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| BBlog: o BB, seus funcionários e Entidades (Blog do Romildo) |
EMPREGO (2)
Desemprego real no país é o dobro do oficial
Cássia Almeida
São 2.739.905 pessoas que gostariam de trabalhar, estão disponíveis para isso, mas nada fizeram para conseguir um emprego. Essa população de trabalhadores inativos — só nas seis principais regiões metropolitanas do país — supera o universo de desempregados que, em junho, somavam 2,3 milhões, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE. Se, de uma hora para outra, esse contingente resolvesse sair em busca de uma vaga no mercado de trabalho, a taxa de desemprego oficial do país, medida em Rio, São Paulo, Recife, Belo Horizonte, Porto Alegre e Salvador, subiria dos 10,4% atuais para 20%.
Esses trabalhadores fazem um dos principais indicadores da atividade econômica flutuar. Para se ter uma idéia, 391.669 pessoas, de um total de 628 mil que procuraram emprego no último ano, estão aguardando resposta de alguma entrevista. Se o resultado for negativo e todos se somarem à força de trabalho — voltarem a procurar emprego — a taxa de desocupação passará para 11,9%.
— Se estão aguardando resposta, a ação para achar colocação existiu. Isso acaba disfarçando um pouco o número do desemprego. Mas há o lado positivo. Se eles voltarem ao mercado, ficará constatado que a economia está melhorando, que há mais chances — disse Cimar Azeredo, gerente da PME, que cruzou os números da pesquisa, num levantamento inédito feito a pedido do GLOBO.
— Quando o mercado de trabalho melhora, as pessoas voltam a procurar emprego. A tendência é que muitos voltem ou como ocupados ou como desempregados — explica João Saboia, diretor do Instituto de Economia da UFRJ e um estudioso do mercado de trabalho.
Falta de dinheiro faz parar a procura
Outras razões afastam esses trabalhadores do mercado. Um dos mais importantes é a falta de dinheiro. São 64.908 pessoas que pararam de procurar uma vaga por dificuldades financeiras. Foi esse motivo que levou Monique Evelin Silva Picanço, de 21 anos, a parar de procurar. Desempregada desde 2003, conseguiu nesse período apenas uma vaga temporária numa loja no período natalino. Há um mês desistiu. O gasto com transporte, cópias dos currículos e com fotos ficou alto:
— Está muito difícil. Sou professora formada e tenho curso de informática, mas ninguém aceita sem experiência. Tive que parar de procurar por enquanto.
Monique, o pai e o irmão moram juntos. Mas, ainda assim, a situação financeira da família é precária. Contam apenas com R$ 120 que o pai ganha num trabalho temporário e algumas ajudas:
— Ele está desempregado há cinco anos. Contra ele, tem a idade.
A falta de dinheiro para procurar emprego é uma realidade mais comum no país do que se imagina, diz o economista Claudio Dedecca, da Unicamp. Ele lembra que em países desenvolvidos, como a Alemanha, os sistemas públicos de emprego distribuem tíquetes para condução:
— Chega-se a gastar até R$ 8 por dia com transporte. Isso dá para comprar cinco quilos de arroz, três de frango. Quando a situação aperta, a pessoa pára de procurar. Isso se nota muito no carnaval e no Natal, quando a procura diminui e a taxa de desemprego cai. O gasto costuma ser infrutífero nessas épocas.
Mais de 53 mil voltam a estudar
A dificuldade para encontrar uma vaga acaba levando trabalhadores a optarem pelo estudo, para mais tarde voltarem ao mercado mais preparado. Eram 53.610 pessoas nessa situação em junho. Nesse grupo, inclui-se o economista e advogado Marcio Bianco. Aos 37 anos e com MBA em finanças, ele desistiu de procurar uma vaga na sua área. A fuga das empresas financeiras do Rio para São Paulo afastaram as vagas de Bianco:
— Resolvi tentar outra carreira. Agora estudo para tentar entrar no serviço público. Vou tentar concurso para o Ministério Público, Defensoria. Parei de procurar.
A situação de Bianco difere um pouco do estudante clássico que quer trabalhar. Normalmente, segundo Dedecca, eles esperam uma oportunidade, mas não vão para rua à procura de uma vaga.
O desejo de trabalhar misturado à frustração de não conseguir vaga, por sua vez, foi o que levou 68.767 pessoas a desistirem de procurar. Esse grupo é o mais preocupante para Saboia. É o desalento clássico, para quem a esperança realmente acabou.
E o percentual desses inativos que desejam trabalhar muda conforme a região. Onde há mais informalidade, a taxa é menor. No Rio, região onde o trabalho informal é maior, apenas 8,3% são inativos que podem e querem trabalhar. Em São Paulo, a taxa sobe para 15,7%.
Fonte: O Globo
(continua)
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 23h01
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EMPREGO
(continuação)
Maioria é formada por mulheres, cônjuges e trabalhadores instruídos
São na sua maioria mulheres, têm entre 25 e 49 anos, cursaram pelo menos o Ensino Médio e não são responsáveis pelo domicílio. Esse é o perfil do contingente de inativos que gostaria e está disponível para trabalhar, mas desistiu de procurar uma vaga. Segundo Cimar Azeredo, gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE, que investiga o movimento do mercado de trabalho em seis regiões metropolitanas, a oscilação nessa população de trabalhadores é mais feminina. As mulheres são as que mais flutuam entre a inatividade e a procura por emprego.
— As mulheres têm mais dificuldades para se encaixar no mercado. São a maioria entre os desempregados e cumprem uma jornada de trabalho em casa. Por isso, é natural que também sejam maioria nessa população de trabalhadores — explica Azeredo.
O professor da Unicamp Claudio Dedecca lembra que nem sempre a ocupação que a mulher consegue tem remuneração suficiente:
— Às vezes, o retorno é baixo para fazer frente ao custo de gestão da família e a mulher, mesmo querendo trabalhar, volta à inatividade.
A chefia da família só representa 25% desses trabalhadores. A grande maioria são cônjuges, filhos ou agregados. Paulo Roberto Moreira da Fonseca, professor de Educação Física, mora com os pais, que são responsáveis pelas despesas da casa. Aos 26 anos, teve que parar de procurar emprego por falta de dinheiro. Morando em Irajá, gasta só de metrô cerca de R$ 5 para procurar emprego em academias da Zona Sul. Fora as despesas de alimentação.
— Vou esperar o verão para ver se a demanda nas academias aumenta e eu consigo um emprego. Enquanto isso, faço algum bico quando aparece — conta Fonseca, que ainda sofre com a discriminação. Acima do peso, perde vagas, apesar de sua qualificação.
Mercado de trabalho não deve ficar mais atraente
A chance de esses 2,7 milhões voltarem ao mercado é pequena, na opinião de Dedecca. Para ele, o desemprego deve se manter no patamar de 10,4%, nível compatível com um crescimento da economia de 4%, previsto pelo governo. Já João Saboia, diretor do Instituto de Economia da UFRJ, espera um aumento maior da força de trabalho, com entrada de mais pessoas:
— Em junho, entraram 600 mil pessoas — lembrou.
Entenda o cálculo
O mercado de trabalho é dividido em dois grupos: a População Economicamente Ativa (PEA), que reúne os ocupados e os que procuram uma vaga, os desempregados; e a População Não Economicamente Ativa (Pnea), onde estão incluídos os aposentados, estudantes, donas de casa e os desalentados. Os que desejam e podem trabalhar, mas nada fizeram no mês de referência da pesquisa do IBGE para conseguir uma vaga, são tachados como inativos, mesmo que se achem desempregados.
Como a pesquisa obedece critérios internacionais, é preciso manter essa classificação para que a taxa de desemprego brasileira seja comparável à de outros países.
O IBGE também investiga esse universo de inativos. E consegue identificar quem deseja voltar ao mercado de trabalho e que motivos fizeram com que se afastassem. Nesse contingente, entram os 2,7 milhões objeto do levantamento. Para o IBGE, eles não são considerados desalentados. Para entrar nesse restrito universo, é preciso ter procurado trabalho por seis meses ininterruptos no último ano e ter desistido de procurar por não ter encontrado qualquer trabalho, seja na remuneração ou qualificação desejadas.
Para ser considerado desempregado é preciso que o trabalhador tenha tomado alguma atitude para conseguir uma ocupação. Mandar um currículo, bater na porta das lojas, fazer entrevistas, telefonar para os amigos são atitudes consideradas “procura por uma vaga”. Quando o trabalhador nada fez para isso, passa para o universo de inativos, que hoje somam 17 milhões nas seis regiões metropolitanas. Mas um contingente de 13,9 milhões são inativos que não gostariam de trabalhar. Ou seja, não devem voltar ao mercado nem pressionar a taxa de desemprego.
Fonte: O Globo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h56
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SINDICALISMO CHAPA-BRANCA
Centrais sindicais acusam governo de favorecer os aliados
Henrique Gomes Batista
BRASÍLIA. As sete centrais sindicais do país chegam à campanha presidencial divididas e, em meio à disputa, aumentam as acusações de que o governo está favorecendo os sindicalistas que apóiam a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seja com a facilitação para a concessão de registro de novos sindicatos, seja com o aumento do repasse de recursos às centrais sindicais. O governo rebate as acusações, mas reconhece que há casos de novos sindicatos que foram parar na Justiça e que houve um aumento de 106,76% no repasse dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) que, em última análise, chega aos sindicatos. Em 2006 serão R$ 43,495 milhões repassados contra R$ 21,036 milhões do ano passado.
— Há um tratamento diferenciado entre as centrais e o Ministério do Trabalho virou um aparelho da CUT, inclusive facilitando o repasse de recursos à central por meio de convênios que utilizam verbas do FAT — diz Zé Maria, um dos dirigentes da Conlutas, central sindical em formação e que se declara à esquerda da CUT, tendo a maior parte de seus integrantes apoiando Heloísa Helena (PSOL).
Diretor diz que distribuição é feita por critérios técnicos
Zé Maria afirma que o governo tenta obter um alinhamento das instituições e o abrandamento das frentes de oposição. Contando apenas os recursos empregados para recolocação e seguro-desemprego, o aumento de repasses foi de 54,9%, passando de R$ 21,036 milhões em 2005 para R$ 32,588 milhões neste ano. Se forem levados em conta os recursos destinados aos programas de qualificação profissional, retomados este ano, o aumento de repasses é de 106,76%, atingindo neste ano R$ 43,495 milhões, o maior desde 2002, quando foram repassados R$ 99,777 milhões de recursos do FAT.
— Essa acusação não faz o mínimo sentido, sempre tivemos critérios técnicos de distribuição de recursos e neste ano deixamos de passar os recursos diretamente para as centrais sindicais. Os convênios agora são firmados com estados e municípios, justamente para deixar o processo mais transparente — afirma o diretor do Departamento de Emprego e Salário do Ministério do Trabalho, Carlos Augusto Gonçalves.
A outra acusação, feita pelo Conlutas e pela Força Sindical, é de que o governo privilegia a CUT na concessão de registros para novos sindicatos e, com isso, tenta dividir a base de sindicatos contrários à Lula.
— É claro que o governo está fazendo o jogo da CUT, só sai registro de sindicatos filiados à CUT — diz Paulo Pereira, o Paulinho, presidente licenciado da Força Sindical.
Governo diz que atua dentro da lei
O governo reconhece que concedeu esses três pedidos, mas sustenta que atuou dentro da lei e afastou a possibilidade de favorecimento.
— Isso não ocorre. Talvez alguns sindicatos tenham seus registros liberados antes pois seus pedidos chegam ao ministério com toda a documentação em ordem — afirmou Mário Barbosa, secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho.
Procurada pelo GLOBO por dez dias, a CUT preferiu não comentar o assunto ou rebater as acusações.
Fonte: O Globo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h48
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OS BANCÁRIOS E MARCELINHO
Marcelinho está na mira do Sindicato dos
Bancários
Lielson Tiozzo
O meia Marcelinho comprou uma
briga fora dos gramados. Na entrevista coletiva dada na quarta-feira, o polêmico
jogador soltou a seguinte frase: “quem não quiser pressão que vá trabalhar em
banco”.
A declaração desagradou o
Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. O presidente, Luiz
Marcolino, mandou uma carta ao jogador o convidando para conhecer o dia-a-dia
dos bancários.
Confira a carta na íntegra:
Prezado Marcelinho
A
direção do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região vem por meio
desta convidá-lo para conhecer nossa entidade, visitar nossa sede (Rua São
Bento, 413, edifício Martinelli, no centro da capital) e saber um pouco mais
sobre a realidade e o dia-a-dia da categoria bancária. Sua frase, sobre “quem
não quer pressão”, apesar de totalmente equivocada, foi oportuna no sentido de
colocar em pauta o debate sobre as condições de trabalho a que estão expostos os
funcionários de bancos.
Somos apreciadores de futebol, muitos entre nós,
corintianos. Independente do time para que torcem, a pressão sofrida pelos
trabalhadores nas agências e departamentos dos bancos é muitas vezes maior que
aquela a que estão expostas muitas outras categorias de trabalhadores. Os postos
de trabalho bancário foram reduzidos pela metade nas duas últimas décadas. O
trabalho, no entanto, triplicou. Não bastasse isso, os empregados de banco
sofrem em níveis epidêmicos com doenças como lesões por esforços repetitivos,
depressão e síndrome do pânico, relacionada ao grau de exposição desses
trabalhadores e suas famílias a assaltos e seqüestros.
Por isso,
reforçamos nosso convite para que você conheça melhor as dificuldades da nossa
categoria e torne-se um parceiro na luta desses trabalhadores contra o
fantástico poder econômico dos banqueiros.
Fonte: TimãoWeb
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h17
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KAPOOR NO CCBB DO RIO
Na beira do abismo
Fernanda Lopes
Desde segunda-feira, quem entra no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de
Janeiro se depara com uma situação curiosa: todas as pessoas estão olhando para
cima. A bela rotunda do prédio não é o único motivo de admiração. Ela agora
divide as atenções com "Ascension", obra de Anish Kapoor. A peça é parte da
exposição que o renomado escultor britânico, de origem indiana, apresenta na
cidade, reunindo 10 trabalhos produzidos nos últimos 14 anos. "Anish Kapoor
trabalha na beira de um abismo: entre o físico e o ilusional", aponta Marcello
Dantas, curador da exposição, numa fase que resume a essência da obra.
A instalação, que também dá nome à mostra, foi o ponto de partida para a
realização da exposição, que será exibida também no CCBB de Brasília (de 12 de
outubro a 7 de janeiro de 2007) e em São Paulo (29 de janeiro a 1 de abril de
2007). Há três anos, quando viu "Ascension" na pequena cidade italiana de San
Gimignano, Marcello Dantas ficou impressionado e decidiu trazer esta criação do
artista para o Brasil. O trabalho ligava o chão ao teto da Galleria Continua com
uma coluna de fumaça de seis metros de altura. No Brasil, a altura da coluna
chega a 36 metros, do chão à cúpula da rotunda do CCBB, sugada por um
equipamento especial, a 160 km/h de velocidade, 120 km/h a mais que a montagem
original. Também foi necessária a utilização de 48 motores de hélice e uma
turbina de 22kw. Empresas de engenharia estiveram envolvidas em todo o processo.
"Ascension tem uma versão original encantadora, mas no Brasil ela ganhou a
dimensão de arte pública", aponta o curador. "Parece que foi feita para esse
espaço", completa. Os desafios técnicos e mudanças na proporção da peça fizeram
com que o artista considere essa uma obra inédita.
Mas "Ascension" não chama a atenção apenas por seu malabarismo tecnológico.
Ela é também, segundo o curador, um divisor de águas na carreira do Kapoor.
Nesse trabalho, ele deixa de lado materiais como aço, ferro e bronze, para
trabalhar com algo que nosso olhar não consegue enxergar. "O trabalho ultrapassa
a questão tecnológica dos seus desafios e alcança uma dimensão fenomenológica",
explica o curador. "Ascension" torna visível o ar que está a nossa volta. É a
movimentação do ar, evidenciada por uma fumaça branca, que forma a grande
coluna. "Interessa-me a idéia de você estar presenciando algo no momento em que
está acontecendo. Isso está muito presente no meu trabalho: ver alguma coisa
acontecer", explica Kapoor, que esteve no Brasil para a abertura da exposição.
Essa é a primeira exposição individual de Anish Kapoor na América Latina, mas
não é a primeira vez que ele vem ao Brasil. Nascido em 1954 em Bombaim, Índia,
Kapoor mudou-se para a Inglaterra no início dos anos 70. Estudou no Hornsey
College of Art e Chelsea College of Art and Design, em Londres, onde vive e
trabalha até hoje. Em 1983 seu trabalho integrou a representação britânica na
17ª Bienal de São Paulo, que reunia artistas que mais tarde ficaram conhecidos
como os grandes nomes da "nova escultura britânica". Enquanto os outros
escultores britânicos apresentavam esculturas, Kapoor mostrou trabalhos nos
quais formas eram revestidas por pigmentos de cores intensas, colocando sua
escultura no limite da pintura.
A cor também está presente na exposição do CCBB. A instalação "To Divide" foi
feita especialmente para esta mostra. Cinco toneladas de cera alemã vermelha
cobrem parte do chão e duas paredes de uma das salas. Foi preciso muito esforço
físico da equipe de montagem para a realização da peça. Uma estrutura de ferro
localizada no meio da sala foi empurrada como um pêndulo, de um lado a outro do
espaço, espalhando o material, criando acúmulos e deixando marcas no espaço.
"Durante a montagem, essa sala parecia um campo de batalha. Estamos preparando
uma publicação que vai mostrar todo o processo de montagem dessa peça", diz
Dantas.
A cor e a luz também estão presentes em outros trabalhos no CCBB. A exposição
apresenta o único vídeo feito pelo artista. "Wounds and Absent Objects" tem sete
minutos de duração e foi realizado em 2003. "Kapoor fez esse vídeo exatamente no
momento que estava investigando uma maneira de desmaterializar sua obra. Uma
dessas buscas com o vídeo. Acho que ele quis explorar a possibilidade de gerar
luz dinâmica, uma luz que se transforma", explica o curador. No vídeo, vemos
diferentes formas que lentamente vão mudando de cor e mudando também a cor que
ilumina a sala. "Faço esculturas há algum tempo e ainda não sei o que estou
fazendo. Na nossa sociedade, somos criados para saber tudo. Tento cultivar essa
liberdade de não saber e sempre buscar algo novo", afirma Kapoor.
Talvez as obras mais conhecidas do escultor britânico sejam as suas
superfícies espelhadas. Fruto de um trabalho de polimento intensivo, que pode
demorar meses ou anos, as peças funcionam a princípio como grandes espelhos,
atraindo o público com a possibilidade de se ver e ver o espaço a sua volta. Mas
essas peças também alteram a percepção do espaço. Quem está à frente de peças
como Íris (1998) não consegue perceber a profundidade exata do grande círculo de
aço inoxidável localizado na parede. Já em "Double Mirror" (1998), além da
visão, também se é envolvido pela audição. Na instalação composta por duas
paredes em forma de corredor, sobre as quais há espelhos côncavos de 2 metros de
diâmetro, escuta-se a reverberação dos sons sobre a superfície que envolve o
observador.
O crítico de arte Agnaldo Farias, que escreveu um texto para o catálogo da
exposição, foi curador-adjunto da 23ª Bienal de São Paulo, lembra a reação que a
obra do escultor causou nas pessoas naquele momento: "Divertia-me ao ficar na
sala observando o fascínio pasmado dos visitantes, a incredulidade no que
estavam vendo, os Ohs! de espanto, as insistentes tentativas de aproveitar a
distração dos guardas para apalpar as peças". Realizada há exatos 10 anos, esta
bienal foi a primeira exposição de Anish Kapoor no Brasil. Já consagrado pelo
Prêmio Duemila da Bienal de Veneza de 1990 e pelo Turner Prize de 1991, recebeu
uma sala especial.
Apesar do grande impacto que causam sua obras, Kapoor garante que não faz
nada pensando na reação do público. "Não faço esculturas para o público, mas sim
porque sinto que devo fazê-las. Algumas vezes, as pessoas gostam e outras não.
Algumas vezes, as pessoas têm reações realmente fortes. Não me preocupo com
isso, os outros reagem como podem", explica.
"Anish Kapoor é sempre surpreendente, extremamente instigante, e
freqüentemente engole o espectador de forma sublime e absoluta", resume Dantas.
Fonte: Gazeta Mercantil/InvestNews
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h06
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A FARRA DOS BANCOS
Diferença de tarifas chega a 567%
Levantamento feito pela Pro Teste
com 14 instituições financeiras mostra disparidade entre preços de pacotes
Renée Pereira
Está cada vez mais caro manter uma
conta bancária no Brasil. Além da quantidade de tarifas e dos aumentos
promovidos nos últimos anos, a disparidade entre as taxas é grande. O que exige
muito cuidado por parte dos consumidores no momento de escolher o plano adequado
para suas necessidades.
Segundo levantamento feito pela Pro Teste
Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, com 14 instituições financeiras,
a diferença entre os pacotes bancários pode chegar a 567%. O economista da
entidade, Leonardo Diz, comenta que muitas vezes os consumidores não usam todos
os serviços embutidos nos pacotes. "O problema é que as pessoas não têm acesso à
cesta de tarifas. Quem escolhe é o gerente", critica ele.
Leonardo
explica que os serviços usualmente disponíveis nas cestas são: extrato, saque,
cheques e transferências. O que varia entre as instituições (e entre as cestas)
é a quantidade de serviço de cada uma. Se usar mais do que o previsto, você paga
pelo que excedeu.
A entidade analisou 56 cestas de serviços e constatou
que, na maioria dos bancos, é mais vantajoso contratar uma cesta de serviços que
pagar pelas tarifas avulsas.
O vice-presidente da Associação Nacional dos
Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José
Ribeiro de Oliveira, recomenda que os consumidores identifiquem os serviços
bancários mais usados e faça uma pesquisa entre as instituições. "O objetivo é
negociar as taxas cobradas, mas se isso não for possível, vale a pena trocar de
instituição", diz ele, em estudo sobre a evolução das tarifas bancárias entre
2001 e 2006. Oliveira recomenda ainda que os consumidores usem serviços
bancários de internet, que normalmente não tem tarifas, e que não façam cheques
de valor baixo. "As taxas são elevadas para punir esse tipo de
uso."
Outra dica dele é usar racionalmente os serviços. Normalmente, como
não sabem o preço das tarifas, tendem a exagerar no uso dos serviços. "É
freqüente os consumidores tirarem diariamente extratos e dinheiro no caixa
eletrônico."
TRANSFERÊNCIA DE CUSTÓDIA
A decisão do Banco Central de transferir a custódia do papel
moeda, até então em seu poder, para o Banco do Brasil, pode parar no bolso do
consumidor, afirma o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central de São
Paulo (Sinal).
Segundo a entidade, o serviço vem sendo feito pelo BB
desde julho com tarifa de 0,016% sobre o serviço. Antes, o custo era zero. O
presidente do Sinal, Daro Piffer, afirma que esse custo adicional poderá ser
repassado para o consumidor na forma de aumento de tarifa bancária.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h05
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A FARRA DOS BANCOS
Itaú confirma aquisições na América do Sul
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O presidente do banco Itaú, Roberto Setubal, confirmou ontem que seu grupo
está adquirindo o controle das operações do BankBoston no Chile e no Uruguai.
Eram os países que restavam sob operação norte-americana na América do Sul
depois que o Itaú assumiu o BankBoston no Brasil, em maio.
Setubal disse que a prioridade do Itaú ainda é o Brasil, mas que o banco está
"em condições de entrar no jogo" internacional. Sobre os apelos pela redução
dos "spreads" bancários (leia acima), ele enfatizou como motivador a redução dos
depósitos compulsórios, o que seria "desejo de todos". (EGN)
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h04
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O BB E A TV DIGITAL
BB e Caixa vão financiar set-top box, diz Costa
Felipe Zmoginski
SÃO PAULO - O ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou que o governo
estuda formas de financiar os set-top box, que convertem sinal digital em
analógico, para que as famílias de baixa renda possam comprar o equipamento.
Na opinião de Costa, os conversores chegarão ao mercado por preços entre R$
80 e R$ 100. Famílias que não puderem comprar o set-top box à vista poderão
financiar o equipamento pelos bancos Caixa Econômica e Banco do Brasil. A
parcela mínima poderia ser de apenas R$ 5 mensais, disse o ministro.
Hélio Costa afirmou, ainda, acreditar que em 5 anos a TV digital será popular
em todo o país. O decreto que cria a TV digital no país prevê dez anos para a
transição entre o modelo analógico e digital.
O ministro crê que até o final de agosto o Ministério possa divulgar um
cronograma indicando a partir de qual data cada cidade receberá sinal
digital.
Fonte: Info Digital
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h20
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BB NA NIGÉRIA
Lula quer agências da Caixa e do BB na
Nigéria
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs,
hoje, a instalação de agências da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Banco do
Brasil (BB) na Nigéria. "Por que nós não temos agências lá?", perguntou, ao
discursar durante reunião com dirigentes da CEF.
No pronunciamento, o
presidente ressaltou a importância da aproximação entre o Brasil e os países
africanos, como a Nigéria. Ele reconheceu que os Estados Unidos e a União
Européia "são parceiros extremamente importantes", mas afirmou que "o Brasil
deve buscar alternativas de mercado."
Fonte: A Tarde
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h18
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FUMAÇA NO CCBB DO RIO
Em grandíssima escala
Uma coluna de fumaça sobe em espiral a 120 quilômetros por hora, sugada por
um equipamento especial, até chegar à cúpula da rotunda do Centro Cultural Banco
do Brasil, a uma altura de 36 metros. Esta é “Ascension”, instalação que dá
título à exposição do indiano radicado em Londres Anish Kapoor, que expõe pela
primeira vez na América Latina. Ele é responsável pela obra pública mais cara do
mundo assinada por um artista vivo, a “Cloud gate”, no Millenium Park, em
Chicago, que custou US$ 23 milhões.
"Ascension” foi o maior desafio do projeto o tempo todo. A idéia de trazer
uma obra dessas proporções à rotunda do CCBB foi o motor de inspiração do
projeto. Ali será o local definitivo da memória dessa obra. Ela nunca mais terá
a mesma magnitude — diz o curador da mostra, Marcello Dantas.
A exposição conta ainda com instalações, esculturas — duas
delas inéditas — e o único vídeo de Kapoor, “Wounds and absent objects”, de
2003.
— Todas as obras do artista desafiam as noções de materialidade e de imersão,
além de explorarem a percepção e a escala — complementa Dantas.
Fonte: O Globo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h13
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CONSELHEIROS SEM ESTABILIDADE
Sem prerrogativa
Conselheiro fiscal de sindicato não tem
estabilidade
Conselheiro fiscal de sindicato não tem direito à estabilidade no
emprego. O entendimento foi reafirmado pela Seção Especializada em Dissídios
Individuais 1 do Tribunal Superior do Trabalho. Os ministros negaram Embargos em
Recurso de Revista de um trabalhador gaúcho. Assim, ficou confirmada decisão da
5ª Turma.
O direito solicitado pelo trabalhador, que manteve vínculo de
emprego com a Cooperativa Regional Tritícola Serrana, foi reconhecido na Justiça
do Trabalho da 4ª Região (Rio Grande do Sul). Segundo o Tribunal Regional do
Trabalho gaúcho, o exercício do cargo de conselheiro fiscal em sindicato tem
resultado na estabilidade provisória do trabalhador, com base nos artigos 543,
parágrafo 3º, e 522, parágrafo 2º, da CLT.
Ainda assim, o trabalhador recorreu e a 5ª Turma do TST mudou a
posição. Houve então os Embargos à SDI-1. O ministro Moura França, relator do
caso, esclareceu que o dispositivo da CLT que assegura a estabilidade provisória
ao dirigente sindical (artigo 543, parágrafo 3º) não abrange o conselheiro
fiscal. Já o artigo 522 da CLT restringe a competência do conselho fiscal à
fiscalização da gestão financeira do sindicato. Também esclareceu que o artigo
8º, inciso VIII, da Constituição também não estende a prerrogativa aos
conselheiros fiscais.
“O dispositivo constitucional trata da estabilidade do empregado
sindicalizado a partir do registro da sua candidatura a cargo de direção e
representação sindical, situação jurídica essa inconfundível com a de membro do
Conselho Fiscal, cuja competência ou atribuição se limita a fiscalizar a gestão
financeira do sindicato, e não a atuar na defesa direta dos interesses da
categoria profissional”, afirmou.
Fonte: Consultor Jurídico
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h05
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CORREÇÃO DA TABELA DO IR
Pedido de vista suspende julgamento de recurso do Sindicato dos Bancários mineiros
A ministra Cármen Lúcia pediu vista do Recurso Extraordinário (RE) 388312, interposto pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Belo Horizonte e Região, contra acórdão da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal (TRF-1) da 1ª Região. O acórdão atacado não concedeu a atualização da tabela do imposto de renda (IR) e dos limites de dedução pelos índices atualizados na correção da Unidade Fiscal de Referência (UFIR).
A advocacia do sindicato afirma que a não atualização da tabela do IR aumenta a carga tributária dos contribuintes desrespeitando os princípios da capacidade contributiva, do não confisco e da reserva legal. Alega que a Lei 9.250/95 (que alterou a legislação do IR de pessoas físicas) não poderia regulamentar matéria sobre fato gerador e base de cálculo do tributo, pois tal competência é de lei complementar.
O voto do relator, ministro Marco Aurélio, deu provimento ao RE para que os valores relativos ao IR declarados no ano-base seguinte à publicação da Lei nº 9.250/95 sejam tomados sob o ângulo real, e não nominal. A esses valores deve ser aplicada a variação da UFIR e, a partir da transformação da UFIR em R$ Reais o que está previsto na norma de atualização da dívida ativa da Fazenda. O ministro determinou ainda que cabe à Receita Federal o ajuste nas declarações de renda dos representados pelo Sindicato autor do recurso.
Fonte: STF
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h04
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AABB SEDIARÁ CASAMENTO COMUNITÁRIO
Casamento Comunitário e Mutirão mobilizam comarca de Grajaú
Um casamento comunitário e um mutirão de audiências mobilizam a
comarca de Grajaú nos próximos dias. O casamento será no dia 17, às 19h, na sede
da AABB (Centro), vai reunir cerca de 50 casais.
Entre os dias 14 e 18, a
comarca realiza Mutirão de Audiências nas duas varas. Segundo o diretor do fórum
e juiz da 1ª Vara, Delvan Tavares Oliveira, 300 audiências serão realizadas
durante o período, quando serão julgados processos cíveis, criminais e do
juizado cível e criminal.
Paralelo às atividades, o fórum passa por
reforma, atualmente na fase de pintura. Segundo o diretor, "o fórum foi todo
transformado", desde que assumiu a comarca, há dois anos. "Os serviços feitos
foram viabilizados a partir do cartão corporativo", explica o juiz, destacando a
sua importância.
De acordo com o diretor, as salas de audiência foram
modificadas, e outras, em abandono, foram preparadas para sediar audiências. Uma
das salas abandonadas passou por transformação completa e hoje abriga o gabinete
do juiz da 1ª Vara. O diretor cita, ainda, serviços de pintura e fechamento de
portas externas que davam acesso às salas de audiências.
Além dos
serviços executados com o cartão corporativo, está em andamento outra reforma
autorizada pela Corregedoria Geral da Justiça: a execução de manta de
impermeabilização da cobertura e a recuperação da rede elétrica do prédio. O
diretor também solicitou à corregedoria vários equipamentos, a exemplo de
ar-condicionado, mesas, cadeiras, aparelho de fax e bebedouro. (As informações
da Corregedoria Geral da Justiça)
Fonte: I-Mirante)
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 20h24
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AABB DECIDE FUTSAL
Decisão do Futsal é na
próxima terça-feira
A competição, disputada na Vila Olímpica, chega ao seu
final na terça-feira, quando acontecem as finais nas duas categorias
As finais do Campeonato de Futsal de Itabuna,
promovido pela Secretaria de Esporte, Recreação e Cidadania da cidade, foram
transferidas para a terça-feira (8) na Vila Olímpica, onde acontecem todos os
jogos do torneio. Às 19h15min, jogam AABB e Penalty para decidir o título entre
as mulheres. Em seguida, às 20h15min, AABB e Vila Anália disputam o troféu de
campeão na categoria masculina.
No dia 25, foram disputadas as semifinais masculinas e a disputa
do terceiro lugar feminino. Para chegar à decisão, o time da AABB venceu o Colo
Colo. A partida começou com o time ilheense na frente, a equipe grapiúna empatou
e o placar de 1x1 persistiu até o final do tempo regulamentar. Com um gol na
prorrogação a AABB garantiu-se na decisão.
Já a Vila Anália goleou o Colégio Sistema por 7x1 e chega com
moral à decisão. Na decisão da medalha de bronze entre as mulheres, melhor para
Itapé, que venceu Roma Ilhéus por 5x3 na disputa de pênaltis.
Fonte: Agora Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 20h22
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CAMPANHA SALARIAL
Minuta de reivindicações será apresentada no dia 10
10 de agosto. Esta é a data marcada para o encontro entre Contraf e a
Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Na reunião, será apresentada a minuta
de reivindicação dos funcionários dos bancos públicos e privados. Está será a
primeira rodada de negociação da categoria em 2006. A minuta de
reivindicações foi decidida na 8ª Conferência Nacional do Ramo Financeiro, em
São Paulo, nos dias 28, 29 e 30 de agosto. Entre as reivindicações estão aumento
real de 7,05% mais a reposição da inflação, 13ª cesta-alimentação e o 14º
salário.
Confira, abaixo as outras
reivindicações:
Aumento real de 7,05% Reposição da
inflação PLR de 5% de forma linear, mais parte fixa e percentual do salário
(a serem estipulados posteriormente) Aumento do piso da categoria de R$
839,93 para R$ 1500,00 Auxílio-creche de R$ 350,00 Cesta-alimentação de R$
300,00 Gratificação de caixa de R$ 500,00 Inclusão de 13ª
cesta-alimentação Inclusão de 14º salário
Fonte: Agência Anabb
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 20h18
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A FARRA DOS BANCOS
Tarifas bancárias sobem 384% em 5 anos e turbinam receita de serviços
Com avanço de 122,04% no período,
serviços já representam 14% do total de receitas do sistema financeiro
Renée Pereira
De cada 10 tarifas cobradas pelos
bancos, 9 tiveram aumento muito acima da inflação nos últimos cinco anos. Na
média, somando todas as taxas do sistema financeiro, a alta foi de 384% entre
2001 e 2006. No período, a inflação medida pelo IPCA foi de 50,6%, segundo
levantamento feito pelo economista Miguel José Ribeiro de Oliveira,
vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração
e Contabilidade (Anefac).
A tarifa que apresentou a maior elevação foi a
de depósito em outra agência, cujo preço saltou 2.614%, de R$ 0,07 para R$ 1,90.
Há casos extremos em que o aumento atingiu 49.000% (de R$ 0,30 para R$ 150),
caso da tarifa de substituição de garantia do Banco do Brasil. "O resultado do
trabalho explica, em parte, os lucros recordes dos bancos nos últimos anos",
analisa Oliveira.
Segundo ele, os ganhos com prestação de serviço já
representam 14% do total de receitas do sistema financeiro ante 9% em 2002.
"Enquanto as despesas com pessoal cresceram 48,59% entre 2000 e 2005, as
receitas de prestação de serviços avançaram 122,04%", diz, explicando que o
crescimento é decorrente da ampliação da base de clientes e da cobrança de
serviços antes sem tarifas.
O estudo, coordenado por Oliveira, considerou
as tarifas cobradas de pessoa física das 13 principais instituições financeiras
do País: Bradesco, Itaú, Unibanco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal,
Nossa Caixa, ABN Amro Real, Banco do Nordeste do Brasil, Santander Banespa,
BankBoston, Citibank, HSBC e Safra. O material foi elaborado com dados do Banco
Central.
As tarifas mais pesadas para os consumidores são as relacionadas
ao crédito. No caso de rescisão contratual (quitação antecipada), a taxa é de R$
479,35. Em 2001, esse serviço não era cobrado, segundo o estudo. O consumidor
que quiser fazer a abertura de crédito pagará, na média do sistema, R$ 367,23.
Há cinco anos ele desembolsaria R$ 32,83 - o que representa aumento de 1.018%. A
tarifa de uma renegociação de dívida é R$ 239,81 - valor 1.072% superior ao que
era cobrado pelos bancos em 2001, de R$ 20,45.
Serviços do dia-a-dia
também tiveram alta acima da inflação. O Doc D subiu de R$ 7,39 para R$ 12,17
(64,68%) e extratos em terminal eletrônico, de R$ 0,86 para R$ 1,99
(131,40%).
O estudo mostra que a quantidade de tarifas também aumentou.
Na média, saiu de 39 para 41 tarifas cobradas. Individualmente, só o Banco do
Brasil não aumentou o número de tarifas. A Nossa Caixa foi a que mais criou
taxas, um total de 14. Em 2001, o banco era, ao lado de Citibank e BankBoston, o
que menos tarifas tinha. O número de serviços taxados na instituição saltou de
30 para 44.
O campeão em número de tarifas é a Caixa Econômica Federal,
que elevou de 41 para 46 tarifas. Segundo a instituição, todas as tarifas são
regulamentadas pelo BC. Além disso, afirma que tem um leque de financiamentos à
pessoa física muito maior que as outras instituições, como penhor e
habitação.
Entre as instituições que elevaram o preço de um número maior
de tarifas, a liderança ficou com o Bradesco. Segundo o levantamento, o banco
reajustou 32 taxas. A Nossa Caixa aparece em segundo lugar, com 29 tarifas, e o
HSBC, 28.
Na avaliação do presidente da Austin Rating, Erivelto
Rodrigues, as instituições financeiras descobriram nas tarifas um filão para
ganhar dinheiro. "Assim, conseguiram substituir os ganhos antes conseguidos por
causa da inflação." Segundo Rodrigues, a tendência é que o outros serviços, hoje
gratuitos, passem a ser taxados, como os de internet. "Há espaço grande para que
isso ocorra."
Para a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as
tarifas bancárias são a justa contraposição para serviços prestados a um cliente
ou usuário do sistema financeiro. Em comunicado, a entidade afirma que, assim
como há taxas referentes ao uso de energia elétrica, saneamento e transportes, é
apropriado que os consumidores paguem pela transferência de recursos, manutenção
de agências e da tecnologia.
A Febraban afirma que as tarifas são
definidas por meio de livre concorrência e os ajustes não têm porquê seguir
periodicidade. "Os critérios para alteração de preço variam de acordo com uma
série de custos peculiares a cada banco. O que inviabiliza comparações de
tarifas entre instituições."
Fonte: O Estado de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h26
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COOPERATIVISMO DE CRÉDITO
Da coluna Mercado Aberto na Folha de S. Paulo:
BC COOPERATIVO O Banco Central inicia esta semana um
diagnóstico minucioso da gestão de cooperativas de crédito, segmento que
apresenta crescimento incentivado por atualizações normativas. Nos últimos dez
anos, o número de cooperativas de crédito no Brasil saltou de 980 para mais de
1.400. A participação delas no total de operações do Sistema Financeiro Nacional
mais que triplicou, subiu de 0,7%, em 1997, para 2,5%, em 2005. O levantamento
resultará em diretrizes para a expansão do segmento. O projeto "Diretrizes e
Mecanismos para o Fortalecimento da Governança em Cooperativas de Crédito" será
concluído em dois anos. Nele, serão avaliadas as boas práticas de gestão no
Brasil e no mundo, além dos modelos administrativos adotados por cooperativas
nacionais.
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h10
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FUNDOS DE PENSÃO
Petrobras não usará recursos de investimentos para
cobrir Petros
Os R$ 4,5 bilhões necessários para
cobrir a operação foram reservados e contabilizados no balanço financeiro da
Petrobras
Vânia Cristino e Isabel Sobral
BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau,
garantiu hoje que os recursos que a Petrobras usará para cobrir o déficit do seu
fundo de pensão (Petros), provocado pela mudança no plano de aposentadoria dos
seus funcionários, não afetará os investimentos programados pela empresa. Silas
disse, por meio da assessoria de imprensa, que os R$ 4,5 bilhões necessários
para cobrir a operação foram reservados e contabilizados no balanço financeiro
da Petrobras.
Somente este ano, a estatal de petróleo prevê a realização de investimentos
num total de R$ 21,186 bilhões, de acordo com dados do Ministério do
Planejamento. As negociações com os petroleiros para que a empresa assumisse o
déficit da Petros começaram há mais de dois anos. Mesmo sem a assinatura do
acordo e a adesão dos funcionários, a Petrobras preventivamente lançou a despesa
em seu balanço.
A Secretaria de Previdência Complementar do Ministério da Previdência Social,
que fiscaliza e regulamenta as atividades dos fundos, só vai se pronunciar sobre
a operação no momento em que a Petros encaminhar ao órgão o novo plano de
benefícios da entidade. Hoje, a Secretaria não quis antecipar sua posição sobre
o novo plano da Petros, que só pode ser pode ser implementado após aprovação
pela SPC.
Rombo
O déficit foi gerado porque esse novo plano prevê que os funcionários da
empresa passam a ter a contribuição definida, em substituição ao antigo plano de
benefício definido. A contribuição definida, ao contrário do plano de benefício
definido, só garante a aposentadoria pelo valor que o funcionário conseguir
acumular durante sua vida ativa.
Atuação na Funcef
Recentemente a SPC aprovou o novo plano de benefícios da Funcef, o fundo de
pensão dos servidores da Caixa Econômica Federal. A exemplo da Petros, Funcef e
Caixa também negociaram uma solução para encerrar o ciclo de sucessivos déficits
do passado. Ao contrário da Petros, no entanto, a Funcef não precisará de aporte
de recursos da Caixa Econômica Federal.
A entidade decidiu considerar a totalidade do superávit obtido nos últimos
anos, da ordem de R$ 6 bilhões, para constituir uma reserva financeira para
bancar as despesas adicionais com a modificação no plano de previdência de seus
funcionários. A opção pela mudança de planos na Funcef pode ser feita pelo
associado até o dia 31 de agosto.
Situação da Previ
Na Previ, o maior fundo de pensão do País, dos funcionários do Banco do
Brasil, este problema não existe. O fundo de pensão optou por fechar o seu plano
antigo de benefício definido em 1997. Dessa data em diante, nenhum novo
associado foi admitido no plano antigo. Os novos funcionários do Banco do Brasil
ingressaram diretamente no novo plano de contribuição definida.
No antigo plano de benefício definido da Previ estão hoje 46.670 funcionários
ativos, 52.152 aposentados e 18.472 pensionistas. O novo plano de contribuição
definida conta com 33 mil funcionários. A Previ vem obtendo superávit nos
últimos três anos. Em 2003 foram R$ 7,67 bilhões. Em 2004, R$ 5,714 bilhões e,
no ano passado, R$ 9,107 bilhões.
Com três anos de superávit sucessivos, a entidade pode promover este ano,
pela primeira vez, a redução da contribuição dos funcionários e do próprio Banco
do Brasil.
Fonte: Agência Estado
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h25
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TECNOLOGIA
BB pretende atingir 1 milhão de usuários
móveis
Em 2006 o Banco do Brasil pretende atingir a marca de um
milhão de usuários móveis, 600 mil na plataforma mobile bank e o restante na
plataforma SMS. Hoje o Banco tem 250 mil correntistas, dos 22 milhões de
clientes, que operam regulamente através de celular.
Eles realizam 1,5
milhão de operações mensais, e 600 mil avisos via SMS de transações são enviados
aos celulares dos clientes todos os meses
A informação é de Raul Moreira,
gerente executivo do banco eletrônico do Banco do Brasil, no 1º Congresso
Brasileiro de Meio de Pagamentos, que terminou nesta quinta-feira, 3/8, em São
Paulo.
Disse que o objetivo do banco é trabalhar com todas as plataformas
integradas. Mais de 90% do movimento do banco é atendido fora das agências. A
primeira onda de investimento em tecnologia foi ATMs, que atende 50% do
movimento de pessoas físicas; em seguida veio internet, que atende 30% dos
correntistas. “Agora é a vez do celular”, afirmou.
“Mesmo que o cliente
tenha de pagar de 15 a 50 centavos de tarifa para operadora, dependendo da
transação, sai mais barato que uma passagem de ônibus para ir a uma agência”,
afirmou Moreira.
Em 2006 o banco pretende investir na solução de mobile
paymet e em 2007 trabalhar para massificar o “banco de bolso”.
O cliente
do Bando do Brasil pode receber uma mensagem SMS em seu celular toda vez que uma
transação é efetuada, quer seja num terminal ATM ou num caixa. “Mesmo contando
com segurança criptografada, para dar maior sensação de segurança ao
correntista, o Banco vai promover o cadastramento dos celulares dos correntistas
do mobile bank”, explicou Moreira.
Fonte: TI Inside
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h22
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MAIS UM PASSO...
Estrangeiros já detêm 6,7% do capital do BB
Brasília - Por terem comprado mais da metade das ações vendidas na oferta
pública do Banco do Brasil (50,9% do total), os investidores estrangeiros
aumentaram de 3,3% para 6,7% sua participação no capital total da instituição. A
conclusão da venda das ações, iniciada no mês passado, foi anunciada nesta
quarta-feira pelo banco. No total, foram vendidas no mercado 52,3 milhões de
ações por R$ 2,273 bilhões, o equivalente a US$ 1 bilhão.
Com a venda e mais a subscrição dos bônus de capitalização do
passado, o BB passou a ter em negociação no mercado 14,8% de seus papéis. Antes
a quantidade de ações em negociação na Bolsa alcançava apenas 6,8%. Segundo o
gerente de Relações com Investidores do BB, Marco Geovanne Tobias, os pequenos
investidores, pessoas físicas e jurídicas não financeiras, ficaram com 28,9% do
total da oferta.
Os investidores nacionais - fundos de investimento e fundos de
pensão - arremataram 20,2% dos papéis. No novo desenho provocado pela venda, o
Tesouro Nacional, acionista majoritário do BB, passou a deter 70,9% do capital
do banco. Antes essa participação era de 72,1%. Caiu também a participação da
Previ, o fundo de pensão dos funcionários do BB, de 13,9% para 11,4% e ainda a
participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de
5,7% para 2,9%.
Além do investidor estrangeiro que aumentou sua fatia do
capital do banco, também subiu a participação dos investidores pessoas físicas,
de 2,5% para 5,9% e das pessoas jurídicas de 1% para 2,3%. Com a operação, o
patrimônio líquido do banco vai aumentar em cerca de R$ 400 milhões, resultado
da venda das ações que o próprio BB tinha em tesouraria.
Fonte: Monitor Mercantil
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h20
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A FARRA DOS BANCOS
Lucro da BB Seguros/Brasilveículos cresce 84% no
semestre
Ganhos somaram R$ 40,54 milhões e ficaram próximos ao valor apurado durante
todo o ano de 2005
O lucro líquido da BB Seguros/Brasilveículos, seguradora de automóveis do
Banco do Brasil, cresceu 84% no primeiro semestre de 2006 em comparação a 2005,
totalizando 40,54 milhões de reais. O valor é quase o equivalente ao verificado em todo o ano
passado, quando o lucro líquido foi de 44 milhões de reais.
Esse resultado, que representa 45,5% de retorno anualizado sobre o patrimônio
líquido, permitirá a distribuição de 28,205 milhões em dividendos aos
acionistas.
Atualmente, cerca de 640 mil carros são segurados pela companhia. O índice de
sinistros caiu de 69% nos seis primeiros meses de 2005 para 62,5% no mesmo
período desse ano, contribuindo para o aumento de desempenho no semestre.
"Estamos colhendo os frutos de um trabalho de constante aperfeiçoamento e
controle operacional. Foram criados mecanismos para identificar pontos de
melhoria, como a Ouvidoria BB Seguro Auto", afirma, o presidente da BB
Seguros/Brasilveículos, Fernando Barbosa de Oliveira.
Fonte: Revista Exame
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h18
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CUBA NO CCBB DE BRASÍLIA
Arte de Cuba no CCBB
Até o próximo dia 24, o Centro Cultural Banco do Brasil está com
a exposição Arte de Cuba. A mostra oferece um panorama da arte cubana desde o
século 20, com mais de 100 obras assinadas por 61 artistas. É o mais
significativo conjunto de peças cubanas já vistas no Brasil, vindo do Museu
Nacional de Bellas Artes de Cuba. De terça a domingo, das 10 às 21 horas.
Fonte: ComuniWeb
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h07
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CINEMA NO CCBB DE SÃO PAULO
No CCBB, mostra do cineasta Ruy Guerra
Vencedor do “Urso de Prata” no Festival de Berlim com seu segundo filme, “Os Fuzis”, em 1964, Ruy Guerra é o homenageado da 8ª edição do projeto “Diretores Brasileiros”, do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Até domingo (20/8), sob a curadoria de Dolores Papa, serão mostrados vários filmes do cineasta.
Guerra é natural de Maputo, capital de Moçambique. Deixou seu país aos 19 anos, mas antes participou de movimentos anti-racistas e pela independência de Moçambique. Dirigiu vários filmes, sendo o último em setembro de 2005, “O Veneno da Madrugada”, em parceria com o escritor colombiano Gabriel García Márquez. Atualmente é professor de linguagem cinematográfica e diretor do curso de Cinema, da Universidade Gama Filho.
A mostra começou na terça-feira (1º/8). O encerramento, no domingo (20/8), às 18h, no cinema do CCBB, contará com a presença de Guerra para conversar com os fãs.
Fonte: Viva o Centro
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h05
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A FARRA DOS BANCOS
Só para clientes Por Adriana Cotias
Os bancos querem o cliente por inteiro e bater às portas de uma agência com o
intuito de manter só aplicações é uma tarefa inglória, pouco disseminada no
mercado brasileiro. A menos de dois meses para que a conta-investimento passe a
valer também para as os recursos aplicados antes de outubro de 2004, a percepção
é de que o mecanismo tirou a anomalia da CPMF nas trocas de investimentos, mas a
livre mobilidade não estimulou a concorrência entre os principais
administradores de recursos, como chegou a pregar o governo. A tributação
regressiva atrapalhou e nesse meio tempo os juros reais estiveram num nível alto
o suficiente para desencorajar mudanças de curso.
Conta-corrente, cartão de crédito, seguros, fundos e previdência - e toda a
receita de serviços que advém desse relacionamento - compõem o cardápio completo
exposto ao cliente. Nas estratégias de vendas cruzadas dos gigantes do sistema
financeiro, sobra pouco espaço para o investidor de varejo barganhar taxas de
administração menores ou retornos mais atraentes como poderia fazer, por
exemplo, no supermercado, comprando só produtos em liquidação.
Ao visitar em São Paulo agências dos maiores bancos do país - Banco
do Brasil, Caixa Econômica Federal,
Bradesco, Itaú, Santander
Banespa e Unibanco - só na Caixa é que o gerente
topou de cara abrir uma conta exclusiva para investimentos, sem tarifa. A
condição era seguir o roteiro de abertura de uma conta convencional,
apresentando CIC, RG, comprovantes de residência e de renda, conforme determina
a Lei 10.892/04 que criou a conta-investimento.
No BB, um assistente de negócios disse não numa primeira abordagem, mas
depois de uma consulta afirmou ser possível ter só a conta-investimento, que
receberia depósitos exclusivamente em cheques ou por meio de Transferência
Eletrônica Direta (TED). No Bradesco, a argumentação foi dirigida para as
vantagens de se manter um relacionamento completo com o banco, quase não
deixando fôlego para a aspirante a aplicadora sonhar com algo menos do que toda
a cesta de serviços bancários.
Já no Itaú, Santander Banespa e Unibanco, os funcionários foram categóricos
em afirmar que a conta-investimento tem de ser necessariamente vinculada a uma
conta-corrente na mesma instituição.
"O Itaú optou por habilitar a conta-investimento apenas para quem tivesse
conta-corrente, porque o banco é co-responsável pela documentação que poderia
estar guardada em outra instituição", diz o diretor de Fundos, Moacyr Castanho.
Mesmo entre os aplicadores que já estavam com o banco, não houve mudança
significativa de comportamento. Ele lembra que em janeiro de 2005, poucos meses
depois de a conta-investimento entrar em vigor, surgiram as regras de tributação
regressiva, premiando o dinheiro aplicado no longo prazo com alíquotas menores -
15% acima de dois anos, até os 22,5% para até seis meses - o que inibiu a
mobilidade.
Para Castanho, será a conjuntura de juros mais baixos que estimulará o
trânsito de recursos via conta-investimento. Ganhando menos na renda fixa, o
aplicador tende a buscar retornos extras, aceitando um pouco mais de risco.
O fim do pedágio da CPMF não era mesmo para provocar movimentações
relevantes, defende o superintendente-executivo da Santander Banespa
Asset Management, Edvaldo Morata. "A experiência internacional mostra
que em países onde nunca existiu a limitação, não se observa grandes migrações
entre as diversas formas de poupança ou entre administradores de recursos", diz.
"O capital do investidor de longo prazo segue um fluxo mais ou menos conhecido e
ser livre não significa supervalorizar a mudança."
Nos Estados Unidos, exemplifica, médico de família, advogado, contador e
assessor de investimentos são os mesmos a vida inteira. Ele afirma que na rede
do Santander Banespa é possível, sim, ter apenas a conta-investimento, mas que
essa não é uma demanda trivial. Isso porque como o setor de investimentos é
largamente dominado pelos grandes bancos, só uma pequena parcela da população é
que trata a assessoria financeira como tema independente da prestação de
serviços bancários.
Mesmo com a liberação da conta sem ônus da CPMF para todas as aplicações em
dois meses, Osvaldo Mateos, da área de Investimentos do Unibanco, não espera
mudanças. Segundo relata, o investidor de varejo costuma mexer no dinheiro mais
por uma necessidade de fluxo, com resgates parciais, do que pela intenção de
alterar a carteira. "A conta-investimento só pesa nos casos em que as quantias
aplicadas são maiores e o investidor é mais especializado, tem uma relação mais
próxima com o mercado."
Ele também afirma que no Unibanco é possível ter só a conta-investimento,
reconhece que esse é um pedido incomum, mas que já há casos na rede, de
investidores que gostam de distribuir a poupança pessoal entre várias
instituições financeiras.
No jogo de rouba-montes do setor de fundos, a conta-investimento serve como
isca para atrair novos clientes, diz o diretor-executivo do Bradesco José
Munhoz. Para ele é errado, porém, o cliente manter apenas aplicações em
determinada instituição. "A gente trabalha pela fidelização, para que o
investidor tenha acesso a todo portfólio que o banco oferece." Em plena sintonia
com o discurso da diretoria, a gerente da agência havia mostrado a cesta de
serviços do banco, apontando que acima de R$ 14 mil aplicados, haveria isenção
de tarifas.
Ter o dinheiro livre do ônus da CPMF não quer dizer que o aplicador deva
pular de galho em galho na busca de retornos adicionais. O investidor tem de
colocar na balança a alíquota de tributação e estimativa de retorno do
investimento atual versus a rentabilidade esperada para a nova aplicação, sugere
o presidente da BB DTVM, Nelson Rocha Augusto. "A diferença
de imposto, na grande maioria dos casos, é maior do que a CPMF", diz. "E cada
vez que muda de aplicação, o prazo decorrido para efeitos da tributação passa a
contar do zero, na alíquota maior de 22,5%."
Fonte: Valor Econômico
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h02
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A FARRA DOS BANCOS
Bancos pedem corte de compulsório
Segundo o presidente da Febraban,
condições econômicas permitem uma redução de, no mínimo, 10 pontos
Renée Pereira
O presidente da Federação Brasileira
dos Bancos (Febraban) e do Bradesco, Márcio Cypriano, reivindicou ontem a
redução do depósito compulsório como condição para a queda dos juros ao
consumidor no País.
Em resposta às constantes cobranças do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva para que as taxas bancárias sejam reduzidas,Cypriano
afirmou - após participar do 1º Congresso Brasileiro de Meios Eletrônicos de
Pagamento, em São Paulo - que, se o compulsório cair no mínimo dez pontos
porcentuais, o repasse será imediato. Hoje, 45% dos depósitos à vista dos bancos
fica retido no Banco Central (BC).
Segundo cálculos da agência de
classificação de risco Austin Rating, o corte de 10 pontos porcentuais do
compulsório representaria um recuo de 3,5 ponto no spread (diferença entre o
custo de captação e o de empréstimo) nas operações para pessoa física, hoje em
40,6% ao ano. No caso da pessoa jurídica, a queda seria de 2 pontos no spread,
que está em 13% ao ano.
Além da relação direta, a redução do compulsório
elevaria o volume de crédito no País e promoveria maior concorrência entre as
instituição, o que também iria contribuir para o recuo das taxas ao
consumidor.
Cypriano afirma que há algum tempo a proposta tem sido pauta
constante na agenda da Febraban, além da queda da cunha fiscal, como Imposto de
Renda e IOF. Segundo ele, não há necessidade de o País ter uma taxa tão elevada
de compulsório se a inflação está sob controle.
"A taxa do depósito foi
aumentada num período em que os índices de preços estavam pressionados. Hoje não
vivemos mais essa situação", diz o presidente do maior banco privado do País.
Ele afirma que em seis anos o compulsório caiu de 65% para 45%. No início do
Plano Real, o compulsório chegou a atingir 100% dos depósitos à vista.
"O
objetivo é tirar o dinheiro de circulação e conter a inflação", diz o
vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração
e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira. Ele concorda com
Cypriano que não há necessidade de um compulsório tão alto, já que os índices de
preços estão baixos e a demanda está controlada.
"Com a redução de
compulsório, sobra mais dinheiro para a economia, o que reduz os juros." Ele
lembra que o Brasil, no quesito compulsório, também tem umas das maiores taxas
do mundo. Na China, por causa da demanda crescente, a taxa foi de 5% para
5,5%.
Oliveira, no entanto, afirma que ninguém garante que o dinheiro
liberado será aplicado no aumento do crédito. Por isso, seria interessante que o
governo vinculasse o valor ao aumento dos financiamentos, independentemente de
quem vai usar o dinheiro.
No passado, os recursos liberados do
compulsório eram investidos em títulos do governo federal, já que o retorno era
bastante vantajoso para os bancos.
O executivo reconhece, porém, que a
situação hoje é diferente: a taxa Selic está menor, em 14,75% ao ano; a
economia, estável; e as operações de crédito bastante rentáveis, já que os juros
são elevados.
Segundo dados da Anefac, a taxa média cobrada do consumidor
pessoa física está em 7,56% ao mês ou 139,78% ao ano. Cypriano afirma que, por
enquanto, não teve nenhum sinal do governo sobre o corte do compulsório.
Fonte: Agência Estado
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h01
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DE OLHO NOS FUNDOS DE PENSÃO
Seguradoras querem os desligados de fundos de pensão
As recentes crises que abalaram alguns fundos de pensão fizeram o setor de
previdência privada aberta despertar novamente para reclamar maior flexibilidade
na migração entre os dois modelos. Ontem, no 3º Fórum Nacional de Seguro de Vida
e Previdência Privada, Osvaldo do Nascimento, presidente da Associação Nacional
da Previdência Privada (Anapp), voltou a propor uma revisão de leis e normas que
viabilizem a transferência entre fundos de pensão e PGBLs ou VGBLs, que hoje é
irrisória.
A discussão foi retomada após virem à tona problemas envolvendo os fundos de
pensão Aerus, de trabalhadores da Varig, e Petros, dos
funcionários da Petrobras, nos últimos dias. Isso mostra que
esses fundos de pensão têm riscos reais e não possuem garantia das empresas, diz
Nascimento. "Queremos flexibilizar a migração do trabalhador desligado da
patrocinadora do fundo, para que possa optar pela previdência privada
aberta."
A Anapp - representante das seguradoras nessas disputas por uma fatia do
dinheiro administrado pelos fundos de pensão - propõe um alteração da Lei
Complementar nº109 e de normas da Secretaria de Previdência Complementar (SPC).
A lei determina que a transferência da fechada à aberta só será permitida se o
participante converter o patrimônio em renda, imediatamente, para receber em um
prazo mínimo de 15 anos. Outras normas sobre a portabilidade entre os fundos são
responsabilidade da SPC.
O presidente da Anapp diz que a regra deveria considerar as novas condições
do mercado de trabalho. "É quase impossível ver, hoje em dia, um empregado
deixar uma empresa em que tem plano fechado para outra onde também há um fundo
de pensão, para o qual ele poderá transferir seus recursos e manter seus
direitos."
Para ele, é legítimo que o trabalhador continue a só poder migrar de fundo
fechado para aberto ao sair da empresa. Hoje, muitos deixam as empresas para
serem autônomos ou para trabalhar em empresas sem fundos, diz. "Esses deveriam
transferir para um fundo aberto mais facilmente." (DF)
Fonte: Valor Econômico
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h39
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A FARRA DOS BANCOS
Itaú assume operações do Boston na ALMaria
Christina Carvalho 03/08/2006
Até o fim da semana, o Itaú vai fechar a compra das operações do
BankBoston no Chile e Uruguai. "A due dilligence foi muito boa. As operações
complementam bem os negócios do Itaú no exterior", disse ontem o vice-presidente
sênior Henri Penchas a analistas. O Itaú já opera na Argentina, Cayman, EUA,
Portugal e Luxemburgo. Os detalhes financeiros não foram divulgados. Mas o Itaú
havia antecipado que a compra das operações do Boston na América Latina levaria
o investimento total na aquisição a pouco mais de R$ 6 bilhões, dos quais R$ 4,6
bilhões no Brasil.
Fonte: Valor Econômico
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h38
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ESPORTES
AABB Recife brilha na Copa Nordeste de Natação
O Iate Clube Pajussara terminou em 3º lugar na classificação final da categoria Sênior da I Copa Nordeste de Clubes em Piscina Curta - Troféu Belmiro D’Arce Cândido. O campeão e vice, respectivamente, foram o Nikita Sesi-PE e a AABB-Recife.
Na competição, realizada no fim de semana passado, em Recife, o único representante de Alagoas ficou no 10º lugar, no geral, entre os 19 clubes participantes. A campeã foi a AABB-Recife, seguida do Nikita Sesi-PE e Grêmio Cief-PB.
O Iate Clube Pajussara ganhou dez medalhas, sendo três de ouro, quatro de prata e três de bronze.
Destaque - O grande nome alagoano na competição foi a nadadora Núbia Leite, que venceu, na categoria sênior, as provas dos 100m costas e os 100m e 400m livre.
Núbia Leite bateu o recorde dos 100m costas e ganhou ainda o troféu eficiência da categoria sênior.
Também na sênior, Maria Noêmia Costa conquistou a medalha de prata nos 100m borboleta e 100m medley e levou o bronze nos 400m livre. Givaldo Santos Júnior ficou em 3º lugar (sênior) nos 100m costas.
Na júnior 1, Paulo Araújo ganhou prata nos 100m borboleta e bronze nos 400m livre e Fábio Campos ficou em 2º lugar nos 100m peito.
Fonte: Gazeta de Alagoas
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h06
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ESTILO BB
BB expande rede de atendimento alta renda
O Banco do Brasil inaugurou uma agência direcionada ao segmento de alta renda em São Paulo. Localizada no maior e mais importante centro financeiro do Pais, a agência Estilo Avenida Paulista oferece estrutura e soluções diferenciadas para o segmento Estilo - clientes com renda acima de R$ 10 mil ou investimentos acima de R$ 50 mil.
A nova agência tem capacidade para atender 2,5 mil clientes Estilo, possui instalações sofisticadas, serviços exclusivos como manobristas, sala do investidor, sala de reuniões para clientes e mensageiros, além de um grupo de gerentes especializados nesse tipo de atendimento. O marco é importante para o Banco, pois dá a largada para o objetivo maior de ''encarteirar'' os cerca de 600 mil clientes com perfil Estilo existente na sua base.
A meta do BB é ampliar em cerca de 200 os pontos de atendimento a clientes Estilo até o final de 2007. Atualmente, a clientela alta renda do BB está distribuída por 177 Espaços Estilos e sete agências em 23 estados da federação. Os espaços Estilo são estruturas físicas diferenciadas nas agências de Varejo da instituição e, assim como as agências do serviço, têm estruturas diferenciadas de atendimento que oferecem conforto, segurança e discrição, além de manobrista e estacionamento privativo.
O modelo de atendimento do BB prioriza atributos valorizados pelo cliente alta renda, tais como sofisticação, atendimento personalizado e especializado, credibilidade e alta performance, além de oferecer assessoria financeira, prestada por pessoal altamente capacitado, que possibilita o planejamento dos investimentos e a análise das melhores opções em produtos e serviços bancários.
Para cuidar desses clientes, o Banco do Brasil treinou cerca de 500 gerentes para prestar atendimento personalizado, em ambiente diferenciado ou no local de escolha, com discrição e sigilo. O Banco planeja capacitar outros 500 profissionais para atender a demanda que o projeto de expansão da carteira Estilo necessita.
Fonte: Consumidor Moderno
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h02
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CAXIAS DO SUL
Posse da diretoria do Sindicato de Caxias mobiliza bancários
A posse festiva da nova direção do Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul e
Região reuniu bancários, representantes de entidades de trabalhadores e de
movimentos sociais, na noite de terça-feira, 1º de agosto, no auditório da sede
da entidade, em Caxias do Sul. A Federação dos Bancários RS esteve representada
no evento pelos diretores Amaro Souza, Denise Corrêa, Jorge Vieira da Costa e
Luiz Carlos Barbosa.
Cerca de 200 pessoas prestigiaram o evento. Representantes dos sindicatos dos
bancários de Porto Alegre, Novo Hamburgo e de Nova Prata também prestigiaram o
evento. Outras entidades de classe do município e grande número de bancários
também participaram e prestigiaram a confraternização.
A diretora
da FEEB-RS, Denise Corrêa, salientou a importância do sindicato - que é um dos
mais antigos da categoria - para a organização dos bancários no Estado. Ela
lembrou que em 1937, os bancários da base de Caxias elegeram a primeira
“presidenta” de sindicato de bancários do Rio Grande do Sul, Gismunda Pezze. “A
nova diretoria assume a entidade no momento em que a categoria enfrenta o
desafio de mais uma campanha salarial. Não há dúvida de que os bancários da base
confiam na diretoria que elegeram, com 96% dos votos válidos na eleição”,
destacou.
Fonte: BancNet
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 20h58
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FUNDOS DE PENSÃO
Petrobrás vai bancar rombo de de R$ 9,3 bilhões do fundo
Petros
Segundo cálculos dos petroleiros, dinheiro seria suficiente para construir
três refinarias ou quatro plataformas
Mônica Ciarelli
A Petrobrás assinou com a Federação Única dos Petroleiros (FUP)acordo para
liquidar o rombo atuarial de seu fundo de pensão, a Petros, avaliada pela
Justiça em R$ 9,3 bilhões. O presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli,
confirmou ontem ao Estado que as negociações, iniciadas há mais de dois anos,
estão em fase final e devem "praticamente zerar o déficit do fundo". O prazo
para a conclusão do acordo é 31 de agosto.
O objetivo é repactuar, em 30 anos, o déficit do fundo. Em contrapartida,
todas as ações na Justiça contra a Petros seriam extintas. A proposta precisa
ser aprovada por 95% dos 95 mil participantes do fundo de pensão, ou seja, por
90.250 petroleiros. "Uma vez feito esse acordo, a Petrobrás passa a ter uma
dívida com a Petros. Essa dívida passa a ser ativo a receber pelo fundo e
compensa o déficit", explicou Gabrielli.
Pelos cálculos da FUP, o dinheiro que a Petrobrás injetaria no fundo seria
suficiente para construir três refinarias ou quatro plataformas de petróleo.
Segundo a entidade, os recursos equivalem "a 65% dos investimentos do governo
federal em 2006, excetuando-se os orçamentos das empresas estatais".
Há cerca de um mês, a Petrobrás enviou aos participantes do fundo "kits de
adesão", como informou o diretor da Associação dos Participantes da Petros
(Apape), Nei Ribeiro. O material contém documentos para serem assinados por quem
aderir à proposta. A Petrobrás oferece uma indenização por possíveis perdas,
correspondente a três salários do funcionário, no valor máximo de R$ 15 mil.
A proposta abrange participantes ativos e inativos e, se todos aceitarem, as
indenizações podem atingir R$ 1,425 bilhão. Gabrielli explica que esse pacote de
benefícios tem como objetivo "compensar os participantes das perdas motivadas
pela migração para o novo plano". Entre as perdas está a mudança de reajuste
atual das aposentadorias e pensões, que deixariam de seguir o índice do dissídio
do pessoal ativo para serem indexadas ao IPCA anual.
Não há consenso entre sindicatos e associações representativas dos
petroleiros. A Apape está convocando para amanhã uma manifestação em frente à
sede da Petrobrás. Mas a FUP destaca que, além do passivo, foram resolvidos
problemas antigos, como a correção do cálculo das pensões e o limite de idade
para funcionários que entraram até 1979.
A Petrobrás tem quase 50% de suas ações negociadas na Bolsa de Nova York - os
American Depositary Recepts (ADRs). A resolução do rombo da Petros é importante
para a estatal ganhar pontos na avaliação internacional de investidores,
chegando ao grau de empresa "investment grade", ou seja, com baixo risco.
A Petros foi criada em 1970. O plano era extremamente vantajoso para os
funcionários e previa o sistema de "benefício definido". Ou seja, o funcionário
sabia exatamente quanto iria receber ao se aposentar.
Agora, a estatal tenta mudar o plano para "contribuição definida", sistema
pelo qual o aposentado tem direito ao benefício correspondente ao que contribuiu
durante a vida ativa. A Petrobrás prevê contribuir mais com o fundo de pensão,
assumindo o custeio paritário também com aposentados e pensionistas.
Para novos funcionários, a estatal garante um plano complementar misto, que
assegura benefícios de risco, benefício mínimo e renda vitalícia. O Plano Petros
2 só será apresentado após aprovação pela Secretaria de Previdência
Complementar.
Fonte: Agência Anabb/Estado de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 14h22
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REAJUSTES
Governo vai editar nova MP para reajustar salário dos
aposentados
ANDREZA MATAIS da Folha Online, em
Brasília
O líder do PT na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS),
informou nesta quarta-feira que o governo deve editar uma nova medida provisória
para garantir o reajuste de 5% aos aposentados do INSS. Fontana admitiu que
dificilmente a MP dos aposentados --que está em discussão na Câmara-- será
aprovada a tempo.
O Congresso tem até o próximo dia 10 para votar a
matéria, mas como não há acordo com a oposição --que quer elevar o reajuste de
5% para 16,67%-- a avaliação é que a MP irá caducar. Nesse caso, os aposentados
terão garantido apenas 3,21% de aumento, valor do INPC. Para conceder os 5% caso
a MP caduque, a alternativa do governo é editar uma nova medida
provisória.
Para evitar contestações, o governo vai desmembrar a MP ao
propor a correção monetária de 3,21% e mais o ganho real, chegando aos 5%. "[O
aumento] vai ser por MP. Todo mundo está seguro que pode ser assim", disse,
referindo-se à Casa Civil e à Previdência. Fontana salientou que não acredita em
novas manobras da oposição na nova MP porque ela será discutida depois do
período eleitoral.
O líder da oposição na Câmara, deputado José Carlos
Aleluia (PFL-BA), disse que vai apresentar um decreto legislativo estabelecendo
a validade da primeira MP durante o período em que a mesma esteve em
vigor.
A MP beneficia os aposentados e pensionistas do INSS que ganham
acima de um salário mínimo, os demais já foram contemplados com o aumento do
salário mínimo.
Fonte: Folha Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 14h16
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Circuito BB de Vôlei de Praia chega a São Luís
Atletas patrocinados pelo BB Seguro Auto disputam a décima etapa da
competição, de 02 a 06 de agosto Os atletas Tande, Bruno e
Alisson, patrocinados pelo BB Seguro Auto, participam do Circuito
Banco do Brasil de Vôlei de Praia, etapa Challenger São Luís (MA), entre os
dias 02 e 06 de agosto. A arena está montada na Lagoa da
Jansen.
Na quinta-feira, dia 03, às 15h, os atletas receberão o público em uma sessão
de autógrafos nas agências São Luiz e Deodoro do Banco do Brasil (Av.
Gomes de Castro, s/n ? Centro). Já na sexta-feira, dia 04, será a vez de Marcelo
Negrão receber o público.
O Banco do Brasil, com o apoio do BB Seguro Auto, realizará uma noite de
autógrafos, às 19h, com o atleta no Shopping São Luís. O incentivo ao esporte
faz parte da estratégia de negócios da Brasilveículos - seguradora de automóveis
do Banco do Brasil, que comercializa o BB Seguro Auto. Até o final deste ano, a
empresa planeja investir R$ 1,2 milhão nesta área.
Fonte: Portal de Seguros
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h22
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A FARRA DOS BANCOS
'Não é só lucro de banco que é recorde'
Presidente do segundo
maior banco privado do País diz que resultados maiores devem-se ao crescimento
da economia
O presidente do Banco Itaú, Roberto
Setubal, disse que os resultados do semestre refletem a boa condução das
operações num ambiente de mais volatidade e de inadimplência crescente. Ele
conversou com o Estado no início da noite de ontem, depois de uma terça-feira
agitada. "Há atividades extras em dia de balanço, mas é corrido como
sempre."
Como o sr. analisa o resultado? Foi bastante bom. Foi
um trimestre positivo, apesar da volatidade maior e da inadimplência um pouco
mais elevada. Mas acho que soubemos conduzir bem a operação, de tal forma que o
resultado e a rentabilidade cresceram.
A inadimplência cresceu mais do
que vocês esperavam? Não, cresceu em linha com o que esperávamos de forma
geral. As provisões refletem nossa expectativa de inadimplência. No fim do
primeiro trimestre, tínhamos registrado elevação de provisões para devedores
duvidosos. O mercado questionou se não estávamos sendo excessivamente
conservadores. Dizíamos que não.
A eleição impactará a
economia? Não creio. Há um consenso hoje sobre os pilares básicos da
política econômica: superávit primário, câmbio flutuante e metas de inflação.
Quando projetamos a manutenção da política econômica nos próximos anos, vemos
uma melhora substancial dos indicadores. Creio que seremos investment grade em
2008.
O que o Itaú espera para a taxa de juros no segundo
semestre? Esperamos que a Selic estará em 14% no fim do ano.
O
que isso significa para o setor? É positivo. Redução de juros leva à
queda da inadimplência. Além disso, juro menor proporciona crescimento maior e
mais demanda por crédito.
O presidente Lula pediu à Febraban sugestões
para a queda do spread bancário. Que sugestão o sr. daria? A queda dos
spreads é importante, todos temos interesse, os bancos inclusive. São várias
sugestões, mas, se pudesse dar poucas, diria: redução dos compulsórios e
cadastro positivo. Ou seja, possibilitar o uso de informações positivas de uma
forma que não temos no Brasil hoje.
Segundo a Economática, o lucro do
Itaú no semestre foi o maior de um banco na história do País para o período. O
que o sr. diz sobre isso? Numa economia em crescimento como a brasileira,
é natural que empresas tenham resultados sempre maiores. Não me surpreende esse
cálculo.
O sr. fica incomodado com a repercussão que esse tema
tem? Não é só lucro de banco que é recorde. Petrobrás é recorde, Vale é
recorde, siderúrgicas são recorde. É porque a economia cresce. Não é só no
Brasil. Bancos americanos também. O HSBC idem. A imprensa às vezes dá um pouco
de sensacionalismo.
Fonte: Estado de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h58
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SINDICALISMO
CUT deve ter dois vices em nova
direção
DA REPORTAGEM LOCAL
A CUT deve anunciar hoje um acordo para evitar disputas internas na central:
terá dois vice-presidentes, fato que não ocorre desde o início da década
passada. Ocupariam o cargo, segundo a Folha apurou, o metroviário Vagner
Gomes, da Corrente Sindical Classista (CSC), que conseguiu 20% dos votos na
disputa pela presidência da CUT, e Carmen Foro, representante da Contag
(confederação dos trabalhadores rurais), que pertence à Articulação Sindical,
corrente majoritária na central, que elegeu o eletricitário Artur Henrique da
Silva Santos, com 80% dos votos.
Desde o congresso da CUT, em junho, o cargo de vice não havia sido anunciado
por impasse entre a Articulação e a CSC. Hoje, após reunião da nova Executiva,
formada por 32 pessoas, deve ser anunciado o acordo. (CLAUDIA
ROLLI)
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h17
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BNB NAS ELEIÇÕES 2006
Diretor de banco estatal faz arrecadação
para eleger Ciro
Dirigente do BNB apresenta carta assinada por ex-ministro e candidato
a deputado
Ciro afirma que empresas abordadas não têm negócio com
Banco do Nordeste do Brasil, um dos principais financiadores no Estado
RUBENS VALENTE ENVIADO ESPECIAL A
FORTALEZA
O ex-ministro da Integração Nacional e candidato a deputado federal Ciro
Gomes (PSB-CE), 49, distribuiu cartas a empresários do Ceará pelas quais
autoriza um diretor do BNB (Banco do Nordeste do Brasil), estatal do governo
Lula e um dos principais financiadores da economia no Estado, a arrecadar
dinheiro para sua campanha e de seu irmão, Cid Gomes (PSB), 43, candidato ao
governo do Estado.
Ciro Gomes e o diretor administrativo do banco, Victor Samuel Cavalcante
Ponte, confirmaram o trabalho de arrecadação. Ponte não integra o comitê
financeiro do candidato. A legislação eleitoral prevê que as contribuição de
campanha deve ser dirigida ao comitê e ao candidato. "Ele é meu amigo de cem
anos, e me ajuda nesse trabalho que é chato, que é desagradável", disse Ciro à
Folha. Segundo ele, Ponte parou de captar os recursos.
O diretor do BNB disse ter feito "um trabalho voluntário". "Eu sou filiado ao
partido, e como cidadão eu me sinto na obrigação de dar a minha colaboração",
disse Ponte. Ele atribuiu o vazamento da informação aos adversários de Cid
Gomes. "Isso é desespero, esse pessoal está desesperado. Eles vão perder a
eleição e estão desesperados", afirmou o diretor. Ciro alegou que a captação
era específica para a pré-convenção partidária (até 30 de junho último), mas não
é o que diz o texto da carta entregue aos empresários e assinada pelo próprio
candidato, que disse ter subscrito 30 cartas.
"Apresento-lhe meu amigo Victor Samuel que lhe falará em meu nome, de Cid
Gomes e de nosso partido politico, o PSB, acerca de uma contribuição para a
campanha que o partido desenvolverá nas eleições próximas de outubro do corrente
ano", diz o papel, ao qual a reportagem teve acesso.
Ponte atuou no governo de Ciro no Ceará (1991-1994) e é filiado ao PSB. Antes
de assumir a área administrativa, foi diretor de Promoção de Investimentos do
BNB (2004 e 2005). O banco é um dos principais financiadores de crédito no
Nordeste. Fechou 2005 com R$ 6 bilhões de investimentos na economia nordestina,
dos quais R$ 1 bilhão para a agricultura familiar.
Ponte, o presidente do banco, Roberto Smith, e mais três diretores do BNB
foram incluídos pelo Ministério Público Federal na denúncia do "caso da cueca"
por terem autorizado um empréstimo de R$ 300 milhões para o consórcio de energia
elétrica STN (Sistema de Transmissão Nordeste). O grupo de empresas teria pago a
propina ao ex-assessor petista José Adalberto Vieira, preso pela Polícia Federal
em julho de 2005 ao tentar embarcar num avião em São Paulo com R$ 209 mil numa
maleta e US$ 100 mil presos ao corpo. A ação contra os diretores e Roberto Smith
foi suspensa por decisão do TRF (Tribunal Regional Federal) da 5ª Região. O
Ministério Público recorreu.
Apoio do PT Ciro é candidato a
deputado na coligação PSB-PT-PMDB-PP. O PT deixou de lançar candidato a
governador para apoiar o irmão de Ciro, Cid Gomes, na coligação "Ceará Vota Para
Crescer", formada por PSB, PT, PC do B, PMDB, PRB, PP, PHS, PMN e PV. Ciro
declarou uma previsão de gastos de R$ 1,2 milhão para sua campanha. Cid, R$ 20
milhões.
A Folha apurou que Ponte usou a carta para procurar empresas instaladas na
região metropolitana de Fortaleza. Ciro disse que as empresas foram escolhidas
por ele, que teria tido o cuidado de verificar se elas não teriam negócios ou
dívidas com o BNB. O diretor do banco, contudo, ficou em dúvida sobre esse
ponto: "Quase certeza que não. Se bem que é o seguinte: o banco é muito atuante,
no Estado e no Nordeste. Se têm ou se não têm, nem foi objeto de conversas com
nenhum deles. Não tenho certeza".
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h14
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BANCÁRIOS DE SP
Sindicato lança novo serviço a sindicalizados
Os associados do Sindicato passam a contar com um novo serviço na Central de
Atendimento Pessoal. Trata-se da entrada e o acompanhamento do processo de
aposentadoria para bancários, também conhecido como serviço
previdenciário.
Além das informações gerais, o bancário sindicalizado
também pode fazer o cálculo do tempo de serviço, do valor e a entrada e o
acompanhamento do processo no INSS.
O atendimento é feito às segundas,
terças e sextas-feiras, das 10h às 19h, na sede da entidade. Às quartas, a
consulta será feita na regional Osasco, no mesmo horário. No início, o
atendimento será feito sem agendamento. Qualquer dúvida, ligue para a Central de
Atendimento, 3188-5200.
O bancário que não puder comparecer pessoalmente
deverá enviar um representante, com uma procuração registrada em cartório, casi
queira solicitar o processo de aposentadoria.
Documentos -
Para ter as informações, o bancário sindicalizado deve trazer os
seguintes documentos: de identificação do segurado (RG, CTPS e rescisão de
contrato de trabalho se houver); título de eleitor, certidão de nascimento ou de
casamento (expedida há mais de 5 anos); CPF; PIS, PASEP; CTPS ou outro documento
que comprove o exercício de atividade anterior a julho/94;
Para efeito de
cálculo de valor de aposentadoria: todos os holerites ou comprovantes de
salários de contribuição da data de julho/1994 até a data atual.
Para
efeito de cálculo de tempo de contribuição: todas as carteiras
profissionais.
Fonte: SindiBancários SP
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h12
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CULTURA NO CCBB
Projeto discute a crônica brasileira no CCBB Brasília
Cronicamente Viável é o nome do projeto que o Centro Cultural Banco
do Brasil de Brasília estréia no dia 1º de agosto. O projeto visa reunir
jornalistas e escritores para debater a crônica brasileira, desde seu surgimento
no século XIX até a novíssima geração de cronistas virtuais.
Os encontros mensais têm curadoria de Beatriz Carolina Gonçalves e
serão repetidos em outras unidades do CCBB, como Rio de Janeiro, São Paulo e
Recife, entre outras cidades.
A primeira dupla que virá a Brasília pelo
projeto é formada pelos escritores e jornalistas Ana Miranda e Zuenir Ventura.O
tema será a influência da obra de Machado de Assis no trabalho dos grandes
cronistas brasileiros do século XX.
Ana e Zuenir falarão sobre crônicas
principalmente das décadas de 50 e 60, época em que figuravam na nossa
literatura nomes como os de Clarice Lispector e Paulo Mendes Campos.
A
mediação será do jornalista e professor universitário Paulo Paniago. Durante o
encontro, o produtor e ator Luiz Nunes lerá crônicas de Ana Miranda e do próprio
Zuenir.
Confira abaixo a programação do projeto Cronicamente Viável:
01 de
Agosto, às 19h30 - Machado de Assis e sua influência sobre os grandes
cronistas do século XX, com Ana Miranda e Zuenir Ventura.
05 de
Setembro, às 19h30 - Crônica e cotidiano: A memória, o humor e a poesia do
dia-a-dia, com Ivan Angelo e Adalberto Müller.
03 de Outubro, às
19h30 - Crônica e jornalismo: Uma reflexão sobre a imprensa brasileira,
com Nirlando Beirão e Wellington Pereira.
21 de Novembro, às 19h30 -
A crônica na mídia interativa e as perspectivas da crônica no Brasil,
com Marcelo Rubens Paiva e Xico Sá.
Cronicamente Viável – Terça-feira,
dia 1º de agosto, às 19h30. Entrada franca mediante retirada de senha no local
com meia hora de antecedência. Mais informações: 3310-7087. Onde: Centro
Cultural Banco do Brasil Brasília (SCES, Trecho 2, cj 22).
Fonte: ClicaBrasilia
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h10
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RUY GUERRA NO CCBB
Ruy Guerra: a arte de resistir
Por Ana Paula Sousa
“Sou mais conhecido pelo meu nome do que pelos meus filmes. Esta
retrospectiva é um sinal de reconhecimento, sem dúvida, mas, ao mesmo tempo, o
que eu queria é que as pessoas tivessem ido ver meus filmes recentes”, diz Ruy
Guerra, referindo-se a Estorvo (1994) e O Veneno da Madrugada
(2005). Protagonista de uma grande homenagem organizada pelo Centro Cultural
Banco do Brasil de São Paulo (CCBB), o cineasta, que completa 75 anos em agosto,
terá toda a obra revisitada. Apesar de satisfeito com a iniciativa, não consegue
festejar: “Acho que venci pelo cansaço, mas às vezes me sinto como se estivesse
numa enciclopédia. Você não faz filme só para a crítica”.
Pois o projeto
Ruy Guerra – Filmar e Viver é uma chance e tanto de o público conhecer
melhor o autor de filmes como Os Fuzis (1964), Os Cafajestes
(1963) e Ópera do Malandro (1985). De 31 de julho a 20 de agosto serão
exibidos longas-metragens, alguns inéditos, como Sweet Hunters (feito na
Inglaterra), documentários e videoclipes. Estão programados ainda dois encontros
com o diretor, uma exposição com cartazes, fotos e documentos e três
pocket shows com seus trabalhos como letrista. Artista de resistência e
cineasta de linguagem particular, Ruy Guerra, certamente, encherá de inquietação
o CCBB.
Fonte: Carta Capital
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h05
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KAPOOR NO CCBB
Fumaça também é arte: e indiana!
Com suas obras tridimensionais misteriosas que invadem o espaço físico e
psicológico, o artista plástico indiano-britânico Anish Kapoor abre, hoje, no
Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sua primeira exposição individual
na América Latina.
A mostra reúne instalações, um vídeo e esculturas, sendo duas inéditas. Uma
delas, “Ascension” (nome que também batiza a exposição), é uma coluna de fumaça
que sobe em espiral a uma altura de 36 metros, do chão à cúpula rotunda do CCBB,
a 120 quilômetros por hora.
Às 18h, será realizado ainda um debate com a participação do curador da
exposição, Marcello Dantas, do crítico de arte Agnaldo Farias e do próprio
Kapoor, que costuma descrever sua obra como a retratação do medo da
inconsciência e do vazio.
Fonte: O Globo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h04
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CONTA UNIVERSITÁRIA
Justiça condena BB a devolver em dobro tarifas cobradas de
universitários
A Justiça Federal de Santa Catarina (SC) condenou o Banco do Brasil a
devolver em dobro os valores cobrados indevidamente dos clientes universitários,
em função da transformação da conta “BB Campus” em “BB Universitária”. A mudança
aconteceu em 2003 e implicou a cobrança de tarifa mensal por serviços que eram
gratuitos. O juiz federal substituto Zenildo Bodnar entendeu que a alteração
unilateral violou o CDC (Código de Defesa do Consumidor).
De acordo com a
JF de Santa Catarina, a sentença foi proferida nesta segunda-feira (31/7), em
uma ação civil pública do Ministério Público Federal contra o BB e o Bacen
(Banco Central do Brasil), e tem efeitos nos municípios sob jurisdição da
Justiça Federal em Florianópolis.
O MPF propôs a ação com base em
representações de dois estudantes, que reclamaram da alteração sem negociação
prévia. Segundo eles, quando a conta “BB Campus” foi aberta, não haveria
cobrança de nenhuma tarifa e a isenção teria validade até a conclusão do curso
superior. Um deles relatou que, em maio de 2003, recebeu correspondência do BB,
comunicando que sua conta “BB Campus” tinha sido transformada em “BB
Universitária”, “cheia de produtos, serviços e vantagens exclusivas por apenas
R$ 3 mensais”.
Na sentença, o juiz também homologou acordo sobre a
questão, firmado entre o MPF e o BB ano passado. O acordo não contemplou, porém,
a devolução dos valores cobrados indevidamente, porque o BB não aceitou a
inclusão da cláusula. De acordo com o juiz, a restituição é obrigatória e está
prevista no CDC, que assegura aos consumidores o direito a receber de volta, em
dobro e com juros e correção, quantias pagas sem obrigação.
“A
instituição financeira inclusive lesou as regras da livre concorrência, à medida
que atraiu clientes com benefícios que não foram mantidos”, afirmou
Bodnar.
A devolução deve ser feita por meio de crédito em conta ou
convocação do ex-correntista, se for o caso. A ordem deve ser cumprida a partir
da data em que não for mais possível recorrer. O BB pode apelar ao TRF (Tribunal
Regional Federal) da 4ª Região, em Porto Alegre.
Fonte: Última Instância
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 19h39
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A FARRA DOS BANCOS
Itaú tem lucro recorde
O Banco Itaú anunciou resultado recorde no primeiro semestre de R$ 2,958
bilhões, o maior lucro da história dos bancos de capital aberto no Brasil,
segundo cálculo da consultoria Economática com base em dados ajustados pela
inflação.
O resultado indica que a queda da taxa básica de juros - iniciada no ano
passado - ainda não está afetando os ganhos dos maiores bancos do país.
O Itau Holding Financeira, segundo maior conglomerado financeiro privado do
país, informou que obteve lucro de R$ 1,498 bilhão no segundo trimestre, um
resultado 12,4% maior que o obtido no mesmo período de 2005.
No acumulado do primeiro semestre, o resultado de R$ 2,9 bilhões foi 19,5%
maior que os R$ 2,475 bilhões obtidos na primeira metade do ano passado. O
resultado veio em linha com projeções de analistas que apontavam lucro ao redor
de R$ 1,5 bilhão.
A margem financeira cresceu 18,6%, na comparação com o segundo trimestre de
2005, para R$ 3,920 bilhões. Menor, porém, que os R$ 4,087 bilhões obtidos no
primeiro trimestre deste ano.
O resultado bruto da intermediação financeira entre abril e junho deste ano
foi de R$ 2,694 bilhões, 4,26% inferior à obtida há um ano.
O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROE) do grupo foi de 35,1%,
contra 36% no mesmo período de 2005.
A carteira de crédito alcançou saldo de R$ 67,383 bilhões em 30 de junho
deste ano, com avanço de 0,7% em relação ao final de março e de 5,3%, na
comparação com o final da primeira metade de 2005.
Sobre o estoque atual, o índice de inadimplência foi a 5,1%, contra 4,4% do
primeiro trimestre e 4% no segundo trimestre do ano passadO.
Fonte: O Globo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h02
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FUNDOS DE PENSÃO
Estudo propõe fundo de pensão flexível
Geralda Doca
O governo quer tornar menos rígidas as regras para o saque e a migração - a
chamada portabilidade - dos recursos acumulados pelos trabalhadores em planos de
aposentadoria complementar fechados, ou seja, que têm participantes definidos,
como os oferecidos pelas empresas públicas e privadas a seus funcionários. A
idéia é permitir que quem tem esse tipo de benefício possa carregar, para
qualquer plano fechado, e sacar, se assim decidir, os recursos referentes aos
aportes feitos pelo próprio contribuinte e pela patrocinadora, a qualquer
tempo.
Atualmente, afirmou ao GLOBO o novo xerife da Secretaria de Previdência
Complementar (SPC), Leonardo André Paixão, parece que os 6,5 milhões de
beneficiários de fundos de pensão no país não são donos de seu próprio dinheiro.
Ao todo são 900 planos nesta categoria, com um patrimônio de R$ 310 bilhões. São
pagos por eles, anualmente, cerca de R$ 18 bilhões em benefícios. A arrecadação
com contribuições chega a R$ 9 bilhões.
Ao trocar de emprego, recursos ficam presos
As discussões para alterar a legislação começam este mês, na reunião do
Conselho de Gestão de Previdência Complementar (CGPC), formado por
representantes de governo, participantes, aposentados e empresas
patrocinadoras.
- Quando o participante migra de um plano para outro, ele fica preso com os
recursos dentro do segundo plano. Eram recursos que ele poderia ter resgatado no
plano de origem, mas que, ao serem carregados, não podem mais ser resgatados. É
quase como se o trabalhador abrisse mão desse dinheiro - disse Paixão.
As normas atuais são de 2001 e começaram a funcionar plenamente ano passado.
Mas se acredita que estejam travando o sistema e prejudicando os beneficiários.
Hoje, ao trocar de emprego, o trabalhador acaba com boa parte dos recursos da
previdência privada presa. Mesmo que resolva levar os recursos para uma
previdência aberta (planos vendidos pelos bancos), pode ter de esperar até 15
anos para utilizá-los.
Ao deixar a empresa onde formou sua primeira aposentadoria complementar, o
trabalhador pode sacar o dinheiro - sua parte e a da empresa, se entrou no plano
depois de 2001, ou só suas contribuições, se o ingresso foi anterior a essa
data. Neste caso, paga Imposto de Renda. Outra opção é levar os recursos para
outro fundo de previdência privada - se houver um no novo emprego - sem pagar
imposto.
Mas, feita a transferência, o dinheiro fica preso no segundo fundo. O
participante só pode migrar os recursos novamente se a nova empresa também tiver
fundo de pensão. Caso contrário, ele é obrigado a sacar as reservas e, mesmo
assim, sem a parte da empresa, que só pode ser transferida para um fundo
aberto.
Diante das barreiras, disse Paixão, muitos trabalhadores preferem se tornar
autopatrocinadores: arcam com a sua parte e a original da empresa, o que pesa no
orçamento familiar.
Secretário teme resistência dos fundos de estatais
Além da portabilidade, do resgate e do autopatrocínio, há hoje o chamado
benefício proporcional diferido, pelo qual o trabalhador pode optar por deixar o
dinheiro aplicado no fundo patrocinado pela empresa que está deixando e só
recebê-lo quando se aposentar.
Paixão acredita que haverá resistências, principalmente dos fundos de pensão
das estatais (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Petrobras).
Fonte: Agência Anabb/O Globo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h10
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A FARRA DOS BANCOS
Lucro do Itaú cresce 12,4% no 2o tri, para R$1,498
bilhão
SÃO PAULO (Reuters) - O Banco Itaú Holding Financeira, segundo maior
conglomerado financeiro do país, divulgou nesta terça-feira um lucro de 1,498
bilhão de reais para o segundo trimestre deste ano. O resultado é 12,4 por cento
superior ao obtido no mesmo período de 2005.
No primeiro semestre, o resultado do Itaú somou 2,958 bilhões de reais, 19,5
por cento acima dos 2,475 bilhões de reais obtidos na primeira metade do ano
passado. O resultado veio em linha com algumas projeções de analistas que
apontavam para lucro ao redor de 1,5 bilhão de reais.
A margem financeira cresceu 18,6 por cento, na comparação com o segundo
trimestre de 2005, para 3,920 bilhões de reais. Menor, porém, que os 4,087
bilhões obtidos no primeiro trimestre deste ano.
O resultado bruto da intermediação financeira entre abril e junho deste ano
foi de 2,694 bilhões de reais, 4,26 por cento inferior à obtida há um ano.
O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROE) do grupo foi de 35,1 por
cento, ante 36 por cento, no mesmo período de 2005.
A carteira de crédito alcançou um saldo de 67,383 bilhões de reais em 30 de
junho deste ano, com avanço de 0,7 por cento em relação ao final de março e de
5,3 por cento, na comparação com o final da primeira metade de 2005.
Sobre o estoque atual, o índice de inadimplência foi a 5,1 por cento, ante
4,4 por cento do primeiro trimestre e 4 por cento no segundo trimestre do ano
passado. (Por Marcelo Mota)
Fonte: UOL Últimas Notícias
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h05
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A FARRA DOS BANCOS
Brasil turbina os lucros de HSBC e
ABN
Bancos europeus ganham com operações no país, principal alavanca
dos negócios na América Latina
SANDRA
BALBI DA REPORTAGEM LOCAL
Dois grandes
bancos europeus com ramificações no Brasil - o britânico HSBC e o holandês ABN
Amro- anunciaram ontem expansão do lucro no primeiro semestre deste ano. Em
ambos os casos as operações brasileiras ajudaram a impulsionar os ganhos das
instituições, sendo as principais responsáveis pela sua expansão na América
Latina.
O lucro líquido do HSBC Holdings, maior banco da Europa, aumentou 15% em
relação a igual período do ano passado, totalizando US$ 8,73 bilhões. O lucro
líquido, no critério europeu, é o resultado obtido após o pagamento de impostos
e da participação dos acionistas minoritários.
Já o ABN Amro, obteve um lucro líquido de 2,2 bilhões, valor 17,9%% superior
ao do primeiro semestre de 2005. Segundo o banco holandês, o aumento foi
resultado da expansão dos negócios na América Latina, que cresceram 25,7%,
considerando-se uma taxa de câmbio constante.
As operações no Brasil foram responsáveis por 96% desse crescimento,
impulsionadas pelas operações de crédito que se expandiram com a queda dos juros
básicos e o crescimento da economia e do
emprego.
Emergentes Michael Geoghegan, CEO mundial do HSBC, que
trouxe o banco para o Brasil em 1997 e foi seu presidente até 2003, destacou os
resultados que a instituição obteve no país. Com lucro bruto (antes de impostos)
de US$ 251 milhões, a filial brasileira aumentou sua participação no lucro bruto
da matriz (US$ 12,5 bi) de 1,7%, em junho de 2005, para 2% neste ano.
O HSBC Brasil, disse Geoghegan em teleconferência ontem pela manhã, registrou
o segundo maior crescimento do lucro bruto entre os emergentes. Um aumento de
36% em relação ao primeiro semestre de 2005. Essa performance foi superada
apenas pela da China, cujo resultado praticamente dobrou em relação ao primeiro
semestre do ano passado, com um salto de 99%.
Segundo o executivo, o lucro bruto das subsidiárias de países emergentes -
Brasil, China, Índia, Malásia, México e Filipinas- cresceu em média 20% e ajudou
a alavancar os resultados do conglomerado. "O crescimento do lucro nesses países
foi muito importante para o resultado total", disse.
No Brasil, o que alavancou os ganhos foi a sinergia entre a financeira do
grupo, a Losango, e o banco de varejo, além da expansão e da melhoria da
carteira de crédito do banco. A Losango tem parceria com 21 mil lojistas no país
que trabalham com o seu CDC (crédito direto ao consumidor) e acabam também
virando clientes do banco.
Elas pagam as folhas de salários pelo HSBC o que contribui para a venda de
produtos financeiros aos seus funcionários.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h56
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KAPOOR NO CCBB RIO
Sensações e cores de Anish Kapoor
CCBB Rio recebe primeira mostra individual do artista
indiano na América Latina
Há exatos 10 anos, quando o artista plástico indiano-britânico
Anish Kapoor premiou o público com uma passagem marcante pela 23ª Bienal de São
Paulo, o crítico de arte Agnaldo Farias garantiu longas horas de diversão
observando o fascínio dos visitantes. Os incessantes "Ohs!" de espanto, como ele
próprio recorda, certamente voltarão ecoar a partir do dia 1º de agosto, no CCBB
Rio. Batizada de Ascension, a primeira exposição individual de Kapoor na
América Latina promete causar um impacto tão veloz quanto a fumaça que subirá em
espiral a uma altura de 36 metros, do chão à cúpula da rotunda. Sugada por
um equipamento especial a 120 quilômetros de velocidade, a impactante coluna de
fumaça dá o tom da exposição escolhida pelo CCBB para ser a atração
internacional em 2006/2007. Um verdadeiro tufão de sensações visuais, que
passará também por Brasília (de 12 de outubro a 7 de janeiro de 2007) e São
Paulo (29 de janeiro a 1 de abril de 2007).
A instalação, que dá nome à mostra, é uma das peças
inéditas que Kapoor traz para o Brasil. No dia da inauguração, às 18h, o artista
participa de um debate com o curador da exposição Marcello Dantas e o crítico de
arte Agnaldo Farias. Composta por dez trabalhos realizados a partir de 1998, a
exposição preparada para o CCBB sintetiza, segundo o crítico, algumas das
preocupações básicas do artista.
De esculturas a instalações, inclui ainda uma
vídeo-instalação - "Objetos ausentes & feridos" -, uma outra feita à
base de luz e projetada para ser apresentada numa sala escura e, por fim,
ponto de partida da mostra, uma versão monumental de Ascension, de 2003
- diz Farias.
Conhecido internacionalmente por suas obras tridimensionais que
invadem o espaço físico e psicológico, a produção de Kapoor vai de esculturas de
pigmentos a intervenções site specific - que não poderão ser
reaproveitadas em outro local -no chão, na parede, em áreas abertas ou fechadas.
Por meio de sua obra, o público poderá explorar conceitos como presença e
ausência, estar e não estar, lugar e não-lugar, o sólido e o intangível, a
materialidade do imaterial.
Em entrevista concedida ao curador Marcello Dantas, Kapoor
mostrou como se dá sua relação com o público. "Eu fico sempre preocupado com
o espectador. Sinto que não trabalho para os outros, mas para mim mesmo. No
entanto, o espectador me preocupa muito, no sentido de que é a arte é muito boa
para estabelecer a intimidade e também é muito boa quando se dirige a
determinadas audiências. A maioria dos meus trabalhos exige que você os
contemple de um ponto de vista específico, de um determinado lugar. Isso quer
dizer que existe um ponto de vista claramente formal", diz Kapoor.
O efeito arrasador de suas peças costuma instalar dúvidas na
mente dos visitantes. Mas essa sensação de "desorientação", que gera
questionamentos no público, também está prevista pelo artista.
"Em meu trabalho, o que é e o que parece ser são aspectos
que, em geral, são confundidos. Na "Ascension" ( a exposição), o meu interesse
não se restringe à idéia de o imaterial tornar-se objeto, que é o que ocorre com
"Ascension" (a obra homônima), onde a fumaça torna-se coluna. Interessa-me como,
ao atravessar aquela passagem, surge a idéia de que Moisés seguiu uma coluna de
fumaça, uma coluna de luz, em direção ao deserto", explica Kapoor.
Com peças em coleções de arte contemporânea dos principais
museus do mundo, o artista também é um especialista em deixar sua "marca" a céu
aberto. Finalizada este ano, a escultura em alumínio "Cloud Gate", instalada no
Millenium Park, em Chicago, é a obra pública mais cara do mundo assinada
por um artista vivo. Custou 23 milhões de dólares. Inspirada nas gotas de
mercúrio, ela reflete e distorce os visitantes do parque, oferecendo
também uma nova visão dos arranha-céus da cidade.
Considerado um dos mais influentes escultores de sua geração,
Kapoor, de 52 anos, ganhou o prêmio Duemila, da Bienal de Veneza de 1990; o
Turner Prize de Londres, de 1991; o título de doutor honorário do London
Institute (Universidade de Letras de Londres), em 1997, Em 2001, foi agraciado
com o título de membro honorário da Royal Academy of Architecture e, em 2003,
com a medalha de Comandante do Império Britânico CBE (Commander of the British
Empire).
No segundo andar do prédio do CCBB Rio, estarão
expostos mais nove trabalhos vindos da Inglaterra e Itália.:
* "When I am pregnant", 1992 - parede com protuberância e
reentrância em gesso, em duas versões; * "Double Mirror", 1998 - instalação
composta por duas paredes em forma de corredor, sobre as quais há espelhos
côncavos de dois metros de diâmetro; * Escultura em bronze, sem título, de
1998, de 4,5 metros de altura, que pesa 1.500 quilos; * "Iris", 1998 -
instalação de parede em aço inoxidável, com dois metros de diâmetro; *
"Pillar", 2003 - escultura de aço e laca azul, na qual o visitante pode
entrar; * Vídeo "Wounds and Absent objects", 2003, com 7'13'' de
duração; * Instalação de luz, sem título, de 2004, de plexiglass, ferro e
lâmpadas; * Instalação de chão inédita, ainda sem título, com cinco toneladas
de cera alemã vermelha.
O artista
Nascido em 1954 em Bombaim, Índia, de mãe judia, Anish Kapoor
mudou-se para a Inglaterra no início dos anos 70. Estudou no Hornsey College of
Art e Chelsea College of Art and Design, em Londres, onde vive e trabalha até
hoje.
Sua obra está nas coleções da Tate Britain e Tate
Modern (Londres), do Museu de Arte Moderna de Nova York, do Palacio
Velázquez e Centro de Arte Reina Sofia (Madri) e Stedelijk
Museum (Amsterdam).
Tem dezenas de exposições individuais na
Europa, Ásia, Oceania, EUA, Canadá. Ascension é a primeira em um país
latino-americano. Participou das mais importantes mostras internacionais como a
Bienal de Veneza, a Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1996) e da
Documenta de Kassel, na Alemanha.
Em 2002, Kapoor ocupou o Turbine Hall
da Tate Modern, em Londres, templo da arte contemporânea internacional, com sua
gigantesca instalação Marsyas, de 250 metros de
comprimento.
Leia Artigo
sobre a exposição
Anish Kapoor - Ascension De 31 de julho a 17 de
setembro Centro Cultural Banco do Brasil – Rio de Janeiro Locais: 2º andar
e Térreo Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 – Centro Informações: (21)
3808-2020
Fonte: CCBB
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h22
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SINDICATOS
A crise do sindicalismo
Criadas para servir de instrumento
dos trabalhadores na defesa do emprego, as comissões de fábricas acabam de
completar duas décadas e meia de funcionamento no País. Mas, apesar dos
resultados que alcançaram no passado, evitando demissões, os sindicatos
trabalhistas não têm motivos para comemorar a data. O motivo é que ela coincidiu
com um momento em que os metalúrgicos, a primeira categoria a adotar essa forma
de organização, vêm enfrentando grandes dificuldades em seu relacionamento com
as montadoras.
Premidas pela concorrência, as empresas foram obrigadas a
adotar planos de reestruturação que, por informatizar as linhas de produção,
acarretam o corte de milhares de postos de trabalho, sem que as comissões de
fábrica possam fazer algo para deter o desemprego. O caso mais conhecido é o da
Volkswagen. Em maio, a empresa anunciou que dispensaria 6 mil funcionários no
segundo semestre, quando vence o último acordo que dá garantia de emprego. Na
época, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que já foi presidido pelo atual
presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e pelo ministro do Trabalho,
Luiz Marinho, prometeu reagir, apelando para greves.
No entanto, diante
da ameaça da montadora de fechar uma de suas cinco fábricas no Brasil e
transferi-la para o Leste Europeu ou para a Ásia, onde os níveis salariais são
mais baixos e o nível de escolaridade dos trabalhadores é maior do que no
Brasil, os 4,5 mil metalúrgicos da unidade da Volks em Taubaté negociaram um
acordo que implica corte de pessoal e benefícios em troca de novos investimentos
na fábrica. As demissões deverão atingir 700 funcionários, mas a maioria dos
empregos diretos foi preservada e a expansão da unidade pode aumentar o emprego
indireto na região.
A decisão desagradou aos operários da Volks em São
Bernardo, rompeu a unidade da categoria e gerou tensão na Central Única dos
Trabalhadores. "O acordo quebrou a união entre os trabalhadores", diz o
presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo,
ex-integrante da Comissão de Fábrica da Ford. "Estamos dispostos a resistir até
as últimas conseqüências e faremos o que for preciso na hora certa." As ameaças,
porém, não passam de bravata, pois o sindicalismo perdeu o poder de confrontar o
patronato.
Esse fenômeno é mundial e começou com o surgimento de técnicas
mais informatizadas de produção, no final do século 20. Ao propiciar a
substituição das enormes e rígidas fábricas de modelo fordista por fábricas mais
modernas e multifuncionais, o desenvolvimento tecnológico deu aos empresários
ampla flexibilidade para abrir e fechar unidades produtivas, e instalá-las em
cidades e países onde pudessem obter vantagens comparativas.
Foi isso que
levou as montadoras a transferir fábricas para o Leste Europeu e Ásia. Foi isso
que as levou, no Brasil, a instalar novas unidades no Rio Grande do Sul, Paraná
e Bahia, onde o piso salarial dos metalúrgicos é bem mais baixo do que o do ABC
e onde as lideranças sindicais são menos ideologizadas e mais
pragmáticas.
Todas essas mudanças causaram um terremoto nas relações
trabalhistas e levaram o velho sindicalismo do século 20 ao colapso. Diante da
simples ameaça de uma greve por reajuste salarial, as montadoras reagiram com a
ameaça de fechamento de postos de trabalho e transferência de unidades para
outros países. Com isso, o sindicalismo perdeu unidade e força. "Os sindicatos
estão numa sinuca de bico. Não têm o que fazer. Todas as estratégias são de
natureza defensiva, procurando preservar o nível de emprego e o tamanho da
categoria", afirma o professor Cláudio Dedecca, da Unicamp. "No caso de
reestruturação de empresas, os sindicatos têm buscado uma acomodação de
resultados", afirma o advogado trabalhista Paulo Sérgio João.
Por esse
motivo é que os 25 anos das comissões de fábrica no País não mereceram nem bolo
nem vela. A dispensa de 6 mil operários de uma das unidades de uma das maiores
montadoras do País, o acordo por ela feito com trabalhadores em outra unidade e
o "racha" entre os metalúrgicos do ABC e os de Taubaté dão a dimensão do desafio
que o sindicalismo brasileiro, a exemplo do que vem ocorrendo no resto do mundo,
tem de enfrentar para sobreviver.
Fonte: Agência Estado
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h11
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A FARRA DOS BANCOS
Bancos estudam loja só para
pagamentos
Medida visa reduzir filas nas agências bancárias; 45% dos
clientes têm tempo de espera superior a 15 min
SANDRA
BALBI DA REPORTAGEM LOCAL
Os bancos já
estudam a criação de uma rede de lojas para recebimento de contas, pagas em
dinheiro, como forma de reduzir as filas nos caixas das agências bancárias. O
projeto, inspirado nos modelos de Chile e Argentina, é uma das alternativas para
agilizar o atendimento bancário, segundo Johan Ribeiro, assessor jurídico da
Febraban (federação dos bancos).
Hoje, 45% dos usuários dos caixas tradicionais ficam mais de 15 minutos na
fila para serem atendidos, segundo pesquisa feita pela TNS Interscience para a
Febraban. O que lota as agências, principalmente nos primeiros dez dias de cada
mês, é o fluxo de pessoas de baixa renda que pagam contas e boletos em
dinheiro.
A pesquisa, que será apresentada no 1º Congresso Brasileiro de Meios
Eletrônicos de Pagamentos, na quarta e na quinta, mostra que 67% dos que
enfrentam filas nos bancos têm renda mensal inferior a R$ 1.000. Em 78% dos
casos, essas pessoas pagam em dinheiro. "O perfil dos usuários dos caixas
tradicionais reflete a informalidade da economia, e a forma de pagamento em
dinheiro é resultado da "gestão do caixa" familiar que eles fazem todos os
meses", observa Paulo Secches, diretor da TNS Interscience.
Esses trabalhadores não têm certeza de quando vai entrar dinheiro em casa, e,
muitas vezes, os membros da família se revezam na quitação dos boletos: quem
receber primeiro saca o dinheiro e paga as contas.
Em sua maioria, eles buscam as agências mais próximas do local de trabalho ou
de moradia para essas transações. Segundo a pesquisa, em 79% dos casos, usam
caixas de bancos nos quais não têm conta.
Para Secches, essa realidade inviabiliza o uso dos caixas automáticos para
desafogar as agências. "Os ATMs não aceitam pagamento em dinheiro, aí a pessoa
tem de ir para a fila do caixa", diz. ATM é a sigla em inglês para Automatic
Telling Machine, os caixas eletrônicos.
Uma solução, segundo ele, seria ampliar a rede de correspondentes bancários
que funcionam em supermercados, agências dos correios, farmácias e lotéricas.
Esses postos avançados só recebem contas de água, luz e telefone.
Ribeiro, entretanto, diz que os correspondentes não são uma solução para
todos os problemas da demanda por serviços bancários e não devem ser
sobrecarregados. "A tendência é que o setor busque formas alternativas às
agências bancárias para a prestação de serviços", diz ele. Uma opção é a criação
de lojas especializadas em recebimento de contas.
Os bancos, porém, não podem criar postos de recebimento de contas,
diretamente, pois só têm autorização para abrir agências. "No Chile, a rede
Servpag foi criada por dois bancos locais e atendem a cerca de sete instituições
financeiras", diz Ribeiro. Os usuários podem sacar dinheiro e fazer pagamentos
na mesma loja.
Outra alternativa em estudo na Febraban é a criação de um banco de horas: os
funcionários das agências teriam uma jornada estendida nos dez primeiros dias do
mês, pico da demanda, e nos últimos dez dias trabalhariam menos horas. Também se
estuda a possibilidade de contratação de pessoal temporário - estudantes e
donas-de-casa- para atender ao público nos períodos de pico.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h47
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TRABALHO E RENDA
Emprego precário é o que mais
cresce
Raimundo Pacco/Folha Imagem
 |
O pedreiro analfabeto Rafael de Castro, que há
dois meses teve seu primeiro registro em
carteira |
Velocidade das
demissões entre os mais escolarizados é superior à das contratações; vagas para
trabalhador analfabeto disparam
De cada 10 empregos novos criados
no Brasil, 9 pagam só até 2 salários mínimos; tendência é que caia a renda entre
os mais escolarizados
FERNANDO CANZIAN DA REPORTAGEM LOCAL
Além de registrar queda no ritmo
da criação de vagas formais (com carteira assinada) em 2006, o mercado de
trabalho vem revelando uma "precarização" do emprego no Brasil.
A velocidade das demissões de pessoas com maior escolaridade é hoje superior
às contratações. Entre os menos escolarizados, ocorre o inverso. O destaque
dos últimos 12 meses (de maio de 2005 a maio de 2006) é justamente a velocidade
na criação de empregos para analfabetos e para pessoas que têm até a 4ª série do
ensino fundamental completo.
Há dois meses, por exemplo, Rafael de Castro, analfabeto e pedreiro há 30
anos, foi "fichado" em carteira, pela primeira vez, para trabalhar em obra em
São Paulo (leia à pág. B3).
Entre os trabalhadores mais educados (a partir do 2º grau incompleto até o
superior completo), destaca-se o oposto: o ritmo das demissões é maior que o das
contratações.
Hoje, é o Nordeste quem puxa para cima a média nacional de contratação de
analfabetos. Aumentou 36,4% a admissão de pessoas sem nenhum estudo na região
nos últimos 12 meses.
Já a diminuição no ritmo de contratações de trabalhadores mais escolarizados
se dá praticamente em todas as regiões.
Em resumo, a despeito da criação de 4,3 milhões de empregos formais no
governo Lula, o Brasil dos últimos 12 meses piorou a qualidade de sua
mão-de-obra.
O fato tende a acentuar a forte tendência dos últimos nove anos de
encolhimento da proporção de famílias que recebem de 5 a 20 salários mínimos. Em
1997, elas representavam 39% do total. Hoje, são 26,1%.
Na contramão, as famílias com renda até dois salários mínimos subiram de
28,1% para 39,5% no mesmo período.
Do ponto de vista político-eleitoral, a piora na qualidade da mão-de-obra no
Brasil -que tem efeitos econômicos positivos incontestáveis para os mais pobres-
tende a beneficiar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo a última pesquisa Datafolha, do dia 19, Lula tem 51% das intenções de
voto entre os eleitores que ganham até dois salários mínimos (R$ 700,00). Entre
os que ganham entre 5 e 10 salários (até R$ 3.500,00), a preferência pelo
presidente cai para 35%.
O mesmo vale para a escolaridade: Lula tem 50% entre os eleitores com até o
ensino fundamental, 41% entre os com o ensino médio e 31% entre os que têm curso
superior.
Na obra de construção civil visitada pela Folha, Lula é o candidato de
todos os dez trabalhadores entrevistados. Todos apontam melhora na vida e na
situação de emprego nos últimos três anos e meio.
O Ministério do Trabalho atribui a "efeitos sazonais", com destaque para o
setor agrícola, a contratação de mais analfabetos e de pessoas com menos
escolarização, principalmente no Nordeste. Mas admite que o governo tem se saído
melhor quando se trata da criação de empregos. Quando o assunto é renda, os
resultados não são tão satisfatórios.
De janeiro a junho de 2006, o emprego com carteira assinada registrou saldo
de 923.798 novas vagas. Mas o número indicou queda de 4,4% em relação a igual
período de 2005.
Nivelando por baixo Para Sergio Vale,
economista da MB Associados, "certamente não se pode reclamar da contratação de
pessoas com baixo nível escolar".
"Mas, em vez de aumentarmos a média do emprego e da renda para todos, estamos
nivelando por baixo. Todos os países do mundo cresceram com trabalho qualificado
e uma classe média relevante. Estamos no caminho oposto."
Segundo cálculos do economista Marcio Pochmann, especialista em trabalho da
Unicamp, de cada 10 empregos criados hoje no Brasil, 9 pagam só até dois
salários mínimos.
Fonte: Folha de S. Paulo (30.07.2006)
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h33
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CAMPEONATO BRASILEIRO CADETE
AABB e Pinheiros faturam títulos do
handebol
Vitória (ES) - As
garotas da AABB Fazenda Park, do Rio Grande do Norte, e os rapazes do Pinheiros,
de São Paulo, conquistaram neste sábado o título do Campeonato Brasileiro
cadete. Na versão feminina, a edição foi disputada no Centro de Treinamento do
Seces, em Vitória (ES), enquanto no masculino o evento aconteceu no Ginásio
Tenente Madalena, em Maceió (AL).
Entre as meninas, a AABB derrotou a equipe gaúcha da
UCS/Sarandi/Frama/Univais por 16 a 10, com sete gols de Sâmara. O Ginástica Pio
XII, do Rio Grande do Sul, ficou com o bronze.
Já no masculino, o Pinheiros virou o jogo e, após perder o primeiro tempo por
17 a 14, venceu o Corinthians Alagoano por 35 a 32, com 13 gols de Matheus
Filho. A medalha de bronze foi para Pernambuco, com o Internacional.
Fonte: Gazeta Esportiva
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h21
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CAMPANHA SALARIAL
Bancários pedirão 7,05% de aumento real
Os bancários de todo o País vão pedir 7,05% de
aumento real nas negociações salariais da categoria, com data-base em setembro,
mais a reposição da inflação que venha a ser apurada no período de 12 meses até
aquela data. Os trabalhadores do setor financeiro também reivindicarão 5% de
Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais um salário bruto acrescido de
valor fixo a ser definido posteriormente.
As principais reivindicações da
categoria, que serão encaminhadas à Federação Nacional dos bancos (Fenaban),
foram aprovadas neste fim de semana, em São Paulo, por 811 delegados
participantes da 8ª Conferência Nacional do Ramo Financeiro.
Segundo nota
do Sindicato dos Bancários de São Paulo, a Conferência aprovou ainda, como
reivindicações prioritárias, a defesa do emprego - com medidas como a
ratificação da Convenção 158 da OIT, que proíbe dispensas imotivadas; a
ampliação do horário de atendimento bancário com dois turnos de trabalho e o
respeito à jornada de seis horas -, o fim do assédio moral, das metas abusivas e
da insegurança bancária, além da isonomia de direitos para todos os
empregados.
A pauta de negociações a ser entregue à Fenaban proporá que o
piso da categoria, hoje em R$ 839,93, esteja de acordo com o previsto pelo
Dieese, de R$ 1.500. O auxílio-creche babá deve passar de R$ 165,34 para R$ 350
(um salário mínimo); a cesta-alimentação que é de R$ 230,02 para R$ 300 e a
gratificação de caixa dos atuais R$ 226,65 para R$ 500, independentemente do
índice de reajuste concedido às demais verbas salariais. A categoria quer
agregar, ainda, novas cláusulas ao acordo: a 13ª cesta-alimentação e o 14º
salário.
Os delegados bancários também decidiram desencadear uma série de
ações em todo o País para fortalecer a representação dos trabalhadores do ramo
financeiro, fechando brechas criadas pela terceirização. Os dirigentes sindicais
argumentam que, apesar de a categoria bancária contar com cerca de 400 mil
trabalhadores em todo o Brasil, mais de um milhão de pessoas prestam serviços ao
sistema financeiro e, cada vez mais, de forma indireta.
Fonte: Agência Estado
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h18
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