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BBlog: o BB, seus funcionários e Entidades (Blog do Romildo)


EMPREGO (2)

Desemprego real no país é o dobro do oficial

Cássia Almeida

São 2.739.905 pessoas que gostariam de trabalhar, estão disponíveis para isso, mas nada fizeram para conseguir um emprego. Essa população de trabalhadores inativos — só nas seis principais regiões metropolitanas do país — supera o universo de desempregados que, em junho, somavam 2,3 milhões, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE. Se, de uma hora para outra, esse contingente resolvesse sair em busca de uma vaga no mercado de trabalho, a taxa de desemprego oficial do país, medida em Rio, São Paulo, Recife, Belo Horizonte, Porto Alegre e Salvador, subiria dos 10,4% atuais para 20%.

Esses trabalhadores fazem um dos principais indicadores da atividade econômica flutuar. Para se ter uma idéia, 391.669 pessoas, de um total de  628 mil  que procuraram emprego no último ano, estão aguardando resposta de alguma entrevista.  Se o resultado for negativo e todos se somarem à força de trabalho — voltarem a procurar emprego — a taxa de desocupação passará para 11,9%.

— Se estão aguardando resposta, a ação para achar colocação existiu. Isso acaba disfarçando um pouco o número do desemprego. Mas há o lado positivo. Se eles voltarem ao mercado, ficará constatado que a economia está melhorando, que há mais chances — disse Cimar Azeredo, gerente da PME, que cruzou os números da pesquisa, num levantamento inédito feito a pedido do GLOBO.

— Quando o mercado de trabalho melhora, as pessoas voltam a procurar emprego. A tendência é que muitos voltem ou como ocupados ou como desempregados — explica João Saboia, diretor do Instituto de Economia da UFRJ e um estudioso do mercado de trabalho.

Falta de dinheiro faz parar a procura

Outras razões afastam esses trabalhadores do mercado. Um dos mais importantes é a falta de dinheiro. São 64.908 pessoas que pararam de procurar uma vaga por dificuldades financeiras. Foi esse motivo que levou Monique Evelin Silva Picanço, de 21 anos, a parar de procurar. Desempregada desde 2003, conseguiu nesse período apenas uma vaga temporária numa loja no período natalino. Há um mês desistiu. O gasto com transporte, cópias dos currículos e com fotos ficou alto:

— Está muito difícil. Sou professora formada e tenho curso de informática, mas ninguém aceita sem experiência. Tive que parar de procurar por enquanto.

Monique, o pai e o irmão moram juntos. Mas, ainda assim, a situação financeira da família é precária. Contam apenas com R$ 120 que o pai ganha num trabalho temporário e algumas ajudas:

— Ele está desempregado há cinco anos. Contra ele, tem a idade.

A falta de dinheiro para procurar emprego é uma realidade mais comum no país do que se imagina, diz o economista Claudio Dedecca, da Unicamp. Ele lembra que em países desenvolvidos, como a Alemanha, os sistemas públicos de emprego distribuem tíquetes para condução:

— Chega-se a gastar até R$ 8 por dia com transporte. Isso dá para comprar cinco quilos de arroz, três de frango. Quando a situação aperta, a pessoa pára de procurar. Isso se nota muito no carnaval e no Natal, quando a procura diminui e a taxa de desemprego cai. O gasto costuma ser infrutífero nessas épocas.

Mais de 53 mil  voltam a estudar

A dificuldade para encontrar uma vaga acaba levando trabalhadores a optarem pelo estudo, para mais tarde voltarem ao mercado mais preparado. Eram 53.610 pessoas nessa situação em junho. Nesse grupo, inclui-se o economista e advogado Marcio Bianco. Aos 37 anos e com MBA em finanças, ele desistiu de procurar uma vaga na sua área. A fuga das empresas financeiras do Rio para São Paulo afastaram as vagas de Bianco:

— Resolvi tentar outra carreira. Agora estudo para tentar entrar no serviço público. Vou tentar concurso para o Ministério Público, Defensoria. Parei de procurar.

A situação de Bianco difere um pouco do estudante clássico que quer trabalhar. Normalmente, segundo Dedecca, eles esperam uma oportunidade, mas não vão para rua à procura de uma vaga. 

O desejo de trabalhar misturado à frustração de não conseguir vaga, por sua vez, foi o que levou 68.767 pessoas a desistirem de procurar. Esse grupo é o mais preocupante para Saboia. É o desalento clássico, para quem a esperança realmente acabou.

E o percentual desses inativos que desejam trabalhar muda conforme a região. Onde há mais informalidade, a taxa é menor. No Rio, região onde o trabalho informal é maior, apenas 8,3% são inativos que podem e querem trabalhar.  Em São Paulo, a taxa sobe para 15,7%.

Fonte: O Globo

(continua)



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 23h01
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EMPREGO

(continuação)

Maioria é formada por mulheres, cônjuges e trabalhadores instruídos

São na sua maioria mulheres, têm entre 25 e 49 anos, cursaram pelo menos o Ensino Médio e não são responsáveis pelo domicílio. Esse é o perfil do contingente de inativos que gostaria e está disponível para trabalhar, mas desistiu de procurar uma vaga. Segundo Cimar Azeredo, gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE, que investiga o movimento do mercado de trabalho em seis regiões metropolitanas, a oscilação nessa população de trabalhadores é mais feminina. As mulheres são as que mais flutuam entre a inatividade e a procura por emprego.

— As mulheres têm mais dificuldades para se encaixar no mercado. São a maioria entre os desempregados e cumprem uma jornada de trabalho em casa. Por isso, é natural que também sejam maioria nessa população de trabalhadores — explica Azeredo.

O professor da Unicamp Claudio Dedecca lembra que nem sempre a ocupação que a mulher consegue tem remuneração suficiente:

— Às vezes, o retorno é baixo para fazer frente ao custo de gestão da família e a mulher, mesmo querendo trabalhar, volta à inatividade.

A chefia da família só representa 25% desses trabalhadores. A grande maioria são cônjuges, filhos ou agregados. Paulo Roberto Moreira da Fonseca, professor de Educação Física, mora com os pais, que são responsáveis pelas despesas da casa. Aos 26 anos, teve que parar de procurar emprego por falta de dinheiro. Morando em Irajá, gasta só de metrô cerca de R$ 5 para procurar emprego em academias da Zona Sul. Fora as despesas de alimentação.

— Vou esperar o verão para ver se a demanda nas academias aumenta e eu consigo um emprego. Enquanto isso, faço algum bico quando aparece — conta Fonseca, que ainda sofre com a discriminação. Acima do peso, perde vagas, apesar de sua qualificação.

Mercado de trabalho não deve ficar mais atraente

A chance de esses 2,7 milhões voltarem ao mercado é pequena, na opinião de Dedecca. Para ele, o desemprego deve se manter no patamar de 10,4%, nível compatível com um crescimento da economia de 4%, previsto pelo governo. Já João Saboia, diretor do Instituto de Economia da UFRJ, espera um aumento maior da força de trabalho, com entrada de mais pessoas:

— Em junho, entraram 600 mil pessoas — lembrou.


Entenda o cálculo

O mercado de trabalho é dividido em dois grupos: a População Economicamente Ativa (PEA), que reúne os ocupados e os que procuram uma vaga, os desempregados; e a População Não Economicamente Ativa (Pnea), onde estão incluídos os aposentados, estudantes, donas de casa e os desalentados. Os que desejam e podem trabalhar, mas nada fizeram no mês de referência da pesquisa do IBGE para conseguir uma vaga, são tachados como inativos, mesmo que se achem desempregados.

Como a pesquisa obedece critérios internacionais, é preciso manter essa classificação para que a taxa de desemprego brasileira seja comparável à de outros países.

O IBGE também investiga esse universo de inativos. E consegue identificar quem deseja voltar ao mercado de trabalho e que motivos fizeram com que se afastassem. Nesse contingente, entram os 2,7 milhões objeto do levantamento. Para o IBGE, eles não são considerados desalentados. Para entrar nesse restrito universo, é preciso ter procurado trabalho por seis meses ininterruptos no último ano e ter desistido de procurar por não ter encontrado qualquer trabalho, seja na remuneração ou qualificação desejadas.

Para ser considerado desempregado é preciso que o trabalhador tenha tomado alguma atitude para conseguir uma ocupação. Mandar um currículo, bater na porta das lojas, fazer entrevistas, telefonar para os amigos são atitudes consideradas “procura por uma vaga”. Quando o trabalhador nada fez para isso, passa para o universo de inativos, que hoje somam 17 milhões nas seis regiões metropolitanas. Mas um contingente de 13,9 milhões são inativos que não gostariam de trabalhar. Ou seja, não devem voltar ao mercado nem pressionar a taxa de desemprego.

Fonte: O Globo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h56
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SINDICALISMO CHAPA-BRANCA

Centrais sindicais acusam governo  de favorecer os aliados

Henrique Gomes Batista

BRASÍLIA. As sete centrais sindicais do país chegam à campanha presidencial divididas e, em meio à disputa, aumentam as acusações de que o governo está favorecendo os sindicalistas que apóiam a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seja com a facilitação para a concessão de registro de novos sindicatos, seja com o aumento do repasse de recursos às centrais sindicais. O governo rebate as acusações, mas reconhece que há casos de novos sindicatos que foram parar na Justiça e que houve um aumento de 106,76% no repasse dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) que, em última análise, chega aos sindicatos. Em 2006 serão R$ 43,495 milhões repassados contra R$ 21,036 milhões do ano passado.

—  Há um tratamento diferenciado entre as centrais e o Ministério do Trabalho virou um aparelho da CUT, inclusive facilitando o repasse de recursos à central por meio de convênios que utilizam verbas do FAT — diz  Zé Maria, um dos dirigentes da Conlutas, central sindical em formação e que se declara  à esquerda da CUT, tendo a maior parte de seus integrantes apoiando Heloísa Helena (PSOL).

Diretor diz que distribuição é feita por critérios técnicos

Zé  Maria afirma que o governo tenta obter um alinhamento das instituições e o abrandamento das frentes de oposição. Contando apenas os recursos empregados para recolocação e seguro-desemprego, o aumento de repasses foi de 54,9%, passando de R$ 21,036 milhões em 2005 para R$ 32,588 milhões neste ano. Se forem levados em conta os recursos destinados aos programas de qualificação profissional, retomados este ano, o aumento de repasses é de 106,76%, atingindo neste ano R$ 43,495 milhões, o maior desde 2002, quando foram repassados R$ 99,777 milhões de recursos do FAT.

— Essa acusação não faz o mínimo sentido, sempre tivemos critérios técnicos de distribuição de recursos e neste ano deixamos de passar os recursos diretamente para as centrais sindicais. Os convênios agora são firmados com estados e municípios, justamente para deixar o processo mais transparente — afirma o diretor do Departamento de Emprego e Salário do Ministério do Trabalho, Carlos Augusto Gonçalves.

A outra acusação, feita pelo Conlutas e pela Força Sindical, é de que o governo privilegia a CUT na concessão de registros para novos sindicatos e, com isso, tenta dividir a base de sindicatos contrários à Lula.

—  É claro que o governo está fazendo o jogo da CUT, só sai registro de sindicatos filiados à CUT — diz  Paulo Pereira, o Paulinho, presidente licenciado da Força Sindical.

Governo diz que atua dentro da lei

O governo reconhece que concedeu esses três pedidos, mas sustenta que atuou dentro da lei e afastou a possibilidade de favorecimento.

— Isso não ocorre. Talvez alguns sindicatos tenham seus registros liberados antes pois seus pedidos chegam ao ministério com toda a documentação em ordem — afirmou Mário Barbosa, secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho.

Procurada pelo GLOBO por dez dias, a CUT preferiu não comentar o assunto ou rebater as acusações.

Fonte: O Globo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h48
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OS BANCÁRIOS E MARCELINHO

Marcelinho está na mira do Sindicato dos Bancários

Lielson Tiozzo 

O meia Marcelinho comprou uma briga fora dos gramados. Na entrevista coletiva dada na quarta-feira, o polêmico jogador soltou a seguinte frase: “quem não quiser pressão que vá trabalhar em banco”.

 

A declaração desagradou o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. O presidente, Luiz Marcolino, mandou uma carta ao jogador o convidando para conhecer o dia-a-dia dos bancários.

 

Confira a carta na íntegra:

 

Prezado Marcelinho

A direção do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região vem por meio desta convidá-lo para conhecer nossa entidade, visitar nossa sede (Rua São Bento, 413, edifício Martinelli, no centro da capital) e saber um pouco mais sobre a realidade e o dia-a-dia da categoria bancária. Sua frase, sobre “quem não quer pressão”, apesar de totalmente equivocada, foi oportuna no sentido de colocar em pauta o debate sobre as condições de trabalho a que estão expostos os funcionários de bancos.

Somos apreciadores de futebol, muitos entre nós, corintianos. Independente do time para que torcem, a pressão sofrida pelos trabalhadores nas agências e departamentos dos bancos é muitas vezes maior que aquela a que estão expostas muitas outras categorias de trabalhadores. Os postos de trabalho bancário foram reduzidos pela metade nas duas últimas décadas. O trabalho, no entanto, triplicou. Não bastasse isso, os empregados de banco sofrem em níveis epidêmicos com doenças como lesões por esforços repetitivos, depressão e síndrome do pânico, relacionada ao grau de exposição desses trabalhadores e suas famílias a assaltos e seqüestros.

Por isso, reforçamos nosso convite para que você conheça melhor as dificuldades da nossa categoria e torne-se um parceiro na luta desses trabalhadores contra o fantástico poder econômico dos banqueiros.

Fonte: TimãoWeb



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h17
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KAPOOR NO CCBB DO RIO

Na beira do abismo

Fernanda Lopes

Desde segunda-feira, quem entra no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro se depara com uma situação curiosa: todas as pessoas estão olhando para cima. A bela rotunda do prédio não é o único motivo de admiração. Ela agora divide as atenções com "Ascension", obra de Anish Kapoor. A peça é parte da exposição que o renomado escultor britânico, de origem indiana, apresenta na cidade, reunindo 10 trabalhos produzidos nos últimos 14 anos. "Anish Kapoor trabalha na beira de um abismo: entre o físico e o ilusional", aponta Marcello Dantas, curador da exposição, numa fase que resume a essência da obra.

A instalação, que também dá nome à mostra, foi o ponto de partida para a realização da exposição, que será exibida também no CCBB de Brasília (de 12 de outubro a 7 de janeiro de 2007) e em São Paulo (29 de janeiro a 1 de abril de 2007). Há três anos, quando viu "Ascension" na pequena cidade italiana de San Gimignano, Marcello Dantas ficou impressionado e decidiu trazer esta criação do artista para o Brasil. O trabalho ligava o chão ao teto da Galleria Continua com uma coluna de fumaça de seis metros de altura. No Brasil, a altura da coluna chega a 36 metros, do chão à cúpula da rotunda do CCBB, sugada por um equipamento especial, a 160 km/h de velocidade, 120 km/h a mais que a montagem original. Também foi necessária a utilização de 48 motores de hélice e uma turbina de 22kw. Empresas de engenharia estiveram envolvidas em todo o processo. "Ascension tem uma versão original encantadora, mas no Brasil ela ganhou a dimensão de arte pública", aponta o curador. "Parece que foi feita para esse espaço", completa. Os desafios técnicos e mudanças na proporção da peça fizeram com que o artista considere essa uma obra inédita.

Mas "Ascension" não chama a atenção apenas por seu malabarismo tecnológico. Ela é também, segundo o curador, um divisor de águas na carreira do Kapoor. Nesse trabalho, ele deixa de lado materiais como aço, ferro e bronze, para trabalhar com algo que nosso olhar não consegue enxergar. "O trabalho ultrapassa a questão tecnológica dos seus desafios e alcança uma dimensão fenomenológica", explica o curador. "Ascension" torna visível o ar que está a nossa volta. É a movimentação do ar, evidenciada por uma fumaça branca, que forma a grande coluna. "Interessa-me a idéia de você estar presenciando algo no momento em que está acontecendo. Isso está muito presente no meu trabalho: ver alguma coisa acontecer", explica Kapoor, que esteve no Brasil para a abertura da exposição.

Essa é a primeira exposição individual de Anish Kapoor na América Latina, mas não é a primeira vez que ele vem ao Brasil. Nascido em 1954 em Bombaim, Índia, Kapoor mudou-se para a Inglaterra no início dos anos 70. Estudou no Hornsey College of Art e Chelsea College of Art and Design, em Londres, onde vive e trabalha até hoje. Em 1983 seu trabalho integrou a representação britânica na 17ª Bienal de São Paulo, que reunia artistas que mais tarde ficaram conhecidos como os grandes nomes da "nova escultura britânica". Enquanto os outros escultores britânicos apresentavam esculturas, Kapoor mostrou trabalhos nos quais formas eram revestidas por pigmentos de cores intensas, colocando sua escultura no limite da pintura.

A cor também está presente na exposição do CCBB. A instalação "To Divide" foi feita especialmente para esta mostra. Cinco toneladas de cera alemã vermelha cobrem parte do chão e duas paredes de uma das salas. Foi preciso muito esforço físico da equipe de montagem para a realização da peça. Uma estrutura de ferro localizada no meio da sala foi empurrada como um pêndulo, de um lado a outro do espaço, espalhando o material, criando acúmulos e deixando marcas no espaço. "Durante a montagem, essa sala parecia um campo de batalha. Estamos preparando uma publicação que vai mostrar todo o processo de montagem dessa peça", diz Dantas.

A cor e a luz também estão presentes em outros trabalhos no CCBB. A exposição apresenta o único vídeo feito pelo artista. "Wounds and Absent Objects" tem sete minutos de duração e foi realizado em 2003. "Kapoor fez esse vídeo exatamente no momento que estava investigando uma maneira de desmaterializar sua obra. Uma dessas buscas com o vídeo. Acho que ele quis explorar a possibilidade de gerar luz dinâmica, uma luz que se transforma", explica o curador. No vídeo, vemos diferentes formas que lentamente vão mudando de cor e mudando também a cor que ilumina a sala. "Faço esculturas há algum tempo e ainda não sei o que estou fazendo. Na nossa sociedade, somos criados para saber tudo. Tento cultivar essa liberdade de não saber e sempre buscar algo novo", afirma Kapoor.

Talvez as obras mais conhecidas do escultor britânico sejam as suas superfícies espelhadas. Fruto de um trabalho de polimento intensivo, que pode demorar meses ou anos, as peças funcionam a princípio como grandes espelhos, atraindo o público com a possibilidade de se ver e ver o espaço a sua volta. Mas essas peças também alteram a percepção do espaço. Quem está à frente de peças como Íris (1998) não consegue perceber a profundidade exata do grande círculo de aço inoxidável localizado na parede. Já em "Double Mirror" (1998), além da visão, também se é envolvido pela audição. Na instalação composta por duas paredes em forma de corredor, sobre as quais há espelhos côncavos de 2 metros de diâmetro, escuta-se a reverberação dos sons sobre a superfície que envolve o observador.

O crítico de arte Agnaldo Farias, que escreveu um texto para o catálogo da exposição, foi curador-adjunto da 23ª Bienal de São Paulo, lembra a reação que a obra do escultor causou nas pessoas naquele momento: "Divertia-me ao ficar na sala observando o fascínio pasmado dos visitantes, a incredulidade no que estavam vendo, os Ohs! de espanto, as insistentes tentativas de aproveitar a distração dos guardas para apalpar as peças". Realizada há exatos 10 anos, esta bienal foi a primeira exposição de Anish Kapoor no Brasil. Já consagrado pelo Prêmio Duemila da Bienal de Veneza de 1990 e pelo Turner Prize de 1991, recebeu uma sala especial.

Apesar do grande impacto que causam sua obras, Kapoor garante que não faz nada pensando na reação do público. "Não faço esculturas para o público, mas sim porque sinto que devo fazê-las. Algumas vezes, as pessoas gostam e outras não. Algumas vezes, as pessoas têm reações realmente fortes. Não me preocupo com isso, os outros reagem como podem", explica.

"Anish Kapoor é sempre surpreendente, extremamente instigante, e freqüentemente engole o espectador de forma sublime e absoluta", resume Dantas.

Fonte: Gazeta Mercantil/InvestNews



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h06
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A FARRA DOS BANCOS

Diferença de tarifas chega a 567%

Levantamento feito pela Pro Teste com 14 instituições financeiras mostra disparidade entre preços de pacotes

Renée Pereira

Está cada vez mais caro manter uma conta bancária no Brasil. Além da quantidade de tarifas e dos aumentos promovidos nos últimos anos, a disparidade entre as taxas é grande. O que exige muito cuidado por parte dos consumidores no momento de escolher o plano adequado para suas necessidades.

Segundo levantamento feito pela Pro Teste Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, com 14 instituições financeiras, a diferença entre os pacotes bancários pode chegar a 567%. O economista da entidade, Leonardo Diz, comenta que muitas vezes os consumidores não usam todos os serviços embutidos nos pacotes. "O problema é que as pessoas não têm acesso à cesta de tarifas. Quem escolhe é o gerente", critica ele.

Leonardo explica que os serviços usualmente disponíveis nas cestas são: extrato, saque, cheques e transferências. O que varia entre as instituições (e entre as cestas) é a quantidade de serviço de cada uma. Se usar mais do que o previsto, você paga pelo que excedeu.

A entidade analisou 56 cestas de serviços e constatou que, na maioria dos bancos, é mais vantajoso contratar uma cesta de serviços que pagar pelas tarifas avulsas.

O vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, recomenda que os consumidores identifiquem os serviços bancários mais usados e faça uma pesquisa entre as instituições. "O objetivo é negociar as taxas cobradas, mas se isso não for possível, vale a pena trocar de instituição", diz ele, em estudo sobre a evolução das tarifas bancárias entre 2001 e 2006. Oliveira recomenda ainda que os consumidores usem serviços bancários de internet, que normalmente não tem tarifas, e que não façam cheques de valor baixo. "As taxas são elevadas para punir esse tipo de uso."

Outra dica dele é usar racionalmente os serviços. Normalmente, como não sabem o preço das tarifas, tendem a exagerar no uso dos serviços. "É freqüente os consumidores tirarem diariamente extratos e dinheiro no caixa eletrônico."

TRANSFERÊNCIA DE CUSTÓDIA

A decisão do Banco Central de transferir a custódia do papel moeda, até então em seu poder, para o Banco do Brasil, pode parar no bolso do consumidor, afirma o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central de São Paulo (Sinal).

Segundo a entidade, o serviço vem sendo feito pelo BB desde julho com tarifa de 0,016% sobre o serviço. Antes, o custo era zero. O presidente do Sinal, Daro Piffer, afirma que esse custo adicional poderá ser repassado para o consumidor na forma de aumento de tarifa bancária.

Fonte: O Estado de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h05
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A FARRA DOS BANCOS

Itaú confirma aquisições na América do Sul

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O presidente do banco Itaú, Roberto Setubal, confirmou ontem que seu grupo está adquirindo o controle das operações do BankBoston no Chile e no Uruguai. Eram os países que restavam sob operação norte-americana na América do Sul depois que o Itaú assumiu o BankBoston no Brasil, em maio.

Setubal disse que a prioridade do Itaú ainda é o Brasil, mas que o banco está "em condições de entrar no jogo" internacional.
Sobre os apelos pela redução dos "spreads" bancários (leia acima), ele enfatizou como motivador a redução dos depósitos compulsórios, o que seria "desejo de todos". (EGN)

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h04
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O BB E A TV DIGITAL

BB e Caixa vão financiar set-top box, diz Costa

Felipe Zmoginski



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h20
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BB NA NIGÉRIA

Lula quer agências da Caixa e do BB na Nigéria

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs, hoje, a instalação de agências da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Banco do Brasil (BB) na Nigéria. "Por que nós não temos agências lá?", perguntou, ao discursar durante reunião com dirigentes da CEF.

No pronunciamento, o presidente ressaltou a importância da aproximação entre o Brasil e os países africanos, como a Nigéria. Ele reconheceu que os Estados Unidos e a União Européia "são parceiros extremamente importantes", mas afirmou que "o Brasil deve buscar alternativas de mercado."

Fonte: A Tarde



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h18
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FUMAÇA NO CCBB DO RIO

Em grandíssima escala

Uma coluna de fumaça sobe em espiral a 120 quilômetros por hora, sugada por um equipamento especial, até chegar à cúpula da rotunda do Centro Cultural Banco do Brasil, a uma altura de 36 metros. Esta é “Ascension”, instalação que dá título à exposição do indiano radicado em Londres Anish Kapoor, que expõe pela primeira vez na América Latina. Ele é responsável pela obra pública mais cara do mundo assinada por um artista vivo, a “Cloud gate”, no Millenium Park, em Chicago, que custou US$ 23 milhões.

"Ascension” foi o maior desafio do projeto o tempo todo. A idéia de trazer uma obra dessas proporções à rotunda do CCBB  foi o motor de inspiração do projeto. Ali será o local definitivo da memória dessa obra. Ela nunca mais terá a mesma magnitude — diz o curador da mostra, Marcello Dantas.

A exposição conta ainda com instalações, esculturas  —  duas delas inéditas — e o único vídeo de Kapoor, “Wounds and absent objects”, de 2003.

— Todas as obras do artista desafiam as noções de materialidade e de imersão, além de explorarem a percepção e a escala — complementa Dantas.

Fonte: O Globo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h13
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CONSELHEIROS SEM ESTABILIDADE

Sem prerrogativa

Conselheiro fiscal de sindicato não tem estabilidade

Conselheiro fiscal de sindicato não tem direito à estabilidade no emprego. O entendimento foi reafirmado pela Seção Especializada em Dissídios Individuais 1 do Tribunal Superior do Trabalho. Os ministros negaram Embargos em Recurso de Revista de um trabalhador gaúcho. Assim, ficou confirmada decisão da 5ª Turma.

O direito solicitado pelo trabalhador, que manteve vínculo de emprego com a Cooperativa Regional Tritícola Serrana, foi reconhecido na Justiça do Trabalho da 4ª Região (Rio Grande do Sul). Segundo o Tribunal Regional do Trabalho gaúcho, o exercício do cargo de conselheiro fiscal em sindicato tem resultado na estabilidade provisória do trabalhador, com base nos artigos 543, parágrafo 3º, e 522, parágrafo 2º, da CLT.

Ainda assim, o trabalhador recorreu e a 5ª Turma do TST mudou a posição. Houve então os Embargos à SDI-1. O ministro Moura França, relator do caso, esclareceu que o dispositivo da CLT que assegura a estabilidade provisória ao dirigente sindical (artigo 543, parágrafo 3º) não abrange o conselheiro fiscal. Já o artigo 522 da CLT restringe a competência do conselho fiscal à fiscalização da gestão financeira do sindicato. Também esclareceu que o artigo 8º, inciso VIII, da Constituição também não estende a prerrogativa aos conselheiros fiscais.

“O dispositivo constitucional trata da estabilidade do empregado sindicalizado a partir do registro da sua candidatura a cargo de direção e representação sindical, situação jurídica essa inconfundível com a de membro do Conselho Fiscal, cuja competência ou atribuição se limita a fiscalizar a gestão financeira do sindicato, e não a atuar na defesa direta dos interesses da categoria profissional”, afirmou.

Fonte: Consultor Jurídico



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h05
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CORREÇÃO DA TABELA DO IR

Pedido de vista suspende julgamento de recurso do Sindicato dos Bancários mineiros

A ministra Cármen Lúcia pediu vista do Recurso Extraordinário (RE) 388312, interposto pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Belo Horizonte e Região, contra acórdão da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal (TRF-1) da 1ª Região. O acórdão atacado não concedeu a atualização da tabela do imposto de renda (IR) e dos limites de dedução pelos índices atualizados na correção da Unidade Fiscal de Referência (UFIR).

A advocacia do sindicato afirma que a não atualização da tabela do IR aumenta a carga tributária dos contribuintes desrespeitando os princípios da capacidade contributiva, do não confisco e da reserva legal. Alega que a Lei 9.250/95 (que alterou a legislação do IR de pessoas físicas) não poderia regulamentar matéria sobre fato gerador e base de cálculo do tributo, pois tal competência é de lei complementar.

O voto do relator, ministro Marco Aurélio, deu provimento ao RE para que os valores relativos ao IR declarados no ano-base seguinte à publicação da Lei nº 9.250/95 sejam tomados sob o ângulo real, e não nominal. A esses valores deve ser aplicada a variação da UFIR e, a partir da transformação da UFIR em R$ Reais o que está previsto na norma de atualização da dívida ativa da Fazenda. O ministro determinou ainda que cabe à Receita Federal o ajuste nas declarações de renda dos representados pelo Sindicato autor do recurso.

Fonte: STF



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h04
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AABB SEDIARÁ CASAMENTO COMUNITÁRIO

Casamento Comunitário e Mutirão mobilizam comarca de Grajaú

Um casamento comunitário e um mutirão de audiências mobilizam a comarca de Grajaú nos próximos dias. O casamento será no dia 17, às 19h, na sede da AABB (Centro), vai reunir cerca de 50 casais.

Entre os dias 14 e 18, a comarca realiza Mutirão de Audiências nas duas varas. Segundo o diretor do fórum e juiz da 1ª Vara, Delvan Tavares Oliveira, 300 audiências serão realizadas durante o período, quando serão julgados processos cíveis, criminais e do juizado cível e criminal.

Paralelo às atividades, o fórum passa por reforma, atualmente na fase de pintura. Segundo o diretor, "o fórum foi todo transformado", desde que assumiu a comarca, há dois anos. "Os serviços feitos foram viabilizados a partir do cartão corporativo", explica o juiz, destacando a sua importância.

De acordo com o diretor, as salas de audiência foram modificadas, e outras, em abandono, foram preparadas para sediar audiências. Uma das salas abandonadas passou por transformação completa e hoje abriga o gabinete do juiz da 1ª Vara. O diretor cita, ainda, serviços de pintura e fechamento de portas externas que davam acesso às salas de audiências.

Além dos serviços executados com o cartão corporativo, está em andamento outra reforma autorizada pela Corregedoria Geral da Justiça: a execução de manta de impermeabilização da cobertura e a recuperação da rede elétrica do prédio. O diretor também solicitou à corregedoria vários equipamentos, a exemplo de ar-condicionado, mesas, cadeiras, aparelho de fax e bebedouro. (As informações da Corregedoria Geral da Justiça)

Fonte: I-Mirante)



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 20h24
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AABB DECIDE FUTSAL

Decisão do Futsal é na próxima terça-feira

A competição, disputada na Vila Olímpica, chega ao seu final na terça-feira, quando acontecem as finais nas duas categorias 

 As finais do Campeonato de Futsal de Itabuna, promovido pela Secretaria de Esporte, Recreação e Cidadania da cidade, foram transferidas para a terça-feira (8) na Vila Olímpica, onde acontecem todos os jogos do torneio. Às 19h15min, jogam AABB e Penalty para decidir o título entre as mulheres. Em seguida, às 20h15min, AABB e Vila Anália disputam o troféu de campeão na categoria masculina.

No dia 25, foram disputadas as semifinais masculinas e a disputa do terceiro lugar feminino. Para chegar à decisão, o time da AABB venceu o Colo Colo. A partida começou com o time ilheense na frente, a equipe grapiúna empatou e o placar de 1x1 persistiu até o final do tempo regulamentar. Com um gol na prorrogação a AABB garantiu-se na decisão.

Já a Vila Anália goleou o Colégio Sistema por 7x1 e chega com moral à decisão. Na decisão da medalha de bronze entre as mulheres, melhor para Itapé, que venceu Roma Ilhéus por 5x3 na disputa de pênaltis.

Fonte: Agora Online



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 20h22
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CAMPANHA SALARIAL

Minuta de reivindicações será apresentada no dia 10

10 de agosto. Esta é a data marcada para o encontro entre Contraf e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Na reunião, será apresentada a minuta de reivindicação dos funcionários dos bancos públicos e privados. Está será a primeira rodada de negociação da categoria em 2006.
A minuta de reivindicações foi decidida na 8ª Conferência Nacional do Ramo Financeiro, em São Paulo, nos dias 28, 29 e 30 de agosto. Entre as reivindicações estão aumento real de 7,05% mais a reposição da inflação, 13ª cesta-alimentação e o 14º salário.

Confira, abaixo as outras reivindicações:

Aumento real de 7,05%
Reposição da inflação
PLR de 5% de forma linear, mais parte fixa e percentual do salário (a serem estipulados posteriormente)
Aumento do piso da categoria de R$ 839,93 para R$ 1500,00
Auxílio-creche de R$ 350,00
Cesta-alimentação de R$ 300,00
Gratificação de caixa de R$ 500,00
Inclusão de 13ª cesta-alimentação
Inclusão de 14º salário

Fonte: Agência Anabb



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 20h18
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A FARRA DOS BANCOS

Tarifas bancárias sobem 384% em 5 anos e turbinam receita de serviços

Com avanço de 122,04% no período, serviços já representam 14% do total de receitas do sistema financeiro

Renée Pereira

De cada 10 tarifas cobradas pelos bancos, 9 tiveram aumento muito acima da inflação nos últimos cinco anos. Na média, somando todas as taxas do sistema financeiro, a alta foi de 384% entre 2001 e 2006. No período, a inflação medida pelo IPCA foi de 50,6%, segundo levantamento feito pelo economista Miguel José Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

A tarifa que apresentou a maior elevação foi a de depósito em outra agência, cujo preço saltou 2.614%, de R$ 0,07 para R$ 1,90. Há casos extremos em que o aumento atingiu 49.000% (de R$ 0,30 para R$ 150), caso da tarifa de substituição de garantia do Banco do Brasil. "O resultado do trabalho explica, em parte, os lucros recordes dos bancos nos últimos anos", analisa Oliveira.

Segundo ele, os ganhos com prestação de serviço já representam 14% do total de receitas do sistema financeiro ante 9% em 2002. "Enquanto as despesas com pessoal cresceram 48,59% entre 2000 e 2005, as receitas de prestação de serviços avançaram 122,04%", diz, explicando que o crescimento é decorrente da ampliação da base de clientes e da cobrança de serviços antes sem tarifas.

O estudo, coordenado por Oliveira, considerou as tarifas cobradas de pessoa física das 13 principais instituições financeiras do País: Bradesco, Itaú, Unibanco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Nossa Caixa, ABN Amro Real, Banco do Nordeste do Brasil, Santander Banespa, BankBoston, Citibank, HSBC e Safra. O material foi elaborado com dados do Banco Central.

As tarifas mais pesadas para os consumidores são as relacionadas ao crédito. No caso de rescisão contratual (quitação antecipada), a taxa é de R$ 479,35. Em 2001, esse serviço não era cobrado, segundo o estudo. O consumidor que quiser fazer a abertura de crédito pagará, na média do sistema, R$ 367,23. Há cinco anos ele desembolsaria R$ 32,83 - o que representa aumento de 1.018%. A tarifa de uma renegociação de dívida é R$ 239,81 - valor 1.072% superior ao que era cobrado pelos bancos em 2001, de R$ 20,45.

Serviços do dia-a-dia também tiveram alta acima da inflação. O Doc D subiu de R$ 7,39 para R$ 12,17 (64,68%) e extratos em terminal eletrônico, de R$ 0,86 para R$ 1,99 (131,40%).

O estudo mostra que a quantidade de tarifas também aumentou. Na média, saiu de 39 para 41 tarifas cobradas. Individualmente, só o Banco do Brasil não aumentou o número de tarifas. A Nossa Caixa foi a que mais criou taxas, um total de 14. Em 2001, o banco era, ao lado de Citibank e BankBoston, o que menos tarifas tinha. O número de serviços taxados na instituição saltou de 30 para 44.

O campeão em número de tarifas é a Caixa Econômica Federal, que elevou de 41 para 46 tarifas. Segundo a instituição, todas as tarifas são regulamentadas pelo BC. Além disso, afirma que tem um leque de financiamentos à pessoa física muito maior que as outras instituições, como penhor e habitação.

Entre as instituições que elevaram o preço de um número maior de tarifas, a liderança ficou com o Bradesco. Segundo o levantamento, o banco reajustou 32 taxas. A Nossa Caixa aparece em segundo lugar, com 29 tarifas, e o HSBC, 28.

Na avaliação do presidente da Austin Rating, Erivelto Rodrigues, as instituições financeiras descobriram nas tarifas um filão para ganhar dinheiro. "Assim, conseguiram substituir os ganhos antes conseguidos por causa da inflação." Segundo Rodrigues, a tendência é que o outros serviços, hoje gratuitos, passem a ser taxados, como os de internet. "Há espaço grande para que isso ocorra."

Para a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as tarifas bancárias são a justa contraposição para serviços prestados a um cliente ou usuário do sistema financeiro. Em comunicado, a entidade afirma que, assim como há taxas referentes ao uso de energia elétrica, saneamento e transportes, é apropriado que os consumidores paguem pela transferência de recursos, manutenção de agências e da tecnologia.

A Febraban afirma que as tarifas são definidas por meio de livre concorrência e os ajustes não têm porquê seguir periodicidade. "Os critérios para alteração de preço variam de acordo com uma série de custos peculiares a cada banco. O que inviabiliza comparações de tarifas entre instituições."

Fonte: O Estado de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h26
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COOPERATIVISMO DE CRÉDITO

Da coluna Mercado Aberto na Folha de S. Paulo:

BC COOPERATIVO
O Banco Central inicia esta semana um diagnóstico minucioso da gestão de cooperativas de crédito, segmento que apresenta crescimento incentivado por atualizações normativas. Nos últimos dez anos, o número de cooperativas de crédito no Brasil saltou de 980 para mais de 1.400. A participação delas no total de operações do Sistema Financeiro Nacional mais que triplicou, subiu de 0,7%, em 1997, para 2,5%, em 2005. O levantamento resultará em diretrizes para a expansão do segmento. O projeto "Diretrizes e Mecanismos para o Fortalecimento da Governança em Cooperativas de Crédito" será concluído em dois anos. Nele, serão avaliadas as boas práticas de gestão no Brasil e no mundo, além dos modelos administrativos adotados por cooperativas nacionais.



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h10
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FUNDOS DE PENSÃO

Petrobras não usará recursos de investimentos para cobrir Petros

Os R$ 4,5 bilhões necessários para cobrir a operação foram reservados e contabilizados no balanço financeiro da Petrobras

Vânia Cristino e Isabel Sobral

BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, garantiu hoje que os recursos que a Petrobras usará para cobrir o déficit do seu fundo de pensão (Petros), provocado pela mudança no plano de aposentadoria dos seus funcionários, não afetará os investimentos programados pela empresa. Silas disse, por meio da assessoria de imprensa, que os R$ 4,5 bilhões necessários para cobrir a operação foram reservados e contabilizados no balanço financeiro da Petrobras.

Somente este ano, a estatal de petróleo prevê a realização de investimentos num total de R$ 21,186 bilhões, de acordo com dados do Ministério do Planejamento. As negociações com os petroleiros para que a empresa assumisse o déficit da Petros começaram há mais de dois anos. Mesmo sem a assinatura do acordo e a adesão dos funcionários, a Petrobras preventivamente lançou a despesa em seu balanço.

A Secretaria de Previdência Complementar do Ministério da Previdência Social, que fiscaliza e regulamenta as atividades dos fundos, só vai se pronunciar sobre a operação no momento em que a Petros encaminhar ao órgão o novo plano de benefícios da entidade. Hoje, a Secretaria não quis antecipar sua posição sobre o novo plano da Petros, que só pode ser pode ser implementado após aprovação pela SPC.

Rombo

O déficit foi gerado porque esse novo plano prevê que os funcionários da empresa passam a ter a contribuição definida, em substituição ao antigo plano de benefício definido. A contribuição definida, ao contrário do plano de benefício definido, só garante a aposentadoria pelo valor que o funcionário conseguir acumular durante sua vida ativa.

Atuação na Funcef

Recentemente a SPC aprovou o novo plano de benefícios da Funcef, o fundo de pensão dos servidores da Caixa Econômica Federal. A exemplo da Petros, Funcef e Caixa também negociaram uma solução para encerrar o ciclo de sucessivos déficits do passado. Ao contrário da Petros, no entanto, a Funcef não precisará de aporte de recursos da Caixa Econômica Federal.

A entidade decidiu considerar a totalidade do superávit obtido nos últimos anos, da ordem de R$ 6 bilhões, para constituir uma reserva financeira para bancar as despesas adicionais com a modificação no plano de previdência de seus funcionários. A opção pela mudança de planos na Funcef pode ser feita pelo associado até o dia 31 de agosto.

Situação da Previ

Na Previ, o maior fundo de pensão do País, dos funcionários do Banco do Brasil, este problema não existe. O fundo de pensão optou por fechar o seu plano antigo de benefício definido em 1997. Dessa data em diante, nenhum novo associado foi admitido no plano antigo. Os novos funcionários do Banco do Brasil ingressaram diretamente no novo plano de contribuição definida.

No antigo plano de benefício definido da Previ estão hoje 46.670 funcionários ativos, 52.152 aposentados e 18.472 pensionistas. O novo plano de contribuição definida conta com 33 mil funcionários. A Previ vem obtendo superávit nos últimos três anos. Em 2003 foram R$ 7,67 bilhões. Em 2004, R$ 5,714 bilhões e, no ano passado, R$ 9,107 bilhões.

Com três anos de superávit sucessivos, a entidade pode promover este ano, pela primeira vez, a redução da contribuição dos funcionários e do próprio Banco do Brasil.

Fonte: Agência Estado



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h25
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TECNOLOGIA

BB pretende atingir 1 milhão de usuários móveis

Em 2006 o Banco do Brasil pretende atingir a marca de um milhão de usuários móveis, 600 mil na plataforma mobile bank e o restante na plataforma SMS. Hoje o Banco tem 250 mil correntistas, dos 22 milhões de clientes, que operam regulamente através de celular.

Eles realizam 1,5 milhão de operações mensais, e 600 mil avisos via SMS de transações são enviados aos celulares dos clientes todos os meses

A informação é de Raul Moreira, gerente executivo do banco eletrônico do Banco do Brasil, no 1º Congresso Brasileiro de Meio de Pagamentos, que terminou nesta quinta-feira, 3/8, em São Paulo.

Disse que o objetivo do banco é trabalhar com todas as plataformas integradas. Mais de 90% do movimento do banco é atendido fora das agências. A primeira onda de investimento em tecnologia foi ATMs, que atende 50% do movimento de pessoas físicas; em seguida veio internet, que atende 30% dos correntistas. “Agora é a vez do celular”, afirmou.

“Mesmo que o cliente tenha de pagar de 15 a 50 centavos de tarifa para operadora, dependendo da transação, sai mais barato que uma passagem de ônibus para ir a uma agência”, afirmou Moreira.

Em 2006 o banco pretende investir na solução de mobile paymet e em 2007 trabalhar para massificar o “banco de bolso”.

O cliente do Bando do Brasil pode receber uma mensagem SMS em seu celular toda vez que uma transação é efetuada, quer seja num terminal ATM ou num caixa. “Mesmo contando com segurança criptografada, para dar maior sensação de segurança ao correntista, o Banco vai promover o cadastramento dos celulares dos correntistas do mobile bank”, explicou Moreira.

Fonte: TI Inside



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h22
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MAIS UM PASSO...

Estrangeiros já detêm 6,7% do capital do BB

Brasília - Por terem comprado mais da metade das ações vendidas na oferta pública do Banco do Brasil (50,9% do total), os investidores estrangeiros aumentaram de 3,3% para 6,7% sua participação no capital total da instituição. A conclusão da venda das ações, iniciada no mês passado, foi anunciada nesta quarta-feira pelo banco. No total, foram vendidas no mercado 52,3 milhões de ações por R$ 2,273 bilhões, o equivalente a US$ 1 bilhão.

Com a venda e mais a subscrição dos bônus de capitalização do passado, o BB passou a ter em negociação no mercado 14,8% de seus papéis. Antes a quantidade de ações em negociação na Bolsa alcançava apenas 6,8%. Segundo o gerente de Relações com Investidores do BB, Marco Geovanne Tobias, os pequenos investidores, pessoas físicas e jurídicas não financeiras, ficaram com 28,9% do total da oferta.

Os investidores nacionais - fundos de investimento e fundos de pensão - arremataram 20,2% dos papéis. No novo desenho provocado pela venda, o Tesouro Nacional, acionista majoritário do BB, passou a deter 70,9% do capital do banco. Antes essa participação era de 72,1%. Caiu também a participação da Previ, o fundo de pensão dos funcionários do BB, de 13,9% para 11,4% e ainda a participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de 5,7% para 2,9%.

Além do investidor estrangeiro que aumentou sua fatia do capital do banco, também subiu a participação dos investidores pessoas físicas, de 2,5% para 5,9% e das pessoas jurídicas de 1% para 2,3%. Com a operação, o patrimônio líquido do banco vai aumentar em cerca de R$ 400 milhões, resultado da venda das ações que o próprio BB tinha em tesouraria.

Fonte: Monitor Mercantil



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h20
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A FARRA DOS BANCOS

Lucro da BB Seguros/Brasilveículos cresce 84% no semestre

Ganhos somaram R$ 40,54 milhões e ficaram próximos ao valor apurado durante todo o ano de 2005

O lucro líquido da BB Seguros/Brasilveículos, seguradora de automóveis do Banco do Brasil, cresceu 84% no primeiro semestre de 2006 em comparação a 2005, totalizando 40,54 milhões de reais. O valor é quase o equivalente ao verificado em todo o ano passado, quando o lucro líquido foi de 44 milhões de reais.

Esse resultado, que representa 45,5% de retorno anualizado sobre o patrimônio líquido, permitirá a distribuição de 28,205 milhões em dividendos aos acionistas.

Atualmente, cerca de 640 mil carros são segurados pela companhia. O índice de sinistros caiu de 69% nos seis primeiros meses de 2005 para 62,5% no mesmo período desse ano, contribuindo para o aumento de desempenho no semestre.

"Estamos colhendo os frutos de um trabalho de constante aperfeiçoamento e controle operacional. Foram criados mecanismos para identificar pontos de melhoria, como a Ouvidoria BB Seguro Auto", afirma, o presidente da BB Seguros/Brasilveículos, Fernando Barbosa de Oliveira.

Fonte: Revista Exame



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h18
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CUBA NO CCBB DE BRASÍLIA

Arte de Cuba no CCBB

Até o próximo dia 24, o Centro Cultural Banco do Brasil está com a exposição Arte de Cuba. A mostra oferece um panorama da arte cubana desde o século 20, com mais de 100 obras assinadas por 61 artistas. É o mais significativo conjunto de peças cubanas já vistas no Brasil, vindo do Museu Nacional de Bellas Artes de Cuba. De terça a domingo, das 10 às 21 horas.
 
Fonte: ComuniWeb


Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h07
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CINEMA NO CCBB DE SÃO PAULO

No CCBB, mostra do cineasta Ruy Guerra

Vencedor do “Urso de Prata” no Festival de Berlim com seu segundo filme, “Os Fuzis”, em 1964, Ruy Guerra é o homenageado da 8ª edição do projeto “Diretores Brasileiros”, do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Até domingo (20/8), sob a curadoria de Dolores Papa, serão mostrados vários filmes do cineasta.

Guerra é natural de Maputo, capital de Moçambique. Deixou seu país aos 19 anos, mas antes participou de movimentos anti-racistas e pela independência de Moçambique. Dirigiu vários filmes, sendo o último em setembro de 2005, “O Veneno da Madrugada”, em parceria com o escritor colombiano Gabriel García Márquez. Atualmente é professor de linguagem cinematográfica e diretor do curso de Cinema, da Universidade Gama Filho.

A mostra começou na terça-feira (1º/8). O encerramento, no domingo (20/8), às 18h, no cinema do CCBB, contará com a presença de Guerra para conversar com os fãs.

Fonte: Viva o Centro



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h05
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A FARRA DOS BANCOS

Só para clientes

Por Adriana Cotias

Os bancos querem o cliente por inteiro e bater às portas de uma agência com o intuito de manter só aplicações é uma tarefa inglória, pouco disseminada no mercado brasileiro. A menos de dois meses para que a conta-investimento passe a valer também para as os recursos aplicados antes de outubro de 2004, a percepção é de que o mecanismo tirou a anomalia da CPMF nas trocas de investimentos, mas a livre mobilidade não estimulou a concorrência entre os principais administradores de recursos, como chegou a pregar o governo. A tributação regressiva atrapalhou e nesse meio tempo os juros reais estiveram num nível alto o suficiente para desencorajar mudanças de curso.

Conta-corrente, cartão de crédito, seguros, fundos e previdência - e toda a receita de serviços que advém desse relacionamento - compõem o cardápio completo exposto ao cliente. Nas estratégias de vendas cruzadas dos gigantes do sistema financeiro, sobra pouco espaço para o investidor de varejo barganhar taxas de administração menores ou retornos mais atraentes como poderia fazer, por exemplo, no supermercado, comprando só produtos em liquidação.

Ao visitar em São Paulo agências dos maiores bancos do país - Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú, Santander Banespa e Unibanco - só na Caixa é que o gerente topou de cara abrir uma conta exclusiva para investimentos, sem tarifa. A condição era seguir o roteiro de abertura de uma conta convencional, apresentando CIC, RG, comprovantes de residência e de renda, conforme determina a Lei 10.892/04 que criou a conta-investimento.

No BB, um assistente de negócios disse não numa primeira abordagem, mas depois de uma consulta afirmou ser possível ter só a conta-investimento, que receberia depósitos exclusivamente em cheques ou por meio de Transferência Eletrônica Direta (TED). No Bradesco, a argumentação foi dirigida para as vantagens de se manter um relacionamento completo com o banco, quase não deixando fôlego para a aspirante a aplicadora sonhar com algo menos do que toda a cesta de serviços bancários.

Já no Itaú, Santander Banespa e Unibanco, os funcionários foram categóricos em afirmar que a conta-investimento tem de ser necessariamente vinculada a uma conta-corrente na mesma instituição.

"O Itaú optou por habilitar a conta-investimento apenas para quem tivesse conta-corrente, porque o banco é co-responsável pela documentação que poderia estar guardada em outra instituição", diz o diretor de Fundos, Moacyr Castanho. Mesmo entre os aplicadores que já estavam com o banco, não houve mudança significativa de comportamento. Ele lembra que em janeiro de 2005, poucos meses depois de a conta-investimento entrar em vigor, surgiram as regras de tributação regressiva, premiando o dinheiro aplicado no longo prazo com alíquotas menores - 15% acima de dois anos, até os 22,5% para até seis meses - o que inibiu a mobilidade.

Para Castanho, será a conjuntura de juros mais baixos que estimulará o trânsito de recursos via conta-investimento. Ganhando menos na renda fixa, o aplicador tende a buscar retornos extras, aceitando um pouco mais de risco.

O fim do pedágio da CPMF não era mesmo para provocar movimentações relevantes, defende o superintendente-executivo da Santander Banespa Asset Management, Edvaldo Morata. "A experiência internacional mostra que em países onde nunca existiu a limitação, não se observa grandes migrações entre as diversas formas de poupança ou entre administradores de recursos", diz. "O capital do investidor de longo prazo segue um fluxo mais ou menos conhecido e ser livre não significa supervalorizar a mudança."

Nos Estados Unidos, exemplifica, médico de família, advogado, contador e assessor de investimentos são os mesmos a vida inteira. Ele afirma que na rede do Santander Banespa é possível, sim, ter apenas a conta-investimento, mas que essa não é uma demanda trivial. Isso porque como o setor de investimentos é largamente dominado pelos grandes bancos, só uma pequena parcela da população é que trata a assessoria financeira como tema independente da prestação de serviços bancários.

Mesmo com a liberação da conta sem ônus da CPMF para todas as aplicações em dois meses, Osvaldo Mateos, da área de Investimentos do Unibanco, não espera mudanças. Segundo relata, o investidor de varejo costuma mexer no dinheiro mais por uma necessidade de fluxo, com resgates parciais, do que pela intenção de alterar a carteira. "A conta-investimento só pesa nos casos em que as quantias aplicadas são maiores e o investidor é mais especializado, tem uma relação mais próxima com o mercado."

Ele também afirma que no Unibanco é possível ter só a conta-investimento, reconhece que esse é um pedido incomum, mas que já há casos na rede, de investidores que gostam de distribuir a poupança pessoal entre várias instituições financeiras.

No jogo de rouba-montes do setor de fundos, a conta-investimento serve como isca para atrair novos clientes, diz o diretor-executivo do Bradesco José Munhoz. Para ele é errado, porém, o cliente manter apenas aplicações em determinada instituição. "A gente trabalha pela fidelização, para que o investidor tenha acesso a todo portfólio que o banco oferece." Em plena sintonia com o discurso da diretoria, a gerente da agência havia mostrado a cesta de serviços do banco, apontando que acima de R$ 14 mil aplicados, haveria isenção de tarifas.

Ter o dinheiro livre do ônus da CPMF não quer dizer que o aplicador deva pular de galho em galho na busca de retornos adicionais. O investidor tem de colocar na balança a alíquota de tributação e estimativa de retorno do investimento atual versus a rentabilidade esperada para a nova aplicação, sugere o presidente da BB DTVM, Nelson Rocha Augusto. "A diferença de imposto, na grande maioria dos casos, é maior do que a CPMF", diz. "E cada vez que muda de aplicação, o prazo decorrido para efeitos da tributação passa a contar do zero, na alíquota maior de 22,5%."

Fonte: Valor Econômico



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h02
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A FARRA DOS BANCOS

Bancos pedem corte de compulsório

Segundo o presidente da Febraban, condições econômicas permitem uma redução de, no mínimo, 10 pontos

Renée Pereira

O presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e do Bradesco, Márcio Cypriano, reivindicou ontem a redução do depósito compulsório como condição para a queda dos juros ao consumidor no País.

Em resposta às constantes cobranças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que as taxas bancárias sejam reduzidas,Cypriano afirmou - após participar do 1º Congresso Brasileiro de Meios Eletrônicos de Pagamento, em São Paulo - que, se o compulsório cair no mínimo dez pontos porcentuais, o repasse será imediato. Hoje, 45% dos depósitos à vista dos bancos fica retido no Banco Central (BC).

Segundo cálculos da agência de classificação de risco Austin Rating, o corte de 10 pontos porcentuais do compulsório representaria um recuo de 3,5 ponto no spread (diferença entre o custo de captação e o de empréstimo) nas operações para pessoa física, hoje em 40,6% ao ano. No caso da pessoa jurídica, a queda seria de 2 pontos no spread, que está em 13% ao ano.

Além da relação direta, a redução do compulsório elevaria o volume de crédito no País e promoveria maior concorrência entre as instituição, o que também iria contribuir para o recuo das taxas ao consumidor.

Cypriano afirma que há algum tempo a proposta tem sido pauta constante na agenda da Febraban, além da queda da cunha fiscal, como Imposto de Renda e IOF. Segundo ele, não há necessidade de o País ter uma taxa tão elevada de compulsório se a inflação está sob controle.

"A taxa do depósito foi aumentada num período em que os índices de preços estavam pressionados. Hoje não vivemos mais essa situação", diz o presidente do maior banco privado do País. Ele afirma que em seis anos o compulsório caiu de 65% para 45%. No início do Plano Real, o compulsório chegou a atingir 100% dos depósitos à vista.

"O objetivo é tirar o dinheiro de circulação e conter a inflação", diz o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira. Ele concorda com Cypriano que não há necessidade de um compulsório tão alto, já que os índices de preços estão baixos e a demanda está controlada.

"Com a redução de compulsório, sobra mais dinheiro para a economia, o que reduz os juros." Ele lembra que o Brasil, no quesito compulsório, também tem umas das maiores taxas do mundo. Na China, por causa da demanda crescente, a taxa foi de 5% para 5,5%.

Oliveira, no entanto, afirma que ninguém garante que o dinheiro liberado será aplicado no aumento do crédito. Por isso, seria interessante que o governo vinculasse o valor ao aumento dos financiamentos, independentemente de quem vai usar o dinheiro.

No passado, os recursos liberados do compulsório eram investidos em títulos do governo federal, já que o retorno era bastante vantajoso para os bancos.

O executivo reconhece, porém, que a situação hoje é diferente: a taxa Selic está menor, em 14,75% ao ano; a economia, estável; e as operações de crédito bastante rentáveis, já que os juros são elevados.

Segundo dados da Anefac, a taxa média cobrada do consumidor pessoa física está em 7,56% ao mês ou 139,78% ao ano. Cypriano afirma que, por enquanto, não teve nenhum sinal do governo sobre o corte do compulsório.

Fonte: Agência Estado



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h01
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DE OLHO NOS FUNDOS DE PENSÃO

Seguradoras querem os desligados de fundos de pensão

As recentes crises que abalaram alguns fundos de pensão fizeram o setor de previdência privada aberta despertar novamente para reclamar maior flexibilidade na migração entre os dois modelos. Ontem, no 3º Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada, Osvaldo do Nascimento, presidente da Associação Nacional da Previdência Privada (Anapp), voltou a propor uma revisão de leis e normas que viabilizem a transferência entre fundos de pensão e PGBLs ou VGBLs, que hoje é irrisória.

A discussão foi retomada após virem à tona problemas envolvendo os fundos de pensão Aerus, de trabalhadores da Varig, e Petros, dos funcionários da Petrobras, nos últimos dias. Isso mostra que esses fundos de pensão têm riscos reais e não possuem garantia das empresas, diz Nascimento. "Queremos flexibilizar a migração do trabalhador desligado da patrocinadora do fundo, para que possa optar pela previdência privada aberta."

A Anapp - representante das seguradoras nessas disputas por uma fatia do dinheiro administrado pelos fundos de pensão - propõe um alteração da Lei Complementar nº109 e de normas da Secretaria de Previdência Complementar (SPC). A lei determina que a transferência da fechada à aberta só será permitida se o participante converter o patrimônio em renda, imediatamente, para receber em um prazo mínimo de 15 anos. Outras normas sobre a portabilidade entre os fundos são responsabilidade da SPC.

O presidente da Anapp diz que a regra deveria considerar as novas condições do mercado de trabalho. "É quase impossível ver, hoje em dia, um empregado deixar uma empresa em que tem plano fechado para outra onde também há um fundo de pensão, para o qual ele poderá transferir seus recursos e manter seus direitos."

Para ele, é legítimo que o trabalhador continue a só poder migrar de fundo fechado para aberto ao sair da empresa. Hoje, muitos deixam as empresas para serem autônomos ou para trabalhar em empresas sem fundos, diz. "Esses deveriam transferir para um fundo aberto mais facilmente." (DF)

Fonte: Valor Econômico



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h39
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A FARRA DOS BANCOS

Itaú assume operações do Boston na AL

Maria Christina Carvalho
03/08/2006

Até o fim da semana, o Itaú vai fechar a compra das operações do BankBoston no Chile e Uruguai. "A due dilligence foi muito boa. As operações complementam bem os negócios do Itaú no exterior", disse ontem o vice-presidente sênior Henri Penchas a analistas. O Itaú já opera na Argentina, Cayman, EUA, Portugal e Luxemburgo. Os detalhes financeiros não foram divulgados. Mas o Itaú havia antecipado que a compra das operações do Boston na América Latina levaria o investimento total na aquisição a pouco mais de R$ 6 bilhões, dos quais R$ 4,6 bilhões no Brasil.

Fonte: Valor Econômico



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h38
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ESPORTES

AABB Recife brilha na Copa Nordeste de Natação

O Iate Clube Pajussara terminou em 3º lugar na classificação final da categoria Sênior da I Copa Nordeste de Clubes em Piscina Curta - Troféu Belmiro D’Arce Cândido. O campeão e vice, respectivamente, foram o Nikita Sesi-PE e a AABB-Recife.

Na competição, realizada no fim de semana passado, em Recife, o único representante de Alagoas ficou no 10º lugar, no geral, entre os 19 clubes participantes. A campeã foi a AABB-Recife, seguida do Nikita Sesi-PE e Grêmio Cief-PB.

O Iate Clube Pajussara ganhou dez medalhas, sendo três de ouro, quatro de prata e três de bronze.

Destaque - O grande nome alagoano na competição foi a nadadora Núbia Leite, que venceu, na categoria sênior, as provas dos 100m costas e os 100m e 400m livre.

Núbia Leite bateu o recorde dos 100m costas e ganhou ainda o troféu eficiência da categoria sênior.

Também na sênior, Maria Noêmia Costa conquistou a medalha de prata nos 100m borboleta e 100m medley e levou o bronze nos 400m livre. Givaldo Santos Júnior ficou em 3º lugar (sênior) nos 100m costas.

Na júnior 1, Paulo Araújo ganhou prata nos 100m borboleta e bronze nos 400m livre e Fábio Campos ficou em 2º lugar nos 100m peito.

Fonte: Gazeta de Alagoas



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h06
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ESTILO BB

BB expande rede de atendimento alta renda

O Banco do Brasil inaugurou uma agência direcionada ao segmento de alta renda em São Paulo. Localizada no maior e mais importante centro financeiro do Pais, a agência Estilo Avenida Paulista oferece estrutura e soluções diferenciadas para o segmento Estilo - clientes com renda acima de R$ 10 mil ou investimentos acima de R$ 50 mil.

A nova agência tem capacidade para atender 2,5 mil clientes Estilo, possui instalações sofisticadas, serviços exclusivos como manobristas, sala do investidor, sala de reuniões para clientes e mensageiros, além de um grupo de gerentes especializados nesse tipo de atendimento.  O marco é importante para o Banco, pois dá a largada para o objetivo maior de ''encarteirar'' os cerca de 600 mil clientes com perfil Estilo existente na sua base.

A meta do BB é ampliar em cerca de 200 os pontos de atendimento a clientes Estilo até o final de 2007. Atualmente, a clientela alta renda do BB está distribuída por 177 Espaços Estilos e sete agências em 23 estados da federação. Os espaços Estilo são estruturas físicas diferenciadas nas agências de Varejo da instituição e, assim como as agências do serviço, têm estruturas diferenciadas de atendimento que oferecem conforto, segurança e discrição, além de manobrista e estacionamento privativo.

O modelo de atendimento do BB prioriza atributos valorizados pelo cliente alta renda, tais como sofisticação, atendimento personalizado e especializado, credibilidade e alta performance, além de oferecer assessoria financeira, prestada por pessoal altamente capacitado, que possibilita o planejamento dos investimentos e a análise das melhores opções em produtos e serviços bancários.

Para cuidar desses clientes, o Banco do Brasil treinou cerca de 500 gerentes para prestar atendimento personalizado, em ambiente diferenciado ou no local de escolha, com discrição e sigilo. O Banco planeja capacitar outros 500 profissionais para atender a demanda que o projeto de expansão da carteira Estilo necessita.

Fonte: Consumidor Moderno



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h02
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CAXIAS DO SUL

Posse da diretoria do Sindicato de Caxias mobiliza bancários

A posse festiva da nova direção do Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul e Região reuniu bancários, representantes de entidades de trabalhadores e de movimentos sociais, na noite de terça-feira, 1º de agosto, no auditório da sede da entidade, em Caxias do Sul. A Federação dos Bancários RS esteve representada no evento pelos diretores Amaro Souza, Denise Corrêa, Jorge Vieira da Costa e Luiz Carlos Barbosa.

Cerca de 200 pessoas prestigiaram o evento. Representantes dos sindicatos dos bancários de Porto Alegre, Novo Hamburgo e de Nova Prata também prestigiaram o evento. Outras entidades de classe do município e grande número de bancários também participaram e prestigiaram a confraternização. 

A diretora da FEEB-RS, Denise Corrêa, salientou a importância do sindicato - que é um dos mais antigos da categoria - para a organização dos bancários no Estado. Ela lembrou que em 1937, os bancários da base de Caxias elegeram a primeira “presidenta” de sindicato de bancários do Rio Grande do Sul, Gismunda Pezze. “A nova diretoria assume a entidade no momento em que a categoria enfrenta o desafio de mais uma campanha salarial. Não há dúvida de que os bancários da base confiam na diretoria que elegeram, com 96% dos votos válidos na eleição”, destacou.

Fonte: BancNet



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 20h58
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FUNDOS DE PENSÃO

Petrobrás vai bancar rombo de de R$ 9,3 bilhões do fundo Petros

Segundo cálculos dos petroleiros, dinheiro seria suficiente para construir três refinarias ou quatro plataformas

Mônica Ciarelli

A Petrobrás assinou com a Federação Única dos Petroleiros (FUP)acordo para liquidar o rombo atuarial de seu fundo de pensão, a Petros, avaliada pela Justiça em R$ 9,3 bilhões. O presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli, confirmou ontem ao Estado que as negociações, iniciadas há mais de dois anos, estão em fase final e devem "praticamente zerar o déficit do fundo". O prazo para a conclusão do acordo é 31 de agosto.

O objetivo é repactuar, em 30 anos, o déficit do fundo. Em contrapartida, todas as ações na Justiça contra a Petros seriam extintas. A proposta precisa ser aprovada por 95% dos 95 mil participantes do fundo de pensão, ou seja, por 90.250 petroleiros. "Uma vez feito esse acordo, a Petrobrás passa a ter uma dívida com a Petros. Essa dívida passa a ser ativo a receber pelo fundo e compensa o déficit", explicou Gabrielli.

Pelos cálculos da FUP, o dinheiro que a Petrobrás injetaria no fundo seria suficiente para construir três refinarias ou quatro plataformas de petróleo. Segundo a entidade, os recursos equivalem "a 65% dos investimentos do governo federal em 2006, excetuando-se os orçamentos das empresas estatais".

Há cerca de um mês, a Petrobrás enviou aos participantes do fundo "kits de adesão", como informou o diretor da Associação dos Participantes da Petros (Apape), Nei Ribeiro. O material contém documentos para serem assinados por quem aderir à proposta. A Petrobrás oferece uma indenização por possíveis perdas, correspondente a três salários do funcionário, no valor máximo de R$ 15 mil.

A proposta abrange participantes ativos e inativos e, se todos aceitarem, as indenizações podem atingir R$ 1,425 bilhão. Gabrielli explica que esse pacote de benefícios tem como objetivo "compensar os participantes das perdas motivadas pela migração para o novo plano". Entre as perdas está a mudança de reajuste atual das aposentadorias e pensões, que deixariam de seguir o índice do dissídio do pessoal ativo para serem indexadas ao IPCA anual.

Não há consenso entre sindicatos e associações representativas dos petroleiros. A Apape está convocando para amanhã uma manifestação em frente à sede da Petrobrás. Mas a FUP destaca que, além do passivo, foram resolvidos problemas antigos, como a correção do cálculo das pensões e o limite de idade para funcionários que entraram até 1979.

A Petrobrás tem quase 50% de suas ações negociadas na Bolsa de Nova York - os American Depositary Recepts (ADRs). A resolução do rombo da Petros é importante para a estatal ganhar pontos na avaliação internacional de investidores, chegando ao grau de empresa "investment grade", ou seja, com baixo risco.

A Petros foi criada em 1970. O plano era extremamente vantajoso para os funcionários e previa o sistema de "benefício definido". Ou seja, o funcionário sabia exatamente quanto iria receber ao se aposentar.

Agora, a estatal tenta mudar o plano para "contribuição definida", sistema pelo qual o aposentado tem direito ao benefício correspondente ao que contribuiu durante a vida ativa. A Petrobrás prevê contribuir mais com o fundo de pensão, assumindo o custeio paritário também com aposentados e pensionistas.

Para novos funcionários, a estatal garante um plano complementar misto, que assegura benefícios de risco, benefício mínimo e renda vitalícia. O Plano Petros 2 só será apresentado após aprovação pela Secretaria de Previdência Complementar.

Fonte: Agência Anabb/Estado de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 14h22
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REAJUSTES

Governo vai editar nova MP para reajustar salário dos aposentados

ANDREZA MATAIS
da Folha Online, em Brasília

O líder do PT na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS), informou nesta quarta-feira que o governo deve editar uma nova medida provisória para garantir o reajuste de 5% aos aposentados do INSS. Fontana admitiu que dificilmente a MP dos aposentados --que está em discussão na Câmara-- será aprovada a tempo.

O Congresso tem até o próximo dia 10 para votar a matéria, mas como não há acordo com a oposição --que quer elevar o reajuste de 5% para 16,67%-- a avaliação é que a MP irá caducar. Nesse caso, os aposentados terão garantido apenas 3,21% de aumento, valor do INPC. Para conceder os 5% caso a MP caduque, a alternativa do governo é editar uma nova medida provisória.

Para evitar contestações, o governo vai desmembrar a MP ao propor a correção monetária de 3,21% e mais o ganho real, chegando aos 5%. "[O aumento] vai ser por MP. Todo mundo está seguro que pode ser assim", disse, referindo-se à Casa Civil e à Previdência. Fontana salientou que não acredita em novas manobras da oposição na nova MP porque ela será discutida depois do período eleitoral.

O líder da oposição na Câmara, deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), disse que vai apresentar um decreto legislativo estabelecendo a validade da primeira MP durante o período em que a mesma esteve em vigor.

A MP beneficia os aposentados e pensionistas do INSS que ganham acima de um salário mínimo, os demais já foram contemplados com o aumento do salário mínimo.

Fonte: Folha Online



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 14h16
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Circuito BB de Vôlei de Praia chega a São Luís

Atletas patrocinados pelo BB Seguro Auto disputam a décima etapa da competição, de 02 a 06 de agosto Os  atletas Tande, Bruno e Alisson, patrocinados pelo BB Seguro Auto, participam  do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia, etapa Challenger São Luís (MA), entre os dias 02 e 06 de agosto. A arena está montada na Lagoa da Jansen.

Na quinta-feira, dia 03, às 15h, os atletas receberão o público em uma sessão de autógrafos nas agências São Luiz  e Deodoro do Banco do Brasil (Av. Gomes de Castro, s/n ? Centro). Já na sexta-feira, dia 04, será a vez de Marcelo Negrão receber o público.

O Banco do Brasil, com o apoio do BB Seguro Auto, realizará uma noite de autógrafos, às 19h, com o atleta no Shopping São Luís. O incentivo ao esporte faz parte da estratégia de negócios da Brasilveículos - seguradora de automóveis do Banco do Brasil, que comercializa o BB Seguro Auto. Até o final deste ano, a empresa planeja investir R$ 1,2 milhão nesta área.

Fonte: Portal de Seguros



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h22
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A FARRA DOS BANCOS

'Não é só lucro de banco que é recorde'

Presidente do segundo maior banco privado do País diz que resultados maiores devem-se ao crescimento da economia

O presidente do Banco Itaú, Roberto Setubal, disse que os resultados do semestre refletem a boa condução das operações num ambiente de mais volatidade e de inadimplência crescente. Ele conversou com o Estado no início da noite de ontem, depois de uma terça-feira agitada. "Há atividades extras em dia de balanço, mas é corrido como sempre."

Como o sr. analisa o resultado?
Foi bastante bom. Foi um trimestre positivo, apesar da volatidade maior e da inadimplência um pouco mais elevada. Mas acho que soubemos conduzir bem a operação, de tal forma que o resultado e a rentabilidade cresceram.

A inadimplência cresceu mais do que vocês esperavam?
Não, cresceu em linha com o que esperávamos de forma geral. As provisões refletem nossa expectativa de inadimplência. No fim do primeiro trimestre, tínhamos registrado elevação de provisões para devedores duvidosos. O mercado questionou se não estávamos sendo excessivamente conservadores. Dizíamos que não.

A eleição impactará a economia?
Não creio. Há um consenso hoje sobre os pilares básicos da política econômica: superávit primário, câmbio flutuante e metas de inflação. Quando projetamos a manutenção da política econômica nos próximos anos, vemos uma melhora substancial dos indicadores. Creio que seremos investment grade em 2008.

O que o Itaú espera para a taxa de juros no segundo semestre?
Esperamos que a Selic estará em 14% no fim do ano.

O que isso significa para o setor?
É positivo. Redução de juros leva à queda da inadimplência. Além disso, juro menor proporciona crescimento maior e mais demanda por crédito.

O presidente Lula pediu à Febraban sugestões para a queda do spread bancário. Que sugestão o sr. daria?
A queda dos spreads é importante, todos temos interesse, os bancos inclusive. São várias sugestões, mas, se pudesse dar poucas, diria: redução dos compulsórios e cadastro positivo. Ou seja, possibilitar o uso de informações positivas de uma forma que não temos no Brasil hoje.

Segundo a Economática, o lucro do Itaú no semestre foi o maior de um banco na história do País para o período. O que o sr. diz sobre isso?
Numa economia em crescimento como a brasileira, é natural que empresas tenham resultados sempre maiores. Não me surpreende esse cálculo.

O sr. fica incomodado com a repercussão que esse tema tem?
Não é só lucro de banco que é recorde. Petrobrás é recorde, Vale é recorde, siderúrgicas são recorde. É porque a economia cresce. Não é só no Brasil. Bancos americanos também. O HSBC idem. A imprensa às vezes dá um pouco de sensacionalismo.

Fonte: Estado de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h58
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SINDICALISMO

CUT deve ter dois vices em nova direção

DA REPORTAGEM LOCAL

A CUT deve anunciar hoje um acordo para evitar disputas internas na central: terá dois vice-presidentes, fato que não ocorre desde o início da década passada. Ocupariam o cargo, segundo a Folha apurou, o metroviário Vagner Gomes, da Corrente Sindical Classista (CSC), que conseguiu 20% dos votos na disputa pela presidência da CUT, e Carmen Foro, representante da Contag (confederação dos trabalhadores rurais), que pertence à Articulação Sindical, corrente majoritária na central, que elegeu o eletricitário Artur Henrique da Silva Santos, com 80% dos votos.

Desde o congresso da CUT, em junho, o cargo de vice não havia sido anunciado por impasse entre a Articulação e a CSC. Hoje, após reunião da nova Executiva, formada por 32 pessoas, deve ser anunciado o acordo. (CLAUDIA ROLLI)

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h17
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BNB NAS ELEIÇÕES 2006

Diretor de banco estatal faz arrecadação para eleger Ciro

Dirigente do BNB apresenta carta assinada por ex-ministro e candidato a deputado

Ciro afirma que empresas abordadas não têm negócio com Banco do Nordeste do Brasil, um dos principais financiadores no Estado

RUBENS VALENTE
ENVIADO ESPECIAL A FORTALEZA

O ex-ministro da Integração Nacional e candidato a deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), 49, distribuiu cartas a empresários do Ceará pelas quais autoriza um diretor do BNB (Banco do Nordeste do Brasil), estatal do governo Lula e um dos principais financiadores da economia no Estado, a arrecadar dinheiro para sua campanha e de seu irmão, Cid Gomes (PSB), 43, candidato ao governo do Estado.

Ciro Gomes e o diretor administrativo do banco, Victor Samuel Cavalcante Ponte, confirmaram o trabalho de arrecadação. Ponte não integra o comitê financeiro do candidato. A legislação eleitoral prevê que as contribuição de campanha deve ser dirigida ao comitê e ao candidato. "Ele é meu amigo de cem anos, e me ajuda nesse trabalho que é chato, que é desagradável", disse Ciro à Folha. Segundo ele, Ponte parou de captar os recursos.

O diretor do BNB disse ter feito "um trabalho voluntário". "Eu sou filiado ao partido, e como cidadão eu me sinto na obrigação de dar a minha colaboração", disse Ponte. Ele atribuiu o vazamento da informação aos adversários de Cid Gomes. "Isso é desespero, esse pessoal está desesperado. Eles vão perder a eleição e estão desesperados", afirmou o diretor.
Ciro alegou que a captação era específica para a pré-convenção partidária (até 30 de junho último), mas não é o que diz o texto da carta entregue aos empresários e assinada pelo próprio candidato, que disse ter subscrito 30 cartas.

"Apresento-lhe meu amigo Victor Samuel que lhe falará em meu nome, de Cid Gomes e de nosso partido politico, o PSB, acerca de uma contribuição para a campanha que o partido desenvolverá nas eleições próximas de outubro do corrente ano", diz o papel, ao qual a reportagem teve acesso.

Ponte atuou no governo de Ciro no Ceará (1991-1994) e é filiado ao PSB. Antes de assumir a área administrativa, foi diretor de Promoção de Investimentos do BNB (2004 e 2005). O banco é um dos principais financiadores de crédito no Nordeste. Fechou 2005 com R$ 6 bilhões de investimentos na economia nordestina, dos quais R$ 1 bilhão para a agricultura familiar.

Ponte, o presidente do banco, Roberto Smith, e mais três diretores do BNB foram incluídos pelo Ministério Público Federal na denúncia do "caso da cueca" por terem autorizado um empréstimo de R$ 300 milhões para o consórcio de energia elétrica STN (Sistema de Transmissão Nordeste). O grupo de empresas teria pago a propina ao ex-assessor petista José Adalberto Vieira, preso pela Polícia Federal em julho de 2005 ao tentar embarcar num avião em São Paulo com R$ 209 mil numa maleta e US$ 100 mil presos ao corpo. A ação contra os diretores e Roberto Smith foi suspensa por decisão do TRF (Tribunal Regional Federal) da 5ª Região. O Ministério Público recorreu.

Apoio do PT
Ciro é candidato a deputado na coligação PSB-PT-PMDB-PP. O PT deixou de lançar candidato a governador para apoiar o irmão de Ciro, Cid Gomes, na coligação "Ceará Vota Para Crescer", formada por PSB, PT, PC do B, PMDB, PRB, PP, PHS, PMN e PV. Ciro declarou uma previsão de gastos de R$ 1,2 milhão para sua campanha. Cid, R$ 20 milhões.

A Folha apurou que Ponte usou a carta para procurar empresas instaladas na região metropolitana de Fortaleza. Ciro disse que as empresas foram escolhidas por ele, que teria tido o cuidado de verificar se elas não teriam negócios ou dívidas com o BNB. O diretor do banco, contudo, ficou em dúvida sobre esse ponto: "Quase certeza que não. Se bem que é o seguinte: o banco é muito atuante, no Estado e no Nordeste. Se têm ou se não têm, nem foi objeto de conversas com nenhum deles. Não tenho certeza".

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h14
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BANCÁRIOS DE SP

Sindicato lança novo serviço a sindicalizados

Os associados do Sindicato passam a contar com um novo serviço na Central de Atendimento Pessoal. Trata-se da entrada e o acompanhamento do processo de aposentadoria para bancários, também conhecido como serviço previdenciário.

Além das informações gerais, o bancário sindicalizado também pode fazer o cálculo do tempo de serviço, do valor e a entrada e o acompanhamento do processo no INSS.

O atendimento é feito às segundas, terças e sextas-feiras, das 10h às 19h, na sede da entidade. Às quartas, a consulta será feita na regional Osasco, no mesmo horário. No início, o atendimento será feito sem agendamento. Qualquer dúvida, ligue para a Central de Atendimento, 3188-5200.

O bancário que não puder comparecer pessoalmente deverá enviar um representante, com uma procuração registrada em cartório, casi queira solicitar o processo de aposentadoria.

Documentos - Para ter as informações, o bancário sindicalizado deve trazer os seguintes documentos: de identificação do segurado (RG, CTPS e rescisão de contrato de trabalho se houver); título de eleitor, certidão de nascimento ou de casamento (expedida há mais de 5 anos); CPF; PIS, PASEP; CTPS ou outro documento que comprove o exercício de atividade anterior a julho/94;

Para efeito de cálculo de valor de aposentadoria: todos os holerites ou comprovantes de salários de contribuição da data de julho/1994 até a data atual.

Para efeito de cálculo de tempo de contribuição: todas as carteiras profissionais.

Fonte: SindiBancários SP



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h12
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CULTURA NO CCBB

Projeto discute a crônica brasileira no CCBB Brasília

Cronicamente Viável é o nome do projeto que o Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília estréia no dia 1º de agosto. O projeto visa reunir jornalistas e escritores para debater a crônica brasileira, desde seu surgimento no século XIX até a novíssima geração de cronistas virtuais.

Os encontros mensais têm curadoria de Beatriz Carolina Gonçalves e serão repetidos em outras unidades do CCBB, como Rio de Janeiro, São Paulo e Recife, entre outras cidades.

A primeira dupla que virá a Brasília pelo projeto é formada pelos escritores e jornalistas Ana Miranda e Zuenir Ventura.O tema será a influência da obra de Machado de Assis no trabalho dos grandes cronistas brasileiros do século XX.

Ana e Zuenir falarão sobre crônicas principalmente das décadas de 50 e 60, época em que figuravam na nossa literatura nomes como os de Clarice Lispector e Paulo Mendes Campos.

A mediação será do jornalista e professor universitário Paulo Paniago. Durante o encontro, o produtor e ator Luiz Nunes lerá crônicas de Ana Miranda e do próprio Zuenir.

Confira abaixo a programação do projeto Cronicamente Viável:

01 de Agosto, às 19h30 - Machado de Assis e sua influência sobre os grandes cronistas do século XX, com Ana Miranda e Zuenir Ventura.

05 de Setembro, às 19h30 - Crônica e cotidiano: A memória, o humor e a poesia do dia-a-dia, com Ivan Angelo e Adalberto Müller.

03 de Outubro, às 19h30 - Crônica e jornalismo: Uma reflexão sobre a imprensa brasileira, com Nirlando Beirão e Wellington Pereira.

21 de Novembro, às 19h30 - A crônica na mídia interativa e as perspectivas da crônica no Brasil, com Marcelo Rubens Paiva e Xico Sá.

Cronicamente Viável – Terça-feira, dia 1º de agosto, às 19h30. Entrada franca mediante retirada de senha no local com meia hora de antecedência.
Mais informações: 3310-7087. Onde: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (SCES, Trecho 2, cj 22).

Fonte: ClicaBrasilia



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h10
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RUY GUERRA NO CCBB

Ruy Guerra: a arte de resistir

Por Ana Paula Sousa

“Sou mais conhecido pelo meu nome do que pelos meus filmes. Esta retrospectiva é um sinal de reconhecimento, sem dúvida, mas, ao mesmo tempo, o que eu queria é que as pessoas tivessem ido ver meus filmes recentes”, diz Ruy Guerra, referindo-se a Estorvo (1994) e O Veneno da Madrugada (2005). Protagonista de uma grande homenagem organizada pelo Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo (CCBB), o cineasta, que completa 75 anos em agosto, terá toda a obra revisitada. Apesar de satisfeito com a iniciativa, não consegue festejar: “Acho que venci pelo cansaço, mas às vezes me sinto como se estivesse numa enciclopédia. Você não faz filme só para a crítica”.

Pois o projeto Ruy Guerra – Filmar e Viver é uma chance e tanto de o público conhecer melhor o autor de filmes como Os Fuzis (1964), Os Cafajestes (1963) e Ópera do Malandro (1985). De 31 de julho a 20 de agosto serão exibidos longas-metragens, alguns inéditos, como Sweet Hunters (feito na Inglaterra), documentários e videoclipes. Estão programados ainda dois encontros com o diretor, uma exposição com cartazes, fotos e documentos e três pocket shows com seus trabalhos como letrista. Artista de resistência e cineasta de linguagem particular, Ruy Guerra, certamente, encherá de inquietação o CCBB.

Fonte: Carta Capital



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h05
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KAPOOR NO CCBB

Fumaça também é arte: e indiana!

Com suas obras tridimensionais misteriosas que invadem o espaço físico e psicológico, o artista plástico indiano-britânico Anish Kapoor abre, hoje, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sua primeira exposição individual  na América Latina. 

A mostra reúne instalações, um vídeo e esculturas, sendo duas inéditas. Uma delas, “Ascension” (nome que também batiza a exposição), é uma coluna de fumaça que sobe em espiral a uma altura de 36 metros, do chão à cúpula rotunda do CCBB, a 120 quilômetros por hora.  

Às 18h, será realizado ainda um debate com a participação do curador da exposição, Marcello Dantas, do crítico de arte Agnaldo Farias e do próprio Kapoor, que costuma descrever sua obra como a retratação do medo da inconsciência e do vazio.

Fonte: O Globo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h04
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CONTA UNIVERSITÁRIA

Justiça condena BB a devolver em dobro tarifas cobradas de universitários

A Justiça Federal de Santa Catarina (SC) condenou o Banco do Brasil a devolver em dobro os valores cobrados indevidamente dos clientes universitários, em função da transformação da conta “BB Campus” em “BB Universitária”. A mudança aconteceu em 2003 e implicou a cobrança de tarifa mensal por serviços que eram gratuitos. O juiz federal substituto Zenildo Bodnar entendeu que a alteração unilateral violou o CDC (Código de Defesa do Consumidor).

De acordo com a JF de Santa Catarina, a sentença foi proferida nesta segunda-feira (31/7), em uma ação civil pública do Ministério Público Federal contra o BB e o Bacen (Banco Central do Brasil), e tem efeitos nos municípios sob jurisdição da Justiça Federal em Florianópolis.

O MPF propôs a ação com base em representações de dois estudantes, que reclamaram da alteração sem negociação prévia. Segundo eles, quando a conta “BB Campus” foi aberta, não haveria cobrança de nenhuma tarifa e a isenção teria validade até a conclusão do curso superior. Um deles relatou que, em maio de 2003, recebeu correspondência do BB, comunicando que sua conta “BB Campus” tinha sido transformada em “BB Universitária”, “cheia de produtos, serviços e vantagens exclusivas por apenas R$ 3 mensais”.

Na sentença, o juiz também homologou acordo sobre a questão, firmado entre o MPF e o BB ano passado. O acordo não contemplou, porém, a devolução dos valores cobrados indevidamente, porque o BB não aceitou a inclusão da cláusula. De acordo com o juiz, a restituição é obrigatória e está prevista no CDC, que assegura aos consumidores o direito a receber de volta, em dobro e com juros e correção, quantias pagas sem obrigação.

“A instituição financeira inclusive lesou as regras da livre concorrência, à medida que atraiu clientes com benefícios que não foram mantidos”, afirmou Bodnar.

A devolução deve ser feita por meio de crédito em conta ou convocação do ex-correntista, se for o caso. A ordem deve ser cumprida a partir da data em que não for mais possível recorrer. O BB pode apelar ao TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, em Porto Alegre.

Fonte: Última Instância



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 19h39
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A FARRA DOS BANCOS

Itaú tem lucro recorde

O Banco Itaú anunciou resultado recorde no primeiro semestre de R$ 2,958 bilhões, o maior lucro da história dos bancos de capital aberto no Brasil, segundo cálculo da consultoria Economática com base em dados ajustados pela inflação.

O resultado indica que a queda da taxa básica de juros - iniciada no ano passado - ainda não está afetando os ganhos dos maiores bancos do país.

O Itau Holding Financeira, segundo maior conglomerado financeiro privado do país, informou que obteve lucro de R$ 1,498 bilhão no segundo trimestre, um resultado 12,4% maior que o obtido no mesmo período de 2005.

No acumulado do primeiro semestre, o resultado de R$ 2,9 bilhões foi 19,5% maior que os R$ 2,475 bilhões obtidos na primeira metade do ano passado. O resultado veio em linha com projeções de analistas que apontavam lucro ao redor de R$ 1,5 bilhão.

A margem financeira cresceu 18,6%, na comparação com o segundo trimestre de 2005, para R$ 3,920 bilhões. Menor, porém, que os R$ 4,087 bilhões obtidos no primeiro trimestre deste ano.

O resultado bruto da intermediação financeira entre abril e junho deste ano foi de R$ 2,694 bilhões, 4,26% inferior à obtida há um ano.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROE) do grupo foi de 35,1%, contra 36% no mesmo período de 2005.

A carteira de crédito alcançou saldo de R$ 67,383 bilhões em 30 de junho deste ano, com avanço de 0,7% em relação ao final de março e de 5,3%, na comparação com o final da primeira metade de 2005.

Sobre o estoque atual, o índice de inadimplência foi a 5,1%, contra 4,4% do primeiro trimestre e 4% no segundo trimestre do ano passadO.

Fonte: O Globo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h02
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FUNDOS DE PENSÃO

Estudo propõe fundo de pensão flexível

Geralda Doca

O governo quer tornar menos rígidas as regras para o saque e a migração - a chamada portabilidade - dos recursos acumulados pelos trabalhadores em planos de aposentadoria complementar fechados, ou seja, que têm participantes definidos, como os oferecidos pelas empresas públicas e privadas a seus funcionários. A idéia é permitir que quem tem esse tipo de benefício possa carregar, para qualquer plano fechado, e sacar, se assim decidir, os recursos referentes aos aportes feitos pelo próprio contribuinte e pela patrocinadora, a qualquer tempo.

Atualmente, afirmou ao GLOBO o novo xerife da Secretaria de Previdência Complementar (SPC), Leonardo André Paixão, parece que os 6,5 milhões de beneficiários de fundos de pensão no país não são donos de seu próprio dinheiro. Ao todo são 900 planos nesta categoria, com um patrimônio de R$ 310 bilhões. São pagos por eles, anualmente, cerca de R$ 18 bilhões em benefícios. A arrecadação com contribuições chega a R$ 9 bilhões.

Ao trocar de emprego, recursos ficam presos

As discussões para alterar a legislação começam este mês, na reunião do Conselho de Gestão de Previdência Complementar (CGPC), formado por representantes de governo, participantes, aposentados e empresas patrocinadoras.

- Quando o participante migra de um plano para outro, ele fica preso com os recursos dentro do segundo plano. Eram recursos que ele poderia ter resgatado no plano de origem, mas que, ao serem carregados, não podem mais ser resgatados. É quase como se o trabalhador abrisse mão desse dinheiro - disse Paixão.

As normas atuais são de 2001 e começaram a funcionar plenamente ano passado. Mas se acredita que estejam travando o sistema e prejudicando os beneficiários. Hoje, ao trocar de emprego, o trabalhador acaba com boa parte dos recursos da previdência privada presa. Mesmo que resolva levar os recursos para uma previdência aberta (planos vendidos pelos bancos), pode ter de esperar até 15 anos para utilizá-los.

Ao deixar a empresa onde formou sua primeira aposentadoria complementar, o trabalhador pode sacar o dinheiro - sua parte e a da empresa, se entrou no plano depois de 2001, ou só suas contribuições, se o ingresso foi anterior a essa data. Neste caso, paga Imposto de Renda. Outra opção é levar os recursos para outro fundo de previdência privada - se houver um no novo emprego - sem pagar imposto.

Mas, feita a transferência, o dinheiro fica preso no segundo fundo. O participante só pode migrar os recursos novamente se a nova empresa também tiver fundo de pensão. Caso contrário, ele é obrigado a sacar as reservas e, mesmo assim, sem a parte da empresa, que só pode ser transferida para um fundo aberto.

Diante das barreiras, disse Paixão, muitos trabalhadores preferem se tornar autopatrocinadores: arcam com a sua parte e a original da empresa, o que pesa no orçamento familiar.

Secretário teme resistência dos fundos de estatais

Além da portabilidade, do resgate e do autopatrocínio, há hoje o chamado benefício proporcional diferido, pelo qual o trabalhador pode optar por deixar o dinheiro aplicado no fundo patrocinado pela empresa que está deixando e só recebê-lo quando se aposentar.

Paixão acredita que haverá resistências, principalmente dos fundos de pensão das estatais (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Petrobras).

Fonte: Agência Anabb/O Globo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h10
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A FARRA DOS BANCOS

Lucro do Itaú cresce 12,4% no 2o tri, para R$1,498 bilhão

SÃO PAULO (Reuters) - O Banco Itaú Holding Financeira, segundo maior conglomerado financeiro do país, divulgou nesta terça-feira um lucro de 1,498 bilhão de reais para o segundo trimestre deste ano. O resultado é 12,4 por cento superior ao obtido no mesmo período de 2005.

No primeiro semestre, o resultado do Itaú somou 2,958 bilhões de reais, 19,5 por cento acima dos 2,475 bilhões de reais obtidos na primeira metade do ano passado. O resultado veio em linha com algumas projeções de analistas que apontavam para lucro ao redor de 1,5 bilhão de reais.

A margem financeira cresceu 18,6 por cento, na comparação com o segundo trimestre de 2005, para 3,920 bilhões de reais. Menor, porém, que os 4,087 bilhões obtidos no primeiro trimestre deste ano.

O resultado bruto da intermediação financeira entre abril e junho deste ano foi de 2,694 bilhões de reais, 4,26 por cento inferior à obtida há um ano.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROE) do grupo foi de 35,1 por cento, ante 36 por cento, no mesmo período de 2005.

A carteira de crédito alcançou um saldo de 67,383 bilhões de reais em 30 de junho deste ano, com avanço de 0,7 por cento em relação ao final de março e de 5,3 por cento, na comparação com o final da primeira metade de 2005.

Sobre o estoque atual, o índice de inadimplência foi a 5,1 por cento, ante 4,4 por cento do primeiro trimestre e 4 por cento no segundo trimestre do ano passado. (Por Marcelo Mota)

Fonte: UOL Últimas Notícias



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h05
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A FARRA DOS BANCOS

Brasil turbina os lucros de HSBC e ABN

Bancos europeus ganham com operações no país, principal alavanca dos negócios na América Latina

SANDRA BALBI
DA REPORTAGEM LOCAL

Dois grandes bancos europeus com ramificações no Brasil - o britânico HSBC e o holandês ABN Amro- anunciaram ontem expansão do lucro no primeiro semestre deste ano. Em ambos os casos as operações brasileiras ajudaram a impulsionar os ganhos das instituições, sendo as principais responsáveis pela sua expansão na América Latina.

O lucro líquido do HSBC Holdings, maior banco da Europa, aumentou 15% em relação a igual período do ano passado, totalizando US$ 8,73 bilhões. O lucro líquido, no critério europeu, é o resultado obtido após o pagamento de impostos e da participação dos acionistas minoritários.

Já o ABN Amro, obteve um lucro líquido de 2,2 bilhões, valor 17,9%% superior ao do primeiro semestre de 2005. Segundo o banco holandês, o aumento foi resultado da expansão dos negócios na América Latina, que cresceram 25,7%, considerando-se uma taxa de câmbio constante.

As operações no Brasil foram responsáveis por 96% desse crescimento, impulsionadas pelas operações de crédito que se expandiram com a queda dos juros básicos e o crescimento da economia e do emprego.

Emergentes
Michael Geoghegan, CEO mundial do HSBC, que trouxe o banco para o Brasil em 1997 e foi seu presidente até 2003, destacou os resultados que a instituição obteve no país. Com lucro bruto (antes de impostos) de US$ 251 milhões, a filial brasileira aumentou sua participação no lucro bruto da matriz (US$ 12,5 bi) de 1,7%, em junho de 2005, para 2% neste ano.

O HSBC Brasil, disse Geoghegan em teleconferência ontem pela manhã, registrou o segundo maior crescimento do lucro bruto entre os emergentes. Um aumento de 36% em relação ao primeiro semestre de 2005. Essa performance foi superada apenas pela da China, cujo resultado praticamente dobrou em relação ao primeiro semestre do ano passado, com um salto de 99%.

Segundo o executivo, o lucro bruto das subsidiárias de países emergentes - Brasil, China, Índia, Malásia, México e Filipinas- cresceu em média 20% e ajudou a alavancar os resultados do conglomerado. "O crescimento do lucro nesses países foi muito importante para o resultado total", disse.

No Brasil, o que alavancou os ganhos foi a sinergia entre a financeira do grupo, a Losango, e o banco de varejo, além da expansão e da melhoria da carteira de crédito do banco. A Losango tem parceria com 21 mil lojistas no país que trabalham com o seu CDC (crédito direto ao consumidor) e acabam também virando clientes do banco.

Elas pagam as folhas de salários pelo HSBC o que contribui para a venda de produtos financeiros aos seus funcionários.

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h56
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KAPOOR NO CCBB RIO

Sensações e cores de Anish Kapoor

Sensações e cores de Anish Kapoor

CCBB Rio recebe primeira mostra individual do artista indiano na América Latina

Há exatos 10 anos, quando o artista plástico indiano-britânico Anish Kapoor premiou o público com uma passagem marcante pela 23ª Bienal de São Paulo, o crítico de arte Agnaldo Farias garantiu longas horas de diversão observando o fascínio dos visitantes. Os incessantes "Ohs!" de espanto, como ele próprio recorda, certamente voltarão ecoar a partir do dia 1º de agosto, no CCBB Rio. Batizada de Ascension, a primeira exposição individual de Kapoor na América Latina promete causar um impacto tão veloz quanto a fumaça que subirá em espiral a uma altura de 36 metros, do chão à cúpula da rotunda. Sugada por um equipamento especial a 120 quilômetros de velocidade, a impactante coluna de fumaça dá o tom da exposição escolhida pelo CCBB para ser a atração internacional em 2006/2007. Um verdadeiro tufão de sensações visuais, que passará também por Brasília (de 12 de outubro a 7 de janeiro de 2007) e São Paulo (29 de janeiro a 1 de abril de 2007).

A instalação, que dá nome à mostra, é uma das peças inéditas que Kapoor traz para o Brasil. No dia da inauguração, às 18h, o artista participa de um debate com o curador da exposição Marcello Dantas e o crítico de arte Agnaldo Farias. Composta por dez trabalhos realizados a partir de 1998, a exposição preparada para o CCBB sintetiza, segundo o crítico, algumas das preocupações básicas do artista.

De esculturas a instalações, inclui ainda uma vídeo-instalação - "Objetos ausentes & feridos" -, uma outra feita à base de luz e projetada para ser apresentada numa sala escura e, por fim, ponto de partida da mostra, uma versão monumental de Ascension, de 2003 - diz Farias. 

Conhecido internacionalmente por suas obras tridimensionais que invadem o espaço físico e psicológico, a produção de Kapoor vai de esculturas de pigmentos a intervenções site specific -  que não poderão ser reaproveitadas em outro local -no chão, na parede, em áreas abertas ou fechadas. Por meio de sua obra, o público poderá explorar conceitos como presença e ausência, estar e não estar, lugar e não-lugar, o sólido e o intangível, a materialidade do imaterial.

Em entrevista concedida ao curador Marcello Dantas, Kapoor mostrou como se dá sua relação com o público. "Eu fico sempre preocupado com o espectador. Sinto que não trabalho para os outros, mas para mim mesmo. No entanto, o espectador me preocupa muito, no sentido de que é a arte é muito boa para estabelecer a intimidade e também é muito boa quando se dirige a determinadas audiências. A maioria dos meus trabalhos exige que você os contemple de um ponto de vista específico, de um determinado lugar. Isso quer dizer que existe um ponto de vista claramente formal", diz Kapoor.

O efeito arrasador de suas peças costuma instalar dúvidas na mente dos visitantes. Mas essa sensação de "desorientação", que gera questionamentos no público, também está prevista pelo artista.

"Em meu trabalho, o que é e o que parece ser são aspectos que, em geral, são confundidos. Na "Ascension" ( a exposição), o meu interesse não se restringe à idéia de o imaterial tornar-se objeto, que é o que ocorre com "Ascension" (a obra homônima), onde a fumaça torna-se coluna. Interessa-me como, ao atravessar aquela passagem, surge a idéia de que Moisés seguiu uma coluna de fumaça, uma coluna de luz, em direção ao deserto", explica Kapoor.

Com peças em coleções de arte contemporânea dos principais museus do mundo, o artista também é um especialista em deixar sua "marca" a céu aberto. Finalizada este ano, a escultura em alumínio "Cloud Gate", instalada no Millenium Park, em Chicago, é a obra pública mais cara do mundo assinada por um artista vivo. Custou 23 milhões de dólares. Inspirada nas gotas de mercúrio, ela reflete e distorce os visitantes do parque, oferecendo também uma nova visão dos arranha-céus da cidade.

Considerado um dos mais influentes escultores de sua geração, Kapoor, de 52 anos, ganhou o prêmio Duemila, da Bienal de Veneza de 1990; o Turner Prize de Londres, de 1991; o título de doutor honorário do London Institute (Universidade de Letras de Londres), em 1997, Em 2001, foi agraciado com o título de membro honorário da Royal Academy of Architecture e, em 2003, com a medalha de Comandante do Império Britânico CBE (Commander of the British Empire).

No segundo andar do prédio do CCBB Rio, estarão expostos mais nove trabalhos vindos da Inglaterra e Itália.:

* "When I am pregnant", 1992 - parede com protuberância e reentrância em gesso, em duas versões;
* "Double Mirror", 1998 - instalação composta por duas paredes em forma de corredor, sobre as quais há espelhos côncavos de dois metros de diâmetro;
* Escultura em bronze, sem título, de 1998, de 4,5 metros de altura, que pesa 1.500 quilos;
* "Iris", 1998 - instalação de parede em aço inoxidável, com dois metros de diâmetro;
* "Pillar", 2003 - escultura de aço e laca azul, na qual o visitante pode entrar;
* Vídeo "Wounds and Absent objects", 2003, com 7'13'' de duração;
* Instalação de luz, sem título, de 2004, de plexiglass, ferro e lâmpadas;
* Instalação de chão inédita, ainda sem título, com cinco toneladas de cera alemã vermelha.

O artista

Nascido em 1954 em Bombaim, Índia, de mãe judia, Anish Kapoor mudou-se para a Inglaterra no início dos anos 70. Estudou no Hornsey College of Art e Chelsea College of Art and Design, em Londres, onde vive e trabalha até hoje.

Sua obra está nas coleções da Tate Britain e Tate Modern (Londres), do Museu de Arte Moderna de Nova York, do Palacio Velázquez e Centro de Arte Reina Sofia (Madri) e Stedelijk Museum (Amsterdam).

Tem dezenas de exposições individuais na Europa, Ásia, Oceania, EUA, Canadá. Ascension é a primeira em um país latino-americano. Participou das mais importantes mostras internacionais como a Bienal de Veneza, a Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1996) e da Documenta de Kassel, na Alemanha.

Em 2002, Kapoor ocupou o Turbine Hall da Tate Modern, em Londres, templo da arte contemporânea internacional, com sua gigantesca instalação Marsyas, de 250 metros de comprimento.


Leia Artigo sobre a exposição

Anish Kapoor - Ascension
De 31 de julho a 17 de setembro
Centro Cultural Banco do Brasil – Rio de Janeiro
Locais: 2º andar e Térreo
Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 – Centro
Informações: (21) 3808-2020

Fonte: CCBB



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h22
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SINDICATOS

A crise do sindicalismo

Criadas para servir de instrumento dos trabalhadores na defesa do emprego, as comissões de fábricas acabam de completar duas décadas e meia de funcionamento no País. Mas, apesar dos resultados que alcançaram no passado, evitando demissões, os sindicatos trabalhistas não têm motivos para comemorar a data. O motivo é que ela coincidiu com um momento em que os metalúrgicos, a primeira categoria a adotar essa forma de organização, vêm enfrentando grandes dificuldades em seu relacionamento com as montadoras.

Premidas pela concorrência, as empresas foram obrigadas a adotar planos de reestruturação que, por informatizar as linhas de produção, acarretam o corte de milhares de postos de trabalho, sem que as comissões de fábrica possam fazer algo para deter o desemprego. O caso mais conhecido é o da Volkswagen. Em maio, a empresa anunciou que dispensaria 6 mil funcionários no segundo semestre, quando vence o último acordo que dá garantia de emprego. Na época, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que já foi presidido pelo atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, prometeu reagir, apelando para greves.

No entanto, diante da ameaça da montadora de fechar uma de suas cinco fábricas no Brasil e transferi-la para o Leste Europeu ou para a Ásia, onde os níveis salariais são mais baixos e o nível de escolaridade dos trabalhadores é maior do que no Brasil, os 4,5 mil metalúrgicos da unidade da Volks em Taubaté negociaram um acordo que implica corte de pessoal e benefícios em troca de novos investimentos na fábrica. As demissões deverão atingir 700 funcionários, mas a maioria dos empregos diretos foi preservada e a expansão da unidade pode aumentar o emprego indireto na região.

A decisão desagradou aos operários da Volks em São Bernardo, rompeu a unidade da categoria e gerou tensão na Central Única dos Trabalhadores. "O acordo quebrou a união entre os trabalhadores", diz o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo, ex-integrante da Comissão de Fábrica da Ford. "Estamos dispostos a resistir até as últimas conseqüências e faremos o que for preciso na hora certa." As ameaças, porém, não passam de bravata, pois o sindicalismo perdeu o poder de confrontar o patronato.

Esse fenômeno é mundial e começou com o surgimento de técnicas mais informatizadas de produção, no final do século 20. Ao propiciar a substituição das enormes e rígidas fábricas de modelo fordista por fábricas mais modernas e multifuncionais, o desenvolvimento tecnológico deu aos empresários ampla flexibilidade para abrir e fechar unidades produtivas, e instalá-las em cidades e países onde pudessem obter vantagens comparativas.

Foi isso que levou as montadoras a transferir fábricas para o Leste Europeu e Ásia. Foi isso que as levou, no Brasil, a instalar novas unidades no Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia, onde o piso salarial dos metalúrgicos é bem mais baixo do que o do ABC e onde as lideranças sindicais são menos ideologizadas e mais pragmáticas.

Todas essas mudanças causaram um terremoto nas relações trabalhistas e levaram o velho sindicalismo do século 20 ao colapso. Diante da simples ameaça de uma greve por reajuste salarial, as montadoras reagiram com a ameaça de fechamento de postos de trabalho e transferência de unidades para outros países. Com isso, o sindicalismo perdeu unidade e força. "Os sindicatos estão numa sinuca de bico. Não têm o que fazer. Todas as estratégias são de natureza defensiva, procurando preservar o nível de emprego e o tamanho da categoria", afirma o professor Cláudio Dedecca, da Unicamp. "No caso de reestruturação de empresas, os sindicatos têm buscado uma acomodação de resultados", afirma o advogado trabalhista Paulo Sérgio João.

Por esse motivo é que os 25 anos das comissões de fábrica no País não mereceram nem bolo nem vela. A dispensa de 6 mil operários de uma das unidades de uma das maiores montadoras do País, o acordo por ela feito com trabalhadores em outra unidade e o "racha" entre os metalúrgicos do ABC e os de Taubaté dão a dimensão do desafio que o sindicalismo brasileiro, a exemplo do que vem ocorrendo no resto do mundo, tem de enfrentar para sobreviver.

Fonte: Agência Estado



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h11
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A FARRA DOS BANCOS

Bancos estudam loja só para pagamentos

Medida visa reduzir filas nas agências bancárias; 45% dos clientes têm tempo de espera superior a 15 min

SANDRA BALBI
DA REPORTAGEM LOCAL

Os bancos já estudam a criação de uma rede de lojas para recebimento de contas, pagas em dinheiro, como forma de reduzir as filas nos caixas das agências bancárias. O projeto, inspirado nos modelos de Chile e Argentina, é uma das alternativas para agilizar o atendimento bancário, segundo Johan Ribeiro, assessor jurídico da Febraban (federação dos bancos).

Hoje, 45% dos usuários dos caixas tradicionais ficam mais de 15 minutos na fila para serem atendidos, segundo pesquisa feita pela TNS Interscience para a Febraban. O que lota as agências, principalmente nos primeiros dez dias de cada mês, é o fluxo de pessoas de baixa renda que pagam contas e boletos em dinheiro.

A pesquisa, que será apresentada no 1º Congresso Brasileiro de Meios Eletrônicos de Pagamentos, na quarta e na quinta, mostra que 67% dos que enfrentam filas nos bancos têm renda mensal inferior a R$ 1.000. Em 78% dos casos, essas pessoas pagam em dinheiro. "O perfil dos usuários dos caixas tradicionais reflete a informalidade da economia, e a forma de pagamento em dinheiro é resultado da "gestão do caixa" familiar que eles fazem todos os meses", observa Paulo Secches, diretor da TNS Interscience.

Esses trabalhadores não têm certeza de quando vai entrar dinheiro em casa, e, muitas vezes, os membros da família se revezam na quitação dos boletos: quem receber primeiro saca o dinheiro e paga as contas.

Em sua maioria, eles buscam as agências mais próximas do local de trabalho ou de moradia para essas transações. Segundo a pesquisa, em 79% dos casos, usam caixas de bancos nos quais não têm conta.

Para Secches, essa realidade inviabiliza o uso dos caixas automáticos para desafogar as agências. "Os ATMs não aceitam pagamento em dinheiro, aí a pessoa tem de ir para a fila do caixa", diz. ATM é a sigla em inglês para Automatic Telling Machine, os caixas eletrônicos.

Uma solução, segundo ele, seria ampliar a rede de correspondentes bancários que funcionam em supermercados, agências dos correios, farmácias e lotéricas. Esses postos avançados só recebem contas de água, luz e telefone.

Ribeiro, entretanto, diz que os correspondentes não são uma solução para todos os problemas da demanda por serviços bancários e não devem ser sobrecarregados. "A tendência é que o setor busque formas alternativas às agências bancárias para a prestação de serviços", diz ele. Uma opção é a criação de lojas especializadas em recebimento de contas.

Os bancos, porém, não podem criar postos de recebimento de contas, diretamente, pois só têm autorização para abrir agências. "No Chile, a rede Servpag foi criada por dois bancos locais e atendem a cerca de sete instituições financeiras", diz Ribeiro. Os usuários podem sacar dinheiro e fazer pagamentos na mesma loja.

Outra alternativa em estudo na Febraban é a criação de um banco de horas: os funcionários das agências teriam uma jornada estendida nos dez primeiros dias do mês, pico da demanda, e nos últimos dez dias trabalhariam menos horas. Também se estuda a possibilidade de contratação de pessoal temporário - estudantes e donas-de-casa- para atender ao público nos períodos de pico.

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h47
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TRABALHO E RENDA

Emprego precário é o que mais cresce

Raimundo Pacco/Folha Imagem
O pedreiro analfabeto Rafael de Castro, que há dois meses teve seu primeiro registro em carteira



Velocidade das demissões entre os mais escolarizados é superior à das contratações; vagas para trabalhador analfabeto disparam

De cada 10 empregos novos criados no Brasil, 9 pagam só até 2 salários mínimos; tendência é que caia a renda entre os mais escolarizados

FERNANDO CANZIAN
DA REPORTAGEM LOCAL

Além de registrar queda no ritmo da criação de vagas formais (com carteira assinada) em 2006, o mercado de trabalho vem revelando uma "precarização" do emprego no Brasil.

A velocidade das demissões de pessoas com maior escolaridade é hoje superior às contratações. Entre os menos escolarizados, ocorre o inverso.
O destaque dos últimos 12 meses (de maio de 2005 a maio de 2006) é justamente a velocidade na criação de empregos para analfabetos e para pessoas que têm até a 4ª série do ensino fundamental completo.

Há dois meses, por exemplo, Rafael de Castro, analfabeto e pedreiro há 30 anos, foi "fichado" em carteira, pela primeira vez, para trabalhar em obra em São Paulo (leia à pág. B3).

Entre os trabalhadores mais educados (a partir do 2º grau incompleto até o superior completo), destaca-se o oposto: o ritmo das demissões é maior que o das contratações.

Hoje, é o Nordeste quem puxa para cima a média nacional de contratação de analfabetos. Aumentou 36,4% a admissão de pessoas sem nenhum estudo na região nos últimos 12 meses.

Já a diminuição no ritmo de contratações de trabalhadores mais escolarizados se dá praticamente em todas as regiões.

Em resumo, a despeito da criação de 4,3 milhões de empregos formais no governo Lula, o Brasil dos últimos 12 meses piorou a qualidade de sua mão-de-obra.

O fato tende a acentuar a forte tendência dos últimos nove anos de encolhimento da proporção de famílias que recebem de 5 a 20 salários mínimos. Em 1997, elas representavam 39% do total. Hoje, são 26,1%.

Na contramão, as famílias com renda até dois salários mínimos subiram de 28,1% para 39,5% no mesmo período.

Do ponto de vista político-eleitoral, a piora na qualidade da mão-de-obra no Brasil -que tem efeitos econômicos positivos incontestáveis para os mais pobres- tende a beneficiar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo a última pesquisa Datafolha, do dia 19, Lula tem 51% das intenções de voto entre os eleitores que ganham até dois salários mínimos (R$ 700,00). Entre os que ganham entre 5 e 10 salários (até R$ 3.500,00), a preferência pelo presidente cai para 35%.

O mesmo vale para a escolaridade: Lula tem 50% entre os eleitores com até o ensino fundamental, 41% entre os com o ensino médio e 31% entre os que têm curso superior.

Na obra de construção civil visitada pela Folha, Lula é o candidato de todos os dez trabalhadores entrevistados. Todos apontam melhora na vida e na situação de emprego nos últimos três anos e meio.

O Ministério do Trabalho atribui a "efeitos sazonais", com destaque para o setor agrícola, a contratação de mais analfabetos e de pessoas com menos escolarização, principalmente no Nordeste. Mas admite que o governo tem se saído melhor quando se trata da criação de empregos. Quando o assunto é renda, os resultados não são tão satisfatórios.

De janeiro a junho de 2006, o emprego com carteira assinada registrou saldo de 923.798 novas vagas. Mas o número indicou queda de 4,4% em relação a igual período de 2005.

Nivelando por baixo
Para Sergio Vale, economista da MB Associados, "certamente não se pode reclamar da contratação de pessoas com baixo nível escolar".

"Mas, em vez de aumentarmos a média do emprego e da renda para todos, estamos nivelando por baixo. Todos os países do mundo cresceram com trabalho qualificado e uma classe média relevante. Estamos no caminho oposto."

Segundo cálculos do economista Marcio Pochmann, especialista em trabalho da Unicamp, de cada 10 empregos criados hoje no Brasil, 9 pagam só até dois salários mínimos.

Fonte: Folha de S. Paulo (30.07.2006)



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h33
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CAMPEONATO BRASILEIRO CADETE

AABB e Pinheiros faturam títulos do handebol

Vitória (ES) - As garotas da AABB Fazenda Park, do Rio Grande do Norte, e os rapazes do Pinheiros, de São Paulo, conquistaram neste sábado o título do Campeonato Brasileiro cadete. Na versão feminina, a edição foi disputada no Centro de Treinamento do Seces, em Vitória (ES), enquanto no masculino o evento aconteceu no Ginásio Tenente Madalena, em Maceió (AL).

Entre as meninas, a AABB derrotou a equipe gaúcha da UCS/Sarandi/Frama/Univais por 16 a 10, com sete gols de Sâmara. O Ginástica Pio XII, do Rio Grande do Sul, ficou com o bronze.

Já no masculino, o Pinheiros virou o jogo e, após perder o primeiro tempo por 17 a 14, venceu o Corinthians Alagoano por 35 a 32, com 13 gols de Matheus Filho. A medalha de bronze foi para Pernambuco, com o Internacional.

Fonte: Gazeta Esportiva



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h21
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CAMPANHA SALARIAL

Bancários pedirão 7,05% de aumento real

Os bancários de todo o País vão pedir 7,05% de aumento real nas negociações salariais da categoria, com data-base em setembro, mais a reposição da inflação que venha a ser apurada no período de 12 meses até aquela data. Os trabalhadores do setor financeiro também reivindicarão 5% de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais um salário bruto acrescido de valor fixo a ser definido posteriormente.

As principais reivindicações da categoria, que serão encaminhadas à Federação Nacional dos bancos (Fenaban), foram aprovadas neste fim de semana, em São Paulo, por 811 delegados participantes da 8ª Conferência Nacional do Ramo Financeiro.

Segundo nota do Sindicato dos Bancários de São Paulo, a Conferência aprovou ainda, como reivindicações prioritárias, a defesa do emprego - com medidas como a ratificação da Convenção 158 da OIT, que proíbe dispensas imotivadas; a ampliação do horário de atendimento bancário com dois turnos de trabalho e o respeito à jornada de seis horas -, o fim do assédio moral, das metas abusivas e da insegurança bancária, além da isonomia de direitos para todos os empregados.

A pauta de negociações a ser entregue à Fenaban proporá que o piso da categoria, hoje em R$ 839,93, esteja de acordo com o previsto pelo Dieese, de R$ 1.500. O auxílio-creche babá deve passar de R$ 165,34 para R$ 350 (um salário mínimo); a cesta-alimentação que é de R$ 230,02 para R$ 300 e a gratificação de caixa dos atuais R$ 226,65 para R$ 500, independentemente do índice de reajuste concedido às demais verbas salariais. A categoria quer agregar, ainda, novas cláusulas ao acordo: a 13ª cesta-alimentação e o 14º salário.

Os delegados bancários também decidiram desencadear uma série de ações em todo o País para fortalecer a representação dos trabalhadores do ramo financeiro, fechando brechas criadas pela terceirização. Os dirigentes sindicais argumentam que, apesar de a categoria bancária contar com cerca de 400 mil trabalhadores em todo o Brasil, mais de um milhão de pessoas prestam serviços ao sistema financeiro e, cada vez mais, de forma indireta.

Fonte: Agência Estado



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h18
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