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| BBlog: o BB, seus funcionários e Entidades (Blog do Romildo) |
AVISO AOS NAVEGANTES
A partir desta sexta-feira estarei em Brasília, participando de atividades relacionadas ao cargo de Conselheiro da Anabb.
Assim, somente na próxima segunda-feira este BBlog voltará a receber atualizações.
Bom final de semana para todos e fiquemos com a mensagem da Transparência Brasil (para visitar o site da TB veja links na coluna à esquerda):
não vote em sanguessuga ou mensaleiro

Escrito por Romildo, em Curitiba, às 23h10
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A FARRA DO CRÉDITO
Inadimplência aumenta quase 90% em
julho e bate recorde histórico
SÃO PAULO - A inadimplência cresceu
89,24% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado, e bateu no maior
nível de inclusões registrado pelo SPC Brasil - Serviço de Proteção ao Crédito.
Frente a junho, o aumento foi de 41,65%.
No acumulado do ano, o aumento
de registros de inadimplência já está em 34,73%, na comparação com os primeiros
sete meses de 2005. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira
(17).
Expansão do crédito Para o presidente do SPC, Araken de
Carvalho Novaes, a expansão de parcelas de baixo valor para crediário e a
ampliação do acesso ao crédito aos consumidores das classes C e D são alguns dos
principais motivos para esse alto índice de registros de inadimplência no mês
passado.
"As pessoas pagam as primeiras prestações; lá na frente, por
alguma eventualidade, se embaraçam", explica o presidente. O SPC também critica
a oferta de crédito consignado e exemplifica: "quando uma pessoa que ganha R$ 1
mil por mês compromete 30% da renda, precisará aprender a viver com R$ 300 a
menos por um período".
Exclusões e consultas diminuem O
levantamento também aponta que o volume de exclusões da base de dados do SPC
Brasil em julho aumentou 23,40% frente à quantidade verificada em
junho.
Em relação a julho do ano passado, a entidade detecta que, no
sétimo mês de 2006, as exclusões foram 19,81% maiores.
Mesmo assim, a
proximidade do Natal deixa o setor otimista. Novaes acredita que, nos próximos
120 dias, esse quadro seja revertido.
Fonte: InfoMoney
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 16h46
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A FARRA DOS BANCOS
PAULO NOGUEIRA BATISTA JR.
O poder dos bancos no
Brasil
Interessa à economia ter um sistema bancário lucrativo. Mas, no
Brasil, o poder dos bancos passou dos limites
ONTEM, RECEBI
notícias das barbaridades que estão acontecendo nos bastidores de um dos grandes
bancos brasileiros. O meu sangue ferveu. Resolvi, então, fazer no artigo de hoje
algumas considerações sobre essas instituições. Nas economias modernas, os
bancos sempre são poderosos. No Brasil, entretanto, o poder dos bancos é
extraordinário e já constitui há muito tempo uma agressão ao interesse público.
Os balanços dos principais bancos privados e públicos, divulgados nos últimos
dias, mostraram lucros muito volumosos, que chegam a ser estarrecedores.
Enquanto a maior parte da economia brasileira patina na mediocridade, enquanto a
maior parte dos brasileiros vegeta na pobreza ou na miséria, os grandes
conglomerados bancários expõem resultados exuberantes. Exuberantes, não. Nas
circunstâncias do país, não é exagero usar uma palavra mais forte: indecentes.
O que explica tal lucratividade? A versão benevolente, que nem os porta-vozes
dos bancos se animam a defender com muita convicção, é que esses lucros refletem
a sua excepcional eficiência e competência como organizações empresariais. As
instituições bancárias brasileiras têm os seus méritos, não nego, mas a
principal explicação é outra: os bancos detêm grande poder de mercado. São
poucos os setores da economia com tanto poder e tanta lucratividade.
O sistema bancário é muito concentrado, e o grau de concentração vem
aumentando. Poucos bancos detêm a quase totalidade dos ativos, dos depósitos e
do capital. Um punhado de instituições comanda o mercado. A competição é
imperfeita e limitada. Os bancos têm poder de mercado "vis-à-vis" dos seus
depositantes, por exemplo, e conseguem impor pesadas tarifas de serviços
bancários, especialmente aos pequenos clientes.
Conseguem também praticar taxas elevadíssimas de juro nos empréstimos que
fazem a empresas e pessoas físicas. As empresas de menor porte e as pessoas
físicas pagam taxas especialmente selvagens.
O chamado "spread" bancário, isto é, a diferença entre as taxas de empréstimo
e as de captação, é muito alto. Em operações com recursos livres, para pessoas
jurídicas e físicas, o "spread" médio foi de 28 pontos percentuais em junho,
segundo o Banco Central. Nos últimos 18 meses até junho, esse "spread"
manteve-se bastante estável, oscilando entre um mínimo de 27,6 e um máximo de
30,2 pontos percentuais. Como as taxas de captação também são elevadas, o custo
do crédito no segmento não-direcionado do mercado fica muito pesado: 43,2% em
média, em junho, quase 40% em termos reais! Essa é uma das principais razões do
reduzido nível de investimento e crescimento da economia do país.
O poder econômico dos bancos é sustentado por ampla rede de influência
política e ideológica. O comando do Banco Central, por exemplo, mantém há muito
tempo uma relação promíscua com o sistema financeiro. O famigerado Copom (Comitê
de Política Monetária do Banco Central) é uma espécie de comitê executivo da
Febraban (Federação dos Bancos Brasileiros). Entra governo, sai governo e o
quadro não muda: a diretoria do Banco Central é sempre dominada por pessoas que
vêm do sistema financeiro ou que para lá desejam ir. A influência dos bancos se
estende para outros segmentos do Poder Executivo, como o Ministério da Fazenda.
Com freqüência, essas instituições conseguem obter tratamento tributário
leniente e concessões de outros tipos.
No Poder Legislativo, os bancos financiam campanhas e têm a sua bancada. Na
mídia, a sua presença é sempre muito forte. A cada momento, o brasileiro
indefeso é exposto às "teorias" e explicações dos "economistas do mercado", uma
verdadeira legião a serviço dos interesses do sistema financeiro.
É óbvio que interessa a qualquer economia moderna ter um sistema bancário
sólido e lucrativo. Mas, no caso do Brasil, o poder dos bancos passou dos
limites e está prejudicando seriamente grande parte da economia. Se o próximo
governo quiser realmente colocar a economia em movimento, não poderá deixar de
enfrentar esse problema.
PAULO NOGUEIRA BATISTA JR. , 51, economista e professor da
FGV-EAESP. É autor do livro "O Brasil e a Economia Internacional: Recuperação e
Defesa da Autonomia Nacional" (Campus/ Elsevier, 2005). pnbjr@attglobal.net
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 15h55
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A FARRA DOS BANCOS
Presidente visita Banco do Brasil e servidores cantam
'olê-olá-Lulá'
Saudado com o jingle da campanha, Lula diz nunca ter indicado
políticos para instituições financeiras federais
Leonencio Nossa, Gustavo Freire
Momentos depois de distribuir beijos, ser cumprimentado e saudado com o
jingle "olê-olê-olê-olá-Lulá-Lulá" pelos funcionários do Banco do Brasil, o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou ontem de forma enfática o uso
político das instituições bancárias federais. Em visita à sede do BB, ele atacou
a "sanha de privatização", defendeu bons salários na instituição - frisando que
os funcionários não são "marajás" - e negou ter empregado petistas e indicado
políticos na Caixa Econômica Federal, no Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES), no Banco do Nordeste e no Banco da Amazônia.
"Só chamo eles (presidentes de bancos) para perguntar se as coisas podem
melhorar", disse Lula. "Em todos esses anos em que convivemos, nunca pedi a
nenhum deles que colocasse um faxineiro, ascensorista ou assessor, só discutimos
redução de juros e facilitação do crédito."
Durante rápido corpo-a-corpo no 20º andar da sede do BB, Lula pediu para os
funcionários não fazerem greve e, com gestos, insinuou que eles parassem de
cantar o jingle. Queria evitar uma possível reação do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), órgão que, na avaliação do Palácio do Planalto, está "rigoroso"
no cumprimento das normas da campanha. Numa visita de Lula à Caixa, no último
dia 4, o clima eleitoral foi ainda mais nítido.
Em discurso na sede do BB, o presidente não economizou ataques ao governo do
ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e ressaltou que, na gestão
petista, o banco teve ganhos "extraordinários". "Não foram poucas as vezes em
que as manchetes dos principais jornais, na época da sanha das privatizações,
publicaram manchetes garrafais sobre prejuízos do Banco do Brasil", discursou.
Ao contrário do que disse Lula, porém, foi na gestão Fernando Henrique que o
banco foi saneado e passou a dar lucro.
No discurso, ele comentou que a imagem da instituição e dos funcionários
também melhorou. "Vim aqui para dizer o seguinte: ninguém nunca mais chamou
vocês de marajás. Vocês nunca viram ninguém do governo descarregar em
funcionário do Banco do Brasil discurso de que ele ganha bem." E salientou que
bons funcionários precisam ser bem pagos.
PÚBLICO-ALVO
Lula fez questão de destacar ações do Banco do Brasil que beneficiam
especialmente as camadas mais pobres, como o microcrédito, o crédito consignado
e os créditos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar
(Pronaf). De acordo com o presidente, esses três programas disponibilizam hoje
R$ 25 bilhões. "Não é pouca coisa", pontuou.
"Se depender de minha vontade, enquanto eu for vivo quero ver todo ano a
notícia de que o Banco do Brasil ganhou um pouquinho de dinheiro a mais", frisou
Lula, no discurso. "Triste será o dia em que uma manchete sair com a informação
de que o Banco do Brasil teve prejuízo e o Tesouro teve de aportar dinheiro para
salvá-lo, como aconteceu muitas vezes."
O presidente avalia que a população vem percebendo as ações do seu governo.
"O povo está sentindo na pele que as coisas estão melhorando. Ele está tendo
acesso e conseguindo chegar e ser atendido em bancos públicos", disse.
Ao defender os programas destinados à população de baixa renda, Lula
salientou que a instituição e outros bancos públicos também saem ganhando com
esse tipo de orientação. "Está provado que o Banco do Brasil não precisa
emprestar muito dinheiro para poucos para ganhar dinheiro. O banco pode
emprestar pouco dinheiro para muitos e ter um ganho extraordinário."
Lula disse que não era hábito dos ex-presidentes visitar as instituições
bancárias federais - ignorando que Fernando Henrique foi ao BB, em 1998. Como
hoje, era período eleitoral.
Antes do discurso, a direção do BB exibiu um vídeo com ações sociais da
Fundação Banco do Brasil. Em uma das cenas, o agricultor Manoel de Antão, de
Quixadá (CE), disse que no governo Lula conseguiu empréstimo do BB. Diretor do
banco, Luiz Osvaldo Santiago Moreira completou, também em tom eleitoral: "A
gente espera construir um novo Brasil."
Fonte: O Estado de S. Paulo (Clipping da Anabb)
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h28
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A FARRA DOS BANCOS
Escolha política, Pizzolato levou BB a gastar R$ 70 mil
em evento do PT
Bruno Winckler
Ao contrário do que disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ontem, o
Palácio do Planalto utilizou-se de indicações políticas para ocupar cargos de
destaque dentro do Banco do Brasil. Uma dessas nomeações, por sinal, gerou um
caso rumoroso envolvendo favorecimento ao partido do presidente. Henrique
Pizzolato, que foi um dos coordenadores financeiros da campanha de Lula à
Presidência em 2002, foi nomeado no ano seguinte para a gerência de Marketing do
Banco do Brasil. Nessa condição, determinou que o banco comprasse R$ 70 mil em
ingressos para um show da dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano.
Detalhe: o evento, que aconteceu em julho de 2004 na churrascaria Porcão, em
Brasília, serviria para levantar recursos para a construção da sede do PT. Na
ocasião, os diretores do BB foram acusados de improbidade administrativa.
Em agosto, o então presidente do BB, Cássio Casseb, enviou à Comissão de
Ética Pública do Congresso esclarecimentos sobre a compra dos ingressos. Em
nota, Casseb informou que o BB fortaleceria a política do banco que vedava "o
apoio a eventos promocionais que beneficiem partidos políticos". Além disso,
Casseb apontou Pizzolato como responsável pela irregularidade e diminuiu o seu
poder de decisão sobre patrocínios.
Fernanda Karina Somaggio, a ex-secretária do publicitário Marcos Valério, um
dos envolvidos no mensalão, disse à CPI dos Correios em 2005 que Pizzolato fazia
parte dos contatos do empresário no governo. O BB manteria contrato de
publicidade com a DNA Propaganda, agência de Valério. Após o episódio, em julho
de 2005, Pizzolato, que teria recebido R$ 326,6 mil de uma conta da DNA
Propaganda no Banco Rural em 2004, pediu aposentadoria.
SINDICALISTAS
As ligações de Pizzolato com o PT remontam ao tempo em que era líder
sindical. Ele foi presidente do Sindicato dos Bancários de Toledo (PR) e
presidente da CUT no Paraná.
Em 1992, foi eleito representante dos funcionários do BB na direção, o
que lhe dava assento no Conselho de Administração.
Fonte: O Estado de S. Paulo (Clipping da Anabb)
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h22
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A FARRA DOS BANCOS
Governo vai atacar spread com MP
Medida provisória
cria facilidades para o correntista trocar de banco, estimulando a concorrência
entre eles
Sonia Racy, Patrícia
Campos Mello
O governo decidiu: o combate ao alto
spread bancário (diferença entre os juros que o banco cobra ao emprestar e a
taxa que ele mesmo paga ao captar dinheiro) começará com a edição de uma medida
provisória. Foi esta a maneira mais eficaz encontrada pelo Banco Central (BC) e
pelo Ministério da Fazenda para acelerar a implementação das
mudanças.
Ontem, em seu almoço semanal com o presidente do BC, Henrique
Meirelles, o ministro Guido Mantega costurou detalhes mais delicados do
processo, definindo, juntamente com Meirelles, que a MP será editada pelo
governo antes de 29 de agosto, data da reunião do Conselho Monetário Nacional
(CMN). E divulgada, provavelmente, pelo presidente Lula. Em conversa com o
Estado, Mantega revelou que a MP, até agora, inclui as seguintes medidas:
cadastro positivo, portabilidade do crédito, DOC reverso e redução da
contribuição dos bancos ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
"Por
enquanto, não haverá modificação na alíquota do depósito compulsório", avisa
Mantega. Trata-se da principal reivindicação dos bancos para reduzir os juros
cobrados. "O compulsório é um instrumento de política monetária, e é assim que
deve ser tratado."
Segundo o ministro da Fazenda, os bancos privados não
estão reduzindo os juros cobrados do consumidor no mesmo ritmo da queda da
Selic. "Estavam fazendo isto até o ano passado. Agora, não mais, e justificam
esta parada com o aumento da inadimplência", explica Mantega, alertando que não
aceita que os bancos ponham nas costas do governo toda culpa pelos juros altos.
"Alguns banqueiros dizem que redução de juros é um problema do governo, não
deles. Isso não é verdade", aponta, relatando que a Fazenda está promovendo
contatos com bancos dispostos a entrar mais firmemente na competição, sem
revelar quais.
A MP, portanto, servirá para aumentar a concorrência entre
os bancos e facilitar a vida do correntista, que poderá trocar de instituição
bancária com uma burocracia muito menor.
O cadastro positivo funciona
como um cadastro dos bons pagadores - o Serasa, por exemplo, lista os maus
pagadores. Essa é uma idéia que vem sendo discutida desde o início do governo.
"O governo fez um projeto de lei do cadastro positivo que morreu pelo
Congresso", lamenta Mantega. A partir de edição da MP, todos os bancos vão poder
acessar o histórico dos clientes, competir por eles e oferecer taxas mais baixas
de juros aos bons pagadores.
Para o Fundo Garantidor de Crédito, os
bancos contribuem com 0,025% sobre as diversas contas cobertas, e é daí que vêm
as garantias de R$ 20 mil para o correntista em caso de quebra da instituição
financeira. Segundo Mantega, a contribuição para o FGC deve ser reduzida
significativamente, porque o fundo já acumula R$ 9,5 bilhões. "Isso já é
suficiente para dar cobertura a todo o sistema, caso necessário."
A outra
medida, do DOC reverso, que permite ao trabalhador transferir todo o salário
recebido em um banco para outro de sua preferência, terá incidência da CPMF, o
que pode desestimular os correntistas. E a portabilidade do crédito deve
permitir ao correntista trocar de banco ao menor custo possível. "A Febraban
concordou com essa medida", disse o ministro.
ESTATAIS Os
bancos estatais vão entrar mais firmemente no combate ao spread alto, diz
Mantega. "Os bancos públicos já estão baixando os juros e devemos anunciar
outras medidas para aumentar a concorrência", afirma. "O Banco do Brasil é
favorável à criação de um crédito consignado para micro e pequenas empresas, o
que também ajudará a elevar o volume de crédito, derrubando o spread."
Fonte: O Estado de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h29
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A FARRA DOS BANCOS
Ministro esquece o que PT escreveu e exalta lucro de
banco
Paulo Bernardo diz
que vai 'comer com azeite e sal' o papel em que estiver alguma crítica do
partido ao setor
VÂNIA CRISTINO,
LEONENCIO NOSSA e CLARISSA OLIVEIRA
O presidente Luiz Inácio Lula da
Silva visitou ontem o Banco do Brasil e elogiou seu "lucro extraordinário" no
primeiro semestre, de R$ 3,9 bilhões, bastante superior ao dos demais bancos do
País. Segundo Lula, quanto mais lucro o BB tiver, mais forte estará para atuar
na política social do governo.
O ministro do Planejamento, Paulo
Bernardo, funcionário licenciado do BB, acompanhou o presidente na visita.
Questionado sobre o discurso de Lula e se o PT, velho crítico da elevada
lucratividade dos bancos, tinha mudado de idéia, ele garantiu que o partido
nunca foi contra lucro de banco. "Se você encontrar um papel do PT assinado
dizendo isso, eu terei o prazer de comê-lo com azeite e sal porque não existe
isso", provocou.
Segundo Bernardo, o que o PT sempre defendeu foi a
conciliação necessária entre a ocupação de um espaço no mercado e a missão de
governo. "O Banco do Brasil tem a obrigação de disputar de igual para igual com
os bancos, mas tem que ter também uma missão social", frisou.
Mas no
próprio site do PT há documentos que contestam as declarações do ministro. Na
seção de artigos, o próprio Lula critica em pelo menos dois textos a
lucratividade dos bancos.
Em um deles, de 17 de março de 2002, antes de
ser eleito, Lula discorre sobre medidas protecionistas dos Estados Unidos no
setor siderúrgico. Diz que a "submissão do governo ao neoliberalismo" é uma
opção política e serve ao capital financeiro. E emenda: "São inacreditáveis os
extraordinários lucros dos bancos no nosso país."
Em artigo de 25 de
março do mesmo ano, Lula afirma que o governo FHC parecia fazer de tudo para
eleger seu candidato a presidente, José Serra, e garantir a continuidade de suas
políticas neoliberais. "Basta observar a lucratividade absurda dos bancos no
nosso país - como não há em nenhum lugar no mundo - para que se tenha idéia do
que está em jogo."
O presidente do PT e coordenador da campanha de Lula,
deputado Ricardo Berzoini (SP), também tem um artigo no site em que critica os
lucros dos bancos. É de 26 de abril de 2002, quando ele ainda não presidia o PT.
Ao analisar os balanços financeiros das instituições, avaliava que "o lucro
recorde dos bancos destoa da realidade da economia nacional".
Na época,
31 bancos brasileiros contabilizavam lucro combinado de R$ 11,1 bilhões para
2001. Seguindo a linha de Lula, Berzoini disse que isso mostrava a "eficácia do
governo FHC na defesa dos interesses do setor privilegiado do País, em
detrimento do crescimento econômico e da geração de empregos".
Fonte: O Estado de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h25
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A FARRA DOS BANCOS
Site do PT tem texto de líder contra bancos
DA REDAÇÃO
Se considerar artigos publicados na página do PT documentos, o ministro Paulo
Bernardo (Planejamento) já pode comprar o azeite.
Em texto publicado em 26 de abril de 2002, disponível até hoje no site do
partido, o deputado federal Ricardo Berzoini (SP), hoje presidente do PT,
critica o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) pelos lucros que proporcionou
aos bancos.
"Esses dados demonstram um Brasil governado pelos interesses financeiros,
causando um sofrimento desnecessário ao povo, com o crescimento da pobreza e da
desigualdade e, com elas, a violência. O desemprego, que atinge apenas na Grande
São Paulo mais de 1,6 milhão de pessoas, decorre de uma política econômica
míope, cujo objetivo é assegurar as margens crescentes de lucros dos bancos",
afirma Berzoini no artigo "O lucro dos bancos: obra de FHC".
O próprio Luiz Inácio Lula da Silva, na oposição, era contumaz crítico dos
bancos. "Os banqueiros não querem que essa turma [do PSDB] deixe o governo.
Nunca ganharam tanto dinheiro como nestes sete anos", disse ele em 2002. (RODRIGO RÖTZSCH)
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h59
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A FARRA DOS BANCOS
PT nunca foi contra lucro de bancos, diz
ministro
Paulo Bernardo (Planejamento) acompanhou Lula em visita ao
BB
No final de junho, Lula disse que preferia que bancos ganhasse
dinheiro para não ter de socorrê-los se tivessem prejuízos
EDUARDO SCOLESE SHEILA D'AMORIM DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou ontem que seu partido, o
PT, "nunca foi contra lucro de banco", ao comentar declarações do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva sobre o assunto.
Lula, que ontem visitou a sede do Banco do Brasil, comemorou o lucro recorde
da instituição no primeiro semestre (R$ 3,9 bilhões), que superou o de todos os
bancos privados. Quando estavam na oposição, petistas diziam que o BB deveria
priorizar sua função social, em detrimento dos lucros.
Em junho, o presidente havia dito que preferia ver os bancos lucrando a ter
de socorrê-los com "bilhões e bilhões de reais" -referência ao Proer, da gestão
Fernando Henrique Cardoso.
Questionado sobre uma eventual mudança de discurso de Lula em relação a suas
posições históricas, Paulo Bernardo respondeu: "Se você encontrar um papel do PT
assinado dizendo isso [que o PT é contra lucros de bancos], eu vou ter o prazer
de comê-lo com azeite e sal. Não existe isso".
Na visita ao BB, Lula fez uma crítica indireta ao PSDB, ao mencionar "a sanha
das privatizações". "Vim ao Banco do Brasil um dia depois do anúncio de que o
banco teve um lucro muito importante para a sua história. Algumas pessoas podem
estar dizendo: "Mas não é possível o Banco do Brasil ter lucro, o Banco do
Brasil não foi feito para isso". Essas mesmas pessoas deveriam ter dito, em
outros momentos da história, que o Banco do Brasil também não deveria ter
prejuízo, e não foram poucas as vezes que as manchetes da imprensa, sobretudo na
época da sanha das privatizações, publicavam manchetes em letras garrafais,
falando dos prejuízos do BB."
O discurso foi dirigido a funcionários do banco. "Ninguém mais chamou vocês
de marajás, nunca mais você ouviu ninguém do governo descarregar em funcionários
do Banco do Brasil o discurso de que eles ganham bem, porque nós aprendemos que
bons funcionários precisam ser bem pagos."
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h58
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"Se você encontrar um papel do PT assinado dizendo isso [que o PT é contra lucros de bancos], eu vou ter o prazer de comê-lo com azeite e sal. Não existe isso"
Autor: Ministro do Planejamento Paulo Bernardo
Quando: 16/08/2006
Ao acompanhar o presidente Lula que foi ao Banco do Brasil comemorar o lucro recorde do BB (vide notas anteriores neste BBlog sob a referência A FARRA DOS BANCOS)
Categoria: Citação
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h55
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ELEIÇÕES 2006
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 23h56
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INVESTIMENTOS DA PREVI
Atirador do shopping
TJ-SP analisa pedido milionário de filhas de vítima
por Fernando Porfírio
O Tribunal de Justiça de São Paulo julga, na quarta-feira (16/8),
recurso das irmãs Karina Vadasz, Hanna Vadasz e Carolina Vadasz contra o
Shopping Morumbi. Elas querem indenização de R$ 3,1 milhões pela morte da mãe, a
publicitária Luísa Jatobá, assassinada pelo estudante de medicina Mateus da
Costa Meira. O crime aconteceu em 3 de novembro de 1999 em uma das salas de
cinema do shopping. O estudante ficou conhecido como atirador do shopping.
Em abril de 2004, o juiz José Roberto Leme Alves de Oliveira, da
27ª Vara Cível da Capital, condenou o shopping e as demais empresas e fundos de
investimentos apontados na ação a pagarem indenização, por danos morais, no
valor total de R$ 900 mil. O juiz condenou os réus a pagarem também, por danos
materiais, pensão alimentícia mensal a cada uma das autoras. Valor: 22 salários
mínimos, desde a data da morte da mãe até completarem 25 anos, com juros e
correção monetária.
A sentença de primeira instância atingiu, solidariamente, o
Shopping Morumbi, o Grupo Internacional Cinematográfico Ltda, a Previ (Caixa de
Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil), a Fapes (Fundação de
Assistência e Previdência Social do BNDES), a Funcef (Fundação dos Funcionários
da Caixa Econômica Federal), a Sistel (Fundação Telebrás de Seguridade Social) o
Multishopping Empreendimentos Imobiliários, a Associação Philips de Seguridade
Social e a Realejo Participações Ltda.
Insatisfeitos com os valores arbitrados na sentença, os advogados
Hermes Marcelo Huck, Eduardo Secchi Munhoz e Cristiano de Souza Zanetti –
defensores das três irmãs – apelaram ao TJ paulista. Pediram a reforma da
sentença. O julgamento estava marcado para a semana passada, mas a defesa pediu
adiamento para sustentação oral. A apreciação do recurso será feita pela 7ª
Câmara de Direito Privado. O relator do caso é o desembargador Gilberto de Souza
Moreira.
O crime
Na noite de 3 de novembro de 1999, Mateus da Costa Meira invadiu o
Cine 5 do Morumbi Shopping atirando com uma submetralhadora calibre nove
milímetros, de uso privativo das forças armadas.
Ele matou três pessoas – Luísa Jatobá, Júlio Maurício Zemaitis e
Fabiana Lobão de Freitas –, e feriu outras quatro, durante a sessão do filme
Clube da Luta. Laudo do IML apontou que Mateus, que na época cursava o
sexto ano de medicina, estava sob efeito de cocaína.
Ação penal
O Ministério Público denunciou Meira em novembro de 1999 por
triplo homicídio e 33 tentativas. Em 2002, o Tribunal de Justiça de São Paulo
atenuou as acusações da Promotoria e manteve denúncia de três homicídios e cinco
tentativas, que depois foram alteradas para quatro lesões corporais graves.
Meira foi condenado a 120 anos e seis meses de reclusão pelos três
homicídios, por tentar matar quatro pessoas que ficaram feridas e colocar em
risco a vida de outras 15. A sentença foi da juíza Maria Cecília Leone. A defesa
recorreu da decisão.
Do total, 110 anos e 6 meses deverão ser cumpridos em regime
fechado pelas três mortes e quatro tentativas de homicídio. Os outros 10 anos,
por conta do crime de periclitação de vida, deverão ser cumpridos em regime
semi-aberto. Entretanto, de acordo com a legislação brasileira, ninguém fica
preso mais do que 30 anos.
Fonte: Revista Consultor Jurídico
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h47
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A FARRA DOS BANCOS
Lucros crescem apesar do calote
Os grandes bancos brasileiros estão se saindo bem frente ao desafio de aumentar a carteira de crédito para compensar a queda das taxas de juros. A conclusão é do presidente da Austin Rating, Erivelto Rodrigues, ao avaliar os balanços do primeiro semestre já divulgados.
Até ontem os três maiores bancos privados de varejo já haviam divulgado o balanço do primeiro semestre mostrando uma expansão dos resultados de 19,5% no caso do Bradesco e Itaú a 25,1% no do Unibanco.
No total, dez bancos já divulgaram o balanço. A evolução média do resultado é de apenas 8,3%, acentuadamente inferior à dos três maiores privados, puxado pela queda de 53,2% do ganho do BMG e de 34% do Pine. O lucro líquido consolidado dos dez bancos atingiu R$ 7,942 bilhões.
A estratégia praticamente unânime dos grandes bancos de varejo foi emprestar mais para pessoa física. Essas operações trazem maior risco, disse Rodrigues. Por isso, a inadimplência aumentou, exigindo um forte reforço das provisões. Mas, trazem maior retorno. "Quem souber dar crédito nesse segmento, com as garantias adequadas, vai se dar bem", disse o especialista.
Fonte: Austin Rating - Para ler o relatório na íntegra (PDF), clique aqui
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h18
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CON/FUSÃO
Fecomércio propõe fusão entre BB
e CEF
A Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) divulgou ontem um
estudo que propõe a fusão da Caixa Econômica Federal com o Banco do Brasil.
Segundo a entidade, a junção acabaria com a sobreposição de papéis e resultaria
em ganho de escala e redução de custos administrativos. O documento traz ainda
propostas de adaptações legais para proteger as instituições financeiras da
inadimplência, o que reduziria o risco do financiamento de crédito.
O estudo foi encomendado ao economista-chefe da Confederação Nacional do
Comércio e ex-diretor do Banco Central, Carlos Thadeu Gomes. Segundo ele, o BC
pode incentivar a concorrência bancária baixando normas concorrenciais e
reduzindo as prudenciais. Essa combinação ajudaria a reduzir as taxas de juros
na ponta dos empréstimos.
Ele propõe ainda a criação de duas taxas Selic, uma mais baixa para remunerar
operações de curtíssimo prazo e outra para papéis mais longos. "Essa medida
desestimularia os bancos de comprarem títulos do governo, sobrando assim
dinheiro em caixa, o que os forçaria a reduzir as taxas de juros", diz o
documento.
Fonte: Gazeta Mercantil (Clipping Anabb)
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h10
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LUCRO RECORDE DO BB
Análise aponta divergências no BB
Alex Ribeiro
A análise de resultado do Banco do Brasil publicada na internet traz números menos favoráveis do que os divulgados na entrevista coletiva concedida, anteontem, para apresentar o resultado do banco no primeiro semestre. A diferença foi notada por investidores que compararam os dois conjuntos de dados.
Pela análise de resultados, o lucro recorrente do banco - ou seja, aquele que tende a se repetir nos próximos semestres - foi de apenas R$ 1,585 bilhão no primeiro trimestre, e não os R$ 2,9 bilhões anunciados na entrevista; há discrepância também nos dados do segundo trimestre, que na análise de resultados aparece como sendo R$ 647 milhões, mas, na entrevista, foram anunciados como sendo R$ 1,1 bilhão.
O gerente de relações com investidores do BB, Marco Geovanne Tobias, afirma que a discrepância dos dados se explica pelo fato de a análise do resultado ser um relatório gerencial, que faz a interpretação dos dados contábeis. Na divulgação do balanço, disse, os executivos do banco apresentaram uma interpretação das informações contábeis e, na análise do resultado, outra.
"Procuramos disponibilizar as informações de todas as formas possíveis, para que o investidor e o analista façam sua própria leitura", afirmou. "A interpretação apresentada na divulgação do balanço é correta, assim como as informações apresentadas na análise de desempenho." A diferença entre os dados apresentados em um lugar e no outro, diz, se explica sobretudo pelo tratamento dado ao aumento da provisões para perdas nos empréstimos agrícolas.
O resultado recorrente é o lucro que tende a se repetir nos períodos seguintes. Para chegar a ele, são subtraídas receitas e despesas entendidas como extraordinárias. Existe uma dose de interpretação para determinar quais lançamentos realmente são extraordinários.
Na análise de desempenho, é apresentada a versão mais conservadora do resultado recorrente. Assim, de forma geral, faz-se a opção por incluir os maiores valores possíveis na receita extraordinária, e os menores possíveis nas despesas extraordinárias. Na entrevista sobre o balanço, o BB teria adotado um critério mais realista.
É o caso das provisões para possíveis perdas nos empréstimos agrícolas, no valor de R$ 1,4 bilhão. Os executivos do BB argumentam que essa é uma despesa extraordinária, que não vai se repetir nos próximos trimestres. Os eventos que levaram a um maior risco de perdas, como as secas e a valorização do dólar, tendem a não se repetir no futuro.
No caso do dólar, o que provoca maior impacto sobre os agricultores é a variação da cotação da moeda, e não o seu patamar. O produtor rural tipicamente perde dinheiro quando toma as decisões de investimento com uma taxa mais depreciada e, ao vender o produto, encontra um câmbio mais apreciado.
Esses fatores fizeram o volume de provisões subir de 2,85% dos empréstimos agrícolas para 8,19%, entre junho de 2005 e de 2006. A expectativa é que, absorvido esse impacto, a necessidade de provisão recue. É por esse motivo que, em conferência ontem com investidores, o BB projetou em R$ 350 milhões por trimestre as suas próximas provisões agrícolas, bem abaixo dos R$ 850 milhões ocorridas no balanço do segundo trimestre.
Fonte: Valor Econômico (Clipping Anabb)
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h08
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A FARRA DOS BANCOS
Lucro recorde do BB não agrada aos
investidores
O lucro do Banco do
Brasil (BB) no primeiro semestre do ano, de R$ 3,888 bilhões, foi recorde. O
desempenho reflete a receita extraordinária de R$ 1,5 bilhão decorrente da
ativação de créditos tributários no primeiro trimestre e a receita de R$ 880
milhões decorrente do acordo realizado entre BB e entidades sindicais sobre a
utilização do Fundo Paridade Previ.
Em contrapartida, o BB registrou no semestre despesa de R$ 1,4
bilhão em reforço de provisão na carteira rural. Esse reforço atípico foi
necessário para fazer frente ao aumento no risco de crédito dessas operações,
decorrente especialmente da valorização cambial e da estiagem no Sul e no
Centro-Oeste, principalmente nas culturas de soja, algodão, milho, arroz e
trigo. O resultado semestral recorde também reflete, segundo o BB, o crescimento
das receitas com operações de crédito e com títulos.
Apesar do lucro recorde, o balanço divulgado pelo banco
desagradou aos investidores. As ações ordinárias do Banco do Brasil negociadas
na Bovespa tiveram desvalorização de 4,76% e terminaram o dia a R$ 50.
Fonte: Monitor Mercantil
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h50
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A FARRA DOS BANCOS
Lucro dos grandes bancos aumentou 132,5% sob
Lula
Bradesco e Banco do Brasil foram os que mais ampliaram os
resultados entre junho de 2003 e junho deste ano, aponta
estudo
Crédito alavancou ganhos das instituições,
mas fez crescer as provisões para perdas; tesouraria ainda representa 33% das
receitas
SANDRA BALBI DA REPORTAGEM LOCAL
O
lucro líquido semestral dos cinco grandes bancos brasileiros (Banco do Brasil,
Bradesco, Itaú, Unibanco e Banespa) cresceu 132,5% do início do governo Lula a
junho deste ano. Só no primeiro semestre foram R$ 11,5 bilhões, diz levantamento
do Inepad (Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração). O estudo não inclui
dados de governos anteriores.
Bradesco e Banco do Brasil foram os que tiveram maior alta do lucro -205% e
260%, respectivamente. Mas o resultado do BB foi turbinado por créditos
tributários referentes a prejuízos de 2001 e 2002 que entraram como receita
neste ano.
A rentabilidade média sobre o patrimônio líquido no final do período das
cinco instituições saiu de 24,6% em junho de 2003 para 28,6% em junho deste ano.
De novo, Bradesco (alta de 77,7%) e BB (104,3%) foram os que tiveram o maior
aumento e rentabilidade patrimonial.
Se ao longo do atual governo o lucro dos bancos aumentou exponencialmente, o
seu perfil também vem mudando desde 2003. "Antes o que impulsionava os
resultados do setor financeiro eram os ganhos de tesouraria, com aplicações em
títulos, principalmente de governo, e valores mobiliários", diz Edson
Carminatti, analista do Inepad. "Agora, o que alavanca o lucro é o expressivo
crescimento do crédito", acrescenta.
Os ativos de crédito dos cinco bancos cresceram 147,8% entre junho de 2003 e
junho deste ano. Já a carteira de títulos evoluiu 62,4%. Por conta dessa mudança
de perfil, as receitas de crédito, que, em junho de 2003, representavam 51,5% da
receita bruta daquelas instituições, em junho deste ano atingiram quase 59%. Já
as receitas de tesouraria caíram de quase 40% para 33,1% das receitas totais dos
cinco bancos.
Tesouraria As receitas de tesouraria, entretanto,
ainda têm peso significativo para os bancos - em alguns casos mais do que em
outros. No Itaú, por exemplo, essas receitas cresceram 335% entre junho de 2003
e junho deste ano, segundo o levantamento do Inepad.
"O Itaú teve aumento de receita bruta em função da tesouraria", observa
Carminatti. A receita bruta do banco no primeiro semestre deste ano foi 246,5%
maior do que em igual período de 2003, totalizando R$ 13 bilhões em junho
último.
Na avaliação de Carminatti, o Itaú aumentou muito as operações e os ganhos
com tesouraria para diluir o risco do banco com a expansão da carteira de
crédito, que cresceu 90% desde junho de 2003.
Acompanhando a mudança de perfil dos bancos, também cresceram as provisões
para crédito de liquidação duvidosa. Em junho de 2003, os cinco bancos haviam
provisionado R$ 4,8 bilhões, e em junho passado esse valor saltou para R$ 10,7
bilhões -um aumento de 121,8%. "Devido às pesadas provisões, cresceram as
despesas de intermediação financeira", afirma Carminatti.
Chama a atenção nos balanços dos cinco grandes bancos a evolução das receitas
com prestação de serviços. Elas aumentaram 68% desde 2003, mas desaceleraram nos
últimos 12 meses. Entre junho do ano passado e junho deste ano, essas receitas
evoluíram 17,9%, totalizando R$ 15,4 bilhões em junho último.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h43
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A FARRA DOS BANCOS
Consumidor rejeita empréstimo
bancário
A queda na taxa Selic ainda não se refletiu nos juros bancários. O consumidor
ainda se assusta com as taxas cobradas para tomar dinheiro emprestado. Pesquisa
feita em julho pela TNS Interscience mostra que cada vez menos as pessoas
recorrem a alternativa de crédito para conseguir empréstimo e financiamento.
Entre todos os produtos disponíveis no mercado, o que mais deixou de ser
utilizado foi o empréstimo bancário. A justificativa está, justamente, nos juros
dos bancos.
A pesquisa mostra que 81% dos entrevistados já desistiram de fazer
empréstimos ou financiamentos por conta dos juros.
"Os produtos de crédito são o veículo para a realização dos sonhos de consumo
da classe média e da baixa renda, mas 70% desse último grupo já deixou de fazer
empréstimo por causa do custo elevado", diz Paulo Secches, diretor da TNS
Interscience.
A maioria dos pesquisados classificou os juros como "altos" ou "proibitivos".
Apenas no caso do empréstimo consignado e dos produtos de crédito relacionados
ao consumo há uma parcela significativa que os considera "justos".
"A grande oportunidade para a expansão do crédito está no cartão de loja
porque as taxas de juros são percebidas como sendo muito mais baixas, além de o
produto estar associado a uma área-chave do desejo, que é o vestuário", diz
Secches.
Além de ser o mais conhecido, o empréstimo em banco também é o mais
descartado por quem deixa de usar métodos de crédito -foi mencionado por 43% dos
pesquisados.
Foram entrevistadas 500 pessoas com mais de 18 anos, das classes A, B e
C.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h41
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A FARRA DOS BANCOS
BB lucra R$ 3,9 bilhões e supera
Bradesco
Mudança em regra sobre crédito tributário ajuda o banco a
melhorar resultado em R$ 1,5 bilhão no primeiro
semestre
Balanço inclui prejuízo de R$ 26 mi do
Banco Popular; instituição fez provisão de R$ 1,4 bi por conta do risco de
calote no crédito agrícola
SHEILA D'AMORIM DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Numa época de lucratividade recorde no sistema financeiro, o
Banco do Brasil bateu todos os seus principais concorrentes privados e
registrou, nos primeiros seis meses deste ano, um lucro de R$ 3,9 bilhões. Esse
valor é o maior da história do banco e quase o dobro do resultado do primeiro
semestre de 2005: R$ 2 bilhões.
Esse desempenho, que foi obtido em parte pelo aumento dos empréstimos
concedidos a seus clientes, que cresceram 17,7% em relação ao mesmo período de
2005, contou também com ajuda do próprio governo federal e de um acordo com o
fundo de pensão dos funcionários da instituição, a Previ.
Não fossem essas receitas extras, o lucro do BB teria sido de R$ 2,9 bilhões
no primeiro semestre de 2006. "O que também estaria em linha com as demais
instituições privadas", ressalta Aldo Luiz Mendes, vice-presidente de Finanças.
O Bradesco, maior banco privado do país, lucrou R$ 3,1 bilhões no mesmo
período.
No início do ano, o Conselho Monetário Nacional (CMN) -formado pelos
ministros da Fazenda e do Planejamento e pelo presidente do Banco Central-
decidiu dar mais tempo para que os bancos pudessem aproveitar créditos
tributários referentes a operações antigas, diminuindo, com isso, os desembolsos
deles com impostos sobre as operações atuais.
Como o BB tinha estoque alto desses créditos e, até então, a regra permitia a
utilização num prazo de cinco anos, mas limitava o valor que poderia ser
compensado anualmente, uma parte desses créditos não seria usada. Com a extensão
do prazo de cinco para dez anos, o BB teve um reforço no seu resultado do
primeiro trimestre deste ano de R$ 1,5 bilhão.
Além disso, um acordo com o fundo de pensão dos funcionários do banco, a
Previ, para pôr fim a uma discussão na Justiça permitiu ao BB reaver R$ 880
milhões. O valor refere-se a contribuições a mais que o banco fez no passado
para a Previ, quando o BB entrava com R$ 2 para cada R$ 1 do empregado -hoje, a
contribuição é igual.
O lucro inclui também o prejuízo de R$ 10,9 milhões registrado pelo Banco
Popular do BB no primeiro trimestre, com microcrédito. No semestre, o prejuízo
foi de R$ 26 milhões.
Crescimento do crédito O presidente do
BB, Rossano Maranhão, destaca o crescimento na área de crédito para justificar o
desempenho. O BB elevou de R$ 96,1 bilhões para R$ 113,1 bilhões a sua carteira
de crédito. As receitas com essas operações somaram R$ 10,4 bilhões, alta de
12,8% sobre o mesmo período de 2005.
A redução na taxa básica de juros, diz Maranhão, vem sendo compensada pelo
aumento no volume de crédito concedido. Ainda assim, o resultado do segundo
trimestre mostra queda acentuada ante o primeiro trimestre. O lucro de abril a
junho foi de R$ 1,546 bilhão contra R$ 2,343 bilhões entre janeiro e março. No
segundo trimestre deste ano, o lucro do Bradesco foi de R$ 1,602 bilhão.
Segundo Maranhão, a provisão por conta da renegociação de dívidas com os
agricultores justifica essa queda. O BB elevou em R$ 1,4 bilhão o volume de
recursos que é apartado do patrimônio para o caso calote.
Apesar dos recordes, o mercado não se entusiasmou com o resultado. A ação ON
do banco caiu 4,38% na Bolsa ontem.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h40
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A FARRA DOS BANCOS
Inadimplência diminui
Contrariando a tendência observada nas instituições financeiras privadas, o
Banco do Brasil exibe uma expressiva redução do seu índice de inadimplência. O
indicador já vinha melhorando em 2005, mas os dados são particularmente notáveis
agora, quando concorrentes enfrentavam problemas.
De junho de 2005 a junho de 2006, as operações vencidas há mais de 15 dias
caíram de 15,1% para 12,8%. Os demais bancos registraram aumento da
inadimplência, de 12,4% para 14,2%. Nos empréstimos vencidos há mais de 60 dias,
o BB reduziu seu índice de 8,6% para 6,8%, enquanto os demais bancos elevaram os
índices de 5,9% para 7,2%.
A evolução favoráveis dos índices de inadimplência ocorreram porque o sinal
amarelo acendeu primeiro no BB. Diante da deterioração na margem da carteira, o
banco resolveu reagir já no final de 2004.
Pesaram favoravelmente fatores como boa metodologia de crédito e metas paras
agências que incluíam não apenas a expansão do crédito, mas redução de
inadimplência. Talvez o fator mais importante tenha sido o fato de o BB estar
largando um pouco mais tarde que os concorrente privados no área de não
clientes.
Em 2005, o BB se ressentiu de não ter operações típicas de financeiras, como
crédito de veículos e associações com redes varejistas. O banco não pretende,
porém, se afastar dos seus planos de abrir uma financeira, e continua na agenda
a criação de uma carteira de crédito imobiliário.
Fonte: Valor Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h26
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A FARRA DOS BANCOS
BB lucra R$ 3,88 bi no semestre
Alex Ribeiro
O Banco do Brasil anunciou ontem um lucro líquido de R$
3,888 bilhões no primeiro semestre, que representa um aumento de 96,5% em
relação ao mesmo período de 2005. O resultado é expressivo também quando
confrontado com o patrimônio líquido médio anualizado, equivalendo a um retorno
de 47,8%. Mas os números não foram recebidos exatamente como boa notícia por
analistas do setor e pelos investidores - as ações ON do BB sofreram
desvalorização de 4,76% na Bovespa.
O destaque negativo é que o resultado se apoiou muito em receitas
extraordinárias - e que o resultado recorrente do banco é muito menos
expressivo. Observadores econômicos também notaram que o resultado do segundo
trimestre, que se constitui a principal novidade nos números, não é tão
robusto.
Do lucro, em termos líquidos, apenas R$ 2,9 bilhões se referem ao resultado
recorrente. Um dos fatores positivos foi a mudança nos critérios, pelo Conselho
Monetário Nacional (CMN), de uso de crédito tributário, que permitiu que esse
tipo de ativo figurasse no balanço por dez anos, em vez de cinco - o efeito foi
um aumento de R$ 1,5 bilhão no lucro. Outro fator positivo foi um acordo entre o
banco e a Previ sobre como usar o excesso de recursos do fundo de pensão o qual
proporcionou receita de R$ 880 milhões. Um fator extraordinário negativo foi a
provisão de R$ 1,4 bilhão para cobrir perdas com o crédito agrícola.
O resultado do semestre se concentra sobretudo nos três primeiros meses do
ano. No segundo trimestre, o lucro líquido se resumiu a R$ 1,546 bilhão. Boa
parte se deve a fatores extraordinários. De um lado, houve receita de R$ 880
milhões do acordo com a Previ e, de outro, despesa de R$ 500 milhões de
provisões para agricultura. O resultado recorrente seria, portanto, da ordem de
R$ 1,2 bilhão no trimestre. No segundo trimestre de 2005, foi de R$ 1,014
bilhão.
O presidente do BB, Rossano Maranhão, destacou números positivos que, segundo
ele, mostram que o banco possui boas perspectivas de lucro nos próximos
trimestres. A inadimplência do BB caiu nos últimos 12 meses, enquanto no sistema
financeiro como um todo subiu. O banco também melhorou seu índice de cobertura,
que mostra que as receitas de prestação de serviço hoje cobrem 112,2% das
despesas com pessoal, acima dos 100,1% alcançados no segundo semestre de
2005.
Outro ponto favorável, segundo Maranhão, é a forte expansão da carteira de
crédito para pessoa física com recursos livres no semestre, de 22,4%, superior
ao avanço do mercado bancário (12,3% no período). Maranhão minimizou a queda das
ações. "É um movimento normal de realização de lucros, que sempre ocorre nos
resultados", disse.
A carteira total de crédito chegou a R$ 113,103 bilhões em junho, uma
expansão de 11,1% em relação a dezembro. Dentro das pessoas fisicas, o segmento
que mais cresceu foi o de crédito consignado, com um avanço de 58,5%, para R$
6,040 bilhões.
O crédito a pessoas jurídicas cresceu com menor vigor (8,2%, para R$ 41,658
bilhões) e, no caso das micro e pequenas empresas, se expandiu 9,2%. A carteira
do agronegócio cresceu 11,8%, para R$ 39,914 bilhões. O Tesouro, principal
acionista do banco, irá receber, dia 28, R$ 1,1 bilhão como distribuição de
resultados.
Fonte: Valor Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h24
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A FARRA DOS BANCOS
Banco do Brasil quase dobra lucro e supera Bradesco e
Itaú
ANA PAULA RIBEIRO da Folha Online, em
Brasília
O Banco do Brasil registrou um lucro líquido de R$ 3,888 bilhões
no primeiro semestre deste ano, um crescimento de 96,4% na comparação com os
seis primeiros meses de 2005.
Entre os bancos brasileiros que já
divulgaram resultados, o BB teve lucro maior do que seus principais
concorrentes, o Bradesco (R$ 3,132 bilhões) e o Itaú (R$ 2,958 bilhões). Já
entre todas as empresas brasileiras de capital aberto, o Banco do Brasil só
perdeu para Petrobras (R$ 13,634 bilhões) e a Vale do Rio Doce (R$ 6,1
bilhões).
"O resultado foi absolutamente em linha com os dois maiores
bancos privados do país", disse Rossano Maranhão, presidente do Banco do
Brasil.
No primeiro trimestre, o lucro foi de R$ 2,242 bilhões e no
segundo, de R$ 1,546 bilhão, contra R$ 965 milhões e R$ 1,014 bilhão,
respectivamente, em 2005.
Entre abril e junho, se for retirado o impacto
do acordo feito com a Previ (fundo de pensão de funcionários do banco) de R$ 880
milhões, o resultado seria uma queda de lucro de 34,3% sobre o mesmo período do
ano passado.
No entanto, o presidente do BB lembra que da mesma forma que
houve esse resultado extraordinário positivo, a instituição fez um
provisionamento de cerca de R$ 600 milhões para compensar o aumento do risco da
carteira de crédito rural.
A instituição irá distribuir R$ 1,6 bilhão aos
acionistas, sendo que o Tesouro Nacional ficará com a maior parte desses
recursos (R$ 1,1 bilhão). No primeiro semestre do ano passado, quando foram
distribuídos R$ 628 milhões em dividendos e juros sobre o capital próprio, o
Tesouro ficou com R$ 453 milhões.
Crescimento do crédito
No
balanço divulgado hoje, o banco informou que buscou ampliar as suas operações de
crédito para compensar a redução da taxa básica de juros. No período, a carteira
de crédito chegou a R$ 113,1 bilhões, um crescimento de 17,7% sobre o mesmo
período do ano passado. As receitas dessas operações apresentaram um aumento de
12,8%, chegando a R$ 10,4 bilhões.
Já as receitas com operações de
intermediação financeira tiveram um crescimento de 15,3%, para R$ 18,4 bilhões
entre janeiro e junho. As com tarifas subiram 17,7% e totalizaram R$ 4,3
bilhões.
A instituição encerrou o primeiro semestre com 23,7 milhões de
clientes, sendo que 22,2 milhões são pessoas físicas. O banco tem outros 6
milhões de clientes nas cadernetas de poupança e 2,5 milhões de beneficiários do
INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Os ativos do banco somaram R$
273,8 bilhões e os depósitos alcançaram R$ 139,9 bilhões ao final do segundo
trimestre. Já o patrimônio líquido somava R$ 19,178 bilhões em 30 junho, com
crescimento de 24,6% em relação a junho de 2005. O retorno sobre o patrimônio
líquido foi de 47,8%.
Outros resultados
Na semana passada,
o Unibanco anunciou que o lucro do primeiro semestre do ano foi de R$ 1,068
bilhão, 25,1% superior ao de igual período de 2005 (R$ 854 milhões).
O
Bradesco fechou o semestre com lucro R$ 3,132 bilhões, uma expansão de 19,5%
sobre os primeiros seis meses do ano passado.
O Itaú teve um lucro de R$
2,958 bilhões no mesmo período, também crescimento de 19,5%. O lucro do
Santander Banespa caiu 53% e ficou em R$ 473 milhões no semestre.
Fonte: Folha Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 15h40
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A FARRA DOS BANCOS
Lucro do Banco do Brasil cresce
96,46% e bate recorde
No período foram
acumulados R$ 3,888 bilhões. O retorno ficou em 47,8%, contra 28,6% no intervalo
de janeiro a junho do ano passado
SÃO PAULO - O Banco do Brasil (BB) atingiu um lucro
recorde no primeiro semestre do ano, ao acumular R$ 3,888 bilhões, com
crescimento de 96,46% sobre o mesmo período do ano passado. Em 2005, o resultado
de R$ 1,979 bilhão dos seis primeiros meses. O retorno ficou em 47,8%, contra
28,6% no intervalo de janeiro a junho do ano passado.
Conforme dados divulgados nesta segunda-feira, o desempenho reflete receita
extraordinária de R$ 1,5 bilhão decorrente da ativação de créditos tributários
no primeiro trimestre e receita de R$ 880 milhões decorrente do acordo realizado
entre BB e entidades sindicais sobre a utilização do Fundo Paridade Previ.
Despesas e receitas
Em contrapartida, o BB registrou no semestre despesa de R$ 1,4 bilhão em
reforço de provisão na carteira rural. Esse reforço atípico foi necessário para
corresponder ao aumento no risco de crédito dessas operações, decorrente
especialmente da valorização cambial e da estiagem no Sul e no Centro-oeste,
principalmente nas culturas de soja, algodão, milho, arroz e trigo.
O resultado semestral recorde também reflete, segundo o BB, o crescimento das
receitas com operações de crédito e com títulos. As receitas com crédito
atingiram R$ 10,4 bilhões, com aumento de 12,8% sobre o primeiro semestre de
2005. A forte expansão dos empréstimos para pessoas físicas explica grande parte
desse crescimento, segundo a instituição.
O resultado com títulos totalizou R$ 6,8 bilhões no semestre, subindo 13,1%
em relação ao mesmo período do ano anterior, fruto da maior atuação em operações
compromissadas. Estas operações apresentaram saldo de R$ 29,8 bilhões em junho
deste ano, contra R$ 17,4 bilhões em junho de 2005, com expansão de 71,2%.
Segundo trimestre
Já no segundo trimestre, o lucro foi de R$ 1,546 bilhão, o que significa
expansão de 52,47% em relação ao resultado de R$ 1,014 bilhão do mesmo período
de 2005. A rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido foi de 36,3%,
acima dos 29,6% registrados em igual intervalo do ano passado.
O banco obteve receita com tarifas de R$ 2,246 bilhões no segundo trimestre,
com aumento de 16,43%. As despesas administrativas subiram 11,76% em relação ao
segundo trimestre de 2005 e somaram R$ 3,451 bilhões.
O BB fechou junho com patrimônio líquido de R$ 19,178 bilhões, 24,59%
superior ao do mesmo período de 2005. Os ativos totais cresceram 17,13% na mesma
comparação e atingiram R$ 273,836 bilhões. (Este texto foi atualizado às
11h11.)
Fonte: Agência Estado
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h43
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A FARRA DOS BANCOS
Lucro do BB chega a R$ 3,9 bi no primeiro
semestre de 2006
O Banco do Branco vai anunciar daqui a pouco, em Brasília, o resultado
do primeiro semestre de 2006. No período, a empresa apresentou lucro líquido de
R$ 3,9 bilhões ante R$ 2 bilhões no mesmo período de 2005, crescimento de 96,5%.
Esse resultado corresponde a retorno sobre patrimônio líquido médio anualizado
de 47,8% e lucro por ação igual a R$ 4,71 contra R$ 2,48 no primeiro semestre de
2005. Em relação ao 2° semestre de 2005, o lucro cresceu 78,8%.
Foi destinado, no semestre, R$ 1,6 bilhão a título de rendimentos aos
acionistas – R$ 862 milhões como dividendos e R$ 693 milhões na forma de juros
sobre o capital próprio.
O lucro no semestre reflete o desempenho do Banco do Brasil em itens tais
como as receitas da intermediação financeira e as receitas com operações de
crédito. As receitas da intermediação financeira, somaram R$ 18,4 bilhões no
semestre, contra R$ 15,9 bilhões em igual período do ano anterior – 15,3% de
aumento. Em relação ao 2º semestre de 2005, o crescimento foi de 7,7%.
O desempenho é resultado do crescimento nas receitas com crédito e com
títulos. Já as receitas com operações de crédito atingiram R$ 10,4 bilhões
(+12,8%.sobre o 1º semestre de 2005 e 4,5% sobre o 2º semestre do mesmo ano). A
forte expansão do crédito para pessoas físicas explica grande parte desse
crescimento, permitindo que essas receitas respondessem por 56,6% das receitas
da intermediação financeira.
Também contribuíram para o lucro do BB o resultado com títulos e as receitas
com tarifas. No primeiro caso, o Banco totalizou R$ 6,8 bilhões no semestre,
crescimento de 13,1% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 6,2% sobre
o 2º semestre de 2005, fruto da intensificação em operações compromissadas.
Estas operações apresentaram saldo de R$ 29,8 bilhões em junho/06 contra R$ 17,4
bilhões em junho/05, expansão de 71,2%.
Já as receitas com tarifas atingiram R$ 4,3 bilhões no semestre,
crescimento de 17,7% sobre o primeiro semestre de 2005 e de 10% sobre o segundo
semestre de 2005. Esse desempenho ficou em linha com a ampliação da base de
clientes em 1,8 milhão de novos correntistas e a expansão do volume de recursos
administrados em R$ 26,4 bilhões (+18,2%) no período de 12 meses.
As despesas administrativas, ou item de destaque no resultado do BB, somaram
R$ 6,7 bilhões, queda de 2,3% em relação ao segundo semestre de 2005,
demonstrando o rígido controle de custos implementado pela diretoria no período.
Em relação ao 1º semestre de 2005 as despesas aumentaram 6,2%, em linha com o
aumento salarial de 6% concedido no ano passado e com a inflação no período.
Além disso, o lucro também foi impactado pelos seguintes fatos
extraordinários:
Receita de R$ 1,5 bilhão proveniente da ativação de créditos
tributários no 1º trimestre de 2006, referentes a períodos anteriores, conforme
Fato Relevante de 3 de abril de 2006.
Receita de R$ 880 milhões provenientes do acordo realizado entre Banco
do Brasil e entidades sindicais sobre a utilização do Fundo Paridade Previ,
conforme Fato Relevante de 3 de junho de 2006.
Despesa de aproximadamente R$ 1,4 bilhão em reforço de provisão na carteira
rural. Esse reforço atípico foi necessário para fazer frente ao aumento no risco
de crédito dessa carteira, decorrente de impactos externos (especialmente
valorização cambial e estiagem no Sul e no Centro-Oeste), principalmente nas
culturas de soja, algodão, milho, arroz e trigo.
Fonte: BB
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h38
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A FARRA DOS BANCOS
Lucro do Banco do Brasil quase dobra e
atinge R$ 3,888 bi no semestre
BRASÍLIA - O Banco do Brasil (BB) registrou
lucro líquido de R$ 3,888 bilhões no primeiro semestre deste ano, com alta de
96,5% ante os R$ 2 bilhões em igual período de 2005. O resultado foi
influenciado pela apropriação de receitas extraordinárias no período.
O
retorno sobre o patrimônio líquido foi de 47,8% e o lucro por ação alcançou R$
4,71 ante os R$ 2,48 dos seis primeiros meses do ano passado. A maior
instituição financeira do país destinou no período R$ 1,6 bilhão a título de
dividendos e juros sobre o capital próprio.
Entre abril e junho, o lucro
líquido do BB correspondeu a R$ 1,546 bilhão, um aumento de 52,5% na comparação
com trimestre equivalente de 2005. O resultado inclui efeito extraordinário de
R$ 899 milhões, líquido de impostos, decorrente de fechamento de acordo sobre o
Fundo de Paridade Previ.
O banco acumula ativos no valor de R$ 273,8
bilhões e depósitos totais de R$ 139,9 bilhões. O número de correntistas pessoas
físicas elevou-se para 22,2 milhões, com elevação de 750 mil no semestre. A
instituição tem ainda 1,5 milhão pessoas jurídicas como correntistas.
Fonte: UOL Economia/Valor Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h34
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Governo compensará "farra fiscal" em 2007
Na hipótese de nova vitória de Lula, equipe econômica manterá ajuste
das contas para incentivar a queda dos juros básicos
Cenário
pós-eleitoral prevê reajustes menores para salário mínimo e servidores; governo
deverá propor nova reforma da Previdência
VALDO
CRUZ DIRETOR-EXECUTIVO DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
SHEILA D'AMORIM LEANDRA PERES DA
SUCURSAL DE BRASÍLIA
Apesar de o discurso oficial negar descontrole ou mesmo excesso de gastos
neste ano por causa da campanha eleitoral, o governo planeja retomar o ajuste
fiscal severo em 2007, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja
reeleito.
Em público, os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo
(Planejamento) insistem em que o ritmo de liberação de recursos não é ditado
pelo calendário eleitoral. No entanto, nos bastidores, admite-se que houve
afrouxamento nos gastos insustentável além de 2006.
A Folha apurou que o cenário pós-eleitoral não prevê, por exemplo, aumentos
generosos para o salário mínimo, aposentadorias ou servidores públicos. A
expectativa é que sejam repostas apenas as perdas com a inflação e as correções
previstas em lei. Cortes de gastos dos ministérios também estão entre a lista de
"maldades" que o governo está preparando, depois de um ano de "bondades".
Uma nova reforma da Previdência é considerada inadiável, assim como avanços
nas mudanças tributárias. A dúvida entre os assessores mais próximos do
presidente Lula é se essas propostas devem ser enviadas ao Congresso logo após
as eleições, em outubro, ou somente no ano que vem.
De acordo com um desses colaboradores, o presidente Lula já deu sinal verde
para um início de segundo mandato mais austero. A convicção do presidente,
segundo um ministro que tem participado das discussões, é que o ajuste fiscal
tem que ser mantido para que os juros continuem caindo.
O governo aposta na economia com o pagamento de juros para obter recursos
para investir em outras áreas.
Os defensores dessa tese argumentam que a combinação de ajuste fiscal,
redução de juros e investimentos em áreas prioritárias permitirá um crescimento
da economia pelo menos razoável. Apesar de não ser um boom, somente assim o
Brasil manteria o crescimento e criaria bases para valores maiores nos anos
seguintes.
A preocupação do governo com o crescimento dos gastos não é despropositada.
No primeiro semestre, as despesas aumentaram 14%, enquanto a receita subiu 11%.
Esse descompasso entre a arrecadação e os gastos fez com que o superávit
primário (diferença entre receitas e despesas, exceto o pagamento de juros) do
Tesouro Nacional caísse de 4,18% do PIB (soma das riquezas produzidas no país)
no primeiro semestre de 2005 para 3,87% do PIB este ano.
Além disso, a generosidade do governo nos reajustes do salário mínimo
(16,67%), da Previdência (5%) e dos servidores públicos aumentou as despesas de
maneira definitiva. Somando todos esses ganhos, o governo terá uma despesa extra
em 2007 de R$ 20 bilhões. Como será impossível cortar esses gastos, o aperto em
2007 deve atingir de maneira ainda mais severa os
investimentos.
Pacote de bondades Apesar da análise pessimista
que o próprio governo faz do desempenho fiscal deste ano, o anúncio de medidas
que beneficiem preferencialmente setores ou parcelas da população onde o
presidente Lula tem menos votos não perderá força nos próximos meses.
Para não correr o risco de descumprir a meta de superávit primário, a equipe
econômica pretende se concentrar em pacotes que não impliquem perda de receita.
É o caso, por exemplo, de mudança nas regras do financiamento com desconto em
folha de pagamentos para compra da casa própria.
A medida não tem custo para o Tesouro, mas pode ajudar a angariar a simpatia
de funcionários públicos e militares. Como têm estabilidade, essas categorias
deverão ser as mais beneficiadas com a medida.
A permissão para que os bancos incluam empréstimos habitacionais feitos com
taxas de juros fixas no limite obrigatório de aplicação no setor habitacional
também tem o mesmo DNA. Hoje, esses empréstimos são feitos com taxas de juros
mais altas do que financiamentos indexados à TR (taxa que corrige a caderneta de
poupança). É exatamente pelo custo elevado que não são muito populares entre os
mutuários.
Há medidas anunciadas como tentativas de baixar os juros dos empréstimos
bancários que devem ter impacto nulo, como a ampliação da central de risco de
crédito do BC.
A central, que possui dados sobre quem tem dívidas com os bancos, já existe e
sua ampliação não mudará muito o cenário, sem a aprovação pelo Congresso do
projeto que oficializa o cadastro positivo -um banco de dados com o histórico de
quem paga em dia suas contas.
Essa base também já existe, mas há dúvidas jurídicas sobre o mecanismo. A
combinação das duas centrais é o que permitirá análise mais cuidadosa dos
clientes para que os bancos ofereçam juros menores. A medida provisória que o
governo enviou ao Congresso ainda não foi votada e a eficácia do instrumento
continua comprometida, com ou sem ampliação.
A exceção à regra das medidas sem impacto fiscal será a política de
incentivos para atrair investimentos no setor de semicondutores. Mas a medida
ainda está sob análise.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h31
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INVESTIMENTOS DOS FUNDOS DE PENSÃO
Fundações aumentam a compra de título privado
Altamiro Silva Júnior
Os fundos de pensão aumentaram este ano a compra de papéis
privados e reduziram as aquisições dos títulos públicos. A participação de
papéis como debêntures e recebíveis nas carteiras dos fundos subiu de 16,4% para
20%, comparando o primeiro trimestre deste ano com o mesmo período de 2005. Já a
fatia dos títulos do governo caiu de 70,4% para 67%, mostra um estudo da
Risk Office, que avaliou 120 fundos de pensão.
O movimento é influenciado pela queda dos juros básicos, que reduz os ganhos
dos títulos públicos, como a LFT. "Já há mais demanda que oferta por fundos de
recebíveis", diz Fernando Lovisotto, da Risk Office. Das 120 fundações
analisadas, cerca de 70 têm cotas destes fundos. Os FIDCs já captaram R$ 5,7
bilhões este ano. As debêntures, R$ 44 bilhões.
A tendência, apontada pelo estudo e pelos gestores dos fundos ouvidos pelo
Valor, é que esse movimento se intensifique à medida que os juros básicos caiam
ainda mais. "O mercado vai buscar alternativas ao juro menor", diz Jorge Simino,
diretor da Fundação Cesp, maior fundo privado do país, com carteira de mais de
R$ 11 bilhões. A Funcesp está analisando a criação de uma estrutura para operar
com os FIDCs. "É um mercado mais complexo, que requer maior análise antes da
aplicação", disse.
Na Eletros, o fundo de pensão dos funcionários da
Eletrobrás, recebíveis e debêntures passaram a fazer parte da
carteira, embora ainda em participação pequena. Jair Ribeiro, gerente de risco
da fundação, também vê a continuidade desta tendência, mas não vê mudanças
bruscas. "A busca de papéis privados vai continuar, mas de forma gradual",
afirma, destacando que ainda há títulos públicos pagando bons rendimentos.
O estudo da Risk Office identificou que alguns fundos, na busca de maior
ganho, estão comprando até papéis privados sem rating: o peso destes papéis
passou de 0,76% para 1,5%; o de rating "BB", subiu de 0,01% para 0,28%; e o
"AAA", de 2,89% para 4,35%.
Na Sabesprev, o fundo da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São
Paulo (Sabesp), que já tem R$ 10,5 milhões em recebíveis, as
regras para aplicar em FIDC ficaram mais rígidas: a nota mínima subiu de "BB"
para "A", conta seu presidente, José Sylvio Xavier.
Fonte: Valor Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h23
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A FARRA DOS BANCOS
Da coluna do jornalista Cláudio Humberto:
Santander vai às compras
O banco
Santander prepara uma grande aquisição, seguindo o exemplo do Itaú, que
recentemente comprou toda a operação do BankBoston no Brasil e no Uruguai. O
Santander até organizou uma espécie de “gabinete de guerra” para a operação, e
estão em São Paulo, nesse esforço, alguns dos principais executivos da matriz
espanhola. Os alvos permanecem sob sigilo absoluto, mas o mercado aposta no
interesse do Santander pelo Unibanco.
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h20
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A FARRA DOS BANCOS
Mudar banco da conta salário deve ficar mais fácilRIO e BRASÍLIA - O
governo está preparando um conjunto de medidas que deverão aumentar o poder de
barganha dos clientes de bancos, de forma a aumentar a competição, com o
objetivo de reduzir os custos do dinheiro, além das tarifas bancárias.
Segundo fontes de Brasília, dentre as medidas em análise, que incluem o
crédito consignado para a compra de imóveis e reforma da casa própria, cuja
iniciativa de estudo já foi divulgada, o pacote também deverá incluir algumas
medidas como:
a) Tornar automática, através de um instrumento chamado "DOC reverso" , a
transferência do pagamento de salário para o banco que o trabalhador indicar;
b) Permitir, através de mudança na lei do crédito consignado, que o
funcionário da empresa tenha capacidade de negociar seu crédito consignado com
outros bancos;
c) Universalizar o alcance da Central de Risco do Banco Central (BC), hoje
restrita a quem tem financiamento bancário acima de R$ 5 mil;
d) Estender a portabilidade do cadastro para todos que estiverem contemplados
pelo sistema de informações da Central de Risco;
e) Viabilizar, por medida provisória, um sistema de crédito consignado mais
barato às pequenas e médias empresas.
Hoje, segundo avaliações do próprio governo, o funcionário de uma empresa
tenta receber seu salário em um banco de sua escolha, encontra toda a sorte de
dificuldades burocráticas possíveis. Há alternativas para automatizar esse
processo, mas ainda não está claro para o BC se precisará de uma resolução do
Conselho Monetário Nacional ou de uma lei. O desenho do instrumento de DOC
reverso não está definido, mas a idéia é que por computador, ou assinando uma
autorização para o banco destinatário, essa transferência se realize.
Como, atualmente, é a empresa que negocia com o banco o credito consignado
para seus funcionários e faz um contrato-mãe, é ela que recebe os benefícios que
o banco está disposto a dar, como reciprocidade, como, por exemplo, acesso a
linhas mais baratas de crédito. O que o BC está estudando é uma forma de
permitir que o funcionário, e não a empresa, negocie com a instituição
financeira. Para isso, será preciso mudança na lei do crédito consignado, já que
a atual exige a assinatura da empresa para que o contrato exista. "Queremos dar
condições para o próprio funcionário negociar e obter as vantagens", disse uma
fonte, mas, para isso, avalia-se até que ponto a lei pode exigir que a empresa
seja obrigada a debitar parte do salário daquele funcionário no banco onde ele
encontrou melhores condições de crédito.
Não consta do conjunto de medidas a redução dos depósitos compulsórios no BC.
O custo de uma medida dessa natureza, agora, seria o de não reduzir mais a taxa
Selic. Avalia-se, no governo, que não é hora de criar turbulências, pois a
política monetária tem se mostrado bem sucedida.
Fonte: O Globo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h13
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BRECHT NO CCBB
50 anos sem Brecht
Gislaine
Gutierre Do Diário do Grande ABC
Nesta segunda-feira faz 50 anos que o mundo perdeu uma de suas
mais importantes figuras do teatro: Bertolt Brecht (1898-1956). Mas não é o caso
de tirar poeira de seu legado para fazer justiça à sua memória. O criador do
teatro do distanciamento, que via na encenação objetiva uma forma de despertar a
consciência do público, e assim provocar mudanças na sociedade, continua
inspirando atores, dramaturgos e diretores no mundo inteiro.
"Brecht é atualíssimo", sentencia o diretor da paulistana
Companhia do Latão, Sérgio de Carvalho, que na quarta-feira (dia 9) estreou no
Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), no Rio, um dos clássicos do
dramaturgo alemão, O Círculo de Giz Caucasiano, espetáculo que deve vir a São
Paulo ainda este ano.
A produção teatral na região também se desenvolve sob o signo de
Brecht. Alunos do segundo ano do Núcleo de Formação de Atores da ELT (Escola
Livre de Teatro) de Santo André exercitam sua desafiadora tese de interpretação
numa experiência que a princípio os levou a um "estado de catatonia", como
afirma o professor Alexandre Mate.
Em São Paulo, as celebrações extrapolam as cercanias do teatro e
colocam em pauta, no evento As Brechtianas, canções, poemas e cenas curtas
baseadas em seus escritos. São oito dias de atividades no Sesc
Pompéia.
O Teatro Fábrica São Paulo abriga as montagens do Teatrosamba do
Caixote, que se vale da música e do teatro para transitar pelo universo
brechtiano. No mesmo espaço, há a promessa de acaloradas conversas fomentadas no
ciclo de debates Em Torno de Górki e Brecht.
Na Índia, suas teorias ajudam a nortear o teatro local desde os
anos 60. Os textos, porém, não são traduzidos e o fazer teatral no país quase
sempre passa pelo filtro brechtiano. Os artistas se valem do modo de
interpretação preconizado pelo alemão, da música e da dança para levar ao
público dramas que expõem a realidade local.
Na África, Brecht vem sendo adaptado e retrabalhado desde os
anos 70, também dentro do contexto local. Dada a popularidade de Brecht em
Israel, a Universidade de Tel Aviv abrigou uma conferência acerca das mudanças
que sofreram as interpretações sobre sua arte desde os anos 80, explorando
facetas envolventes deste filósofo, poeta, dramaturgo e diretor socialmente
engajado, para quem a eterna mudança e suas concomitantes e constantes
contradições eram uma máxima.
Para o doutor em Literatura Ricardo Lísias, precisamos voltar a
ser brechtianos. Opinião parecida tem a estudiosa de Brecht e tradutora de
diversas peças suas, Christine Röhrig: "O que nos falta é mais Brecht que nos
estimule à indignação. Ele faz uma falta enorme e faz diferença mesmo na questão
política".
Fonte: Diário online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h35
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ARTISTA PARAENSE NO CCBB DE SÃO PAULO
Manobras de uma audaciosa
A artista
paraense Nailana Thiely fala sobre sua participação em mostra
Nailana Thiely é uma das
paraenses que estão com obras expostas na mostra 'Manobras Radicais', realizada
pelo Centro Cultural Banco do Brasil - São Paulo, até o próximo dia 15 de
outubro. Essa exposição reúne trabalhos de 60 artistas mulheres que ousaram
através da arte, numa trajetória que vai desde a década de 20 até os tempos
atuais. No histórico prédio do CCBB-SP, Nailana Thiely apresenta duas imagens
coloridas, produzidas em estúdio, sob o título 'Auto-retrato grávida e mãe
pós-mastectomia'.
'Sou eu grávida e a minha mãe Natércia sem o seio
e com uma cicatriz na cabeça, em decorrência de uma cirurgia para a retirada de
um aneurisma', conta Nailana Thiely. Entre premiações e participação em salões
de arte, a mostra 'Manobras Radicais' é o evento mais recente que ela participa.
Jornalista, fotógrafa, design gráfica, webdesign e ilustradora, Nailana Thiely
divide o seu tempo entre essas atividades criativas. Em seu estúdio-casa-ateliê,
como ela mesma denomina, há a sua dedicação especial a Íris, sua filha de cinco
meses.
Antes da mostra 'Manobras Radicais', Nailana
Thiely participou do 'Arraial da Luz', em junho passado. Para ela, nas oficinas
de educação visual através da fotografia, realizadas no projeto 'Arraial da
Luz', foi onde teve um aprendizado pessoal e profissional extraordinário. Aos 25
anos de idade, Nailana Thiely já coleciona prêmios como o do Salão Unama de
Pequenos Formatos, Salão de Arte do CCBEU, em 2003, Salão Arte Pará, em 2005, e
uma Bolsa de Pesquisa em Arte em 2005, do Instituto de Artes do Pará.
Em seu currículo, Nailana Thiely destaca dois
trabalhos. O projeto de intervenção urbana 'Antes de ver, reveja', em que
trabalha percepção/recepção de obras de arte, utilizando signos urbanos em vias
de fluxo intenso de pessoas e veículos, é um deles. Esse projeto foi contemplado
com uma bolsa de pesquisa em arte, do IAP. O outro projeto que se destaca na
carreira da paraense é o 'Relicário Digital', uma exposição de videodocumentário
e instalação com gravuras eletrônicas, que abordam os efeitos do trabalho de
restauração de
fotografias antigas, pertencentes a moradores da
periferia de Belém. Esse projeto foi exposto no ano passado, no Laboratório de
Artes, na Casa das Onze Janelas.
Em meio a muitas atividades artísticas e profissionais, Nailana
Thiely tem um sonho: 'Meu sonho profissional (e o da torcida do Flamengo) é
poder conciliar bem o tempo, entre um trabalho que me proporcione uma renda
maior - o jornalismo que seja - e meus projetos pessoais. Ou viver dos projetos
pessoais. Mas esse sonho beira a loucura!'
Fonte: Amazônia Hoje
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h32
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JORNADA PROLONGADA
Banco é multado por abrir no sábado
Punição foi aplicada pela Subdelegacia Regional do Trabalho a uma agência da Nossa Caixa que funcionou ontem
Ontem, por volta das 11h, a agência do Banco Nossa Caixa localizada na praça rui Barbosa levou duas multas durante fiscalização da Subdelegacia Regional do Trabalho. Acompanhado por Paulo Martins e Paulo Tonon, diretores do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, o auditor fiscal Durval Soler Torres constatou que 12 funcionários estavam trabalhando, o que fere a legislação. O trabalho aos sábados somente é permitido a bancários em situações excepcionais. O pedido de fiscalização foi feito pelo sindicato. O valor das multas não foi informado.
Segundo o diretor do sindicato Marcos Silvestre, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e decisões judiciais do Tribunal Superior do Trabalho (TST) vedam categoricamente a realização de atividade bancária aos sábados. “Portanto, a postura da Nossa Caixa em manter funcionários em agências neste dia configura-se flagrante desrespeito à legislação.
A segunda multa foi decorrência da não-apresentação de documentos exigidos pela fiscalização”, afirma.
Ainda de acordo com Silvestre, o Santander Banespa também poderá sofrer autuação da Subdelegacia Regional do Trabalho, pois destacou funcionários para distribuir material publicitário na porta da agência da Nossa Caixa. “Além de tratar-se de situação constrangedora, o banco também cometeu desrespeito à legislação trabalhista ao manter bancários trabalhando no sábado.”
A assessoria de imprensa dos bancos não foi localizada ontem para comentar o assunto. Conforme divulgado pelo JC, ontem e nos dois próximos sábados deste mês está programada a abertura de 40 agências da Nossa Caixa em todo o Estado. O objetivo é agilizar a abertura de contas dos servidores públicos estaduais, já que a partir de janeiro de 2007 todos passarão a receber o pagamento através deste banco, e não mais do Santander Banespa.
Os servidores cujo último número do RG - antes do hífen - seja 1, 2 ou 3 têm até o dia 31 deste mês para abrir a conta. Para finais 4, 5 e 6, o prazo termina em setembro; para 7 e 8 em outubro, e para finais 9 e 0 termina em novembro.
Fonte: Jornal da Cidade
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h26
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LULA OU ALKMIN? PARA OS BANCOS, TANTO FAZ
Setubal vê Lula e Alckmin conservadores
Para fundador do Itaú, não existe diferença sob o ponto de vista do modelo econômico entre os dois candidatos à Presidência
Ex-prefeito de São Paulo, banqueiro diz que segurança pública vive situação dramática e é o único ponto em que o Brasil piorou
GUILHERME BARROS COLUNISTA DA FOLHA
Não existe distinção entre os candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB). Os dois são conservadores. A opinião é do banqueiro Olavo Egydio Setubal, 83, presidente do conselho de administração da Itaúsa, holding que controla o banco Itaú. "A eleição do Lula ou do Alckmin é igual", diz. Há quatro anos, Setubal temeu a eleição de Lula. "Quando ele foi eleito, eu tive uma preocupação de que levasse o governo para uma linha de esquerda, mas ele foi mais conservador do que eu esperava."
Segundo Setubal, Lula pode, agora, ganhar de novo as eleições presidenciais e, assim mesmo, o mercado financeiro está tranqüilo. "Não há nenhum sinal de tensão no mercado financeiro." Setubal receberá no próximo dia 21 das mãos de Alckmin o prêmio Personalidade Viva de Cidadania, oferecido pela ONG Associação Paulista Viva, que foi fundada pelo banqueiro. O prêmio será entregue num jantar para 600 pessoas com a presença de grandes empresários, políticos e amigos.
Setubal recebeu a reportagem para conceder a entrevista na sede da Itaúsa numa sala projetada especialmente para abrigar uma exuberante mesa de jacarandá para 12 lugares comprada por ele há 20 anos da família do então embaixador Walther Moreira Salles, fundador do Unibanco. Voz grossa e posições firmes, Setubal, que foi prefeito de São Paulo e ministro das Relações Exteriores, discorreu sobre vários temas, de política a vida pessoal. Sobre juros altos, por exemplo, disse que deveriam cair, mas não sabe a fórmula. "Isso é problema do governo, e não meu." Já a corrupção não o assusta. "Corrupção sempre houve. Basta ler Padre Vieira."
Fonte: Folha de S. Paulo - Leia a entrevista (assinantes UOL ou Folha) clicando aqui
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h23
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DIREITOS TRABALHISTAS
Sucessão trabalhista cria polêmica em torno da nova lei
de falências
Mariza Louven
O fim da sucessão trabalhista e tributária — que permite a um investidor
adquirir uma empresa falida sem ter de bancar as suas dívidas com trabalhadores
e o fisco — voltou a provocar polêmica. Tida como uma das principais inovações
introduzidas pela nova Lei de Falências, sancionada no ano passado depois de 12
anos de espera pela aprovação do Congresso Nacional, a medida está sendo
questionada no caso Varig, o maior entre os mais de 200 processos de recuperação
judicial conduzidos à luz da nova legislação.
Apesar de o Superior
Tribunal de Justiça (STJ) já ter decidido que todas as questões envolvendo a
Varig devem ser resolvidas pela 8ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, ainda não
há jurisprudência sobre a questão da sucessão trabalhista. Mas a polêmica pode
começar a ser esclarecida semana que vem: terça-feira, a Justiça do Trabalho
realizará audiência pública no Rio de Janeiro para analisar a ação civil pública
iniciada pelo Ministério Público do Trabalho com o objetivo de transferir a
responsabilidade das rescisões à VarigLog (empresa que comprou a antiga Varig) e
a Aéreo Transportes Aéreos (criada pela VarigLog para deter a marca, as rotas e
as reservas e vendas de passagem da Varig).
— Como a Aéreo ainda não tem
concessão, quem responde pelas operações da Varig é o presidente da velha
companhia, Marcelo Bottini, e a diretoria da empresa, incluindo o pagamento das
rescisões contratuais — declarou recentemente Milton Zuanazzi, presidente da
Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
No fim do mês passado, a Varig
antiga anunciou a demissão de 5.500 dos seus 9.500 funcionários. Diante da
possibilidade de a empresa em dificuldades financeiras não ter recursos para
arcar com as despesas decorrentes dos desligamentos, o procurador do Ministério
Público do Trabalho, Rodrigo Carelli, entrou com a ação para transferir as
responsabilidades aos novos donos da Varig.
Durante a audiência pública,
as partes envolvidas vão apresentar suas acusações e defesas para que a Justiça
decida se defere ou não a liminar pedida pelo Ministério Público. Enquanto a
decisão não sai, o tema divide opiniões.
— A aplicação do princípio da
sucessão pode criar incerteza entre os investidores e acabar diminuindo as
chances de surgirem compradores interessados nos próximos leilões — opina
Aloísio Araújo, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Crédito
baixo aumenta spread bancário
O objetivo da nova lei, ao
acabar com a sucessão automática, foi aumentar a possibilidade de recuperação de
empresas viáveis e de os credores conseguirem reaver seus créditos. Araújo
informa que o Brasil era considerado pelo Banco Mundial um dos países com piores
índices de recuperação de crédito. Por esta e outras razões, tinha como
contrapartida os elevados spreads cobrados pelo setor bancário em cima da já
alta taxa de juros básica.
— Boa parte desses problemas é originada pela
antiga Lei de Falências que tem regido nosso sistema creditício desde 1945. A
lei antiga, além de desenhada para um ambiente empresarial simples, é de uma
época que nem sequer tínhamos empresas de âmbito nacional — acrescenta o
economista.
Além disso, segundo ele, com o passar do tempo, houve uma
crescente piora da lei, com introdução da prioridade fiscal e trabalhista no
recebimento dos créditos no caso de falência, que conseqüentemente vieram a
enfraquecer os direitos dos credores. A lei antiga estava muito defasada em
relação aos novos paradigmas alcançados com as novas Leis de Falência
implementadas em todo o mundo, inspiradas no "Capítulo 11" da Lei de Falência
Americana.
Especialistas estão divididos
— Na minha
opinião, no caso da Varig, não se aplica a sucessão trabalhista. O objetivo da
nova lei é justamente tornar atrativa parte da empresa ou unidade produtiva para
que ela continue funcionando com a entrada de investidores e operadores. A
sucessão trabalhista poderia inviabilizar totalmente o objetivo da nova lei,
estaríamos voltando para o modelo da Lei anterior que foi concebida na mesma
época da CLT — afirma o especialista em direito empresarial George Santoro.
Segundo Santoro, na lei antiga, a situação da Varig inevitavelmente a
levaria à falência, sem possibilidade de retomada das atividades. O modelo
antigo visava pura e simplesmente a satisfação dos credores. O novo visa manter,
pelo menos, parte da empresa funcionando e, com isso, manter ao menos
parcialmente a atividade econômica para empregar parte da mão-de-obra e
continuar a prestação de serviços ou produção.
— Dessa forma, existe a
possibilidade de a empresa, no futuro, já reestruturada, poder gerar mais
empregos e riqueza — acrescenta Santoro.
O tema provoca discussão porque
a nova Lei de Falências vai de encontro os artigos 10 e 448 da legislação
trabalhista, segundo os quais qualquer alteração na estrutura jurídica de uma
empresa não afetará os direitos adquiridos por seus empregados (artigo 10) e que
qualquer mudança na propriedade ou na estrutura jurídica não afetará os
contratos de trabalho dos respectivos empregados (artigo 448).
— A lei
de recuperação judicial e falência muda essa lógica, pois parte do pressuposto
da importância da manutenção da unidade produtiva e para isso necessita possuir
um ativo desembaraçado de dívidas, inclusive trabalhistas. A única exceção são
os créditos tributários que servem para atrair interessados em adquirir o
negócio — explica Santoro.
Recuperação da Parmalat foi
sucesso
O advogado trabalhista Sérgio Batalha não tem, porém, a mesma
opinião, mas prefere ser cauteloso. Segundo ele, quem der uma resposta 100%
segura sobre a questão da sucessão na Varig estará mentindo, porque apesar de o
tema ser comum na área trabalhista, este caso torna-se diferente por ser o
primeiro dentro das novas regras de recuperação judicial.
A lei prevê que
só podem ser vendidas sem sucessão uma unidade produtiva isolada ou filial, e
este não é o caso da Varig, cuja operação foi totalmente transferida a outra
empresa, opina outro advogado que preferiu não se identificar porque representa
os interesses de credores da Varig. Segundo ele, só casos de falência estão fora
da sucessão.
No caso da Parmalat, o mais importante processo de
recuperação judicial já concluído (em maio) dentro da nova lei, a empresa foi
vendida inteira, mas os compradores também assumiram as dívidas. Outro caso
emblemático, o da Vasp, está menos adiantado, porque os credores não aprovaram o
plano de recuperação da empresa na última assembléia realizada em
junho.
Nova lei reduziu em 48% os pedidos de
falência
Segundo pesquisa da Serasa, os pedidos de falência caíram
quase à metade no primeiro ano de vigência da nova lei que regula os processos
de execução judicial de empresas endividadas no país. De junho de 2005 a junho
deste ano, deram entrada na Justiça 6.443 pedidos de falência, 48% menos que as
12.448 solicitações registradas nos 12 meses que antecederam a introdução da
legislação.
Do total de pedidos ajuizados, 2.406 tiveram falência
decretada (25% a menos que no ano anterior às mudanças nas regras). Destas
empresas, 208 conseguiram converter o processo em recuperação judicial e uma em
recuperação extrajudicial. Entre elas destacam- se a Varig, a Parmalat e a Vasp.
Fonte: Opinião & Notícia
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h36
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A FARRA DOS BANCOS
Só na Suíça bancos têm rentabilidade maior que no
Brasil
Estudo mostra que
retorno sobre o patrimônio na Suíça é de 26,9%. Aqui, está próximo disso: 24,7%
Celso Ming
Os bancos brasileiros só perdem em
rentabilidade - e por uma pequena diferença - para os suíços. São tão eficientes
quanto os melhores do planeta, mas gastam muito para fazer frente ao calote. São
conclusões de um estudo feito pelo consultor em assuntos bancários Carlos
Coradi, que o Estado divulga com exclusividade.
Nas últimas duas semanas,
os principais bancos privados do País divulgaram seus balanços com os resultados
consolidados do primeiro semestre. Com exceção do Santander Banespa, todos os
outros - Bradesco, Itaú e Unibanco - apuraram ganhos recordes.
O trabalho
revela que as altas taxas de juros cobradas no Brasil são um fardo pesadíssimo
para o devedor e acabam tendo impacto negativo sobre as operações das
instituições financeiras. Isso, ressalte-se, num ambiente de crédito
escasso.
A relação crédito/Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil está na
casa de 32%. Para se ter uma idéia, no Chile esse indicador oscila ao redor de
60%. Nos Estados Unidos, está em 80%. Na União Européia, alcança 105%. Confira
os pontos mais relevantes do estudo feito pelo professor
Coradi.
EFICIÊNCIA É medida pela divisão das despesas
operacionais pelas receitas operacionais. O resultado indica quanto de suas
receitas cada grupo de bancos é obrigado a gastar para cobrir seus custos
operacionais. Nesse quesito, os bancos brasileiros atingiram eficiência
comparável à dos grandes bancos internacionais.
CUSTO
OPERACIONAL/ATIVOS Por aí fica-se sabendo quanto os bancos precisam
gastar em relação aos empréstimos que fazem a seus clientes para garantir suas
operações. Os bancos brasileiros apresentam a pior posição. Coradi explica que
por trás desse mau desempenho está o elevado nível de calote dos devedores, o
que, por sua vez, decorre dos juros excessivamente altos. No cheque especial, os
juros médios atingem 155% ao ano; no empréstimo pessoal, 93%; e no desconto de
duplicatas, 55% ao ano. Esses dados (de junho) são da Associação Nacional dos
Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade
(Anefac).
RENTABILIDADE É tão alto o retorno dos bancos
brasileiros que em apenas quatro anos os lucros dobram o patrimônio. Coradi
observa que, entre os bancos daqui, Bradesco e Itaú têm apresentado
rentabilidade superior à dos suíços. No Brasil, a rentabilidade é de 24,7% e na
Suíça, de 26,9%.
PROVISÕES São as reservas destinadas à
cobertura da inadimplência dos clientes e estão divididas pelo patrimônio. Essas
provisões são campeãs do mundo (16,9% contra média de 4,5%). De novo, isso
ocorre porque os juros cobrados são o que são. Mas não é só isso. Há razões para
acreditar que as provisões dos bancos brasileiros estejam inchadas porque eles
escondem parte dos lucros. Foi o que analistas enxergaram no balanço do Itaú do
primeiro semestre.
O relativamente baixo desempenho do setor no Brasil
indica que falta escala nas operações.Coradi faz duas observações. Primeira, é
inevitável o prosseguimento da concentração. Segunda, Banco do Brasil, Itaú,
Bradesco e, talvez, Unibanco "terão de aumentar a atuação no exterior para
ganhar escala e amplitude geográfica".
Fonte: O Estado de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h10
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EMPREGO & SALÁRIO
Lucro maior rende pouco a empregados
Indústrias com maior ganho pagam salários parecidos com as de pior
resultado num mesmo setor, afirma estudo do Ipea
No Brasil, a diferença
de remuneração oferecida por companhias é de até 5%, contra 24% registrados nos
Estados Unidos e na Suécia
MAELI PRADO DA REPORTAGEM LOCAL
Lucros gordos não são garantia de
melhores salários, pelo menos no Brasil. Na melhor das hipóteses, o trabalhador
da indústria brasileira ganha 5,4% a mais se trocar o emprego na empresa com o
pior resultado de seu setor para atuar naquela que teve o maior lucro.
E, mesmo esse ganho, muito reduzido se comparado ao de outros países, é
questionável, segundo um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada), órgão ligado ao Ministério do Planejamento.
O levantamento, realizado pelos pesquisadores Pedro Martins e Luiz Alberto
Esteves, é um dos capítulos do livro "Tecnologia, Exportação e Emprego", que
será lançado neste mês (leia texto nesta página).
Para saber se as indústrias brasileiras extrativistas e de transformação
praticam o chamado "rent-sharing", ou seja, se pagam melhor os trabalhadores
quando são mais lucrativas, os economistas cruzaram dados de três pesquisas: o
Rais (Relatório Anual de Informações Sociais), a PIA (Pesquisa Industrial Anual)
e o Censo de Capitais do Banco Central.
Com base nesses dados, fizeram cálculos, usando diferentes modelos
estatísticos, para comparar os salários pagos pelas mais e menos lucrativas.
O melhor cenário encontrado em termos de "rent-sharing" foi o que aponta para
um salário 5,4% maior nas indústrias com melhores resultados. Mesmo esse ganho
desaparece, entretanto, quando o cálculo passa por outros modelos estatísticos,
mais rigorosos.
De qualquer forma, é um percentual muito menor do que o encontrado por
estudos similares realizados em outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo,
um levantamento apontou um "rent-sharing" de 24%; na Suécia, entre 12% e 24%, e,
no Reino Unido, de 16%.
Esse percentual mais baixo pago pelas firmas brasileiras mais rentáveis em
relação às menos lucrativas pode ser explicado, segundo economistas, pelo baixo
poder de barganha dos trabalhadores brasileiros.
Entram aí uma estrutura sindical não muito organizada em determinados
segmentos e uma taxa de desemprego mais elevada, entre outros fatores. Isso
acaba determinando que o melhor resultado de algumas empresas não se reflita em
salários muito maiores.
"As evidências de que as empresas mais lucrativas pagam mais no Brasil são
muito fracas", afirma Fernanda De Negri, pesquisadora do Ipea que organizou o
livro. "E, mesmo se houver "rent-sharing" no país, esse compartilhamento de
lucros maiores é muito frágil."
Para Danilo Coelho, que também é pesquisador do órgão e trabalhou na
organização do livro, o grau de sindicalização não é o principal fator a
influenciar o "rent-sharing". "Talvez a maior influência seja das oportunidades
do mercado de trabalho, ou seja, a capacidade de mobilidade dos trabalhadores de
determinado setor."
Salário-base Os cálculos foram feitos a
partir de dados disponíveis de 1997 a 2002. A partir desses números é que os
pesquisadores compararam os salários pagos por indústrias com lucros menores com
os praticados por aquelas mais lucrativas.
Outras características das empresas e dos trabalhadores que pudessem ter
impacto sobre o rendimento dos funcionários foram "isoladas", ou seja,
compararam-se firmas e trabalhadores exatamente iguais. "Olhou-se também o que
aconteceu com o passar dos anos, para ver a evolução dos salários", afirma De
Negri, do Ipea.
Para realizar os cálculos, os pesquisadores levaram em conta o chamado
salário-base, ou seja, o salário fixo informado pelas empresas, sem contar
benefícios variáveis, como a PLR (Participação em Lucros e Resultados).
É essa a principal crítica que setores da indústria fazem ao estudo: o fato
de a PLR não ter sido levada em consideração.
"O salário variável é considerado nas contas de resultados como PLR, já que,
sobre ela, não há nenhuma incidência de impostos", afirma Claudio Vaz,
presidente do Ciesp (Confederação das Indústrias do Estado de São Paulo). "O
trabalhador, pela sua ótica, tem a PLR como um complemento salarial."
Mas, para sindicalistas, a PLR muitas vezes acaba sendo utilizada pelas
empresas como argumento para não aumentar o salário-base. "As empresas muitas
vezes se utilizam do mecanismo da remuneração variável para não aumentar a
salário fixo. Benefícios como a PLR são variáveis", declara Artur Henrique da
Silva Santos, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores).
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h38
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EMPREGO & SALÁRIO
Ipea cruza
informações para montar raio-x do mercado
DA REPORTAGEM LOCAL
O estudo que concluiu que lucros maiores não garantem
melhores salários no Brasil é um dos capítulos do livro "Tecnologia, Exportação
e Emprego", publicado pelo Ipea e que será lançado no próximo dia 29.
Segundo Fernanda De Negri, pesquisadora do instituto, o
livro será o segundo a ser lançado pelo órgão com estudos feitos a partir de
informações geradas pelo cruzamento de diversas bases de dados do governo (leia
texto ao lado).
"O primeiro livro que lançamos, no ano passado, foi sobre
inovação tecnológica. Neste ano, focamos os estudos em temas relacionados ao
mercado de trabalho formal e emprego."
De acordo com ela, a publicação que será lançada neste
mês foi produzida para dar suporte ao livro "Brasil: o Estado de uma Nação
2006", também do Ipea, cujo tema foi mercado de trabalho e
informalidade.
O livro aborda diferentes aspectos do mercado de trabalho
no Brasil. Um dos capítulos, por exemplo, é dedicado ao tempo que homens e
mulheres levam para ser promovidos nas grandes empresas brasileiras.
A conclusão do estudo, feito pelo pesquisador Danilo
Coelho, é que, se um recém-formado com nível universitário leva seis anos e meio
para ser promovido a gerente ou diretor, uma mulher na mesma condição sobe de
posto em dez anos.
Outro capítulo é dedicado à relação entre o pagamento de
benefícios a trabalhadores e os diferentes graus de investimento em inovação de
produtos feitos pelas empresas brasileiras. A conclusão é que as mais inovadoras
e produtivas geram aos trabalhadores o pagamento de mais benefícios indiretos,
como FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), auxílio-alimentação e
seguro-saúde, entre outros.
A cada R$ 1 pago diretamente ao trabalhador em forma de
salário, férias e PLR, as empresas mais inovadoras e com maior produtividade
geram mais de R$ 0,50 em benefícios indiretos aos seus funcionários. As empresas
menos inovadoras e menos produtivas geram cerca de R$ 0,40, segundo o
estudo.
Outro levantamento do livro conclui que, quanto maior a
quantidade de profissionais com nível superior que as empresas possuem em seus
quadros de funcionários, maiores são as chances de elas criarem produtos
inovadores no futuro.
Os pesquisadores do Ipea também abordam no livro as
diferenças salariais entre trabalhadores em atividades agrícolas e não-agrícolas
no Brasil.
Apesar de os trabalhadores em atividades não-agrícolas
terem em média uma qualificação melhor, os empregados em atividades relacionadas
à agricultura têm um salário melhor, mesmo que possuam as mesmas
características, como igual número de anos de estudo.
Outro capítulo aborda a geração de postos de trabalho nas
empresas exportadoras e não-exportadoras. Ao analisar as empresas que se
mantiveram no mercado brasileiro entre 1997 e 2003, conclui que foram as
empresas exportadoras que geraram mais empregos.
Saiba+ Órgão conta com diferentes
bases de dados
DA REPORTAGEM LOCAL
A realização da série de estudos que compõem o livro que
será lançado pelo Ipea foi possível devido à organização de diferentes bases de
dados pelo órgão do Ministério do Planejamento, tarefa que iniciou antes de
2000.
O Ipea fez parcerias com IBGE (Fundação Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística), Banco Central, Ministério do Trabalho e
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, entre outros, para ter
acesso a pesquisas e levantamentos.
Para unificar as informações, o órgão cruzou números de
mais de dez pesquisas distintas. Os dados das firmas que constam em diferentes
levantamentos puderam ser cruzados por meio do código que as
identifica.
"Antes, só era possível olhar o cenário isoladamente. Não
era possível reunir desempenho exportador, estrutura de custos e receitas das
empresas e sua inovação tecnológica, por exemplo", diz Fernanda De Negri,
pesquisadora do Ipea. Segundo ela, as informações individuais das empresas são
sigilosas, ou seja, o Ipea só tem acesso aos números gerais.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h36
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