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BBlog: o BB, seus funcionários e Entidades (Blog do Romildo)


ANABB participa de evento pelo voto consciente

Deputado Jamil Murad, Frei Davi, deputados Chico Alencar,
Osmar Serraglio e Jairo Carneiro e o diretor da ANABB
Emílio Rodrigues na abertura do evento

“Povo independente, vota consciente”. Esse foi o lema da mostra realizada nesta terça-feira (5/9) no Espaço Cultural Mário Covas na Câmara dos Deputados.

Publicações de entidades representativas (ANABB e a Associação dos Magistrados Brasileiros – AMB), religiosa (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB) e social (Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida) foram expostas como forma representativa de unir em um único espaço conteúdos produzidos por essas instituições para conscientizar a população sobre a importância do voto e garantir eleições com credibilidade.
O deputado Chico Alencar (Psol-RJ), coordenador da mostra, elogiou o Manual do Candidato ANABB, voltada para orientar os funcionários do Banco do Brasil candidatos nessas eleições. “Uma publicação primorosa”, disse.

O diretor da ANABB falou sobre a importância dessas iniciativas

Para o diretor de Relações Externas e Parlamentares da ANABB, Emílio Santiago Ribas Rodrigues, a iniciativa do Movimento "Conclamação ao Voto Cidadão", oportuna e necessária, deve ser seguida pela sociedade organizada. "As instituições devem levantar, sempre, suas  vozes pela ética na política. Este exercício de cidadania mudará a realidade do nosso País", ressaltou.
O Secretário-Geral da CNBB, Dom Odilo Pedro Scherer, disse que esse tipo de iniciativa é uma forma de garantir a lisura do processo eleitoral. “Antes das eleições é preciso que a população participe intensamente”, afirmou.
O presidente da AMB, Rodrigo Collaço, disse que a cartilha “Eleições Limpas”, produzida pela Associação a qual preside, tem com um dos objetivos reduzir o número de votos nulos. De acordo com Collaço, o protesto a favor do voto nulo não é a melhor forma de se protestar. “Se querem protestar, votem consciente”. Segundo ele, anular o voto é um protesto equivocado que não surte o objetivo. Para o magistrado, o grande protesto que se pode fazer é votar e eleger bons políticos. Collaço afirmou também que o eleitor que vota nulo transfere a sua decisão para outros.
Para o Deputado Jamil Murad (PCdoB-SP) esse evento representa uma campanha histórica do povo brasileiro. “As publicações mostram que a nossa batalha salutar tem se fortalecido”, disse. Já o Deputado Jairo Carneiro (PFL-BA) ressaltou a vigilância intensa dessas instituições.

Fonte: Agência Anabb



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 19h41
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A FARRA DOS BANCOS

CMN anuncia medidas para bancos reduzirem custo de crédito

Da Redação
Em São Paulo

O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu nesta terça-feira medidas para incentivar o barateamento do crédito. O cliente de bancos terá mais facilidade para transferir o salário e as dívidas de uma instituição para outra, o que pode aumentar a concorrência e reduzir tarifas pagas pelo consumidor.

Entre as ações, estão a criação obrigatória de conta-salário pelos bancos a partir de 1º de janeiro do ano que vem, a facilitação da portabilidade do crédito entre bancos (possibilidade de mudar de uma instituição para outra) e a redução pela metade da alíquota de contribuição para o Fundo Garantidor de Crédito (usado para garantir depósitos em caso de quebra do banco), para 0,0125%.

O valor da cobertura garantida por esse fundo subirá de R$ 20 mil para R$ 60 mil.

O governo também decidiu que o Banco Central ampliará gradualmente a abrangência da Central de Risco, que atualmente leva em conta operações a partir de R$ 5.000.

Esse limite será reduzido para R$ 3.000 a partir de março de 2007 e deve chegar a R$ 1.000 reais até o final do ano que vem.

"Com essa medida, as instituições financeiras terão acesso a um número maior de informações qualificadas, reduzindo os custos de avaliação de riscos. Os principais favorecidos serão os clientes bancários de renda mais baixa", apontou o Ministério da Fazenda em nota divulgada à imprensa.

Além disso, o governo encaminhará nos próximos dias ao Congresso uma medida provisória que cria o chamado cadastro positivo (cadastro para clientes usarem se quiserem mudar de banco).

Veja a seguir, as principais medidas implementadas pelo CMN:

Portabilidade da conta-salário
O consumidor passa a escolher livremente o banco onde terá a conta-salário. Pelas regras atuais, a oferta da conta-salário é prerrogativa da instituição financeira.

A partir de agora, será obrigatória, sempre que a instituição financeira prestar serviço de pagamento de folha salarial.

Com essa medida, o trabalhador terá à sua disposição uma conta-salário na instituição que sua empresa deposita o seu salário, podendo resgatar ou mesmo transferir seus recursos para qualquer instituição financeira de sua escolha, sem custos.

Em tese, pode haver mais concorrência e redução de tarifas e de custo de empréstimos. A medida vale a partir de janeiro do ano que vem.

Portabilidade do crédito
A segunda medida está relacionada à portabilidade do crédito. Permite a transferência, por solicitação do próprio cliente, da operação de crédito que detém junto a uma instituição financeira para outra.

Isso também permitiria ao consumidor melhores condições, seja em termos de juros, volume ou mesmo de prazo.

Segundo o Ministério da Fazenda, embora permitida, a portabilidade do crédito no Brasil ainda está muito aquém do seu potencial, por vários motivos, inclusive a falta de conhecimento dos clientes bancários quanto à sua possibilidade, mas principalmente pela burocracia e custos envolvidos na operação.

Não haverá custos nas operações de portabilidade do crédito no que diz respeito a CPMF e IOF.

Portabilidade cadastral
A partir de agora, as instituições financeiras, quando autorizadas, deverão fornecer diretamente a terceiros informações referentes ao cadastro / histórico de relacionamento do respectivo cliente.

Com essa medida, bancos diferentes, quando autorizados, passarão a ter acesso de forma mais fácil ao cadastro do cliente, tendo com isso informações concisas e fidedignas para fins de avaliação de risco, o que pode se traduzir em vantagens em termos de tarifas bancárias ou mesmo melhores condições de crédito.

Cadastro positivo
O governo irá encaminhar nos próximos dias ao Congresso Nacional uma Medida Provisória para regular atividades de empresas que têm cadastros de proteção ao crédito (nos quais são listados os devedores).

A medida vai permitir que as empresas que prestam o serviço de proteção ao crédito possam coletar informações "positivas" dos respectivos consumidores. Pelas regras atuais, as empresas só podem coletar informações de inadimplência

A coleta de informação positiva possibilita haver um histórico completo do consumidor, impedindo, dessa forma, que inadimplências pontuais manchem a sua reputação de bom pagador.

Central de Risco do Banco Central
Será ampliada a abrangência da Central de Risco do Banco Central. Atualmente, a Central de Risco registra apenas as operações de crédito superiores a R$ 5.000,00. A partir de março de 2007, esse referencial será reduzido para R$ 3.000,00, e, ao final de 2007, para R$ 1.000,00.

Com essa medida, as instituições financeiras terão acesso a um número maior de informações qualificadas, reduzindo os custos de avaliação de risco, e minimizando os efeitos prejudiciais da informação incompleta.

Os principais favorecidos serão os clientes bancários de renda mais baixa que, naturalmente, tendem a obter créditos em volumes menores, que não eram registrados na Central de Risco. Isso dificultava e encarecia as operações das instituições financeiras com esses clientes.

Agora esse público tende a obter créditos em volumes maiores e com custos menores.

Fundo garantidor de crédito
O CMN reduziu pela metade (de 0,025% para 0,0125%) a alíquota de contribuição do Fundo garantidor de crédito (usado para garantir depósitos em caso de quebra do banco). O valor garantido para saque também foi ampliado de R$ 20 mil para R$ 60 mil.

Essas medidas foram adotadas porque o governo considera que o fundo já tem recursos suficientes.

Segundo o governo, a redução da alíquota terá um impacto nas taxas bancárias, e a expectativa é que haja uma redução do custo do crédito para o usuário final. (Com informações da Reuters)

Fonte: UOL Economia



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 19h32
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CAMPANHA SALARIAL

Bancários querem reajuste de 7,05%

Mariana Flores
Da Equipe do Correio

Quase um mês após apresentarem suas reivindicações, bancários de diferentes cidades do país fizeram ontem protestos pedindo agilidade nas negociações com os bancos. A entidade que representa as instituições, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), braço sindical da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), cancelou a reunião que deveria ocorrer nesta semana para discutir a questão salarial. Segundo a assessoria de comunicação da entidade, não há previsão de uma nova data para o encontro. Os funcionários tentam agora apressar as discussões e não descartam a possibilidade de greve, seguindo o exemplo de anos anteriores.

Em Brasília a manifestação limitou-se à distribuição de panfletos no Setor Bancário Sul durante o horário de almoço. Mas em outras cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, o protesto ganhou mais força. Nas duas capitais houve atraso de até duas horas na abertura de algumas agências. Em Rio Branco, no Acre, os funcionários de algumas agências distribuíram banana e pirulitos aos clientes. Mas mesmo em Brasília, há a possibilidade de os trabalhadores reforçarem o protesto nos próximos dias, segundo o diretor de Administração do Sindicato dos Bancários em Brasília, José Avelino Barreto Neto. "Ainda não há nenhuma assembléia agendada, mas ela não está descartada. Greve é um instrumento que a gente tem que pensar o tempo todo", afirma.

Com data-base em 1º de setembro, os bancários apresentaram no último dia 11 a proposta da campanha salarial deste ano. Eles reivindicam um reajuste de 7,05% além da inflação acumulada no período. Na pauta estão ainda um índice de 5% como participação nos lucros e resultados e um aumento considerável no piso salarial - saltaria de R$ 839,93 para R$ 1,5 mil.

Amanhã o sindicato brasiliense representa a categoria em uma reunião com a Caixa Econômica Federal para discutir questão específicas. Dos 19 mil funcionários de bancos lotados no Distrito Federal, cinco mil são da instituição, segundo o sindicato. Além das reivindicações gerais, eles brigam por uma jornada de seis horas, isonomia entre os empregados e contratação de mais trabalhadores. A maioria dos bancários da cidade, no entanto, está no quadro do Banco do Brasil - cerca de nove mil. Nesse caso, a pauta específica de reivindicação contempla implantação de um novo plano de carreira e devolução das horas compensadas por causa de greves passadas, entre outros itens.

Fonte: Correio Braziliense



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h03
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CONTAS APROVADAS

Associados aprovam contas da CASSI

Funcionários da ativa e aposentados do BB dão mais de 28 mil votos favoráveis ao Relatório Anual 2005 da Caixa de Assistência

O Relatório Anual 2005, referente às contas da CASSI no ano passado, foi aprovado por 28.705 votos na consulta realizada entre os dias 25 e 31 de agosto. Eles representam 46,64% dos 61.554 titulares do Plano de Associados que participaram da votação. Sem os votos nulos e brancos, os que votaram pela aprovação das contas (Sim) representam 76,72%.

As contas não foram aceitas por 8.712 votantes. Eles significam 14,15% do total de votantes ou 23,28% dos votos excluídos os brancos e nulos.

Outros 24.137 associados (39,21%) deram votos nulos ou em branco.

A consulta ao corpo social foi realizada pelo SissBB e terminais de auto-atendimento (funcionários da ativa)  e pelo fone 0800 da Previ (aposentados). Esse processo assegura transparência à gestão e fortalece a participação dos associados nas decisões da CASSI.
 
Entre os funcionários da ativa, 60.439 (67,7% dos que tinham condições de voto) participaram da votação. Destes, 46,29% votaram pela aprovação do Relatório Anual, 13,85% pela rejeição e 39,86% nulo ou em branco.

Dos 1.115 aposentados que votaram, 65,29% aprovaram as contas, 30,49% rejeitaram e 4,22% depositaram voto nulo ou em branco.
 
Fonte: Cassi


Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h00
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A FARRA DOS BANCOS

Dívida poderá migrar entre bancos

Correntista vai autorizar transferência sem o pagamento de tributos; governo anuncia pacote hoje

Obrigatoriedade da conta salário também estará no pacote, o qual permite que o trabalhador transfira o valor de um banco a outro

LEANDRA PERES
IURI DANTAS

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA O pacote de redução dos juros bancários que será anunciado hoje pelo governo incluirá pelo menos duas medidas principais: a autorização para que os correntistas transfiram suas dívidas de um banco para outro, sem o pagamento de tributos, e a obrigatoriedade da conta salário, que, na prática, permitirá que o trabalhador repasse seu salário, sem custo, para uma instituição diferente da que recebe seus vencimentos.

"As medidas serão anunciadas amanhã (hoje) e têm o objetivo de reduzir o "spread'", disse o ministro Guido Mantega (Fazenda). "Spread" é a diferença entre o custo de captação e a taxa cobrada pelos bancos nos empréstimos aos correntistas.

Embora Mantega tenha negado, há possibilidade de o governo aprovar hoje, também durante a reunião do CMN, a permissão para que os bancos financiem imóveis com desconto em folha de pagamento.

O pacote incluirá também a redução no valor de R$ 5.000 das operações de crédito que os bancos têm de incluir na Central de Risco de Crédito. A ampliação da central custará R$ 40 milhões ao governo.

A obrigatoriedade da conta salário não terá aplicação imediata para todos os trabalhadores. Ela é considerada a medida mais importante do pacote.

A Folha apurou que o governo estabelecerá um período de transição para respeitar contratos e acordos que tenham sido fechados entre os bancos e os empregadores e dará prazo para que os sistemas de informática dos bancos sejam adaptado para essas operações.

A decisão do governo atende o lobby bancário contrário à portabilidade dos salários no caso de acordos já assinados. Hoje, as empresas recebem entre R$ 4 milhões e R$ 50 milhões dos bancos para transferir suas folhas de pagamento para uma instituição por períodos de cinco anos. O governo avalia que haveria contestações jurídicas caso impusesse a obrigatoriedade da conta salário sem prazo de transição.

O processo para transferência do salário deverá ser simples. O trabalhador terá de ir apenas uma vez ao banco em que recebe para autorizar a operação. A partir daí, a instituição financeira ficará encarregada de repassar o dinheiro mensalmente para o banco indicado pelo cliente.

Já a migração de dívidas será um pouco mais trabalhosa para o correntista. Ele terá de negociar com duas instituições bancárias: aquela em que ele tem o financiamento e o banco no qual conseguiu refinanciar sua dívida com juros mais baixos. A portabilidade valerá para todos os tipos de dívida -crédito direto ao consumidor, financiamento de veículos-, exceto para os créditos habitacional e consignado, que não poderão migrar entre os bancos.

Sem CPMF e IOF
A contrapartida a todo esse trabalho será a chance de fazer a transferência sem o pagamento da CPMF e do IOF. Os bancos poderão cobrar tarifas de seus clientes nessas operações, mas o governo vai regulamentar essa cobrança de modo que não inviabilize a operação.

Hoje, quando refinancia suas dívidas em outro banco, o contribuinte paga os impostos duas vezes. A primeira, quando saca o dinheiro de sua conta corrente para quitar o débito no banco em que tomou o empréstimo originalmente. O segundo recolhimento acontece no momento em que o cliente paga as prestações do novo financiamento: quando os recursos saem da conta e quitam a dívida, há incidência da CPMF.

A medida que será anunciada hoje dispensa o pagamento da CPMF e do IOF na transferência dos recursos entre um banco e outro.

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h51
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JUSTIÇA TRABALHISTA

TRTs dispensam conciliação e ações são extintas no TST

Zínia Baeta

A divergência de interpretação entre o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e parte das demais instâncias da Justiça do Trabalho em relação ao uso das comissões de conciliação prévia (CCP) tem feito com que processos trabalhistas sejam extintos após anos de trâmite no Poder Judiciário. Das seis turmas da corte superior, cinco entendem que é obrigatória a passagem do trabalhador pela comissão - quando existente - antes de ingressar com uma ação na Justiça trabalhista. Uma das turmas, a sexta, ainda não avaliou a questão.

O problema surge porque há tribunais, como o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, para os quais a passagem pela comissão de conciliação é facultativa e não é motivo para a extinção de processo judicial. Desde 2002 o TRT possui uma súmula com essa previsão. Por isso, as ações dos trabalhadores que não compareceram a uma comissão, ao chegarem ao TST, têm sido julgadas extintas.

O ministro do TST Ives Gandra da Silva Martins Filho afirma que a Lei nº 9.958, de 2000, prevê que qualquer demanda de natureza trabalhista será submetida à comissão de conciliação prévia caso tenha sido instituída a comissão na empresa ou no sindicato da categoria. Mas, segundo ele, há situações em que o trabalhador poderá justificar por que deixou de passar pela comissão. Se próxima à casa do empregado há uma vara do trabalho e a comissão está em outra cidade, esta poderia ser uma justificativa, exemplifica. Há também as situações, questionadas na Justiça, de comissões que apenas referendariam a vontade do empregador. "Nesse caso, o trabalhador deve entrar na Justiça e apontar os problemas ocorridos. O que ele não pode deixar de fazer é passar pela comissão", afirma.

O advogado Humberto Gordilho dos Santos Neto, do escritório Gordilho, Napolitano e Checchinato Advogados, possui cerca de 80 processos nos quais a obrigatoriedade de o trabalhador passar pelas comissões de conciliação prévia é discutida. Deste total, cerca de 15 estão no TST e cinco já transitaram em julgado, com extinção do processo. Santos Neto explica que, das ações transitadas em julgado - nas quais ele representa as empresas -, os trabalhadores ganharam na primeira e segunda instância, mas perderam na corte superior. De acordo com ele, esses processos levam em média cinco anos até chegarem ao TST. Santos Neto defende uma postura conservadora dos advogados nessas situações, o que evitaria colocar em risco o direito do trabalhador. "É lamentável que se demore tanto tempo em discussões como essa", afirma a advogada Adriana Calvo. Para ela, essa demora representa um "sofrimento processual" gerado por uma discussão técnica. "Imagina o advogado dizer para o cliente que o processo foi extinto depois de dez anos de discussão", afirma.

O ministro do TST Carlos Alberto Reis de Paulo diz que na primeira e segunda turmas da corte há processos sobre o tema com pedidos de vista. O que, segundo ele, significa que a matéria poderá ser repensada. Quanto às divergências, caso da súmula do TRT, o ministro diz que não há o que ser feito. Isso porque o TST não possui uma orientação jurisprudencial sobre o tema. Portanto, não há uma norma a ser seguida pelos TRTs.

O advogado Walter Silva, sócio do escritório Evaldo Ramos Advogados, lembra que há uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) que questiona a Lei nº 9.958. A ação, proposta pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio em 2000, está com vista para o ministro Sepúlveda Pertence. O advogado afirma que em diversos processos têm sido discutida a inconstitucionalidade da norma. E em muitos casos há a declaração, de forma incidental (apenas para o caso específico), de inconstitucionalidade da legislação.

Fonte: Valor Online



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h38
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A FARRA DOS BANCOS - FOLHAS DE PAGAMENTO (1)

Banco paga até R$ 50 mi por conta salário

Empresas fazem leilão de folhas de pagamento entre instituições financeiras, que desembolsam valor para ter funcionários como clientes

Antes restrita à negociação de tarifas, prestação de serviço bancário agora envolve somas de acordo com o número de empregados e seus salários

SANDRA BALBI
DA REPORTAGEM LOCAL

Empresas nacionais e multinacionais estão leiloando suas folhas de salários entre grandes bancos ávidos por arrebanhar, num só lance, um pacote de milhares de correntistas. A Folha apurou que 11 grandes empresas receberam dinheiro para entregar o processamento da folha de pagamento dos empregados a um único banco, em licitações que envolveram as maiores instituições financeiras do país.

Por trás dessa movimentação, iniciada no ano passado, há uma corrida para garantir o máximo de contratos antes que o governo aprove medida que torne obrigatória a conta salário e a livre opção bancária, permitindo ao trabalhador decidir em que banco quer receber o dinheiro.

Nos leilões promovidos por empresas do porte do grupo Votorantim, JBS-Friboi, Dixie-Toga, Arcelor, Tigre, Marco Polo e Boticário, os bancos pagaram entre R$ 4 milhões e R$ 50 milhões para ter a exclusividade da folha de salários, em geral por um período de cinco anos. Nesse tempo, os bancos contam recuperar o investimento com a venda de produtos financeiros aos empregados-clientes e com a cobrança de tarifas.

Licitações feitas por Sadia, Colgate Palmolive, Goodyear e Philip Morris também envolveram pagamento, segundo a Folha apurou, embora os valores não sejam conhecidos. Todas as empresas negociaram, também, redução ou isenção temporária de tarifas bancárias para seus empregados.

Valor de mercado

A movimentação no setor privado começou depois que o então prefeito José Serra (PSDB) leiloou, em setembro do ano passado, a folha de pagamento dos 210 mil funcionários da Prefeitura de São Paulo. O Itaú pagou R$ 510 milhões pela exclusividade do serviço -cerca de R$ 2.400 per capita.

Desde então, as empresas descobriram que suas folhas salariais valem muito e obtêm entre R$ 833 e R$ 2.300 por funcionário nos seus leilões.
Nos primeiros leilões de folhas salariais realizados pelo setor privado, o preço pago por um funcionário com alto salário equivalia a 60% do que o Itaú desembolsou por um trabalhador graduado da Prefeitura de São Paulo. Para os salários mais baixos, um empregado do setor privado valia 30% de um similar da prefeitura.

O "deságio" no preço per capita da folha salarial das empresas deve-se ao risco de demissão no setor privado: um corte de pessoal pode dizimar o lote de correntistas captado.

Na maior dessas licitações, feita pelo grupo Votorantim, que centralizou a folha de pagamento dos quase 28 mil empregados da Votorantim Industrial, o ABN Amro decidiu pagar R$ 1.789 por funcionário.

O banco holandês substituiu oito bancos que faziam o pagamento dos salários das 12 empresas da unidade industrial do grupo. Consultado, o diretor financeiro da Votorantim Participações, Luis Felipe Schiriak, informou que, no contrato, "existe uma cláusula de confidencialidade" sobre o pagamento feito pelo ABN Amro. O banco também não se manifestou sobre o valor pago.

"Ao avaliarmos uma licitação, levamos em consideração vários aspectos, entre eles a quantidade de contas salário envolvidas, a segmentação da folha e a necessidade de investimentos para suportar o atendimento aos potenciais clientes", diz o diretor comercial do ABN Amro, Wagner Ferrari.

O segredo do negócio com folhas de pagamento, segundo consultores, é a pirâmide salarial. Os bancos calculam o custo e as receitas por funcionário para ver se compensa a aquisição. Empresas com um percentual elevado de trabalhadores de baixa renda não interessam às instituições financeiras.

Já corporações como o grupo Votorantim são muito disputadas. A Folha teve acesso à chamada da licitação ("request for proposal") do grupo Votorantim. No documento, entre as informações relevantes, a companhia mostra que 46% dos trabalhadores recebem entre R$ 1.000 e R$ 3.000, 40% até R$ 1.000 e 14% ganham acima de R$ 3.000 mensais.

Outra licitação de peso foi a da folha de pagamento do grupo Arcelor Brasil, realizada em julho deste ano. Com 14,5 mil empregados, a folha foi disputada por oito bancos. Segundo informação da assessoria do grupo, participaram da licitação Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Unibanco, ABN Amro e Santander Banespa.

Quem levou o pacote de funcionários para sua base de clientes foi o espanhol Santander Banespa, mediante o desembolso de cerca de R$ 35 milhões. O banco começa a operar a folha a partir de outubro.

Silêncio

A Folha procurou as empresas que licitaram suas folhas, mas a maioria não se manifestou. Os bancos, com exceção do ABN Amro, também não responderam ao pedido.

A Philip Morris informou, por intermédio de sua assessoria, que todos os anos faz licitação para fornecimento de serviços bancários. O objetivo, segundo a companhia, é verificar se está pagando as menores tarifas bancárias do mercado. Há seis anos é o Itaú que presta o serviço, e o banco não pagou para manter a exclusividade, de acordo com a Philip Morris.

O grupo JBS-Friboi informou que, "recentemente, fez licitação da folha de pagamento da empresa entre os maiores bancos brasileiros".

O objetivo foi "melhorar a prestação de serviços aos colaboradores da empresa". Também não comentou o valor pago pelo Unibanco -avaliado em cerca de R$ 10 milhões- para ter os 12 mil funcionários da empresa como correntistas.

Fonte: Folha de São Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h45
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A FARRA DOS BANCOS - FOLHAS DE PAGAMENTO (2)

Lobby tenta evitar que medidas do governo "anulem" acordo entre empresas e bancos

DA REPORTAGEM LOCAL

Bancos e empresas correm contra o tempo e se armam para evitar que seus negócios com a folha de pagamento de funcionários faça água. Amanhã, na reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional, o governo deve anunciar medidas que tornem obrigatória a abertura de conta salário pela empresa e que permitam ao trabalhador transferir dinheiro para o banco da sua preferência, sem custos. A decisão deverá sair via medida provisória.

Embora a conta salário exista há dois anos, ela é hoje opcional, e os bancos criam dificuldades para transferir o dinheiro dos trabalhadores para outra instituição de sua escolha.

Na semana passada, o assunto esteve na pauta do CMN e enfrentou forte pressão dos bancos. Eles tentam ganhar tempo para ampliar sua base de clientes cativos, conquistando novas folhas de pagamento. Querem que a obrigatoriedade da conta salário só entre em vigor seis meses após a aprovação e que os contratos já firmados não sejam atingidos pela medida. Também preferem que as medidas sejam implantadas via resolução do BC, e não por MP.

A Folha teve acesso a uma minuta de resolução discutida no dia 14, no conselho da Febraban, entre presidentes de bancos e diretores do Banco Central. O texto foi aprovado com apenas um voto contrário e estabelece a obrigatoriedade da transferência de salários e aposentadorias para o banco que o trabalhador escolher.

Só contratos futuros

A Febraban conseguiu incluir no texto um artigo definindo que a norma não se aplica a contratos e convênios já existentes. As empresas que licitaram suas folhas de salários também têm interesse em manter contratos, já que a ruptura implicaria devolução de parte do dinheiro recebido no leilão da folha de pagamento.

A folha de salários sempre foi forte moeda de troca usada pelas empresas para obter vantagens dos bancos, diz José Carlos Rodrigues, sócio da System Plus, especializada em administração de pessoal.

"Nos tempos de inflação alta, os bancos que detinham o pagamento da folha salarial antecipavam o dinheiro para as empresas e não cobravam juros."

Hoje, diz Rodrigues, eles querem reter os funcionários como clientes. As empresas que ainda não aderiram aos leilões conseguem descontos nas tarifas, juros menores nos financiamentos e até uma linha de crédito pré-aprovada.

Os bancos chegam a oferecer financiamentos com juros 30% abaixo dos de mercado às empresas que lhes entregam suas folhas de pagamento, segundo Celso Eduardo, diretor de recursos humanos do grupo Soma. "Também podem ocorrer negociações de tarifas menores para os funcionários, mas isso não é prioritário", observa.

Fonte: Folha de São Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h43
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A FARRA DOS BANCOS - FOLHAS DE PAGAMENTO (3)

Negociações são "imorais", diz sindicato

DA REPORTAGEM LOCAL

No movimento sindical a onda de leilões de folhas de pagamento, iniciada no ano passado, ainda é desconhecida. "Não sei se essa prática é legal, mas é imoral", afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino.

Na sua opinião, "as empresas estão usando um patrimônio do trabalhador -a conta bancária- para fazer negócio".

Cada pacote de clientes que os bancos conquistam significa crescimento de receitas para essas instituições, segundo ele.

"Até 1994, os bancos não cobravam pelos serviços de conta corrente. Hoje, eles têm uma cesta de tarifas e cobram mesmo que o cliente não use os serviços", diz Marcolino.

Estudo do Dieese constatou que no início de fevereiro o custo médio mensal de uma cesta de tarifas bancárias era de R$ 22,48. O mesmo estudo aponta forte crescimento das receitas dos três maiores bancos do país com as tarifas de conta corrente.

No Banco do Brasil, o pacote de serviços (Plano Ouro) teve aumento real de 39,3% de 2001 para 2005. No Bradesco, os preços dos serviços de conta corrente tiveram ganho real de 64,2% e no Itaú, de 39,9% no mesmo período.

Desde o ano passado, algumas categorias de trabalhadores conquistaram isenção de tarifas nas suas contas de salários. Foi o caso dos metalúrgicos e dos químicos do ABC.

"Os trabalhadores gastavam R$ 300 por ano com tarifas bancárias. Hoje, mais de 60% da categoria está isenta desse pagamento", diz o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo. O benefício só atinge os trabalhadores atendidos por um posto bancário no local de trabalho.

Também os metalúrgicos de São Paulo negociaram o benefício com algumas empresas em 2005. Eles incluíram a isenção de tarifas no rol de reivindicações da campanha salarial deste ano, que termina em novembro. (SB)

Fonte: Folha de São Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h42
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CCBB EM BRASÍLIA

Sons do Planalto

Shows apresentam diferentes estilos musicais candangos

Os brasilienses terão a grande oportunidade de conhecer os diferentes estilos da produção musical candanga nos palcos do CCBB. Entre os meses de setembro e outubro acontece o projeto Sons do Planalto. Serão cinco shows com músicos da cidade em parcerias inéditas.

O módulo Instrumental e MPB abre o evento com a participação da consagrada Orquestra de Violões de Brasília. Os mestres de cordas Jaime Ernest Dias e Paulo André Tavares aproveitam para comemorar os 15 anos da Orquestra, com o cantor, compositor e pianista Eduardo Rangel, a cantora Célia Porto e o violeiro Rênio Quintas.

No segundo domingo (10) o módulo Sertanejo e Música Folclórica reúne Roberto Correia e viola do Seu Badia Medeiros. No dia 17, o Rap reúne GOG, um dos maiores nomes do gênero do Brasil e a juventude de Flora Matos.

O dia 24 de setembro será dedicado ao Pop Rock e traz ao palco Móveis Coloniais de Acaju, com a participação de Gabriel Thomas, ex Little Quail and the Mad Brids. E para fechar o projeto cultural, no dia 08 de outubro o módulo Música Experimental anima o público com a levada afro-tribal-brasileira do Há-ôno-BeKo (foto) e a improvisação do histórico Liga Tripa.

Anote na agenda a programação do evento:

03/09 - Instrumental e MPB: Orquestra de Violões convidando Célia Porto e Eduardo Rangel
10/09 - Sertanejo e Música Folclórica: Roberto Correia convidando Seu Badia Medeiros
17/09 - Rap: Tropa de Elite com a participação especial de GOG
24/09 - Pop Rock: Móveis Coloniais de Acaju com a participação de Gabriel Thomas
08/10 - Música Experimental: HA-ONO-BEKO e Liga Tripa

Fonte: Guia da Semana



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 19h49
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A GREVE QUE DERRUBOU O PIB

Auditores da Receita reagem a afirmações de Mantega

O ministro da Fazenda atribuiu parte da queda do PIB no segundo trimestre à greve da categoria

Adriana Fernandes

BRASÍLIA - Os auditores da Receita Federal reagiram nesta sexta-feira à declaração em que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, atribuiu parte da queda do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre à greve da categoria. O presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Unafisco), Carlos André Nogueira, disse que a culpa do resultado do PIB fraco é da política econômica.

"Essa afirmação (do ministro) não tem sustentação. É uma tentativa de dividir com outros a responsabilidade", disse Nogueira. Segundo ele, a declaração do ministro deixou a categoria com uma imagem ruim perante a sociedade. "Fica parecendo que a nossa greve teve todo esse efeito sobre o resultado do PIB", ponderou ele.

Para explicar o desaquecimento da economia no segundo trimestre, o ministro Mantega, em entrevista, citou na quinta-feira como fatores de desaceleração do PIB a Copa do Mundo de Futebol, que diminuiu o número de dias de trabalho, a greve dos auditores da Receita e serviços de manutenção em plataformas da Petrobrás.

"A causa do fraco desempenho da economia está, principalmente, na alta tributação sobre o consumo, que retira o poder de compra da população, nos juros altos e na valorização do Real", afirmou o presidente do Unafisco. Ele ressaltou que a construção civil desacelerou, passando de 7% no primeiro trimestre para 2,6% no segundo. E o investimento recuou 2,2% em comparação com os três primeiros meses do ano.

Os auditores fiscais ficaram em greve por dois meses, de maio a junho. O movimento só foi suspenso depois que o governo acenou com a edição de uma medida provisória definindo reajustes salariais para várias categorias, entre elas a de auditor da Receita.

Fonte: Agência Estado



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h31
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SINDICALISMO

Do jornalista Elio Gaspari na Folha de S. Paulo:

Greve de placa

Os trabalhadores brasileiros deveriam mandar botar uma placa de bronze na entrada do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo. Diria o seguinte:

"Sendo presidente deste sindicato o metalúrgico José Feijóo, às 21h30 de terça-feira, 30 de agosto de 2006, horas depois da dispensa de 1.800 operários da Volkswagen, a porta deste sindicato estava fechada. Se alguém quisesse saber das novidades, era informado pelo guardião das duas fechaduras da portaria que deveria voltar no dia seguinte.

Era presidente da República o excelentíssimo senhor Luiz Inácio Lula da Silva, operário metalúrgico de 1959 a 1972 e presidente deste sindicato de 1975 a 1980.

Era ministro do Trabalho o excelentíssimo senhor Luiz Marinho. Operário da Volkswagen desde 1978, presidiu este sindicato de 1997 a 2003.
São Bernardo do 173º da Independência, 116º da República, 3º do governo petista."



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h23
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