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BBlog: o BB, seus funcionários e Entidades (Blog do Romildo)


CHAPA-BRANCA

Apoio declarado

Sindicato é multado e não pode distribuir jornal

O Sindicato Unificado dos Químicos e Plásticos continua proibido de distribuir a edição 264 do jornal Sindiluta Unificada e terá de pagar multa no valor de 20 mil Ufirs. O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral rejeitou o recurso da entidade contra decisão do ministro Marcelo Ribeiro.

A coligação Por um Brasil Decente (PSDB-PFL) ajuizou Representação contra o sindicato. Na ação, alegou que o referido jornal trazia entrevista do ator Paulo Betti com apoio declarado à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O jornal do sindicato, com data de 20 de junho, também trazia matéria intitulada “Para impedir o retrocesso e avançar nas mudanças: reeleger Lula presidente”.

Na decisão final, o ministro Carlos Alberto Menezes Direito ressaltou que a publicação "malfere a legislação eleitoral indicada na inicial configurando propaganda eleitoral extemporânea". Ele arbitrou a pena mínima, prevista no parágrafo 3º, do artigo 36, da Lei 9.504/97 (Lei Eleitoral).

Representação 952

Leia a íntegra da decisão

"Representação. Propaganda eleitoral indevida feita por órgão sindical.

1. A experiência demonstra que no processo eleitoral a penetração dos órgãos sindicais é imensa, exatamente porque atingem aqueles que são interessados, e que, por isso, têm grande capacidade de articulação corporativa, com inegável força de mobilização.

2. A publicação objeto da Representação estampa matéria de conteúdo nitidamente eleitoral, com a fotografia de um dos candidatos e o claro apoio à reeleição. E, não bastasse isso, conclamando o voto para impedir que haja retrocesso nas mudanças. Há, portanto, configuração evidente para autorizar a aplicação da penalidade do art. 36, § 3º, da Lei nº 9.504/97.

3. A regra do art. 24, VI, da Lei nº 9.504/97 dispõe que os sindicatos não podem contribuir direta ou indiretamente para a campanha de um candidato ou de um partido. É uma proteção à pureza do supremo valor social dos sindicatos. O fato de a regra jurídica vedar aos candidatos receberem não significa que não haja violação com relação ao sindicato que assim faça. Seria uma interpretação insólita acolher a inépcia pelo motivo apontado no agravo.

4. Não tem a repercussão desejada o fato de a publicação veicular pesquisa já do conhecimento público. O que conta para o caso é a circunstância de estar sendo divulgada notícia nitidamente favorável a um dos candidatos, qual seja, a de que há manifestação de maioria do eleitorado em favor da reeleição. Ora, esse fato tem repercussão, porque induz votação favorável com nítido caráter de propaganda eleitoral indevida.

5. Agravo desprovido."

Fonte: Revista Consultor Jurídico



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 20h52
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Governo edita MP que estabelece nexo epidemiológico
 
Para secretário de Saúde do Sindicato, INSS dispõe de estudos suficientes para que os bancários possam se beneficiar imediatamente da MP
 
São Paulo - O presidente Lula assinou nesta sexta-feira, dia 11, a Medida Provisória nº 316, que estabelece o Nexo Técnico Epidemiológico para a identificação de acidentes e doenças ocasionadas pela atividade profissional. Essa era uma reivindicação antiga do Sindicato, uma vez que doenças como as LER/Dort e os distúrbios mentais tem características claras de epidemia na categoria bancária.

O Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário é uma metodologia que consiste em identificar quais doenças e acidentes estão relacionados com a prática de uma determinada atividade profissional. Com a sua adoção,a empresa deverá provar que as doenças não foram causados pela atividade desenvolvida pelo trabalhador, ou seja, o ônus da prova passa a ser do empregador, e não mais do empregado. Antes da assinatura da MP, ao sofrer um acidente ou contrair uma doença, o trabalhador era o responsável por comprovar que os danos haviam sido causados pela atividade que desempenhava.

A partir de agora, quando o trabalhador contrair uma enfermidade diretamente relacionada à atividade profissional fica caracterizado o acidente de trabalho. Quando a responsabilidade da empresa não é caracterizada, o depósito do FGTS fica suspenso durante o período de afastamento e a empresa fica desobrigada a conceder estabilidade por 12 meses ao acidentado após sua recuperação, como determina a legislação.

“Essa é uma conquista a ser comemorada. Mas esperamos que seus efeitos sejam sentidos de imediato nas agências do INSS, pois o instituto dispõe de uma grande quantidade de estudos comprovando que certas doenças ocupacionais são recorrentes entre os bancários” afirma o secretário de Saúde do Sindicato Walcir Previtale Bruno. (Danilo Pretti Di Giorgi e Alessandra Pires (PREVNotícias))
 
Fonte: Sindicato dos Bancários SP


Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h33
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MÁ GESTÃO

BB diz que é precipitado dizer que diretores do banco cometeram irregularidades

BRASÍLIA - Em nota divulgada nesta sexta-feira, o Banco do Brasil afirma que é incorreto dizer que seus dirigentes tenham cometido irregularidades que provocaram prejuízos ao banco com base em acórdão divulgado ontem pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo o BB, também é precipitado dizer que o TCU condenou 16 antigos e atuais diretores do banco e da BB DTVM (corretora da instituição) a devolverem cerca de R$ 430 milhões aos cofres públicos devido a prejuízos por má gestão de fundos de investimentos na época da desvalorização cambial, em 1999. Entre os citados pelo TCU estão os atuais presidente do BB, Rossano Maranhão - que na época era diretor da instituição -, e o vice-presidente de Agronegócios, Ricardo Conceição.

"É incorreto, precipitado e leviano classificar, com base em acórdão divulgado ontem (10/08) pelo Tribunal de Contas da União-TCU, como 'fraude' ou 'irregularidade' decisão do Banco do Brasil tomada em março de 2000 para reparar prejuízos a expressivo número de cotistas, por erro cometido pela empresa. Estão, portanto, totalmente equivocadas as matérias publicadas na imprensa de que houve 'culpa' ou 'condenação' do BB e de seus dirigentes", diz a nota.

Segundo o BB, o TCU apenas instaurou Tomada de Contas Especial para apurar atos dos dirigentes do banco, numa fase inicial de processo, para que as pessoas citadas apresentem suas defesas e esclareçam os fatos. O BB diz ainda que a eventual responsabilização de qualquer um dos diretores citados no acórdão dependerá de nova decisão do Tribunal, com trânsito em julgado.

"Até agora o BB e a BB DTVM apenas apresentaram os documentos requisitados pelo TCU. Em nenhum momento os administradores tiveram a oportunidade de oferecer resposta aos questionamentos", diz a nota.

O BB afirma ainda que, apesar dos esclarecimentos prestados pela área jurídica do banco, as notícias confundem a decisão do TCU, de instaurar um processo, como se já houvesse condenação. De acordo com o BB, "a decisão de ressarcir os cotistas, à época, foi madura, consciente e rigorosamente dentro dos princípios da ética e da legalidade".

De acordo com a nota, como único acionista da BB DTVM, o Banco do Brasil tem responsabilidade na administração de recursos de terceiros. O BB destaca que o fato de os fundos de investimento pertencerem à esfera privada não exime qualquer banco de responder perante os seus cotistas por eventual prejuízo decorrente de erro operacional.

Em 1999, quando houve a maxidesvalorização do real, o fundo de renda fixa BB Top, administrado pela BB DTVM, estava excessivamente vendido em papéis cambiais (ou seja, apostava agressivamente numa queda do dólar), ferindo sua própria legislação, que restringia as posições na moeda americana a até 15%. Isso provocou fortes perdas para os cotistas. Na época, para tentar minimizar as perdas, segundo o TCU, o BB decidiu retirar parte dos ganhos de outros nove fundos que tiveram bom resultados, além de usar recursos do próprio banco.

Nessa operação, ainda segundo o TCU, as perdas somaram quase R$ 63,4 milhões, em valores da época. Em 2000, a diretoria do BB decidiu calcular os prejuízos causados aos outros fundos e bancar, mais uma vez com recursos próprios, R$ 80,4 milhões, também em valores da época.

Fonte: O Globo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 19h41
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DEVOLVENDO A CONTA AO BB

Dirigentes da Cassi entregam contraproposta para Comissão de Empresa

Dirigentes da Cassi entregaram nesta sexta-feira (11/08) para a coordenação da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil um projeto de contraproposta para a Caixa de Assistência, de forma a subsidiar a proposta da Comissão. Representaram a Cassi, a presidente do Conselho Deliberativo, Graça Machado, a vice-presidente Denise Lopes Vianna, o diretor de Produtos, José Antônio Diniz, o diretor de Saúde, Douglas Scortegagna e os conselheiros deliberativos Roosevelt Rui dos Santos (titular) e Geraldo Pedroso Magnanelli (suplente). 

Para a rodada de negociações com o Banco do Brasil, marcada para o próximo dia 17, os bancários do BB vão priorizar as propostas relativas à Cassi, com o objetivo de solucionar os problemas financeiros e estruturais da entidade.

O encontro entre a Contraf-CUT e o Banco do Brasil será o primeiro após a realização da Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, que definiu a pauta de reivindicações para esta Campanha Nacional.

No dia 16 de agosto, um dia antes da negociação com o BB, os membros da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco vão se reunir para acertar os últimos detalhes para a rodada de negociações. O encontro está marcado para 10h, na sede da Contraf-CUT em Brasília.
 
Negociação com a Fenaban
Nesta quinta-feira (10/08), a Contraf-CUT entregou a pauta de reivindicações da Campanha Nacional 2006 para a Fenaban. No encontro, o Comando Nacional deixou claro que são necessárias alterações na dinâmica das negociações. Primeiro, que sejam representados não apenas os cerca de 400 mil bancários, mas sim o 1 milhão de trabalhadores do sistema financeiro nacional. O segundo ponto é escolher prioridades para discussões mais aprofundadas, renovar as cláusulas que forem consensuais e que já existiam na Convenção Coletiva passada e valorizar mesas temáticas de saúde, igualdade de oportunidades e terceirização. Outro ponto importante foi a presença do Banco do Brasil e da Caixa Federal na mesa de negociação com a Fenaban.

“Sabemos que serão negociações duras, como sempre são nossas campanhas, mas sabemos também que os bancos, pelos lucros que vêem obtendo, têm condições de atender às nossas reivindicações”, afirma Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT.

A Fenaban pediu que fosse dado um tempo maior para analisar as reivindicações apresentadas nesta quinta-feira (10/08), marcando a próxima negociação para o dia 21 de agosto. Na mesma data acontece reunião do Comando Nacional.

Calendário
Como parte da mobilização dos trabalhadores do Ramo Financeiro, estão programadas atividades para os próximos dias 18 e 28 de agosto. No dia 17 haverá a entrega de minuta complementar no Banco do Brasil e na Caixa Federal.

Fonte: Agência Anabb



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 18h46
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MÁ GESTÃO

Tribunal culpa Banco do Brasil por fraude

Depois de seis anos de investigação, TCU confirma irregularidades do BB na administração de fundos de investimentos em 1999. Prejuízo foi de R$ 430 milhões e os envolvidos serão notificados

Vicente Nunes
Da equipe do Correio

Foram necessários seis anos de investigação. Mas o Tribunal de Contas da União (TCU) conseguiu fechar um dos mais rumorosos processos envolvendo o Banco do Brasil: o que trata de suspeitas de fraudes na administração de fundos de investimentos, cujos prejuízos foram cobertos pelo BB. A valores de hoje, as perdas da instituição chegaram a R$ 430 milhões e foram provocadas por operações suspeitas com títulos públicos cambiais, durante o processo de desvalorização do real, no início de 1999. Todas as transações foram realizadas por meio da BB DTVM, subsidiária do banco que administra atualmente patrimônio próximo de R$ 150 bilhões.

As evidências de irregularidades são tão fortes, informou o TCU por meio de acórdão publicado ontem, que seus ministros decidiram notificar 16 pessoas envolvidas diretamente com as operações para que cubram os prejuízos do BB. A lista inclui Paolo Zaghen, então presidente do banco na época das perdas, e Rossano Maranhão, atual presidente da instituição. Outro ex-presidente, Cássio Casseb, foi multado em R$ 5 mil por obstruir os trabalhos do tribunal. As suspeitas de fraudes começaram a ser investigadas em março de 2000, com base em matéria publicada pelo Correio Braziliense.

Maquiagem

As operações suspeitas foram comandadas pelo então diretor de Finanças do BB, Carlos Gilberto Caetano, e por Evandro Lopes, então superintendente da BB DTVM. Eles decidiram apostar quase todo o patrimônio de um fundo de renda fixa administrado pela DTVM na queda do dólar, descumprindo as determinações do Banco Central, que limitava em 15% a aplicação do dinheiro desse fundo em tais transações. Com a desvalorização do dólar, o patrimônio do fundo diminuiu rapidamente - quase virou pó, como se diz no mercado -, resultando em perdas para os investidores que ali haviam depositado todas as suas economias.

Para mascarar as perdas, os administradores do banco e da BB DTVM criaram uma série de movimentações fictícias de compra e venda de títulos que estavam em poder de outros nove fundos e, no final, transferiram os prejuízos para o BB. Na época, sem assumir as irregularidades, o BB informou que tinha arcado com as perdas para evitar que mais de 300 mil cotistas dos fundos administrados pela DTVM fossem prejudicados. Mas não convenceu. Além do TCU, o Banco Central, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Ministério Público do Rio de Janeiro abriram processos para investigar as operações. No caso da CVM, o inquérito 12/2003 foi arquivado, porque o BB assinou um termo de compromisso, assumindo todos os erros e se comprometendo a corrigi-los.

Erro de gestão

No acórdão publicado ontem, o Tribunal de Contas ressaltou que o BB se negou a entregar uma série de documentos que poderiam comprovar as irregularidades - entre eles, as atas das reuniões de diretoria do banco que trataram do assunto. As dificuldades foram criadas, principalmente, por Paolo Zaghen, que, por isso, terá de pagar multa de R$ 4 mil. Já sob o comando do governo Lula, o BB também pouco fez para que o TCU avançasse nas investigações. Daí, a punição para Cássio Casseb, hoje presidente do Grupo Pão de Açúcar.

Segundo o advogado Antonio Pedro Machado, que representa o BB no processo movido pelo TCU, durante os seis anos de investigação, o banco pouco foi acionado pelo tribunal. Portanto, não havia como a instituição atrapalhar o processo. Ele afirmou ainda que a morosidade nos trabalhos deve ser atribuída ao TCU. E garantiu que, tão logo receba o acórdão, prestará todas as explicações. Machado adiantou, porém, que não houve fraudes nas operações que resultaram nos R$ 430 milhões de prejuízos ao BB. "O que ocorreu foi um equívoco, um erro, na gestão dos fundos. Isso faz parte do mercado. O banco não tinha como prever que haveria uma desvalorização do real naquele momento", afirmou Machado.

Consultor jurídico do Mercado de Capitais do BB, Acélio Jacob Roehrs acrescentou que, caso o BB não arcasse com as perdas dos fundos, beneficiando os cotistas dos fundos, a imagem do banco seria arranhada, o que poderia estimular a fuga de investidores da instituição, beneficiando a concorrência. "Com certeza, se isso acontecesse, os prejuízos seriam bem maiores", assinalou Roehrs. É nesse ponto, por sinal, que mais se detém o TCU. "Não há por que um banco público cobrir perdas privadas", ressaltou o Tribunal.

Mais custos

Não bastassem as perdas que já absorveu, o BB poderá arcar com os custos das defesas de todos os citados pelo TCU. "Isso ainda não está definido. Vamos analisar, caso a caso, e decidir o que será feito. Mas alguns custos teremos", admitiu Machado. Ele não revelou se o BB puniu de alguma forma os responsáveis pelas operações suspeitas de irregularidades.

Por lei, os acusados pelo TCU terão aproximadamente 15 dias para apresentar suas defesas. Depois de analisá-las, o tribunal poderá ratificar ou não a exigência de cobertura das perdas do BB. No caso de manutenção das penas e de não ressarcimento, o TCU poderá determinar o seqüestro de bens dos acusados e impedir que eles exerçam qualquer função no serviço público. A legislação também permite que todos os punidos recorram à Justiça contra a decisão do TCU.

OS CITADOS PELO TCU

Dezessete pessoas, entre funcionários e ex-empregados do BB, terão de ressarcir a instituição por prejuízos de mais de R$ 400 milhões.

 Antônio Luiz Rios da Silva
 Ari Sarmento do Valle Barbosa
 Arnaldo José Vollet
 Carlos Gilberto Gonçalves Caetano
 Carlos José da Costa André
 Cássio Casseb Lima
 Edson Atsumi Tanigaki
 Evandro Lopes de Oliveira
 Leandro Martins Alves
 Luiz Fernando Gusmão Wellisch
 Marcelo Gomes Teixeira
 Paolo Enrico Maria Zaghen
 Ricardo Alves da Conceição
 Rossano Maranhão Pinto
 Sérgio Mamede Rosa do Nascimento
 Vicente de Paulo Diniz
 William Bezerra Cavalcanti Filho

Fonte: Agência Anabb/Correio Braziliense



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h28
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MÁ GESTÃO

TCU condena 16 atuais e ex-diretores do BB a devolverem R$ 430 milhões

Patrícia Duarte

BRASÍLIA. O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou 16 antigos e atuais diretores do Banco do Brasil (BB) e da BB DTVM (corretora da instituição) a devolverem cerca de R$ 430 milhões, valor corrigido pela inflação, aos cofres públicos devido a prejuízos por má gestão de fundos de investimentos na época da desvalorização cambial, em 1999. A decisão, tomada em plenário, foi divulgada ontem. Entre os citados estão os atuais presidente do BB, Rossano Maranhão — que na época era diretor da instituição —, e o vice-presidente de Agronegócios, Ricardo Conceição.

Em 1999, quando houve a maxidesvalorização do real, o fundo de renda fixa BB Top, administrado pela BB DTVM, estava excessivamente vendido em papéis cambiais (ou seja, apostava agressivamente numa queda do dólar), ferindo sua própria legislação, que restringia as posições na moeda americana a até 15%. Isso provocou fortes perdas para os cotistas.

Na época, para tentar minimizar as perdas, segundo o relatório do TCU, o BB decidiu retirar parte dos ganhos de outros nove fundos que tiveram bom resultados, além de usar recursos do próprio banco.

Tribunal dá prazo de 15 dias para acusados se defenderem

Nessa operação, ainda segundo o TCU, as perdas somaram quase R$ 63,4 milhões, em valores da época. Em 2000, a diretoria do BB decidiu calcular os prejuízos causados aos outros fundos e bancar, mais uma vez com recursos próprios, R$ 80,4 milhões, também em valores da época.

O TCU concluiu que houve crime contra o erário público nas duas operações e deu prazo de 15 dias para os citados na ação se defenderem, contados a partir da data de comunicação. Somente depois dessa fase é que o TCU confirmará em caráter terminal sua decisão inicial, votada e aprovada em plenário. Depois disso, caso o BB queira, ainda caberá recurso dentro do próprio TCU e na Justiça.

O consultor jurídico do BB Antônio Pedro Machado explicou que o banco fará sua primeira defesa no prazo concedido de 15 dias. Ele argumentou que o BB acabou injetando dinheiro para cobrir os prejuízos da sua corretora para preservar a imagem das empresas no mercado.

O banco estatal reconhece que houve equívoco na administração do fundo BB Top, mas sustenta que era melhor ressarcir os clientes com o próprio dinheiro do que perdê-los. Os fundos de investimentos, pela legislação, são de natureza privada e distinta de qualquer banco ou corretora.

— Quando o banco está num mercado de competição, é óbvio que tem de ressarcir as pessoas. Quem se submete ao mercado também se submete a perder — afirmou Machado.

O TCU condenou ainda os ex-presidentes do BB Cássio Casseb e Paolo Zaghen a pagarem multa de R$ 5 mil e R$ 4 mil, respectivamente, por atrapalhar as investigações. Zaghen também foi citado no relatório porque estava na presidência quando pelo menos uma das operações foi feita. O BB vai recorrer das multas alegando que ambos pediram, e receberam, prazo maior para apresentar a documentação pedida pelo TCU.

Os citados pelo tribunal

Antonio Luiz Rios da Silva

Ari Sarmento do Valle Barbosa

Arnaldo José Vollet

Carlos Gilberto Gonçalves Caetano

Carlos José da Costa André

Edson Atsumi Tanigaki

Evandro Lopes de Oliveira

Leandro Martins Alves

Luiz Fernando Gusmão Wellisch

Marcelo Gomes Teixeira

Paolo Enrico Maria Zaghen

Ricardo Alves da Conceição

Rossano Maranhão Pinto

Sérgio Mamede Rosa do Nascimento

Vicente de Paulo Diniz

William Bezerra Cavalcanti Filho

Fonte: O Globo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h36
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APOSENTADOS

Reajuste a aposentados terá nova fórmula

Governo deve adotar aumento desmembrado em decreto, com 3,21% do INPC, e em nova MP, com ganho real de 1,74%

Medida provisória que prevê aumento de 5% perde validade hoje; reedição de MP no mesmo ano é vetada pela Constituição Federal

GUSTAVO PATU
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O governo terá de recorrer a um expediente juridicamente questionável para manter o reajuste de 5% dos benefícios previdenciários superiores ao salário mínimo e evitar o desgaste de contrariar os aposentados em ano eleitoral.

A medida provisória 291, que fixava o percentual, já não vigora a partir de hoje, por ter completado 120 dias sem ter sido aprovada pelo Congresso. Embora a queda da MP já estivesse prevista desde o mês passado, até ontem não havia sido encontrada uma alternativa segura, do ponto de vista legal, para preservar o reajuste, em vigor desde 1º de abril.

Pela lei, os aposentados só têm direito automático à correção dos benefícios pela inflação -aumentos reais dependem de lei aprovada pelo Congresso.

Após reunião com representantes das centrais sindicais e de aposentados, o ministro interino da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, disse que caberá à Casa Civil escolher, entre duas opções, qual método será usado para viabilizar os 5%.

"Existem questionamentos jurídicos", admitiu Gabas ao explicar o atraso na definição. Ambas as hipóteses estudadas pelo governo significam, na prática, a reedição da MP vencida, o que é proibido pela Constituição.

A primeira é desmembrar o reajuste em dois instrumentos legais: um decreto presidencial corrigiria os benefícios em 3,21%, equivalentes ao INPC acumulado desde o reajuste anterior, enquanto uma nova MP daria o aumento real de 1,74%.

Com a combinação dos dois percentuais, os aposentados receberiam aumento ligeiramente superior, de exatos 5,0059% -o que, em tese, também ajuda a disfarçar a reedição da MP.

Ainda mais heterodoxa, a outra possibilidade é simplesmente enviar ao Congresso outra MP, com alteração minúscula do índice de reajuste.
"É vedada a reedição, na mesma sessão legislativa [no mesmo ano], de medida provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo", diz a Constituição (artigo 62, parágrafo 10).

Ato político
Sem decisão tomada, o ministério fez da reunião com sindicalistas uma espécie de ato político, para demonstrar o apoio de entidades aos 5% e criticar a oposição, que, no Congresso, insiste no percentual de 16,67%, já aplicado sobre o salário mínimo.

"A mesma oposição que quer 16,67% diz que é preciso uma reforma da Previdência. Essa é a contradição que tem de ser explorada", disse Gabas, numa quase recomendação aos jornalistas.

Em junho, na votação da MP que reajustou o mínimo de R$ 300 para R$ 350, a Câmara aprovou, por 274 votos a favor e 5 contra, a extensão do reajuste a todos os aposentados do INSS. Os oposicionistas, então, passaram a tentar restabelecer o índice na MP. Para não sofrerem o desgaste de votar contra a proposta, os aliados do Planalto obstruíram as votações.

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h44
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A FARRA DOS BANCOS

Do blog do jornalista Luis Nassif:

A taxa de risco e a SELIC

Eis um resumo da capa da próxima edição do Guia Financeiro, da Agência Dinheiro Vivo (www.dinheirovivo.com.br)

A redução do risco Brasil para perto dos 200 pontos é mais um fator de pressão para a queda dos juros internos.  E entrada de capital financeiro no Brasil é regulada pela chamada taxa de arbitragem – que consiste na taxa básica dos títulos americanos, mais o risco Brasil (cada 100 pontos equivale a um ponto a mais na taxa) mais um pouco por conta do risco de volatilidade do câmbio.

Quando a taxa Selic está muito acima dessa taxa de equilíbrio, há uma inundação de dólares no país, apreciando o Real, dificultando mais ainda a vida dos exportadores e dos setores que concorrem com produtos importados, obrigando o Banco Central a comprar dólares para segurar a queda, pressionando a dívida fiscal.

Segundo avaliações do grupo “Tornos e Planillhas” – grupos de economistas que se reúne mensalmente na Agência Dinheiro Vivo --, a taxa Selic de equilíbrio, hoje, poderia ficar por volta de 8% a 10%. Com 8%, o dólar poderia voltar a R$ 2,40, refrescando um pouco as pressões sobre as exportações.

Com o BC tornando-se cauteloso, enquanto os investidores externos mostram-se entusiasmados com as perspectivas de ganhos no Brasil, a tendência será mais apreciação do câmbio.


Escrito por Romildo, em Curitiba, às 19h01
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A FARRA DOS BANCOS

Do blog do jornalista Luis Nassif:

Ataque aos spreads bancários

Nos próximos dias, o governo deverá anunciar uma ampla ofensiva visando induzir o sistema bancário a reduzir os "spreads" (diferença entre custo de captação e aplicação). A recente reunião entre Lula e os presidentes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal foi apenas o início da história.

Lula já está de posse de estudos técnicos que o convenceram a agir mais duramente na matéria.



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 18h57
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TRABALHO ESCRAVO

Gerente do BB mantinha trabalhadores em regime de escravidão em sua fazenda

O grupo móvel de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) libertou, nesta quarta-feira (9), 249 trabalhadores que estavam submetidos a condições análogas à escravidão na fazenda Agropecuária Pôr-do-Sol, no município de Campos de Júlio, no Oeste do Mato Grosso, próximo à fronteira com a Bolívia. A fazenda, que cultiva cana-de-açúcar, pertence à Lenny Olívia Artmann, gerente de uma agência do Banco do Brasil em Cuiabá, e é administrada por seu marido, Neri Guilherme Artmann. A produção era vendida à usina Usimat, perto da propriedade. 

Para ressarcir as dívidas trabalhistas, eles deverão desembolsar cerca de R$ 530 mil. O Ministério Público do Trabalho (MPT), que enviou um procurador à fiscalização, acionará a Justiça com uma ação civil pública, pedindo indenizações por danos morais coletivos. 

Apesar do nome de Lenny constar do contrato social da empresa, investigações iniciais do MTE indicam que podem haver outros proprietários.

Como um presídio 

De acordo com o relato do coordenador da ação de fiscalização, o auditor do trabalho Humberto Célio Pereira, a jornada dos libertados começava às três da manhã, quando se dirigiam à roça para cuidar da cana. Sob o sol, sem lugar para se abrigar, recebiam refeições estragadas, bebiam água quente e não tinham local para fazer as necessidades. Como supostamente ganhavam por produção, se esforçavam para cortar o máximo de cana possível. 

Quando chegava o momento de descansar, às cinco da tarde, voltavam para o alojamento, onde dividiam o quarto - de seis metros quadrados - com até 11 colegas, mais alguns instrumentos de trabalho, ratos e moscas. O telhado, de amianto, transformava o cômodo em uma estufa, em uma região que chegou a registrar 36ºC na última semana. 

Nas instalações, os 249 trabalhadores dividiam um único banheiro. Quando se dava a descarga, o esgoto corria a céu aberto, em frente ao local em que dormiam. Também não era possível que todos tomassem banho, e eram obrigados a se lavar sob a torneira. 

Por causa das péssimas condições, o grupo móvel encontrou trabalhadores doentes, com cortes e infecções intestinais. "O alojamento lembra um presídio. É uma verdadeira pocilga", relata Humberto. 

Se houvesse a necessidade de comprar qualquer produto, a fazenda tinha uma cantina. Lá era possível adquirir facões, limas, botinas, pilhas, cigarro, remédios e até mesmo bebidas alcoólicas. Caso alguém tivesse algum problema grave e precisasse ir à cidade - de menos de cinco mil habitantes, que fica a 80 km da fazenda por uma estrada de terra - cobrava-se R$ 35,00 pelo transporte. As dívidas eram registradas em um caderno, que ficava com os "gatos" (contratadores de mão-de-obra a serviço dos fazendeiros). 

No final do mês, quando deveriam receber o salário, a dívida era descontada. Uns recebiam pouco, outros nada, e alguns ficavam devendo. Segundo Humberto, havia dívidas que chegavam a R$ 3 mil. As contas do pagamento por produção eram fraudadas: quanto mais se cortasse cana, menos valia o metro cortado.

De volta para casa 

Quando os trabalhadores foram contratados, em seus estados de origem (Alagoas, Maranhão, Piauí, Pernambuco e Paraíba) os "gatos" lhes prometeram que ganhariam cerca de R$ 1500,00 por mês. Depois de viajar cerca de três mil quilômetros, tiveram que trabalhar por oito meses em situações degradantes, sem poder sair da fazenda. 

A libertação só aconteceu porque três trabalhadores conseguiram fugir. A pé, tiveram que percorrer mais de 100 km, quando conseguiram pegar carona com policiais federais até Cuiabá, onde fizeram uma denúncia. 

Agora, além pagar as dívidas trabalhistas, os empregadores também terão que garantir a volta dos trabalhadores para casa. O pagamento começou a ser feito nesta quinta-feira (10) e o grupo móvel continuará presente na propriedade até que todos os trabalhadores recebam e voltem para casa. Eles também terão direito a três parcelas do seguro-desemprego. (*Fonte: Agência Carta Maior/ Iberê Thenório - ONG Repórter Brasil)

Fonte: Bancnet



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 18h01
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A FARRA DOS BANCOS

Lucro do Unibanco cresce 25% no semestre e soma R$ 1,068 bilhão

O Unibanco encerrou o primeiro semestre deste ano com lucro líquido de R$ 1,068 bilhão, resultado 25,1% superior ao de igual período de 2005 (R$ 854 milhões).

De abril a junho, o banco lucrou R$ 548 milhões, um aumento de 5,4% sobre os primeiros três meses do ano (R$ 520 milhões) e avanço de 21% em relação ao segundo trimestre de 2005 (R$ 453 milhões).

Os cortes na taxa básica de juros, no geral, não prejudicaram os ganhos dos bancos. A taxa Selic caiu 5 pontos percentuais desde setembro do ano passado e está em 14,75% ao ano. Apesar dos recuos, o patamar da Selic ainda é alto na comparação com outros países. Os juros dos EUA, por exemplo, estão em 5,25% ao ano.

Segundo analistas, com os cortes dos juros, os bancos têm apostado no aumento do crédito para elevar a rentabilidade.

O Bradesco, que também divulgou balanço nesta semana, fechou o semestre com lucro R$ 3,132 bilhões, uma expansão de 19,5% sobre os primeiros seis meses do ano passado.

O Itaú divulgou na semana passada lucro de R$ 2,958 bilhões, também crescimento de 19,5%. O lucro do Santander Banespa caiu 53% e ficou em R$ 473 milhões no semestre.

O Banco do Brasil anuncia os resultados do semestre na próxima segunda-feira.

Retorno

O balanço do Unibanco divulgado hoje mostra que o retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio atingiu 24,7%.

A carteira de crédito mostrou uma evolução de 5,7% em relação a março de 2006, acima do crescimento do sistema financeiro nacional de 5,2% apontado pelo Banco Central. Desde junho de 2005, o crescimento foi de 19,3%.

Nas operações de crédito para pessoas físicas, o destaque foi a evolução de 42,9% da carteira de cartões de crédito ao longo dos últimos 12 meses.

Os ativos totais consolidados do Unibanco atingiram R$ 98,217 bilhões, com aumento de 18,5% quando comparados a 30 de junho de 2005.

A carteira de crédito do varejo atingiu R$ 23,438 bilhões, o que representa um crescimento de 18,5% ao longo dos últimos 12 meses.

O patrimônio líquido atingiu R$ 9,816 bilhões em 30 junho, com crescimento de 13,3% em relação a junho de 2005.

Fonte: Folha Online



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h33
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TEATRO NO CCBB

Erico Verissimo usado de forma imperdoável

Barbara Heliodora

O espetáculo “Incidente em Antares”, no Teatro II do CCBB, ilustra bem os perigos que cercam a palavra “adaptação”: a obra de Erico Verissimo, uma imaginativa crítica ao mau governo que tem a forma do protesto de seis insepultos, é feita para a leitura, e a apresentação caricata dos seis mortos já é em si uma deformação da intenção do autor. Pior, no entanto: a “adaptação”, com “dramaturgia” de Maurício Arruda Mendonça, reduz o romance a uma desculpa para repetir em cena, de forma óbvia e destituída de qualquer qualidade que as transforme em obra dramática, todas as mais lamentáveis notícias sobre corrupção que vêm dominando a imprensa no último ano. O máximo de originalidade alcançado por Mendonça é chamar os mensaleiros de mesadeiros, pois, afora isso, tudo o que é dito é transcrição direta dos jornais.

A encenação de “Incidente em Antares” parece acreditar que algum efeito dramático pode ser alcançado por meio de muito barulho, que domina o espetáculo. A cenografia é simples e pouco imaginativa, os figurinos são péssimos, a luz, apenas rotineira. Mas tudo se torna irrelevante diante do texto, que é bastante desrespeitoso para com Erico Verissimo, e de caótica direção de Adriano Garib. A função crítica dos seis mortos que reclamam seu direito de serem enterrados fica muito prejudicada pelos exageros grotescos de seus movimentos (que vez por outra são esquecidos) que, de saída, levam tudo para o erro total.

As diferenças entre o texto literário e o dramático são muito grandes, e a “adaptação” fica dividida em quatro tempos. A gritaria inicial entre o prefeito, seus comparsas e o representante dos grevistas é interrompida por um longo período dedicado apenas à apresentação dos falecidos e suas brigas até chegarem à idéia de invadir a cidade de Antares. Depois, os pequenos episódios com os conflitos individuais dos mesmos, para finalmente se chegar ao encontro dos seis com a quadrilha que governa a cidade por meio de todos as formas de corrupção hoje em dia em moda neste outro país.

Como um confuso e inicial trabalho de grupo amador

O caos da direção torna o espetáculo realmente constrangedor, e o numeroso elenco dá a impressão exata de um confuso e inicial trabalho de um grupo amador que quis dar o tradicional passo maior do que a perna. A ausência de qualidade torna imperdoável o uso do nome de Erico Verissimo e do título de uma de suas obras mais conhecidas, inclusive pelo uso de uma linguagem feia e pobre para a “adaptação” de uma obra literária de qualidade.

Fonte: O Globo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h05
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DANÇA NO CCBB DE SÃO PAULO

Dança em Pauta promete surpresas

Projeto chega à sua quarta edição reunindo bailarinos experientes e jovens talentos em 13 espetáculos de 9 coreógrafos

Karla Dunder

O Dança em Pauta do Centro Cultural Banco do Brasil chega à sua quarta edição e, como nos anos anteriores, traz boas surpresas para o público. Este ano, a curadora Ana Francisca Ponzio leva ao palco bailarinos experientes, com trajetórias reconhecidas no Brasil e exterior, e jovens talentos. A partir de hoje e até o dia 3, os fãs da dança enfrentarão uma verdadeira maratona: 13 espetáculos, de nove diferentes coreógrafos.

Para a abertura de hoje, a intérprete convidada é Sonia Mota, que volta à cena com o solo Vi-Vidas. Este é o primeiro espetáculo de uma trilogia sobre o papel das mulheres na sociedade. De forma poética, Sonia discute a emancipação feminina, a questão sexual e as diferenças entre gerações. Vi-Vidas foi inspirado nas mulheres muçulmanas. "Assisti ao filme Osama, fiquei impressionada com a história de uma menina que corta o cabelo para viver como menino. Observei as mulheres muçulmanas circulando cobertas por seus véus e passei a refletir sobre os meus véus, os meus medos e a maneira como a mulher moderna se esconde atrás da moda, por exemplo. Acho que saímos da periferia, mas não conquistamos a liberdade total", diz.

As idéias são colocadas no palco em três momentos distintos. O primeiro representaria a mulher muçulmana e Sonia dança na periferia do palco, como se estivesse se escondendo. Depois surge a mulher européia, "emancipada", que dança no centro do palco, mas com todos os gestos construídos. Por fim, a mulher sensual, brasileira, que se esconde atrás de um chapéu. "Trabalhei com clichês, para mostrar que a mulher ainda se esconde atrás de algum tipo de véu." Esse solo também tem um papel importante para a Sonia, a sua volta ao palco. "Primeiro sou intérprete, depois professora, mas não sou coreógrafa. Reuni as experiências e técnicas de toda uma vida em torno de um tema. Cumpri o meu papel nos anos 70 e 80, dei aulas nos anos 90, uma pausa para as novas gerações, e agora volto em uma outra fase, dançando com pessoas da minha idade e incentivando outros artistas como eu." Sonia e a dramaturga alemã que acompanha o solo, Koni Kanft, ministrarão workshops gratuitos.

Outro brasileiro que conquistou seu espaço no exterior é Osman Khelili. Ele dirige a companhia KassenK. O ex-bailarino do Teatro Guaíra apresentará pela primeira vez no País Mister K, Deserto 2 e Solo para Katja.

O Dança em Pauta também traz parcerias inéditas. A partir do livro Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, Hélio Cícero e José Maria Lisboa criaram o espetáculo O Homem dos Avessos, e Mariana Muniz e Claudia Palma apresentam 2Reflexos.

A programação abre espaço para os jovens intérpretes-criadores como Morena Nascimento, que apresenta Horas de um Desejo. Diogo Granato estréia o solo Aretha. Maurício de Oliveira estréia com sua Cia. Siameses Olhar Oblíquo. A programação completa pode ser conferida no site www.bb.com.br.

(SERVIÇO)Serviço Dança em Pauta 2006. Centro Cultural Banco do Brasil (125 lug.). Rua Álvares Penteado, 112, Centro, 3113-3651. 5.ª e 6ª, 19h30; sáb. e dom., 19 h. R$ 10 (R$ 30 c/ 5 ingressos). Até 3/9

Fonte: O Estado de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h47
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A BB DTVM E O CRESCIMENTO

Da coluna Mercado Aberto na Folha de S. Paulo:

País só cresce com reformas, diz BB DTVM

Se o governo não der prioridade às reformas no início de 2007, independentemente do candidato eleito para ocupar a Presidência da República, o Brasil pode pôr a perder todas as conquistas obtidas na economia nos últimos anos. Sem as reformas, o Brasil corre o risco de ter de voltar a conviver com os anos de estagflação, que é a combinação de inflação com recessão.

O alerta é do economista Nelson Rocha, presidente da BB DTVM, o braço do Banco do Brasil para administração de recursos, com mais de R$ 160 bilhões em ativos.

Segundo ele, o Brasil não pode desperdiçar esta oportunidade de adotar medidas que conduzam o país para o crescimento sustentável.

De acordo com Rocha, a mola mestra que irá fazer com que o país estenda essa fase de crescimento econômico para o longo prazo é o investimento. Para trazer de volta os investimentos, no entanto, o economista afirma que é fundamental aumentar o grau de confiança da economia. Daí a necessidade das reformas.

Rocha cita como fundamentais para que esse ciclo de crescimento tenha continuidade as reformas tributária, previdenciária, trabalhista e a independência ou autonomia do Banco Central.

Se essas reformas forem feitas, Rocha acha que o Brasil terá condições de manter um ritmo elevado de crescimento mesmo se houver uma piora no cenário internacional, como se prevê. "Se não fizermos as reformas, dificilmente daremos sustentação ao crescimento que estamos vendo agora", diz.

Rocha reconhece que o governo pode encontrar dificuldades principalmente no Congresso para encaminhar as reformas, mas ele acha que essa batalha deve ser travada. Hoje, há muitas distorções na economia que devem ser corrigidas, e a saída são as reformas.

De acordo com o economista, a estrutura tributária no país é esquizofrênica, o ajuste fiscal do governo está muito concentrado na política monetária, a legislação trabalhista não incentiva o crescimento do emprego, o BC tem uma autonomia de fato mas não de direito e ela é necessária para dar mais tranqüilidade ao mercado. São essas prioridades que Rocha gostaria de ver nos programas de governos dos candidatos à Presidência.



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h38
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DANÇA NO CCBB DE SÃO PAULO

Da coluna da jornalista Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo:

Ana Ottoni/Folha Imagem
BAILARINA VIVIDA Depois de 15 anos longe dos palcos e 17 fora do Brasil, a bailarina paulistana Sônia Mota, 58, estréia hoje, no CCBB, o espetáculo "Vi-Vidas", que recebeu prêmio na Alemanha, onde ela é professora de dança contemporânea



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h14
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DEMISSÃO

Comentários do Blog: o Sr. Antônio Carlos Costa D’Ávila, citado na nota abaixo, é aposentado do BB


Da coluna do jornalista Cláudio Humberto:

Vassourada na Dataprev

Em uma reunião, o ministro Nelson Machado (Previdência) foi tão áspero (ou grosseiro, dizem testemunhas), que o presidente da Dataprev, Antônio Carlos Costa D’Ávila, pediu o boné. Os servidores dessa empresa de processamento de dados da Previdência ainda celebravam quando atingiram o nirvana, com a saída do influente diretor jurídico, Jandir Morais, que tentava permanecer.



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h59
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INVESTIMENTOS DA PREVI

BNDES aprova financiamento para a Coelba

A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou hoje um financiamento de R$ 117,3 milhões para a Companhia Elétrica do Estado da Bahia (Coelba) ampliar sua rede de distribuição de energia

Com custo total de R$ 201,2 milhões, o empreendimento será complementado com recursos da empresa.

A operação terá a intermediação de quatro bancos: Santander, Bradesco, Votorantim e Banco do Brasil.

De acordo com a companhia, o investimento na expansão na rede possibilitará o atendimento de 200 mil novos clientes.

A empresa é controlada pela holding Neoenergia que, por sua vez, pertence à Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) e ao grupo espanhol Iberdrola.

Fonte: Último Segundo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h46
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BRECHT NO CCBB DO RIO

Brecht é homenageado com montagem no CCBB

A peça épica de Brecht, “O círculo de giz caucasiano”, escrita no final da Segunda Guerra Mundial, vai estrear nesta quinta (10/08), no palco do CCBB carioca, pelas mãos da Companhia do Latão, em comemoração aos 50 anos da morte do dramaturgo.

A peça, que tem como pano de fundo a discussão sobre a disputa de terras, apresenta uma espécie de confiança e otimismo, de que é possível transformar a realidade.

O elenco de 11 atores apresentará a história em três episódios, em 2h40, com intervalo. O espetáculo vai contar com a participação do grupo Filhos da Mãe Terra, formado por crianças e adolescentes do Movimento dos Sem Terra (MST).

O CCBB fica na Rua Primeiro de Março, 66, no Centro.
De quarta a domingo às 19h.
R$ 10.
Mais informações pelo telefone (21) 3808-2020.

Fonte: ObaOba



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h43
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CINEMA NO CCBB DE BRASÍLIA

Encontro com o Cinema Brasileiro

O Encontro com o Cinema Brasileiro termina no próximo sábado (13) no cinema do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), de terça a domingo. São dez filmes recentes da cinematografia brasileira, que apresentam o conflito de gerações na tela. Os convidados são os cineastas Flávio Tambellini e José Eduardo Belmonte.

Hoje, serão exibidos Nunca fomos tão felizes, às 19 horas, e A ostra e o vento, a partir das 21 horas. De acordo com a organização do evento, os ingressos podem ser adquiridos por R$ 4 e R$ 2 (meia).

Fonte: ComuniWeb



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h40
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A FARRA DOS BANCOS

Ipiranga terá financeira em postos de combustíveis

André Vieira

O grupo Ipiranga fechou parceria com o Unibanco para oferecer na rede de postos de combustíveis produtos e serviços financeiros, como crédito pessoal, crédito direto ao consumidor e seguros.

Para viabilizar o negócio, as duas empresas estão criando uma financeira, cujo controle será dividido meio-a-meio pela distribuidora de combustíveis e a instituição. O pedido será submetido ao Banco Central. A expectativa dos executivos da Ipiranga é que a nova instituição financeira esteja em funcionamento em seis a nove meses.

"A intenção é trazer mais gente para os postos de combustíveis, porque além de gerar maior tráfego poderá elevar a fidelização da nossa bandeira", disse o diretor-superintendente das duas distribuidoras do grupo Ipiranga, Leocadio de Almeida Antunes Filho.

O plano de negócios ainda está sendo estudado, mas o objetivo do grupo Ipiranga é oferecer aos clientes dos postos produtos e serviços financeiros fora da venda de combustíveis. "Estamos aprofundando o plano", disse Antunes Filho.

De acordo com o executivo, a idéia é proporcionar maior receita não só à distribuidora, mas também aos revendedores. O grupo Ipiranga possui a segunda maior rede de distribuição de combustíveis do país, com 4,2 mil postos, superado apenas pela BR Distribuidora.

A parceria entre a Ipiranga e o Unibanco no setor de cartões começou em 1998 com o lançamento de um "co-branded" com as bandeiras Visa e MasterCard, reunindo hoje cerca de 300 mil associados. Em meados de 2004, a empresa pôs no mercado um cartão "private label" para uso exclusivo na rede de postos de combustíveis. Oferecendo prazo de até 40 dias, sem cobrança de anuidade e descontos na compra de combustível, o cartão foi uma tentativa de fidelizar o consumidor em meio à forte concorrência do setor. Outro apelo para a companhia foi a redução da taxa de inadimplência.

Impulsionado por uma forte campanha publicitária, a Ipiranga já emitiu 1,5 milhão destes cartões. Somando os dois plásticos, a distribuidora de combustíveis fechou o semestre com 1,8 milhão de cartões, o que significou um crescimento de 80% a mais sobre o primeiro semestre de 2005.

A atuação do grupo na distribuição de combustíveis é feita por meio de duas empresas: a Distribuidora de Produtos de Petróleo Ipiranga (DPPI), que engloba o Rio Grande do Sul e zona sul e oeste de Santa Catarina, e a Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga (CBPI), que atende o restante do país. Da parcela de 50% da sociedade do grupo com o Unibanco na nova financeira, a CBPI ficará com 34% do capital, e o restante nas mãos da DPPI.

No primeiro semestre de 2006, a receita bruta das duas empresas subiu 16% e somou R$ 12,5 bilhões. O lucro das duas distribuidoras caiu 17%, para R$ 221 milhões, no mesmo período.

Fonte: Valor Econômico



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h26
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A FARRA DOS BANCOS

Santander corta pela metade juro do cartão

Maria Christina Carvalho

O Banco Santander Banespa lançou, ontem, um novo cartão de crédito cujo juro é cerca da metade da taxa média cobrada pelo mercado: 5,5% ao mês ou 90,1% ao ano. É o Santander Light, que pode ter as bandeiras MasterCard ou Visa.

O juro ainda é salgado, mas as taxas de mercado são, de fato, muito superiores. A taxa média de mercado dos cartões internacionais é de 11,9% ou 285,4% ao ano, segundo o banco; e, de 10,35% ao mês ou 226% ao ano, segundo levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

O Santander Banespa não contou o pulo do gato, mas o vice-presidente executivo de marketing e negócios, José Paiva, afirmou que a expectativa é compensar a queda do juro com o maior volume de negócios.

Já o diretor da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, disse que a margem dos bancos é tão elevada que é possível "abrir mão de parte dela". O especialista lembrou que o parâmetro do custo de captação dos bancos é a taxa Selic, de 14,75% ao ano.

Mesmo no patamar de 5,5% ao mês, o custo do crédito rotativo ainda é muito elevado e essa linha deve ser evitada, aconselhou. A taxa média é superior à inflação de um ano, comparou.

O principal atrativo do novo cartão, acrescentou, é "provocar maior competição no mercado e provocar os outros bancos a acompanharem o movimento. "O Santander está antecipando um movimento que todo o mercado poderia fazer", disse.

O banco está preparado para isso. Foi o que aconteceu com o SuperCasa 20, linha de crédito imobiliário com prazo de 20 anos e taxa prefixada, copiado depois pelos demais bancos. Paiva afirmou que, se o mercado baixar os juros do cartão para o mesmo patamar, o Santander fará novos cortes, de modo a ter a menor taxa do mercado.

Outra vantagem do cartão Light do Santander é oferecer o dobro do limite de crédito praticado pelo mercado. O portador do Light terá um limite de crédito equivalente a duas vezes a renda comprovada, enquanto o mercado trabalha em média com 80% da renda comprovada.

Não é preciso ter conta corrente no Santander para ter o cartão Light - o que, segundo Oliveira, garante a inexistência de custos extras.

A renda mínima é de R$ 700. Isso significa, segundo Paiva, que o universo potencial de clientes é de 40 milhões de pessoas.

A expectativa do Santander Banespa é vender 500 mil cartões Light até o fim do ano e mais 1 milhão em 2007. Atualmente, a carteira total é de 2,7 milhões de cartões e a previsão é fechar 2007 com uma carteira total de 4 milhões de plásticos. O Santander Banespa conta com alguma migração dos clientes que hoje possuem outros cartões do banco para o Light.

O novo cartão poderá ser usado para a transferência de saldos ("balance transfer"), isto é, para o pagamento de faturas de outros cartões com até 40 dias para pagar. As compras, saques e o saldo da fatura são parcelados em até 30 vezes.

O Santander Banespa tem 6,9 milhões de clientes e, na virada do ano, enfrentará o desafio da transferência das contas-salário dos funcionários públicos do Estado de São Paulo para a Nossa Caixa. Para esse segmento, lançou um cartão sem anuidade e com desconto na fatura equivalente a de 2% das compras de combustível e supermercados.

Fonte: Valor Econômico



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h23
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A FARRA DOS BANCOS

Itaú compra Boston no Chile e Uruguai por R$ 1,3 bi

O pagamento foi de R$ 2,3 milhões em dinheiro e ações ordinárias do Itaú, cerca de 1,7% do capital do banco, ou 20,537 bilhões de papéis

Nelson Rocco

SÃO PAULO - O Banco Itaú e a Itaúsa, em comunicado conjunto, anunciaram a compra das operações do BankBoston no Chile e no Uruguai, que estavam pendentes desde que instituição adquiriu do Bank of America os negócios do Boston no Brasil. A transação envolve o pagamento de R$ 2,3 milhões em dinheiro e ações ordinárias do Itaú, correspondentes a cerca de 1,7% do capital do banco, ou 20,537 bilhões de papéis.

As instituições estimam que o valor chegue a cerca de R$ 1,373 bilhão com base na cotação média de mercado entre os dias 21 de fevereiro e 24 de abril deste ano.

Segundo o Itaú, em 30 de junho, o BankBoston Chile ocupava o 12º lugar no ranking local por total de ativos. Na mesma data, as operações no Uruguai estavam em terceiro lugar no ranking dos bancos privados do país. O banco brasileiro destaca no texto que a compra está sujeita à aprovação das autoridades concorrenciais dos três países.

O fato relevante informa que os ativos combinados do Itaú com o BankBoston no Brasil, Chile e Uruguai chegam a R$ 203,32 bilhões, com um patrimônio líquido total de R$ 20,747 bilhões, já descontada a amortização do ágio total do negócio.

Como a operação com o Bank of America envolve a troca de ações, o Itaú informa que, no total, a instituição passa a deter 5,82% das ações preferenciais do banco brasileiro e 1,72% das ações ordinárias, chegando a 7,44% do capital total.

Fonte: Agência Estado



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h21
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A FARRA DOS BANCOS

Lucro da Brasilcap cresce 11,1%

A Brasilcap, empresa de capitalização do Banco do Brasil em parceria com a SulAmérica e Icatu Hartford e Aliança da Bahia, faturou R$ 864,7 milhões no primeiro semestre deste ano, alta de 3,6%. O lucro líquido foi de R$ 82,5 milhões, alta de 11,1%. As reservas técnicas atingiram R$ 2,7 bilhões, alta de 11,2%.

O segmento de capitalização cresceu apenas 2,05% no primeiro semestre deste ano, para R$ 3,3 bilhões. "O setor tem procurado fazer produtos customizados e adequados às necessidades do cliente. Tem de inovar se não será difícil incrementar o mercado", disse José Fernando Romano Furnê, diretor administrativo e financeiro da Brasilcap.

Uma iniciativa foi o título voltado para micros e pequenas empresas, o Ourocap Empresas. Quem ficar até o final do período, tem bonificação de 50% do rendimento da Taxa Referencial. A bonificação foi inserida para reduzir a taxa de saque antes do prazo. "A venda transparente, produtos customizados e o estímulo do bônus são alguns mecanismos para que o cliente perceba a vantagem de levar o produto até o final", disse.

Segundo ele, a venda deixa claro que o título de capitalização não pode ser comparado a outros investimentos. "Pois não é investimento. O produto tem um lado lúdico e estimula a cultura de poupar dinheiro", acrescentou. A Brasilcap tem 1,7 milhão clientes, com 2,3 milhões títulos ativos. No Ourocap empresa, o executivo disse que a meta tem sido cumprida, com 8 mil títulos por mês, com faturamento de R$ 1,6 milhão de vendas novas no mês.

Fonte: Agência Anabb/Gazeta Mercantil



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h57
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A FARRA DOS BANCOS

Da coluna Mercado Aberto na Folha de S. Paulo:

FECHADO
O Itaú e o Bank of America assinam hoje a compra das operações do Bank Boston no Uruguai e no Chile. A operação inclui também a aquisição da Oca, maior emissora de cartão de crédito do Uruguai.

BRASILÂNIA
Marcio Cypriano, Febraban, não é o único a apontar o depósito compulsório como o maior empecilho para os bancos não reduzirem os juros ao consumidor. O banqueiro André Esteves, do UBS/Pactual, também disse a mesma coisa em sua exposição durante café da manhã ontem, em São Paulo, promovido pelo Lide. Segundo ele, só o Brasil e a Lituânia cobram um compulsório tão alto no mundo.



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h50
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BRECHT NO CCBB DO RIO

Cia do Latão atualiza fábula de Brecht

Encenação de "O Círculo de Giz Caucasiano" discute ocupação da terra; diretor crê que socialismo está "em reconstrução'

Cinqüentenário da morte do autor alemão é lembrado com outras montagens e debates que envolvem também a obra de Górki


Silvia Costanti/Folha Imagem
Ensaio de "O Círculo de Giz Caucasiano', com a Cia. do Latão e direção de Sérgio de Carvalho, no CCBB do Rio; peça foi concluída por Brecht em 1945, nos EUA



VALMIR SANTOS
DA REPORTAGEM LOCAL

A militância política pode estar em baixa, mas dá sinais de sobrevida no teatro. Apesar da crise das utopias, do esfacelamento do socialismo e da arte engajada, grupos do país seguem devotos ao pensamento e à obra de Bertolt Brecht (1898-1956) na tentativa de interpretar a realidade.

No próximo dia 14 se completam 50 anos da morte do autor alemão, referência mundial do teatro político no século 20 e, ao que se vê, ainda neste que corre. É reverenciado por grupos como Galpão (MG), que montou "Um Homem É um Homem" em 2005; Companhia Fábrica São Paulo, que anuncia um ciclo para relacioná-lo com a obra de Górki; e Grupo dos 7, que articula suas canções com sambas-de-roda no espetáculo "Teatrosamba do Caixote", em cartaz em São Paulo.

A efeméride fez com que a Companhia do Latão, das mais brechtianas e marxistas equipes do país, interrompesse período de seis anos com dramaturgia própria e voltasse à fonte em que se autobatizou.

Convidado pelo CCBB a dirigir um Brecht, o diretor Sérgio de Carvalho atravessou a ponte aérea com "O Círculo de Giz Caucasiano" e estendeu a empreitada ao próprio grupo e a artistas ligados a outros coletivos, como o Folias d'Arte, a Cia. São Jorge de Variedades, o Núcleo Argonautas e o Teatro do Pequeno Gesto (RJ). A montagem é apresentada hoje para convidados e entra em cartaz amanhã no CCBB do Rio. O Latão já montou "Santa Joana dos Matadouros" (98) e "Ensaio sobre o Latão" (97).

Traduzida no anos 60 por outro poeta, o anticomunista Manuel Bandeira, "O Círculo de Giz Caucasiano" foi concluída por Brecht em 1945, final da Segunda Guerra, quando estava exilado nos EUA, também ali perseguido por causa dos ideais comunistas.

"O Bandeira aceitou porque sentia o texto como uma crítica fortíssima à desumanização", afirma Carvalho, 39, que pôs em cena um espetáculo com dez atores e 21 canções originais (por Martin Eikmeier).

Atualidade
"O Círculo" abre e fecha falando de terra. Questiona em que medida sua ocupação é justa ou legal, prato cheio para uma companhia que busca pensar Brecht no contexto do capitalismo atual e do Brasil, sociedade da periferia do mundo, no dizer de Carvalho.

No prólogo original, dois grupos de camponeses soviéticos discutem quem vai ficar com a terra: se aqueles que nela trabalham ou os antigos donos que a abandonaram. O início da peça traz uma interação em vídeo com participação do grupo Filhos da Mãe Terra, formado por crianças e adolescentes do assentamento Carlos Lamarca, do MST, em Sarapuí (SP).

Em seguida, vem a fábula sobre Gruxa (Helena Albergaria), a criada que decide abdicar de tudo para cuidar de um menino cujo pai, um governador, é assassinado e cuja mãe o abandona após a revolta local. "A Gruxa age não por uma espécie de heroísmo, mas pela tentação da bondade", diz Carvalho.

Anos depois, baixada a poeira política, a mãe retorna e quer reaver o filho. Surge o juiz Azdak (Ney Piacentini). Com fama de corrupto e beberrão, "um revolucionário frustrado", decide quem vai ficar com a criança. Ele traça um círculo de giz no chão, coloca o menino no centro e pede às duas mulheres que o puxem cada uma delas por um braço. Aquela que o tirasse do círculo ficaria com a guarda. "Azdak encarna o desejo de uma era em que a justiça fosse verdadeira", diz Carvalho.

A contradição, recurso tão afeito ao teatro épico, também espreita a ocupação do CCBB pela Cia. do Latão. O braço cultural de uma instituição bancária serve como plataforma para comemoração dos dez anos do grupo, em julho de 2007. Estão previstos lançamentos de sete DVDs, três livros e o volume dois do CD "Canções de Cena".

"Quem produz arte dentro de um ambiente em que ela está sujeita a compra e venda, estabelece algum nível de diálogo com o mercado. O importante é mostrar a contradição dessa produção com esse mercado. Fingir que ela não existe é também sair do debate. Como artista de esquerda, não posso sair do centro radiador desse sistema. Não queremos abastecê-lo com produtos culturais, mas trazer reflexões artísticas na contramão", diz Carvalho.

O diretor não considera que o socialismo tenha acabado. "É um momento de reconstrução e acúmulo de forças do projeto socialista." Para Carvalho, Brecht não tinha a ilusão do Estado socialista, mas de um movimento humanístico. "Ele escreveu "O Círculo" nos EUA, em pleno olho do furacão do capitalismo e da indústria cultural em formação. É um sujeito perturbador por isso, propõe as coisas dinamicamente."

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h47
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AINDA O VALERIODUTO

MP processa 12 do Banco Rural por gestão temerária

Kátia Rabello, presidente da instituição, é acusada de emprestar dinheiro sem garantias a Marcos Valério

Eduardo Kattah, BELO HORIZONTE

O Ministério Público Federal em Minas ofereceu ontem denúncia à Justiça contra a presidente do Banco Rural, Kátia Rabello, e contra integrantes e ex-integrantes da diretoria-executiva da instituição, no total de 12 pessoas, por gestão temerária de instituição financeira. É a chamada Lei do Colarinho Branco.

Segundo o MPF, os denunciados exerceram as suas atividades, entre 2003 e 2005, "em desacordo com as normas de boa gestão e segurança operacional a que estão legalmente obrigados na direção de uma instituição financeira". A acusação formal aponta irregularidades na concessão de vultosos empréstimos, "sem observância aos princípios da seletividade, garantia e liquidez".

Dentre as operações analisadas, estão os empréstimos contraídos no Rural pelo PT, pela SMPB Comunicação e Graffiti Participações, empresas de Marcos Valério, acusado de operar o mensalão - pagamento de propina a parlamentares aliados em troca de apoio ao governo no Congresso.

Empréstimos tomados no Rural e no BMG - no valor original de R$ 55 milhões, entre 2003 e 2004 -, por meio de empresas de Valério, foram indicados pelo empresário e pelo ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares como a origem do caixa 2 petista e do dinheiro dado a aliados.

As contas e aplicações bancárias de Valério e seus sócios na SMPB - Cristiano de Mello Paz e Ramon Cardoso - já foram bloqueadas pela Justiça mineira em pelo menos duas ações de execução movidas pelo Rural. As decisões não têm efeito prático, pois o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia determinado o bloqueio dos seus bens.

O Rural divulgou nota alegando que não foi informado da acusação. "Ao que tudo indica, trata-se de simples conseqüência processual no âmbito do Ministério Público sobre operações de amplo conhecimento, já absorvidas patrimonialmente pelo Banco Rural", disse. "O Banco Rural confia que, ao final, ficará demonstrada a inexistência de irregularidades."

Fonte: O Estado de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h03
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A FARRA DOS BANCOS

Banco do Nordeste registra lucro líquido de R$ 76,4 milhões no primeiro semestre

BRASÍLIA - A instituição financeira federal de fomento Banco do Nordeste do Brasil (BNB) informou hoje ter registrado lucro líquido de R$ 76,4 milhões no primeiro semestre deste ano

O resultado apresentou significativa evolução ante os R$ 7 milhões apurados em igual período de 2005.

De acordo com nota divulgada pelo banco, o incremento de 33,8% nas operações de crédito foi uma das principais contribuições para o desempenho.

As contratações atingiram R$ 3,3 bilhões, ante R$ 2,45 bilhões no outro intervalo.

A maioria das operações do BNB é de repasse de recursos legais destinados ao desenvolvimento regional, como o Fundo Constitucional de Financiamento ao Nordeste (FNE), de onde saíram 64% das contratações.

Do total, a maior parcela ou R$ 1,1 bilhão foi para tomadores de crédito rural.

As operações da carteira comercial somaram R$ 386,2 milhões, alta de 33% sobre o primeiro semestre de 2005.

O presidente do BNB, Roberto Smith, destacou por meio de sua assessoria que a instituição continua a trabalhar para reverter a situação de volumes vultosos de crédito de difícil liquidação, concedidos no passado.

Entre janeiro e junho, houve a recuperação de 46,6 mil operações de crédito, no valor de R$ 151 milhões.

Desse total, o banco recebeu R$ 83 milhões imediatos, segundo Smith.

Fonte: Último Segundo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 06h49
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BRECHT NO CCBB DO RIO

Obra-prima do teatro épico em cartaz no CCBB Rio de Janeiro

Obra-prima do teatro épico em cartaz no CCBB Rio de Janeiro

Texto do dramaturgo alemão Bertold Brecht fica em cartaz até setembro

O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro apresenta o espetáculo teatral O Círculo de Giz Caucasiano, entre os dias 09 de agosto e 24 de setembro, de quarta-feira a domingo, no Teatro III, às 19h. A peça de Bertold Brecht é concebida como uma ópera oriental, em que a cena se concretiza no palco a partir do canto.

O texto de Bertold Brecht tem narrativas concêntricas: um prólogo no qual um grupo de camponeses se reúne para discutir o direito à propriedade; uma encenação em tom de fábula sobre Grusha, uma empregada da corte que toma conta de uma criança abandonada e a conduz por regiões variadas; e a farsa do beberrão juiz Azdak. Inspirada em uma peça chinesa do século XIII, a novela foi traduzida para o português por Manuel Bandeira.

O Círculo de Giz Caucasiano é considerado uma obra-prima do teatro épico. Foi escrita pelo dramaturgo, poeta e ator alemão entre 1944 e 1945, durante o exílio nos Estados Unidos. A peça traz uma metáfora sobre a situação desoladora da Alemanha ao final da Segunda Guerra Mundial. Ao escrever o drama, Brecht questionava-se sobre a disputa global, tema que não poderia ser mais atual.

Texto: Bertold Brecht - Tradução: Manuel Bandeira - Dramaturgia: Márcio Marciano - Iluminação: Domingos Quintiliano - Figurino: Fábio Namatame - Cenografia: Márcio Medina - Atores convidados: Companhia do Latão (SP); Galpão (BH) ; e Ói Nóis Aqui Traveiz (PA) - Direção musical: Martin Eikmeier - Encenação: Sérgio de Carvalho - Duração: 160 minutos

O Círculo de Giz Caucasiano
De 9 de agosto a 24 de setembro, de quarta a domingo, às 19h
Centro Cultural Banco do Brasil – Rio de Janeiro
Local: Teatro III
Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 – Centro
Informações: (21) 3808- 2020
E-mail:
ccbbrio@bb.com.br

Fonte: CCBB



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 06h41
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CRÔNICA NO CCBB DE SÃO PAULO

Veríssimo, Caruso e a crônica

Ricardo Ditchun
Do Diário do Grande ABC

O humor, criado em sua vertente escrita mais atraente, a crônica, e também a partir de um de seus suportes desenhados mais deliciosos, o cartum. É esse o programa de hoje no projeto Cronicamente Viável, do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), em São Paulo.

E, para debater o tema, duas feras dos gêneros: o escritor e cronista gaúcho Luis Fernando Veríssimo e o cartunista paulista Paulo Caruso. Eles ocupam a mesa do CCBB às 19h30 e, sob mediação do escritor Marcelo Rubens Paiva, tecem suas considerações para, em seguida, debater com o público. Para participar, nada de ingresso pago, mas os interessados devem retirar senhas que serão distribuídas meia hora antes, a partir das 19h.

Veríssimo, 70 anos, contemplado com alguns dos mais importantes prêmios destinados a personalidades do mundo da escrita, como a Medalha de Resistência Chico Mendes, Isenção Jornalística e Juca Pato – Intelectual do Ano (1997), assina obras fundamentais para o gênero crônica. Livros como O Amor Brasileiro (1977), Ed Mort e Outras Histórias (1979), Sexo na Cabeça (1980), O Analista de Bagé (1981), A Velhinha de Taubaté (1983), Comédias da Vida Privada (1994), As Noivas do Grajaú (1999) e As Mentiras que os Homens Contam (2000).

Sem exagero, é possível afirmar que muitos brasileiros descobriram a literatura graças aos livros de Veríssimo, a seu estilo coloquial, divertido e, por tudo isso, cativante.

Caruso, 57 anos, gêmeo de Chico, seguidor da mesma profissão, é autor, por exemplo, da série Avenida Brasil, por meio da qual questiona um sem-número de equívocos cometidos por nossos representantes políticos. Faz isso, no entanto, com humor refinado, desenhado em traços inconfundíveis. Além de publicar em livro, Paulo – e também Chico – atua em importantes veículos de comunicação impressa, bem como em charges televisivas animadas.

O projeto Cronicamente Viável – A Crônica no Brasil: de Machado de Assis aos Cronistas Digitais, reúne mensalmente no CCBB jornalistas e escritores. O objetivo é discutir essa manifestação artística, conforme informa o nome, desde seu surgimento (com Machado) até a novíssima geração. O próximo encontro, A Crônica na MPB, ocorre em 12 de setembro, com Patrícia Palumbo e Kid Vinil.

Cronicamente Viável – Crônica e Humor, com Luis Fernando Veríssimo e Paulo Caruso. Hoje, às 19h30. No CCBB – r. Álvares Penteado, 112, Centro, S.Paulo. Tels.: 3113-3651 e 3113-3652. Entrada franca (distribuição de senhas a partir das 19h). Site: www.bb.com.br/cultura.
 
Fonte: Diário Online


Escrito por Romildo, em Curitiba, às 06h36
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BB AMPLIA OPÇÕES

Banco do Brasil poderá entrar no crédito imobiliário

Projeto faz parte do plano do governo de criar alternativas de financiamento habitacional mais barato

Vânia Cristino, Beatriz Abreu

O Banco do Brasil está analisando uma modalidade de empréstimo para financiamento habitacional. A proposta está entre as que o governo estuda para ampliar a oferta de crédito e baratear o custo do financiamento para aquisição da casa própria. A entrada do BB no crédito imobiliário será por meio de um projeto-piloto e, em princípio, destinado apenas aos funcionários da instituição.

O pacote de medidas para a área de habitação inclui também a possibilidade de estender para a classe média - quem ganha acima de dez salários mínimos, o equivalente a R$ 3.500,00 - um tipo de financiamento que permite o arrendamento do imóvel. Essa modalidade - altamente subsidiada - já vale para a faixa de baixa renda, conhecida como Programa de Arrendamento Residencial (PAR), que tem taxas de correção do empréstimo variando de 4% a 6% ao ano.

Os estudos do Ministério da Fazenda consideram várias alternativas, todas com o mesmo objetivo: garantir que a classe média tenha acesso ao financiamento habitacional a um custo menor que o atual.

O crédito imobiliário no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) é corrigido pela variação da Taxa Referencial (TR) mais juros de 12% ao ano.

Para o governo, apesar de a inflação estar sob controle e em níveis reduzidos, o custo do crédito imobiliário ainda é elevado.

Está sendo estudada a adoção do crédito consignado para a compra da casa própria. A opção permitiria uma redução dos custos, porque a instituição financeira tem a garantia do pagamento. Não se trata de uma redução drástica das taxas, mas uma queda de 1 ponto porcentual no custo do financiamento já é considerada uma boa solução.

A idéia é ter taxas diferenciadas dependendo da rotatividade do setor. Na prática, pode significar tratamento específico para cada tipo de vínculo empregatício e faixa de renda. O que ainda não está claro é a origem dos recursos que poderão ser utilizados pelos bancos para ofertarem o crédito imobiliário a custo mais baixo.

A modalidade do arrendamento residencial, em uso em países europeus, já existe no Brasil, mas apenas no setor público. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, opera o PAR, que atende empregados do Tesouro Nacional, e tem o risco de inadimplência totalmente da União.

A preocupação com a efetividade dessa medida está relacionado à inadimplência. O fato é que a Justiça não garante a retomada do imóvel no caso de se tratar do único bem familiar.

Existe, ainda, a alternativa de extinção da TR como fator de correção dos financiamentos habitacionais para se trabalhar com taxas de juros fixas. Mas também essa hipótese está sendo analisada com cuidado, porque o governo tem que evitar o que se chama de "descasamento das operações". A extinção da TR só poderia ser implementada no caso de os recursos não serem retirados do FGTS ou da caderneta de poupança.

REAÇÃO

O diretor-geral da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Osvaldo Correa Fonseca, apóia os estudos para a adoção do crédito consignado para a casa própria. A medida, segundo ele, vai, de fato, reduzir o risco de inadimplência e permitirá uma redução da taxa de juros para o mutuário.

Fonseca explicou que a proposta de permitir o desconto em folha não embute qualquer alteração de regras do financiamento, como taxas, prazos, formas de reajuste e mesmo na garantia dada pelo mutuário ao banco, que continuará sendo a hipoteca do próprio bem. "O mutuário apenas vai permitir que o valor da prestação da casa própria seja debitado do seu contracheque." A medida, inclusive, poderá beneficiar os atuais mutuários. "Poderemos estudar qual benefício o atual mutuário poderá obter, uma vez que o seu contrato já está firmado", afirmou Fonseca.

Ele disse que outra medida importante em estudo é a que permitirá aos bancos financiarem a casa própria, dentro do SFH, com juros fixos, ou seja, sem a parcela variável da TR. Segundo Fonseca, as instituições já fazem isso, mas com recursos próprios e, por isso mesmo, com juros mais elevados, entre 12% a 17% ao ano.

No empréstimo habitacional com recursos da poupança, no entanto, os bancos não podem fazer isso. "O financiamento habitacional com recursos da poupança tem que ter o mesmo indexador da caderneta", disse Fonseca, explicando que isso está previsto na Lei 8.177. Atualmente, diz o executivo, o risco de descasamento é menor porque a inflação está controlada.

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), Paulo Safady Simão, afirmou que as medidas vão dinamizar o setor. Ele observou que atualmente o problema do setor imobiliário não é a falta de recursos, mas o preço alto que os mutuários pagam para ter acesso ao financiamento. "Tudo o que contribuir para a redução dos juros e a comercialização do imóvel na ponta é bem-vindo", salientou.

Fonte: Agência Anabb/Agência Estado



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h02
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CAMPANHA SALARIAL

Contec quer reajuste de 16,67%

Um reajuste salarial de 16,67%. Este foi o percentual estipulado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec) para campanha salarial 2006. A Contec esteve reunida com 400 delegados, na sexta-feira (04/08), no XXXV Encontro Nacional de Dirigentes Sindicais Bancários e Securitários Planejamento da Campanha Salarial 2006, realizado em Vila Velha (ES). No evento, também foi aprovado a calendário da campanha salarial 2006.

A proposta da Contec foi bem diferente da estipulada pela Contraf, que pede reajuste de 7,05% mais reposição da inflação.

Leia, abaixo, as reivindicações estipuladas no encontro:
• Garantia do emprego;
• Reajustamento salarial de 16,67% (o mesmo adotado para o Salário Mínimo em abril deste ano);
• PLR compatível com os imensos lucros dos Bancos;
Segurança Bancária;
• Proibição de contratação de terceirizados pelos Bancos;
• Piso Salarial de R$ 1.700,00;
• Recuperação do poder de compra (Perdas Salariais de 1994/2003).

Veja o calendário da campanha salarial 2006 estipulado pela Contec
07 a 11/08 – Realização das assembléias gerais pelos Sindicatos
14 a 18/08 – Entregas das Pautas de Reivindicações à FENABAN e aos Bancos governamentais federais (BB, Caixa, BNDES, BASA, BNB, BRB)
18/08 – Reunião da CEBNN-Comissão Executiva Bancária Nacional de Negociação
18/08 – Início das negociações
21 a 25/08 – Continuidade das negociações e início das mobilizações
30/08 – Assinatura das Convenções e Acordos Coletivos ou Protestos Judiciais e garantias das datas-base
31/08 - Reunião da Comissão Executiva CEBNN

Fonte: Agência Anabb



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h58
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PIQUETE

André Porto/Folha Imagem

À FLOR DA PELE
Após ter sido empurrada, funcionária da Varig agride sindicalista no aeroporto de Congonhas, em São Paulo; membros do Sindicato dos Aeroviários e da Força Sindical tentaram impedir ontem de manhã que trabalhadores entrassem na aérea.

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h42
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A FARRA DOS BANCOS

Crescimento dos lucros dos bancos deve perder fôlego

Para analistas, rentabilidade deve se manter alta, em torno de 30% ao ano, superando de longe a do setor produtivo

Expansão do crédito ainda será a principal alavanca dos ganhos dos bancos brasileiros nos próximos anos, dizem especialistas


SANDRA BALBI
DA REPORTAGEM LOCAL

Os lucros dos grandes bancos brasileiros devem continuar provocando inveja aos empresários dos outros setores da economia, mas já não crescem como antigamente. As taxas de crescimento do lucro líquido do Bradesco e do Itaú, os dois maiores do setor privado, vêm diminuindo trimestre a trimestre desde meados do ano passado, após darem saltos em 2004 e no início de 2005, quando superaram o crescimento dos bancos norte-americanos.

O lucro líquido do Bradesco -que cresceu 17,5% no segundo trimestre de 2005 em relação ao primeiro- neste ano expandiu-se apenas 4,7% na comparação do segundo trimestre com o primeiro.

Já o Itaú, cujo lucro crescia à taxa de 16,8% no segundo trimestre do ano passado (em relação ao primeiro), aumentou só 2,6% no segundo trimestre deste ano na comparação com os três meses anteriores. "O ritmo de crescimento dos lucros do setor tende a ser menor", observa José Augusto Frota Salles, analista da consultoria Lopes Filho.

Para o economista-chefe da Febraban (federação dos bancos), Roberto Troster, o lucro dos bancos vai continuar crescendo, pois as operações de crédito e os serviços bancários tendem à expansão. "O país está crescendo, nada mais natural que os lucros cresçam."

O que vem alavancando os resultados dos bancos brasileiros nos últimos dois anos é a expansão do crédito. "Os bancos estão entrando em novos segmentos -como o imobiliário- que devem impulsionar seus lucros nos próximos anos", diz Edson Carminatti, analista do Inepad (Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração).

Segundo dados coletados por ele nos balanços, a participação das receitas de crédito na receita total saltou de 47% em 2000 para 52%, no caso do Bradesco. Já no Itaú, o pulo foi de 47% para 62%.

As aplicações em títulos e em valores mobiliários vêm perdendo peso nas receitas dessas instituições. O Bradesco obtinha 44% das suas receitas com essas aplicações, em junho de 2000. Neste ano, a participação caiu para 14%. No caso do Itaú, a participação das aplicações em títulos caiu de 43% em 2000 para 28% neste ano.

Rentabilidade
A rentabilidade do setor também tende à estabilidade na faixa dos 30% ao ano, segundo Salles. Isso pressupõe que a taxa de crescimento dos lucros terá uma constância, não acelerando 80% num ano, como ocorreu com o Bradesco em 2005 (na comparação com 2004), ou 39%, caso do Itaú naquele mesmo período.

Os três grandes bancos que já divulgaram balanços do primeiro semestre -Bradesco, Itaú e Banespa- estão com rentabilidade sobre o patrimônio líquido de 31% ao ano, segundo dados da Economática.

"É um retorno altíssimo, comparado ao obtido pelos bancos americanos no período, que ficou em 15,9%", diz Fernando Exel, presidente da Economática. Ele faz uma ressalva, entretanto: a rentabilidade dos brasileiros é a mediana de apenas três grandes bancos, enquanto a dos americanos considera 30 instituições, grandes e pequenas. "A mediana brasileira deve cair um pouco quando entrarem os balanços dos bancos menores", diz Exel.

No caso brasileiro, a rentabilidade dos bancos também supera de longe a de empresas do setor produtivo, que foi de 15% no semestre, segundo balanços de 54 empresas de capital aberto analisadas pela Economática. "Nos EUA, a rentabilidade dos bancos também é maior, historicamente, do que a das empresas, mas o diferencial é pequeno", observa Einar Rivero, coordenador da Economática para a América Latina.

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h40
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A FARRA DOS BANCOS

Cypriano afirma que compulsório encarece "spread"

DA REPORTAGEM LOCAL

As recentes críticas do ministro da Fazenda, Guido Mantega, aos elevados "spreads" cobrados pelos bancos foram rebatidas ontem por Márcio Cypriano. Além de presidente do Bradesco, Cypriano está à frente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

"O compulsório é um dos itens que encarece os spreads bancários", reafirmou ontem Cypriano. Em entrevista à Folha, publicada no domingo, Mantega disse que "há espaço para a redução do spread sem que haja mudanças no compulsório" e que "a Selic já caiu cinco pontos, e isso não foi repassado para o consumidor".

O spread é a diferença entre o custo de captação dos bancos e as taxas cobradas dos clientes.

Cypriano disse que os bancos estão repassando a queda da Selic, mas que "a taxa ao consumidor não depende apenas da Selic". "Não se deve olhar só para as taxas do cheque especial."

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h38
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A FARRA DOS BANCOS

Bradesco bate recorde com lucro de R$ 3,131 bilhões

Maior na história dos bancos, lucro no primeiro semestre foi 19,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado e deve-se, principalmente, a tarifas e crédito

Por Francine de Lorenzo

O Bradesco teve o maior lucro em um semestre da história dos bancos e o terceiro melhor resultado entre todas as companhias de capital aberto da América Latina. Como anunciou nesta segunda-feira (7/8), o maior banco privado do Brasil registrou um lucro líquido de 3,132 bilhões de reais nos primeiros seis meses do ano — valor 19,5% superior aos 2,621 bilhões de reais registrados no mesmo período do ano passado. Segundo a consultoria Economática, o lucro do Bradesco no primeiro semestre ficou apenas atrás do resultado de dois gigantes: a Companhia Vale do Rio Doce e a mexicana América Mobil.

Os ganhos do Bradesco foram impulsionados pela receita gerada por tarifas bancárias – que correspondeu a 25% do lucro do semestre – e com a concessão de crédito, que teve participação de 23% nos lucros. A instituição elevou em 30,2% sua carteira de crédito, incluindo avais e fianças, totalizando 102 bilhões de reais. O maior crescimento ficou por conta dos empréstimos a pessoas físicas, que foi de 39,9% com 10,8 bilhões de reais destinados a novos empréstimos.

As operações mais procuradas foram as de crédito consignado, que cresceu 120,5%, chegando a 1,228 bilhão no final de junho deste ano. No crédito pessoal, o crescimento foi de 51,3%, totalizando 10,222 bilhões emprestados e, no cartão de crédito, de 74,3%, somando 4,157 bilhões, incluindo os recursos da American Express Card.

Crédito em alta

"A demanda deve continuar subindo. Acreditamos que o crescimento nos próximos seis meses deve girar em torno de 20% a 25%, com grande procura por parte de pessoas físicas, micro, pequenas e médias empresas", afirma o presidente do Bradesco, Márcio Cypriano. Ao todo, a carteira de crédito do banco conta com 37,560 bilhões de reais em empréstimos a pessoas físicas, 25,112 bilhões de reais a grandes empresas e 25,971 bilhões a pequenas e médias empresas.

O crescimento da carteira, no entanto, fez com que a instituição elevasse também sua provisão para devedores duvidosos. O valor passou de 1,197 bilhão em 2005 para 2,054 bilhões este ano, um incremento de 71,2%. Nos últimos 12 meses, a inadimplência subiu de 3,2% para 4,2%. "Mas isso não é fator de preocupação. O aumento deve-se a mudança na composição da carteira de crédito, que passou a contar com maior participação de pessoas físicas, historicamente com maior inadimplência", afirma Cypriano. De acordo com o presidente do Bradesco, o aumento da provisão e das perdas em função da inadimplência não significa que o banco esteja adotando uma estratégia errada. "O que importa é o crescimento da margem líquida, que continua crescendo", diz.

A receita com tarifas também teve forte alta, 20,8%, totalizando 4,131 bilhões no primeiro semestre. De acordo com Cypriano, o resultado deve-se ao aumento na base de clientes, que incluiu cerca de 1 milhão de novas contas nos últimos 12 meses.

Seguros e Previdência

A Bradesco Seguros e Previdência registrou lucro líquido de 1,041 bilhão nos primeiros seis meses do ano, 30,1% a mais que no mesmo período de 2005. A área de seguros, que foi responsável por 33% do resultado da subsidiária do Bradesco, teve seus resultados impulsionados pela redução dos sinistros no ramo de saúde e pelo aumento na demanda por seguro residencial, que apresenta baixos índices de sinistralidade. Até junho, a empresa contabilizava 17,308 milhões de clientes, 5% a mais que no mesmo mês de 2005.

Fonte: Revista Exame



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 15h24
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A FARRA DOS BANCOS

Calote em banco sobe 66% desde 2005

Aumento da inadimplência da pessoa física cresce junto com elevação de 31% do volume de crédito do sistema financeiro

Apesar de provisões para dívidas não pagas, bancos registram lucros recordes graças a "spread" elevado e maior volume emprestado

FABRICIO VIEIRA
DA REPORTAGEM LOCAL

Os lucros alcançados pelos grandes bancos não param de bater recordes. A ampliação da oferta de crédito após 2004, especialmente para a pessoa física, tem sido o principal motor dos resultados crescentes. Mas esse movimento começa a cobrar seu preço, com o crescimento da inadimplência.

Dados do Banco Central mostram que o volume de crédito inadimplente, com atrasos acima de 90 dias, cresceu de R$ 15,81 bilhões em dezembro de 2004 para R$ 26,27 bilhões em maio último -um aumento de 66,2%. No período, a carteira de crédito total do sistema financeiro foi de R$ 499,60 bilhões para R$ 654,68 bilhões -expansão de 31,04%.

"Os bancos passaram a explorar um segmento de maior risco, que é o de pessoa física. Mas as instituições sabem que se por um lado há risco de inadimplência mais elevado, por outro os "spreads" são mais atrativos", avalia Erivelton Rodrigues, presidente da consultoria Austin Rating.

O "spread" é a diferença entre o custo do dinheiro na hora de o banco captar recursos e o valor que cobra quando o empresta. Um exemplo: um banco emite um CDB (Certificado de Depósito Bancário) pagando taxa de 20% anuais. Quando decide emprestar o dinheiro captado com a venda do CDB, por meio do crédito pessoal, cobra do cliente taxa de 70% ao ano. Isso é o "spread".

Considerando como percentual da carteira total do sistema, a inadimplência do setor bancário subiu de 3,1% para 4,01% entre o fim de 2004 e maio deste ano.

Em seu balanço divulgado na semana passada, o Itaú mostrou que a inadimplência no segmento pessoa física aumentou de 6,5% para 7,1% entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano. Sílvio de Carvalho, diretor do Itaú, afirmou que a inadimplência levou o banco a desacelerar um pouco a concessão de crédito na Taií, a financeira do Itaú direcionada ao público de mais baixa renda.

Os bancos têm ampliado de forma consistente suas carteiras de crédito nos últimos anos, permitindo que até as categorias que oferecem as menores garantias de pagamento se ampliassem consideravelmente.

A carteira da categoria catalogada pelo BC como de risco H -com as maiores chances de calote- deu um saldo 52,6% do fim de 2004 para maio deste ano, atingindo R$ 24 bilhões. No mesmo período, a carteira de menor risco, que vão do nível AA a C, subiu 30,5%.

Os analistas avaliam que os bancos sabiam dos maiores riscos da mudanças, mas que entenderam que a possibilidade de ganhos maiores -com os juros mais elevados cobrados desses segmentos de risco maior- compensaria. Os lucros recordes mostram que estavam certos.

"O que os bancos ganham com o "spread" cobrado da pessoa física compensa o aumento da inadimplência", avalia Jason Vieira, da UpTrend Consultoria Econômica.

O Itaú, segundo maior banco privado do país segundo o Banco Central, anunciou na semana passada crescimento de 19,5% em seu lucro semestral, que alcançou os R$ 2,958 bilhões. Hoje é a vez de o Bradesco divulgar seus resultados. Analistas esperam que o lucro do maior banco privado do país seja um pouco maior que o do Itaú e que a inadimplência, principalmente para o segmento de varejo, suba.

Roberto Luis Troster, economista-chefe da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), diz que, por enquanto, a inadimplência "não representa um problema para os bancos". "De acordo com que [os bancos] vão entrando mais para o varejo é esperado que aumente um pouco [a inadimplência]."

Junto à escalada da inadimplência, os bancos têm ampliado as provisões -recursos que servem de proteção para os créditos de liquidação duvidosa.

O BC obriga os bancos a fazerem provisões como forma de evitar que o sistema quebre caso muita gente deixe de pagar os empréstimos. Elas aumentaram de cerca de R$ 31 bilhões no começo de 2005 para R$ 45 bilhões em maio deste ano -elevação de 45%.

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h23
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A FARRA DOS BANCOS

Taxas elevadas garantem os lucros recordes

DA REPORTAGEM LOCAL

Apesar de a taxa básica de juros, a Selic, estar em seu mais baixo nível (14,75% anuais) desde sua criação, em 1986, os juros pagos pela pessoa física e empresas em empréstimos ainda são extremamente altos. No crédito pessoal, a taxa média caiu de 71,17% em janeiro de 2005 para 62,16% agora, segundo o Banco Central.

Considerando essa taxa, se uma pessoa tomar emprestado R$ 5 mil, pagará em um ano, só de juros, R$ 3.108. Assim, a taxa média do crédito pessoal está quase 50 pontos percentuais acima da Selic.

Assim, mesmo com a inadimplência maior, os bancos não têm tido problemas para lucrar.

Os bancos alegam que um dos problemas para reduzir suas taxas é o alto nível de inadimplência. Assim, o volume maior de inadimplentes pode reforçar esse argumento, apesar do ministro da Fazenda, em entrevista na Folha ontem, ter dito que irá pressionar as instituições pela redução dos "spreads" . (FV)

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h21
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A FARRA DOS BANCOS

Depois da internet, banco quer atender o cliente via celular

GILSON SCHWARTZ
ESPECIAL PARA A FOLHA

O dinheiro e as operações financeiras, como pagamentos e investimentos, devem funcionar cada vez mais como processos digitais e portáteis, com destaque para o celular.

A tendência foi a principal novidade debatida no 1º Congresso Brasileiro de Meios Eletrônicos de Pagamento, promovido pela Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) na semana passada em São Paulo.

Representantes das operadoras de telefonia celular e do sistema financeiro revelaram no encontro novos modelos de negócios e atendimento aos clientes do setor.

O Banco do Brasil é a instituição que mais avançou nos últimos dois anos, automatizando e digitalizando 90% das relações com o cliente.

Apenas uma em cada dez operações do banco exige a participação de funcionários. O resto já é feito pelos clientes usando caixas automáticos, internet, pontos de venda ou celulares e assistentes digitais portáteis (250 mil clientes já adotaram o banco móvel).

Torpedos
Segundo Raul F. Moreira, gerente-executivo do BB, chegam a 600 mil os avisos via torpedos relacionados a transações todos os meses. Metade dos clientes já opera preferencialmente por meio de caixas eletrônicos e 30% realizam suas operações pela internet.

Entre os que já usam o celular, cerca de 20% são proprietários de aparelhos com carga pré-paga -aliás, é na recarga dos aparelhos que está um dos filões do modelo adotado pelo Banco do Brasil.

Ainda não existe um modelo de negócios definitivo. Várias possibilidades têm sido exploradas, do envio de SMS confirmando uma transação por cartão de crédito ao uso do próprio aparelho celular como uma espécie de porta-moedas digital, interagindo com novos tipos de aparelhos para leitura.

Sistemas de pagamento totalmente móveis e digitais, sem necessidade de emissão do tradicional cartão de plástico, também foram exibidos e discutidos no evento. Entre os desafios tecnológicos está o de alcançar a instantaneidade da transação por torpedos.

Dependendo da qualidade da cobertura ou da intensidade do tráfego, a mensagem pode não chegar na mesma hora ao comprador ou vendedor.
As operadoras prometem investir em tecnologia para evitar quedas de rede em horas de pico e assegurar confiabilidade do sistema.


GILSON SCHWARTZ, economista e sociólogo, é professor de economia da informação na ECA-USP.

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h20
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CCBB EM SÃO PAULO

Paulo Herkenhoff finca pés em SP com duas mostras

CCBB e Instituto Tomie Ohtake inauguram, a partir desta semana, exposições que contam com mais de cem artistas

Curador fala, em entrevista à Folha, de sua experiência no Museu Nacional de Belas Artes e da próxima Bienal Internacional de São Paulo

FABIO CYPRIANO
DA REPORTAGEM LOCAL

A primeira vez que o curador capixaba Paulo Herkenhoff pisou em São Paulo, em 1955, aos seis anos, seus passos eram mancos, pois calçava sapato em apenas um pé, o outro estava machucado e com curativos.

Nesta semana, Herkenhoff está com os dois pés bem firmes na cidade: um no Centro Cultural Banco do Brasil, onde inaugura, hoje, "Manobras Radicais", mostra organizada junto com Heloisa Buarque de Holada, e outro no Instituto Tomie Ohtake, onde abre, depois de amanhã, "Pincelada - Pintura e Método, Projeções da Década de 50". Nas mostras, o curador expõe mais de cem artistas, algo da grandeza de uma bienal.

Seu trabalho à frente da 24ª Bienal de São Paulo, em 1998, aliás, é creditado por ele mesmo como "o mais feliz" de sua carreira profissional. "Sou extremamente grato à Fundação Bienal, tive condições ideais de trabalho". Logo após a Bienal, ele passou a exercer curadoria no Museu de Arte Moderna de Nova York, onde esteve por quatro anos, e depois dirigiu o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio, gerando certa polêmica.

"Eu poderia ficar dez anos lutando para implantar o plano de reestruturação física do prédio, encontrei o museu à beira de um colapso, mas não posso ficar um dia a mais quando mudam as prioridades. É inaceitável trocar a reestruturação física por um restauro de fachada porque é ano eleitoral", diz o curador ao justificar sua saída, em janeiro passado.

Tal experiência afastou Herkenhoff de novos projetos institucionais: "Minha grande fantasia era trabalhar no Museu Nacional, mas, depois de minha experiência lá, não quero mais trabalhar em instituições. O governo Lula fez infinitamente mais do que o governo Fernando Henrique pelo museu, mas eu peço consistência no campo da ética museológica. O José do Nascimento Júnior [diretor do Departamento de Museus do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional] é uma pessoa intolerante, e o autoritarismo dele não se justifica."

Elogios
A experiência no Museu de Belas Artes não tirou o otimismo de Herkenhoff. Sobre a próxima Bienal, o curador não mede elogios: "A Lisette [Lagnado] e sua equipe estão fazendo a primeira bienal do século 21, porque partem de um entendimento de que é preciso trabalhar em grupo, o que até já ocorreu em outras bienais, mas não só define questões a serem trabalhadas como, ao acabar com as representações nacionais, realizará a mais ajustada bienal entre as intenções curatorais e a realização na arte."

O curador acha que a Bienal "Como Viver Junto" cria "uma agenda vinculada à crise do nosso mundo, que não admite utopias, e essa bienal criará diagramas de convivência, com perspectiva histórica firme; antes de ocorrer, já é memorável".

Sobre o recente episódio da expulsão de Edemar Cid Ferreira do conselho da Bienal, a partir do afastamento em protesto de Cildo Meireles, Herkenhoff torce para que o artista se reintegre à mostra. "O Cildo é um artista de uma consistência ética extraordinária. Conheço-o desde 1969 e acho que ele entendeu que hoje a sua presença é estratégica no sistema da arte internacional. Expressou uma opinião que foi um desafio à instituição e acendeu uma luz".

Finalmente, para Herkenhoff, "o presidente da Bienal, Manoel Pires da Costa, tem uma opinião semelhante à do Cildo, creio que agora é preciso parar de escutar fofocas e as partes perceberem que apontam para a mesma direção".

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h06
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A FARRA DOS BANCOS

Banco médio recorre mais aos FIDCs

Tatiana Bautzer

A expectativa em torno da mudança da contabilidade de cessão de crédito está animando o mercado de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), com mais emissões de bancos pequenos e médios. O Votorantim planeja a maior emissão de FIDC do ano, de R$ 1 bilhão. Instituições que até agora não cediam suas carteiras preferem ir direto ao mercado de capitais ao invés de fechar acordos de cessão com os grandes.

"Alguns bancos que só faziam concessões diretas querem lançar fundos agora para evitar a necessidade de injeção de capital quando mudar a regra do Banco Central", diz o diretor da Oliveira Trust, Juarez Dias Costa. O Paraná Banco está preparando sua primeira emissão, com "road show" para investidores esta semana no Rio e em São Paulo.

O Banco Votorantim está esperando aprovação de um novo fundo de R$ 1 bilhão. Em junho, o banco já havia lançado um fundo de R$ 500 milhões com liquidez diária, tendo como alvo investidores de private banking. O novo fundo será fechado, com prazo de cinco anos e carência de dois. "Queremos diversificar o funding da financeira, até agora só da tesouraria, para continuar expandindo a carteira de crédito de veículos", afirma o diretor de mercado de capitais do Votorantim, Emílio Otranto. Desta vez o público será de investidores institucionais e outros bancos. A emissão, sem coobrigação, terá duas séries, uma sênior, rendendo 102% do CDI, e duas séries de subordinadas, com alvo de 102,2% do CDI.

Também está em análise uma emissão do Cruzeiro do Sul, de R$ 50 milhões.

A Oliveira Trust lançou oito fundos, no valor total de R$ 500 milhões, e está estruturando outros quatro de R$ 250 milhões. Agora, está disputando mandato para estruturar fundos de dois bancos médios. O diretor não revela o nome das instituições, mas acredita que até 15 bancos que estavam fora do mercado passem a vender FIDC.

O Bradesco é um dos principais compradores de carteiras de crédito de bancos médios, incluindo BMC, Panamericano, Pine, Bonsucesso, Industrial e Cruzeiro do Sul. O Itaú tem acordos com BMG e o HSBC, do banco Schahin. O ABN AMRO Real costuma comprar parcelas da carteira do Cacique.

Espera-se que o Banco Central mude a regra contábil para concessão de crédito com coobrigação, no qual o risco permanece com o banco que vendeu a carteira. A ponderação do risco para cálculo do capital necessário à instituição passará de 50% para 100% na nova regra.

Para outra instituição bastante atuante na originação de FIDC, o Mellon Brasil, as emissões de bancos pequenos e médios têm crescido, mas já são lançadas com comprador definido e não vêm a mercado. "O problema é que muitas dessas emissões já estão com o custo de captação fechado com o comprador", diz Roberto Pitta, diretor do Mellon Brasil. "Se viessem a mercado talvez pudessem conseguir taxas melhores. A taxa já chega a mercado fechada a 110% do CDI, por exemplo, mas se outros investidores pudessem disputá-la ela poderia cair", argumenta.

O volume de FIDC administrado pelo Mellon subiu 24% nos primeiro semestre do ano, de R$ 2,9 bilhões para R$ 3,9 bilhões. Nos seis primeiros meses a instituição originou R$ 850 milhões nestes fundos. Pitta espera que o volume gerado no segundo semestre seja de R$ 1 bilhão.

Ele vê uma perspectiva melhor para emissões de empresas privadas, que estão avaliando as operações pelo custo mais baixo e melhora dos seus índices de endividamento no balanço, o que não ocorre com papéis tradicionais de dívida. Segundo dados da CVM, o estoque total de emissões de FIDC é de R$ 4,4 bilhões até julho, com R$ 2,3 bilhões em análise. Não há estatísticas sobre o total de cessões de crédito entre os bancos, mas o volume é de bilhões mensais.

A geração de crédito mensal para pessoa jurídica superou R$ 70 bilhões ao mês e para pessoa física, R$ 40 bilhões. O total de FIDCs ainda é inferior a 20% do total de debêntures, de R$ 44 bilhões no ano.

Fonte: Valor Econômico



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h02
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A FARRA DOS BANCOS

Informação ajudaria a reduzir juro

Alex Ribeiro

A percepção geral é que os bancos cobram juros elevados e lucram muito no país porque a concorrência é baixa no sistema financeiro. No entanto, um texto para discussão divulgado pelo Banco Central (BC) conclui que, apesar das imperfeições do sistema, o comportamento dos bancos brasileiros é muito próximo do esperado em um ambiente de competição e que não há problemas a serem combatidos pelos órgãos de defesa da concorrência.

Mas, a concorrência poderia aumentar se as informações a respeito da qualidade dos clientes fossem compartilhadas de alguma forma e a baixo custo. Os bancos já cobram juros menores dos clientes que consideram bons.

Fonte: Valor Econômico



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h37
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A FARRA DOS BANCOS

BC vê ambiente competitivo no país

Alex Ribeiro

Um texto para discussão divulgado pelo Banco Central conclui que, embora os bancos brasileiros tenham algum poder de mercado, o seu comportamento é muito próximo do esperado em um ambiente de competição.

O trabalho não procura negar que o mercado bancário brasileiro tem as suas imperfeições, que levam os juros a patamares elevados - e que, portanto, deve ser regulado pelo poder público. A conclusão, na verdade, é que não existem problemas de competição entre os bancos que precisem ser corrigidos pela ação dos órgãos de defesa da concorrência.

Elaborado pelos economistas Marcio Nakane, Leonardo Alencar e Fabio Kanczuk - os dois primeiros do Departamento de Pesquisa Econômica do Banco Central e o último da Economia da Universidade de São Paulo (USP) - o estudo é uma continuação de uma série de trabalhos conduzidos pela autoridade monetária para entender porque os juros e o "spread" bancário são tão elevados no Brasil.

A pesquisa parte da constatação de que, na visão da população em geral, os bancos cobram altos "spreads" e lucram muito no país porque a concorrência é baixa no setor. O farto material acadêmico reunido pelo Banco Central até aqui, porem, vai contra essa tese.

Há alguns anos, as pesquisas de Nakane já haviam apontado que o grau de concentração no mercado brasileiro é pequeno, relativamente ao verificado em outros países e aos parâmetros usados pelas autoridades antitruste americanas. O termômetro usado para medir o grau de concentração é o índice de Herfindahl - quando maior ele for, mais concentrado o mercado. No caso do mercado de crédito, o índice era de 0,0691 em junho de 2003. Pelos padrões das autoridades antitruste americanas, índices inferiores a 0,1 indicam mercados não concentrados.

Constatado que o nível de concentração do mercado brasileiro é confortável em relação aos padrões internacionais, os esforços dos pesquisadores do Banco Central se dirigiram a determinar se os bancos exercem algum poder de mercado para fixar seus preços - incluídos não apenas os juros bancários, mas também tarifas e a remuneração para depósitos.

Uma série de estudos do Banco Central concluiu, de um lado, que os bancos não tinham comportamento típico dos cartéis, que combinam seus preços. Mas, de outro lado, a pesquisa constatou que o mercado não era perfeitamente competitivo. O fato de não ser perfeitamente competitivo não surpreende e não se constitui, a princípio, em um problema.

Num mercado perfeitamente competitivo, todos cobram o mesmo preço, pois aquele que cobrar um centavo a mais não encontra compradores. A literatura econômica diz que, para que haja competição perfeita, os mercados têm que ter algumas características básicas, como negociar produtos homogêneos (ou seja, iguais entre si) e não haver barreiras à entrada de novos competidores.

Serviços em geral, e especialmente os bancários, não são homogêneos - as empresas normalmente criam diferenciais que permitem cobrar preços um pouco maiores. Às vezes a própria reputação de uma instituição permite que ela cobre mais.

O mercado bancário é o que os economistas chamam de competição monopolística, na qual, pelas pequenas diferenças entre os produtos, é possível cobrar tarifas e juros diferentes.

Mas há limites para os valores cobrados a mais - se o sobrepreço é muito elevado, certamente os clientes irão preferir procurar outras instituições. É por isso que, na competição monopolística, o poder de mercado é limitado, e a liberdade para um banco fixar preços é constrangida pela presença de concorrentes.

Os estudos apontaram, portanto, que o mercado brasileiro tem as suas imperfeições, e que o seu poder de mercado se encontra no amplo espaço que existe entre um ambiente plenamente competitivo e os cartéis. Faltava caracterizar com maior precisão, entretanto, o quão próximo está o mercado bancário do ambiente plenamente competitivo.

O texto para discussão divulgado pelo BC ("Demand for bank services and market power in Brazilian banking", ou Demanda por serviços bancários e poder de mercado no setor bancário brasileiro) avança nessa linha de pesquisa, demonstrando que os bancos estão muito próximos do ambiente de plena competição.

A partir de uma ampla base estatística, que chega ao detalhe de mercados existentes em cada município, os três economistas concluem que as características da indústria bancária são muito próximas do que tecnicamente é descrito como modelo de Bertrand. Nele, as decisões de produzir são tomadas a partir do preço, e cada empresa procura definir o menor valor possível para não perder mercado para empresas concorrentes.

Fonte: Valor Econômico



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h36
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A FARRA DOS BANCOS

Pesquisa vai mostrar custo para migrar conta

Apesar de concluírem que não há problemas de competição a serem examinados por órgãos de defesa da concorrência, os estudos do Banco Central estão longe de afirmar que o mercado bancário não tem imperfeições. O principal ponto é o que os economistas chamam de assimetria de informações.

Custa caro aos bancos obter informações sobre quais são os clientes bons pagadores e quais não são. Essa despesa se torna um obstáculo para instituições financeiras convencerem bons clientes dos concorrentes a trocar de banco. Um estudo incluído no sexta avaliação do BC do projeto de redução dos juros e do spread bancário, a ser divulgada nos próximos dias, irá trazer com detalhes quanto custa para um cliente se transferir de um banco para o outro.

O economista do BC Marcio Nakane fez um texto ("Concorrência e spread bancário: uma revisão da evidência para o Brasil"), já na internet, que descreve didaticamente a questão da assimetria de informações.

Um banco que já tem um determinado cliente conhece, pelo seu tempo de relacionamento, o quão valioso ele é - ou seja, se tem um intenso relacionamento com a instituição e se é bom pagador. Para esses bons clientes, o banco já cobra juros menores do que para os demais.

Se um concorrente baixar os juros para atrair os bons clientes, o banco que detém bons clientes na sua carteira vai baixar os juros ainda mais para retê-los. E provavelmente vai deixar os maus pagadores trocarem de instituição financeira. No fim, o concorrente irá atrair apenas maus clientes.

É com base nessa teoria que o BC vem priorizando, no seu projeto de redução do "spread" bancário, a adoção de medidas que procuram reduzir a assimetria de informações - que, por sinal, não é um problema restrito ao Brasil, mas uma característica desse setor em todo o mundo.

Uma das medidas, criada em 2001, foi a chamada portabilidade dos dados cadastrais. Um cliente que troca de banco pode levar a sua ficha completa. O problema, na visão do BC, é que essa não é uma prática que tenha se difundido - sobretudo porque a maior parte dos clientes do sistema bancário não faz idéia da existência desse mecanismo.

Outra proposta, apresentada no Congresso, mas que tramita lentamente, é um projeto que regulamenta os cadastros positivos. Neles, constarão todas as informações dos clientes, tanto positivas quanto negativas - o que permitirá aos bancos distinguir os bons pagadores dos maus pagadores. Todas as tentativas de criação de cadastros desse tipo foram barradas na Justiça, o que levou ao diagnóstico dentro do governo de que seria necessário fortalecer a sua base legal.

Uma forma de contornar o problema da assimetria de informações é fortalecer as garantias. Se o empréstimo é bem garantido, o banco não precisa saber com muito detalhe quais são os bons e os maus clientes.

Ao longo dos anos, foram criados ou fortalecidos mecanismos de garantias como a alienação fiduciária para imóveis e a cédula de crédito bancário. Mas a medida mais importante tomada no atual governo talvez tenha sido, ao lado da Lei de Falências, a criação do crédito consignado em folha de pagamentos. A importância desse mecanismo foi medida em dois estudos feitos pelo BC.

Um deles, que acaba de ser divulgado ("O efeito da consignação em folha nas taxas de juros dos empréstimos pessoais", de Eduardo Rodrigues, Victorio Chu, Leonardo Alencar e Tony Takeda), mede o quanto exatamente os juros nos empréstimos consignados são menores levando em conta apenas os efeitos das melhores garantias.

Para chegar a esse valor, os pesquisadores selecionaram um grupo de pessoas, a partir de dados da Central de Risco de Crédito do BC, que tomaram tanto empréstimos pessoais quanto crédito consignado. Foram selecionadas 34,8 mil operações de crédito pessoal e 27,5 mil de crédito consignado, em dezembro de 2003, com valores a partir de R$ 5 mil.

Os pesquisadores chegaram à conclusão de que existe uma diferença de 13 pontos percentuais entre as taxas de juros das duas modalidades de crédito que pode ser atribuída exclusivamente às melhores garantias dos empréstimos consignados.

Uma outra pesquisa acadêmica incluída nos textos para discussão do BC ("Judicial risk and credit market performance: micro evidence from Brazilian payroll loans", de Ana Carla Costa e João Manoel Pinho de Mello) demonstra o efeito adverso que incertezas jurídicas sobre o empréstimo consignado tiveram sobre as taxas de juros, volumes de crédito e risco das operações.

Em 2004, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu desfavoravelmente a um banco que havia feito um empréstimo consignado a um funcionário público. Os economistas observaram dados de empréstimos anteriores e posteriores a essa decisão judicial. "Os dados sugerem que a decisão teve um impacto adverso na percepção de risco pelos bancos, na taxa de juros e nas quantidades", conclui o estudo. (AR)

Fonte: Valor Econômico



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h34
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A FARRA DOS BANCOS

Lucro do Bradesco cresce 13% no 2º trimestre, para R$ 1,6 bilhão

SÃO PAULO (Reuters) - O Bradesco, maior conglomerado financeiro privado do país, divulgou nesta segunda-feira um lucro de R$ 1,602 bilhão para o segundo trimestre deste ano, 13% maior que no mesmo período do ano passado.

No primeiro semestre, o lucro acumulado pelo Bradesco foi de R$ 3,132 bilhões, 19,5% superior ao obtido na primeira metade de 2005.

A carteira de crédito, incluídos avais e fianças, alcançou R$ 102 bilhões, com crescimento de 7,2% no trimestre. Sem considerar avais e fianças, a carteira encerrou o primeiro semestre com um saldo de R$ 88,6 bilhões, 5% maior que no final de março.

O crédito à pessoa física registrou uma expansão de 5,2% no trimestre e representava 42,4% da carteira no final de junho. Conforme comunicado emitido pelo banco, o crescimento se deveu à "maior demanda por crédito pessoal e financiamento de veículos, em função da melhora do nível da atividade econômica".

As provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) tiveram um acréscimo de R$ 178 milhões no trimestre e alcançaram um saldo de R$ 5,8 bilhões, R$ 1,1 bilhão de reais acima da requerida pelo Banco Central.

O acréscimo se explica, segundo o Bradesco, "pelo crescimento do índice de inadimplência geral, tanto em função da mudança do perfil da carteira, com maior participação nas operações para pessoa física, quanto à ligeira deterioração da capacidade de pagamento dos clientes, observada em todo Sistema Financeiro Nacional".  (Por Marcelo Mota)

Fonte: UOL Economia



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h28
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A FARRA DOS BANCOS

Crédito fácil estrangula consumidor

A febre do financiamento e o crescimento apenas modesto dos salários têm levado ao aumento do endividamento do brasileiro e já compromete a sua capacidade de consumo.

Dados apresentados na semana passada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante seminário em São Paulo, indicam que a massa de rendimento do trabalho (soma de valores recebidos como remuneração) aumentou 17% nos últimos três anos, de R$ 474,2 bilhões em 2003 para R$ 555 bilhões este ano.

Segundo especialistas, o resultado se deve quase exclusivamente à ampliação do emprego, já que a renda real permaneceu estável ou até em queda.

Nesse mesmo período, só o montante de empréstimos concedidos à pessoa física por bancos e financeiras cresceu de R$ 98,5 bilhões para R$ 177,7 bilhões - um salto de quase 80%. Os valores foram atualizados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no País, medido pelo IBGE.

O descompasso entre o ganho de rendimentos do trabalho e a corrida aos financiamentos já se reflete nos índices de inadimplência. De acordo com a Serasa, a inadimplência entre os consumidores apresentou alta de 39,3% de 2004 até junho deste ano.

O levantamento reúne dados sobre calote em todas as modalidades de crédito - cheques devolvidos, títulos protestados e dívidas vencidas com bancos, empresas do varejo, cartões de crédito e financeiras.

“Houve uma overdose de crédito”, diz um banqueiro. “Os bancos e as lojas aumentaram a oferta de empréstimos voltados para o consumo e agora estão pagando a conta com aumento da inadimplência.”

O economista Sérgio Vale, da consultoria MB Associados, chama a atenção para o perfil de quem mais se endividou. Houve um grande crescimento do crédito consignado, principalmente para aposentados, que consumiram mais medicamentos e materiais de construção. Entre os trabalhadores do setor privado, o crédito com desconto em folha tem sido usado principalmente para comprar eletroeletrônicos mais caros, como televisores e computadores.

“O aumento do salário mínimo responde por quase um quarto da expansão da massa de rendimento em 2006. O resto é aumento de mão-de-obra e não aumento real de salário”, diz Sérgio Vale.

“Como no ano que vem não teremos um aumento real relevante do salário mínimo nem o emprego deve crescer tanto, por causa da perda de dinamismo das exportações, teremos um cenário de inadimplência muito maior”, acrescenta Vale.
Nas Lojas Cem, rede de varejo de eletroeletrônicos e móveis, as perdas com o calote de consumidores praticamente dobraram nos últimos 18 meses. A taxa passou de 3% para 5% da carteira de vendas a prazo.

“A conseqüência é que paramos de reduzir os juros ao consumidor”, diz o supervisor-geral Valdemir Colleone. Desde outubro, a rede mantém taxa de 4,8% ao mês nas vendas parceladas em 20 vezes. “Se a inadimplência tivesse se mantido em 3%, essa taxa poderia ser hoje de 2,9% a 3% ao mês”.

A situação é complicada porque o custo dos financiamentos continua elevado, apesar da queda da taxa básica, diz o economista Fábio Pina, da Federação do Comércio do Estado de São Paulo. Segundo ele, já que a renda dos consumidores não sobe na mesma proporção do endividamento, a tendência é de estrangulamento ainda maior da capacidade de compra dos brasileiros.

O varejo tem duas alternativas, diz Carlos Henrique de Almeida, assessor econômico da Serasa. “A mais simplista é aumentar os juros como atitude defensiva, o que pode provocar mais inadimplência. Outra é melhorar a qualidade do crédito, principalmente do pequeno varejo, que hoje oferece crédito fácil para poder concorrer com os grandes”.

Fonte: O Estado de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h10
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A FARRA DOS BANCOS

Procon orienta correntista sobre tarifas bancárias

"Tem aquelas tarifas que não se pode evitar. Mas havendo possibilidade, o melhor continua sendo e economia"

Adriele Marchesini

SÃO PAULO - Com o aumento da cobrança de tarifas bancárias extremamente superior ao da inflação, conforme noticiou o Estado nesta sexta-feira, o consumidor precisa ficar atento para economizar o máximo possível com a movimentação de sua conta corrente. "Tem aquelas tarifas que não se pode evitar. Mas havendo possibilidade, o melhor continua sendo e economia", disse o assistente técnico da Fundação Procon de São Paulo Diógenes Donizeti, que dá algumas dicas para o correntista:

Como funciona a cobrança?

As tarifas só podem ser cobradas quando há prestação de serviços. Existem aquelas punitivas, como a de emissão de cheques quando não há fundo em conta, que o consumidor precisa saber que existem. Além disso, tem as tarifas de serviço, que variam de banco para banco, conforme autorização do Banco Central. Uma vez autorizada, a cobrança deve ser anunciada aos clientes por meio de avisos afixados nas agências. A partir de 30 dias, ela entra em vigor. Cada banco cobra de acordo com o que entende, explica o Procono.

Quais são os serviços gratuitos

Pela resolução 2303 do BC, o banco não pode cobrar:

* um meio de movimentação: cartão ou cheque. Se o consumidor optar por apenas uma forma de movimentação, o serviço deve ser gratuito. Havendo a opção de utilizar ambos, um deles pode ser cobrado - o valor varia de instituição para instituição.

* extrato: todo correntista tem direito a receber gratuitamente um extrato de movimentação por mês.

* sustação de cheques: só não será obrigatória a tarifa em caso de sustação de cheques por roubos.

* manutenção de conta poupança: quando está investido mais de R$ 20 na poupança, não há tarifas na conta poupança.

Sobre os demais serviços, o banco cobra o que quiser. Um exemplo é a emissão de cheque por folha, que pode ser tanto de R$ 0,90 como R$ 1,5. Alguns bancos ainda oferecem esse produtor gratuitamente.

Como funciona a cesta de tarifas?

Alguns bancos oferecem cestas de tarifas, que têm um valor fixo referente a um determinado pacote de serviços. Ou seja, os bancos fixam um valor mensal que dá ao correntista determinados direitos, como dez estratos mensais e talão de cheques entregue em casa. Contudo, é preciso estar atento, já que muitas vezes a cesta de serviços é bom para o banco, e não para o consumidor.

O correntista deve avaliar a verdadeira necessidade do produto. Dependendo da pessoa, pode-se muito bem conferir o extrato bancário uma, duas vezes por mês em vez de dez. Também o cliente pode ir até a agência retirar o talão, em vez de recebê-lo em casa. E, com isso, ter o mesmo controle pagando R$ 12 mensais em vez de R$ 30, por exemplo. O segredo é se adequar para não ter necessidade de extratos adicionais.

Cobranças indevidas

Além disso, o consumidor deve ficar atento: os bancos muitas vezes fazem cobranças tarifárias indevidas. Uma boa dica é conferir mensalmente o estrato, marcando os gastos do tipo e conferindo com a movimentação. Em caso de realmente haver esse erro, o consumidor deve entrar em contato com a agência bancária. Se o referente não for restituído, o caso passa para as mãos do órgão de defesa do consumidor. Vale lembrar que a restituição do valor deve ser feita em dobro. Em caso de reincidência de cobrança indevida, o banco é encaminhado ao Departamento de Fiscalização e pode até mesmo receber uma multa.

Negociações

Para economizar mais um pouco - e não havendo o interesse de optar por uma cesta tarifária - o consumidor pode tentar com o banco um desconto. Muitas vezes, com uma aplicação, uma poupança nessa instituição, o valor das tarifas pode ser negociado.

Fonte: Agência Estado



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h06
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A FARRA DOS BANCOS

Mantega diz que vai apertar os bancos

Ministro afirma não entender por que instituições ainda não reduziram seus juros e que compulsório não é desculpa

Titular da Fazenda diz que governo prepara novas medidas para incentivar queda das taxas, como a criação de "cadastro positivo"

GUILHERME BARROS
COLUNISTA DA FOLHA

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, não gostou das declarações feitas na semana passada por Marcio Cypriano, presidente da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), em que defendeu a redução do depósito compulsório como condição para os bancos baixarem os juros ao consumidor.

"Há espaço para a queda do "spread" no setor privado sem mexer no compulsório", disse o ministro. Para Mantega, o governo já cortou a Selic em cinco pontos percentuais, e, até agora, essa redução não foi repassada para os consumidores. Disse, ainda, que o governo tomou diversas iniciativas, como a nova Lei de Falências, que também não surtiram efeito. "E os bancos exibem enormes lucros." Mantega disse que o governo prepara novas medidas para incentivar os bancos a baixar os juros.

Entre elas, a criação do "cadastro positivo", que prevê a criação de uma lista de pessoas com bons antecedentes que poderiam ter acesso a empréstimos com juros menores. Outra seria a extinção da cobrança aos bancos do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), que serve para ressarcir correntistas até o limite de R$ 20 mil por CPF diante da quebra de bancos. O fundo já possui R$ 9,5 bilhões em caixa, volume considerado suficiente para cobrir uma emergência. Mantega também pretende forçar os bancos oficiais a baixar mais o juro para aumentar a competição.

Fonte: Folha de S. Paulo - Leia a entrevista do ministro clicando aqui (assinantes Folha ou UOL)



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h00
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A FARRA DOS BANCOS

Da coluna Mercado Aberto na Folha de S. Paulo:

Volume de crédito do Brasil é um dos menores do mundo

O Brasil tem um dos menores volumes de crédito do mundo. Em levantamento feito pela Austin Rating com 173 países, o Brasil aparece em 82º lugar, com uma proporção de apenas 32,4% de crédito em relação ao PIB. A Austin usou dados do FMI, Banco Mundial e bancos centrais.

Considerando que o Brasil é a 11ª economia do mundo, conforme ranking elaborado pela Austin em abril com dados do FMI, o baixo nível da relação crédito/PIB revela a fragilidade do crescimento econômico do país ao longo dos últimos dez anos, de 2,2%, no período entre 1996 e 2005.

O levantamento da Austin mostra que o Brasil, em 82º lugar, está atrás de países muito menores, como Costa Rica, Mongólia, Barbados, Bolívia e Panamá, além dos desenvolvidos e de emergentes como China, Nova Zelândia, Austrália e Índia, entre outros.

O volume de crédito de um país é um dos melhores termômetros para avaliar a sua capacidade de crescimento. Na medida que cresce o crédito, também se fortalece a economia.

O economista Alex Agostini, da Austin Rating, diz que o Brasil tem um baixo volume de crédito porque o governo toma a maior parte de recursos dos bancos. Também é, a seu ver, isso que explica o crescimento baixo da economia dos últimos dez anos.

Agora, com a queda da inflação, a redução dos juros e o equilíbrio das contas públicas, a tendência é de aumento do crédito, o que já vem acontecendo. O banco começa a ter mais dinheiro em caixa para emprestar aos seus clientes.

A condição fundamental, no entanto, para a ampliação do crédito é a redução do "spread" bancário, já que as taxas praticadas no país estão no topo da lista. Um dos pontos discutidos com maior freqüência é relacionado à taxa de compulsório sobre os depósitos à vista que as instituições financeiras têm que recolher junto ao Banco Central. Os bancos defendem a redução do compulsório para baixar o "spread".

Segundo Agostini, uma redução da taxa do compulsório em dez pontos percentuais somente da parcela sem remuneração, que corresponde a 45% do total, elevaria o volume de crédito em aproximadamente R$ 8,5 bilhões.

Esse volume, de acordo com o economista, ainda não seria suficiente para elevar a relação crédito/PIB para algo acima de 35%, mas seria certamente um significativo impulso para a redução dos juros cobrados aos consumidores.

Pelas contas de Agostini, entre setembro de 2005 e junho deste ano, enquanto a taxa Selic foi reduzida em 4,5 pontos percentuais, a taxa média do "spread" bancário para as operações realizadas para as pessoas físicas foi reduzida em apenas 2,3 pontos percentuais.



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h58
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