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BBlog: o BB, seus funcionários e Entidades (Blog do Romildo)


A FARRA DOS BANCOS

Gigantes em guerra pelo holerite

Folha de pagamento vira alvo de disputa entre instituições financeiras

Silvia Fregoni

A exemplo de Estados e municípios, empresas de diversos setores estão vendendo a instituições financeiras o direito de explorar a folha de pagamento dos seus empregados. Realiza-se uma concorrência com a participação de vários bancos, vencendo o que oferecer o maior pacote de vantagens, que inclui geralmente um pagamento em dinheiro à corporação.

O contrato é por tempo determinado, normalmente cinco anos. A Arcelor Brasil é uma das empresas que realizaram recentemente um processo desse tipo. Em julho, oito bancos participaram de uma concorrência na companhia com o objetivo de ganhar o direito de fazer o crédito de salário de 14,5 mil empregados do grupo. O vencedor foi o Santander Banespa, que assumirá a função em outubro.

O diretor de Relações com Investidores do Itaú, Alfredo Setubal, disse que a disputa desse mercado está cada vez mais acirrada. Sempre houve negociação entre empresas e bancos para a gestão da folha, mas envolvia apenas redução de tarifas nos serviços oferecidos aos empregados e à companhia. "Hoje, a negociação é mais ampla, com pagamento em dinheiro pela instituição financeira."

Para as empresas, a contratação de um banco nesses moldes é vantajosa por implicar a racionalização dos processos - no caso de grupos com várias companhias, em que cada uma trabalhava com uma instituição - e por significar um ganho financeiro. Para os bancos, a vantagem está no acesso a novos clientes, para os quais ofertarão uma série de produtos além das contas correntes, como crédito, seguro e fundos de investimento.

No ano passado, os bancos passaram a disputar com avidez as contas dos funcionários públicos. A maior concorrência foi realizada pela Prefeitura de São Paulo, em outubro de 2005, quando o Itaú pagou R$ 510 milhões para ter o direito de explorar, por cinco anos, a folha de salários dos 210 mil servidores. O Bradesco arrematou o direito de pagar os fornecedores da cidade.

Os funcionários públicos, que têm estabilidade e salários maiores, foram os primeiros a atrair os bancos. Agora, os empregados de empresas privadas também atraem o interesse do setor. O que levou os bancos a despertar para esse mercado foi a necessidade de ampliar os negócios, especialmente o crédito, por conta do cenário de queda das taxas de juros.

Os valores envolvidos na área privada são menores, mas alcançam dezenas de milhões de reais, segundo fontes. A Arcelor Brasil confirmou que houve um pagamento por parte do Santander Banespa para assumir a folha de salário dos empregados, mas não revelou o valor.

De acordo com a companhia, a contratação de um único banco como parceiro nessa atividade faz parte do Projeto Sinergias, que visa à redução de custos com a integração das diversas empresas do grupo (CST, Belgo, Vega do Sul, além da Acesita, controlada diretamente pela Arcelor européia). Participaram da concorrência Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Unibanco, ABN Amro Real e Santander.

Fonte: O Estado de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 06h45
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OU CADASTRA COMPUTADOR OU NÃO MOVIMENTA

Da coluna Mercado Aberto, na Folha de S. Paulo:

SOB MEDIDA

O Banco do Brasil vai adotar novas regras para movimentação financeira por meio de caixas eletrônicos, internet banking e central de atendimento. A medida amplia os limites diários de movimentação financeira conforme a segmentação e o comportamento do cliente. Na internet, o banco ampliou os limites para movimentações financeiras para clientes que adotarem as soluções de segurança disponíveis, como a ferramenta de cadastramento de computadores ou certificação digital. Quem não adotar soluções adicionais de segurança terá menores limites para movimentação. Hoje, 90% das operações do BB são feitas por canais alternativos ou de auto-atendimento.



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 06h29
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CCBB SOCIAL

CCBB oferece transporte gratuito para estudantes

Visando atender principalmente escolas públicas, que não têm como levar suas crianças e adolescentes para participar das atividades oferecidas pelo Programa Educativo do Centro Cultural Banco do Brasil, em 2003, a instituição criou o serviço de transporte gratuito. Um ônibus de 44 lugares faz o trajeto escola/CCBB/escola e, durante o caminho, as crianças recebem lanche e kit contendo caderno e lápis.

Márcia Fleischnner, assessora do Programa Educativo, explica que o ônibus possibilita uma democratização da cultura. “Nosso objetivo é levar cultura às pessoas que tem menos acesso à esse tipo de informação. Quando começamos com as oficinas, percebemos que muitas escolas e grupos interessados tinham vontade de participar, mas não tinham condições de chegar até o centro. O ônibus faz a ponte entre o desejo de informação dessas pessoas e as atividades do CCBB”.

O ônibus, que roda cerca de 3.200 km mensalmente, pode ser solicitado de terça a sábado. O agendamento é feito de acordo com a ordem de solicitação, prioritariamente para escolas públicas, pelo telefone (11) 3113-3649, de segunda a sexta, das 9h às 18h. Além de escolas, o serviço - que desde sua implantação até junho de 2006 atendeu cerca de 55 mil estudantes - também está disponível para ONGs e associações com foco em educação.

Oficinas do Programa Educativo do CCBB:

O Centro Cultural Banco do Brasil oferece algumas atividades práticas dedicadas à grupo de estudantes, turistas, ONGs e público em geral. Para que os visitantes possam conhecer um pouco mais da história do centro e do CCBB, com seus detalhes históricos, a instituição oferece, gratuitamente, visitas acompanhadas de oficinas na atividade Conhecendo o CCBB. Aos interessados em arte e meio ambiente, outra dica é participar da oficina Reciclos e Resíduos. Uma terceira oficina é Fachadas e Avessos, atividade sobre estilo, comportamento e a importância que se dá à aparência na sociedade atual.

As três oficinas são interativas e aplicadas de acordo com as faixas etárias que compõem o grupo. A idade mínima aconselhável é de 5 anos. Todas as atividades acontecem de terça a sábado, em diversos horários, com agendamento pelo telefone (11) 3113-3649. Aos domingos não é preciso agendar, basta chegar e solicitar a atividade.


Serviço:
Ônibus do Programa Educativo – Horário de funcionamento – De terça a domingo – das 10 às 21 horas. Agendamento - Escolas, associações e grupos em geral devem fazer solicitação prévia de segunda a sexta, das 9 às 18 horas pelo telefone (11) 3113-3649.

Centro Cultural Banco do Brasil – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – SP. Aberto de terça a domingo – das 10h às 21h (próximo às estações Sé e São Bento do Metrô). Telefone para informações - (11) 3113-3651 / 3113-3652.
http://www.bb.com.br/cultura

Fonte: Jornal Spiner (Foto: Nana Rovere)



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 06h01
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EMPREGO & RENDA

Governo diz que vai contratar 33 mil até 2010

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O Ministério do Planejamento assumiu o compromisso de abrir concurso para contratar ao menos 33.125 servidores públicos até 2010. Esse é o número estimado de funcionários necessários para substituir trabalhadores contratados por meio de empresas privadas na Esplanada dos Ministérios de forma irregular.

O compromisso foi aprovado em sessão do TCU (Tribunal de Contas da União), que havia determinado a substituição dos trabalhadores de postos terceirizados. No Ministério do Desenvolvimento Social há o maior percentual de funcionários contratados por meio de empresas: os gastos superam quatro vezes as despesas com pessoal próprio. Segundo dados do TCU, os gastos com pessoal terceirizado também representavam mais do que o dobro das despesas com pessoal próprio nos ministérios do Turismo, do Esporte e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. (MARTA SALOMON)

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h53
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CCBB SOCIAL

CCBB-RJ promove visita de jovens de comunidades carentes a exposição

Eduardo Maia - O Globo

RIO - O CCBB Educativo vai promover a visita de dez grupos de crianças, adolescentes e pós-adolescentes, à exposição "Ascension", de Anish Kapoor, com esculturas, instalações e vídeo, que inclui a coluna de fumaça de 36 metros de altura.

A programação começou nesta quinta-feira, com os grupos Observatório das Favelas, da Maré, e Projeto Integração Comunitária, de Cordovil. A turma da Maré é formada por jovens de 16 a 21 anos, e a de Cordovil, entre cinco e 15 anos.

Após o passeio pelas dez obras do consagrado escultor britânico, analisadas e discutidas com os arte-educadores do CCBB, os participantes fazem oficina de arte no próprio centro cultural. As próximas visitas acontecem nos dias 31 de agosto, 01 e 05 de setembro.

Fonte: O Globo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h21
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CAMPANHA SALARIAL DO BB

BB não quer pagar o que manda o estatuto da Cassi

Em negociação realizada nesta quinta-feira, dia 25, com a Comissão de Empresa dos Funcionários e a Contraf-CUT, em Brasília, a direção do Banco do Brasil avançou muito pouco na proposta apresentada na última rodada. Os avanços se limitaram ao valor vinculado à aplicação dos serviços próprios, que evoluiu de R$ 120 milhões para R$ 200 milhões em quatro parcelas anuais.

Segundo o diretor do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) e representante do RS na Comissão de Empresa, Ronaldo Zeni, “o BB se nega a assumir os déficits passados, não aceita assumir o déficit gerado pelos dependentes indiretos e só aceita assumir o ônus para o futuro”.

Outra proposta do BB é instituir a co-participação em eventos não hospitalares, limitados a 15% dos valores dos exames e com o limitador de 1/12 dos rendimentos de cada trabalhador. “A Comissão de Empresa é contra a instituição deste valor”, destaca o dirigente sindical.

Sobre os novos funcionários, o banco quer manter a contribuição de 3,75% apresentada anteriormente, o que faria com que continuasse a descumprir o estatuto. “A Comissão de Empresa foi veemente na afirmação de que não aceitará nada menos do que o estatuto da Cassi”.

Já a reforma estatutária proposta pelo banco prevê eleições na Cassi somente de quatro em quatro anos, enquanto os sindicatos querem manter a regra atual, que é de dois em dois anos, como forma de manter a continuidade dos projetos e a integração das diretorias eleitas.

Foi apresentada também a proposta de criar uma Ouvidoria para a Cassi.

O plano odontológico, segundo o BB, deverá ser discutido fora dessa negociação, o que foi prontamente rechaçado pela Comissão de Empresa.

Ronaldo declarou que saiu frustrado da reunião com o banco. "Esperávamos ter uma proposta viável para a Cassi nessa negociação, para evitar que o tema volte a ser debatido junto com a campanha salarial. Como o banco não quis avançar, vamos mobilizar nossa base para obrigar o banco a resolver o problema da Cassi", afirmou.

A próxima rodada será realizada na semana que vem, provavelmente no dia 1º de setembro, quando continuarão os debates sobre a Cassi e se iniciará a discussão acerca da pauta específica.

Confira abaixo a contra-proposta feita pela Comissão de Empresa:

Brasília (DF), 17 de agosto de 2006.

Ao
Banco do Brasil S/A
Dires/Getra
Ed. Sede I-2º andar
Brasília (DF)

Senhor Negociador,

CASSI - Cumprimento à Cláusula qüinquagésima sexta do acordo coletivo 2005/2006

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro - CONTRAF, em seqüência as negociações sobre o tema à epígrafe, apresenta sua contraproposta ao documento que nos foi apresentado em 22/05 do corrente ano, no sentido de termo à negociação.

Aporte Extraordinário

O Banco fará investimento de R$ 400 (quatrocentos) milhões, sendo: R$200 (duzentos) milhões para investimentos em serviços próprios; e R$200 (duzentos) milhões para recomposição de reservas do Plano de Associados.

Dependentes Indiretos

O Banco assume o compromisso de ressarcir à CASSI os déficits anuais do segmento de dependentes indiretos, até a extinção do grupo. Além do que deverá aportar na CASSI os valores dos déficits apurados com essa população no período de 2001 a 2005, que perfazem o total nominal de R$ 74,8 milhões.

Cumprimento do estatuto

Imediata regularização do percentual de recolhimento da contribuição patronal sobre o salário dos funcionários admitidos a partir de 1998, conforme reza o parágrafo único do artigo 21 do estatuto da CASSI, além da quitação dos valores não vertidos até então.

Co-Participação

Não concordamos com a instituição de modelo de co-participação.

Reforma Estatutária

I. eleições diretas para Conselheiros e Diretores, extinguindo-se a Assembléia de
Representantes;
II. eleições a cada dois anos, conforme modelo atual;
IV. definição clara das funções e atribuições estatutárias para cada diretoria
V. participação paritária de representantes do Banco e dos funcionários no Conselho Fiscal da entidade, preservando a presidência do conselho para um membro entre os eleitos pelos trabalhadores.

Plano Odontológico

Inclusão de cobertura odontológica no Plano de Associados.

Custeio

Nossa proposta é que anualmente se apure o resultado do Plano de Associados, e em caso de déficit, que seja coberto pelo Banco do Brasil.

Fonte: Bancnet



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h26
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NÃO VOTE EM MENSALEIROS E SANGUESSUGAS



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 20h27
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CAMPANHA SALARIAL DOS BANCÁRIOS

Contec entrega pauta de negociações para Fenaban

A Contec entregou ontem (23) para a Fenaban a pauta de negociações para a campanha salarial deste ano. Entre as reivindicações presentes do documento, está um reajuste salarial equivalente ao do salário mínimo, ou seja 16,63%, mais reposição inflacionária, piso salarial de R$ 1.700,00, gratificação de caixa de R$ 700,00, entre outros. A primeira rodada de negociações entre a Contec e a Febraban acontece no próximo dia 30.

Já a Contraf, expressou mais uma vez a revolta pela recusa da Fenaban em negociar, não atendendo a nenhuma das reivindicações dos bancários. A confederação organizou para hoje um Dia Nacional de Lutas, com mobilizações e paralisações em todo o país. As principais delas em João Pessoa e na região central de São Paulo. Segundo o presidente da Instituição, Wagner Freitas, se não houver negociações os bancários farão greve.

Fonte: Agência Anabb



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 15h34
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TRABALHO & RENDA

Desemprego de 10,7% é o maior em 15 meses, diz IBGE

Da Redação
Em São Paulo

A taxa de desemprego em seis regiões metropolitanas do país alcançou 10,7% da população economicamente ativa (PEA) em julho, a maior taxa desde abril de 2005, quando havia 10,8% de desempregados. Os dados foram divulgados na manhã desta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em relação a junho (10,4%), o desemprego aumentou 0,3 ponto percentual. Na comparação com julho do ano passado (9,4% sem trabalho), a alta do índice foi ainda maior. No total, há 2,4 milhões de pessoas desempregadas.

A renda média do trabalhador caiu 0,7% em julho em relação a junho, mas aumentou 3,4% em comparação com julho de 2005.

A maior taxa de desemprego foi verificada na região metropolitana de Recife, com 15,3%. Em contrapartida, Rio de Janeiro e Porto Alegre registraram os menores níveis de desocupação, com 8,7% cada.

Pelo levantamento, o contingente de pessoas ocupadas era de 20,2 milhões em julho, sem alteração ante o mês antecedente. Frente a julho do ano passado, houve crescimento de 2,1%.

Entre as causas para a elevação do desemprego, está a redução do ritmo da economia brasileira no segundo trimestre deste ano.

A agricultura enfrenta crise prolongada. A indústria teve queda de 1,7% em junho em relação a maio. Segundo o IBGE, a indústria extrativa aumentou o número de empregados em 2,9% em julho. Os demais setores permaneceram com emprego praticamente estável. (Com informações de Folha Online e Valor Online)

Fonte: UOL Economia



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h16
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A FARRA DOS BANCOS

Juiz dá indenização ao banco Noroeste

Daniele Camba e Marta Watanabe

Uma decisão judicial definiu um capítulo da disputa entre os minoritários do antigo Noroeste e o seu comprador, o Banco Santander Brasil. Sentença de primeira instância do juiz Rogério Murillo Pereira Cimino, da 15ª Vara Cível, condenou o banco a indenizar o Santander Noroeste em R$ 734,35 milhões. Corrigido, o valor chega a R$ 2 bilhões, segundo cálculos do escritório Tozzini, Freire, Teixeira e Silva, que defende o Santander. Ao lado do banco, respondem solidariamente pela indenização ex-administradores e ex-controladores do Noroeste, incluindo membros das famílias Cochrane e Simonsen.

Fernando Serec, sócio do Tozzini, Freire, diz que a condenação não deverá causar desembolso para o banco, já que atualmente o Noroeste está incorporado ao Santander e hoje formam uma só pessoa jurídica. Ou seja, na prática, credor e devedor se confundem.

Mesmo sem o impacto, o escritório chegou a solicitar segredo de Justiça para evitar que a divulgação da sentença deixasse o banco "exposto a sérios riscos de ser vítima de boatos quanto à sua saúde financeira", correndo o risco de uma "corrida de correntistas aos caixas e saques em massa". O escritório alegou que "o valor da condenação é quase o valor patrimonial do banco e supera o dobro do valor de aquisição do banco Noroeste". O pedido foi negado.

Serec admite, porém, que haverá o custo financeiro dos honorários dos advogados dos autores e de um prêmio aos minoritários. O prêmio, previsto na Lei das S.A., foi determinado pelo juiz e é pago ao minoritário que defende os interesses da sociedade da qual participa. A decisão estipulou honorários de 20% e prêmio de 5% sobre a condenação. Com base nos valores dos calculados pelo Tozzini, os honorários mais prêmio totalizariam R$ 500 milhões. Tanto as famílias Cochrane e Simonsen, como o Santander, devem recorrer.

Na próxima quinta-feira, dia 31, o Santander deverá, conforme fato relevante de 26 de julho, colocar à votação em assembléia uma reestruturação societária pela qual incorporará vários bancos dentro de uma instituição nova, o Banco Santander Banespa S.A. Serec, porém, diz que a condenação não terá repercussão na operação. "A responsabilização por eventual passivo ficará limitada aos réus da ação." O banco não chegou a informar ao mercado a decisão judicial, que ocorreu após a divulgação do fato relevante.

A disputa entre os minoritários e o Santander iniciou-se em 1998, quando o banco espanhol comprou o Noroeste. Na época, o balanço de 1997 do Noroeste indicou um rombo de US$ 242 milhões. Verificou-se uma fraude pela qual os recursos teriam sido enviados a uma agência nas ilhas Cayman. O valor foi ressarcido ao Banco Noroeste pelos seus antigos controladores, que abateram o montante do valor de venda ao Santander.

Domingos Fernando Refinetti, do Machado, Meyer, Sendacz e Opice, que defende as famílias Cochrane e Simonsen, diz que os ex-controladores calcularam o ressarcimento com base nos juros americanos, já que os recursos tinham sido aplicados nos Estados Unidos.

Os minoritários, porém, alegaram que o valor ressarcido foi insuficiente para compensar o que o Noroeste teria deixado de ganhar caso os recursos nunca tivessem saído do banco. "Isso não faz sentido. O que os minoritários querem é aplicação da taxa brasileira, mas não há razão para isso, já que os recursos da agência de Cayman eram aplicados nos EUA", diz Refinetti.

Um dos aspectos que os advogados dos réus deverão combater é a indenização estipulada. "O juiz fixou um valor equivocado", diz Serec. Segundo ele, os advogados dos minoritários perguntaram ao perito judicial qual teria sido o lucro do Noroeste caso os valores tivessem ficado no Brasil. "O perito deu o valor de R$ 734,34 milhões, mas antes de citá-lo, ressalvou que apenas respondia ao quesito, sem adentrar no mérito da solicitação." Ou seja, completa Refinetti, o perito teria apenas feito a conta solicitada, sem concluir, porém, que esse deveria ter sido o critério usado.

Caso o valor seja mantido pela Justiça, essa indenização deverá ter um impacto na participação dos minoritários do antigo Noroeste. Com um patrimônio maior, eles não teriam sido diluídos na mesma intensidade que ocorreu em 1998, quando da compra pelo Santander. Na época houve um aumento que também está sendo alvo de questionamento em outras ações judiciais. "Esses minoritários são investidores profissionais que movem esse tipo de ação para criar empecilhos e problemas para tentar vender suas ações por um preço muito mais alto", diz Serec.

Procurado, o escritório Levy e Salomão, que defende os minoritários, não quis comentar.

Fonte: Valor Online



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h57
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A FARRA DOS BANCOS

BMC tem rentabilidade anualizada de 52,2%

O Banco BMC divulga hoje o balanço do primeiro semestre com lucro líquido de R$ 63,8 milhões. O resultado é seis vezes maior do que o de R$ 10,1 milhões, obtido no primeiro semestre de 2005. Parte do resultado veio do ganho não recorrente com ação tributária referente à Cofins. O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio atingiu 52,2%. A vice-presidente do BMC, Andrea Pinheiro, informou que, mesmo excluindo esse ganho, o resultado recorrente teria dobrado. Andrea informou que o balanço do semestre foi positivamente influenciado pelo aumento do crédito e pela redução da cessão da carteira.

O crédito do Banco BMC atingiu R$ 775,1 milhões ao final do semestre, dos quais 51,7% para pessoa jurídica e o restante para pessoa física. A carteira de empresas cresceu 13% sobre dezembro para R$ 389,1 milhões, com destaque para o capital de giro com garantia de recebíveis.

Já a carteira de pessoas físicas saltou 46,3% sobre dezembro para R$ 385,9 milhões. Mais de um terço (37%) dessa carteira é composta por financiamento de veículos e 11,5% são empréstimos com garantia de veículos. A grande fatia (51,1%) é de crédito consignado. No primeiro semestre, o BMC cedeu R$ 396 milhões em crédito para pessoa física entre consignado e financiamento de veículos para o Bradesco, com o qual possui um acordo operacional, outras instituições financeiras e para um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios. No semestre anterior, o volume cedido havia sido de R$ 531 milhões.

"A diminuição da cessão cria um colchão de rentabilidade para o futuro", afirmou Andrea. Quando a cessão é feita, o banco antecipa parte da receita, mas reduz os ganhos futuros a não ser que mantenha a "bicicleta" andando. A cessão foi utilizada por bancos médios após o aperto de liquidez causado pela quebra do Banco Santos. Mas, a liquidez melhorou.

Andrea ressaltou que o BMC deu um uso "conservador" para a receita proveniente da ação tributária: "Utilizamos os recursos para fazer algumas provisões e não distribuímos dividendos sobre esses valores." O BMC adequou-se assim à regra de provisionar 100% das contingências tributárias adotada pelo Banco Central (BC) neste ano, por sugestão do Ibracon, independente da probabilidade de ganho das questões jurídicas. Antes, os bancos dimensionavam as provisões baseados no parecer jurídico fornecido pelo advogado da instituição. Segundo Andrea, o BMC fez, "de imediato, praticamente toda provisão necessária de acordo com os novos parâmetros". (MCC)

Fonte: Valor Online



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h56
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A FARRA DOS BANCOS

Banco Votorantim ganha com salto do crédito

Maria Christina Carvalho

O salto de 60,1% das operações de crédito do Banco Votorantim causou um aumento de 37,2% do lucro líquido da instituição no primeiro semestre. O Banco Votorantim fechou o primeiro semestre com um lucro líquido de R$ 473,5 milhões em comparação com R$ 345 milhões em igual período de 2005. O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio ficou em 22,3%.

Ao final do semestre, o banco do grupo Votorantim tinha um patrimônio líquido de R$ 4,7 bilhões, com um índice de capitalização de 15,7%, de acordo com as normas do Comitê da Basiléia adaptadas pelo Banco Central do Brasil.

Mas esse número já cresceu, informou o vice-presidente Wilson Masao Kuzuhara: com a incorporação dos resultados do primeiro semestre e uma nova injeção de capital em aprovação pelo BC, o patrimônio vai superar os R$ 5,5 bilhões.

Fundado em 1991, o Votorantim é uma das instituições de crescimento mais rápido do mercado: no seu primeiro ano, o patrimônio líquido era de US$ 32,7 milhões; agora, está ligeiramente acima de US$ 2 bilhões.

O reforço é necessário em vista do ritmo de crescimento do banco. Kuzuhara acredita que a expansão do crédito vai desacelerar um pouco no segundo semestre, mas ainda assim em cima dos números extraordinários do primeiro semestre, quando a carteira de varejo saltou 62% para R$ 9,287 bilhões; e a de operações com pessoas jurídicas, 57,2% para R$ 5,14 bilhões. No total, a carteira de crédito atingiu R$ 14,462 bilhões, em comparação com R$ 9,035 bilhões do primeiro semestre do ano passado.

No segmento de varejo, a BV Financeira ampliou a carteira de financiamento de veículos e estendeu a atuação às operações de crédito pessoal, incluindo o consignado, e financiamento de material de construção.

Kuzuhara informou que o Banco Votorantim registrou um aumento da inadimplência na sua carteira de crédito, mas para um patamar que "não preocupa". O índice de operações com mais de 90 dias de atraso é de 3,1% da carteira total em comparação com 2,3% um ano antes e muito inferior aos 7,2% registrados em junho pelo sistema financeiro como um todo, de acordo com dados do Banco Central.

Fonte: Valor Online



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h54
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A FARRA DOS BANCOS

Lucro da Caixa cresce 43,4% com negócios com crédito e habitação

Quase 70% do resultado, ou R$ 920 mi, já havia sido repassado ao Tesouro

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A Caixa Econômica Federal lucrou no primeiro semestre R$ 1,344 bilhão e, antes mesmo de conhecer o resultado, já havia antecipado R$ 920 milhões em dividendos para o Tesouro, que é o controlador do banco.

O dinheiro repassado em duas parcelas, em abril e em maio, representa quase 70% do lucro e serviu para o governo engordar as estatísticas do programa de ajuste fiscal num período de aumento dos gastos públicos. Os recursos superam os R$ 626 milhões que a instituição pretendia distribuir como dividendos com base no resultado do primeiro semestre.

Entre os cinco maiores bancos do país, a Caixa foi a segunda com o menor desempenho, à frente do Unibanco, que teve um lucro de R$ 1,068 bilhão. O Banco do Brasil lucrou nos primeiros seis meses do ano R$ 3,8 bilhões, o Bradesco, R$ 3,1 bilhões, e o Itaú, R$ 2,9 bilhões.

O resultado da Caixa representa alta de 43,4% em comparação com os R$ 937 milhões do primeiro semestre de 2005. Segundo João Dornelles, vice de Controladoria e Finanças, o aumento do lucro se deu em razão da elevação das operações de crédito, sobretudo a empresas, e na área de habitação.

De janeiro a junho, a Caixa emprestou R$ 7,4 bilhões em crédito imobiliário, quase três vezes os R$ 2,7 bilhões no mesmo período de 2005.

"Desde o ano passado, a Caixa vem intensificando as operações com pessoas jurídicas para financiar o setor produtivo", disse Dornelles. Ante o primeiro semestre de 2005, houve alta de 48,8% nessas operações.

Esse segmento, no entanto, é também o que registra um forte aumento na inadimplência. A quantidade de operações com atraso há mais de 60 dias dobrou: 4% no primeiro semestre de 2005 para 8%.

"Esse não é um patamar preocupante. É natural que haja um aumento da inadimplência com a expansão da carteira", disse Dornelles. Já nas operações comerciais com pessoas físicas, a inadimplência é de 7%, ante 6% em 2005.

O resultado do semestre também foi impulsionado pelas receitas com a negociação de títulos públicos, que ainda representam a principal fonte do banco -cerca de 43% do total. Já a receita com operações de crédito foi de 24%.

Já os gastos com pessoal subiram 20%, devido à contratação de 8.800 funcionários no segundo semestre passado em razão de novas agências e substituição de terceirizados.

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h58
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A FARRA DOS JUROS

Juro ao consumidor cai, mas segue acima de 50% ao ano

Taxa cobrada de pessoas físicas é a menor desde 1994, diz levantamento do BC

Diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa cobrada dos clientes em julho também é a menor desde o Plano Real


DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Os juros cobrados pelos bancos nos empréstimos a pessoas físicas em julho foram os mais baixos desde o lançamento do Plano Real, em 1994. De acordo com os dados divulgados ontem pelo BC (Banco Central), as taxas médias fecharam o mês em 54,3% ao ano, uma queda de 0,9% em relação a junho.

Apesar da queda, os juros brasileiros estão entre os mais elevados do mundo. Para ter uma idéia, se for descontada a inflação prevista para este ano, de 4,5%, o cliente pessoa física dos bancos ainda paga uma taxa média anual de quase 50%.

Os juros nos empréstimos para empresas no mês passado foram de 28,3% ao ano em média. Esse resultado não é tão bom quanto o de pessoas físicas, mas ainda assim é a menor taxa desde outubro de 2002, quando a média ficou em 23,5% ao ano.

A linha de crédito mais barata para as pessoas físicas continua sendo o financiamento de veículos, com taxa de 32,6% anual. Em seguida vem o empréstimo com desconto em folha de pagamentos, que no mês passado foi feito a uma taxa média anual de 35,1%. Os bancos têm aumentado esse tipo de operações com trabalhadores do setor privado para ampliar o mercado do crédito consignado, inicialmente concentrado nos aposentados e nos servidores públicos.

O governo também anunciou avanços no que diz respeito ao aumento do crédito, que chegou a 32,6% do PIB (Produto Interno Bruto), e à redução do "spread" bancário (a diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa cobrada dos clientes), a mais nova bandeira do governo.

Os dados do BC mostram que o "spread" também é o mais baixo desde 1994. A diferença entre o que os bancos pagam nos depósitos que recebem e os empréstimos feitos para pessoas físicas é de 39,7 pontos percentuais. Esse resultado é conseqüência da queda na taxa Selic, que já caiu cinco pontos percentuais desde setembro do ano passado. Como a taxa de captação dos bancos é também a mais baixa desde o Real, é natural que o "spread" também seja reduzido.

O governo promete acelerar a redução do "spread" bancário com o anúncio de medidas que vão facilitar a transferência de recursos de um banco para outro. Uma medida provisória e várias resoluções do CMN (Conselho Monetário Nacional) estão sendo preparadas com esse objetivo. A expectativa é que sejam anunciadas na semana que vem.

Uma das propostas é criar o "DOC reverso". Com esse instrumento, será possível que o cliente transfira o seu salário para o banco em que realmente queira ter conta, em vez de ficar obrigado a operar no banco em que a empresa faz o pagamento dos salários.

"Essas medidas são importantes e terão algum efeito. Mas o mercado bancário brasileiro é muito concentrado. Isso é um estímulo a práticas pouco saudáveis de concorrência. Se você é cliente cativo, sem a possibilidade de escolher um banco, ele te esfola", diz o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco Gonçalves.

Na opinião do economista, uma queda mais acelerada dos juros, além da concorrência bancária, também seria necessária para que o objetivo do governo de baratear os empréstimos e aumentar o volume de crédito fosse atingido.

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h56
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APOSENTADORIA

Mais aposentados recebem o salário mínimo

JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Aumentou o número de aposentados e pensionistas que recebem até um salário mínimo. Dados do Ministério da Previdência Social revelam que, em março, 65,9% deles recebiam benefícios iguais ou abaixo do piso salarial. Agora, eles chegam a 67,7% do total. Isso significa que 500 mil aposentados e pensionistas foram incorporados à faixa de menor renda.

O aumento desse contingente é resultado do reajuste real de 13% que o governo aplicou ao salário mínimo. Esse índice não foi estendido aos benefícios acima do piso, que receberam aumento real de apenas 1,7%. A diferença leva ao achatamento do valor das aposentadorias de quem ganha mais.

"Não é achatamento. Discordo dessa avaliação. Para dar reajuste igual ao do salário mínimo para todos, as pessoas tinham de se preparar para pagar contribuições maiores. Teria de haver uma fonte de financiamento para isso. Não há disponibilidade orçamentária e não há lógica técnica para isso", diz o secretário de Previdência Social, Helmut Schwarzer.

Ele argumenta que a Constituição garante apenas a reposição da inflação no reajuste das aposentadorias e pensões. "Estamos apenas cumprindo a Constituição." Nos últimos anos, diferentes governos vêm corrigindo os benefícios acima do salário mínimo apenas pela variação da inflação. Representantes dos aposentados têm criticado essa política por achatar o valor dos benefícios.

O que ocorre não é o achatamento do valor dos benefícios de quem ganha mais do que o mínimo, mas sim a elevação dos de menor valor. Prova disso é que, se o governo sempre desse aumento real como o deste ano, um dia todos os aposentados ganhariam um salário mínimo. Isso ocorreria em 2029.

Neste ano, depois de negociações com o governo, os aposentados conseguiram garantir o aumento real de 1,7% para os benefícios acima do mínimo.

Segundo a Previdência, 15,8 milhões de pessoas receberam benefícios previdenciários iguais ao salário mínimo em julho. Outros 548 mil aposentados e pensionistas receberam menos do que o piso -são pessoas que dividem benefícios (por exemplo, filhos que recebem pensão por morte).

Déficit aumenta
Com novo crescimento do déficit em julho, as contas da Previdência já acumulam resultado negativo de R$ 22,482 bilhões no ano. O valor é 12,8% superior, em termos reais, ao registrado entre janeiro e julho de 2005 e reflete o descompasso entre o aumento das despesas e a evolução das receitas.

Nos sete primeiros meses de 2006, a arrecadação líquida atingiu R$ 65,1 bilhões -crescimento real de 9% na comparação com igual período de 2005. Os gastos com o pagamento de benefícios e sentenças judiciais, porém, ampliaram-se em 10%, somando R$ 87,6 bilhões.

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h54
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SANGUESSUGAS E MENSALEIROS

Da Folha de S. Paulo:

"A disputa jurídica entre a coligação PT/PCdoB em São Paulo e a organização Transparência Brasil, que apoia projetos de combate à corrupção, teve outro capítulo ontem. A coligação tentou, sem êxito, retirar da internet a campanha "Não vote em mensaleiros", promovida pela Transparência.

O diretor-executivo da Transparência, Cláudio Weber Abramo, recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral para retomar texto original de artigo publicado no site da organização, em que conclamava o eleitor a não permitir que "mensaleiros, vampiros e outros animais da mesma família" voltem ao Congresso. A parte final da frase foi retirada do artigo por determinação do TRE, com base na representação do PT/PC do B."

A campanha que o PT e o PCdoB querem tirar do ar é esta:

O que diz a Transparência Brasil:

Tendo o vista a inclusão, nas chapas partidárias que concorrerão às eleições de outubro, de todos os implicados nos escândalos recentes, a Transparência Brasil exorta o eleitor a não votar em mensaleiros, sanguessugas e implicados em outros escândalos.

Alvos de processos movidos pelo Ministério Público, indivíduos responsáveis tanto pela distribuição quanto pela recepção de subornos buscam na reeleição proteção contra a Justiça.

Para essas pessoas - e para os partidos que as acolhem - a eleição funcionará como salvo-conduto para procrastinar o julgamento pelos seus atos.

Cabe ao eleitor barrar-lhes essa saída, negando-lhes o voto, até que sejam julgados. Caso inocentados, então poderão apresentar-se de cara limpa ao eleitorado.

O mesmo vale para os inúmeros políticos que se abrigam nas mais diferentes legendas estaduais, e que respondem a processos judiciais, todos protegidos pela imunidade parlamentar, por delitos que variam de improbidade administrativa a assassinatos, tráfico de drogas, roubo de cargas, contrabando e todo um rol de crimes capitulados no código penal.

Recuse-se a votar neles.

Não vote em mensaleiro.



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h29
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CAMPANHA SALARIAL DO BB

Comissão de Empresa do BB reúne-se com diretores eleitos da Cassi

Os membros da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil reúnem-se nesta quarta-feira, dia 23, às 15h, com os diretores eleitos da Cassi. Em pauta, os problemas estruturais da Caixa de Assistência. 

No último dia 11, os diretores eleitos entregaram para a Comissão um projeto e estudos para solucionar os problemas da Cassi. No dia 17, os representantes do funcionalismo entregaram à direção do banco uma contraproposta, que inclui aporte de R$ 400 milhões por parte do banco (entre investimento em serviços próprios e recomposição de reservas do Plano de Associados), ressarcimento de déficits anuais e cumprimento do estatuto, com contribuição patronal equivalente a 1,5 vez a do funcionário.

 

A direção do BB comprometeu-se a estudar e dar resposta a esse e outros pontos na próxima negociação, marcada para esta quinta-feira, dia 24, às 15h. 

Fonte: Contraf



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h33
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CAMPANHA SALARIAL DOS BANCÁRIOS

Fenaban rejeita todas as propostas da campanha salarial

A segunda rodada de negociações entre os a Contraf e os representantes dos bancos, que aconteceu na segunda (21), não trouxe bons frutos. A Fenaban rejeitou todas as propostas e ainda se negou a negociar. Nada foi aprovado: aumento real, melhora na PLR, 13ª cesta alimentação ou garantia de emprego. E mais, os bancos propuseram que o acordo coletivo assinado valha por dois anos, acabando com a campanha salarial anual.

“Teremos de nos mobilizar e pressionar bastante para conquistarmos nossas reivindicações. Como acontece todo ano, nada vem de graça”, alegou Vagner Freitas, presidente da Contraf. Amanhã, dia 24, a Comissão de Empresa tem reunião com o Banco do Brasil às 15h. A próxima negociação com a Fenaban acontece no dia 29.

Fonte: Agência Anabb



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h17
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Crédito rural recua pela primeira vez em 10 anos

Mauro Zanatta

O freio nas atividades agrícolas foi tão forte na última safra, encerrada em 30 de junho, que nem mesmo os quatro pacotes de ajuda ao setor rural conseguiram evitar a fuga dos produtores dos riscos de novos investimentos em suas propriedades. Dados inéditos do Banco Central mostram que houve uma redução nos financiamentos ao campo - pela primeira vez em dez anos, desde o ano-safra 1995/96. O volume de crédito efetivamente destinado ao agronegócio recuou 3,5%, de R$ 44,13 bilhões na safra 2004/05 para R$ 42,61 bilhões no ciclo 2005/06.

Foram os investimentos, com recuo de 9,9%, que puxaram para baixo a demanda por crédito rural - de R$ 10,57 bilhões para R$ 9,52 bilhões. Os recursos emprestados para a comercialização da safra declinaram 7,8%. Os financiamentos de custeio subiram 1,1%. O ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes, disse que os recursos do crédito rural "mais do que duplicaram" nos últimos três anos. "O governo tem apoiado fortemente, mas a crise é muito grande", afirmou em recente entrevista ao Valor.

A queda na demanda por crédito é reflexo da crise iniciada em 2004 com problemas climáticos e acentuada pela valorização do real, avalia Ricardo Costa, superintendente técnico da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

A crise agrícola atingiu em cheio os setores ligados ao agronegócio. Estimativas divulgadas pela CNA e pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada indicam que o PIB do setor deve recuar 1,91% em 2006 e o faturamento bruto da agropecuária cairá 4,3%. Se a economia brasileira crescer os 3,5% estimados pelo governo, a fatia do agronegócio cairá de de 27,9% para 26,4% - seria o pior desempenho desde o início do Plano Real, em 1994.

Financiamento rural cai pela primeira vez em dez safras

Nem mesmo os quatro pacotes de ajuda ao setor rural conseguiram evitar a fuga dos produtores dos riscos que representariam novos investimentos em suas propriedades. Dados inéditos consolidados pelo Banco Central mostram que a última safra, que terminou em 30 de junho, registrou, pela primeira vez desde o ano-safra 1995/96, uma redução nos financiamentos ao setor rural. O volume de crédito efetivamente destinado ao agronegócio recuou 3,5%, passando de R$ 44,13 bilhões na safra 2004/2005 para R$ 42,61 bilhões no ciclo 2005/06.

"Acabou sobrando dinheiro em várias linhas porque o produtor está desestimulado a contratar novos recursos. Sempre faltou dinheiro e agora não os produtores não tiveram condições de apostar no futuro da atividade", diz o superintendente técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), Ricardo Cotta. O ministro da Agriculturam, Luís Carlos Guedes, disse que os recursos de crédito rural "mais do que duplicaram" nos últimos três anos. "O governo tem apoiado fortemente, mas a crise é muito grande", afirmou em recente entrevista ao Valor. Segundo ele, foram aplicados R$ 2,45 bilhões na comercialização neste ano.

Pelos dados do BC, a inédita redução dos financiamentos ao setor rural foi causada pela retração de 9,9% na concessão de crédito para as diversas linhas e programas de investimento na atividade. O volume de empréstimos caiu de R$ 10,57 bilhões para R$ 9,52 bilhões na comparação com a safra 2004/2005. Mas o recuo dos financiamentos também foi puxado por uma queda de 7,8% nos recursos para a comercialização da safra, que passou de R$ 9,66 bilhões para R$ 8,91 bilhões. Os empréstimos para o custeio da safra passada, porém, tiveram um acréscimo de 1,1% - foram R$ 24,17 bilhões em 2005/2006 ante R$ 23,9 bilhões do ciclo 2004/2005.

Na avaliação da CNA, os resultados são um "reflexo" da crise iniciada em 2004 com os problemas climáticos e o descasamento da renda atrelada ao dólar. "Plantamos com uma cotação muito alta do dólar e colhemos com um real muito valorizado", diz Cotta. Além disso, a situação dos produtores acabou complicada pela crise de renda derivada do forte endividamento e precariedade da infra-estrutura de escoamento da produção. "Agora, para plantar a atual safra, continuamos a enfrentar o problema do real forte e do caos de estradas, portos e ferrovias".

O Ministério da Agricultura, que coordena um grupo de acompanhamento das liberações de crédito rural, justifica a queda por questões metodológicas. Os dados compilados pelo BC não incluiriam determinados tipos de operação que os bancos estão desobrigados de informar à autoridade monetária.

Pelos cálculos da Pasta, as liberações somaram R$ 43,68 bilhões na safra 2005/2006. Ainda assim, é um resultado 1,44% inferior aos R$ 44,13 bilhões registrados pelo BC no ciclo 2004/2005. "O sistema do Banco Central também não contempla os empréstimos concedidos com fonte na poupança rural a taxas de juros livres", argumenta o coordenador-geral de Análises Econômicas do ministério, Wilson Vaz de Araújo. A discussão, segundo ele, abrangeria ainda os recursos emprestados via Cédula de Produto Rural (CPR), que também têm taxas de juros de mercado. Mas os números do grupo coordenado pelo ministério não contêm detalhes das operações dos bancos privados. As informações mais detalhadas são restritas aos três bancos públicos federais (Brasil, Nordeste e Amazônia) e aos dois cooperativos (Bancoob e Bansicredi).

Fonte: Valor Online



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h50
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INVESTIMENTOS DA PREVI

Mittal joga firme para evitar OPA da Arcelor Brasil

Vera Saavedra Durão e Catherine Vieira

O presidente do conselho da nova gigante do aço Arcelor Mittal, o indiano Lakshmi Mittal, não cogita fazer uma oferta pública de ações (OPA) aos minoritárias da controlada Arcelor Brasil. "Estou alinhado às diretrizes de meus advogados que sustentam não haver necessidade de fazer uma oferta pública no Brasil", disse ontem ao Valor o bilionário indiano, antes de dois encontros importantes com o presidente do BNDES, Demian Fiocca, e o presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Marcelo Trindade. Na parte da manhã, o empresário foi à sede da Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil, principal minoritário da Arcelor Brasil, com 4,61%.

Mittal argumentou que a operação de união entre a Mittal Steel e a Arcelor S.A. foi uma "fusão de iguais", explicando que no primeiro assédio à Arcelor a Mittal pretendia fazer uma aquisição, mas depois partiu para uma "oferta amigável", que terminou em fusão. Nesta sua primeira visita ao Brasil, Lakshmi afirmou estar "adorando o país" e não pretende rever o programa de investimentos previstos para a subsidiária brasileira. A Artcelor Brasil, criada no fim de 2005, responde por 10% da produção da Arcelor Mittal e representava 30% da receita da antiga Arcelor.

O bilionário, apontado na lista da Forbes como dono da terceira fortuna do mundo, veio ao Brasil logo após a decisão da CVM favorável à oferta pública para os minoritários da Arcelor Brasil, baseada no entendimento de que houve uma aquisição do controle da Arcelor pela Mittal. A Mittal, que tinha o direito a uma recurso na CVM para questionar a decisão do órgão, recorreu no último dia do prazo, na quinta-feira passada. Sua réplica à decisão da CVM, apresentada por seus advogados, reafirmou sua convicção de não realizar operação de "tag along" no país aos minoritário da Arcelor Brasil. NO total, esses investidores, detêm 34% do capital da subsidiária.

Caso não obtenha êxito em sua empreitada, Mittal terá de desembolsar no mínimo US$ 5 bilhões. O Valor apurou que o empresário está disposta a ir à Justiça comum caso o colegiado da CVM se manifeste contrário a sua posição.

Durante sua ida à Previ, Lakshmi reafirmou à direção do fundo de pensão sua disposição de manter a Arcelor Brasil como uma empresa de capital aberto e seguindo as boas normas de governança corporativa. Este foi um argumento já defendido pelo presidente da Arcelor Brasil, José Armando Figueiredo Campos. Segundo o executivo, que está acompanhando Mittal em sua visita aos acionistas da Arcelor Mittal, no Rio, a nova gigante do aço não gostaria de fechar o capital da subsidiária. Isso poderia ocorrer, caso viesse a fazer uma OPA para os minoritários locais.

No BNDES, o empresário de origem indiana - cuja família passou a deter 43,5% da Arcelor Mittal e é considerado o magnata mundial do aço - , reuniu-se com Demian Fiocca, com o diretor-executivo da área de insumos básicos, Wagner Bittencourt, com o diretor da área de mercado de capitais, Eduardo Rath Fingerl e outros diretores. O presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, também esteve na reunião. O BNDES tem 1,2% de ações da Arcelor Brasil

No domingo, Mittal visitou as instalações da Siderúrgica de Tubarão (CST), em Vitória (ES), e se encontrou com o governador do capixaba, Paulo Hartung "Ele quis conhecer as possibilidades de investimento no estado", disse Julio Bueno, secretário de desenvolvimento econômico. Mittal mostrou interesse especial no segmento de petróleo - a Mittal Steel possui duas joint-ventures com a estatal indiana ONGC - e nos projetos previstos para o porto de Ubu, em Anchieta. A Vale planeja novas pelotizadoras no local. "Os novos projetos devem ter a participação conjunta de Arcelor-Mittal e Vale".

Mittal garantiu manter os investimentos em curso no Brasil e futuras da Belgo-Mineira. No Rio, hospedado num hotel em Copacabana, depois da reunião na Previ, tomou banho de piscina e fez diversas reuniões com seu grupo de diretores que o acompanhavam e os da Arcelor Brasil. Para hoje, o empresário tem agenda marcada com o presidente Luis Inácio Lula da Silva, ao meio dia e meia em Brasília. (Colaborou Patrícia Nakamura)

Fonte: Valor Online



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h47
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A FARRA DOS IMPOSTOS

Carga tributária de 2005 bate recorde

Mônica Izaguirre

Mesmo com todas as medidas de desoneração adotadas pelo governo, a carga tributária referente aos impostos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal (SRF) voltou a subir como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) em 2005. O dado preciso ainda está sendo apurado. Mas, com base no que já levantou, a Receita informou ontem que o número ficou entre 17,6% e 17,9% do PIB.

Dentro desse intervalo, qualquer hipótese representa uma carga recorde desde que a Constituição de 1988 alterou a repartição de receitas entre União, Estados e municípios. Até então, o ponto mais alto atingido pela arrecadação a cargo da SRF era 17,37% do PIB, em 2002, último ano do governo Fernando Henrique Cardoso.

Diante do crescimento visto até 2002, o governo Lula assumiu, em 2003, prometendo uma desoneração tributária. De fato, diversas medidas nesse sentido foram adotadas desde então, levando o governo a abrir mão, até agora, de R$ 19,24 bilhões por ano em receitas. Só em 2005, o impacto dessas medidas foi de R$ 7,84 bilhões, comparativamente ao orçamento do ano anterior. Ainda assim, a carga de tributos aumentou.

Em 2004, a carga tributária de responsabilidade da SRF alcançou 17,17% do PIB. Portanto, o aumento ocorrido em 2005 foi, na melhor das hipóteses, de 0,43% do PIB, podendo ter chegando, na pior delas, a 0,73% do produto. Desde que Lula assumiu, só houve queda em 2003, quando os impostos e contribuições administrados pela Receita atingiram 16,90% do PIB.

Somando a parte de responsabilidade da Previdência Social, dos Estados e dos municípios, a carga de tributos pagos pela sociedade chegou a 35,91% do PIB em 2004. Se nada tiver se alterado nessas esferas da administração pública, a elevação ocorrida no âmbito da SRF pode ter levado a carga tributária total a algo entre 36,34% a 36,64% do PIB em 2005.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, explica que "a arrecadação vem aumentando porque a Receita ganhou eficiência e a economia cresceu". Mas diz que a carga tributária precisa cair. "Precisamos encontrar o equilíbrio." Ao saber da informação, o presidente licenciado da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado Armando Monteiro Neto (PTB-PE), criticou: "O Brasil está na contra-mão. Estamos nos distanciando da agenda do crescimento. Tributamos o trabalho formal e o crédito." (Colaboraram Paulo de Tarso Lyra e Arnaldo Galvão).

Fonte: Valor Online



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h45
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A FARRA DOS BANCOS

Resultado da Brasilprev bate recorde

Altamiro Silva Júnior

O aumento do interesse por aposentadoria complementar levou a Brasilprev Seguros e Previdência a registrar no primeiro semestre o melhor resultado de sua história. A empresa encerrou junho com arrecadação total de R$ 1,08 bilhão, crescimento de 10,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido ficou em R$ 70,4 milhões, aumento de 1,2%. O retorno sobre o patrimônio ficou em 33%.

Ricardo Benichio/Valor
Segundo Eduardo Bom Angelo, presidente da Brasilprev, em julho, foi registrada a maior arrecadação mensal da empresa

Foi o quatro semestre consecutivo com recorde dos resultados, informou Eduardo Bom Angelo, presidente da Brasilprev. A julgar pelos números preliminares de julho e agosto, o executivo acredita em um segundo semestre ainda melhor. No mês passado, a arrecadação somou R$ 268 milhões, a maior da história da empresa em um único mês.

No primeiro semestre, boa parte do desempenho da Brasilprev deveu-se às vendas dos planos Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). Essas carteiras tiveram arrecadação de R$ 413,9 milhões, 32,4% a mais que em igual período de 2005. Já o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) teve desempenho mais modesto, com alta de 12,2% e captação de R$ 362,8 milhões.

Um dos principais atrativos do PGBL é a possibilidade de dedução do Imposto de Renda. Mas, para Bom Angelo, o público alvo do VGBL é muito maior, pois pode incluir as pessoas da economia informal. O VGBL, que no primeiro semestre do ano passado representava 32% da carteira da Brasilprev, hoje representa 38%. Já a participação do PGBL ficou estável em 33%.

A Brasilprev também usou o canal de vendas do Banco do Brasil, que detém 49,9% de seu capital. Segundo Bom Angelo, a estratégia foi oferecer os produtos para os clientes de alta renda. Uma equipe de consultores foi deslocado para a tarefa. A venda de planos corporativos também cresceu. Hoje 14% dos recursos da Brasilprev vêm dos planos para empresas.

Os números do primeiro semestre mostram que as dúvidas quanto às mudança da legislação já não trazem tantos problemas como no ano passado, quando a previdência complementar chegou a ter perda de recursos. Para Bom Angelo, as regras trouxeram um novo patamar de crescimento para o setor. Do nível de 35% de crescimento anual entre 1994 e 2004, deve ficar agora com expansão entre 15% a 20%. "Muitos recursos de curto prazo estavam indo parar erradamente nos PGBL e VGBL", disse.

Fonte: Valor Online



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h43
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Lula nega ter feito campanha em visita ao BB

Cristiane Jungblut - O Globo

BRASÍLIA - Em defesa protocolada ontem no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou que sua visita à sede do Banco do Brasil, na última quarta-feira, tenha sido um ato de campanha. Segundo informações divulgadas pelo TSE, os advogados de Lula argumentaram que ele visitou o BB como presidente, não pode ser impedido de governar e contestou o uso de notícias de jornais como prova de que ele fez campanha.

A representação contra Lula foi apresentada por um eleitor, que se baseou em notícias de jornais que registraram a visita do presidente à sede do banco. Com o argumento de que não se pode impedir um "que o governante governe", os advogados de Lula sustentaram que matérias jornalísticas não podem ser consideradas como provas, indícios ou circunstâncias dos fatos, "pois são instrumentos de formação de opinião, muitas vezes tendencionais e parciais".

Na prática, a ida de Lula ao BB, quarta-feira passada, ganhou contornos de campanha eleitoral, quando o próprio presidente tivera que intervir e pedir para um funcionário do banco parar de gritar slogans de campanha.

Na ocasião, Lula ficou irritado com os gritos iniciais e, com um gesto com a mão, pediu que o funcionário parasse.

Na ocasião, Lula visitou algumas salas da sede do banco e discursou comemorando o lucro recorde de R$ 3,9 bilhões do BB, registrado no primeiro semestre.

A defesa pede que a representação seja extinta. O caso está sendo analisado pelo ministro do TSE, Marcelo Ribeiro. Os advogados acrescentam ainda que não se tratou de uso do Banco ou de prédio público para beneficiar partido político.

E que apenas partidos políticos, coligações, candidatos e o Ministério Público podem ajuizar ações deste tipo na Justiça Eleitoral contra candidatos.

Fonte: O Globo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h06
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A FARRA DOS BANCOS

Trabalhador poderá transferir recurso da conta que recebe salário para outra sem CPMF, diz Mantega

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse, nesta manhã, que o trabalhador vai poder transferir dinheiro da conta de onde recebe seu salário para outra, em banco de sua escolha, sem pagar CPMF ou tarifas bancárias. " Estamos dando ao trabalhador o direito de escolher o banco com que quer trabalhar. Ele vai poder fazer isso sem pagar CPMF e sem pagar tarifas " , afirmou em entrevista exclusiva à Radiobrás.

A decisão do governo faz parte de um conjunto de medidas que serão anunciadas nos próximos dias com o objetivo de promover a competitividade entre os bancos e, com isso, reduzir os juros. "Muitas vezes as empresas negociam a folha de pagamento com o banco e têm alguma vantagem em troca. E aí fica o compromisso de que essa conta não pode sair de lá. Cria-se uma dificuldade, principalmente com tarifa elevada " , comentou Mantega.

"Queremos que os bancos corram atrás do cliente e não que o cliente fique pedindo favores aos bancos " , salientou o ministro. (Agência Brasil)

Fonte: UOL Economia



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 16h00
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CINEMA NO CCBB DE SÃO PAULO

A avó da new wave

Mostra com 18 longas e 15 curtas e exposição com 50 fotografias comprovam o talento da cineasta belga Agnès Varda, considerada uma das grandes precursoras da nouvelle vague

Ubiratan Brasil

O enredo mostrava os encontros e desencontros de um casal em uma vila de pesca, mas foi com esse longa de baixo orçamento, La Pointe Courte, que a belga Agnès Varda balançou, naquele ano de 1954, o cinema francês, abrindo o caminho para o movimento conhecido por nouvelle vague. Vários curtas depois, incluindo um que é considerado clássico - Oh, Estações, Oh, Castelos, de 1956 -, ela fez Cléo de 5 às 7, que provocou sensação no Festival de Cannes de 1962. Com filmes intensamente pessoais, marcados pelo experimentalismo cênico e temático, Agnès sempre foi uma personagem meio à margem do cinema francês, que é o que procura explicar a mostra Agnès Varda - O Movimento Perpétuo do Olhar, que começa hoje no Centro Cultural Banco do Brasil.

Trata-se de uma retrospectiva integral, com 18 longas e 15 curtas. A mostra traz ainda uma exposição com 50 fotografias produzidas por Agnès, que começou nesta área antes de se aventurar pelo cinema. A possibilidade de se admirar a obra completa pode alimentar questões que há anos acompanham o trabalho de Agnès Varda. Afinal, estariam certos os críticos que chamaram a diretora de maneirista?

A insinuação começou propriamente por conta de Cléo de 5 às 7, em que a diretora faz coincidirem o tempo real e o cinematográfico. Quando o filme começa, a atriz e cantora Cléo faz um exame para saber se está com câncer. O resultado fica pronto dali a duas horas. São essas duas horas de espera, das 5 às 7, que constituem o material da diretora, que trabalha com um detalhismo para mostrar como a mulher toma consciência de seu egoísmo e do limite da morte.

Casada com o também cineasta Jacques Demy, Agnès determinou uma linguagem moderna que a colocou ao lado de cineastas como Jean-Luc Godard e François Truffaut. Dedicada a projetos rigorosamente pessoais, que vão do documentário a retratos biográficos (como Jane B. por Agnès V, sobre a cantora Jane Birkin) até cruzar a fronteira e interferir diretamente no objeto filmado (Os Catadores e Eu), Agnès conversou com o Estado sobre a retrospectiva.

Você coloca muito de suas emoções em seus filmes. Como isso pode envolver as pessoas?

Quantas pessoas desejam assistir aos meus filmes? Isso pode ser um problema, mas, se elas virem, acredito que a maioria compartilhe minhas histórias e minha maneira de narrá-las, ou - se for um documentário - divida o prazer que tenho ao encontrar pessoas e dar a elas a possibilidade de se expressarem. Não tenho medo de manifestar minhas emoções e acredito que elas possam ser compartilhadas.

Quanto do que você filma é planejado?

O assunto, o conceito, a estrutura e a escolha do estilo são planejados tanto quanto as seqüências em um filme, e eu me permito improvisar durante as filmagens. Novamente é preciso separar o modo de trabalho em documentários: é bom investigar e preparar o assunto, mas então você deve servir ao tópico, permitir que situações e pessoas encontradas também conduzam a filmagem. É preciso estar preparado para surpresas. O perigo e a sorte são meus melhores assistentes. Acabo trabalhando bastante na edição para organizar as imagens e os sons.

Como foi trabalhar em Os Catadores e Eu, um filme no qual você se filmou?

Dos 80 minutos de Os Catadores, eu apareço em apenas 20 minutos, especialmente quando tinha de encontrar pessoas de uma posição social não tão privilegiada, e que também não se sentisse à vontade diante de um grupo de quatro técnicos. Era mais como uma conversa amistosa entre vizinhos sendo filmada. Também filmei pequenas seqüências do meu cabelo e minhas mãos, e outras coisas pessoais enquanto estava sozinha.

Quando você fez o seu próprio filme, imaginou, de certa maneira, estar produzindo seu auto-retrato?

Absolutamente não. Eu hesitei, mesmo em deixar as "minhas" seqüências na edição final, mas imaginei que elas fossem tão sinceras sobre os problemas, que eu pude me permitir mantê-las no filme como uma cineasta honesta.

Por que você nunca trabalhou em projetos de outras pessoas?

Não ilustrar, não adaptar, não copiar. Apenas tentar criar cinema de nada além do desejo de cinema, que são idéias de estrutura tanto quanto emoções ou inspiração vinda de paisagens, ou de um rosto ou de algumas palavras, e imaginar tudo isto diretamente numa linguagem cinematográfica (que eu chamo de 'cinecriture', 'cinewriting', diferente de escrever um roteiro). E isto vale para as instalações que eu criei agora.

Você mencionou que em outro tempo foi conhecida como a avó da New Wave. Considera isto como um elogio ou algo aborrecedor?

É a maneira como fui chamada (eu tinha cerca de 30 anos nessa época). Também recebi o titulo de Precursora da New Wave. Isto me fazia sorrir. É apenas um fato: eu filmei meu primeiro (audacioso) filme em 1954. Agora que eu sou avó de cinco garotos, isso ainda me faz sorrir.

(SERVIÇO)Serviço Agnès Varda - O Movimento Perpétuo do Olhar. Amanhã, 14h30, As Panteras Negras, Muros e Murmúrios; 17 h, Documentira; 19h30, Programa Primeiros Curtas. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Álvares Penteado, 112, 3113-3651, metrô Sé e São Bento. 4.ª a dom. R$ 4 (R$ 8 válido para todas as sessões). Até 10/9. Abertura hoje, para convidados

Fonte: O Estado de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h33
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INVESTIMENTOS DA PREVI

Decisão da CVM interfere em pulverização da Telemar

Ações da companhia têm queda de 18,9% na Bovespa

JANAÍNA LEITE
DA REPORTAGEM LOCAL

O mercado reagiu ontem com surpresa à nova orientação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) sobre operações de venda pulverizada de ações. Os papéis da Telemar, maior operadora de telefonia fixa, foram os mais afetados.

A ação ON (ordinária, com direito a voto) da concessionária despencou 18,86% no pregão da Bovespa. O papel foi o mais negociado do dia, concentrando quase 15% de todas as operações na Bolsa ontem.

Analistas consideraram que as novas regras da CVM inviabilizarão a pulverização das ações da Telemar. Hoje, a empresa é controlada por vários sócios, inclusive fundos de pensão ligados a estatais e subsidiárias do Banco do Brasil.

A pulverização das ações de uma determinada empresa significa a conversão de todos os seus papéis em ações com direito a voto, que serão ofertadas ao mercado com o objetivo de incrementar o volume de negócios da companhia em questão.

Segundo o Parecer de Orientação 34, datado de 18 de agosto, detentores de ações ON, pertencentes ou não ao bloco de controle, estão impedidos de votar em assembléias quando houver chance de a apreciação do tema resultar em benefício particular ou em conflito de interesse com os demais sócios.

A exigência da CVM tida como mais complicada por analistas de mercado, porém, foi a necessidade de que as incorporações sejam aprovadas por 51% dos acionistas donos de papéis sem direito a voto. Como esse tipo de ação não é concentrado, a reunião dos "preferencialistas" é quase impossível em companhias de grande porte - caso da Telemar.

Na prática, o parecer da CVM tira poder dos acionistas donos de ON. Eles ficarão impossibilitados de arbitrar a proporção de troca das duas classes de ações existentes (com e sem direito a voto) pelas ações ON da empresa reestruturada. Ou seja, não determinarão o prêmio por suas próprias ações.

Em fato relevante, a Telemar negou a pretensão de alterar a razão de troca de suas ações prevista no plano de pulverização, divulgado em abril. Se o valor não for aprovado em assembléia, diz o texto, a reestruturação não sairá do papel.

O parecer da CVM deverá inviabilizar também uma possível pulverização da Brasil Telecom. É possível que o governo ceda e altere as regras da telefonia, permitindo a fusão das duas operadoras. Assim, poderiam enfrentar a Telmex e a Telefônica, ambas estrangeiras, em pé de igualdade. (Colaborou FABRICIO VIEIRA)

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h25
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A FARRA DOS BANCOS

Bancos brasileiros no "Guinness Book"

LUIZ CLÁUDIO MARCOLINO

A PESQUISA não foi detalhada, mas, ao que parece, os bancos brasileiros não constam do "Guiness World Book of Records".
Editado desde 1955, o livro traz alguns dos maiores feitos de todos os tempos, mas não faz justiça aos nossos banqueiros.


Traduzindo o setor financeiro em números, é lamentável provar que tanto crescimento significa pouco para a sociedade

O sistema financeiro nacional acumula a fantástica marca de pelo menos uma década crescendo ou batendo seu próprios recordes. Ano a ano, os maiores bancos brasileiros crescem, em média, 25%. Todo ano! Isso equivale a dizer que, em cerca de quatro anos, bancos como Itaú e Bradesco -só para ficar nos dois maiores- dobram seu patrimônio. Ou que levariam somente quatro anos para adquirir um outro banco do mesmo tamanho que eles.

E não importa o cenário: inflação em alta ou controlada, cenário de dólar caro ou mais barato, economia em polvorosa ou estabilizada. Neste ou naquele governo, eles sempre ganham. Deve-se louvar o poder de adaptação do setor, sem dúvida. Na ciranda financeira, enchiam os cofres com dinheiro que, de um dia para o outro, valorizava horrores. Na estabilidade, ofertam mais crédito, só que muito caro.

Estamos no segundo semestre de 2006. Pululam os balanços financeiros e, novamente, nada de novo no front. Os bancos quebram outra vez seus recordes em relação ao mesmo período do ano passado. Qualquer semelhança com anos anteriores não é mera coincidência.

É bom para o Brasil, para a economia e para os brasileiros que um dos mais importantes setores do país cresça tanto. Mas, infelizmente, não é assim. Apesar de o crédito ter passado a ser, nos últimos dois anos, forte componente no resultado dessas instituições, há um fator que torna o que poderia ser razão de orgulho em vergonha nacional.

Nossas instituições financeiras mantêm o maior "spread" bancário do planeta, de acordo com o Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês). Com habilidade fantástica, captam recursos por um valor muito mais baixo do que quando os oferecem a quem precisa de dinheiro emprestado.

No Brasil, o "spread" significa 40% do custo final da operação. O segundo lugar na lista do BIS, o Peru, tem "spread" de 10%. Outros países em desenvolvimento têm "spread" de 5%, próximo ao dos países ricos.

O estudo diz que manter "spreads" altos por longos períodos dificulta a tomada de empréstimos, o que retarda o crescimento da economia. E pode significar ineficiência do sistema bancário, que fornece menos crédito do que poderia para estimular o desenvolvimento.

Os bancos falam em altos custos administrativos e na carga tributária para justificar a fantástica diferença na cobrança entre o dinheiro captado e o emprestado. Mas o fato é que, mesmo apesar disso, a rentabilidade dos bancos brasileiros é maior até que a dos bancos americanos, perdendo só para os suíços.

Não é preciso falar do tamanho da economia desses países e da diferença entre as desigualdades sociais que nos assolam. Traduzindo o setor financeiro em números, como tão bem lhe convém, é fácil e lamentável provar que tanto crescimento significa pouco para a sociedade a que deveria servir.

Desde a década de 80, o setor desempregou metade do seu quadro de funcionários: eram 800 mil os bancários em 1984; somam, hoje, pouco mais de 400 mil. O número de contas correntes, por outro lado, mais que dobrou nos últimos 11 anos. Eram 44 milhões em 1994, e já ultrapassavam os 95 milhões em 2005, perfazendo 236 contas por bancário. Uma década atrás, cada um podia cuidar, com atenção, de 67 contas correntes. Há diferença na qualidade do atendimento e, paradoxalmente, se paga cada vez mais por isso. A arrecadação com tarifas nos 11 maiores bancos brasileiros passou de R$ 4 milhões, quando foi criada, em 1994, para mais de R$ 33 milhões, em 2005.

Em resumo: há menos funcionários para prestar mais serviços, o setor cobra muito e cada vez mais pelos serviços que oferece e gera crédito caro, que desestimula o investimento. Cria segmentações que privilegiam clientes de alta renda e joga os de "baixo potencial" -entenda-se: saldo médio desinteressante- para os correspondentes bancários, que custam muito menos para os bancos.

Enquanto for assim, os bancários, como os demais cidadãos brasileiros, não têm por que festejar o crescimento incessante do lucro dos seus patrões. Resta, então, tentar o "Guinness".

LUIZ CLÁUDIO MARCOLINO , 36, economista, é presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h12
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CINEMA NO CCBB DE BRASÍLIA

CCBB faz mostra sobre Cuba

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) exibe, até 10 de setembro, paralelamente à exposição Arte de Cuba, um painel histórico que reflete os melhores momentos da cinematografia da ilha, com filmes produzidos nos últimos 40 anos.

A mostra de filmes levanta temas atuais, referentes a ilha e ao contexto mundial de vários outros países como o subdesenvolvimento, as desigualdades sociais, e o autoritarismo, figurados por meio das inspirações de cineastas brasileiros, chilenos e argentinos.

Outro ponto relevante é a recuperação da temática nacionalista como nos enredos pautados pelo regionalismo de Gerardo Chilona, e das relações interpessoais retratadas por Fernando Perez. Na programação, há 50 filmes. São três horários distintos de exibição: 17h, 19h e às 21h, de segunda-feira a domingo. Os preços são R$ 4 e R$ 2 (meia).
 
Fonte: ComuniWeb


Escrito por Romildo, em Curitiba, às 06h50
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CHORO NO CCBB DE BRASÍLIA

Nei Lopes e Leny Andrade no CCBB-DF, terça

Nesta terça-feira o Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília (CCBB-DF), dentro da série de shows "Samba de Breque e Outras Bossas", sob a direção talentosa do violonista 7 cordas Luís Filipe de Lima, apresenta o espetáculo "Samba Sincopado: Gafieira e Malandragem" com o cantor, compositor, escritor e pesquisador Nei Lopes acompanhado de Leny Andrade.

Os shows serão apresentados nesta terça-feira às 13:00 h (GRATUITO) e às 21:00 h, com ingressos a R$ 15,00 e R$ 7,50 para estudantes, maiores de 65 anos e clientes do Banco do Brasil que apresentarem o cartão do banco na bilheteria.

O Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB-DF fica no Setor de Clubes Esportivos Sul - SCES, Trecho 2, Conjunto 22. Informações pelo telefone (61) 3310 7087. A bilheteria abre de terça à domingo das 10:00 h às 21:00 h. Vale conferir!!!

Fonte: Samba & Choro



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 06h45
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TRAGÉDIA

Funcionário do BB de Brasília morre e outro desaparece em pescaria

Erika Klingl
Do Correio Braziliense

Era para ser uma pescaria de amigos na Costa do Caruri, no Rio Solimões, a 50 km de Manaus (AM). Mas, menos de 10 horas após a saída do barco em direção ao ponto de pesca, a planejada confraternização de quatro colegas de trabalho do Banco do Brasil terminou em tragédia. A embarcação Quatro Netos, com 16m de comprimento e capacidade para 32 passageiros, naufragou por volta das 20h30 de sexta-feira, com sete pessoas a bordo. Dos passageiros, três eram de Brasília e trabalhavam na direção do banco. Ricardo Porto Barcala Baptista morreu antes de conseguir sair da cabine do barco. Paulo César Nardine está desaparecido e Rubens Cardoso Silva voltou para casa muito abalado com o acidente.

Apenas um dos amigos era de Manaus. David Eduardo Eller é gerente de uma agência do Banco do Brasil na capital amazonense e passa bem. Também sobreviveram dois tripulantes do barco. José Cordeiro Bentes era o comandante da embarcação e Jessé Felipe de Magalhães era seu auxiliar. Giseli Gomes de Oliveira, contratada para cozinhar para o grupo, também está desaparecida.

Quando o barco afundou, já estava escuro. Nesta época do ano, o sol se põe cedo na Região Norte, por volta das 18h. De acordo com o comandante do 9º Distrito Naval, almirante Gerson Carvalho Ravanelli, naquela tarde, uma forte tempestade caiu sobre os rios que alimentam o Solimões. Junto com a chuva, veio uma ventania muito forte, que pode ser a causa principal do naufrágio.

Apesar da chuva e do vento, Ravanelli instaurou um inquérito para descobrir as causas e se houve negligência. “Já sabemos que havia um tripulante a menos do que exige a Capitania dos Portos e que, na hora de sair para pescaria, o comandante não apresentou os documentos da embarcação nem a lista de passageiros”, afirma Ravanelli. O barco estava, portanto, sem autorização para sair do porto. As investigações serão concluídas em 90 dias e o resultado será enviado ao Tribunal Marítimo do Rio de Janeiro, mas o almirante adiantou que José Cordeiro Bentes deve ser autuado pelas duas irregularidades.

Demora
“O barco começou a afundar e parte das pessoas pularam na água sem tempo para vestir os coletes salva-vidas”, conta o almirante, a partir dos relatos feitos pelos sobreviventes. “A embarcação gastou cerca de uma hora para afundar totalmente em local com nove metros de profundidade”, explica. Apesar de o naufrágio ter ocorrido por volta das 20h30, a Marinha só foi informada às 22h. “Não sei o motivo de tanta demora mas isso pode ter implicado no agravamento da situação.”

Apesar de o resgate ter saído de Manaus menos de 10 minutos após o alerta, quando o socorro chegou os moradores da região já haviam tirado os quatro sobreviventes da água. A procura pela cozinheira e pelos dois funcionários do Banco do Brasil teve que esperar o dia seguinte por causa da escuridão. Desde às 6h de sábado, equipes de busca formadas por um helicóptero, um navio da Marinha com 55 tripulantes, quatro lanchas rápidas e seis mergulhadores vasculham o perímetro do naufrágio à procura dos desaparecidos.

Neste fim de semana, a água barrenta do Solimões estava ainda mais escura do que o normal por causa da chuva. Por volta das 11h30 de sábado, o corpo de Ricardo Porto Barcala Batista foi encontrado preso dentro da cabine da embarcação. Ricardo Baptista era natural de Belo Horizonte (MG) e foi enterrado na tarde de ontem na capital mineira. No fim do dia, o barco foi rebocado para um ponto mais raso do rio e os mergulhadores voltaram a procurar os corpos de Nardine e Gisele, sem sucesso.

O resgate trabalha agora com a esperança de que os dois tenham nadado até a margem do Solimões. Por isso, as buscas se concentrarão hoje nas comunidades ribeirinhas. Muitas delas não têm telefone. Até o fim do dia de ontem, as equipes já estavam a 40 km da área do naufrágio.

Fonte: CorreioWeb


Comentário do BBlog: Ricardo Porto Barcala Baptista era suplente do Conselho de Administração da Cooperforte, do qual eu também participo. Aos seus amigos e familiares - assim como dos demais mortos no naufrágio - apresento os mais sinceros pêsames. Romildo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h37
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COOPERATIVISMO DE CRÉDITO

Cooperforte faz 22 anos

Hoje, 21 de agosto, a Cooperforte completa 22 anos. Mais de duas décadas de solidariedade e ajuda mútua, colaborando para o bem-estar dos associados, com opções de crédito e investimento atraentes e convênios educacionais vantajosos.

Festejando a data, a Cooperativa lançou o Programa Roda de Amigos. Para participar, basta o associado indicar colegas de trabalho e familiares para a Cooperativa. A cada indicação que se confirmar em admissão, quem indicou ganha pontos, que poderão ser acumulados e trocados por muitos prêmios. Aumentando o quadro social, a Cooperativa fica ainda mais forte e pode oferecer mais e melhores benefícios aos associados.

A Cooperforte é a maior cooperativa de crédito do país. Tem mais de 80 mil associados, ligados ao Banco do Brasil, Caixa Econômica, Banco Central, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste e BNDES. Sua atuação é nacional. Com sede em Brasília e Postos de Atendimento no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre, a Cooperforte utiliza recursos avançados da tecnologia para oferecer aos associados atendimento rápido e eficiente, com segurança e privacidade. Simplesmente ligando para 0800 701 3766, o associado pode solicitar empréstimos e fazer aplicações a qualquer hora, de qualquer lugar do país.

Fonte: Cooperforte



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h24
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A FARRA DOS BANCOS

BMG lança ofensiva para financiar bens de consumo via consignado

Ivana Moreira

O BMG resolveu aumentar as apostas na venda de bens duráveis com crédito consignado. Vai abrir uma loja-vitrine em cada capital do país, fazer campanha na mídia e disputar abertamente este mercado com grandes redes varejistas. O banco já atua no segmento desde janeiro - colocando os correspondentes para vender mercadorias por meio de catálogos e também na internet - mas viu as operações crescerem intensamente desde que abriu sua primeira loja-vitrine, no centro de Belo Horizonte.

Com apenas 30 dias de funcionamento, os números indicam que a vitrine de eletrodomésticos e eletrônicos provocou um aumento de mais de 50% nas vendas da área. Com os dados nas mãos, a direção do banco resolveu intensificar a estratégia, com novas lojas em todas as capitais. Até o fim do ano, pelo menos dez lojas estarão de portas abertas.

Vários outros bancos, como Panamericano, HSBC e Unibanco fazem o chamado CDC consignado, mas nenhum chegou a abrir lojas de produtos. A expectativa do BMG é que a venda de bens duráveis faça a penetração do crédito consignado subir, num prazo de seis meses, dos atuais 35% para algo entre 50% e 55% nos convênios que têm com INSS, órgãos públicos e empresas privadas.

"Apenas um terço da base de um convênio quer tomar empréstimo", explica o superintendente, Fábio Belisário. "Existe um grupo, que é de 15% a 20% da base, que só se interessa por crédito para poder financiar a compra de um bem."

Na concorrência com as redes de eletrodomésticos, o BMG leva a vantagem de poder oferecer taxa melhor, prazo maior e, muitas vezes, melhor preço. O banco negociou com dez fabricantes de 83 produtos de linha branca, linha marrom, cine e foto e bicicletas. Pagando à vista, Belisário garante estar conseguindo preços menores.

Quando um aposentado compra o bem, na loja ou com o correspondente bancário, a mercadoria é paga à vista e segue, diretamente da indústria fornecedora para o endereço do comprador. "Não temos de ter estoque", afirma o superintendente. O serviço de gerenciamento dessa logística para entrega das mercadorias foi terceirizado.

A taxa de juros e o prazo de pagamento variam dependendo do convênio. No caso dos aposentados e pensionistas do INSS, a taxa é de no máximo 2,9%, teto imposto pela Previdência, e o pagamento em até 36 meses. Mas há convênios que permitem o pagamento de uma televisão em até 60 meses, como os de servidores federais. Em todos os casos, o prazo mínimo de financiamento é de 15 meses.

Segundo o BMG, a loja está recebendo uma média mensal de 280 pessoas por dia. Aposentados e funcionários de empresas conveniadas ao banco vão à loja, fazem a simulação de compra e atravessam a rua para comparar os preços. A vitrine do BMG fica na rua Curitiba, tradicional endereço no centro da capital mineira onde ficam praticamente todas as grandes redes varejistas. Nas outras cidades, a meta é encontrar pontos semelhantes.

"Como nossas taxas são menores, eles comparam o valor da prestação e voltam para fechar a operação conosco", conta. Segundo ele, na capital mineira, os aparelhos de televisão são o carro-chefe de vendas. "Às vezes, com a mesma prestação, a pessoa pode levar um aparelho superior, uma televisão maior, por exemplo." Após a aprovação da operação, com consulta da margem consignável do cliente, a mercadoria é entregue num prazo que varia de cinco a 15 dias úteis, dependendo da localidade. De acordo com o banco, não há cobrança adicional de frete.

O BMG é líder nacional na modalidade de crédito consignado. A carteira total de crédito, ao fim do primeiro semestre, era de R$ 8 bilhões, 9,7% maior que em dezembro de 2005. No balanço do período, a instituição registrou um lucro líquido de R$ 124,5 milhões, com rentabilidade de 30%. A carteira total de crédito, ao fim do semestre, era de R$ 8 bilhões, 9,7% maior que em dezembro de 2005.

Fonte: Valor Online



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h12
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A FARRA DOS BANCOS

Governo pode criar regra tributária para os bancos

Zínia Baeta

As instituições financeiras podem ganhar uma nova norma tributária. A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Receita Federal estudam ajustes na legislação de PIS/Cofins para os bancos. A preocupação do fisco é o impacto da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em 2005, invalidou a exigência das duas contribuições sobre as receitas financeiras das empresas. O tribunal decidiu que o PIS e a Cofins devem ser pagos sobre a venda de mercadorias e serviços. O que, no caso dos bancos, conforme o entendimento de advogados, levaria as instituições a recolher os tributos apenas sobre os serviços prestados, como os valores apurados com as tarifas. Com isso, a estimativa é que eles passariam a pagar, em média, de 80% a 90% menos de PIS e Cofins.

"Se for o caso podemos propor ajustes na legislação, em razão do vácuo parcial da lei", afirma o procurador-geral adjunto da PGFN, Rodrigo Mello. De acordo com ele, a PGFN tem realizado estudos - como normalmente promove - sobre a situação do PIS e da Cofins a partir da decisão do Supremo. Ele, entretanto, afirma que a interpretação dos advogados não é a adotada pela Fazenda. E ressalta não existir qualquer decisão do Supremo que valide esse entendimento.

O que se tem chamado de "vácuo" para instituições financeiras é a situação peculiar dessas empresas em relação às demais, após o julgamento do Supremo. Para as empresas enquadradas na sistemática da não-cumulatividade, a decisão do Supremo tem um efeito limitado, apenas para o período passado em que recolheram as contribuições conforme a Lei nº 9.718, de 1998, que promoveu o alargamento da base de cálculo. A partir de 2003 e 2004, o governo aprovou leis que ampliaram a base de cálculo das contribuições, em conformidade com a Emenda Constitucional nº 20, que permitiu a ampliação do conceito de faturamento. O problema é que as instituições financeiras não foram incluídas nessas normas e não há uma legislação específica que defina qual é a base de cálculo dessas instituições daqui para a frente, uma vez que o artigo da Lei nº 9.718 que trazia esse conceito foi julgado inconstitucional. Por essa razão, surgiram as divergências de interpretação.

O advogado Mário Luiz Oliveira da Costa, do escritório Dias de Souza Advogados Associados, entende que a partir da decisão do Supremo pode ser interpretado que as contribuições incidem somente sobre a venda de serviços. "Sendo até questionável se não voltaria a isenção prevista na Lei Complementar nº 70, de 1991, para os bancos", diz. Neste caso, porém, ele acredita que a tese teria menos chances de êxito. Mas ele não descarta a possibilidade de o Supremo definir a questão. "Comparado às receitas financeiras, a tributação só sobre serviços não é nada. Hoje, a Cofins é o principal tributo recolhido pelos bancos", afirma o advogado de um grande banco que prefere não se identificar. Segundo ele, no pagamento de imposto de renda e CSLL, os bancos conseguem abater prejuízos acumulados e reduzir a tributação, o que não ocorre com o PIS/Cofins.

O entendimento da Fazenda, segundo Rodrigo Mello, é o de que para os bancos - como para qualquer outra empresa - prevalece a tributação da receita bruta operacional. Como operacional, entende-se as receitas geradas a partir da atividade principal da empresa. No caso das instituições financeiras, o spread entraria no cálculo do PIS e Cofins. Ele lembra que o ministro Cezar Peluso, em seu voto, diz que o conceito de faturamento está ligado "à idéia de produto de atividades empresariais típicas". Por isso, o advogado Mário da Costa acredita que o Supremo pode levar algum caso de banco ao pleno para um julgamento específico.

O advogado Leonardo Mazzillo, sócio do WFaria Advocacia, afirma que até agora as decisões proferidas pelo Supremo estão sendo julgadas em bloco, ou seja, não entraram no mérito das instituições financeiras. "A questão está longe de ser decidida e, a prevalecer o entendimento do Peluso, não há um prognóstico a comemorar", diz. De acordo com ele, as instituições bancárias que defende obtiveram liminares na Justiça para não recolher as contribuições. "Os bancos vão aproveitando as liminares até existir uma definição", afirma.

A disputa do PIS e Cofins envolve valores milionários. O Bradesco, por exemplo, no balanço do segundo trimestre de 2006, faz provisões de R$ 534.017 milhões para ação sobre o tema. De acordo com as notas explicativas, o banco diz que "pleiteia calcular e recolher a Cofins, a partir de outubro de 2005, sobre o efetivo faturamento, cujo conceito consta do artigo 2º da Lei Complementar nº 70". O Unibanco também faz provisões para a disputa. No balanço do segundo trimestre deste ano consta que a instituição e suas controladas mantinham provisão para ações do alargamento da base de cálculo no valor de R$ 584.539 milhões no Unibanco e R$ 795.810 milhões no Unibanco Consolidado. A arrecadação obtida pela Receita Federal entre janeiro e julho deste ano com a Cofins das instituições financeiras - corrigida pelo IPCA - correspondeu a R$ 3,65 bilhões. No mesmo período do ano passado, chegou a R$ 3,93 bilhões. O presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), Gilberto Amaral, afirma que, além de outros fatores, a queda pode indicar que as instituições estão compensando os créditos ou usando uma base menor de cálculo.

A maior parte dos bancos entrou na Justiça para questionar o pagamento do PIS/Cofins. Muitos em 1999 e 2000, logo após a entrada em vigor da lei. De acordo com advogados, parte das instituições fez o depósito em juízo dos valores questionados, enquanto outros obtiveram liminares e suspenderam o pagamento. Há ainda aqueles que preferiram continuar a pagar as contribuições para pedir a restituição, caso vencessem a disputa. Há também a situação das instituições que desistiram das ações para participar de parcelamentos. Portanto, trata-se de uma receita futura que o governo pode vir a perder no caso das instituições financeiras. O advogado Roberto Salles, do Botelho, Spagnol Advogados, por exemplo, tem mais de 23 ações de instituições financeiras. Os processos têm como titulares não só bancos, mas corretoras, seguradoras e empresas de leasing. De acordo com ele, quase todos os clientes já tem liminares.

Fonte: Valor Online



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h11
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SINDICALISMO

Pressão sindical adia regulamentação

Cristiano Romero

A disputa eleitoral fez o governo Lula adiar, para um possível segundo mandato, a regulamentação da reforma constitucional que alterou as regras de aposentadoria do funcionalismo público. Na prática, da reforma aprovada no primeiro ano do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apenas a contribuição dos inativos para o regime de previdência dos servidores está em vigor. O adiamento diminuiu os efeitos positivos que a reforma teria sobre a redução do déficit público.

Ricardo Benichio/Valor
Zylberstajn conclui em estudo: "As novas regras aplicadas aos futuros entrantes criarão um regime mais equilibrado"

As novidades da reforma - o fim da aposentadoria com salário integral, a eliminação da paridade (correção dos benefícios dos inativos equivalente a dos funcionários da ativa), a equiparação dos aposentados do serviço público aos do setor privado e a criação de fundos de pensão para complementar aposentadorias acima de R$ 2.801,56 - não foram inteiramente efetivadas. Para vigorar, dependem do envio, pelo governo, de projeto instituindo um regime de previdência complementar para funcionários da União.

Técnicos do Ministério do Planejamento calculam ainda que, se o fundo de pensão dos servidores da União (Executivo, Legislativo e Judiciário) já estivesse funcionando, estaria arrecadando, no mínimo, R$ 9 bilhões por ano, que seriam aplicados no mercado financeiro e em projetos do setor produtivo. Essa estimativa considera apenas as contribuições da União e dos novos funcionários federais, ou seja, daqueles que ingressaram no serviço público após a promulgação da reforma.

Em março do ano passado, o governo tinha pronto, no âmbito da Secretaria de Previdência Complementar do Ministério da Previdência, o esboço de um projeto de lei propondo a regulamentação do fundo de pensão da União. A crise política, deflagrada dois meses depois pelo escândalo de corrupção dos Correios, paralisou a discussão da proposta. Recentemente, um grupo de trabalho, com representantes de quatro ministérios (Planejamento, Previdência, Fazenda e Casa Civil), concluiu uma nova proposta. Um dos ministros envolvidos na elaboração do projeto informou ao Valor que o governo decidiu segurar o projeto por causa do ano eleitoral.

O funcionalismo integra, desde a fundação do PT, a chamada "base social" do partido. O temor governista é que a regulamentação tire votos de Lula num momento de relações pacificadas com o funcionalismo.

Lula tinha apenas quatro meses de mandato quando enviou ao Congresso a Proposta de Emenda Constitucional 40 (PEC 40), sugerindo mudanças radicais nas regras de aposentadoria dos servidores. A decisão foi muito mal recebida pelos sindicatos dos funcionários, a maioria deles filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT). Apesar disso, Lula insistiu com a reforma, que, além de instituir cobrança dos inativos, tornou as regras de aposentadoria dos funcionários parecidas com as dos segurados pelo Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS).

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em seus oito anos de gestão, tentou criar a contribuição dos inativos em duas ocasiões. Nas duas, sofreu cerrada oposição do PT e dos sindicatos de servidores ligados ao partido. A reforma original de Lula foi mais ambiciosa que a de FHC, o que acabou provocando o rompimento de alguns sindicatos com o PT e a CUT.

Nos últimos dois anos, Lula procurou se reaproximar do funcionalismo. Primeiro, instituiu, no Planejamento, uma mesa permanente de negociação salarial com servidores. Depois, criou 82 mil novos cargos na administração pública federal, um incremento de 15,6% em quatro anos. Além disso, reajustou os vencimentos de praticamente todas as categorias. Por fim, concedeu aumentos salariais generalizados a três meses da eleição, decisão criticada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio Mello.

O esforço não impediu que o Sindicato dos Servidores Públicos Federais, numa carta aberta, lembrasse os compromissos assumidos na eleição de 2002 e cobrasse a revogação das "contra-reformas da Previdência".

Durante a tramitação da reforma previdenciária proposta pelo governo Lula, os sindicatos dos funcionários públicos pressionaram o Legislativo e o Judiciário, conseguindo que alterações importantes fossem feitas no texto original (ver quadro). A proposta de Lula, segundo especialistas, tornaria o sistema, para os funcionários que ingressassem após a promulgação da emenda constitucional, próximo do equilíbrio, o que eliminaria, pelo menos nos próximos anos, a necessidade de uma nova reforma do regime previdenciário dos servidores públicos.

Em estudo publicado na última edição da revista Pesquisa e Planejamento Econômico, do IPEA, quatro professores da USP e da FGV de São Paulo - André Portela Souza, Hélio Zylberstajn, Luís Eduardo Afonso e Priscilla Matias Flori - calcularam os impactos fiscais da reforma. "As novas regras para o funcionalismo público aplicadas aos futuros entrantes no sistema criarão um regime mais equilibrado. As contribuições esperadas dos novos funcionários parecem suficientes para cobrir os benefícios esperados", diz o estudo. "É um passo importante em direção ao equilíbrio previdenciário."

Num trabalho minucioso, os autores constataram que as alterações feitas pela Câmara, pelo Senado e pelo Supremo Tribunal Federal reduziram de forma sensível os ganhos fiscais pretendidos pela proposta original. Considerando os resultados da Pesquisa Nacional Domiciliar de 2001 (PNAD), os pesquisadores definiram o que seria a "dívida implícita" do sistema - o resultado da diferença entre a soma dos valores presentes dos benefícios dos ativos e inativos e a soma dos valores presentes das contribuições de todos os ativos e dos inativos.

Fonte: Valor Online



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h07
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SINDICALISMO (2)

Mudanças reduziram ganhos da reforma

Se a proposta original de Lula tivesse sido aprovada, a dívida implícita de todo o sistema previdenciário, considerando, portanto, o sistema dos funcionários públicos e o INSS, diminuiria 13%, segundo estimativas do estudo publicado na revista do IPEA. Com as mudanças feitas pela Câmara, o percentual de redução da dívida caiu para 10,6% e, com as alterações do Senado, para 8%. Por último, o Supremo Tribunal Federal também mexeu no projeto original, reduzindo para 7,5% o impacto das medidas sobre a dívida implícita.

Uma estimativa feita pela área técnica do governo está em linha com esse cálculo. Segundo assessores ouvidos pelo Valor, o déficit atuarial do regime previdenciário diminuiu 7,3% (cerca de R$ 27 bilhões) com a reforma. Hoje, esse passivo seria de R$ 345 bilhões.

Observando-se apenas o regime dos servidores, o impacto das mudanças é relativamente maior, mas também foi reduzido durante a tramitação do projeto original. " Levando-se em conta apenas o regime do funcionalismo público, a redução na dívida implícita teria sido de 31,3% com o projeto original, 24,9% na versão da Câmara e, finalmente, 19,0% na versão aprovada no Senado", diz o estudo. "Em suma: a reforma reduziu a dívida implícita do regime próprio do serviço público em cerca de 1/5 do seu valor."

O problema é que, sem a regulamentação da reforma, esses ganhos não vão se materializar tão cedo. O rombo da Previdência do setor público praticamente estabilizou após a reforma, mas ainda é considerado muito elevado - neste ano, no caso da União (Executivo, Legislativo e Judiciário), o déficit deve chegar a R$ 32,3 bilhões. No ano passado, o pagamento de aposentados e pensionistas respondeu por 45,56% dos gastos da União com pessoal, mais de dois pontos percentuais acima do que aconteceu um ano antes.

Com a vigência da contribuição dos servidores aposentados, a arrecadação pulou de R$ 5,2 bilhões em 2003, para R$ 11,469 bilhões em 2005, um aumento de 117,7% em apenas dois anos. Neste ano, deve chegar a R$ 13,5 bilhões. Os ganhos poderiam ser maiores ainda se a reforma tivesse sido regulamentada.

O governo sabe que, se Lula for reeleito, este será um tema espinhoso quanto a renovação da DRU. Seu principal concorrente - Geraldo Alckmin (PSDB) - também está preocupado com o tema. No seu programa de governo, Alckmin, segundo apurou o Valor, prevê a regulamentação da reforma de 2003, mas sem entrar em detalhes de como fará isso. A idéia, segundo uma fonte, "é preservar as regras de quem já está no sistema e adequar a idade mínima para aposentadoria aos novos parâmetros demográficos do país".

Fonte: Valor Online



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h06
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CINEMA DO CCBB DE SÃO PAULO

Os contrastes de Varda

Retrospectiva de fôlego no CCBB revisita mais de meio século do olhar feminista da belga Agnès Varda, cineasta ligada ao grupo original da nouvelle vague

Divulgação
No curta "Os Panteras Negras" (1968), Varda registra a movimentação do grupo na Califórnia, em busca da atenção dos americanos e das consciências negras



CÁSSIO STARLING CARLOS
CRÍTICO DA FOLHA

Do real ao imaginário, o olhar da diretora de origem belga Agnès Varda, 78, sempre transitou com singularidade. Ligada ao grupo original da nouvelle vague que emergiu no fim dos anos 50, seu cinema preexistiu e subsistiu ao movimento.

Além de cineasta, mulher e feminista, Varda construiu uma obra na qual se dedicou a captar de modo surpreendente desde a política ("Os Panteras Negras") até a intimidade (a vida de seu marido e também cineasta, Jacques Demy, em "Jacquot de Nantes").

Esse olhar feminino e feminista, no entanto, não se prende a um discurso sobre a condição das mulheres. Como ressalta a diretora, seu desejo maior sempre foi compartilhar emoções através da reinvenção do real que o cinema permite. Dois de seus trabalhos mais conhecidos, "Cléo de 5 às 7" e "As Duas Faces da Felicidade", integram uma retrospectiva de fôlego que reúne 18 longas e 15 curtas feitos ao longo de mais de 50 anos, a partir de amanhã, no CCBB de São Paulo.

De Paris, por telefone, onde prepara uma exposição para a Fundação Cartier, Varda falou à Folha sobre seus filmes, sua visão de cinema e sua nova fase como artista contemporânea.  

FOLHA - A senhora realizou seu primeiro filme em 1954. O que mudou em sua concepção de cinema nestes mais de 50 anos?
AGNÈS VARDA
- No meu desejo de cinema nada mudou muito. Esse desejo foi sempre de encontrar novas formas de narrar, ou seja, não apenas ilustrar uma história em imagens. O que me interessa no cinema, antes do roteiro ou nos diálogos, é pensar uma estrutura do relato. Depois, deixar espaço para descobertas. Ao longo da minha carreira, realizei ficções, documentários, curtas e longas, mas, em todos, tentei encontrar a duração que correspondesse às necessidades da narrativa.

FOLHA - Seu trabalho é habitualmente identificado ao da geração da nouvelle vague. A senhora se considera integrante do mesmo clã de Godard, Truffaut e Rohmer?
VARDA
- Eu me sinto independente em relação a eles. Primeiro, porque eu nunca fui crítica, nem ambicionei produzir uma teoria do cinema. Segundo, porque nunca me interessei em ter uma visão psicológica, como a que predomina nos filmes de Truffaut e de Rohmer. O que sempre busquei foi reinventar a realidade, inventar uma nova realidade pelo cinema.

FOLHA - E como lida com essa reinvenção da realidade quando a senhora realiza documentários?
VARDA
- Nos documentários, eu estou a serviço do tema, me transformo em serva das pessoas e das histórias, estou lá para ajudá-las, estimulá-las a se expressar. Já nas ficções, claro, eu ocupo o lugar de artista e reinvento de acordo com minha visão expressiva. São duas atitudes diferentes enquanto cineasta e é por isso que eu amo fazer as duas. Sempre que faço uma ficção em seguida volto ao documentário, porque este é uma escola de modéstia. Eu me obrigo a voltar a essa escola periodicamente.

FOLHA - Para limpar o olhar?
VARDA
- Exatamente. Bela fórmula! Pois a chave do cinema são os outros, não meu umbigo. Apesar de eu ter feito inúmeros filmes autobiográficos, não se trata de uma fixação narcisista. A cineasta Varda existe nos meus filmes, algumas vezes ouve-se minha voz, estou lá na primeira pessoa, mas eu não estou neles para falar de mim.

FOLHA - Em trabalhos como "Jacquot de Nantes", "Tio Yanco" e, sobretudo, "Ulisses", percebe-se sua atenção ao trabalho da memória. Fazer cinema é também, para a senhora, rememorar?
VARDA
- Acho que isso decorre do fato de eu, pessoalmente, ser uma desmemoriada, tenho uma péssima memória, infelizmente. "Ulisses" é, mais que tudo, o reflexo disso e um dos meus trabalhos favoritos. Trata-se ali de uma memória não-guardada e no filme eu exploro essa incapacidade minha e dos personagens de fixar algo. Mas o cinema não existe apenas para lembrar e, sim, para indagar, construir uma imagem da memória, buscar lembranças onde elas se esconderam.

FOLHA - A senhora acredita em cinema feminino ou em um olhar feminino no cinema?
VARDA
- Sem dúvida. Eu não sou apenas cineasta, sou cineasta, mulher e feminista. Não vejo da mesma maneira que os homens nem desejo transmitir emoções do mesmo modo que eles. Não se trata apenas dos olhar, mas de uma escolha. E a escolha é: o que você quer representar da realidade? Quando faço escolhas, a pergunta que me orienta é: o que quero partilhar? Descobertas, conhecimentos, beleza em suma.

FOLHA - A senhora está preparando uma instalação que será aberta na Fundação Cartier, nos próximos dias. Como surgiu seu interesse por esse modo de expressão da arte contemporânea?
VARDA
- O projeto me interessou porque se trata de outra forma de compartilhar. O formato de instalação permite explorar as três dimensões, o público entra nelas, toca nos objetos, muda-os de posição e isso me interessa bastante.

FOLHA - Esse trabalho se assemelha à exposição recente em museus do universo de cineastas, tais como a de Almodóvar na Cinemateca Francesa e as instalações que Godard produziu para a mostra no Centro Georges Pompidou?
VARDA
- O que está ocorrendo é que cineastas estão produzindo instalações nas quais eles mostram filmes de uma outra maneira. No meu caso, trata-se de uma obra diferente disso. Não usei restos de meus filmes. Quis explorar as possibilidades de outros dispositivos. Esse trabalho se aproxima do de cineasta, mas trata-se de outra abordagem, de outra realidade na relação com o público. Ao me dedicar a isso retorno àquilo que mais admiro no cinema, que é partilhar reações, só que desta vez de uma maneira muito mais próxima.


MOSTRA AGNÈS VARDA - O MOVIMENTO PERPÉTUO DO OLHAR
Quando:
a partir de amanhã (sessão de abertura para convidados) a 10/9
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (r. Álvares Penteado, 112, Centro, SP, tel. 0/xx/11/3113-3651)
Quanto: R$ 4 e R$ 2 (estudantes)

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h36
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A FARRA DOS BANCOS

BB vai investir em crédito imobiliário e de veículos

Depois do lucro recorde de R$ 3,9 bilhões nos primeiros seis meses do ano, o Banco do Brasil vai abrir duas novas frentes de atuação neste semestre. O banco se prepara para investir pesado nas áreas de crédito imobiliário e de financiamento de veículos.

Segundo Rossano Maranhão, presidente do BB, o banco está discutindo com o governo a possibilidade de fechar uma parceria com algumas das grandes financeiras do país. Conversas já foram iniciadas. A outra hipótese é o banco abrir a sua própria financeira.

Para entrar para valer na área de financiamento de veículos, o BB identificou a necessidade de ter uma financeira em seu guarda-chuva com o objetivo de atrair principalmente os chamados não-clientes. O banco já atua nessa área, mas atende apenas a seus clientes. O mercado é bastante amplo. As compras são feitas, em grande parte, por impulso.

De acordo com Maranhão, a carteia de empréstimos do banco para a aquisição de veículos é de apenas R$ 500 milhões, muito pequena para os objetivos do banco. A intenção é atingir R$ 10 bilhões em três anos.

Outra área nova que o banco pretende explorar é a de crédito imobiliário. Num cenário de taxa decrescente de juros e de o país atingir grau de investimento, a tendência é a compra de imóveis se tornar uma coqueluche. O BB, para ele, não pode estar fora dessa onda.

Maranhão não acha que o banco esteja entrando em conflito com a Caixa Econômica Federal ao entrar no mercado imobiliário. "O mercado é grande o suficiente e cada um de nós tem sua base de clientes." O fato, segundo ele, é que o Banco do Brasil não pode deixar de ter esse produto na prateleira para fidelizar seu cliente. "A concorrência é grande."

Maranhão considerou precipitadas as críticas de analistas ao resultado do banco, apesar do recorde. Os comentários foram de que o lucro foi provocado por receitas tributárias não-programadas, de R$ 1,5 bilhão, que não vão se repetir mais, e, por isso, a ação do banco teria caído na segunda-feira passada, quando foi divulgado o balanço.

Segundo Maranhão, o banco também arcou com despesas não previstas, como as provisões para o agronegócio, que totalizaram R$ 1,9 bilhão.

Ele disse que as ações caíram na segunda-feira passada porque tinham subido muito na sexta-feira anterior. "O que houve foi uma realização normal de lucros", afirmou. Já na sexta passada, Maranhão disse que a ação do BB subiu, enquanto a da maioria dos bancos caiu.

Maranhão não quis entrar no debate entre a Febraban e o governo a respeito da redução dos juros. Ele disse que já pratica taxas muito competitivas e que está sempre buscando melhorar a eficiência operacional do banco para poder baixar mais os juros.

"A fixação dos juros não é uma questão de vontade e sim uma decisão técnica", diz Maranhão. Ele afirma que os "spreads" já vêm caindo nos últimos meses.

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 20h13
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A FARRA DOS BANCOS

Crédito se esgota como motor econômico

Níveis de inadimplência têm alta significativa e IBGE diz que o consumidor chegou "ao limite" do seu endividamento

Técnico do Ipea afirma que a ampliação do crédito e os benefícios assistenciais deram "gás artificial" ao crescimento da economia


FERNANDO CANZIAN
DA REPORTAGEM LOCAL

A expansão do crédito como um dos motores do atual crescimento econômico chegou ao seu limite e está desacelerando. Ao mesmo tempo, há recordes no aumento do número de endividados e no comprometimento da renda com dívidas.

Em julho, o Brasil sofreu um aumento considerado "histórico" nos registros de CPFs de pessoas que não honraram suas dívidas. Houve um salto de 89,2% sobre julho de 2005 na média de 15 Estados (não inclui São Paulo), segundo o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). A alta acumulada no primeiro semestre é de 35%.

Em São Paulo, 38% dos consumidores declararam, em julho, estar com a renda comprometida com dívidas por mais de um ano. Um recorde, diz a Fecomercio SP, que reúne as empresas comerciais do Estado.

Segundo a entidade, mais de 55% dos paulistanos têm dívidas. Desses, 37,3% estão com as contas em atraso.

De acordo com o Banco Central, 7,7% das pessoas físicas estavam inadimplentes em maio. Do final de 2004 para cá, a inadimplência cresceu 24,2%. No crédito para a aquisição de bens de consumo, o não-pagamento chega a 11,3%. Como resposta, vários bancos já estão pisando no freio na oferta de crédito.

Segundo Marcel Solimeo, economista da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), se os dados do BC excluíssem as operações de crédito consignado (com desconto direto em folha de pagamento e hoje 50% do crédito concedido), a inadimplência seria ainda maior.


Limite e artificialidade
Reinaldo Pereira, responsável pela Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), afirma que o brasileiro está chegando "ao limite de seu endividamento".

Para o pesquisador Roberto Messenberg, do Ipea (Instituto de Economia Aplicada), ligado ao Ministério do Planejamento, o esgotamento do crédito revela a "artificialidade" e a "insustentabilidade" das políticas adotadas pelo governo para promover o crescimento atual.

"Muito disso [da expansão econômica e do crédito] fez parte de um processo de transferência de renda promovido pelo setor público. Os programas assistencialistas injetaram um poder de compra maior na economia. Isso deu um gás ao consumo e fez com que o ritmo fosse mantido por algum tempo. Mas é insustentável", afirma.

Na semana passada, a Folha entrevistou algumas pessoas que saíam de lojas especializadas em conceder crédito no centro de São Paulo. Há dezenas delas e centenas de funcionários "caçando" clientes nas ruas. Dois dos entrevistados foram à financeira tentar um novo crédito para pagar dívidas.

Basicamente, a inadimplência aumentou porque as pessoas se endividaram mais sem que houvesse um aumento correspondente na renda.

Nos últimos 12 meses, segundo o Banco Central, as operações de crédito às pessoas físicas tiveram aumento de 31%. Boa parte do crescimento deveu-se ao crédito consignado a pensionistas da Previdência Social, que hoje já representa a metade do que é concedido.

Em contrapartida, o aumento da massa real de rendimentos no Brasil deve subir apenas 5,5% neste ano.

Para 2007, as previsões de aumento da renda são piores. Devido a seu peso sobre as contas públicas, não são esperados um aumento significativo do salário mínimo (subiu 13,4% neste ano) ou os impactos positivos dos benefícios previdenciários atrelados ao mínimo.

Também não deverá ocorrer uma ampliação nos programas sociais como o Bolsa-Família, que atingirá seu limite de atendimento até o final de 2006. No emprego, a tendência é que a criação de vagas formais mude pouco. Hoje, 90% dos novos empregos pagam só até R$ 700.

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 20h11
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