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| BBlog: o BB, seus funcionários e Entidades (Blog do Romildo) |
CHAPA-BRANCA
Apoio declarado
Sindicato é multado e não pode distribuir
jornal
O Sindicato Unificado dos Químicos e Plásticos continua proibido
de distribuir a edição 264 do jornal Sindiluta Unificada e terá de pagar
multa no valor de 20 mil Ufirs. O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral
rejeitou o recurso da entidade contra decisão do ministro Marcelo Ribeiro.
A coligação Por um Brasil Decente (PSDB-PFL) ajuizou Representação
contra o sindicato. Na ação, alegou que o referido jornal trazia entrevista do
ator Paulo Betti com apoio declarado à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva. O jornal do sindicato, com data de 20 de junho, também trazia matéria
intitulada “Para impedir o retrocesso e avançar nas mudanças: reeleger Lula
presidente”.
Na decisão final, o ministro Carlos Alberto Menezes Direito
ressaltou que a publicação "malfere a legislação eleitoral indicada na inicial
configurando propaganda eleitoral extemporânea". Ele arbitrou a pena mínima,
prevista no parágrafo 3º, do artigo 36, da Lei 9.504/97 (Lei Eleitoral).
Representação 952
Leia a íntegra da decisão
"Representação. Propaganda eleitoral indevida feita por órgão
sindical.
1. A experiência demonstra que no processo eleitoral a penetração
dos órgãos sindicais é imensa, exatamente porque atingem aqueles que são
interessados, e que, por isso, têm grande capacidade de articulação corporativa,
com inegável força de mobilização.
2. A publicação objeto da Representação estampa matéria de
conteúdo nitidamente eleitoral, com a fotografia de um dos candidatos e o claro
apoio à reeleição. E, não bastasse isso, conclamando o voto para impedir que
haja retrocesso nas mudanças. Há, portanto, configuração evidente para autorizar
a aplicação da penalidade do art. 36, § 3º, da Lei nº 9.504/97.
3. A regra do art. 24, VI, da Lei nº 9.504/97 dispõe que os
sindicatos não podem contribuir direta ou indiretamente para a campanha de um
candidato ou de um partido. É uma proteção à pureza do supremo valor social dos
sindicatos. O fato de a regra jurídica vedar aos candidatos receberem não
significa que não haja violação com relação ao sindicato que assim faça. Seria
uma interpretação insólita acolher a inépcia pelo motivo apontado no agravo.
4. Não tem a repercussão desejada o fato de a publicação veicular
pesquisa já do conhecimento público. O que conta para o caso é a circunstância
de estar sendo divulgada notícia nitidamente favorável a um dos candidatos, qual
seja, a de que há manifestação de maioria do eleitorado em favor da reeleição.
Ora, esse fato tem repercussão, porque induz votação favorável com nítido
caráter de propaganda eleitoral indevida.
5. Agravo desprovido."
Fonte: Revista Consultor Jurídico
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 20h52
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Governo edita MP que estabelece nexo
epidemiológico
Para secretário de Saúde do Sindicato, INSS dispõe de
estudos suficientes para que os bancários possam se beneficiar imediatamente da
MP
São Paulo - O presidente Lula assinou nesta sexta-feira,
dia 11, a Medida Provisória nº 316, que estabelece o Nexo Técnico Epidemiológico
para a identificação de acidentes e doenças ocasionadas pela atividade
profissional. Essa era uma reivindicação antiga do Sindicato, uma vez que
doenças como as LER/Dort e os distúrbios mentais tem características claras de
epidemia na categoria bancária.
O Nexo Técnico Epidemiológico
Previdenciário é uma metodologia que consiste em identificar quais doenças e
acidentes estão relacionados com a prática de uma determinada atividade
profissional. Com a sua adoção,a empresa deverá provar que as doenças não foram
causados pela atividade desenvolvida pelo trabalhador, ou seja, o ônus da prova
passa a ser do empregador, e não mais do empregado. Antes da assinatura da MP,
ao sofrer um acidente ou contrair uma doença, o trabalhador era o responsável
por comprovar que os danos haviam sido causados pela atividade que
desempenhava.
A partir de agora, quando o trabalhador contrair uma
enfermidade diretamente relacionada à atividade profissional fica caracterizado
o acidente de trabalho. Quando a responsabilidade da empresa não é
caracterizada, o depósito do FGTS fica suspenso durante o período de afastamento
e a empresa fica desobrigada a conceder estabilidade por 12 meses ao acidentado
após sua recuperação, como determina a legislação.
“Essa é uma conquista
a ser comemorada. Mas esperamos que seus efeitos sejam sentidos de imediato nas
agências do INSS, pois o instituto dispõe de uma grande quantidade de estudos
comprovando que certas doenças ocupacionais são recorrentes entre os bancários”
afirma o secretário de Saúde do Sindicato Walcir Previtale
Bruno. (Danilo Pretti Di Giorgi e Alessandra Pires
(PREVNotícias))
Fonte: Sindicato dos Bancários SP
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h33
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MÁ GESTÃO
BB diz que é precipitado dizer que diretores do banco cometeram irregularidades
BRASÍLIA - Em nota divulgada nesta sexta-feira, o Banco do Brasil afirma que é incorreto dizer que seus dirigentes tenham cometido irregularidades que provocaram prejuízos ao banco com base em acórdão divulgado ontem pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo o BB, também é precipitado dizer que o TCU condenou 16 antigos e atuais diretores do banco e da BB DTVM (corretora da instituição) a devolverem cerca de R$ 430 milhões aos cofres públicos devido a prejuízos por má gestão de fundos de investimentos na época da desvalorização cambial, em 1999. Entre os citados pelo TCU estão os atuais presidente do BB, Rossano Maranhão - que na época era diretor da instituição -, e o vice-presidente de Agronegócios, Ricardo Conceição.
"É incorreto, precipitado e leviano classificar, com base em acórdão divulgado ontem (10/08) pelo Tribunal de Contas da União-TCU, como 'fraude' ou 'irregularidade' decisão do Banco do Brasil tomada em março de 2000 para reparar prejuízos a expressivo número de cotistas, por erro cometido pela empresa. Estão, portanto, totalmente equivocadas as matérias publicadas na imprensa de que houve 'culpa' ou 'condenação' do BB e de seus dirigentes", diz a nota.
Segundo o BB, o TCU apenas instaurou Tomada de Contas Especial para apurar atos dos dirigentes do banco, numa fase inicial de processo, para que as pessoas citadas apresentem suas defesas e esclareçam os fatos. O BB diz ainda que a eventual responsabilização de qualquer um dos diretores citados no acórdão dependerá de nova decisão do Tribunal, com trânsito em julgado.
"Até agora o BB e a BB DTVM apenas apresentaram os documentos requisitados pelo TCU. Em nenhum momento os administradores tiveram a oportunidade de oferecer resposta aos questionamentos", diz a nota.
O BB afirma ainda que, apesar dos esclarecimentos prestados pela área jurídica do banco, as notícias confundem a decisão do TCU, de instaurar um processo, como se já houvesse condenação. De acordo com o BB, "a decisão de ressarcir os cotistas, à época, foi madura, consciente e rigorosamente dentro dos princípios da ética e da legalidade".
De acordo com a nota, como único acionista da BB DTVM, o Banco do Brasil tem responsabilidade na administração de recursos de terceiros. O BB destaca que o fato de os fundos de investimento pertencerem à esfera privada não exime qualquer banco de responder perante os seus cotistas por eventual prejuízo decorrente de erro operacional.
Em 1999, quando houve a maxidesvalorização do real, o fundo de renda fixa BB Top, administrado pela BB DTVM, estava excessivamente vendido em papéis cambiais (ou seja, apostava agressivamente numa queda do dólar), ferindo sua própria legislação, que restringia as posições na moeda americana a até 15%. Isso provocou fortes perdas para os cotistas. Na época, para tentar minimizar as perdas, segundo o TCU, o BB decidiu retirar parte dos ganhos de outros nove fundos que tiveram bom resultados, além de usar recursos do próprio banco.
Nessa operação, ainda segundo o TCU, as perdas somaram quase R$ 63,4 milhões, em valores da época. Em 2000, a diretoria do BB decidiu calcular os prejuízos causados aos outros fundos e bancar, mais uma vez com recursos próprios, R$ 80,4 milhões, também em valores da época.
Fonte: O Globo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 19h41
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DEVOLVENDO A CONTA AO BB
Dirigentes da Cassi entregam
contraproposta para Comissão de Empresa
Dirigentes da Cassi entregaram nesta
sexta-feira (11/08) para a coordenação da Comissão de Empresa dos
Funcionários do Banco do Brasil um projeto de contraproposta para a Caixa de
Assistência, de forma a subsidiar a proposta da Comissão. Representaram a Cassi,
a presidente do Conselho Deliberativo, Graça Machado, a vice-presidente
Denise Lopes Vianna, o diretor de Produtos, José Antônio Diniz, o diretor de
Saúde, Douglas Scortegagna e os conselheiros deliberativos Roosevelt Rui
dos Santos (titular) e Geraldo Pedroso Magnanelli (suplente).
Para a rodada de negociações com o Banco do Brasil, marcada para o próximo
dia 17, os bancários do BB vão priorizar as propostas relativas à Cassi, com o
objetivo de solucionar os problemas financeiros e estruturais da entidade.
O encontro entre a Contraf-CUT e o Banco do Brasil será o primeiro após
a realização da Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, que
definiu a pauta de reivindicações para esta Campanha Nacional.
No dia 16 de agosto, um dia antes da negociação com o BB, os membros da
Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco vão se reunir para
acertar os últimos detalhes para a rodada de negociações. O encontro está
marcado para 10h, na sede da Contraf-CUT em
Brasília. Negociação com a Fenaban Nesta
quinta-feira (10/08), a Contraf-CUT entregou a pauta de reivindicações da
Campanha Nacional 2006 para a Fenaban. No encontro, o Comando Nacional deixou
claro que são necessárias alterações na dinâmica das negociações. Primeiro, que
sejam representados não apenas os cerca de 400 mil bancários, mas sim o 1 milhão
de trabalhadores do sistema financeiro nacional. O segundo ponto é escolher
prioridades para discussões mais aprofundadas, renovar as cláusulas que forem
consensuais e que já existiam na Convenção Coletiva passada e valorizar mesas
temáticas de saúde, igualdade de oportunidades e terceirização. Outro ponto
importante foi a presença do Banco do Brasil e da Caixa Federal na mesa de
negociação com a Fenaban.
“Sabemos que serão negociações duras, como sempre são nossas campanhas, mas
sabemos também que os bancos, pelos lucros que vêem obtendo, têm condições de
atender às nossas reivindicações”, afirma Vagner Freitas, presidente da
Contraf-CUT.
A Fenaban pediu que fosse dado um tempo maior para analisar as reivindicações
apresentadas nesta quinta-feira (10/08), marcando a próxima negociação para o
dia 21 de agosto. Na mesma data acontece reunião do Comando Nacional.
Calendário Como parte da mobilização dos trabalhadores do
Ramo Financeiro, estão programadas atividades para os próximos dias 18 e 28 de
agosto. No dia 17 haverá a entrega de minuta complementar no Banco do Brasil e
na Caixa Federal.
Fonte: Agência Anabb
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 18h46
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MÁ GESTÃO
Tribunal culpa Banco do Brasil por
fraude
Depois de seis anos de investigação, TCU confirma irregularidades
do BB na administração de fundos de investimentos em 1999. Prejuízo foi de R$
430 milhões e os envolvidos serão notificados
Vicente Nunes Da equipe do Correio
Foram necessários seis anos de investigação. Mas o Tribunal de Contas da
União (TCU) conseguiu fechar um dos mais rumorosos processos envolvendo o Banco
do Brasil: o que trata de suspeitas de fraudes na administração de fundos de
investimentos, cujos prejuízos foram cobertos pelo BB. A valores de hoje, as
perdas da instituição chegaram a R$ 430 milhões e foram provocadas por operações
suspeitas com títulos públicos cambiais, durante o processo de desvalorização do
real, no início de 1999. Todas as transações foram realizadas por meio da BB
DTVM, subsidiária do banco que administra atualmente patrimônio próximo de R$
150 bilhões.
As evidências de irregularidades são tão fortes, informou o TCU por meio de
acórdão publicado ontem, que seus ministros decidiram notificar 16 pessoas
envolvidas diretamente com as operações para que cubram os prejuízos do BB. A
lista inclui Paolo Zaghen, então presidente do banco na época das perdas, e
Rossano Maranhão, atual presidente da instituição. Outro ex-presidente, Cássio
Casseb, foi multado em R$ 5 mil por obstruir os trabalhos do tribunal. As
suspeitas de fraudes começaram a ser investigadas em março de 2000, com base em
matéria publicada pelo Correio Braziliense.
Maquiagem
As operações suspeitas foram comandadas pelo então diretor de Finanças do BB,
Carlos Gilberto Caetano, e por Evandro Lopes, então superintendente da BB DTVM.
Eles decidiram apostar quase todo o patrimônio de um fundo de renda fixa
administrado pela DTVM na queda do dólar, descumprindo as determinações do Banco
Central, que limitava em 15% a aplicação do dinheiro desse fundo em tais
transações. Com a desvalorização do dólar, o patrimônio do fundo diminuiu
rapidamente - quase virou pó, como se diz no mercado -, resultando em perdas
para os investidores que ali haviam depositado todas as suas economias.
Para mascarar as perdas, os administradores do banco e da BB DTVM criaram uma
série de movimentações fictícias de compra e venda de títulos que estavam em
poder de outros nove fundos e, no final, transferiram os prejuízos para o BB. Na
época, sem assumir as irregularidades, o BB informou que tinha arcado com as
perdas para evitar que mais de 300 mil cotistas dos fundos administrados pela
DTVM fossem prejudicados. Mas não convenceu. Além do TCU, o Banco Central, a
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Ministério Público do Rio de Janeiro
abriram processos para investigar as operações. No caso da CVM, o inquérito
12/2003 foi arquivado, porque o BB assinou um termo de compromisso, assumindo
todos os erros e se comprometendo a corrigi-los.
Erro de gestão
No acórdão publicado ontem, o Tribunal de Contas ressaltou que o BB se negou
a entregar uma série de documentos que poderiam comprovar as irregularidades -
entre eles, as atas das reuniões de diretoria do banco que trataram do assunto.
As dificuldades foram criadas, principalmente, por Paolo Zaghen, que, por isso,
terá de pagar multa de R$ 4 mil. Já sob o comando do governo Lula, o BB também
pouco fez para que o TCU avançasse nas investigações. Daí, a punição para Cássio
Casseb, hoje presidente do Grupo Pão de Açúcar.
Segundo o advogado Antonio Pedro Machado, que representa o BB no processo
movido pelo TCU, durante os seis anos de investigação, o banco pouco foi
acionado pelo tribunal. Portanto, não havia como a instituição atrapalhar o
processo. Ele afirmou ainda que a morosidade nos trabalhos deve ser atribuída ao
TCU. E garantiu que, tão logo receba o acórdão, prestará todas as explicações.
Machado adiantou, porém, que não houve fraudes nas operações que resultaram nos
R$ 430 milhões de prejuízos ao BB. "O que ocorreu foi um equívoco, um erro, na
gestão dos fundos. Isso faz parte do mercado. O banco não tinha como prever que
haveria uma desvalorização do real naquele momento", afirmou Machado.
Consultor jurídico do Mercado de Capitais do BB, Acélio Jacob Roehrs
acrescentou que, caso o BB não arcasse com as perdas dos fundos, beneficiando os
cotistas dos fundos, a imagem do banco seria arranhada, o que poderia estimular
a fuga de investidores da instituição, beneficiando a concorrência. "Com
certeza, se isso acontecesse, os prejuízos seriam bem maiores", assinalou
Roehrs. É nesse ponto, por sinal, que mais se detém o TCU. "Não há por que um
banco público cobrir perdas privadas", ressaltou o Tribunal.
Mais custos
Não bastassem as perdas que já absorveu, o BB poderá arcar com os custos das
defesas de todos os citados pelo TCU. "Isso ainda não está definido. Vamos
analisar, caso a caso, e decidir o que será feito. Mas alguns custos teremos",
admitiu Machado. Ele não revelou se o BB puniu de alguma forma os responsáveis
pelas operações suspeitas de irregularidades.
Por lei, os acusados pelo TCU terão aproximadamente 15 dias para apresentar
suas defesas. Depois de analisá-las, o tribunal poderá ratificar ou não a
exigência de cobertura das perdas do BB. No caso de manutenção das penas e de
não ressarcimento, o TCU poderá determinar o seqüestro de bens dos acusados e
impedir que eles exerçam qualquer função no serviço público. A legislação também
permite que todos os punidos recorram à Justiça contra a decisão do TCU.
OS CITADOS PELO TCU
Dezessete pessoas, entre funcionários e ex-empregados do BB, terão de
ressarcir a instituição por prejuízos de mais de R$ 400 milhões.
Antônio Luiz Rios da Silva Ari Sarmento do Valle
Barbosa Arnaldo José Vollet Carlos Gilberto Gonçalves
Caetano Carlos José da Costa André Cássio Casseb
Lima Edson Atsumi Tanigaki Evandro Lopes de
Oliveira Leandro Martins Alves Luiz Fernando Gusmão
Wellisch Marcelo Gomes Teixeira Paolo Enrico Maria
Zaghen Ricardo Alves da Conceição Rossano Maranhão
Pinto Sérgio Mamede Rosa do Nascimento Vicente de Paulo
Diniz William Bezerra Cavalcanti Filho
Fonte: Agência Anabb/Correio Braziliense
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h28
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MÁ GESTÃO
TCU condena 16 atuais e ex-diretores do BB a devolverem R$ 430 milhões
Patrícia Duarte
BRASÍLIA. O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou 16 antigos e atuais diretores do Banco do Brasil (BB) e da BB DTVM (corretora da instituição) a devolverem cerca de R$ 430 milhões, valor corrigido pela inflação, aos cofres públicos devido a prejuízos por má gestão de fundos de investimentos na época da desvalorização cambial, em 1999. A decisão, tomada em plenário, foi divulgada ontem. Entre os citados estão os atuais presidente do BB, Rossano Maranhão — que na época era diretor da instituição —, e o vice-presidente de Agronegócios, Ricardo Conceição.
Em 1999, quando houve a maxidesvalorização do real, o fundo de renda fixa BB Top, administrado pela BB DTVM, estava excessivamente vendido em papéis cambiais (ou seja, apostava agressivamente numa queda do dólar), ferindo sua própria legislação, que restringia as posições na moeda americana a até 15%. Isso provocou fortes perdas para os cotistas.
Na época, para tentar minimizar as perdas, segundo o relatório do TCU, o BB decidiu retirar parte dos ganhos de outros nove fundos que tiveram bom resultados, além de usar recursos do próprio banco.
Tribunal dá prazo de 15 dias para acusados se defenderem
Nessa operação, ainda segundo o TCU, as perdas somaram quase R$ 63,4 milhões, em valores da época. Em 2000, a diretoria do BB decidiu calcular os prejuízos causados aos outros fundos e bancar, mais uma vez com recursos próprios, R$ 80,4 milhões, também em valores da época.
O TCU concluiu que houve crime contra o erário público nas duas operações e deu prazo de 15 dias para os citados na ação se defenderem, contados a partir da data de comunicação. Somente depois dessa fase é que o TCU confirmará em caráter terminal sua decisão inicial, votada e aprovada em plenário. Depois disso, caso o BB queira, ainda caberá recurso dentro do próprio TCU e na Justiça.
O consultor jurídico do BB Antônio Pedro Machado explicou que o banco fará sua primeira defesa no prazo concedido de 15 dias. Ele argumentou que o BB acabou injetando dinheiro para cobrir os prejuízos da sua corretora para preservar a imagem das empresas no mercado.
O banco estatal reconhece que houve equívoco na administração do fundo BB Top, mas sustenta que era melhor ressarcir os clientes com o próprio dinheiro do que perdê-los. Os fundos de investimentos, pela legislação, são de natureza privada e distinta de qualquer banco ou corretora.
— Quando o banco está num mercado de competição, é óbvio que tem de ressarcir as pessoas. Quem se submete ao mercado também se submete a perder — afirmou Machado.
O TCU condenou ainda os ex-presidentes do BB Cássio Casseb e Paolo Zaghen a pagarem multa de R$ 5 mil e R$ 4 mil, respectivamente, por atrapalhar as investigações. Zaghen também foi citado no relatório porque estava na presidência quando pelo menos uma das operações foi feita. O BB vai recorrer das multas alegando que ambos pediram, e receberam, prazo maior para apresentar a documentação pedida pelo TCU. Os citados pelo tribunal
Antonio Luiz Rios da Silva
Ari Sarmento do Valle Barbosa
Arnaldo José Vollet
Carlos Gilberto Gonçalves Caetano
Carlos José da Costa André
Edson Atsumi Tanigaki
Evandro Lopes de Oliveira
Leandro Martins Alves
Luiz Fernando Gusmão Wellisch
Marcelo Gomes Teixeira
Paolo Enrico Maria Zaghen
Ricardo Alves da Conceição
Rossano Maranhão Pinto
Sérgio Mamede Rosa do Nascimento
Vicente de Paulo Diniz
William Bezerra Cavalcanti Filho
Fonte: O Globo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h36
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APOSENTADOS
Reajuste a aposentados terá nova fórmula
Governo deve adotar aumento desmembrado em decreto, com 3,21% do
INPC, e em nova MP, com ganho real de 1,74%
Medida provisória que prevê
aumento de 5% perde validade hoje; reedição de MP no mesmo ano é vetada pela
Constituição Federal GUSTAVO PATU DA
SUCURSAL DE BRASÍLIA
O governo terá de recorrer a um expediente
juridicamente questionável para manter o reajuste de 5% dos benefícios
previdenciários superiores ao salário mínimo e evitar o desgaste de contrariar
os aposentados em ano eleitoral.
A medida provisória 291, que fixava o percentual, já não vigora a partir de
hoje, por ter completado 120 dias sem ter sido aprovada pelo Congresso. Embora a
queda da MP já estivesse prevista desde o mês passado, até ontem não havia sido
encontrada uma alternativa segura, do ponto de vista legal, para preservar o
reajuste, em vigor desde 1º de abril.
Pela lei, os aposentados só têm direito automático à correção dos benefícios
pela inflação -aumentos reais dependem de lei aprovada pelo Congresso.
Após reunião com representantes das centrais sindicais e de aposentados, o
ministro interino da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, disse que caberá à Casa
Civil escolher, entre duas opções, qual método será usado para viabilizar os
5%.
"Existem questionamentos jurídicos", admitiu Gabas ao explicar o atraso na
definição. Ambas as hipóteses estudadas pelo governo significam, na prática, a
reedição da MP vencida, o que é proibido pela Constituição.
A primeira é desmembrar o reajuste em dois instrumentos legais: um decreto
presidencial corrigiria os benefícios em 3,21%, equivalentes ao INPC acumulado
desde o reajuste anterior, enquanto uma nova MP daria o aumento real de
1,74%.
Com a combinação dos dois percentuais, os aposentados receberiam aumento
ligeiramente superior, de exatos 5,0059% -o que, em tese, também ajuda a
disfarçar a reedição da MP.
Ainda mais heterodoxa, a outra possibilidade é simplesmente enviar ao
Congresso outra MP, com alteração minúscula do índice de reajuste. "É vedada
a reedição, na mesma sessão legislativa [no mesmo ano], de medida provisória que
tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo",
diz a Constituição (artigo 62, parágrafo 10).
Ato político Sem
decisão tomada, o ministério fez da reunião com sindicalistas uma espécie de ato
político, para demonstrar o apoio de entidades aos 5% e criticar a oposição,
que, no Congresso, insiste no percentual de 16,67%, já aplicado sobre o salário
mínimo.
"A mesma oposição que quer 16,67% diz que é preciso uma reforma da
Previdência. Essa é a contradição que tem de ser explorada", disse Gabas, numa
quase recomendação aos jornalistas.
Em junho, na votação da MP que reajustou o mínimo de R$ 300 para R$ 350, a
Câmara aprovou, por 274 votos a favor e 5 contra, a extensão do reajuste a todos
os aposentados do INSS. Os oposicionistas, então, passaram a tentar restabelecer
o índice na MP. Para não sofrerem o desgaste de votar contra a proposta, os
aliados do Planalto obstruíram as votações.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h44
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A FARRA DOS BANCOS
Do blog do jornalista Luis Nassif:
A taxa de risco e a SELIC Eis um resumo da capa da próxima edição do Guia Financeiro, da Agência Dinheiro Vivo (www.dinheirovivo.com.br)
A redução do risco Brasil para perto dos 200 pontos é mais um fator de pressão para a queda dos juros internos. E entrada de capital financeiro no Brasil é regulada pela chamada taxa de arbitragem – que consiste na taxa básica dos títulos americanos, mais o risco Brasil (cada 100 pontos equivale a um ponto a mais na taxa) mais um pouco por conta do risco de volatilidade do câmbio.
Quando a taxa Selic está muito acima dessa taxa de equilíbrio, há uma inundação de dólares no país, apreciando o Real, dificultando mais ainda a vida dos exportadores e dos setores que concorrem com produtos importados, obrigando o Banco Central a comprar dólares para segurar a queda, pressionando a dívida fiscal.
Segundo avaliações do grupo “Tornos e Planillhas” – grupos de economistas que se reúne mensalmente na Agência Dinheiro Vivo --, a taxa Selic de equilíbrio, hoje, poderia ficar por volta de 8% a 10%. Com 8%, o dólar poderia voltar a R$ 2,40, refrescando um pouco as pressões sobre as exportações.
Com o BC tornando-se cauteloso, enquanto os investidores externos mostram-se entusiasmados com as perspectivas de ganhos no Brasil, a tendência será mais apreciação do câmbio.
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 19h01
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A FARRA DOS BANCOS
Do blog do jornalista Luis Nassif:
Ataque aos spreads
bancários
Nos próximos dias, o governo deverá anunciar uma ampla ofensiva visando
induzir o sistema bancário a reduzir os "spreads" (diferença entre custo de
captação e aplicação). A recente reunião entre Lula e os presidentes do Banco do
Brasil e da Caixa Econômica Federal foi apenas o início da história.
Lula já está de posse de estudos técnicos que o convenceram a agir mais
duramente na matéria.
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 18h57
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TRABALHO ESCRAVO
Gerente do BB mantinha trabalhadores em regime de
escravidão em sua fazenda
O grupo móvel de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)
libertou, nesta quarta-feira (9), 249 trabalhadores que estavam submetidos a
condições análogas à escravidão na fazenda Agropecuária Pôr-do-Sol, no município
de Campos de Júlio, no Oeste do Mato Grosso, próximo à fronteira com a Bolívia.
A fazenda, que cultiva cana-de-açúcar, pertence à Lenny Olívia Artmann, gerente
de uma agência do Banco do Brasil em Cuiabá, e é administrada por seu marido,
Neri Guilherme Artmann. A produção era vendida à usina Usimat, perto da
propriedade.
Para ressarcir as dívidas trabalhistas, eles deverão
desembolsar cerca de R$ 530 mil. O Ministério Público do Trabalho (MPT), que
enviou um procurador à fiscalização, acionará a Justiça com uma ação civil
pública, pedindo indenizações por danos morais coletivos.
Apesar do
nome de Lenny constar do contrato social da empresa, investigações iniciais do
MTE indicam que podem haver outros proprietários.
Como um
presídio
De acordo com o relato do coordenador da
ação de fiscalização, o auditor do trabalho Humberto Célio Pereira, a jornada
dos libertados começava às três da manhã, quando se dirigiam à roça para cuidar
da cana. Sob o sol, sem lugar para se abrigar, recebiam refeições estragadas,
bebiam água quente e não tinham local para fazer as necessidades. Como
supostamente ganhavam por produção, se esforçavam para cortar o máximo de cana
possível.
Quando chegava o momento de descansar, às cinco da tarde,
voltavam para o alojamento, onde dividiam o quarto - de seis metros quadrados -
com até 11 colegas, mais alguns instrumentos de trabalho, ratos e moscas. O
telhado, de amianto, transformava o cômodo em uma estufa, em uma região que
chegou a registrar 36ºC na última semana.
Nas instalações, os 249
trabalhadores dividiam um único banheiro. Quando se dava a descarga, o esgoto
corria a céu aberto, em frente ao local em que dormiam. Também não era possível
que todos tomassem banho, e eram obrigados a se lavar sob a
torneira.
Por causa das péssimas condições, o grupo móvel encontrou
trabalhadores doentes, com cortes e infecções intestinais. "O alojamento lembra
um presídio. É uma verdadeira pocilga", relata Humberto.
Se
houvesse a necessidade de comprar qualquer produto, a fazenda tinha uma cantina.
Lá era possível adquirir facões, limas, botinas, pilhas, cigarro, remédios e até
mesmo bebidas alcoólicas. Caso alguém tivesse algum problema grave e precisasse
ir à cidade - de menos de cinco mil habitantes, que fica a 80 km da fazenda por
uma estrada de terra - cobrava-se R$ 35,00 pelo transporte. As dívidas eram
registradas em um caderno, que ficava com os "gatos" (contratadores de
mão-de-obra a serviço dos fazendeiros).
No final do mês, quando
deveriam receber o salário, a dívida era descontada. Uns recebiam pouco, outros
nada, e alguns ficavam devendo. Segundo Humberto, havia dívidas que chegavam a
R$ 3 mil. As contas do pagamento por produção eram fraudadas: quanto mais se
cortasse cana, menos valia o metro cortado.
De volta para
casa
Quando os trabalhadores foram contratados, em
seus estados de origem (Alagoas, Maranhão, Piauí, Pernambuco e Paraíba) os
"gatos" lhes prometeram que ganhariam cerca de R$ 1500,00 por mês. Depois de
viajar cerca de três mil quilômetros, tiveram que trabalhar por oito meses em
situações degradantes, sem poder sair da fazenda.
A libertação só
aconteceu porque três trabalhadores conseguiram fugir. A pé, tiveram que
percorrer mais de 100 km, quando conseguiram pegar carona com policiais federais
até Cuiabá, onde fizeram uma denúncia.
Agora, além pagar as dívidas
trabalhistas, os empregadores também terão que garantir a volta dos
trabalhadores para casa. O pagamento começou a ser feito nesta quinta-feira (10)
e o grupo móvel continuará presente na propriedade até que todos os
trabalhadores recebam e voltem para casa. Eles também terão direito a três
parcelas do seguro-desemprego. (*Fonte: Agência Carta Maior/ Iberê Thenório -
ONG Repórter Brasil)
Fonte: Bancnet
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 18h01
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A FARRA DOS BANCOS
Lucro do Unibanco cresce 25% no semestre e soma R$ 1,068
bilhão
O Unibanco encerrou o primeiro semestre deste ano com lucro líquido de R$
1,068 bilhão, resultado 25,1% superior ao de igual período de 2005 (R$ 854
milhões).
De abril a junho, o banco lucrou R$ 548 milhões, um aumento de
5,4% sobre os primeiros três meses do ano (R$ 520 milhões) e avanço de 21% em
relação ao segundo trimestre de 2005 (R$ 453 milhões).
Os cortes na taxa
básica de juros, no geral, não prejudicaram os ganhos dos bancos. A taxa Selic
caiu 5 pontos percentuais desde setembro do ano passado e está em 14,75% ao ano.
Apesar dos recuos, o patamar da Selic ainda é alto na comparação com outros
países. Os juros dos EUA, por exemplo, estão em 5,25% ao ano.
Segundo
analistas, com os cortes dos juros, os bancos têm apostado no aumento do crédito
para elevar a rentabilidade.
O Bradesco, que também divulgou balanço
nesta semana, fechou o semestre com lucro R$ 3,132 bilhões, uma expansão de
19,5% sobre os primeiros seis meses do ano passado.
O Itaú divulgou na
semana passada lucro de R$ 2,958 bilhões, também crescimento de 19,5%. O lucro
do Santander Banespa caiu 53% e ficou em R$ 473 milhões no semestre.
O
Banco do Brasil anuncia os resultados do semestre na próxima
segunda-feira.
Retorno
O balanço do Unibanco divulgado hoje
mostra que o retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio atingiu
24,7%.
A carteira de crédito mostrou uma evolução de 5,7% em relação a
março de 2006, acima do crescimento do sistema financeiro nacional de 5,2%
apontado pelo Banco Central. Desde junho de 2005, o crescimento foi de
19,3%.
Nas operações de crédito para pessoas físicas, o destaque foi a
evolução de 42,9% da carteira de cartões de crédito ao longo dos últimos 12
meses.
Os ativos totais consolidados do Unibanco atingiram R$ 98,217
bilhões, com aumento de 18,5% quando comparados a 30 de junho de 2005.
A
carteira de crédito do varejo atingiu R$ 23,438 bilhões, o que representa um
crescimento de 18,5% ao longo dos últimos 12 meses.
O patrimônio líquido
atingiu R$ 9,816 bilhões em 30 junho, com crescimento de 13,3% em relação a
junho de 2005.
Fonte: Folha Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h33
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TEATRO NO CCBB
Erico Verissimo usado de forma
imperdoável
Barbara Heliodora
O
espetáculo “Incidente em Antares”, no Teatro II do CCBB, ilustra bem os perigos
que cercam a palavra “adaptação”: a obra de Erico Verissimo, uma imaginativa
crítica ao mau governo que tem a forma do protesto de seis insepultos, é feita
para a leitura, e a apresentação caricata dos seis mortos já é em si uma
deformação da intenção do autor. Pior, no entanto: a “adaptação”, com
“dramaturgia” de Maurício Arruda Mendonça, reduz o romance a uma desculpa para
repetir em cena, de forma óbvia e destituída de qualquer qualidade que as
transforme em obra dramática, todas as mais lamentáveis notícias sobre corrupção
que vêm dominando a imprensa no último ano. O máximo de originalidade alcançado
por Mendonça é chamar os mensaleiros de mesadeiros, pois, afora isso, tudo o que
é dito é transcrição direta dos jornais.
A encenação de “Incidente em Antares” parece acreditar que algum efeito
dramático pode ser alcançado por meio de muito barulho, que domina o espetáculo.
A cenografia é simples e pouco imaginativa, os figurinos são péssimos, a luz,
apenas rotineira. Mas tudo se torna irrelevante diante do texto, que é bastante
desrespeitoso para com Erico Verissimo, e de caótica direção de Adriano Garib. A
função crítica dos seis mortos que reclamam seu direito de serem enterrados fica
muito prejudicada pelos exageros grotescos de seus movimentos (que vez por outra
são esquecidos) que, de saída, levam tudo para o erro total.
As diferenças entre o texto literário e o dramático são muito grandes, e a
“adaptação” fica dividida em quatro tempos. A gritaria inicial entre o prefeito,
seus comparsas e o representante dos grevistas é interrompida por um longo
período dedicado apenas à apresentação dos falecidos e suas brigas até chegarem
à idéia de invadir a cidade de Antares. Depois, os pequenos episódios com os
conflitos individuais dos mesmos, para finalmente se chegar ao encontro dos seis
com a quadrilha que governa a cidade por meio de todos as formas de corrupção
hoje em dia em moda neste outro país.
Como um confuso e inicial trabalho de grupo amador
O caos da direção torna o espetáculo realmente constrangedor, e o numeroso
elenco dá a impressão exata de um confuso e inicial trabalho de um grupo amador
que quis dar o tradicional passo maior do que a perna. A ausência de qualidade
torna imperdoável o uso do nome de Erico Verissimo e do título de uma de suas
obras mais conhecidas, inclusive pelo uso de uma linguagem feia e pobre para a
“adaptação” de uma obra literária de qualidade.
Fonte: O Globo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h05
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DANÇA NO CCBB DE SÃO PAULO
Dança em Pauta promete surpresas
Projeto chega à sua
quarta edição reunindo bailarinos experientes e jovens talentos em 13
espetáculos de 9 coreógrafos
Karla Dunder
O Dança em Pauta do Centro Cultural
Banco do Brasil chega à sua quarta edição e, como nos anos anteriores, traz boas
surpresas para o público. Este ano, a curadora Ana Francisca Ponzio leva ao
palco bailarinos experientes, com trajetórias reconhecidas no Brasil e exterior,
e jovens talentos. A partir de hoje e até o dia 3, os fãs da dança enfrentarão
uma verdadeira maratona: 13 espetáculos, de nove diferentes
coreógrafos.
Para a abertura de hoje, a intérprete convidada é Sonia
Mota, que volta à cena com o solo Vi-Vidas. Este é o primeiro espetáculo de uma
trilogia sobre o papel das mulheres na sociedade. De forma poética, Sonia
discute a emancipação feminina, a questão sexual e as diferenças entre gerações.
Vi-Vidas foi inspirado nas mulheres muçulmanas. "Assisti ao filme Osama, fiquei
impressionada com a história de uma menina que corta o cabelo para viver como
menino. Observei as mulheres muçulmanas circulando cobertas por seus véus e
passei a refletir sobre os meus véus, os meus medos e a maneira como a mulher
moderna se esconde atrás da moda, por exemplo. Acho que saímos da periferia, mas
não conquistamos a liberdade total", diz.
As idéias são colocadas no
palco em três momentos distintos. O primeiro representaria a mulher muçulmana e
Sonia dança na periferia do palco, como se estivesse se escondendo. Depois surge
a mulher européia, "emancipada", que dança no centro do palco, mas com todos os
gestos construídos. Por fim, a mulher sensual, brasileira, que se esconde atrás
de um chapéu. "Trabalhei com clichês, para mostrar que a mulher ainda se esconde
atrás de algum tipo de véu." Esse solo também tem um papel importante para a
Sonia, a sua volta ao palco. "Primeiro sou intérprete, depois professora, mas
não sou coreógrafa. Reuni as experiências e técnicas de toda uma vida em torno
de um tema. Cumpri o meu papel nos anos 70 e 80, dei aulas nos anos 90, uma
pausa para as novas gerações, e agora volto em uma outra fase, dançando com
pessoas da minha idade e incentivando outros artistas como eu." Sonia e a
dramaturga alemã que acompanha o solo, Koni Kanft, ministrarão workshops
gratuitos.
Outro brasileiro que conquistou seu espaço no exterior é Osman
Khelili. Ele dirige a companhia KassenK. O ex-bailarino do Teatro Guaíra
apresentará pela primeira vez no País Mister K, Deserto 2 e Solo para
Katja.
O Dança em Pauta também traz parcerias inéditas. A partir do livro
Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, Hélio Cícero e José Maria Lisboa
criaram o espetáculo O Homem dos Avessos, e Mariana Muniz e Claudia Palma
apresentam 2Reflexos.
A programação abre espaço para os jovens
intérpretes-criadores como Morena Nascimento, que apresenta Horas de um Desejo.
Diogo Granato estréia o solo Aretha. Maurício de Oliveira estréia com sua Cia.
Siameses Olhar Oblíquo. A programação completa pode ser conferida no site
www.bb.com.br.
(SERVIÇO)Serviço Dança em Pauta 2006. Centro
Cultural Banco do Brasil (125 lug.). Rua Álvares Penteado, 112, Centro,
3113-3651. 5.ª e 6ª, 19h30; sáb. e dom., 19 h. R$ 10 (R$ 30 c/ 5 ingressos). Até
3/9
Fonte: O Estado de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h47
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A BB DTVM E O CRESCIMENTO
Da coluna Mercado Aberto na Folha de S. Paulo:
País só cresce com reformas, diz BB
DTVM
Se o governo não der prioridade às reformas no início de 2007,
independentemente do candidato eleito para ocupar a Presidência da República, o
Brasil pode pôr a perder todas as conquistas obtidas na economia nos últimos
anos. Sem as reformas, o Brasil corre o risco de ter de voltar a conviver com os
anos de estagflação, que é a combinação de inflação com recessão.
O alerta é do economista Nelson Rocha, presidente da BB DTVM, o braço do
Banco do Brasil para administração de recursos, com mais de R$ 160 bilhões em
ativos.
Segundo ele, o Brasil não pode desperdiçar esta oportunidade de adotar
medidas que conduzam o país para o crescimento sustentável.
De acordo com Rocha, a mola mestra que irá fazer com que o país estenda essa
fase de crescimento econômico para o longo prazo é o investimento. Para trazer
de volta os investimentos, no entanto, o economista afirma que é fundamental
aumentar o grau de confiança da economia. Daí a necessidade das reformas.
Rocha cita como fundamentais para que esse ciclo de crescimento tenha
continuidade as reformas tributária, previdenciária, trabalhista e a
independência ou autonomia do Banco Central.
Se essas reformas forem feitas, Rocha acha que o Brasil terá condições de
manter um ritmo elevado de crescimento mesmo se houver uma piora no cenário
internacional, como se prevê. "Se não fizermos as reformas, dificilmente daremos
sustentação ao crescimento que estamos vendo agora", diz.
Rocha reconhece que o governo pode encontrar dificuldades principalmente no
Congresso para encaminhar as reformas, mas ele acha que essa batalha deve ser
travada. Hoje, há muitas distorções na economia que devem ser corrigidas, e a
saída são as reformas.
De acordo com o economista, a estrutura tributária no país é esquizofrênica,
o ajuste fiscal do governo está muito concentrado na política monetária, a
legislação trabalhista não incentiva o crescimento do emprego, o BC tem uma
autonomia de fato mas não de direito e ela é necessária para dar mais
tranqüilidade ao mercado. São essas prioridades que Rocha gostaria de ver nos
programas de governos dos candidatos à Presidência.
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h38
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DANÇA NO CCBB DE SÃO PAULO
Da coluna da jornalista Mônica Bergamo na Folha de S.
Paulo:
Ana Ottoni/Folha Imagem
 |
| BAILARINA VIVIDA Depois de 15 anos longe dos palcos e 17 fora do
Brasil, a bailarina paulistana Sônia Mota, 58, estréia hoje, no CCBB, o
espetáculo "Vi-Vidas", que recebeu prêmio na Alemanha, onde ela é professora de
dança contemporânea
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h14
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DEMISSÃO
Comentários do Blog: o Sr. Antônio Carlos Costa D’Ávila, citado na nota abaixo, é aposentado do BB
Da coluna do jornalista Cláudio Humberto:
Vassourada na Dataprev
Em uma reunião, o ministro Nelson Machado (Previdência) foi tão áspero (ou grosseiro, dizem testemunhas), que o presidente da Dataprev, Antônio Carlos Costa D’Ávila, pediu o boné. Os servidores dessa empresa de processamento de dados da Previdência ainda celebravam quando atingiram o nirvana, com a saída do influente diretor jurídico, Jandir Morais, que tentava permanecer.
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h59
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INVESTIMENTOS DA PREVI
BNDES aprova financiamento para a
Coelba
A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) aprovou hoje um financiamento de R$ 117,3 milhões para a Companhia
Elétrica do Estado da Bahia (Coelba) ampliar sua rede de distribuição de
energia
Com custo total de R$ 201,2 milhões, o empreendimento será complementado com
recursos da empresa.
A operação terá a intermediação de quatro bancos: Santander, Bradesco,
Votorantim e Banco do Brasil.
De acordo com a companhia, o investimento
na expansão na rede possibilitará o atendimento de 200 mil novos
clientes.
A empresa é controlada pela holding Neoenergia que, por sua
vez, pertence à Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ)
e ao grupo espanhol Iberdrola.
Fonte: Último Segundo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h46
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BRECHT NO CCBB DO RIO
Brecht é homenageado com montagem no
CCBB
A peça épica de Brecht, “O círculo
de giz caucasiano”, escrita no final da Segunda Guerra Mundial, vai estrear
nesta quinta (10/08), no palco do CCBB carioca, pelas mãos da Companhia do
Latão, em comemoração aos 50 anos da morte do dramaturgo.
A peça, que
tem como pano de fundo a discussão sobre a disputa de terras, apresenta uma
espécie de confiança e otimismo, de que é possível transformar a realidade.
O elenco de 11 atores apresentará a história em três episódios, em 2h40,
com intervalo. O espetáculo vai contar com a participação do grupo Filhos da Mãe
Terra, formado por crianças e adolescentes do Movimento dos Sem Terra (MST).
O CCBB fica na Rua Primeiro de Março, 66, no Centro. De quarta a
domingo às 19h. R$ 10. Mais informações pelo telefone (21) 3808-2020.
Fonte: ObaOba
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h43
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CINEMA NO CCBB DE BRASÍLIA
Encontro com o Cinema Brasileiro
O Encontro com o Cinema Brasileiro termina no próximo sábado (13) no
cinema do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), de terça a domingo. São dez
filmes recentes da cinematografia brasileira, que apresentam o conflito de
gerações na tela. Os convidados são os cineastas Flávio Tambellini e José
Eduardo Belmonte.
Hoje, serão exibidos Nunca fomos tão felizes, às 19 horas, e A ostra e o
vento, a partir das 21 horas. De acordo com a organização do evento, os
ingressos podem ser adquiridos por R$ 4 e R$ 2 (meia).
Fonte: ComuniWeb
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h40
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A FARRA DOS BANCOS
Ipiranga terá financeira em postos de combustíveis
André
Vieira
O grupo Ipiranga fechou parceria com o
Unibanco para oferecer na rede de postos de combustíveis
produtos e serviços financeiros, como crédito pessoal, crédito direto ao
consumidor e seguros.
Para viabilizar o negócio, as duas empresas estão criando uma financeira,
cujo controle será dividido meio-a-meio pela distribuidora de combustíveis e a
instituição. O pedido será submetido ao Banco Central. A expectativa dos
executivos da Ipiranga é que a nova instituição financeira esteja em
funcionamento em seis a nove meses.
"A intenção é trazer mais gente para os postos de combustíveis, porque além
de gerar maior tráfego poderá elevar a fidelização da nossa bandeira", disse o
diretor-superintendente das duas distribuidoras do grupo Ipiranga, Leocadio de
Almeida Antunes Filho.
O plano de negócios ainda está sendo estudado, mas o objetivo do grupo
Ipiranga é oferecer aos clientes dos postos produtos e serviços financeiros fora
da venda de combustíveis. "Estamos aprofundando o plano", disse Antunes Filho.
De acordo com o executivo, a idéia é proporcionar maior receita não só à
distribuidora, mas também aos revendedores. O grupo Ipiranga possui a segunda
maior rede de distribuição de combustíveis do país, com 4,2 mil postos, superado
apenas pela BR Distribuidora.
A parceria entre a Ipiranga e o Unibanco no setor de cartões começou em 1998
com o lançamento de um "co-branded" com as bandeiras Visa e
MasterCard, reunindo hoje cerca de 300 mil associados. Em
meados de 2004, a empresa pôs no mercado um cartão "private label" para uso
exclusivo na rede de postos de combustíveis. Oferecendo prazo de até 40 dias,
sem cobrança de anuidade e descontos na compra de combustível, o cartão foi uma
tentativa de fidelizar o consumidor em meio à forte concorrência do setor. Outro
apelo para a companhia foi a redução da taxa de inadimplência.
Impulsionado por uma forte campanha publicitária, a Ipiranga já emitiu 1,5
milhão destes cartões. Somando os dois plásticos, a distribuidora de
combustíveis fechou o semestre com 1,8 milhão de cartões, o que significou um
crescimento de 80% a mais sobre o primeiro semestre de 2005.
A atuação do grupo na distribuição de combustíveis é feita por meio de duas
empresas: a Distribuidora de Produtos de Petróleo Ipiranga (DPPI), que engloba o
Rio Grande do Sul e zona sul e oeste de Santa Catarina, e a Companhia Brasileira
de Petróleo Ipiranga (CBPI), que atende o restante do país. Da parcela de 50% da
sociedade do grupo com o Unibanco na nova financeira, a CBPI ficará com 34% do
capital, e o restante nas mãos da DPPI.
No primeiro semestre de 2006, a receita bruta das duas empresas subiu 16% e
somou R$ 12,5 bilhões. O lucro das duas distribuidoras caiu 17%, para R$ 221
milhões, no mesmo período.
Fonte: Valor Econômico
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h26
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A FARRA DOS BANCOS
Santander corta pela metade juro do cartão
Maria Christina
Carvalho
O Banco Santander Banespa lançou, ontem, um novo cartão de
crédito cujo juro é cerca da metade da taxa média cobrada pelo mercado: 5,5% ao
mês ou 90,1% ao ano. É o Santander Light, que pode ter as bandeiras
MasterCard ou Visa.
O juro ainda é salgado, mas as taxas de mercado são, de fato, muito
superiores. A taxa média de mercado dos cartões internacionais é de 11,9% ou
285,4% ao ano, segundo o banco; e, de 10,35% ao mês ou 226% ao ano, segundo
levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e
Contabilidade (Anefac).
O Santander Banespa não contou o pulo do gato, mas o vice-presidente
executivo de marketing e negócios, José Paiva, afirmou que a expectativa é
compensar a queda do juro com o maior volume de negócios.
Já o diretor da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, disse que a margem
dos bancos é tão elevada que é possível "abrir mão de parte dela". O
especialista lembrou que o parâmetro do custo de captação dos bancos é a taxa
Selic, de 14,75% ao ano.
Mesmo no patamar de 5,5% ao mês, o custo do crédito rotativo ainda é muito
elevado e essa linha deve ser evitada, aconselhou. A taxa média é superior à
inflação de um ano, comparou.
O principal atrativo do novo cartão, acrescentou, é "provocar maior
competição no mercado e provocar os outros bancos a acompanharem o movimento. "O
Santander está antecipando um movimento que todo o mercado poderia fazer",
disse.
O banco está preparado para isso. Foi o que aconteceu com o SuperCasa 20,
linha de crédito imobiliário com prazo de 20 anos e taxa prefixada, copiado
depois pelos demais bancos. Paiva afirmou que, se o mercado baixar os juros do
cartão para o mesmo patamar, o Santander fará novos cortes, de modo a ter a
menor taxa do mercado.
Outra vantagem do cartão Light do Santander é oferecer o dobro do limite de
crédito praticado pelo mercado. O portador do Light terá um limite de crédito
equivalente a duas vezes a renda comprovada, enquanto o mercado trabalha em
média com 80% da renda comprovada.
Não é preciso ter conta corrente no Santander para ter o cartão Light - o
que, segundo Oliveira, garante a inexistência de custos extras.
A renda mínima é de R$ 700. Isso significa, segundo Paiva, que o universo
potencial de clientes é de 40 milhões de pessoas.
A expectativa do Santander Banespa é vender 500 mil cartões Light até o fim
do ano e mais 1 milhão em 2007. Atualmente, a carteira total é de 2,7 milhões de
cartões e a previsão é fechar 2007 com uma carteira total de 4 milhões de
plásticos. O Santander Banespa conta com alguma migração dos clientes que hoje
possuem outros cartões do banco para o Light.
O novo cartão poderá ser usado para a transferência de saldos ("balance
transfer"), isto é, para o pagamento de faturas de outros cartões com até 40
dias para pagar. As compras, saques e o saldo da fatura são parcelados em até 30
vezes.
O Santander Banespa tem 6,9 milhões de clientes e, na virada do ano,
enfrentará o desafio da transferência das contas-salário dos funcionários
públicos do Estado de São Paulo para a Nossa Caixa. Para esse
segmento, lançou um cartão sem anuidade e com desconto na fatura equivalente a
de 2% das compras de combustível e supermercados.
Fonte: Valor Econômico
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h23
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A FARRA DOS BANCOS
Itaú compra Boston no Chile e Uruguai por
R$ 1,3 bi
O pagamento foi de R$ 2,3 milhões em
dinheiro e ações ordinárias do Itaú, cerca de 1,7% do capital do banco, ou
20,537 bilhões de papéis
SÃO PAULO - O Banco Itaú e a Itaúsa, em comunicado
conjunto, anunciaram a compra das operações do BankBoston no Chile e no Uruguai,
que estavam pendentes desde que instituição adquiriu do Bank of America os
negócios do Boston no Brasil. A transação envolve o pagamento de R$ 2,3 milhões
em dinheiro e ações ordinárias do Itaú, correspondentes a cerca de 1,7% do
capital do banco, ou 20,537 bilhões de papéis.
As instituições estimam que o valor chegue a cerca de R$ 1,373 bilhão com
base na cotação média de mercado entre os dias 21 de fevereiro e 24 de abril
deste ano.
Segundo o Itaú, em 30 de junho, o BankBoston Chile ocupava o 12º lugar no
ranking local por total de ativos. Na mesma data, as operações no Uruguai
estavam em terceiro lugar no ranking dos bancos privados do país. O banco
brasileiro destaca no texto que a compra está sujeita à aprovação das
autoridades concorrenciais dos três países.
O fato relevante informa que os ativos combinados do Itaú com o BankBoston no
Brasil, Chile e Uruguai chegam a R$ 203,32 bilhões, com um patrimônio líquido
total de R$ 20,747 bilhões, já descontada a amortização do ágio total do
negócio.
Como a operação com o Bank of America envolve a troca de ações, o Itaú
informa que, no total, a instituição passa a deter 5,82% das ações preferenciais
do banco brasileiro e 1,72% das ações ordinárias, chegando a 7,44% do capital
total.
Fonte: Agência Estado
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h21
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A FARRA DOS BANCOS
Lucro da Brasilcap cresce 11,1%
A Brasilcap, empresa de capitalização do Banco do Brasil em parceria com a
SulAmérica e Icatu Hartford e Aliança da Bahia, faturou R$ 864,7 milhões no
primeiro semestre deste ano, alta de 3,6%. O lucro líquido foi de R$ 82,5
milhões, alta de 11,1%. As reservas técnicas atingiram R$ 2,7 bilhões, alta de
11,2%.
O segmento de capitalização cresceu apenas 2,05% no primeiro semestre deste
ano, para R$ 3,3 bilhões. "O setor tem procurado fazer produtos customizados e
adequados às necessidades do cliente. Tem de inovar se não será difícil
incrementar o mercado", disse José Fernando Romano Furnê, diretor administrativo
e financeiro da Brasilcap.
Uma iniciativa foi o título voltado para micros e pequenas empresas, o
Ourocap Empresas. Quem ficar até o final do período, tem bonificação de 50% do
rendimento da Taxa Referencial. A bonificação foi inserida para reduzir a taxa
de saque antes do prazo. "A venda transparente, produtos customizados e o
estímulo do bônus são alguns mecanismos para que o cliente perceba a vantagem de
levar o produto até o final", disse.
Segundo ele, a venda deixa claro que o título de capitalização não pode ser
comparado a outros investimentos. "Pois não é investimento. O produto tem um
lado lúdico e estimula a cultura de poupar dinheiro", acrescentou. A Brasilcap
tem 1,7 milhão clientes, com 2,3 milhões títulos ativos. No Ourocap empresa, o
executivo disse que a meta tem sido cumprida, com 8 mil títulos por mês, com
faturamento de R$ 1,6 milhão de vendas novas no mês.
Fonte: Agência Anabb/Gazeta Mercantil
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h57
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A FARRA DOS BANCOS
Da coluna Mercado Aberto na Folha de S. Paulo:
FECHADO O Itaú e o Bank of America assinam hoje a compra das operações do Bank Boston no Uruguai e no Chile. A operação inclui também a aquisição da Oca, maior emissora de cartão de crédito do Uruguai.
BRASILÂNIA Marcio Cypriano, Febraban, não é o único a apontar o depósito compulsório como o maior empecilho para os bancos não reduzirem os juros ao consumidor. O banqueiro André Esteves, do UBS/Pactual, também disse a mesma coisa em sua exposição durante café da manhã ontem, em São Paulo, promovido pelo Lide. Segundo ele, só o Brasil e a Lituânia cobram um compulsório tão alto no mundo.
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h50
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BRECHT NO CCBB DO RIO
Cia do Latão atualiza fábula de Brecht
Encenação de "O Círculo de Giz Caucasiano" discute ocupação da terra;
diretor crê que socialismo está "em reconstrução'
Cinqüentenário da
morte do autor alemão é lembrado com outras montagens e debates que envolvem
também a obra de Górki
Silvia Costanti/Folha Imagem
 |
Ensaio de "O Círculo de Giz Caucasiano', com a
Cia. do Latão e direção de Sérgio de Carvalho, no CCBB do Rio; peça foi
concluída por Brecht em 1945, nos EUA |
VALMIR SANTOS DA REPORTAGEM LOCAL
A militância política pode estar
em baixa, mas dá sinais de sobrevida no teatro. Apesar da crise das utopias, do
esfacelamento do socialismo e da arte engajada, grupos do país seguem devotos ao
pensamento e à obra de Bertolt Brecht (1898-1956) na tentativa de interpretar a
realidade.
No próximo dia 14 se completam 50 anos da morte do autor alemão, referência
mundial do teatro político no século 20 e, ao que se vê, ainda neste que corre.
É reverenciado por grupos como Galpão (MG), que montou "Um Homem É um Homem" em
2005; Companhia Fábrica São Paulo, que anuncia um ciclo para relacioná-lo com a
obra de Górki; e Grupo dos 7, que articula suas canções com sambas-de-roda no
espetáculo "Teatrosamba do Caixote", em cartaz em São Paulo.
A efeméride fez com que a Companhia do Latão, das mais brechtianas e
marxistas equipes do país, interrompesse período de seis anos com dramaturgia
própria e voltasse à fonte em que se autobatizou.
Convidado pelo CCBB a dirigir um Brecht, o diretor Sérgio de Carvalho
atravessou a ponte aérea com "O Círculo de Giz Caucasiano" e estendeu a
empreitada ao próprio grupo e a artistas ligados a outros coletivos, como o
Folias d'Arte, a Cia. São Jorge de Variedades, o Núcleo Argonautas e o Teatro do
Pequeno Gesto (RJ). A montagem é apresentada hoje para convidados e entra em
cartaz amanhã no CCBB do Rio. O Latão já montou "Santa Joana dos Matadouros"
(98) e "Ensaio sobre o Latão" (97).
Traduzida no anos 60 por outro poeta, o anticomunista Manuel Bandeira, "O
Círculo de Giz Caucasiano" foi concluída por Brecht em 1945, final da Segunda
Guerra, quando estava exilado nos EUA, também ali perseguido por causa dos
ideais comunistas.
"O Bandeira aceitou porque sentia o texto como uma crítica fortíssima à
desumanização", afirma Carvalho, 39, que pôs em cena um espetáculo com dez
atores e 21 canções originais (por Martin
Eikmeier).
Atualidade "O Círculo" abre e fecha falando de
terra. Questiona em que medida sua ocupação é justa ou legal, prato cheio para
uma companhia que busca pensar Brecht no contexto do capitalismo atual e do
Brasil, sociedade da periferia do mundo, no dizer de Carvalho.
No prólogo original, dois grupos de camponeses soviéticos discutem quem vai
ficar com a terra: se aqueles que nela trabalham ou os antigos donos que a
abandonaram. O início da peça traz uma interação em vídeo com participação do
grupo Filhos da Mãe Terra, formado por crianças e adolescentes do assentamento
Carlos Lamarca, do MST, em Sarapuí (SP).
Em seguida, vem a fábula sobre Gruxa (Helena Albergaria), a criada que decide
abdicar de tudo para cuidar de um menino cujo pai, um governador, é assassinado
e cuja mãe o abandona após a revolta local. "A Gruxa age não por uma espécie de
heroísmo, mas pela tentação da bondade", diz Carvalho.
Anos depois, baixada a poeira política, a mãe retorna e quer reaver o filho.
Surge o juiz Azdak (Ney Piacentini). Com fama de corrupto e beberrão, "um
revolucionário frustrado", decide quem vai ficar com a criança. Ele traça um
círculo de giz no chão, coloca o menino no centro e pede às duas mulheres que o
puxem cada uma delas por um braço. Aquela que o tirasse do círculo ficaria com a
guarda. "Azdak encarna o desejo de uma era em que a justiça fosse verdadeira",
diz Carvalho.
A contradição, recurso tão afeito ao teatro épico, também espreita a ocupação
do CCBB pela Cia. do Latão. O braço cultural de uma instituição bancária serve
como plataforma para comemoração dos dez anos do grupo, em julho de 2007. Estão
previstos lançamentos de sete DVDs, três livros e o volume dois do CD "Canções
de Cena".
"Quem produz arte dentro de um ambiente em que ela está sujeita a compra e
venda, estabelece algum nível de diálogo com o mercado. O importante é mostrar a
contradição dessa produção com esse mercado. Fingir que ela não existe é também
sair do debate. Como artista de esquerda, não posso sair do centro radiador
desse sistema. Não queremos abastecê-lo com produtos culturais, mas trazer
reflexões artísticas na contramão", diz Carvalho.
O diretor não considera que o socialismo tenha acabado. "É um momento de
reconstrução e acúmulo de forças do projeto socialista." Para Carvalho, Brecht
não tinha a ilusão do Estado socialista, mas de um movimento humanístico. "Ele
escreveu "O Círculo" nos EUA, em pleno olho do furacão do capitalismo e da
indústria cultural em formação. É um sujeito perturbador por isso, propõe as
coisas dinamicamente."
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h47
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AINDA O VALERIODUTO
MP processa 12 do Banco Rural por gestão
temerária
Kátia Rabello,
presidente da instituição, é acusada de emprestar dinheiro sem garantias a
Marcos Valério
Eduardo Kattah, BELO
HORIZONTE
O Ministério Público Federal em
Minas ofereceu ontem denúncia à Justiça contra a presidente do Banco Rural,
Kátia Rabello, e contra integrantes e ex-integrantes da diretoria-executiva da
instituição, no total de 12 pessoas, por gestão temerária de instituição
financeira. É a chamada Lei do Colarinho Branco.
Segundo o MPF, os
denunciados exerceram as suas atividades, entre 2003 e 2005, "em desacordo com
as normas de boa gestão e segurança operacional a que estão legalmente obrigados
na direção de uma instituição financeira". A acusação formal aponta
irregularidades na concessão de vultosos empréstimos, "sem observância aos
princípios da seletividade, garantia e liquidez".
Dentre as operações
analisadas, estão os empréstimos contraídos no Rural pelo PT, pela SMPB
Comunicação e Graffiti Participações, empresas de Marcos Valério, acusado de
operar o mensalão - pagamento de propina a parlamentares aliados em troca de
apoio ao governo no Congresso.
Empréstimos tomados no Rural e no BMG - no
valor original de R$ 55 milhões, entre 2003 e 2004 -, por meio de empresas de
Valério, foram indicados pelo empresário e pelo ex-tesoureiro do PT Delúbio
Soares como a origem do caixa 2 petista e do dinheiro dado a aliados.
As
contas e aplicações bancárias de Valério e seus sócios na SMPB - Cristiano de
Mello Paz e Ramon Cardoso - já foram bloqueadas pela Justiça mineira em pelo
menos duas ações de execução movidas pelo Rural. As decisões não têm efeito
prático, pois o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia determinado o bloqueio
dos seus bens.
O Rural divulgou nota alegando que não foi informado da
acusação. "Ao que tudo indica, trata-se de simples conseqüência processual no
âmbito do Ministério Público sobre operações de amplo conhecimento, já
absorvidas patrimonialmente pelo Banco Rural", disse. "O Banco Rural confia que,
ao final, ficará demonstrada a inexistência de irregularidades."
Fonte: O Estado de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h03
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A FARRA DOS BANCOS
Banco do Nordeste registra lucro líquido de R$ 76,4
milhões no primeiro semestre
BRASÍLIA - A instituição financeira federal de fomento Banco do Nordeste do
Brasil (BNB) informou hoje ter registrado lucro líquido de R$ 76,4 milhões no
primeiro semestre deste ano
O resultado apresentou significativa evolução ante os R$ 7 milhões apurados
em igual período de 2005.
De acordo com nota divulgada pelo banco, o incremento de 33,8% nas operações
de crédito foi uma das principais contribuições para o desempenho.
As
contratações atingiram R$ 3,3 bilhões, ante R$ 2,45 bilhões no outro
intervalo.
A maioria das operações do BNB é de repasse de recursos legais
destinados ao desenvolvimento regional, como o Fundo Constitucional de
Financiamento ao Nordeste (FNE), de onde saíram 64% das contratações.
Do
total, a maior parcela ou R$ 1,1 bilhão foi para tomadores de crédito
rural.
As operações da carteira comercial somaram R$ 386,2 milhões, alta
de 33% sobre o primeiro semestre de 2005.
O presidente do BNB, Roberto
Smith, destacou por meio de sua assessoria que a instituição continua a
trabalhar para reverter a situação de volumes vultosos de crédito de difícil
liquidação, concedidos no passado.
Entre janeiro e junho, houve a
recuperação de 46,6 mil operações de crédito, no valor de R$ 151
milhões.
Desse total, o banco recebeu R$ 83 milhões imediatos, segundo
Smith.
Fonte: Último Segundo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 06h49
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BRECHT NO CCBB DO RIO
Obra-prima do teatro épico em cartaz no
CCBB Rio de Janeiro
Texto do dramaturgo alemão Bertold Brecht fica em
cartaz até setembro
O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro apresenta o
espetáculo teatral O Círculo de Giz Caucasiano, entre os dias 09
de agosto e 24 de setembro, de quarta-feira a domingo, no Teatro III, às 19h. A
peça de Bertold Brecht é concebida como uma ópera oriental, em que a cena se
concretiza no palco a partir do canto.
O texto de Bertold Brecht tem narrativas concêntricas: um
prólogo no qual um grupo de camponeses se reúne para discutir o direito à
propriedade; uma encenação em tom de fábula sobre Grusha, uma empregada da corte
que toma conta de uma criança abandonada e a conduz por regiões variadas; e a
farsa do beberrão juiz Azdak. Inspirada em uma peça chinesa do século XIII, a
novela foi traduzida para o português por Manuel Bandeira.
O Círculo de Giz Caucasiano é considerado uma
obra-prima do teatro épico. Foi escrita pelo dramaturgo, poeta e ator alemão
entre 1944 e 1945, durante o exílio nos Estados Unidos. A peça traz uma metáfora
sobre a situação desoladora da Alemanha ao final da Segunda Guerra Mundial. Ao
escrever o drama, Brecht questionava-se sobre a disputa global, tema que não
poderia ser mais atual.
Texto: Bertold Brecht - Tradução: Manuel Bandeira -
Dramaturgia: Márcio Marciano - Iluminação: Domingos Quintiliano - Figurino:
Fábio Namatame - Cenografia: Márcio Medina - Atores convidados: Companhia do
Latão (SP); Galpão (BH) ; e Ói Nóis Aqui Traveiz (PA) - Direção musical: Martin
Eikmeier - Encenação: Sérgio de Carvalho - Duração: 160 minutos
O Círculo de Giz Caucasiano De 9 de agosto a 24 de
setembro, de quarta a domingo, às 19h Centro Cultural Banco do Brasil – Rio
de Janeiro Local: Teatro III Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 –
Centro Informações: (21) 3808- 2020 E-mail: ccbbrio@bb.com.br
Fonte: CCBB
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 06h41
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CRÔNICA NO CCBB DE SÃO PAULO
Veríssimo, Caruso e a
crônica
Ricardo Ditchun Do Diário do Grande
ABC
O humor, criado
em sua vertente escrita mais atraente, a crônica, e também a partir de um de
seus suportes desenhados mais deliciosos, o cartum. É esse o programa de hoje no
projeto Cronicamente Viável, do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), em São
Paulo.
E, para debater o tema, duas feras dos
gêneros: o escritor e cronista gaúcho Luis Fernando Veríssimo e o cartunista
paulista Paulo Caruso. Eles ocupam a mesa do CCBB às 19h30 e, sob mediação do
escritor Marcelo Rubens Paiva, tecem suas considerações para, em seguida,
debater com o público. Para participar, nada de ingresso pago, mas os
interessados devem retirar senhas que serão distribuídas meia hora antes, a
partir das 19h.
Veríssimo, 70 anos, contemplado com
alguns dos mais importantes prêmios destinados a personalidades do mundo da
escrita, como a Medalha de Resistência Chico Mendes, Isenção Jornalística e Juca
Pato – Intelectual do Ano (1997), assina obras fundamentais para o gênero
crônica. Livros como O Amor Brasileiro (1977), Ed Mort e Outras Histórias
(1979), Sexo na Cabeça (1980), O Analista de Bagé (1981), A Velhinha de Taubaté
(1983), Comédias da Vida Privada (1994), As Noivas do Grajaú (1999) e As
Mentiras que os Homens Contam (2000).
Sem exagero, é possível afirmar que
muitos brasileiros descobriram a literatura graças aos livros de Veríssimo, a
seu estilo coloquial, divertido e, por tudo isso, cativante.
Caruso, 57 anos, gêmeo de Chico, seguidor
da mesma profissão, é autor, por exemplo, da série Avenida Brasil, por meio da
qual questiona um sem-número de equívocos cometidos por nossos representantes
políticos. Faz isso, no entanto, com humor refinado, desenhado em traços
inconfundíveis. Além de publicar em livro, Paulo – e também Chico – atua em
importantes veículos de comunicação impressa, bem como em charges televisivas
animadas.
O projeto Cronicamente Viável – A Crônica
no Brasil: de Machado de Assis aos Cronistas Digitais, reúne mensalmente no CCBB
jornalistas e escritores. O objetivo é discutir essa manifestação artística,
conforme informa o nome, desde seu surgimento (com Machado) até a novíssima
geração. O próximo encontro, A Crônica na MPB, ocorre em 12 de setembro, com
Patrícia Palumbo e Kid Vinil.
Cronicamente Viável – Crônica e
Humor, com Luis Fernando Veríssimo e Paulo Caruso. Hoje, às 19h30. No CCBB – r.
Álvares Penteado, 112, Centro, S.Paulo. Tels.: 3113-3651 e 3113-3652. Entrada
franca (distribuição de senhas a partir das 19h). Site: www.bb.com.br/cultura.
Fonte: Diário
Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 06h36
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BB AMPLIA OPÇÕES
Banco do Brasil poderá entrar no crédito
imobiliário
Projeto faz parte do plano do governo de criar alternativas de
financiamento habitacional mais barato
Vânia Cristino, Beatriz Abreu
O Banco do Brasil está analisando uma modalidade de empréstimo para
financiamento habitacional. A proposta está entre as que o governo estuda para
ampliar a oferta de crédito e baratear o custo do financiamento para aquisição
da casa própria. A entrada do BB no crédito imobiliário será por meio de um
projeto-piloto e, em princípio, destinado apenas aos funcionários da
instituição.
O pacote de medidas para a área de habitação inclui também a possibilidade de
estender para a classe média - quem ganha acima de dez salários mínimos, o
equivalente a R$ 3.500,00 - um tipo de financiamento que permite o arrendamento
do imóvel. Essa modalidade - altamente subsidiada - já vale para a faixa de
baixa renda, conhecida como Programa de Arrendamento Residencial (PAR), que tem
taxas de correção do empréstimo variando de 4% a 6% ao ano.
Os estudos do Ministério da Fazenda consideram várias alternativas, todas com
o mesmo objetivo: garantir que a classe média tenha acesso ao financiamento
habitacional a um custo menor que o atual.
O crédito imobiliário no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) é corrigido
pela variação da Taxa Referencial (TR) mais juros de 12% ao ano.
Para o governo, apesar de a inflação estar sob controle e em níveis
reduzidos, o custo do crédito imobiliário ainda é elevado.
Está sendo estudada a adoção do crédito consignado para a compra da casa
própria. A opção permitiria uma redução dos custos, porque a instituição
financeira tem a garantia do pagamento. Não se trata de uma redução drástica das
taxas, mas uma queda de 1 ponto porcentual no custo do financiamento já é
considerada uma boa solução.
A idéia é ter taxas diferenciadas dependendo da rotatividade do setor. Na
prática, pode significar tratamento específico para cada tipo de vínculo
empregatício e faixa de renda. O que ainda não está claro é a origem dos
recursos que poderão ser utilizados pelos bancos para ofertarem o crédito
imobiliário a custo mais baixo.
A modalidade do arrendamento residencial, em uso em países europeus, já
existe no Brasil, mas apenas no setor público. A Caixa Econômica Federal, por
exemplo, opera o PAR, que atende empregados do Tesouro Nacional, e tem o risco
de inadimplência totalmente da União.
A preocupação com a efetividade dessa medida está relacionado à
inadimplência. O fato é que a Justiça não garante a retomada do imóvel no caso
de se tratar do único bem familiar.
Existe, ainda, a alternativa de extinção da TR como fator de correção dos
financiamentos habitacionais para se trabalhar com taxas de juros fixas. Mas
também essa hipótese está sendo analisada com cuidado, porque o governo tem que
evitar o que se chama de "descasamento das operações". A extinção da TR só
poderia ser implementada no caso de os recursos não serem retirados do FGTS ou
da caderneta de poupança.
REAÇÃO
O diretor-geral da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário
e Poupança (Abecip), Osvaldo Correa Fonseca, apóia os estudos para a adoção do
crédito consignado para a casa própria. A medida, segundo ele, vai, de fato,
reduzir o risco de inadimplência e permitirá uma redução da taxa de juros para o
mutuário.
Fonseca explicou que a proposta de permitir o desconto em folha não embute
qualquer alteração de regras do financiamento, como taxas, prazos, formas de
reajuste e mesmo na garantia dada pelo mutuário ao banco, que continuará sendo a
hipoteca do próprio bem. "O mutuário apenas vai permitir que o valor da
prestação da casa própria seja debitado do seu contracheque." A medida,
inclusive, poderá beneficiar os atuais mutuários. "Poderemos estudar qual
benefício o atual mutuário poderá obter, uma vez que o seu contrato já está
firmado", afirmou Fonseca.
Ele disse que outra medida importante em estudo é a que permitirá aos bancos
financiarem a casa própria, dentro do SFH, com juros fixos, ou seja, sem a
parcela variável da TR. Segundo Fonseca, as instituições já fazem isso, mas com
recursos próprios e, por isso mesmo, com juros mais elevados, entre 12% a 17% ao
ano.
No empréstimo habitacional com recursos da poupança, no entanto, os bancos
não podem fazer isso. "O financiamento habitacional com recursos da poupança tem
que ter o mesmo indexador da caderneta", disse Fonseca, explicando que isso está
previsto na Lei 8.177. Atualmente, diz o executivo, o risco de descasamento é
menor porque a inflação está controlada.
O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC),
Paulo Safady Simão, afirmou que as medidas vão dinamizar o setor. Ele observou
que atualmente o problema do setor imobiliário não é a falta de recursos, mas o
preço alto que os mutuários pagam para ter acesso ao financiamento. "Tudo o que
contribuir para a redução dos juros e a comercialização do imóvel na ponta é
bem-vindo", salientou.
Fonte: Agência Anabb/Agência Estado
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h02
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CAMPANHA SALARIAL
Contec quer reajuste de
16,67%
Um reajuste salarial de 16,67%. Este foi o percentual estipulado pela
Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec) para
campanha salarial 2006. A Contec esteve reunida com 400 delegados, na
sexta-feira (04/08), no XXXV Encontro Nacional de Dirigentes Sindicais Bancários
e Securitários Planejamento da Campanha Salarial 2006, realizado em Vila Velha
(ES). No evento, também foi aprovado a calendário da campanha salarial
2006.
A proposta da Contec foi bem diferente da estipulada pela Contraf,
que pede reajuste de 7,05% mais reposição da inflação.
Leia,
abaixo, as reivindicações estipuladas no encontro: • Garantia
do emprego; • Reajustamento salarial de 16,67% (o mesmo adotado para o
Salário Mínimo em abril deste ano); • PLR compatível com os imensos
lucros dos Bancos; Segurança Bancária; • Proibição de contratação de
terceirizados pelos Bancos; • Piso Salarial de R$ 1.700,00;
• Recuperação do poder de compra (Perdas Salariais de 1994/2003).
Veja o calendário da campanha salarial 2006 estipulado pela
Contec 07 a 11/08 – Realização das assembléias gerais pelos
Sindicatos 14 a 18/08 – Entregas das Pautas de Reivindicações à FENABAN e aos
Bancos governamentais federais (BB, Caixa, BNDES, BASA, BNB, BRB) 18/08 –
Reunião da CEBNN-Comissão Executiva Bancária Nacional de Negociação 18/08 –
Início das negociações 21 a 25/08 – Continuidade das negociações e início das
mobilizações 30/08 – Assinatura das Convenções e Acordos Coletivos ou
Protestos Judiciais e garantias das datas-base 31/08 - Reunião da Comissão
Executiva CEBNN
Fonte: Agência Anabb
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h58
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PIQUETE
André Porto/Folha Imagem
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À FLOR DA PELE Após ter
sido empurrada, funcionária da Varig agride sindicalista no aeroporto de
Congonhas, em São Paulo; membros do Sindicato dos Aeroviários e da Força
Sindical tentaram impedir ontem de manhã que trabalhadores entrassem na
aérea.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h42
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A FARRA DOS BANCOS
Crescimento dos lucros dos bancos deve perder
fôlego
Para analistas, rentabilidade deve se manter alta, em torno de
30% ao ano, superando de longe a do setor produtivo
Expansão do crédito
ainda será a principal alavanca dos ganhos dos bancos brasileiros nos próximos
anos, dizem especialistas
SANDRA BALBI DA REPORTAGEM LOCAL
Os lucros dos grandes bancos
brasileiros devem continuar provocando inveja aos empresários dos outros setores
da economia, mas já não crescem como antigamente. As taxas de crescimento do
lucro líquido do Bradesco e do Itaú, os dois maiores do setor privado, vêm
diminuindo trimestre a trimestre desde meados do ano passado, após darem saltos
em 2004 e no início de 2005, quando superaram o crescimento dos bancos
norte-americanos.
O lucro líquido do Bradesco -que cresceu 17,5% no segundo trimestre de 2005
em relação ao primeiro- neste ano expandiu-se apenas 4,7% na comparação do
segundo trimestre com o primeiro.
Já o Itaú, cujo lucro crescia à taxa de 16,8% no segundo trimestre do ano
passado (em relação ao primeiro), aumentou só 2,6% no segundo trimestre deste
ano na comparação com os três meses anteriores. "O ritmo de crescimento dos
lucros do setor tende a ser menor", observa José Augusto Frota Salles, analista
da consultoria Lopes Filho.
Para o economista-chefe da Febraban (federação dos bancos), Roberto Troster,
o lucro dos bancos vai continuar crescendo, pois as operações de crédito e os
serviços bancários tendem à expansão. "O país está crescendo, nada mais natural
que os lucros cresçam."
O que vem alavancando os resultados dos bancos brasileiros nos últimos dois
anos é a expansão do crédito. "Os bancos estão entrando em novos segmentos -como
o imobiliário- que devem impulsionar seus lucros nos próximos anos", diz Edson
Carminatti, analista do Inepad (Instituto de Ensino e Pesquisa em
Administração).
Segundo dados coletados por ele nos balanços, a participação das receitas de
crédito na receita total saltou de 47% em 2000 para 52%, no caso do Bradesco. Já
no Itaú, o pulo foi de 47% para 62%.
As aplicações em títulos e em valores mobiliários vêm perdendo peso nas
receitas dessas instituições. O Bradesco obtinha 44% das suas receitas com essas
aplicações, em junho de 2000. Neste ano, a participação caiu para 14%. No caso
do Itaú, a participação das aplicações em títulos caiu de 43% em 2000 para 28%
neste ano.
Rentabilidade A rentabilidade do setor também tende
à estabilidade na faixa dos 30% ao ano, segundo Salles. Isso pressupõe que a
taxa de crescimento dos lucros terá uma constância, não acelerando 80% num ano,
como ocorreu com o Bradesco em 2005 (na comparação com 2004), ou 39%, caso do
Itaú naquele mesmo período.
Os três grandes bancos que já divulgaram balanços do primeiro semestre
-Bradesco, Itaú e Banespa- estão com rentabilidade sobre o patrimônio líquido de
31% ao ano, segundo dados da Economática.
"É um retorno altíssimo, comparado ao obtido pelos bancos americanos no
período, que ficou em 15,9%", diz Fernando Exel, presidente da Economática. Ele
faz uma ressalva, entretanto: a rentabilidade dos brasileiros é a mediana de
apenas três grandes bancos, enquanto a dos americanos considera 30 instituições,
grandes e pequenas. "A mediana brasileira deve cair um pouco quando entrarem os
balanços dos bancos menores", diz Exel.
No caso brasileiro, a rentabilidade dos bancos também supera de longe a de
empresas do setor produtivo, que foi de 15% no semestre, segundo balanços de 54
empresas de capital aberto analisadas pela Economática. "Nos EUA, a
rentabilidade dos bancos também é maior, historicamente, do que a das empresas,
mas o diferencial é pequeno", observa Einar Rivero, coordenador da Economática
para a América Latina.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h40
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A FARRA DOS BANCOS
Cypriano afirma que compulsório encarece
"spread"
DA REPORTAGEM LOCAL
As recentes críticas do ministro da Fazenda, Guido Mantega, aos elevados
"spreads" cobrados pelos bancos foram rebatidas ontem por Márcio Cypriano. Além
de presidente do Bradesco, Cypriano está à frente da Febraban (Federação
Brasileira de Bancos).
"O compulsório é um dos itens que encarece os spreads bancários", reafirmou
ontem Cypriano. Em entrevista à Folha, publicada no domingo, Mantega disse que
"há espaço para a redução do spread sem que haja mudanças no compulsório" e que
"a Selic já caiu cinco pontos, e isso não foi repassado para o consumidor".
O spread é a diferença entre o custo de captação dos bancos e as taxas
cobradas dos clientes.
Cypriano disse que os bancos estão repassando a queda da Selic, mas que "a
taxa ao consumidor não depende apenas da Selic". "Não se deve olhar só para as
taxas do cheque especial."
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h38
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A FARRA DOS BANCOS
Bradesco bate recorde com lucro de R$ 3,131
bilhões
Maior na história dos bancos, lucro no primeiro semestre foi
19,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado e deve-se,
principalmente, a tarifas e crédito
Por Francine de Lorenzo
O Bradesco teve o maior lucro em um semestre da história dos bancos e o
terceiro melhor resultado entre todas as companhias de capital aberto da América
Latina. Como anunciou nesta segunda-feira (7/8), o maior banco privado do
Brasil registrou um lucro líquido de 3,132 bilhões de reais nos primeiros
seis meses do ano — valor 19,5% superior aos 2,621 bilhões de reais registrados
no mesmo período do ano passado. Segundo a consultoria Economática, o lucro do
Bradesco no primeiro semestre ficou apenas atrás do resultado de dois gigantes:
a Companhia Vale do Rio Doce e a mexicana América Mobil.
Os ganhos do Bradesco foram impulsionados pela receita gerada por tarifas
bancárias – que correspondeu a 25% do lucro do semestre – e com a concessão de
crédito, que teve participação de 23% nos lucros. A instituição elevou em 30,2%
sua carteira de crédito, incluindo avais e fianças, totalizando 102 bilhões de
reais. O maior crescimento ficou por conta dos empréstimos a pessoas físicas,
que foi de 39,9% com 10,8 bilhões de reais destinados a novos
empréstimos.
As operações mais procuradas foram as de crédito consignado, que cresceu
120,5%, chegando a 1,228 bilhão no final de junho deste ano. No crédito pessoal,
o crescimento foi de 51,3%, totalizando 10,222 bilhões emprestados e, no cartão
de crédito, de 74,3%, somando 4,157 bilhões, incluindo os recursos da American
Express Card.
Crédito em alta
"A demanda deve continuar subindo. Acreditamos que o crescimento nos próximos
seis meses deve girar em torno de 20% a 25%, com grande procura por parte de
pessoas físicas, micro, pequenas e médias empresas", afirma o presidente do
Bradesco, Márcio Cypriano. Ao todo, a carteira de crédito do banco conta com
37,560 bilhões de reais em empréstimos a pessoas físicas, 25,112 bilhões de
reais a grandes empresas e 25,971 bilhões a pequenas e médias empresas.
O crescimento da carteira, no entanto, fez com que a instituição elevasse
também sua provisão para devedores duvidosos. O valor passou de 1,197 bilhão em
2005 para 2,054 bilhões este ano, um incremento de 71,2%. Nos últimos 12 meses,
a inadimplência subiu de 3,2% para 4,2%. "Mas isso não é fator de preocupação. O
aumento deve-se a mudança na composição da carteira de crédito, que passou a
contar com maior participação de pessoas físicas, historicamente com maior
inadimplência", afirma Cypriano. De acordo com o presidente do Bradesco, o
aumento da provisão e das perdas em função da inadimplência não significa que o
banco esteja adotando uma estratégia errada. "O que importa é o crescimento da
margem líquida, que continua crescendo", diz.
A receita com tarifas também teve forte alta, 20,8%, totalizando 4,131
bilhões no primeiro semestre. De acordo com Cypriano, o resultado deve-se ao
aumento na base de clientes, que incluiu cerca de 1 milhão de novas contas nos
últimos 12 meses.
Seguros e Previdência
A Bradesco Seguros e Previdência registrou lucro líquido de 1,041 bilhão nos
primeiros seis meses do ano, 30,1% a mais que no mesmo período de 2005. A área
de seguros, que foi responsável por 33% do resultado da subsidiária do Bradesco,
teve seus resultados impulsionados pela redução dos sinistros no ramo de saúde e
pelo aumento na demanda por seguro residencial, que apresenta baixos índices de
sinistralidade. Até junho, a empresa contabilizava 17,308 milhões de clientes,
5% a mais que no mesmo mês de 2005.
Fonte: Revista Exame
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 15h24
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A FARRA DOS BANCOS
Calote em banco sobe 66% desde 2005
Aumento da inadimplência da pessoa física cresce junto com elevação de 31% do volume de crédito do sistema financeiro
Apesar de provisões para dívidas não pagas, bancos registram lucros recordes graças a "spread" elevado e maior volume emprestado
FABRICIO VIEIRA DA REPORTAGEM LOCAL
Os lucros alcançados pelos grandes bancos não param de bater recordes. A ampliação da oferta de crédito após 2004, especialmente para a pessoa física, tem sido o principal motor dos resultados crescentes. Mas esse movimento começa a cobrar seu preço, com o crescimento da inadimplência.
Dados do Banco Central mostram que o volume de crédito inadimplente, com atrasos acima de 90 dias, cresceu de R$ 15,81 bilhões em dezembro de 2004 para R$ 26,27 bilhões em maio último -um aumento de 66,2%. No período, a carteira de crédito total do sistema financeiro foi de R$ 499,60 bilhões para R$ 654,68 bilhões -expansão de 31,04%.
"Os bancos passaram a explorar um segmento de maior risco, que é o de pessoa física. Mas as instituições sabem que se por um lado há risco de inadimplência mais elevado, por outro os "spreads" são mais atrativos", avalia Erivelton Rodrigues, presidente da consultoria Austin Rating.
O "spread" é a diferença entre o custo do dinheiro na hora de o banco captar recursos e o valor que cobra quando o empresta. Um exemplo: um banco emite um CDB (Certificado de Depósito Bancário) pagando taxa de 20% anuais. Quando decide emprestar o dinheiro captado com a venda do CDB, por meio do crédito pessoal, cobra do cliente taxa de 70% ao ano. Isso é o "spread".
Considerando como percentual da carteira total do sistema, a inadimplência do setor bancário subiu de 3,1% para 4,01% entre o fim de 2004 e maio deste ano.
Em seu balanço divulgado na semana passada, o Itaú mostrou que a inadimplência no segmento pessoa física aumentou de 6,5% para 7,1% entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano. Sílvio de Carvalho, diretor do Itaú, afirmou que a inadimplência levou o banco a desacelerar um pouco a concessão de crédito na Taií, a financeira do Itaú direcionada ao público de mais baixa renda.
Os bancos têm ampliado de forma consistente suas carteiras de crédito nos últimos anos, permitindo que até as categorias que oferecem as menores garantias de pagamento se ampliassem consideravelmente.
A carteira da categoria catalogada pelo BC como de risco H -com as maiores chances de calote- deu um saldo 52,6% do fim de 2004 para maio deste ano, atingindo R$ 24 bilhões. No mesmo período, a carteira de menor risco, que vão do nível AA a C, subiu 30,5%.
Os analistas avaliam que os bancos sabiam dos maiores riscos da mudanças, mas que entenderam que a possibilidade de ganhos maiores -com os juros mais elevados cobrados desses segmentos de risco maior- compensaria. Os lucros recordes mostram que estavam certos.
"O que os bancos ganham com o "spread" cobrado da pessoa física compensa o aumento da inadimplência", avalia Jason Vieira, da UpTrend Consultoria Econômica.
O Itaú, segundo maior banco privado do país segundo o Banco Central, anunciou na semana passada crescimento de 19,5% em seu lucro semestral, que alcançou os R$ 2,958 bilhões. Hoje é a vez de o Bradesco divulgar seus resultados. Analistas esperam que o lucro do maior banco privado do país seja um pouco maior que o do Itaú e que a inadimplência, principalmente para o segmento de varejo, suba.
Roberto Luis Troster, economista-chefe da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), diz que, por enquanto, a inadimplência "não representa um problema para os bancos". "De acordo com que [os bancos] vão entrando mais para o varejo é esperado que aumente um pouco [a inadimplência]."
Junto à escalada da inadimplência, os bancos têm ampliado as provisões -recursos que servem de proteção para os créditos de liquidação duvidosa.
O BC obriga os bancos a fazerem provisões como forma de evitar que o sistema quebre caso muita gente deixe de pagar os empréstimos. Elas aumentaram de cerca de R$ 31 bilhões no começo de 2005 para R$ 45 bilhões em maio deste ano -elevação de 45%.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h23
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A FARRA DOS BANCOS
Taxas elevadas garantem os lucros recordes
DA REPORTAGEM LOCAL
Apesar de a taxa básica de juros, a Selic, estar em seu mais baixo nível (14,75% anuais) desde sua criação, em 1986, os juros pagos pela pessoa física e empresas em empréstimos ainda são extremamente altos. No crédito pessoal, a taxa média caiu de 71,17% em janeiro de 2005 para 62,16% agora, segundo o Banco Central.
Considerando essa taxa, se uma pessoa tomar emprestado R$ 5 mil, pagará em um ano, só de juros, R$ 3.108. Assim, a taxa média do crédito pessoal está quase 50 pontos percentuais acima da Selic.
Assim, mesmo com a inadimplência maior, os bancos não têm tido problemas para lucrar.
Os bancos alegam que um dos problemas para reduzir suas taxas é o alto nível de inadimplência. Assim, o volume maior de inadimplentes pode reforçar esse argumento, apesar do ministro da Fazenda, em entrevista na Folha ontem, ter dito que irá pressionar as instituições pela redução dos "spreads" . (FV)
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h21
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A FARRA DOS BANCOS
Depois da internet, banco quer atender o cliente via celular
GILSON SCHWARTZ ESPECIAL PARA A FOLHA
O dinheiro e as operações financeiras, como pagamentos e investimentos, devem funcionar cada vez mais como processos digitais e portáteis, com destaque para o celular.
A tendência foi a principal novidade debatida no 1º Congresso Brasileiro de Meios Eletrônicos de Pagamento, promovido pela Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) na semana passada em São Paulo.
Representantes das operadoras de telefonia celular e do sistema financeiro revelaram no encontro novos modelos de negócios e atendimento aos clientes do setor.
O Banco do Brasil é a instituição que mais avançou nos últimos dois anos, automatizando e digitalizando 90% das relações com o cliente.
Apenas uma em cada dez operações do banco exige a participação de funcionários. O resto já é feito pelos clientes usando caixas automáticos, internet, pontos de venda ou celulares e assistentes digitais portáteis (250 mil clientes já adotaram o banco móvel).
Torpedos Segundo Raul F. Moreira, gerente-executivo do BB, chegam a 600 mil os avisos via torpedos relacionados a transações todos os meses. Metade dos clientes já opera preferencialmente por meio de caixas eletrônicos e 30% realizam suas operações pela internet.
Entre os que já usam o celular, cerca de 20% são proprietários de aparelhos com carga pré-paga -aliás, é na recarga dos aparelhos que está um dos filões do modelo adotado pelo Banco do Brasil.
Ainda não existe um modelo de negócios definitivo. Várias possibilidades têm sido exploradas, do envio de SMS confirmando uma transação por cartão de crédito ao uso do próprio aparelho celular como uma espécie de porta-moedas digital, interagindo com novos tipos de aparelhos para leitura.
Sistemas de pagamento totalmente móveis e digitais, sem necessidade de emissão do tradicional cartão de plástico, também foram exibidos e discutidos no evento. Entre os desafios tecnológicos está o de alcançar a instantaneidade da transação por torpedos.
Dependendo da qualidade da cobertura ou da intensidade do tráfego, a mensagem pode não chegar na mesma hora ao comprador ou vendedor. As operadoras prometem investir em tecnologia para evitar quedas de rede em horas de pico e assegurar confiabilidade do sistema.
GILSON SCHWARTZ, economista e sociólogo, é professor de economia da informação na ECA-USP.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h20
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CCBB EM SÃO PAULO
Paulo Herkenhoff finca pés em SP com duas
mostras
CCBB e Instituto Tomie Ohtake inauguram, a partir desta semana,
exposições que contam com mais de cem artistas
Curador fala, em entrevista à Folha, de sua experiência no Museu
Nacional de Belas Artes e da próxima Bienal Internacional de São Paulo
FABIO CYPRIANO DA REPORTAGEM LOCAL
A primeira vez que o curador capixaba Paulo Herkenhoff pisou
em São Paulo, em 1955, aos seis anos, seus passos eram mancos, pois calçava
sapato em apenas um pé, o outro estava machucado e com curativos.
Nesta semana, Herkenhoff está com os dois pés bem firmes na cidade: um no
Centro Cultural Banco do Brasil, onde inaugura, hoje, "Manobras Radicais",
mostra organizada junto com Heloisa Buarque de Holada, e outro no Instituto
Tomie Ohtake, onde abre, depois de amanhã, "Pincelada - Pintura e Método,
Projeções da Década de 50". Nas mostras, o curador expõe mais de cem artistas,
algo da grandeza de uma bienal.
Seu trabalho à frente da 24ª Bienal de São Paulo, em 1998, aliás, é creditado
por ele mesmo como "o mais feliz" de sua carreira profissional. "Sou
extremamente grato à Fundação Bienal, tive condições ideais de trabalho". Logo
após a Bienal, ele passou a exercer curadoria no Museu de Arte Moderna de Nova
York, onde esteve por quatro anos, e depois dirigiu o Museu Nacional de Belas
Artes, no Rio, gerando certa polêmica.
"Eu poderia ficar dez anos lutando para implantar o plano de reestruturação
física do prédio, encontrei o museu à beira de um colapso, mas não posso ficar
um dia a mais quando mudam as prioridades. É inaceitável trocar a reestruturação
física por um restauro de fachada porque é ano eleitoral", diz o curador ao
justificar sua saída, em janeiro passado.
Tal experiência afastou Herkenhoff de novos projetos institucionais: "Minha
grande fantasia era trabalhar no Museu Nacional, mas, depois de minha
experiência lá, não quero mais trabalhar em instituições. O governo Lula fez
infinitamente mais do que o governo Fernando Henrique pelo museu, mas eu peço
consistência no campo da ética museológica. O José do Nascimento Júnior [diretor
do Departamento de Museus do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional] é uma pessoa intolerante, e o autoritarismo dele não se
justifica."
Elogios A experiência no Museu de Belas Artes não
tirou o otimismo de Herkenhoff. Sobre a próxima Bienal, o curador não mede
elogios: "A Lisette [Lagnado] e sua equipe estão fazendo a primeira bienal do
século 21, porque partem de um entendimento de que é preciso trabalhar em grupo,
o que até já ocorreu em outras bienais, mas não só define questões a serem
trabalhadas como, ao acabar com as representações nacionais, realizará a mais
ajustada bienal entre as intenções curatorais e a realização na arte."
O curador acha que a Bienal "Como Viver Junto" cria "uma agenda vinculada à
crise do nosso mundo, que não admite utopias, e essa bienal criará diagramas de
convivência, com perspectiva histórica firme; antes de ocorrer, já é
memorável".
Sobre o recente episódio da expulsão de Edemar Cid Ferreira do conselho da
Bienal, a partir do afastamento em protesto de Cildo Meireles, Herkenhoff torce
para que o artista se reintegre à mostra. "O Cildo é um artista de uma
consistência ética extraordinária. Conheço-o desde 1969 e acho que ele entendeu
que hoje a sua presença é estratégica no sistema da arte internacional.
Expressou uma opinião que foi um desafio à instituição e acendeu uma luz".
Finalmente, para Herkenhoff, "o presidente da Bienal, Manoel Pires da Costa,
tem uma opinião semelhante à do Cildo, creio que agora é preciso parar de
escutar fofocas e as partes perceberem que apontam para a mesma direção".
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h06
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A FARRA DOS BANCOS
Banco médio recorre mais aos FIDCs
Tatiana Bautzer
A expectativa em torno da mudança da contabilidade de cessão de crédito está
animando o mercado de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), com
mais emissões de bancos pequenos e médios. O Votorantim planeja a maior emissão
de FIDC do ano, de R$ 1 bilhão. Instituições que até agora não cediam suas
carteiras preferem ir direto ao mercado de capitais ao invés de fechar acordos
de cessão com os grandes.
"Alguns bancos que só faziam concessões diretas querem lançar fundos agora
para evitar a necessidade de injeção de capital quando mudar a regra do Banco
Central", diz o diretor da Oliveira Trust, Juarez Dias Costa. O Paraná
Banco está preparando sua primeira emissão, com "road show" para
investidores esta semana no Rio e em São Paulo.
O Banco Votorantim está esperando aprovação de um novo
fundo de R$ 1 bilhão. Em junho, o banco já havia lançado um fundo de R$ 500
milhões com liquidez diária, tendo como alvo investidores de private banking. O
novo fundo será fechado, com prazo de cinco anos e carência de dois. "Queremos
diversificar o funding da financeira, até agora só da tesouraria, para continuar
expandindo a carteira de crédito de veículos", afirma o diretor de mercado de
capitais do Votorantim, Emílio Otranto. Desta vez o público será de investidores
institucionais e outros bancos. A emissão, sem coobrigação, terá duas séries,
uma sênior, rendendo 102% do CDI, e duas séries de subordinadas, com alvo de
102,2% do CDI.
Também está em análise uma emissão do Cruzeiro do Sul, de
R$ 50 milhões.
A Oliveira Trust lançou oito fundos, no valor total de R$ 500 milhões, e está
estruturando outros quatro de R$ 250 milhões. Agora, está disputando mandato
para estruturar fundos de dois bancos médios. O diretor não revela o nome das
instituições, mas acredita que até 15 bancos que estavam fora do mercado passem
a vender FIDC.
O Bradesco é um dos principais compradores de carteiras de
crédito de bancos médios, incluindo BMC,
Panamericano, Pine,
Bonsucesso, Industrial e Cruzeiro do Sul.
O Itaú tem acordos com BMG e o
HSBC, do banco Schahin. O ABN
AMRO Real costuma comprar parcelas da carteira do
Cacique.
Espera-se que o Banco Central mude a regra contábil para concessão de crédito
com coobrigação, no qual o risco permanece com o banco que vendeu a carteira. A
ponderação do risco para cálculo do capital necessário à instituição passará de
50% para 100% na nova regra.
Para outra instituição bastante atuante na originação de FIDC, o
Mellon Brasil, as emissões de bancos pequenos e médios têm
crescido, mas já são lançadas com comprador definido e não vêm a mercado. "O
problema é que muitas dessas emissões já estão com o custo de captação fechado
com o comprador", diz Roberto Pitta, diretor do Mellon Brasil. "Se viessem a
mercado talvez pudessem conseguir taxas melhores. A taxa já chega a mercado
fechada a 110% do CDI, por exemplo, mas se outros investidores pudessem
disputá-la ela poderia cair", argumenta.
O volume de FIDC administrado pelo Mellon subiu 24% nos primeiro semestre do
ano, de R$ 2,9 bilhões para R$ 3,9 bilhões. Nos seis primeiros meses a
instituição originou R$ 850 milhões nestes fundos. Pitta espera que o volume
gerado no segundo semestre seja de R$ 1 bilhão.
Ele vê uma perspectiva melhor para emissões de empresas privadas, que estão
avaliando as operações pelo custo mais baixo e melhora dos seus índices de
endividamento no balanço, o que não ocorre com papéis tradicionais de dívida.
Segundo dados da CVM, o estoque total de emissões de FIDC é de R$ 4,4 bilhões
até julho, com R$ 2,3 bilhões em análise. Não há estatísticas sobre o total de
cessões de crédito entre os bancos, mas o volume é de bilhões mensais.
A geração de crédito mensal para pessoa jurídica superou R$ 70 bilhões ao mês
e para pessoa física, R$ 40 bilhões. O total de FIDCs ainda é inferior a 20% do
total de debêntures, de R$ 44 bilhões no ano.
Fonte: Valor Econômico
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h02
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A FARRA DOS BANCOS
Informação ajudaria a reduzir juro
Alex Ribeiro
A percepção geral é que os bancos cobram juros elevados e lucram muito no
país porque a concorrência é baixa no sistema financeiro. No entanto, um texto
para discussão divulgado pelo Banco Central (BC) conclui que, apesar das
imperfeições do sistema, o comportamento dos bancos brasileiros é muito próximo
do esperado em um ambiente de competição e que não há problemas a serem
combatidos pelos órgãos de defesa da concorrência.
Mas, a concorrência poderia aumentar se as informações a respeito da
qualidade dos clientes fossem compartilhadas de alguma forma e a baixo custo. Os
bancos já cobram juros menores dos clientes que consideram bons.
Fonte: Valor Econômico
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h37
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A FARRA DOS BANCOS
BC vê ambiente competitivo no país
Alex Ribeiro
Um texto para discussão divulgado pelo Banco Central conclui que, embora os
bancos brasileiros tenham algum poder de mercado, o seu comportamento é muito
próximo do esperado em um ambiente de competição.
O trabalho não procura negar que o mercado bancário brasileiro tem as suas
imperfeições, que levam os juros a patamares elevados - e que, portanto, deve
ser regulado pelo poder público. A conclusão, na verdade, é que não existem
problemas de competição entre os bancos que precisem ser corrigidos pela ação
dos órgãos de defesa da concorrência.
Elaborado pelos economistas Marcio Nakane, Leonardo Alencar e Fabio Kanczuk -
os dois primeiros do Departamento de Pesquisa Econômica do Banco Central e o
último da Economia da Universidade de São Paulo (USP) - o estudo é uma
continuação de uma série de trabalhos conduzidos pela autoridade monetária para
entender porque os juros e o "spread" bancário são tão elevados no Brasil.
A pesquisa parte da constatação de que, na visão da população em geral, os
bancos cobram altos "spreads" e lucram muito no país porque a concorrência é
baixa no setor. O farto material acadêmico reunido pelo Banco Central até aqui,
porem, vai contra essa tese.
Há alguns anos, as pesquisas de Nakane já haviam apontado que o grau de
concentração no mercado brasileiro é pequeno, relativamente ao verificado em
outros países e aos parâmetros usados pelas autoridades antitruste americanas. O
termômetro usado para medir o grau de concentração é o índice de Herfindahl -
quando maior ele for, mais concentrado o mercado. No caso do mercado de crédito,
o índice era de 0,0691 em junho de 2003. Pelos padrões das autoridades
antitruste americanas, índices inferiores a 0,1 indicam mercados não
concentrados.
Constatado que o nível de concentração do mercado brasileiro é confortável em
relação aos padrões internacionais, os esforços dos pesquisadores do Banco
Central se dirigiram a determinar se os bancos exercem algum poder de mercado
para fixar seus preços - incluídos não apenas os juros bancários, mas também
tarifas e a remuneração para depósitos.
Uma série de estudos do Banco Central concluiu, de um lado, que os bancos não
tinham comportamento típico dos cartéis, que combinam seus preços. Mas, de outro
lado, a pesquisa constatou que o mercado não era perfeitamente competitivo. O
fato de não ser perfeitamente competitivo não surpreende e não se constitui, a
princípio, em um problema.
Num mercado perfeitamente competitivo, todos cobram o mesmo preço, pois
aquele que cobrar um centavo a mais não encontra compradores. A literatura
econômica diz que, para que haja competição perfeita, os mercados têm que ter
algumas características básicas, como negociar produtos homogêneos (ou seja,
iguais entre si) e não haver barreiras à entrada de novos competidores.
Serviços em geral, e especialmente os bancários, não são homogêneos - as
empresas normalmente criam diferenciais que permitem cobrar preços um pouco
maiores. Às vezes a própria reputação de uma instituição permite que ela cobre
mais.
O mercado bancário é o que os economistas chamam de competição monopolística,
na qual, pelas pequenas diferenças entre os produtos, é possível cobrar tarifas
e juros diferentes.
Mas há limites para os valores cobrados a mais - se o sobrepreço é muito
elevado, certamente os clientes irão preferir procurar outras instituições. É
por isso que, na competição monopolística, o poder de mercado é limitado, e a
liberdade para um banco fixar preços é constrangida pela presença de
concorrentes.
Os estudos apontaram, portanto, que o mercado brasileiro tem as suas
imperfeições, e que o seu poder de mercado se encontra no amplo espaço que
existe entre um ambiente plenamente competitivo e os cartéis. Faltava
caracterizar com maior precisão, entretanto, o quão próximo está o mercado
bancário do ambiente plenamente competitivo.
O texto para discussão divulgado pelo BC ("Demand for bank services and
market power in Brazilian banking", ou Demanda por serviços bancários e poder de
mercado no setor bancário brasileiro) avança nessa linha de pesquisa,
demonstrando que os bancos estão muito próximos do ambiente de plena
competição.
A partir de uma ampla base estatística, que chega ao detalhe de mercados
existentes em cada município, os três economistas concluem que as
características da indústria bancária são muito próximas do que tecnicamente é
descrito como modelo de Bertrand. Nele, as decisões de produzir são tomadas a
partir do preço, e cada empresa procura definir o menor valor possível para não
perder mercado para empresas concorrentes.
Fonte: Valor Econômico
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h36
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A FARRA DOS BANCOS
Pesquisa vai mostrar custo para migrar
conta
Apesar de concluírem que não há problemas de competição a serem examinados
por órgãos de defesa da concorrência, os estudos do Banco Central estão longe de
afirmar que o mercado bancário não tem imperfeições. O principal ponto é o que
os economistas chamam de assimetria de informações.
Custa caro aos bancos obter informações sobre quais são os clientes bons
pagadores e quais não são. Essa despesa se torna um obstáculo para instituições
financeiras convencerem bons clientes dos concorrentes a trocar de banco. Um
estudo incluído no sexta avaliação do BC do projeto de redução dos juros e do
spread bancário, a ser divulgada nos próximos dias, irá trazer com detalhes
quanto custa para um cliente se transferir de um banco para o outro.
O economista do BC Marcio Nakane fez um texto ("Concorrência e spread
bancário: uma revisão da evidência para o Brasil"), já na internet, que descreve
didaticamente a questão da assimetria de informações.
Um banco que já tem um determinado cliente conhece, pelo seu tempo de
relacionamento, o quão valioso ele é - ou seja, se tem um intenso relacionamento
com a instituição e se é bom pagador. Para esses bons clientes, o banco já cobra
juros menores do que para os demais.
Se um concorrente baixar os juros para atrair os bons clientes, o banco que
detém bons clientes na sua carteira vai baixar os juros ainda mais para
retê-los. E provavelmente vai deixar os maus pagadores trocarem de instituição
financeira. No fim, o concorrente irá atrair apenas maus clientes.
É com base nessa teoria que o BC vem priorizando, no seu projeto de redução
do "spread" bancário, a adoção de medidas que procuram reduzir a assimetria de
informações - que, por sinal, não é um problema restrito ao Brasil, mas uma
característica desse setor em todo o mundo.
Uma das medidas, criada em 2001, foi a chamada portabilidade dos dados
cadastrais. Um cliente que troca de banco pode levar a sua ficha completa. O
problema, na visão do BC, é que essa não é uma prática que tenha se difundido -
sobretudo porque a maior parte dos clientes do sistema bancário não faz idéia da
existência desse mecanismo.
Outra proposta, apresentada no Congresso, mas que tramita lentamente, é um
projeto que regulamenta os cadastros positivos. Neles, constarão todas as
informações dos clientes, tanto positivas quanto negativas - o que permitirá aos
bancos distinguir os bons pagadores dos maus pagadores. Todas as tentativas de
criação de cadastros desse tipo foram barradas na Justiça, o que levou ao
diagnóstico dentro do governo de que seria necessário fortalecer a sua base
legal.
Uma forma de contornar o problema da assimetria de informações é fortalecer
as garantias. Se o empréstimo é bem garantido, o banco não precisa saber com
muito detalhe quais são os bons e os maus clientes.
Ao longo dos anos, foram criados ou fortalecidos mecanismos de garantias como
a alienação fiduciária para imóveis e a cédula de crédito bancário. Mas a medida
mais importante tomada no atual governo talvez tenha sido, ao lado da Lei de
Falências, a criação do crédito consignado em folha de pagamentos. A importância
desse mecanismo foi medida em dois estudos feitos pelo BC.
Um deles, que acaba de ser divulgado ("O efeito da consignação em folha nas
taxas de juros dos empréstimos pessoais", de Eduardo Rodrigues, Victorio Chu,
Leonardo Alencar e Tony Takeda), mede o quanto exatamente os juros nos
empréstimos consignados são menores levando em conta apenas os efeitos das
melhores garantias.
Para chegar a esse valor, os pesquisadores selecionaram um grupo de pessoas,
a partir de dados da Central de Risco de Crédito do BC, que tomaram tanto
empréstimos pessoais quanto crédito consignado. Foram selecionadas 34,8 mil
operações de crédito pessoal e 27,5 mil de crédito consignado, em dezembro de
2003, com valores a partir de R$ 5 mil.
Os pesquisadores chegaram à conclusão de que existe uma diferença de 13
pontos percentuais entre as taxas de juros das duas modalidades de crédito que
pode ser atribuída exclusivamente às melhores garantias dos empréstimos
consignados.
Uma outra pesquisa acadêmica incluída nos textos para discussão do BC
("Judicial risk and credit market performance: micro evidence from Brazilian
payroll loans", de Ana Carla Costa e João Manoel Pinho de Mello) demonstra o
efeito adverso que incertezas jurídicas sobre o empréstimo consignado tiveram
sobre as taxas de juros, volumes de crédito e risco das operações.
Em 2004, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu desfavoravelmente a um
banco que havia feito um empréstimo consignado a um funcionário público. Os
economistas observaram dados de empréstimos anteriores e posteriores a essa
decisão judicial. "Os dados sugerem que a decisão teve um impacto adverso na
percepção de risco pelos bancos, na taxa de juros e nas quantidades", conclui o
estudo. (AR)
Fonte: Valor Econômico
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h34
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A FARRA DOS BANCOS
Lucro do Bradesco cresce 13% no 2º trimestre, para R$ 1,6 bilhão
SÃO PAULO (Reuters) - O Bradesco, maior conglomerado financeiro privado do país, divulgou nesta segunda-feira um lucro de R$ 1,602 bilhão para o segundo trimestre deste ano, 13% maior que no mesmo período do ano passado.
No primeiro semestre, o lucro acumulado pelo Bradesco foi de R$ 3,132 bilhões, 19,5% superior ao obtido na primeira metade de 2005.
A carteira de crédito, incluídos avais e fianças, alcançou R$ 102 bilhões, com crescimento de 7,2% no trimestre. Sem considerar avais e fianças, a carteira encerrou o primeiro semestre com um saldo de R$ 88,6 bilhões, 5% maior que no final de março.
O crédito à pessoa física registrou uma expansão de 5,2% no trimestre e representava 42,4% da carteira no final de junho. Conforme comunicado emitido pelo banco, o crescimento se deveu à "maior demanda por crédito pessoal e financiamento de veículos, em função da melhora do nível da atividade econômica".
As provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) tiveram um acréscimo de R$ 178 milhões no trimestre e alcançaram um saldo de R$ 5,8 bilhões, R$ 1,1 bilhão de reais acima da requerida pelo Banco Central.
O acréscimo se explica, segundo o Bradesco, "pelo crescimento do índice de inadimplência geral, tanto em função da mudança do perfil da carteira, com maior participação nas operações para pessoa física, quanto à ligeira deterioração da capacidade de pagamento dos clientes, observada em todo Sistema Financeiro Nacional". (Por Marcelo Mota)
Fonte: UOL Economia
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h28
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A FARRA DOS BANCOS
Crédito fácil estrangula consumidor
A febre do financiamento e o
crescimento apenas modesto dos salários têm levado ao aumento do endividamento
do brasileiro e já compromete a sua capacidade de consumo.
Dados apresentados na semana passada pelo ministro da
Fazenda, Guido Mantega, durante seminário em São Paulo, indicam que a massa de
rendimento do trabalho (soma de valores recebidos como remuneração) aumentou 17%
nos últimos três anos, de R$ 474,2 bilhões em 2003 para R$ 555 bilhões este
ano.
Segundo especialistas, o resultado se deve quase exclusivamente à
ampliação do emprego, já que a renda real permaneceu estável ou até em
queda.
Nesse mesmo período, só o montante de empréstimos concedidos à
pessoa física por bancos e financeiras cresceu de R$ 98,5 bilhões para R$ 177,7
bilhões - um salto de quase 80%. Os valores foram atualizados pelo Índice de
Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no País, medido
pelo IBGE.
O descompasso entre o ganho de rendimentos do trabalho e a
corrida aos financiamentos já se reflete nos índices de inadimplência. De acordo
com a Serasa, a inadimplência entre os consumidores apresentou alta de 39,3% de
2004 até junho deste ano.
O levantamento reúne dados sobre calote em
todas as modalidades de crédito - cheques devolvidos, títulos protestados e
dívidas vencidas com bancos, empresas do varejo, cartões de crédito e
financeiras.
“Houve uma overdose de crédito”, diz um banqueiro. “Os
bancos e as lojas aumentaram a oferta de empréstimos voltados para o consumo e
agora estão pagando a conta com aumento da inadimplência.”
O economista
Sérgio Vale, da consultoria MB Associados, chama a atenção para o perfil de quem
mais se endividou. Houve um grande crescimento do crédito consignado,
principalmente para aposentados, que consumiram mais medicamentos e materiais de
construção. Entre os trabalhadores do setor privado, o crédito com desconto em
folha tem sido usado principalmente para comprar eletroeletrônicos mais caros,
como televisores e computadores.
“O aumento do salário mínimo responde
por quase um quarto da expansão da massa de rendimento em 2006. O resto é
aumento de mão-de-obra e não aumento real de salário”, diz Sérgio
Vale.
“Como no ano que vem não teremos um aumento real relevante do
salário mínimo nem o emprego deve crescer tanto, por causa da perda de dinamismo
das exportações, teremos um cenário de inadimplência muito maior”, acrescenta
Vale. Nas Lojas Cem, rede de varejo de eletroeletrônicos e móveis, as perdas
com o calote de consumidores praticamente dobraram nos últimos 18 meses. A taxa
passou de 3% para 5% da carteira de vendas a prazo.
“A conseqüência é que
paramos de reduzir os juros ao consumidor”, diz o supervisor-geral Valdemir
Colleone. Desde outubro, a rede mantém taxa de 4,8% ao mês nas vendas parceladas
em 20 vezes. “Se a inadimplência tivesse se mantido em 3%, essa taxa poderia ser
hoje de 2,9% a 3% ao mês”.
A situação é complicada porque o custo dos
financiamentos continua elevado, apesar da queda da taxa básica, diz o
economista Fábio Pina, da Federação do Comércio do Estado de São Paulo. Segundo
ele, já que a renda dos consumidores não sobe na mesma proporção do
endividamento, a tendência é de estrangulamento ainda maior da capacidade de
compra dos brasileiros.
O varejo tem duas alternativas, diz Carlos
Henrique de Almeida, assessor econômico da Serasa. “A mais simplista é aumentar
os juros como atitude defensiva, o que pode provocar mais inadimplência. Outra é
melhorar a qualidade do crédito, principalmente do pequeno varejo, que hoje
oferece crédito fácil para poder concorrer com os grandes”.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h10
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A FARRA DOS BANCOS
Procon orienta correntista sobre
tarifas bancárias
"Tem aquelas tarifas que
não se pode evitar. Mas havendo possibilidade, o melhor continua sendo e
economia"
Adriele Marchesini
SÃO PAULO - Com o aumento da cobrança de tarifas bancárias extremamente
superior ao da inflação, conforme noticiou o Estado nesta sexta-feira, o
consumidor precisa ficar atento para economizar o máximo possível com a
movimentação de sua conta corrente. "Tem aquelas tarifas que não se pode evitar.
Mas havendo possibilidade, o melhor continua sendo e economia", disse o
assistente técnico da Fundação Procon de São Paulo Diógenes Donizeti, que dá
algumas dicas para o correntista:
Como funciona a cobrança?
As tarifas só podem ser cobradas quando há prestação de serviços. Existem
aquelas punitivas, como a de emissão de cheques quando não há fundo em conta,
que o consumidor precisa saber que existem. Além disso, tem as tarifas de
serviço, que variam de banco para banco, conforme autorização do Banco Central.
Uma vez autorizada, a cobrança deve ser anunciada aos clientes por meio de
avisos afixados nas agências. A partir de 30 dias, ela entra em vigor. Cada
banco cobra de acordo com o que entende, explica o Procono.
Quais são os serviços gratuitos
Pela resolução 2303 do BC, o banco não pode cobrar:
* um meio de movimentação: cartão ou cheque. Se o consumidor optar por apenas
uma forma de movimentação, o serviço deve ser gratuito. Havendo a opção de
utilizar ambos, um deles pode ser cobrado - o valor varia de instituição para
instituição.
* extrato: todo correntista tem direito a receber gratuitamente um extrato de
movimentação por mês.
* sustação de cheques: só não será obrigatória a tarifa em caso de sustação
de cheques por roubos.
* manutenção de conta poupança: quando está investido mais de R$ 20 na
poupança, não há tarifas na conta poupança.
Sobre os demais serviços, o banco cobra o que quiser. Um exemplo é a emissão
de cheque por folha, que pode ser tanto de R$ 0,90 como R$ 1,5. Alguns bancos
ainda oferecem esse produtor gratuitamente.
Como funciona a cesta de tarifas?
Alguns bancos oferecem cestas de tarifas, que têm um valor fixo referente a
um determinado pacote de serviços. Ou seja, os bancos fixam um valor mensal que
dá ao correntista determinados direitos, como dez estratos mensais e talão de
cheques entregue em casa. Contudo, é preciso estar atento, já que muitas vezes a
cesta de serviços é bom para o banco, e não para o consumidor.
O correntista deve avaliar a verdadeira necessidade do produto. Dependendo da
pessoa, pode-se muito bem conferir o extrato bancário uma, duas vezes por mês em
vez de dez. Também o cliente pode ir até a agência retirar o talão, em vez de
recebê-lo em casa. E, com isso, ter o mesmo controle pagando R$ 12 mensais em
vez de R$ 30, por exemplo. O segredo é se adequar para não ter necessidade de
extratos adicionais.
Cobranças indevidas
Além disso, o consumidor deve ficar atento: os bancos muitas vezes fazem
cobranças tarifárias indevidas. Uma boa dica é conferir mensalmente o estrato,
marcando os gastos do tipo e conferindo com a movimentação. Em caso de realmente
haver esse erro, o consumidor deve entrar em contato com a agência bancária. Se
o referente não for restituído, o caso passa para as mãos do órgão de defesa do
consumidor. Vale lembrar que a restituição do valor deve ser feita em dobro. Em
caso de reincidência de cobrança indevida, o banco é encaminhado ao Departamento
de Fiscalização e pode até mesmo receber uma multa.
Negociações
Para economizar mais um pouco - e não havendo o interesse de optar por uma
cesta tarifária - o consumidor pode tentar com o banco um desconto. Muitas
vezes, com uma aplicação, uma poupança nessa instituição, o valor das tarifas
pode ser negociado.
Fonte: Agência Estado
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h06
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A FARRA DOS BANCOS
Mantega diz que vai apertar os bancos
Ministro afirma não entender por que instituições ainda não reduziram
seus juros e que compulsório não é desculpa
Titular da
Fazenda diz que governo prepara novas medidas para incentivar queda das taxas,
como a criação de "cadastro positivo"
GUILHERME
BARROS COLUNISTA DA FOLHA
O ministro da Fazenda, Guido
Mantega, não gostou das declarações feitas na semana passada por Marcio
Cypriano, presidente da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), em que
defendeu a redução do depósito compulsório como condição para os bancos baixarem
os juros ao consumidor.
"Há espaço para a queda do "spread" no setor privado sem mexer no
compulsório", disse o ministro. Para Mantega, o governo já cortou a Selic em
cinco pontos percentuais, e, até agora, essa redução não foi repassada para os
consumidores. Disse, ainda, que o governo tomou diversas iniciativas, como a
nova Lei de Falências, que também não surtiram efeito. "E os bancos exibem
enormes lucros." Mantega disse que o governo prepara novas medidas para
incentivar os bancos a baixar os juros.
Entre elas, a criação do "cadastro positivo", que prevê a criação de uma
lista de pessoas com bons antecedentes que poderiam ter acesso a empréstimos com
juros menores. Outra seria a extinção da cobrança aos bancos do FGC (Fundo
Garantidor de Créditos), que serve para ressarcir correntistas até o limite de
R$ 20 mil por CPF diante da quebra de bancos. O fundo já possui R$ 9,5 bilhões
em caixa, volume considerado suficiente para cobrir uma emergência. Mantega
também pretende forçar os bancos oficiais a baixar mais o juro para aumentar a
competição.
Fonte: Folha de S. Paulo - Leia a
entrevista do ministro clicando aqui (assinantes Folha ou UOL)
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h00
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A FARRA DOS BANCOS
Da coluna Mercado Aberto na Folha de S. Paulo:
Volume de crédito do Brasil é um dos menores do
mundo
O Brasil tem um dos menores volumes de crédito do mundo. Em levantamento
feito pela Austin Rating com 173 países, o Brasil aparece em 82º lugar, com uma
proporção de apenas 32,4% de crédito em relação ao PIB. A Austin usou dados do
FMI, Banco Mundial e bancos centrais.
Considerando que o Brasil é a 11ª economia do mundo, conforme ranking
elaborado pela Austin em abril com dados do FMI, o baixo nível da relação
crédito/PIB revela a fragilidade do crescimento econômico do país ao longo dos
últimos dez anos, de 2,2%, no período entre 1996 e 2005.
O levantamento da Austin mostra que o Brasil, em 82º lugar, está atrás de
países muito menores, como Costa Rica, Mongólia, Barbados, Bolívia e Panamá,
além dos desenvolvidos e de emergentes como China, Nova Zelândia, Austrália e
Índia, entre outros.
O volume de crédito de um país é um dos melhores termômetros para avaliar a
sua capacidade de crescimento. Na medida que cresce o crédito, também se
fortalece a economia.
O economista Alex Agostini, da Austin Rating, diz que o Brasil tem um baixo
volume de crédito porque o governo toma a maior parte de recursos dos bancos.
Também é, a seu ver, isso que explica o crescimento baixo da economia dos
últimos dez anos.
Agora, com a queda da inflação, a redução dos juros e o equilíbrio das contas
públicas, a tendência é de aumento do crédito, o que já vem acontecendo. O banco
começa a ter mais dinheiro em caixa para emprestar aos seus clientes.
A condição fundamental, no entanto, para a ampliação do crédito é a redução
do "spread" bancário, já que as taxas praticadas no país estão no topo da lista.
Um dos pontos discutidos com maior freqüência é relacionado à taxa de
compulsório sobre os depósitos à vista que as instituições financeiras têm que
recolher junto ao Banco Central. Os bancos defendem a redução do compulsório
para baixar o "spread".
Segundo Agostini, uma redução da taxa do compulsório em dez pontos
percentuais somente da parcela sem remuneração, que corresponde a 45% do total,
elevaria o volume de crédito em aproximadamente R$ 8,5 bilhões.
Esse volume, de acordo com o economista, ainda não seria suficiente para
elevar a relação crédito/PIB para algo acima de 35%, mas seria certamente um
significativo impulso para a redução dos juros cobrados aos consumidores.
Pelas contas de Agostini, entre setembro de 2005 e junho deste ano, enquanto
a taxa Selic foi reduzida em 4,5 pontos percentuais, a taxa média do "spread"
bancário para as operações realizadas para as pessoas físicas foi reduzida em
apenas 2,3 pontos percentuais.
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h58
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