas horas. Até os caixas eletrônicos ficaram inacessíveis para os clientes. A mobilização de advertência faz parte da determinação do Comando Nacional da categoria. O objetivo é pressionar banqueiros e Governo Federal para apresentar contraproposta de reajuste salarial. Os trabalhadores já têm um indicativo de greve para o dia 29 deste mês.
O diretor de Comunicação do Sindicato dos Empregados e Estabelecimentos Bancários da Paraíba (Seeb-PB), Marcelo Alves, nenhuma contraproposta concreta foi apresentada pela classe patronal.
Os bancários pedem reajuste de aproximadamente 10,5% no total. Deste percentual, 7,05% é referente ao crescimento do setor entre primeiro de setembro a 31 de agosto. O restante do índice está relacionado às perdas com a inflação do mesmo período.
A categoria reivindica ainda o direito à Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O valor a ser repassado para a classe seria correspondente a 5% do PLR dividido de forma linear para todos os bancários. A quantia seria acrescentada ao salário bruto.
Na próxima terça-feira, 19, os bancários se reúnem em São Paulo para definir os rumos da campanha salarial e definir se mantém ou não o indicativo de greve, por tempo indeterminado, previsto para o dia 29 deste mês.
Fonte: O Norte Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h29
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NÃO VOTE
NÃO VOTE EM MENSALEIROS, VAMPIROS E
SANGUESSUGAS

Escrito por Romildo, em Curitiba, às 16h52
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INVESTIMENTOS DA PREVI
Mittal e a custosa batalha no Brasil
Sarah Laitner, Jonathan Wheatley e Peter Marsh
Quando Arcelor e Mittal, depois de cinco meses de ferrenhas disputas, finalmente acertaram acordo de fusão de 26,9 bilhões de euros em junho, devem ter torcido para que não fossem incomodadas no processo de criação da nova empresa. Em vez disso, agora se deparam com um confronto sobre a rentável divisão da Arcelor no Brasil.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão regulador do mercado financeiro no Brasil, ordenou que a Mittal faça uma oferta pública para os acionistas minoritários da divisão. A decisão poderia custar à Mittal cerca de US$ 5 bilhões adicionais, segundo cálculos de um acionista da subsidiária com sede em São Paulo.
A decisão da CVM ressalta a complexidade da tarefa de completar a oferta da Mittal pela rival, que começou hostil, sem a aprovação da direção da Arcelor, mas acabou tornando-se amigável. As duas siderúrgicas combinadas produzirão 10% do aço mundial.
Depois de ter superado a resistência à oferta por parte de políticos europeus e da direção da Arcelor, a Mittal inicia agora o processo para formar o novo grupo, a ser chamado Arcelor Mittal.
Para isso, precisará resolver a questão da Arcelor Brasil, na qual a Arcelor detém 66% do capital. A subsidiária brasileira, com valor de mercado de US$ 11,5 bilhões, é negociada na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e gera mais de 30% dos lucros da Arcelor. Em 1º de agosto, a CVM determinou que a Mittal precisa fazer uma oferta pública pela divisão por ter assumido "poder de controle indireto" sobre a Arcelor Brasil.
Frente à perspectiva de ter de fazer um pagamento multibilionário, a Mittal argumenta que o acordo com a Arcelor foi uma fusão e não uma aquisição, portanto, não resultou em mudança de controle na unidade brasileira.
"Está no interesse dos acionistas manter sua participação na empresa (a subsidiária brasileira), para que continue a ser uma empresa aberta, listada no Brasil", afirmou o presidente do conselho de administração e principal acionista da Mittal, Lakshmi Mittal, em entrevista ao "Financial Times". "A empresa tem um futuro muito bom e será uma forte participante na indústria siderúrgica em toda América do Sul. Estamos comprometidos a investir muitos bilhões de dólares nestas operações nos próximos anos."
O cenário é completado pelos argumentos de dois importantes acionistas da Arcelor Brasil, de que seu estatuto exige que a Mittal lhes conceda as mesmas condições oferecidas à Arcelor. Os acionistas da Arcelor receberam ágio de 82% sobre o valor de suas ações.
"Acreditamos que estamos absolutamente qualificados aos mesmos 82% de ágio que os acionistas da Arcelor receberam, o que nos dá direito a um preço obrigatório de R$ 53 por ação", afirmou Chris Hohn, do The Children's Investment Fund, dos Estados Unidos.
O fundo de hedge londrino TCI informou ter participação "significativa" na Arcelor Brasil, adquirida depois do anúncio da oferta da Mittal pela Arcelor em janeiro. O fundo calcula que, com um prêmio de 82%, a Mittal teria de pagar um total de US$ 5,4 bilhões aos acionistas minoritários.
O TCI foi um dos investidores "rebeldes" na Deutsche Börse e foi fundamental na revolta que tirou Werner Seifert do cargo de executivo-chefe da controladora da bolsa alemã. O fundo de investimentos brasileiro Dynamo também pressiona pela obrigatoriedade da oferta aos minoritários com as mesmas condições oferecidas aos acionistas da Arcelor. O fundo informa possuir cerca de 1% das ações, sendo que adquiriu a maior parte antes da oferta pela Arcelor feita em janeiro.
Os próximos passos dependem da CVM. A decisão, tomada por sua área técnica, foi sustentada pela mesma divisão em 29 de agosto. A Mittal apelou e o caso será avaliado pela direção da CVM. Não foi fixada data para uma decisão final, embora seja esperada para breve. O órgão teria de aprovar o preço no caso de uma oferta obrigatória.
A CVM vem prestando atenção particular à governança corporativa no mandato de seu presidente Marcelo Trindade, no cargo desde junho de 2004. Essa postura foi reforçada pelas exigências da lei Sarbanes-Oxley - muitas empresas brasileiras são listadas na Bolsa de de Nova York, por meio de American Depositary Receipts (ADRs).
Dentro dos esforços para defender sua posição, no mês passado Mittal visitou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Trindade, durante excursão por instalações da empresa no país.
Mittal, que será o presidente do novo grupo, também se reuniu com dois dos principais acionistas minoritários da Arcelor Brasil, o fundo de pensão Previ, do Banco do Brasil, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. A Previ tem 4,61% de ações da Arcelor, avaliadas em R$ 988 milhões, e pediu à CVM para que mantenha as decisões anteriores.
A Mittal ainda poderia apelar nos tribunais brasileiros, ampliando ainda mais à tórrida saga da onda de fusões do setor siderúrgico.
Fonte: Valor Econômico
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h55
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ELEIÇÕES 2006
TSE nega registro a
funcionário do BB que não cumpriu
desincompatibilização
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinou
que funcionários de economia mista que queiram se candidatar nas eleições devem
se afastar dos cargos até três meses antes da data da votação.
Com a
decisão, o TSE manteve a negativa de registro de candidatura de Cleone José
Garcia, escriturário do Banco do Brasil que pretendia concorrer a uma vaga de
deputado no Distrito Federal pelo PSB.
O TSE rejeitou o recurso do
escriturário no qual ele alegava ter se afastado do cargo que ocupa no Banco do
Brasil no dia 6 de julho, cinco dias depois do prazo final para a
desincompatibilização dos candidatos.
O candidato também alegava que a
legislação sobre desincompatibilização não atingiria funcionários de empresas de
economia mista, caso do Banco do Brasil.
Fonte: Folha Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h11
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NATAÇÃO
AABB/Rio Branco confirma participação no
Regional
Manoel Façanha
RIO BRANCO, AC - Nem mesmo o fator financeiro foi motivo
suficiente para a equipe bancária da Associação Atlética Banco do Brasil
anunciar sua desistência da Copa Regional de Natação, a ser realizada neste fim
de semana, na cidade de Porto Velho (RO).
O técnico Hélio Guimarães afirmou que o torneio, além de ser
importante para o intercâmbio entre a natação dos dois estados, também diz
respeito a uma retribuição aos clubes rondonienses que se fizeram presente à
disputa da Copa Amazônica de Natação, evento realizado mês passado na cidade de
Rio Branco.
A grande baixa do time bancário diz respeito à
não-participação da nadadora Alecssandra Camargo – terceira melhor atleta do
país na categoria Infantil I na prova dos 50m livres. A nadadora vai priorizar
sua participação na disputa do Centro-Oeste, torneio que será disputado na
próxima semana na cidade de Goiânia (GO).
Com a ausência de Alecssandra Camargo, a tendência é que os
atletas Adão Barreto e Thais Fontes também acabem conquistando seu espaço. Uma
delegação com cerca de 30 nadadores da equipe bancária devem seguir em ônibus
particular a capital rondoniense.
Fonte: Notícias da Hora
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h09
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FUTEBOL DE SALÃO
AABB/Patos está na fase final da Taça
Brasil
ERIK OLIVEIRA
Os atletas de futsal da AABB de Patos voltaram Bahia trazendo
na bagagem a classificação para a fase final da 24ª Taça Brasil de
Clubes Sub-20. No próximo dia 18, os garotos patoenses viajam para Betim (MG),
onde será disputada a próxima fase da competição.
A equipe sertaneja está no Grupo G e terá pela frente Atlético Mineiro
(sediante), Grajaú Country Club-RJ (2º colocado do Grupo B), Malwee/Jaraguá-SC
(1º, do A), Mace/Uniderp-MS (2º, do C), Alecrim-MA (1º, do D) e Atlético Bahia
Clube-AM (1°, do F-1).
A vaga foi conquistada pelos paraibanos na
manhã do domingo passado, quando o time do treinador Josival de Sousa goleou o
Sergal/Colégio Intensivo-AL por 9 a 3, na Sede de Praia Paulo Maracajá, em
Salvador. O resultado deixou a AABB na segunda colocação da Eliminatória E com
nove pontos – a PMPE–PE ficou em primeiro lugar na chave com 12
pontos.
Segundo o presidente da AABB de Patos, Pedro Romero, um dos
destaques do time foi o atleta Gutembergue. Gutinho, como é conhecido, marcou
sete vezes na goleada de 9 a 3 sobre o time alagoano. Jeferson fez os outros
dois gols para a equipe.
“Nosso time representou muito bem a
Paraíba. Estamos todos muito felizes com isso. Agora os jogadores vão descansar
um pouco para retomar os treinos ainda mais empolgados. Já estamos até pensando
em marcar novos amistosos”, afirmou.
Para o presidente da Federação
Paraibana de Futebol de Salão, o resultado do time patoense comprovou que o
Estado tem bons times também na região do Sertão.
“Foi muito
importante essa campanha da AABB, para mostrar o trabalho de interiorização do
futsal paraibano. Vamos atrás desse título”, disse Geraldo Magela.
Fonte: Jornal da Paraíba
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h06
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O BB & O CRÉDITO RURAL
BB diminui exigências para liberar crédito
rural
Banco vai rever produtividade baixa obtida por produtor nos anos de
crise
Novas medidas passam a vigorar a partir do dia 25 e
contemplam produtor que faz hedge, seguro, Proagro e já trabalha com o
banco
MAURO ZAFALON DA REDAÇÃO
Após a forte crise na agricultura, o governo conseguiu
colocar à disposição dos produtores um volume de recursos bem superior ao dos
anos anteriores. Mas esse dinheiro poderia não chegar ao bolso dos agricultores
nesta safra 2006/7 se fossem mantidas as exigências do sistema de análise da
capacidade de pagamento aplicadas nos anos anteriores para a liberação de
crédito.
Os projetos atuais de financiamento que estão sendo encaminhados para o Banco
do Brasil ainda são analisados conforme a capacidade de pagamento dos produtores
seguindo as regras de anos anteriores. E muitos são rejeitados.
Com a quebra de safra, a produtividade média é menor e, em alguns regiões,
mostra-se inferior ao patamar exigido para o produtor obter o financiamento no
banco.
Rogério Pio, gerente-executivo da Diretoria de Agronegócios do Banco do
Brasil, diz que a instituição já percebeu essa situação e que o sistema de
financiamento está sendo adequado à nova realidade, considerando as quebras de
safras.
Esse sistema de avaliação do BB, em vigor desde 1995, considera os custos
projetados do empreendimento e a receita prevista. A metodologia leva em conta a
produtividade e os preços médios dos últimos cinco anos. Pio diz que o banco vai
reavaliar essa produtividade levando em consideração a perda nos dois últimos
anos.
No sistema em vigor, quando o banco constata a baixa produtividade o
financiamento não é liberado, diz Carlos Roberto Furlan, produtor e fornecedor
de insumos no norte do Paraná.
Pio diz que há maior dificuldade dos produtores no momento e, por causa
desses problemas, já foi submetida uma adequação do sistema ao conselho diretor
do BB. A medida foi aprovada e a recomendação deve estar nas agências do BB a
partir do dia 25 deste mês.
Na avaliação de Pio, essa nova adequação vai levar em consideração os
produtores que são tradicionais parceiros do banco, que tenham seguro, hedge
(garantia) de preços, hedge de moeda e Proagro.
Mas Pio adverte: se o empreendimento for deficitário o crédito não será
liberado. Se os critérios de liberação de financiamento não forem adaptados à
nova realidade, muitos produtores vão ficar sem crédito, diz Furlan.
Fábio Barbante, também produtor paranaense, diz que as exigências do sistema
financeiro são um grande empecilho. Não bastassem o clima adverso e a falta de
seguro, os produtores têm de conviver com "essa capacidade de pagamento". "Os
bancos estão humilhando o produtor."
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h40
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O BB & O COOPERATIVISMO
BB avalia participação no capital do Bancoob
Mauro Zanatta
O Banco do Brasil avalia, de forma reservada, a
possibilidade futura de adquirir uma participação acionária no Banco Cooperativo
do Brasil (Bancoob), principal instituição financeira do segmento no país.
De Felice/Valor
Conceição, vice-presidente de Agronegócios
do BB: "Se for necessário, a gente faz. Mas não está no horizonte de curto
prazo"
De olho no rápido crescimento do cooperativismo de crédito, o BB pode
utilizar a rede do Bancoob como um canal de distribuição complementar de seus
produtos e serviços para regiões onde não atua diretamente. Dono da sétima maior
rede de atendimento do país, com 1,5 mil pontos em 22 Estados, e à frente de
instituições tradicionais como o Unibanco, o Bancoob tem uma
carteira de 1,2 milhão de clientes espalhados por 792 cooperativas de crédito
singulares.
Na verdade, a hipótese de participação acionária do BB é estudada desde antes
da fundação do Bancoob, em 1997. Na época, cogitava-se essa alternativa para
fortalecer a estrutura do cooperativismo de crédito no país.
As duas instituições firmaram recentemente uma parceria operacional nas áreas
de cobrança, fundo de investimentos em direitos creditórios (FIDC) e fundos
imobiliários, cujos negócios potenciais somam R$ 230 milhões. E avaliam a
ampliação da associação para comercializar seguros, títulos de capitalização,
previdência privada, consórcios de imóveis, automóveis e máquinas, além do
compartilhamento de terminais de auto-atendimento, remessas de recursos do
exterior para o Brasil e o acesso direto a recursos do Fundo de Amparo ao
Trabalhador (FAT) e do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO).
"Estamos num processo de namoro. O BB tem interesse em reforçar sua presença
em pequenas localidades e de levar crédito a essas regiões. O Bancoob quer
aumentar sua capitalização e o volume de empréstimos", diz João Rabelo,
superintendente de Desenvolvimento Corporativo do Bancoob. Controlado por 14
cooperativas centrais de crédito, o Bancoob figura na 33º posição do ranking de
ativos do Banco Central, com R$ 2,8 bilhões. O sistema Sicoob tem R$ 15 bilhões.
De Buenos Aires, onde participa de reuniões de trabalho, o presidente do
Bancoob, Antonio de Azevedo Bonfim, informou que as negociações estão
"congeladas" no momento e ainda dependem de uma questão burocrática do próprio
Bancoob. Ele se refere à necessidade de aprovação, pelo Banco Central, de um
acordo de acionistas para definir os controladores do banco. Só depois disso,
afirmou, será possível eleger um Conselho de Administração para avaliar uma
proposta do BB.
Cauteloso, o BB admite as conversas, mas informa que nada está decidido.
"Antes, enxergava-se os bancos cooperativos unicamente como concorrentes. Agora,
temos uma aproximação em áreas complementares. Mas uma participação seria algo
mais para o futuro", afirma o vice-presidente de Agronegócios do BB, Ricardo
Conceição, responsável pela aproximação entre as instituições. "Se for
necessário, a gente faz. Mas não está no horizonte de curto prazo. E também nem
foi levado ao conselho do banco". Procurada, a área de Varejo e Distribuição do
BB não se pronunciou sobre o assunto.
Interessado no fortalecimento da estrutura patrimonial das cooperativas de
crédito, o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio
Lopes de Freitas, diz que uma "aliança" entre BB e Bancoob daria um "bom
casamento", já que auxiliaria nos planos do governo federal de ampliar a atuação
no microcrédito em pequenas localidades do interior do país. "Nós temos a rede e
os BB precisa buscar espaço no microcrédito", avalia. Uma participação acionária
do BB no Bancoob reforçaria a capitalização das cooperativas do segmento.
Recentemente, diante da antiga demanda, o governo criou linha de crédito de R$ 1
bilhão para financiar a capitalização via integralização das cotas-parte (ações)
nas cooperativas singulares de crédito. "Isso nos permitirá dobrar o patrimônio
das cooperativas de crédito em cinco anos", diz. Os recursos da linha vêm do
BNDES e deverão ser pagos em 72 meses, com um ano de carência.
Fonte: Valor Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h27
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COOPERFORTE
A Força do Cooperativismo na Economia
Nesta quarta-feira (13), o presidente do Sistema OCB/Sescoop, Márcio Lopes de
Freitas, participou da Conferência “A força do cooperativismo na economia”, em
Brasília (DF), que reuniu empresários, entidades de classe, estudantes e
imprensa para palestra e bate-papo sobre os avanços e conquistas do setor
cooperativista no País. No evento, promovido em parceria da Cooperforte, OCB e a
Confederação Brasileira de Cooperativas de Crédito (Confebrás), foi lançado o
curso on-line de cooperativismo que tem a chancela do Ministério da Educação
(MEC).
O debate, escolhido oportunamente para este período eleitoral, teve como
objetivo subsidiar a imprensa com fontes e dados atuais para retomar a discussão
pela sociedade sobre o cooperativismo como alternativa de desenvolvimento e
geração de renda, capaz de alavancar o crescimento da economia brasileira a
partir da facilidade de crédito para subsidiar consumo, produção e
exportação.
O presidente do Sistema OCB/Sescoop traçou um panorama do cooperativismo no
mundo, destacando países como Japão e França que possuem grande parcela da
população associada a cooperativas. “Na França, 90% da população é associada a
uma cooperativa de crédito e no Japão uma em cada três famílias faz parte de uma
cooperativa”, apontou.
No Brasil, Freitas chamou atenção para a evolução do cooperativismo de
crédito nos últimos anos e os reflexos financeiros gerados pelas cooperativas
nas comunidades em que atuam. De acordo com dados da OCB, as cooperativas de
crédito geraram um diferencial de renda de R$ 373,04 milhões que beneficiaram a
circulação de mercadorias e movimentaram a economia local. O aumento do número
de cooperados, que soma hoje mais de 2 milhões de pessoas, foi outro ponto
enfatizado pelo dirigente cooperativista.
O presidente da Cooperforte, José Valdir Ribeiro dos Reis, enfatizou que a
cooperativa, fundada em 1984 por 33 funcionários do Banco do Brasil, ocupa o
primeiro lugar no ranking de cooperados. “A Cooperforte é a maior cooperativa de
crédito do Brasil em número de associados”, disse. Apesar do grande número de
associados, são 75.913, a taxa de inadimplência da cooperativa é muito baixa,
1,5% frente aos 5,5% dos bancos tradicionais. “A evolução da Cooperforte é
surpreendente. Eles modernizaram o atendimento com a implantação do call center
e ganharam um prêmio da Associação Brasileira de Telesserviços“, destacou o
técnico da Gerência de Mercados da OCB, Silvio Giusti.
O ramo Crédito é, atualmente, o segundo maior em número de cooperados e o
terceiro em número de cooperativas (1.101) e de empregos gerados (20.555). No
Brasil, existem registradas no Sistema OCB/Sescoop 7.518 cooperativas, em 13
diferentes ramos de atividade com 6,7 milhões de cooperados e que geram cerca de
200 mil empregos diretos.
Fonte: BrasilCooperativo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 19h38
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NÃO VOTE EM MENSALEIROS, VAMPIROS E SANGUESSUGAS

Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h02
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COOPERFORTE
Divulgando o cooperativismo
A Cooperforte realizou na manhã do dia 13, em Brasília, conjuntamente com a Organização das Cooperativas Brasileiras, uma apresentação institucional sobre a força do cooperativismo na economia e sobre o desempenho da Cooperforte em 2005, para formadores de opinião e representantes da imprensa e do sistema cooperativo.
O evento constou de palestras do presidente José Valdir e do presidente da OCB - Márcio Freitas e foi noticiado na edição noturna do mesmo dia do telejornal da TV Nacional - Radiobrás. O Jornal do Brasil desta quinta-feira, 14 de setembro, divulgou a seguinte matéria:
As cooperativas brasileiras exportaram US$ 1,07 bilhão no primeiro semestre de 2006. Um aumento de 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Este ano, 140 cooperativas enviaram produtos para China, Emirados Árabes, Estados Unidos e Rússia. O faturamento anual do cooperativismo brasileiro é de R$ 90 bilhões. A participação no PIB agrícola é de 33%. Ou seja, 33% de tudo que se produz na agricultura brasileira vem de cooperativas. São dados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), apresentados ontem na palestra A Força do Cooperativismo na Economia.
O cooperativismo é uma doutrina cultural e sócio-econômica presente em todo o mundo. No Canadá, uma em cada três pessoas participam diretamente de cooperativas. No Brasil os números são mais modestos. Hoje, existem 7 mil cooperativas e 6 milhões de associados.
- A cooperativa é uma ferramenta essencial na minha vida de agricultor. Cada pessoa tem um voto, independentemente do tamanho da empresa. - afirma Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB.
Para que as cooperativas cresçam no Brasil, Márcio Lopes acredita que elas devem ter acesso a fundos de recursos, como o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), e fazer redes empresariais não apenas entre elas, mas também com empresas mercantis. "A cooperativa tem de estar em rede e não andar apenas com as próprias pernas"- afirma.
A Coopeforte é a maior cooperativa de crédito do Brasil em número de associados - são 82 mil. "Em 2000, a participação das cooperativas de crédito era de apenas 1,24% no sistema financeiro. Em 2004, o número aumentou. Passou para 2,30%.
- A participação é ainda pequena. As maiores dificuldades que enfrentamos estão no desconhecimento da população, a regulamentação e a falta de recursos financeiros" - afirma o presidente da Coopeforte, José Valdir Ribeiro dos Reis.
Fonte: Cooperforte
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h38
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A FARRA DOS BANCOS
10 coisas que seu gerente nunca vai dizer
Todo mundo que tem algum dinheiro precisa lidar com um
gerente de banco. Torne essa relação menos desigual
Por Cláudia Bergamasco
Saiba as 10 coisas que seu gerente nunca vai dizer.
"O que eu ofereço é sempre bom para o banco, mas não para
você" Quem pensar no gerente do banco como um consultor financeiro
pessoal corre o risco de acabar fazendo péssimos negócios. Quase todas as
recomendações dos gerentes atendem aos interesses do banco, não aos do cliente.
Não é desonestidade pessoal, mas o resultado da forma como os bancos trabalham.
O gerente é um vendedor que tem metas a cumprir para os principais produtos --
cheque especial, títulos de capitalização, seguros, poupança --, e seu emprego
depende de atin gir essas metas todos os meses. Obviamente, as metas são
estabelecidas de modo que os produtos mais oferecidos sejam aqueles que fazem o
banco lucrar mais e, portanto, custam mais para o cliente. O resultado é que, em
um determinado mês, o gerente vai jurar para você que os títulos de
capitalização serão o melhor negócio do mundo. No mês seguinte, será a vez da
poupança e, depois disso, virão os seguros. O principal problema é que essas
recomendações não costumam levar em conta nem o perfil de risco nem as
necessidades individuais de cada cliente. "Seja firme na hora de dialogar sobre
seus investimentos", diz Sérgio Galvão Bueno, sócio da consultoria paulista LLA,
especializada em finanças pessoais. "Por mais persuasivos que sejam os
argumentos, não compre o que o seu gerente quer vender, a menos que o produto
seja adequado a seu perfil de investidor."
"Vou cobrar diversas tarifas sem avisar" Muitas vezes os
bancos escondem tarifas em seus serviços, que somente serão notadas bem mais
tarde, quando chegar a conta. O analista de sistemas Delman Ferreira, de
Brasília, imaginava que financiar a compra de seu Polo zero-quilômetro em um
banco seria melhor do que parcelar na concessionária. As taxas costumam ser
menores, e é possível -- pensava Ferreira -- evitar gastos como a taxa de
abertura de crédito (TAC) cobrada pela financeira da concessionária, normalmente
muito superior àquela dos bancos. Por isso, em fevereiro de 2006, Ferreira
parcelou a compra em 60 prestações de 943 reais. Para pagar a primeira parcela,
o analista de sistemas abriu uma conta no banco e depositou 1 000 reais. Ao
consultar a instituição, dias depois, o analista teve a desagradável surpresa de
ver um saldo negativo de quase 300 reais. Além de descontar de uma vez a
contribuição provisória sobre movimentação financeira (CPMF) referente ao valor
total do carro, o banco cobrou para manter o limite do cheque especial e a conta
aberta. A emissão de extratos também foi cobrada.
"O juro dobra se você estourar o cheque especial" O
cheque especial está entre os seis produtos mais rentáveis de qualquer banco.
Não é para menos. Em junho, segundo o Banco Central (BC), os juros cobrados eram
de 7,8% ao mês ou mais de 145% ao ano. É uma taxa altíssima. O que poucos
clientes sabem é que a conta fica -- se é que isso é possível -- ainda mais
salgada se os gastos ultrapassarem o limite estipulado pelo banco. Nesse caso, o
cliente entra numa linha de crédito específica chamada Adiantamento a
Depositante, que tem uma taxa de juro de cerca de 15% ao mês, o que representa
estratosféricos 435% ao ano. O cliente também paga uma tarifa média de 20 reais
para cada cheque emitido nessas circunstâncias. O peso disso em qualquer
empréstimo pode ser demonstrado por um cálculo simples. Imagine um cliente com
limite de cheque especial de 1 000 reais e que custa 7,8% ao mês. Se, por um
descuido, ele passar a dever 1 500 reais no cheque especial, terá de pagar por
mês 78 reais sobre o limite, 75 reais sobre o excesso de limite e mais 20 reais
referentes à tarifa. Contabilizando impostos e CPMF, a fatura, só com os juros,
vai para mais de 177 reais por mês. Se cair mais um cheque, além dos juros, o
banco vai cobrar novamente a tarifa de 20 reais. São taxas elevadíssimas, mas
sua aplicação pelos bancos é perfeitamente legal. Por isso, a recomendação é
evitar ao máximo usar o cheque especial e nunca, nunca superar o limite.
"Sacar dinheiro com o cartão de crédito é caro" O
cartão de crédito funciona como meio de pagamentos e como forma de o banco
emprestar dinheiro automaticamente para o cliente. Por isso, quase todo cartão
de crédito permite ao usuário sacar dinheiro em caixas automáticos. Pouca gente
sabe, porém, que os encargos que incidem sobre essa operação são salgados. O
saque é um empréstimo no cartão, e as taxas médias são de 8% ao mês. Além disso,
o usuário paga de 1,95 a 8 reais por saque. O cliente que fizer três saques de
10 reais vai levar 30 em dinheiro e terá de pagar 24 em juros e tarifas, 80% do
total sacado. Esses detalhes constam do contrato do cartão de crédito, mas
poucas pessoas se preocupam em lê-lo.
"Não conheço bem os produtos do banco" Em fevereiro
de 2006, o engenheiro mecânico paulista e Ph.D. em finanças Marcos Crivelaro
decidiu investir 10 000 reais em um dos fundos do banco onde tinha conta. Saiu
da agência de mãos abanando. Ele havia escolhido um fundo, mas seu gerente não
conhecia o produto -- e, portanto, ignorava que só está aberto para captação em
quatro dias no ano, das 10 às 15 horas. "Até pouco tempo atrás, o fundo não
constava nem da tabela de rentabilidade que o banco envia aos clientes", diz
Crivelaro.
"Os juros do crédito imobiliário são o dobro do que
parecem" Comprar um imóvel com financiamento do Sistema Financeiro
da Habitação (SFH) parece ser um ótimo negócio. Os juros variam de 6% a 12% ao
ano, mais a variação da Taxa Referencial (TR), que costuma ser menor que 3% ao
ano. Aparentemente, são taxas muito mais amigáveis do que a média das cobradas
pelos bancos. Na prática, porém, outros custos farão o mutuário pagar quase o
dobro de juros. Além dos juros, os bancos costumam cobrar uma taxa de
administração do contrato que varia de 12 a 80 reais. Além disso, o mutuário
geralmente tem de pagar dois seguros, um por morte ou invalidez permanente e
outro por danos físicos ao imóvel. Juntos, eles representam cerca de 9% do valor
da prestação, segundo cálculos do professor Rafael Paschoarelli, doutor em
finanças pela Universidade de São Paulo e autor do livro A Regra do Jogo
(Editora Saraiva, 180 págs.). Há mais duas taxas no financiamento: a de vistoria
do imóvel e a de verificação da documentação. Além disso, o mutuário deve pagar
o imposto de transmissão de bens intervivos (ITBI), equivalente a 2% do valor do
imóvel, para que o dinheiro do financiamento seja liberado. Para ter idéia do
peso desses adicionais, Paschoarelli simulou um empréstimo de 150 000 reais com
taxa de 12% ao ano mais TR. "O comprador paga cerca de 15 000 reais a mais
nesses penduricalhos, além dos juros", diz ele. Sua recomendação é fazer as
contas com cuidado.
Fonte: Portal Exame
(continua)
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h54
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A FARRA DOS BANCOS
10 coisas que seu gerente nunca vai
dizer
(continuação)
"Pagar dívidas antes do prazo custa dinheiro" O cliente
endividado que resolver quitar seu débito com o banco fará um mau negócio. Nesse
caso, o banco deverá cobrar uma Tarifa de Antecipação de Crédito, que, na média,
é igual a 10% do valor a ser quitado. "Para o banco, não é interessante que você
pague a dívida antecipadamente porque, nesse caso, ele não vai receber os juros
das parcelas restantes", diz Ricardo Almeida, professor do Ibmec São Paulo. "Se
o cliente antecipar o pagamento, o contrato tem de ser revisto, o que gera custo
para o banco." Segundo ele, o cliente tem direito de obter desconto na taxa de
juro, mas dificilmente deixará de pagar a Tarifa de Antecipação de Crédito.
"Meus fundos de varejo conservadores rendem pouco" Quando
oferecem um fundo de investimento conservador a seus clientes, muitos gerentes
comparam a rentabilidade do fundo com a da caderneta de poupança. "Como a
poupança rende muito pouco, um fundo ruim parece ser um excelente investimento
quando comparado a ela", diz William Eid Júnior, diretor do Centro de Estudos em
Finanças da Fundação Getulio Vargas de São Paulo, que realizou a avaliação dos
fundos no Guia EXAME de Investimentos Pessoais. Para evitar ser enganado por
essa distorção, o cliente deve tomar um cuidado específico na hora de investir.
Nesse momento, a rentabilidade dos fundos DI ou de renda fixa -- os mais
conservadores do mercado -- deve ser comparada à variação das taxas do
Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que balizam as operações realizadas
entre bancos. Outro cuidado é prestar atenção na taxa de administração, que é a
remuneração cobrada pelo gestor do fundo para administrar o dinheiro. Essa taxa
é um percentual do total investido, e será cobrada todos os dias,
independentemente do desempenho do fundo. Vale aqui uma velha regra do sistema
bancário: quem tem menos dinheiro paga mais caro. Fundos de investimento mais
populares, aqueles com depóstivo inicial mínimo de até 1 000 reais, costumam
cobrar as taxas de administração mais altas, que podem chegar a 5% ao ano.
Nesses casos, sempre vale a pena perguntar ao gerente qual é a taxa de juro paga
para aplicações em renda fixa, como os Certificados de Depósito Bancário (CDB),
e compará-la com o desempenho do fundo.
"A previdência privada custa mais do que você
imagina" Responda rapidamente: qual é a taxa de administração de seu
plano de previdência privada? E a taxa de carregamento? Não se sinta mal por não
saber o que esses nomes significam. Milhares de investidores ignoram que os
bancos cobram um percentual do patrimônio para gerir o dinheiro (a taxa de
administração) e um "pedágio" sobre cada nova aplicação, para cobrir os custos
operacionais (a taxa de carregamento). A taxa de administração oscila entre 1% e
4% do total investido, sendo que a média é de 2,3% ao ano. A taxa de
carregamento pode variar de 0,5% a 10% de cada aplicação. Sua média, atualmente,
é de 3,3%. Os planos de previdência também podem cobrar uma taxa de saída, que
incide sobre os valores resgatados e, na maioria das vezes, é de 0,38% sobre o
montante resgatado. "Juntas, essas três taxas, mais o imposto de renda sobre os
rendimentos ou sobre o total resgatado, que oscila de 10% a 35%, podem corroer a
rentabilidade do plano", diz Marcelo D'Agosto, consultor da Investmate,
consultoria especializada em finanças pessoais, de São Paulo. Como a previdência
privada é uma aplicação de longo prazo por excelência, vale muito a pena
procurar as menores taxas: a diferença é brutal depois de 15 ou 20 anos. Por
exemplo, o investidor que tiver 1 milhão de reais aplicado vai pagar
aproximadamente 10 000 reais por ano a mais a cada ponto percentual suplementar
de taxas cobrado pelo banco.
"Capitalização é um péssimo negócio" Um cliente que
precise elevar seu limite de cheque especial pode ser "convidado" a comprar um
título de capitalização para oferecer "reciprocidade" ao banco. "Os títulos de
capitalização são a pior besteira que você pode fazer com seu dinheiro", diz o
professor Rafael Paschoarelli. A capitalização mistura poupança com loteria, em
que o investidor tem a chance de ganhar prêmios em dinheiro sorteados entre os
clientes. "A capitalização é um investimento ruim e um jogo ineficiente, pois
quem administra essa loteria cobra caro", afirma Paschoarelli. "É melhor
arriscar na Megasena."
Fonte: Portal Exame
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h52
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A FARRA DOS BANCOS
Lucro de bancos sobe 43% até junho e atinge R$
22,2 bi
Receita com cobrança de tarifas cresce 20%, aponta balanço geral
feito pelo BC
Mudança de regra contábil diminuiu a
despesa das instituições financeiras com tributação e ampliou os resultados no
1º semestre
NEY HAYASHI DA CRUZ DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Uma mudança na legislação tributária reduziu a despesa dos
bancos com impostos e impulsionou o lucro do sistema financeiro no primeiro
semestre deste ano. Segundo levantamento do Banco Central, os ganhos do setor
somaram R$ 22,2 bilhões entre janeiro e junho, valor 43% maior do que o
registrado no mesmo período do ano passado.
No mesmo período, as despesas das instituições financeiras com Imposto de
Renda e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) caíram quase pela
metade: de R$ 6,421 bilhões para R$ 3,497 bilhões.
Os números apurados pelo BC incluem todo o sistema financeiro, que, além dos
bancos, é formado por bancos de desenvolvimento (como o BNDES) e cooperativas de
crédito.
Esse movimento se explica, principalmente, pelo novo tratamento contábil dado
aos chamados créditos tributários. Esses créditos permitem que empresas paguem
menos impostos em determinados anos para compensar prejuízos registrados no
passado.
Inicialmente, os bancos tinham até cinco anos para usar esses créditos. Ou
seja, depois de apurado o prejuízo, a instituição financeira ganhava direito a
um "desconto" nos seus tributos que poderia ser usado em, no máximo, cinco
anos.
Em março passado, porém, o CMN (Conselho Monetário Nacional) aumentou esse
prazo de cinco para dez anos. Com isso, muitos bancos -especialmente os
públicos- puderam se beneficiar de créditos tributários que já estavam
vencidos.
O mais beneficiado com a mudança foi o Banco do Brasil, que, graças a esse
procedimento contábil, teve no primeiro semestre o maior lucro de sua história:
R$ 3,888 bilhões. Entre janeiro e junho do ano passado, o BB havia registrado
despesas de R$ 1,129 bilhão com IR e CSLL. Desse valor, R$ 1,9 bilhão se refere
a ganhos proporcionados pelo uso de créditos tributários. A Caixa Econômica
Federal, por sua vez, reduziu de R$ 336 milhões para R$ 57 milhões suas despesas
com esses dois tributos. No Itaú, a carga de IR e CSLL recuou de R$ 993 milhões
para R$ 347 milhões.
Além da questão tributária, as maiores receitas obtidas com a concessão de
empréstimos e com a cobrança de tarifas ajudaram a aumentar a rentabilidade das
instituições.
A receita proporcionada pelos juros pagos nos empréstimos bancários, por
exemplo, chegaram a R$ 81,944 bilhões no primeiro semestre, 20% a mais do que no
mesmo período do ano passado. A cobrança de tarifas, por sua vez, rendeu R$
23,822 bilhões ao sistema financeiro -um aumento também de 20%.
Já as despesas com pagamento de funcionários registraram uma pequena queda,
passando de R$ 19,628 bilhões, uma redução de 4%. Por outro lado, o número de
pessoas empregadas pelos 50 maiores bancos do país subiu, de acordo com o BC, de
506 mil para 523 mil, num sinal de que os menores gastos com mão-de-obra
refletem um achatamento dos salários, e não uma redução de
pessoal.
Safra passa HSBC Ainda de acordo com o BC, a lista dos
dez maiores bancos do país sofreu apenas uma alteração, com o Safra
ultrapassando o HSBC e ganhando a oitava posição do ranking. A maior instituição
financeira do país continua sendo o BB.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h28
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A FARRA DOS BANCOS
Mesmo com Selic menor, juro bancário recua
pouco, diz Procon
DA FOLHA ONLINE
Os juros bancários continuam a declinar de forma bastante lenta, mesmo após a
redução neste mês, pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central),
da taxa básica da economia brasileira (Selic) para 14,25% ao ano, a menor ao
menos desde 1996.
Os juros médios do cheque especial apresentaram pequena oscilação, passando
de 8,17% ao mês em agosto para 8,16% em setembro, segundo pesquisa do Procon-SP
realizada junto a dez bancos.
As únicas instituições que baixaram as taxas do cheque especial foram o Banco
do Brasil (de 7,81% para 7,77%) e o Bradesco (de 8,09% para 8,05%).
Já a taxa do empréstimo pessoal, indica a pesquisa do Procon, passou de 5,36%
para 5,29% ao mês. As quedas de taxa nessa modalidade aconteceram no HSBC (de
4,80% para 4,27%), na Caixa Econômica Federal (de 4,81% para 4,76%), no Bradesco
(de 5,63% para 5,59%) e no Banco do Brasil (de 4,76% para 4,72%).
A taxa básica de juros da economia brasileira já caiu 5,5 pontos percentuais
desde que o Copom iniciou o processo de redução, em setembro do ano passado. Na
última reunião, a redução foi de 0,5 ponto percentual, de 14,75% ao ano para
14,25% ao ano.
Na ata que se seguiu à reunião, os diretores do Banco Central indicaram que
poderão fazer mais uma redução de 0,5 ponto percentual na Selic, na próxima
reunião do Copom, se a inflação permanecer sob controle.
Apesar de terem caído em um ritmo mais lento que a Selic, os juros do cheque
especial e do empréstimo pessoal atingiram neste mês o menor patamar desde
fevereiro de 2005, segundo o Procon-SP.
Cautela "A discreta
redução das taxas não significa que estejam em níveis aceitáveis", afirmou o
Procon em nota. "É preciso ter cautela ao contratar qualquer modalidade de
crédito."
O Procon-SP informa que considera, em seus estudos, a taxa do cheque especial
para o período de 30 dias e o juro do empréstimo pessoal para pagamento em 12
meses.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h26
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A FARRA DOS BANCOS
O insustentável peso das taxas
Bancos já faturam mais com tarifas do que com títulos públicos. E vem mais
por aí
 Por Aline Lima
Muito se fala da explosão na concessão de crédito, uma atividade que vem
ganhando força dentro dos bancos nos últimos tempos. Mas um fenômeno paralelo,
de proporções tão impactantes para as instituições financeiras quanto a
disparada dos financiamentos, cresce ainda mais vigorosamente sem o mesmo
alarde. Trata-se da evolução das receitas obtidas com as taxas de serviço.
Tarifas como as cobradas para se fazer um DOC, consultar um extrato ou mesmo
para a manutenção de uma conta corrente inativa têm engordado como nunca o caixa
dos bancos. Desde 1994, quando a estabilidade econômica eliminou os ganhos dos
bancos na ciranda financeira, essas taxas crescem continuamente. Um levantamento
feito pela consultoria Austin Rating para a DINHEIRO revela
que, de lá para cá, as receitas originadas pela cobrança dessas taxas aumentaram
1.084% em cinco dos maiores bancos do País (a Caixa Econômica Federal ficou de
fora da amostra). “Aumentaram a quantidade de serviços passíveis de cobrança, o
valor das taxas e o número de clientes”, resume Erivelto Rodrigues, sócio da
Austin.
| Foto: Biô
Barreira |
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Rodrigues, da Austin:
Operações bancárias feitas pela internet podem vir a ser
taxadas.
"Aumentaram os
serviços passíveis de cobrança, o valor das taxas e o número de
clientes". |
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No Bradesco, por exemplo, o faturamento com as taxas de serviço passou de R$
510,8 milhões no final de 1994 para R$ 7,34 bilhões em dezembro de 2005 – um
salto de 1.338%. Com o Banco do Brasil não foi muito diferente. A receita
cresceu, no mesmo período, de R$ 1,02 bilhão para R$ 7,64 bilhões. Desse modo,
ficaram para trás os tempos em que a meta dos bancos de varejo era saldar toda a
folha de pagamentos com o dinheiro das tarifas. O Unibanco, por exemplo, atingiu
esse objetivo em 1997. Hoje, os ganhos com essas taxas superam em 62,35% os
gastos com funcionários. No caso do Itaú, tais receitas cresceram 1.551% nos
últimos 11 anos. O banco, porém, ressalva que boa parte do aumento está em linha
com a ampliação de sua base de correntistas, que passou de seis milhões em 1995
para dez milhões hoje.
Encontram-se listados no site do Banco Central 82 diferentes tipos de tarifas
cobradas pelos bancos. Algumas delas, como as que incidem sobre a quitação
antecipada de um empréstimo, parecem descabidas. “O cliente é penalizado por
pagar com antecedência”, observa Rafael Paschoarelli Veiga, da consultoria
Alianti. Em princípio, não há para quem se queixar. O BC dá às instituições
financeiras liberdade total para fixar cada tarifa – e decidir quais serviços
serão taxados. Só há base para contestação se a cobrança de uma nova taxa ou o
aumento de seu valor for efetuado sem comunicação prévia ao cliente com
antecedência de, no mínimo, 30 dias. “Nesses casos, o cliente pode pedir estorno
e pelo dobro do valor”, explica Renata Reis, técnica do Procon de São Paulo.
O aumento dos ganhos com tarifas bancárias é antipático, mas permite ao menos
uma leitura positiva. “Os bancos estão se tornando mais eficientes no seu papel
principal, que é conceder crédito e prestar serviços”, afirma Ricardo Pereira
Lima, analista do Inepad. No Itaú, por exemplo, o faturamento com a cobrança de
tarifa ultrapassou, no primeiro semestre deste ano, o resultado das operações de
tesouraria (onde estão os ganhos quase automáticos com a compra de títulos
públicos). As receitas com serviços representam hoje 23,1% do faturamento total
do banco, ante 22,6% da receita com tesouraria. A evolução das receitas com
taxas de serviço é, além disso, uma tendência mundial. Nos Estados Unidos, o
resultado obtido pelos bancos com a cobrança de tarifa equivale,
proporcionalmente, ao dobro da despesa com funcionários. Moral da história: há
mais taxas a caminho. “Ainda existe bastante espaço para a ampliação das
cobranças”, avalia Rodrigues, da Austin Rating. “Muitas das operações feitas por
meio da internet, por exemplo, ainda não são taxadas.”
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R$ 7,6 bilhões foi o faturamento com
taxas de serviço do Banco do Brasil no ano passado
Fonte: Isto É Dinheiro |
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 06h42
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CIRCUITO CULTURAL EM CURITIBA
Inscrições para Circuito Cultural BB em
Curitiba terminam dia 22
Artistas e produtores culturais do Paraná têm até o dia 22 de
setembro para inscreverem os seus projetos no Circuito Cultural Banco do Brasil,
etapa de Curitiba, que acontece em novembro. O evento engloba artes cênicas,
artes plásticas, música, idéias (palestras e seminários) e programas educativos
(oficinas, cursos, entre outros), todos promovidos em 12 dias de atividades do
circuito na capital paranaense.
O evento cultural é anual e itinerante
desde 1999, passando por cinco capitais – Belém (PA), Belo Horizonte (MG),
Teresina (PI), Goiânia (GO) e Curitiba (PR) – entre os meses de abril e
novembro. Segundo os organizadores, a mescla de artistas nacionais e locais
busca democratizar o acesso à cultura ao oferecer espetáculos gratuitos ou a
preços populares.
O regulamento e o formulário de inscrição estão
disponíveis no site www.bb.com.br/cultura. A
inscrição e os materiais com detalhes dos projetos deverão ser entregues até o
dia 22 na Superintendência do Banco do Brasil em Curitiba, seguindo o modelo de
proposta disponível no site.
A Superintendência do BB fica na Rua
Comendador Araújo, 143, 20º andar – Edifício Center Everest – Centro.
Curitiba/PR – CEP: 80.420-900. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone
(41) 3320-9000.
Fonte: Gazeta do Povo Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 06h30
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MAIS ESTILO NO BB
BB mira público de alta renda
O Banco do Brasil decidiu aumentar a sua participação no mercado de alta
renda. Para isso, a diretoria do BB acaba de aprovar plano que permitirá
expandir a base de clientes Estilo em mais de 160%. Atualmente, de acordo com
dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, existem no país
1,1 milhão de pessoas cujos rendimentos mensais estão acima da faixa de 20
salários mínimos.
Para dar suporte ao crescimento da carteira de clientes Estilo, o BB irá
inaugurar, até o final de 2007, mais 40 agências de atendimento exclusivo e 89
espaços compartilhados com as agências de varejo. Com isso, serão 317 pontos de
atendimento BB Estilo em todo o País. O atendimento aos novos clientes de alta
renda do Banco do Brasil será prestado por cerca de 700 funcionários, que
receberão treinamento específico para tornarem-se consultores financeiros.
O Banco do Brasil Estilo oferece atendimento personalizado, em ambiente
diferenciado ou no local de escolha do cliente, com discrição e sigilo. Dentre
os serviços oferecidos, destacam-se a personalização de talões de cheque, salas
do investidor, módulo especializado na Central de Atendimento e entrega de
documentos em domicílio. Voltado para clientes com renda igual ou superior a R$
10 mil mensais ou investimentos acima de R$ 50 mil, o novo modelo prioriza em
sua oferta atributos valorizados pelo cliente alta renda, tais como
sofisticação, atendimento especializado, credibilidade e alta performance.
Fonte: Consumidor Moderno
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 06h28
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RECORDE NO CCBB DO RIO
Exposição 'Ascension', no CCBB, é sucesso de
público
Giovani Lettiere
RIO - A exposição "Ascension", do escultor britânico Anish Kapoor, alcançou o
recorde de visitação deste ano do Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) do
Rio: no domingo, dia 10 de setembro, foi visitada por 4,5 mil pessoas. No dia 8
de setembro, outro número expressivo: 3,9 mil. Ao todo, 96.796 visitantes
conferiram as obras do artista de 1º de agosto a 10 de setembro. A mostra fica
em cartaz até este domingo, dia 17.
A média de visitação da exposição "Ascension" é de 2,7 mil pessoas. Os
números são expressivos para uma exposição individual de arte contemporânea para
um artista desconhecido do grande público brasileiro.
E vale lembrar que a contagem de visitação é feita na entrada da sala
principal do segundo andar e não na porta do prédio, como de costume. Portanto,
o número não se refere a quem passou pelo CCBB para ir à livraria, aos teatros,
à biblioteca. Apenas são contabilizados os visitantes de Anish Kapoor.
De 1º de agosto a 10 de setembro passaram pelo CCBB do Rio 336.694 pessoas.
"Ascension" segue para o CCBB de Brasília a partir de outubro (até janeiro
2007), e encerra sua temporada no Brasil no CCBB de São Paulo, ficando em cartaz
de janeiro de 2007 a 1º de abril de 2007.
Fonte: O Globo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 06h04
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CINEMA FRANCÊS NO CCBB DE SÃO PAULO
CCBB exibe
ciclo de cinema francês pós-nouvelle vague
Da quarta-feira (13/9) a 24/9, o Centro
Cultural Banco do Brasil, em parceria com o Consulado Geral da França em São
Paulo e a Cinemateca da Embaixada da França apresentam, na mostra “O Cinema
Francês Pós-Nouvelle Vague”, uma seleção de filmes que representam a influência
que o cinema moderno francês dos anos 60 exerceu nas futuras gerações de
cineastas daquele país, além da produção contemporânea de alguns integrantes do
movimento.
Em 15 filmes é contada uma pequena
história do cinema francês entre os anos 70 e 2000, incluindo os trabalhos
recentes dos nouvelle vaguistas: Rivette e Rohmer; um
Chabrol dos anos 80 e os “herdeiros” Assayas e Dumont.
O painel é formado, ainda, pelos que
navegaram fora da aura modernista mas que,
direta ou
indiretamente, fizeram seus cinemas mais arejados
esteticamente.
Complementa a programação uma aula
aberta voltada aos cinéfilos em geral, que será ministrada pelo crítico e
curador da mostra Paulo Santos Lima. A idéia é dar uma pequena introdução sobre
a nouvelle
vague francesa (e, superficialmente, a japonesa e a
brasileira), para analisar e debater como esses filmes estão inseridos na época
atual.
Serviço
Rua Álvares Penteado, 112 - Centro Te. (11) 3113-3651 /
3113-3652O De
13/9 a 24/9 R$ 4
e R$ 2 (meia-entrada)
Fonte: Viva o Centro
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 06h01
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A FARRA DOS BANCOS
Lucro líquido do setor financeiro cresceu 43,3% para R$
22,2 bilhões
Maria Christina Carvalho
O lucro líquido do sistema financeiro nacional totalizou R$ 22,217 bilhões no
primeiro semestre, de acordo com os dados divulgados pelo Banco Central (BC). O
resultado é 43,3% superior ao de R$ 15,506 bilhões de igual período de 2005.
Somente os 50 maiores bancos lucraram R$ 17,438 bilhões.
O patrimônio total do sistema financeiro atingiu R$ 179,9 bilhões, 16,4%
acima dos R$ 154,6 bilhões de junho de 2005. O retorno anualizado ficou em
26,2%, acima dos 21% do primeiro semestre de 2005.
Os ativos totais aumentaram 18,5% entre junho de 2005 e o mesmo mês deste ano
para R$ 1,816 trilhão. A carteira de crédito cresceu mais, 21,1%, de R$ 510,35
bilhões para R$ 618,137 bilhões.
As receitas com operações de crédito e serviços cresceram no mesmo ritmo. As
de crédito aumentaram em 20,2% para R$ 81,943 bilhões no primeiro semestre deste
ano; e as de serviço, 20,4% para R$ 23,822 bilhões. As receitas de serviços, que
cobriam todas as despesas de pessoal com uma sobra de 11,6% no primeiro semestre
de 2005, agora cobrem esses gastos com folga de 21,4%.
Outro indicador importante, os depósitos totais, exibe evolução de 18% para
R$ 720,9 bilhões em junho deste ano.
No ranking dos 50 maiores bancos do BC por ativos totais, as mudanças mais
significativas entre o primeiro semestre de 2005 e igual período deste ano foram
o ganho de um posto do Banco Safra, que ultrapassou o HSBC e atingiu o oitavo
posto; e o avanço do Banco BBM, do 18 º para o 14 º lugar.
A solução das disputas societárias dentro da família Safra, no início do ano,
parecem ter tido efeito positivo no banco, que aumentou em 35,2% os ativos
totais dos R$ 41,835 bilhões de junho de 2005 para R$ 51,3156 bilhões em junho
passado. Com isso, o banco ultrapassou o HSBC, cujos ativos totais cresceram
12,2%, de R$ 41,835 bilhões para R$ 51,316 bilhões no mesmo período.
A mudança mais notável foi do Banco BBM, cujos ativos totais somavam 9,672
bilhões em junho de 2005, o suficiente para lhe garantir o 18 º lugar no ranking
de junho de 2005. Em junho passado, o banco atingiu R$ 16,998 bilhões, subindo
quatro postos no ranking para a 14ª colocação.
Entre os primeiros lugares, não houve mudanças. O ABN AMRO continua à frente
do Santander Banespa em ativos totais, critério normalmente utilizado pelos
analistas, com R$ 86,5 bilhões e R$ 85,9 bilhões, respectivamente. Se forem
excluídas as operações de pura intermediação financeira, no entanto, como
prefere o Banco Central, o Santander fica à frente, com 84,833 bilhões, para R$
83,975 bilhões do ABN AMRO.
Se o critério for operações de crédito, porém, o ABN AMRO salta à frente até
do Unibanco, com uma carteira de R$ 40,122 bilhões ao final do primeiro
semestre, de acordo com os dados do Banco Central. Enquanto isso, o Unibanco
aparecia no ranking do BC com R$ 37 bilhões na carteira de crédito; e o
Santander Banespa ficava mais atrás ainda, com R$ 27 bilhões. É preciso levar
ainda em conta que os dados do BC incluem os resultados dos bancos apenas com
operações bancárias, excluindo por exemplo, dados da área de seguros.
Fonte: Agência Anabb/Valor Econômico
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h51
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A FARRA DOS BANCOS
Lucro do sistema cresce 40% em um ano, segundo o
BC
São Paulo, Total registrado pelas 50 maiores instituições chegou a R$ 17,4 bi
no primeiro semestre. Os 50 maiores bancos brasileiros registraram um
crescimento de 40,3% no lucro líquido em um ano, segundo ranking do Banco
Central (BC), relativo ao primeiro semestre deste ano. O lucro deste universo de
instituições, que representam 84% do ssitema financeiro brasileiro, ficou em R$
17,4 bilhões no período, ante R$ 12,4 bilhões nos primeiros seis meses de
2005.
Os ativos totais somavam R$ 1,536 trilhão em 30 de junho, um crescimento de
19,9% em relação aos R$ 1,282 trilhão no mesmo mês do ano passado. O patrimônio
líquido passou de R$ 118,7 bilhões para R$ 132,2 bilhões; e os depósitos totais,
de R$ 563,3 bilhões para R$ 662,5 bilhões. A rentabilidade também cresceu
bastante, de 20,9% para 25,4%.
O ranking do BC, que classifica as instituições pelos ativos totais menos
intermediação financeira, ficou inalterado em relação ao que era há um ano e há
seis meses. Nos primeiros dez lugares, permanecem Banco do Brasil, Caixa
Econômica Federal, Bradesco, Itaú, Unibanco, Santander Banespa, ABN Amro Real,
Safra, HSBC e Banco Votorantim.
Receitas de crédito
O aumento do lucro e da rentabilidade dos bancos no período deu-se em função
da forte expansão no crédito. Apesar da alta da inadimplência, que obrigou o
reforço nas provisões contra créditos de difícil liquidação (o que tem impacto
negativo sobre os lucros), as margens cresceram devido a alguns fatores, como a
queda da taxa básica e a mudança do mix das carteiras, cada vez mais voltadas a
operações de varejo, de maior risco e maior retorno.
Estudo da consultoria Austin Asis com base nos primeiros 16 balanços
semestrais publicados pelos bancos mostra que os ganhos com as operações de
crédito vêm crescendo em ritmo mais acelerado do que os volumes emprestados:
enquanto a carteira chegou a R$ 359 bilhões em junho (uma alta de 23% em doze
meses), as receitas com crédito aumentaram 28%, para R$ 39 bilhões.
Mas alguns analistas acreditam que daqui para a frente o cenário pode mudar
um pouco: para eles, a redução dos spreads deve fazer com que os lucros cresçam
a uma taxa menor daqui para a frente. A alta dos ganhos entre dezembro e junho
último foi de 13,7% - se esta taxa se mantiver nos próximos seis meses, o
aumento dos lucros dos bancos em dezembro deste ano em relação à dezembro de
2005 ficará em 27,5% - bem menos do que os 40,3% dos últimos doze meses.
Erivelto Rodrigues, presidente da Austin, acredita que a médio prazo, os bancos
terão que deixar de ganhar na margem e ganhar com escala.
Fonte: Agência Anabb/gazeta Mercantil
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h49
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MERCADO PUBLICITÁRIO
Conta do BB gera conflito no setor
Paula Ganem
A concorrência pela conta publicitária do Banco do Brasil, encerrada semana
passada, tocou em um nervo exposto do mercado publicitário: a forma de
remuneração das agências. O desempate entre as três finalistas - Master, Artplan
e Lowe - foi feito por sorteio depois que as empresas apresentaram a mesma
proposta de preço. A oferta consistiu no custo zero sobre gastos internos das
agências, como criação de texto e layout.
O edital definia em 5% o mínimo a ser cobrado em honorários de produção
- comissão que pode chegar a 15%. Mas as agências decidiram baixar o preço.
A Lowe, melhor classificada na primeira etapa da concorrência, que levava em
conta os trabalhos de criação em si e contou com 19 agências, acabou, assim,
desclassificada.
- As agências vencedoras vão ser remuneradas com os 5% sobre o trabalho de
produção e com 15% do desconto padrão de agência, concedido pelos veículos -
explica o advogado da Associação Brasileira de Agências de Publicidade Capítulo
Rio (Abap-Rio), João Luiz Faria Netto.
De acordo com o advogado, não houve nada de ilegal ou imoral no processo.
Ainda assim, publicitários consideram que episódio deprecia o trabalho das
empresas do setor.
- É um processo de esmagamento - afirma o presidente da Associação Brasileira
de Propaganda (ABP) e da Giovanni, FCB, Adilson Xavier. - O preço se reflete
também na qualidade. Cada um dá ao seu trabalho o valor que acha que tem.
- Pode não ser ilegal, mas do aspecto profissional é imoral - opina o
vice-presidente executivo da Federação Nacional das Agências de Propaganda
(Fenapro), Humberto Mendes.
A Fenapro vai convocar reunião esta semana para debater o tema. Mas para o
presidente da Master, Antônio Freitas, a discussão ocorre na hora errada.
- As agências tiveram 60 dias para consultar e dar sugestões ao edital e na
época nenhuma entidade reclamou.
Por sua vez, o presidente da Lowe, Yan Mello Von Brewer, afirma que a agência
não entrará com recurso já que as regras do jogo eram claras.
O BB também é atendido pela Ogilvy e pela D+ Brasil, cujos contratos vencem
em breve. Até o início de 2007 será concluída nova licitação. A verba
publicitária do banco é de R$ 160 milhões neste ano.
Fonte: JB
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h26
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INVESTIMENTOS DA PREVI
Previ contra-ataca no caso Mittal
O embate entre o grupo ArcelorMittal e seus acionistas minoritários no Brasil
ganhou mais um capítulo.
Ontem, a Previ entregou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) uma
representação pedindo que o colegiado da autarquia confirme o parecer de suas
duas instâncias técnicas, que determinaram ao novo dono da Arcelor Brasil a
realização no país de uma oferta pública pelas ações dos minoritários.
O fundo de pensão do Banco do Brasil está entre os acionistas que se sentiram
prejudicados pela incorporação da Arcelor pela Mittal Steel, do indiano Lakshmi
Mittal. Mês passado, ele veio ao Brasil e visitou inclusive o presidente Lula,
para tentar impedir que o órgão regulador do mercado acionário brasileiro lhe
impusesse a derrota, que o mercado estima em R$ 5 bilhões.
Mittal esteve na Previ, no BNDES e na CVM. Em vão. Dias depois de sua
partida, as superintendências de empresas e de registro da autarquia confirmaram
o parecer de que, como houve mudança de controle acionário, a oferta pública
terá de ser feita. O grupo Mittal apresentou à CVM três pareceres de juristas
contrários à decisão técnica. Os textos somavam mais de 200 páginas.
No documento de ontem, encaminhado ao relator Wladimir Castelo Branco, o
fundo pede que o colegiado confirme a decisão técnica.
O desfecho será conhecido em algumas semanas.
Fundo de pensão quer que CVM confirme decisão sobre oferta aos acionistas
minoritários.
Fonte: O Globo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h25
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CAMPANHA SALARIAL
Comando Nacional faz reunião
nesta terça-feira para avaliar Campanha Salarial
Após um mês da entrega da minuta de reivindicações, os trabalhadores do ramo
financeiro ainda não receberam uma proposta da Fenaban e não há rodadas de
negociações marcadas.
Diante disso, o Comando Nacional, liderado pela Contraf - CUT, reúne-se nesta
terça-feira, às 10h, para avaliar o andamento da Campanha Nacional 2006 e
preparar os próximos passos para a mobilização dos bancários.
A Contec também não avançou em suas negociações com a Fenaban na última
reunião (30/08). Com o Banco do Brasil também não foi diferente. O encontro, que
estava marcado para esta segunda-feira (11/9) foi cancelado e ainda não foi
divulgada uma nova data.
A Confederação reivindica um reajuste salarial de 16,67% além da inflação. Já
a Contraf-CUT pede aumento de 7,05% além da inflação e PLR de um salário, mais
R$ 1.500,00, mais 5% do lucro líquido do banco.
Fonte: Agência Anabb
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h13
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INVESTIMENTOS DA PREVI
Telemar anuncia conselho com 7 membros independentes
A Telemar anunciou ontem à noite qual será a nova composição do seu conselho de administração, caso os acionistas aprovem a proposta de reestruturação societária da companhia. Dos 11 membros, sete serão independentes.
O presidente da Telemar, Luiz Eduardo Falco, afirmou à Agência Estado que todos os indicados possuem opiniões próprias, o que afasta a percepção de que os atuais controladores poderiam continuar mandando na nova companhia. "Estamos cumprindo o que prometemos. Acho que o conselho será recebido pelo mercado como um pequeno alívio porque as pessoas querem ver para crer", afirmou.
Os quatro membros indicados pelos controladores são: Carlos Jereissati (representa a La Fonte), Otavio Marques de Azevedo (Andrade Gutierrez), Carlos Medeiros Silva Neto (GP) e Luciano Siani Pires(ex-McKinsey, foi indicado pelo BNDES, banco no qual trabalha atualmente).
Já os sete conselheiros independentes são: Augusto Cruz (ex-presidente do Pão de Açúcar), Carlos Langoni (ex-presidente do Banco Central), Armando Galhardo Nunes Guerra Junior (ex-Siderbrás, com atuação no setor de siderurgia e ferrovias), Fernando Magalhães Portella (ex-Citibank e O Dia), Luciano Coutinho (economista, sócio da consultoria LCA), Luis Antonio de Moraes Carvalho (ex vice-presidente da C&A no Brasil) e José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha (vice-presidente do BNDES no governo de Fernando Henrique Cardoso e ex-diretor da Braskem), que assumirá a presidência do conselho, caso a reestruturação seja aprovada.
Fonte: Último Segundo
Comentários do Blog:
1. A Previ participa da Telemar, junto com outras fundações, por intermédio da Fiago 2. Armando Galhardo Nunes Guerra Junior atuou como competente conselheiro independente nas empresas vinculadas à Brasil Ferrovias, indicado pela Previ. Ao Armando - de quem fui companheiro do conselho de administração da própria Brasil Ferrovias e da Ferronorte - desejo sucesso se o conselho acima vier a ser instalado.
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h57
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ONZE DE SETEMBRO
Há 33 anos golpe militar no Chile terminava com a morte
de Allende
Há 11 de setembro para todos os gostos. Enquanto todos lembram o ocorrido há
cinco anos, nos Estados Unidos, prefiro lembrar o 11 de setembro que aconteceu
há 33 anos, no Chile.
Transcrevo a seguir notícia da Agência Estado:
SANTIAGO - A presidente do Chile, Michele Bachelet,
lembrou nesta segunda-feira os 33 anos do golpe militar que derrubou o
presidente socialista Salvador Allende e prometeu trabalhar por um país mais
justo e solidário e aprofundar a democracia.
"Trinta e três anos depois do 11 de setembro de 1973 estamos aqui com
respeito, com reconhecimento por aquelas pessoas que perderam a vida na ocasião,
e também na luta para reconstituirmos e reconstruirmos a democracia em nosso
país", disse Bachelet após ter participado de um ato religioso ecumênico em um
dos pátios do Palácio de La Moneda, a sede do governo chileno, em Santiago.
Depois da breve cerimônia, a mandatária socialista, junto
a três de seus ministros, depositou uma rosa vermelha no local onde Allende se
suicidou para evitar de cair nas mãos das forças militares, que bombardearam e
tomaram de assalto a sede governamental.
Bachelet afirmou também que o aniversário do golpe liderado pelo general
Augusto Pinochet a fez refletir sobre a necessidade de trabalhar por uma melhor
e mais profunda democracia, por um país mas justo e solidário, "razão pela qual
muitos perderam a vida neste local".
Com relação àqueles que lançaram uma bomba incendiária contra uma das janelas
da sede do governo no domingo, Bachelet disse que La Moneda "é um símbolo pátrio
e que ninguém tem o direito de atentar contra ela". Durante uma série de
distúrbios durante todo o domingo, cerca de 62 pessoas foram detidas.
Na cerimônia desta segunda-feira, realizada no Pátio das Camélias,
compareceram dirigentes da coalizão governamental e familiares de Allende, além
de parentes de funcionários mortos durante o assalto ao palácio.
O aniversário do golpe coincidiu com os seis meses de governo da primeira
mulher a ocupar a presidência do Chile. O governo fez um balanço positivo de sua
gestão, mas a oposição direitista a criticou duramente.
Enquanto dentro da sede do governo ocorria a cerimônia, do lado de fora, em
uma das esquinas de La Moneda, dezenas de pessoas faziam homenagens e
depositavam flores aos pés de uma estátua de Allende.
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 20h39
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NOUVELLE VAGUE NO CCBB DE BRASÍLIA
Mostra no CCBB apresenta toda a obra da
cineasta belga Agnès Varda
Brasília teve poucas oportunidades de conhecer a obra da cineasta belga Agnès
Varda, a única mulher do movimento da Nouvelle Vague. E nenhuma delas
foi tão intensa como a da mostra Agnès Varda - O Movimento Perpétuo do
Olhar, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de 12 a 24 de
setembro, que traz toda a obra de Varda.
Ao todo são 33 filmes
(sendo 18 longas-metragens e 15 curtas), que abordam desde o feminismo até
o lirismo poético. "A obra de Agnès Varda é de uma importância muito grande
porque ela deu um novo olhar ao cinema documental ao inserir nos filmes seu
ponto de vista de uma maneira subjetiva", afirma Gabriela Campos, que assina a
curadoria da mostra com Cristian Borges e Inês Aisengart.
A obra de Agnès
Varda é extensa e muito variada. “Ela viaja muito e coloca a visão dela em cada
cidade por onde passa. Além disso, é uma das poucas cineastas que intercala
longas e curtas em sua carreira, ainda mais começando por longas”, diz
Gabriela.
A variação temática da mostra Agnès Varda - O
Movimento Perpétuo do Olhar vai desde o movimento hippie, presente em
Amor de Leão, até a rotina dos catadores de lixo, presente em Os
Catadores e Eu, filme mais recente de Varda.
"Esse filme é
um dos destaques da mostra porque nele a cineasta se coloca como um objeto a ser
catado e não como uma catadora, como seria mais comum”, ressalta Gabriela,
acrescentando que o feminismo e a política estão sempre presentes nos filmes da
mostra, "às vezes de uma forma mais explícita, outras, mais implícitas
mesmo".
Além desse filme, Gabriela ainda destaca as presenças do longa
As Duas Faces da Felicidade e dos curtas Panteras Negras,
Salve os Cubanos e Ulisses. "É interessante notar como os
curtas e longas têm a mesma força na obra de Agnès Varda", afirma Gabriela.
Atualmente, a cineasta belga está com uma vídeo-instalação em cartaz em um museu
em Paris, onde mora.
Programação
12/09
(Terça-feira) 17h - Os Panteras Negras (28 min)
e Muros e Murmúrios (81 min) 19h - Documentira (63
min) 21h - Primeiros Curtas: Oh, Estações! Oh, Castelos! (22 min);
A Ópera-Mouffe (17 min); Do Lado da Riviera (24 min); Tio
Yanco (22 min)
13/09 (Quarta-feira) 17h -
Elsa, a Rosa (20min); Daguerreótipos (80 min) 19h -
Amor e Prazer no Irã (6 min); Uma Canta, a Outra Não (120
min) 21h20 - Os Catadores e Eu (82 min)
14/09
(Quinta-feira) 17h - Dois Anos Depois (63 min) 19h -
Outros Curtas: Resposta de Mulheres (8 min); As Tais
Cariátides (13 min); 7 Cômodos, Coz., Banh... Imperdível!
(28min); Você Tem Belas Escadarias, Sabia? (3 min); O Leão
Volátil (12 min) 21h - La Pointe Courte (89
min)
15/09 (Sexta-feira) 16h30 - As 101
Noites (122 min) 19h - Programa Cinevardafoto: Ydessa, os Ursos e
etc... (42 min); Ulisses (22 min); Saudações, Cubanos!
(30 min) 21h - Cléo das 5 às 7 (90 min)
16/09
(Sábado) 17h - Sem Teto, nem Lei (105min) 19h - As
Duas Faces da Felicidade (82 min) 21h - Amor de Leões (110
min)
17/09 (Domingo) 17h - O Universo de Jacques
Demy (80 min) 19h - As "Garotas Românticas" Fizeram 25 anos (63
min) 21h - Jacquot de Nantes (118 min)
19/09
(Terça-feira) 17h - Primeiros Curtas: A Ópera-Mouffe (17
min); Do Lado da Riviera (24 min); Tio Yanco (22 min) 19h -
Os Catadores e Eu (82 min) 21h - Páginas Íntimas (105
min)
20/09 (Quarta-feira) 17h - Outros Curtas:
Resposta de Mulheres (8 min); As Tais Cariátides (13 min);
7 Cômodos, Coz., Banh... Imperdível! (28min); Você Tem Belas
Escadarias, Sabia? (3 min); O Leão Volátil (12 min) 19h -
Amor de Leões (110 min) 21h - Sem Teto, Nem Lei
(105min)
21/09 (Quinta-feira) 17h - O Universo de
Jacques Demy (80 min) 19h - Elsa, a Rosa (20min)
e Daguerreótipos (80 min) 21h - Programa Cinevardafoto:
Ydessa, os Ursos e etc... (42 min); Ulisses (22 min);
Saudações, Cubanos! (30 min)
22/09
(Sexta-feira) 17h - Páginas Íntimas (105 min) 19h -
O Mestre do Kung-Fu (78 min) 21h - Jane B. por Agnès V. (97
min)
23/09 (Sábado) 17h - Jacquot de Nantes
(118 min) 19h - Documentira (63 min) 21h - Os Panteras
Negras (28 min) e Muros e Murmúrios (81
min)
24/09 (Domingo) 17h - La Pointe Courte
(89 min) 19h - Cléo das 5 às 7 (90 min) 21h - As Duas Faces
da Felicidade (82 min)
Agnès Varda - O Movimento
Perpétuo do Olhar: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). De
12 a 24 de setembro. De terça-feira a domingo. Ingressos a R$ 4 (inteira) e R$ 2
(meia)
Fonte: ClicaBrasília
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 19h03
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SIGILO VIOLADO
Palocci denunciado à
Justiça por 7 crimes
O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci - candidato a
deputado federal pelo PT - será denunciado à Justiça por sete crimes: formação
de quadrilha, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, peculato, quebra de
sigilo bancário, quebra de sigilo funcional e prevaricação. As denúncias, da
Polícia Federal e da Polícia Civil, referem-se ao envolvimento de Palocci na
quebra do sigilo do caseiro Francenildo dos Santos Costa e nas fraudes nos
contratos de lixo em suas duas administrações na prefeitura de Ribeirão Preto
(1993-1996 e 2001-2002).
Um dos homens fortes do governo Lula, Palocci sobreviveu
às acusações de integrar a máfia que fraudava contratos de lixo e de ter ligação
com o caixa 2 do PT. Ele só saiu do governo quando foi desmentido pelo caseiro
que trabalhava na mansão onde ele se reunia com os amigos da chamada República
de Ribeirão. A mansão de Brasília era usada para fazer lobbys. Palocci jurava
jamais ter ido até a casa e desconhecer totalmente o que se passava dentro dela.
O caseiro, no entanto, disse o contrário, que ele freqüentava o lugar e lá era
chamado de "chefe".
A partir daí, criou-se uma operação irregular de quebra
dos sigilos do caseiro, que, segundo a PF, envolveu Palocci e a alta cúpula da
Caixa Econômica Federal, para tentar desqualificar o depoimento de Francenildo.
A farsa, porém, foi descoberta e custou a cabeça de Palocci. Ele deixou o
governo em 27 de março.
O processo contra Palocci no caso de Ribeirão Preto é um
documento com 15.000 páginas e detalha todo o esquema de corrupção no sistema de
coleta de lixo e limpeza pública durante sua gestão e a de seu sucessor,
Gilberto Maggione.
Fonte: Veja Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 15h05
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A FARRA DOS BANCOS
Bancos pagam feriado na praia de 47
juízes
Febraban gasta R$ 182 mil e leva magistrados e suas famílias a
Comandatuba, na Bahia, para discutir "spread" e
crédito
Encontro contou ainda com outros 60
participantes; banqueiros dizem que evento visa um diálogo aberto com os
juízes
FERNANDO RODRIGUES ENVIADO
ESPECIAL A COMANDATUBA
O feriado de Sete de Setembro foi
especial para 16 ministros (dois aposentados) do STJ (Superior Tribunal de
Justiça) e 31 desembargadores de sete Estados: eles receberam passagem e estada
grátis no resort de luxo Transamérica da Ilha de Comandatuba, no litoral baiano,
para assistirem a algumas palestras sobre como funciona a arquitetura do crédito
do sistema bancário brasileiro.
O patrocínio do evento foi da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), que
arcou com uma fatura de ao menos R$ 182 mil com hospedagem e transporte dos 47
juízes. Esse valor é estimado com base no número de magistrados presentes e de
seus acompanhantes multiplicado pelo preço básico promocional cobrado pelo
pacote.
Os magistrados podiam trazer familiares para o hotel. A lista completa de
participantes não foi divulgada.
A agenda em Comandatuba foi leve. As palestras começavam às 16h. Terminavam
por volta de 20h30, com jantar e algum show. O restante do tempo era livre. O
domingo também foi aberto para passeios.
O seminário "A importância do crédito como fator de desenvolvimento econômico
e social" teve como ponto alto, logo na sessão de abertura -às 18h30 do dia 7 de
setembro- uma palestra de Pedro Moreira Salles, presidente e acionista do
Unibanco. Com gráficos e tabelas projetadas num telão, o banqueiro tentou
explicar aos juízes que o spread cobrado nas operações de crédito no Brasil não
é tão alto como se pensa.
O spread é a diferença entre o que o banco paga para captar o dinheiro e a
taxa que cobra de quem pede recursos emprestados. Para Moreira Salles, esse
spread, após descontados custos do banco e impostos, seria próximo de 1%. O
banqueiro disse que o lucro médio sobre o patrimônio líquido médio das dez
maiores instituições financeiras do país seria menor do que o apurado em
mineração, siderurgia, transportes e concessões e petróleo.
Os juízes só chegaram a Comandatuba na tarde de 7 de setembro num Air Bus
fretado da TAM que atrasou a saída de São Paulo. O avião fez escala em Brasília
para pegar magistrados de tribunais superiores. Aterrissou na pista do hotel
Transamérica por volta das 16h.
Além dos magistrados, o evento contou com outras 60 autoridades. Além de
Pedro Moreira Salles, compareceram o presidente do Bradesco e da Febraban,
Marcio Cypriano, o presidente do Itaú, Roberto Setúbal, o presidente do Banco
Real, Fábio Barbosa, e até Ivan Moreira e Rodrigo Pacheco, do Banco Rural,
instituição que teve o nome ligado ao mensalão.
Quando indagados, os banqueiros explicam o evento como um diálogo com os
juízes. Uma maneira de "um conhecer melhor o outro", na explicação de Marcio
Cypriano. Esse é o terceiro encontro realizado nesse formato nos últimos três
anos, sempre num resort de luxo e com o patrocínio da Febraban. Nada é feito de
maneira escondida e a imprensa tem acesso a todos os debates.
No segundo dia, os juízes assistiram à apresentação "Spread bancário:
trabalho científico sobre sua composição", feita pelo professor Alexandre Assaf,
da FEA-USP, contratado pela Febraban e pesquisador da Fundação Instituto de
Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras.
Com transparências projetadas na tela do auditório, Assaf concluiu que o
spread anual médio dos bancos ficaria em até 2%. No meio da apresentação, um
quadro mostrava que o lucro líquido dos bancos subiu de 2002 a 2005 de 10,6%
para 15,6% em relação ao chamado "valor adicionado" (todas as riquezas
produzidas pelo setor). Um juiz que pediu anonimato, saiu da sala e ironizou:
"Bom, o tal do spread eles estão dizendo que é baixo, mas o lucro deles cresceu
50% em quatro anos".
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 15h01
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Mais banco, menos popular
Com inadimplência batendo em 25% da carteira de crédito, instituição troca
regras para concessão de empréstimos e fica parecida com as entidades comerciais
normais
Marcelo Tokarski Da equipe do Correio
Criado pelo governo Lula para promover a inserção dos brasileiros de baixa
renda no sistema bancário, o Banco Popular do Brasil acumula um prejuízo de R$
126,6 milhões nos seus dois primeiros anos de operação. A situação levanta
dúvidas sobre a viabilidade do sistema. Para reverter o quadro, a instituição -
que é uma subsidiária do Banco do Brasil (BB) -, começou a tratar os clientes de
baixa renda com critérios utilizados pelo sistema financeiro tradicional,
distanciando-se do modelo de crédito simples, fácil e rápido. O objetivo das
mudanças é reduzir a alta inadimplência de sua carteira, que no primeiro
semestre de 2006 respondeu por cerca de 80% de seu prejuízo operacional, devido
às provisões (poupança) que precisaram ser feitas para cobrir o calote.
O presidente do Banco Popular, Robson Rocha, revelou ao Correio que a
inadimplência chega a impressionantes 25% do total que o banco empresta. Ou
seja, de cada R$ 4 de crédito concedido, R$ 1 não volta. No sistema bancário
comercial, o atraso da carteira costuma ser abaixo de 10%. "O que tem impactado
fortemente no nosso resultado operacional é a inadimplência", reconheceu. As
mudanças, espera Rocha, vão permitir que a instituição deixe de ter prejuízo já
no próximo ano - na verdade, a meta é fazer com que as contas passem a ficar
azuis no fechamento do primeiro semestre de 2007. Até agora, o banco já concedeu
R$ 285 milhões em empréstimos para pessoas de baixa renda.
A alta inadimplência se explica, segundo o executivo, pelos critérios antes
utilizados na abertura das contas correntes. Até março deste ano, o cliente
recebia o cartão do Banco Popular em 20 dias, ficando automaticamente apto a
contrair um empréstimo entre R$ 50 e R$ 600, sem qualquer restrição cadastral.
Além disso, não são exigidos sequer comprovantes de renda e de residência.
Agora, após a abertura da conta corrente, o cliente precisa esperar 90 dias para
poder ter acesso ao crédito.
Durante esse prazo, a instituição faz uma análise de crédito do novo cliente,
procedimento antes inexistente, apesar de comum nos bancos. O estudo de risco
começou a ser feito no final de junho com o objetivo de reduzir o calote.
"Analisamos o histórico de quem já foi cliente, o padrão de gasto e a renda
familiar", explicou o presidente. A avaliação é feita de acordo com metodologia
criada pela Diretoria de Crédito do Banco do Brasil. Segundo Robson Rocha, a
partir de dezembro a carteira deve se mostrar mais saudável, o que será
fundamental para reverter o prejuízo.
Além de passar a analisar o risco de calote, o Banco Popular tomou medidas
administrativas para reverter os prejuízos milionários. Uma delas foi a redução
da estrutura operacional. No final do ano passado, eram 5 mil postos de
atendimentos. Agora, são 4,2 mil, uma diminuição de 16%. As metas para conquista
de novos clientes também estão bem mais modestas. Hoje, são 1,4 milhão de
correntistas, número que deve chegar a 1,5 milhão até o final do ano. "Nos
últimos seis meses, reduzimos em 27% nossa folha de pagamento. Além disso, em
julho, pela primeira vez na história do banco, houve queda na inadimplência",
afirmou, esperançoso, o presidente da instituição.
Mudança de filosofia
As medidas de segurança adotadas pelo Banco Popular vão contra a própria
filosofia do governo Lula ao abrir a subsidiária do BB. Em 2003 foi elaborada
uma legislação específica para criar as contas simplificadas, voltadas às
pessoas de baixa renda. De acordo com a lei, para abrir uma dessas contas o
consumidor deve apresentar apenas o CPF e um documento de identidade. Não é
preciso fiador ou comprovante de renda para ter acesso ao crédito. A idéia era
popularizar o crédito e inserir essas pessoas nos serviços do sistema
financeiro.
O público é específico, e bastante diverso daquele disputado à tapa pelas
maiores instituições bancárias do país. Em geral, a renda mensal nunca deve
ultrapassar três salários mínimos, ou R$ 1.050. O número de operações mensais é
limitado a 12 (quatro saques, quatro extratos e quatro depósitos). Além disso, o
valor máximo para movimentação no período é de R$ 1 mil. Pelos empréstimos, são
cobrados juros de 2% ao mês, ou 26,82% ao ano, e podem ser pagos num prazo de 4
a 12 meses, com prestação mínima de R$ 8. O valor médio dos empréstimos já
feitos é de apenas R$ 110. Os bancos que oferecem a conta simplificada são
impedidos de cobrar dos clientes as famosas tarifas, justamente uma das
principais fontes de receita dessas instituições comerciais.
Outra novidade será o lançamento, até o final do ano, de um cartão de débito
para os correntistas. Hoje, o cartão do Banco Popular permite apenas o saque de
dinheiro ou pagamento de contas nos correspondentes bancários. O cartão de
débito, que funcionará nos mesmos moldes dos utilizados pelos correntistas
tradicionais, poderá ser utilizado para pagar compras em estabelecimentos
comerciais, como lojas, restaurantes e supermercados. Não haverá limitações de
operações de débito em conta. Mas, os tetos para extratos, saques e depósitos
continuam.
O objetivo é induzir o cliente a manter o dinheiro depositado no banco -
dados do setor mostram que o pessoal de baixa renda costuma sacar grandes
quantias de uma vez só. "O cartão irá facilitar a vida do cliente, ao garantir a
portabilidade do dinheiro que está em sua conta corrente", explicou Robson
Rocha, presidente do Banco Popular. Sem querer antecipar a bandeira do serviço,
disse apenas que "será uma dessas empresas conhecidas". Outro objetivo é captar
futuros clientes para o Banco do Brasil. "O Banco Popular é uma porta de entrada
dessas pessoas (de baixa renda) no sistema bancário. Acaba funcionando como uma
forma de captação de novos clientes." (MT)
Fonte: Correio Braziliense
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h20
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MASTER NA AABB NATAL
AABB Natal vai sediar o Brasileiro de
Basquete
A AABB Natal vai ser o principal palco, em novembro, do Campeonato Brasileiro
de Basquete Master. O evento vai envolver cerca de 1,3 mil atletas, que
disputarão títulos em oito categorias masculinas e três femininas, no período de
11 a 18 de novembro. O torneio vai ser disputado pelas seleções de todos os
estados e do Distrito Federal. A AABB Natal vai sediar os principais jogos da
competição, que também terá partidas em outros oito ginásios de Natal. Os homens
vão disputar os títulos de oito categorias, divididas por faixas etárias: 35 a
39 anos, 40 a 44 anos, 45 a 49 anos, 50 a 54 anos, 55 a 59, 60 a 64, 65 a 69 e
70 em diante. Já as mulheres disputarão as categorias de 30 a 37 anos, 38 a 47
anos e 48 anos em diante.
O campeonato está sendo organizado pela
Associação de Veteranos e Amigo do Basquete do Rio Grande do Norte (Abav-RN) e
pela Federação Brasileira de Basquete Master. A expectativa dos organizadores é
de que o evento traga mais de dois mil visitantes a Natal.
Fonte: Diário de Natal
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 18h49
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TEATRO NO CCBB DO RIO
Julia Lemertz volta aos palcos depois de cinco
anos
Após meia década afastada dos palcos, a atriz
Julia Lemertz volta ao teatro na peça "Molly Sweeney – Um rastro de
luz", com direção de Celso Nunes e que estréia no CCBB carioca.
A
atriz vive a história da personagem que dá título à peça, Molly Sweeney,
uma mulher cega, desde os 10 meses, que aos 41 anos, seu marido encontra um
cirurgião interessado em restaurar-lhe a visão.
No palco, os três
personagens dividem o palco sem contracenar, apenas contam a mesma história,
cada um com sua versão.
A peça é escrita pelo irlandês Brian Friel, e a
história muda drasticamente a partir da operação bem sucedida, que coloca os
personagens em uma nova situação: a necessidade de reaprender a se relacionar
com o mundo.
O CCBB do Rio fica na Rua Primeiro de Março, 66, no Centro.
Quarta à domingo às 19h30. R$ 10.
Fonte: ObaOba
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 18h46
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