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BBlog: o BB, seus funcionários e Entidades (Blog do Romildo)


ENCONTRO NACIONAL DOS FUNCIONÁRIOS DO BB

Encontro do BB quer fim do voto de Minerva e melhorar benefícios
 
Veja o que foi aprovado sobre os dois planos de benefícios da Previ
 
O Encontro Nacional dos funcionários do Banco do Brasil decidiu incluir entre as reivindicações específicas da campanha salarial deste ano melhorias nos planos de benefícios e a alteração do estatuto da Previ, para acabar com o voto de Minerva no Conselho Deliberativo e restituir ao Corpo Social a decisão final sobre mudanças estatutárias e nos regulamentos dos planos, assim como sobre os relatórios anuais.

A discussão sobre a Previ, realizada na parte da tarde, foi aberta com uma exposição os diretores eleitos José Ricardo Sasseron (Seguridade) e Francisco Alexandre (Administração), seguida de debate com os 180 delegados presentes.

Sobre os dois planos de benefícios da Previ, o Encontro aprovou as seguintes melhorias:

Plano de Benefícios 1
• Aumento do teto de benefícios de 75% para 90% da renda do participante.

• Aumento do benefício mínimo, estabelecendo como parâmetro para o cálculo não apenas as contribuições pessoais, mas também um adicional de 80% sobre esse valor, correspondente à parte das contribuições do banco.

• Alteração do critério de cálculo do benefício para melhorar o valor do benefício dos que se aposentam com menos de 30 anos de contribuição à Previ.

• Melhoria no patamar mínimo das pensões, atualmente em 60%.

• Melhoria dos benefícios dos associados que contribuem à Previ por mais de 30 anos, enquanto aguardam completar o tempo de aposentadoria pelo INSS.

• Aposentadoria antecipada para as mulheres aos 45 anos.

Previ Futuro
• Permitir que o participante possa resgatar também a parte da contribuição do banco quando abandonar o plano.

• Mudar critérios de aplicação de parte do patrimônio do plano em renda variável, para aumentar a rentabilidade dos investimentos e, conseqüentemente, as reservas de cada participante.

• Buscar alternativas de mercado para abertura de financiamentos imobiliários.

• Transferir ao banco a contribuição total do benefício de risco.
 
Fonte: SindBancários SP


Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h04
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ENCONTRO NACIONAL DOS FUNCIONÁRIOS DO BB

BB: delegados rejeitam proposta de custeio da Cassi
 
Esta foi uma das decisões durante o encontro do funcionários do banco
 
São Paulo - O Encontro Nacional dos funcionários do Banco do Brasil decidiu rejeitar a proposta de custeio da Cassi apresentada pela direção do BB e autorizar a Comissão de Empresa a negociar uma contraproposta que tenha como premissa a quitação do passivo do banco com a Caixa de Assistência, incluindo o pagamento dos 4,5% referentes à contribuição dos funcionários pós-98 e dos dependentes indiretos. 

Essa foi uma das decisões dos 180 delegados do BB presentes ao Encontro Nacional, em São Paulo, que nesta sexta-feira, dia 28, discutiu os problemas da Cassi. À tarde a pauta tem: Previ, o PCC/PCS e as negociações das questões específicas com o Banco do Brasil.

Sobre a Caixa de Assistência, o Encontro aprovou ainda a implantação do Plano Odontológico, a criação de uma Ouvidoria na sede e outras ouvidorias nas Unidades Regionais e a implementação das propostas aprovadas no Congresso dos Funcionários do ano passado que ainda não foram encaminhadas, como por exemplo a realização de um Encontro Nacional de Saúde e outro dos Conselhos de Usuários.
 
Fonte: SindBancários SP


Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h01
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O CCBB E O TEATRO

Oportunidade para a nova cena teatral

CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) Rio abre concurso de dramaturgia com premiação em dinheiro, ciclo de leituras e participação do público

O teatro contemporâneo brasileiro vai ganhar um belo incentivo no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), o projeto Seleção Brasil em Cena. É um concurso que vai selecionar doze textos teatrais inéditos e escritos nos últimos cinco anos para um ciclo de leituras nos teatros do CCBB Rio de Janeiro entre os dias 20 de setembro e 26 de outubro. Além da apresentação do texto e a premiação em dinheiro, o vencedor ganha uma temporada de um mês na programação da instituição em 2007. São R$500,00 para cada um dos doze dramaturgos selecionados e R$5.000,00, R$2.000,00 e R$1.000,00 para o primeiro, o segundo e o terceiro lugares, respectivamente. "Com o projeto, damos continuidade a uma iniciativa que começou com a Mostra Estudantil de Teatro em março, quando tivemos a oportunidade de conhecer o talento de jovens atores.

A inovação da Seleção Brasil em Cena é a proposição do incentivo ao teatro como um todo, indo além do fomento à dramaturgia contemporânea. Os atores serão alunos e formandos das escolas de teatro do Rio de Janeiro, o que promove a integração de novos profissionais no mercado de trabalho, além de um saudável intercâmbio, já que os elencos serão formados de forma heterogênea pelas escolas. Os mesmos atores das leituras do texto vencedor também integram o elenco da montagem do espetáculo em 2007. Outra ousadia do projeto é que o público tem participação ativa e, através de voto, escolhe os três primeiros lugares do concurso. A cédula de votação é o ingresso onde o público dá nota de 01 a 10 e a deposita em uma urna lacrada após cada leitura. Será divulgado o resultado da eleição e a premiação em dinheiro distribuída em conjunto com a divulgação da programação de 2007 do CCBB Rio.

Para participar, o candidato deve ser brasileiro nato ou naturalizado e se apressar, porque as inscrições terminam dia 10 de agosto. A ficha de inscrição está disponível no site www.bb.com.br/cultura e devem ser postadas, com aviso de recebimento, três cópias do texto e a documentação de certificação autoral para o CCBB Rio - Rua Primeiro de Março, 66.

Centro. Rio de Janeiro. Quatro especialistas em artes cênicas selecionarão os doze textos do ciclo de leituras e quatro diretores teatrais profissionais dirigirão as leituras dramatizadas. A comissão, bem como os diretores, e os doze textos selecionados serão divulgados no dia primeiro de setembro no site e na imprensa.

Regulamento Completo do Concurso e Ficha de Inscrição:
Acessar no site: www.bb.com.br/cultura - Rio de Janeiro - Artes Cênicas


Cronograma:
-Inscrições: 10 de julho a 10 de agosto de 2006
-Seleção de textos: 12 de julho a 31 de agosto
-Divulgação do resultado: 1º de setembro
-Leituras dramatizadas: 12 leituras de 20 de setembro a 26 de outubro de 2006, às terças-feiras e quartas-feiras nos teatro dos CCBB Rio.
-Apuração de votos do júri popular: novembro de 2006.
-Divulgação do resultado 1º, 2º e 3º textos mais votados pelo público: dezembro de 2006.
-Montagem do texto mais votado: programação de 2007, mês a definir.

Fonte: A Notícia



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h58
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COOPERATIVISMO DE CRÉDITO

BNDES libera R$ 1 bi para cooperativas de crédito

O Programa de Capitalização de Cooperativas de Crédito – Procapcred, previsto na Resolução 3.346 do Conselho Monetário Nacional (CMN) de 8/2/2006, começa a sair do papel. Já foram definidos, na Carta-Circular 17/2006, os procedimentos operacionais e os critérios que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) deverá utilizar para liberar os recursos de R$ 1 bilhão destinados às 1.400 cooperativas de crédito do país, responsáveis por cerca de 3% da movimentação financeira.

O objetivo do programa é o fortalecimento da estrutura patrimonial das 1.400 cooperativas de crédito do país, que abrigam cerca de 2 milhões de cooperados, pela concessão de financiamentos de cotas-partes, diretamente aos cooperados de cooperativas de crédito singulares com mais de um ano de funcionamento. Cada associado pode solicitar até R$ 10 mil, respeitando o limite de 100% do patrimônio de referência (PR) da cooperativa.

“A medida é muito bem vinda, já que as cooperativas de crédito rurais atravessam um momento difícil ocasionado pela crise da agricultura, tendo que renegociar financiamentos, muitas vezes com recursos próprios. No entanto, é necessário que os recursos sejam bem distribuídos, uma vez que o valor de R$ 1 bilhão ainda é pouco para o grande número de cooperativas”, diz o Diretor do Ramo Crédito da Ocesp (Organização das Cooperativas de Crédito do Estado de São Paulo), Marcio Meloni.

Para solicitar os recursos, a cooperativa deve apresentar às instituições financeiras conveniadas um projeto definindo os objetivos do plano de capitalização. A taxa de juros será de TJLP (prevista para 9% a.a.) mais 4% de encargos, repassados ao BNDES e ao agente financeiro. A expectativa das cooperativas é que, via o Bancoob – Banco Cooperativo do Brasil – os encargos sejam reduzidos. O pagamento será feito em seis anos, incluindo um ano de carência.

Visando padronizar os projetos e agilizar os processos de análise, o Bancoob (Banco Cooperativo do Brasil) elaborou o “Modelo de Projeto – Procapcred”, que deverá ser elaborado pela cooperativa singular, emissora de cotas-partes objeto de financiamento e submetido à apreciação da cooperativa central. Após a emissão de parecer favorável no projeto, a cooperativa central deverá encaminhá-lo ao Bancoob.

“O Projeto via Bancoob vai permitir a capitalização mais rápida da cooperativa, aumentando sua capacidade de emprestar. A capitalização virá pelas mãos dos próprios cooperados”, afirma Manoel Messias da Silva, presidente do Sicoob Central Cecresp.

Fonte: Administradores.com.br



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h55
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O BB E A DÍVIDA RURAL

Prazo para rolagem de dívida acaba na 2ª, diz BB

Os produtores rurais têm até a próxima segunda-feira para solicitarem, nas agências bancárias, a prorrogação de suas operações rurais ou o refinanciamento de Cédula de Produto Rural (CPR). Segundo o gerente-executivo de Agronegócios do Banco do Brasil, José Carlos Vaz, 75% do público alvo já fez esta solicitação ao BB. Mesmo com a questão da descapitalização dos produtores rurais devido à crise no campo, Vaz disse acreditar que o Banco do Brasil deve assegurar e até melhorar os volumes de crédito para safra 2006/2007 na comparação com a safra anterior. A expectativa é de financiar R$ 33 bilhões entre custeio, investimento e comercialização, ante os R$ 27 bilhões da safra 2005/2006.

As dívidas poderão ser prorrogadas para até um ano após o vencimento final do contrato, e desde que enquadradas nas Resoluções Bacen 3363 e 3371, as parcelas com vencimento em 2006 das operações de investimento e das operações de custeio prorrogadas em dois anos anteriores (2004/2005). Também poderá ser solicitada a prorrogação ao amparo da Resolução Bacen 3376 em até cinco prestações anuais das parcelas de 2006 dos custeios contratados na safra 2005/2006.

Questionado sobre a inadimplência, Vaz disse que até agora todas estas operações estão dentro da normalidade até 31 de julho, quando vence o prazo dos produtores rurais solicitaram o pedido para a renegociação do passivo.

Os agentes financeiros estão autorizados a receber e analisar propostas de financiamento da liquidação de dívidas constituídas por (CPR), com recursos do FAT Giro Rural, conforme previsto na Resolução 497 do Codefat. Nesses financiamentos, serão praticados prazos de até cinco anos, carência de até dois anos, e encargos de TJLP mais 5% ao ano.

Fonte: Viviane Monteiro - InvestNews



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h53
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OS SINDICATOS E OS DIREITOS INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS

Sindicato tem legitimidade para questionar aplicação de PCS

A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho, em julgamento unânime, reconheceu a prerrogativa do sindicato de buscar em juízo, em nome da categoria profissional, direitos individuais homogêneos. Eles são os decorrentes de origem comum, ou seja, nascidos em conseqüência de lesão ou ameaça de lesão a direito. No caso concreto, foi acolhido recurso de revista do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Bauru (SP), interessado em reivindicar o restabelecimento de referências do plano de cargos e salários (PCS) do Banco do Brasil S/A.

     “Não há que se falar em restrição quanto à legitimidade do sindicato para o exercício do direito de ação, garantido no artigo 8º, inciso III da Constituição Federal”, argumentou o juiz convocado Márcio Ribeiro do Valle (relator), ao deferir o recurso e cancelar decisão tomada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas-SP).

     O posicionamento adotado pelo TRT manteve sentença que havia considerado o sindicato como parte ilegítima para buscar o restabelecimento de interstícios de 12% a 16% entre as referências do PCS do Banco do Brasil. A decisão regional baseou-se na previsão da antiga Súmula nº 310 do TST, que restringia as hipóteses de substituição processual pelos sindicatos.

     “O sindicato não possui legitimidade ativa para reivindicar o direito alegado, já que oriundo de plano de cargos e salários, de natureza interna do Banco do Brasil, não decorrente, portanto, de disposições previstas em lei de política salarial”, registrou o acórdão firmado pelo TRT.

     O relator do recurso no TST observou, contudo, que a limitação imposta pela jurisprudência (Súmula nº 310) não mais existe, pois foi cancelada por seus ministros. “Desde então, o TST vem permitindo e considerando legítimo o uso da substituição processual, quando reclamados direitos individuais homogêneos”, explicou.

     Com a concessão do recurso ao sindicato do interior paulista, os autos do processo retornarão à primeira instância que examinará o direito ou não dos empregados locais do Banco do Brasil ao restabelecimento das referências do PCS. (RR 830/2002-047-15-00.9)

Fonte: Bancnet



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h46
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CASSI EM DEBATE

Eleitos da Cassi participam de audiência com ministro do Planejamento

“Um divisor de águas. Uma importante porta que foi aberta”. Essa é a opinião de Graça Machado, presidente do Conselho Deliberativo da Cassi e diretora de Relações Funcionais, Aposentadoria e Previdência da ANABB, a respeito da audiência realizada nesta segunda-feira (24/07), entre os gestores eleitos da Caixa de Assistência e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. O encontro teve por objetivo buscar o apoio do ministro para a aprovação do plano de recuperação financeira da Cassi junto ao Banco do Brasil.

Além de Graça, estiveram presentes à audiência o diretor de Saúde, Douglas Scortegagna, o diretor de Produtos, José Antônio Diniz de Oliveira, e os conselheiros deliberativos Rui Roosvelt (titular) e Cláudio Barbirato (suplente). Todos foram unânimes em ressaltar a importância da reunião como uma oportunidade de colocar o ministro Paulo Bernardo a par da real situação da Caixa de Assistência, assim como da proposta encaminhada pelo Banco do Brasil, considerada insuficiente para garantir o retorno do equilíbrio econômico-financeiro do Plano de Associados.

Douglas considerou o apoio do ministro às causas da Cassi um importante facilitador das negociações com o BB. “Tão logo o Banco receba a contra-proposta sobre o plano de recuperação da Caixa de Assistência, a ser formulada pelas entidades representativas dos associados, o ministro Paulo Bernardo poderá interceder para a agilização do processo”.

Na opinião do diretor Diniz, os gestores eleitos tiveram uma oportunidade ímpar de informar ao ministro o porquê do déficit da Cassi e contar com sua ajuda enquanto autoridade federal e associado, pois Paulo Bernardo é funcionário do BB. Segundo o diretor, os assuntos discutidos durante a audiência, referentes à Caixa de Assistência, repercutirão no Departamento de Coordenação das Empresas Estatais Federais (Dest), órgão que pertence à estrutura do Ministério do Planejamento.

“Percebemos o interesse do Ministro do Planejamento em resolver as questões ligadas ao Dest. Isso significa que a Cassi tem agora mais um aliado capaz de ajudar na negociação com o Banco do Brasil” – enfatizou o conselheiro Barbirato.

Para o conselheiro Rui Roosvelt, a reestruturação da Cassi envolve negociações financeiras, as quais tanto o patrocinador quanto o associado terão custos a arcar. “Mas o processo se reveste também de um conteúdo político e fomos ao ministro Paulo Bernardo justamente para buscar mais uma aliança visando à construção do melhor projeto possível para a Caixa de Assistência” – concluiu.

Fonte: Agência Anabb/Mercia Ferreira, Assessoria de Comunicação da Cassi. Foto: André Brasil



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 16h36
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SINDICALISMO IMPOSTO

Campanha petista e imposto sindical acirram disputa entre sindicatos rurais

Mauro Zanatta

Sancionada ontem na íntegra pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei da Agricultura Familiar abrirá uma guerra pela representação sindical dos pequenos produtores rurais e trabalhadores da agricultura familiar.

O texto, aprovado pelo Senado há 20 dias, servirá como instrumento aos movimentos sociais de apoio ao governo do PT na área rural para atacar e enfraquecer as entidades ligadas ao agronegócio, como a Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Mas também fomentará uma disputa aberta entre a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf-Brasil), para avançar na distribuição de poder dentro do setor.

A guerra pela capacidade de representar milhões de agricultores e trabalhadores familiares começou ainda ontem, durante o evento com o presidente Lula. A Fetraf declarou guerra à Contag e à CNA. "No Rio Grande do Sul, a Contag já acabou. Em cinco anos, teremos um milhão de filiados", disse o gaúcho Altemir Tortelli, coordenador da Fetraf-Brasil ao Valor. "E a CNA perderá metade de seus 400 mil pequenos produtores sindicalizados na próxima década". Tortelli afirma que representa 750 mil famílias, filiadas a 11 federações em 22 Estados.

A Contag, que informa representar 25 milhões de trabalhadores de 3,7 mil sindicatos em 26 Estados, avisa que resistirá: "Isso só mudará se acabar a unicidade sindical, o que é muito improvável neste momento", respondeu Manoel dos Santos, presidente da confederação. Nessa briga, o Ministério do Desenvolvimento Agrário desempenha um papel fundamental. O secretário de Agricultura Familiar, Valter Bianchini, é visto como o principal aliado da Fetraf-Brasil. "Reconheço que ele (Bianchini) tem uma ligação mais orgânica com a Fetraf, mas é um companheiro de longa data e não fará nada sem consenso", aposta Santos.

Separadas pela briga pelos trabalhadores familiares, Contag e Fetraf-Brasil estão unidas para tirar da CNA a representação dos pequenos proprietários rurais. Sistema que diz falar "em seu nome e de todos os produtores rurais do Brasil", a CNA tem 2.127 sindicatos rurais e 1.072 extensões de base em 27 federações estaduais. Na verdade, as entidades estão de olho no gordo orçamento da CNA, baseado na contribuição sindical, de caráter tributário e compulsório, cobrada diretamente pelo sistema. A contribuição existe desde 1943 e todos os produtores, filiados ou não, têm de pagar. As taxas vão de R$ 18 a R$ 8,6 mil, conforme o porte do produtor. Antes, a cobrança era feita pela Receita Federal junto com o recolhimento do Imposto Territorial Rural (ITR). A partir de 1997, a CNA passou a cobrar. Os sindicatos ficam com 60% da arrecadação, as federações, com 15% e a CNA com 5% O Ministério do Trabalho fica com os outros 20%.

Em sua defesa, a CNA acusa os concorrentes de serem movidos por "interesses eleitorais e ideológicos" no setor. "As lideranças que reivindicam isso têm um foco muito ideológico, que visualiza eleitores e querem um monopólio", disse Celso Rigo, presidente da Comissão Nacional da Pequena Propriedade da CNA. "Não acredito que eles tenham essa condição tão favorável. A maioria está atendida e continuará na CNA. Essa lei prepara a reforma sindical, quando poderia haver a reivindicação formal desses produtores. Um enquadramento forçaria essa saída".

Com a Lei da Agricultura Familiar, as entidades de representação do setor podem ter assento, com voz e voto, em colegiados e conselho superiores das mais diversas áreas. A CNA, por exemplo, participa de assuntos que vão desde educação, saúde, trabalho e previdência até questões fiscais, agrárias, de meio ambiente, transportes, pesca, imigração, normalização e meteorologia. E tem assento em entidades como Sebrae e empresas como a Embrapa, além de discutir assuntos como FGTS, PIS-Pasep, FAT e participar do Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda.

Fonte: Agência Anabb/Valor Econômico



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 16h35
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AABB EM AQUIDAUANA

'AABB amplia quadro de sócios em Aquidauana', diz Macena

A Associação Atlética Banco do Brasil de Aquidauana (AABB), sob a presidência do bancário Manoel Macena de Sousa reestruturou seu quadro de sócios e reformulou toda área física do local. Macena assumiu a entidade em setembro de 2003 de lá pra cá aumentou o quadro de sócios de 80 para 240 membros. Construiu 2 salões sociais, a parte administrativa foi reorganizada documentos como a ata de fundação foram preservados. Aumentou o numero de funcionários para dar maior comodidade aos sócios. Entre os eventos organizado pela associação destaca-se o baile do hawai no inicio deste ano que reuniu cerca de 3 mil pessoas.

A atual diretoria modernizou toda parte de informática da associação, foram adquiridos novos moveis sistema de som. Foi instalado um projeto de segurança para dar maior tranqüilidade aos sócios em caso de algum imprevisto. A pedido dos sócios a diretoria está estudando a construção de uma sauna. Utilizando o espaço físico da entidade a AABB em parceria com a prefeitura de Aquidauana desenvolve o projeto AABB Comunidade que atende 100 crianças, com lazer, reforço escolar e alimentação.

Os sócios da AABB de Aquidauana dispõem de 2 campos de futebol society,quadra de esportes, duas piscinas infantil e adulto, bar, restaurante e salões de festas. O complexo bancário ainda é dotado de sombra, parque infantil, quiosque, mesas de sinuca e tênis de mesa e uma quadra de vôlei de areia. A quadra de esportes é cedida para as Escolas Municipais e a Pestalozzi fazerem recreações. Todas essas instalações são usufruídas diariamente pelo quadro de sócios.

Macena informou que os sócios vão disputar em agosto na cidade de Jardim os jogos das AABBs do estado com inicio previsto para o dia 26. As modalidades em disputas são: futebol society faixa etária 40 e 35 anos, futsal livre, vôlei de areia masculino e feminino, tênis de mesa, sinuca, truco e xadrez. A finalidade dos jogos é a confraternização entre as entidades sulmatogrossense. Dentre as conquistas da equipe uma das mais importantes foi a Copa Trevo de Futebol Máster na faixa etária 48 anos realizada no ano passado em aquidauana.

Entre as atividades realizadas na AABB está o basquete comunitário desenvolvido pelos amantes deste esporte. A realização da primeira Copa Nova geração de futebol de base em parceria com o Jotar, instituição que trabalha com garotos na formação esportiva. Segundo Macena o trabalho é feito na AABB de acordo com as necessidades do associado. “Temos que atender nossos sócios da melhor maneira possivel”. “E ainda desenvolvemos um trabalho em parceria com a comunidade local e as instituições”. Finalizou.

Fonte: Aquidauana News



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 16h23
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CHORO NO CCBB

Projeto de choro acontece nesta terça em SP

O Projeto Intervalos Musicais Especial, sob curadoria do músico Dino Barioni, receberá nesta terça-feira, 25/07, o grupo Choro Elétrico 4X0 com apresentações a preços populares.

No palco do CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, o grupo mostrará um repertório com fortes influências das raízes do choro, com composições que ressaltam a ironia em suas letras. É uma fusão sonora, com arranjos originais e contemporâneos.

O projeto tem como objetivo resgatar a cultura e a essência do choro, durante os meses de julho e agosto.

A homenagem ao gênero musical termina no próximo dia 01/08, com shows de Cacique Jazz Combo e da cantora Rita Braga.

Nesta terça a banda Choro Elétrico 4x0 fará apresentações às 13 e às 19h30. Os convites variam de R$ 1 à R$ 2.

Fonte: ObaOba



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 16h20
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O BB EM MATO GROSSO

BB comemora 90 anos da 1ª agência no MT, em Corumbá

A agência do Banco do Brasil de Corumbá foi a primeira instalada pela instituição no então Mato Grosso uno. Ela completa 90 anos este mês, data lembrada com comemorações que começaram esta manhã na cidade. A agência funciona na área central.

Foi a 14ª agência no País, antes mesmo da instalação em cidades como São Paulo, Florianópolis e São Luis, conforme divulgou o site Corumbá on Line. Na abertura das comemorações, esta manhã, políticos, autoridades religiosas, funcionários e pessoas da comunidade participaram.

Consta em registros históricos que a agência foi aberta com o propósito de organizar a venda de vales ouro para pagamento de quotas na alfândega local, que era tida a mais importante fonte de renda da União no Estado.

Hoje foi mostrado o primeiro livro da instituição, constando inclusive registros de entrada de recursos, como o repasse inicial de dois mil contos de réis. O dinheiro chegava por navio, o meio de transporte eficiente na época.

Em Corumbá, o Banco do Brasil tem 90% de sua movimentação relacionada ao agronegócio, somando cerca de R$ 40 milhões. As comemorações do aniversário da agência terminam no sábado, com um passeio ciclístico.

Fonte: Campo Grande News



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 16h16
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O BB E AS ELEIÇÕES

Projetos sociais

BB quer saber se pode patrocinar Criança Esperança

O Banco do Brasil quer saber se pode continuar patrocinando projetos sociais e esportivos durante o período eleitoral – entre eles, o “Criança Esperança”, da TV Globo. Por isso, apresentou três Consultas ao Tribunal Superior Eleitoral na sexta-feira (21/7).

O banco ressaltou que é sociedade de economia mista, integrante da administração indireta do governo federal, e fundamentou as Consultas no parágrafo 10, do artigo 73, da Lei das Eleições (9.504/97). O dispositivo prevê que fica proibida a distribuição gratuita de bens, valores e benefícios por parte da administração pública, em ano de eleição.

As exceções são nos casos de calamidade pública, estado de emergência ou programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior. O dispositivo citado foi introduzido na Lei das Eleições pela Lei 11.300/06, que promoveu a minirreforma eleitoral.

O Banco do Brasil alega que as doações a serem feitas, por meio de seus programas de patrocínio, não implicam o favorecimento vedado pela Lei Eleitoral. Isso porque não visam promoção de candidatos, partidos políticos ou coligações. Ou ainda: de quaisquer condutas tendentes a afetar a igualdade de condições entre os candidatos.

Criança Esperança

Na Consuta 1.357, a instituição financeira explica que, desde 2002, apóia financeiramente o Projeto Criança Esperança, da TV Globo em parceria com a Unesco. Por se tratar de ano eleitoral, o banco quer saber se pode fazer a entrega simbólica de cheque à Unesco, durante a cerimônia festiva do projeto. O relator é o ministro Carlos Ayres Britto.

Inclusão digital

Na Consulta 1.358, o banco pergunta se pode continuar com o Programa de Inclusão Digital do Banco do Brasil. O projeto inclui a doação de computadores e o oferecimento de cursos de capacitação de monitores das comunidades beneficiadas. O relator é o ministro Gerardo Grossi.

Esportes

Na Consulta 1.359, o banco questiona se pode manter ações de marketing esportivo por meio dos projetos Vôlei Brasil, Tênis Brasil, e Vela Brasil, além de patrocínio de atletas. O ministro José Delgado é o relator.

Fonte: Consultor Jurídico



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 16h13
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A FARRA DOS BANCOS

Lula defende lucro de bancos e se diz vítima de preconceito

Em discurso ontem à noite na inauguração de seu comitê em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, justificou o lucro dos bancos em sua gestão e disse que é melhor assim do que socorrê-los depois, como na gestão tucana. Lula se colocou outra vez como vítima de "preconceito" e disse que a oposição terá de "roer o osso" antes de "comer o filé mignon" que diz ter posto na mesa.

"Banqueiro não tinha porque estar contra o governo, porque os bancos ganharam dinheiro. E eu dizia textualmente que preferiria que os bancos ganhassem dinheiro a ter de fazer outro Proer, como foi feito, gastando bilhões e bilhões de reais", disse o presidente.

Anunciado em novembro de 1995, o Proer (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional) foi instituído para ajudar bancos privados em dificuldades financeiras e evitar um suposto colapso do sistema financeiro.

Ao falar dos bancos, Lula citou alguns empresários que estariam contra a sua gestão. "As empresas brasileiras ganharam dinheiro como poucas vezes na história. Aliás, em 2004, foi a primeira vez que as maiores empresas ganharam mais dinheiro que os bancos. Então não tinham porque estar com tanta raiva e preconceito."

Os bancos que atuam no país lucraram R$ 10,221 bilhões no primeiro trimestre deste ano, um aumento de 61,5% em relação ao resultado apurado no mesmo período de 2005. O ganho recorde de R$ 2,343 bilhões obtido pelo Banco do Brasil foi o fator que mais influenciou na lucratividade.

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 16h11
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FUTSAL EM BAURU

AABB/Segasp/Águaboa é o grande campeão da Copa Semel Master

No último dia 14, foi encerrada a quinta Copa Semel de Futsal, categoria Master, organizada pela Liga Bauruense de Futebol de Salão, entre Unidos/ Retifica Rodoviária e AABB/ Segasp/ Aguaboa. Depois de um jogo eletrizante que terminou empatado, veio a prorrogação também com muitas emoções, onde houve novo empate e a final foi, disputada nos pênaltis, onde a AABB/ Segasp/Aguaboa levou a melhor, com o quarto pênalti cobrado por Kiko.

A AABB, após 5 anos de espera, conseguiu ser campeã, pois nos 4 anteriores a equipe sempre esteve presente na final, disputando o 3º e 4º lugares. A AABB possui um 4º, um 3º e um vice- campeonato, mas nesse ano com uma equipe bem montada, para muitos não, mas para o diretor Altair, que conseguiu com a amizade levar jogadores já consagrados no amador para o salão, e pode provar onde existe planejamento, trabalho e dedicação o resultado não pode ser outro ou seja ser Campeão. Obrigado aos familiares, torcedores, colaboradores que estiveram juntos com a equipe do começo ao fim e ao patrocinador Segasp/Aguaboa.

Fonte: Jornal da Cidade



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 23h09
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INVESTIMENTOS DA PREVI

INTERESSE DA SADIA PELA PERDIGÃO

Fracassa a primeira oferta hostil do país

Ex-comprador diz que fez uma proposta voluntária e recebeu "uma resposta hostil"

A Sadia desistiu de insistir, após cinco dias, na realização da primeira oferta hostil do mercado de capitais brasileiro. Através de Fato Relevante informou ao mercado, a administração da Sadia decidiu revogar definitivamente a oferta pública para a aquisição das ações da Perdigão formulada no último dia 17.

O motivo alegado foi que os acionistas integrantes do grupo de controle da Perdigão, juntamente com WEG Participações, Perdigão Sociedade de Previdência Privada e Fundo de Investimento em Títulos e Valores Mobiliários - Librium, detentores em conjunto de 55,38% do capital da companhia, sistematicamente recusaram as condições estabelecidas, na oferta de R$ 29,00 por ação de emissão da companhia, feita pela Sadia. A proposta anterior apresentada pela Sadia, no último dia 17, era de R$ 27,88 por ação.

Essa proposta foi recusada, sob a alegação de que o valor era baixo. Na quinta-feira, a Sadia voltou à carga, elevando sua oferta para R$ 29,00 por ação (ou R$ 3,88 bilhões pelo total da empresa). Novamente, a oferta foi recusada.

O comando da Sadia tentou até o último minuto convencer os fundos de pensão, principais acionistas da Perdigão, a negociar. Na quinta-feira, a direção da empresa teve uma reunião com a direção dos fundos. "Foi uma conversa fria. A sensação que ficou do encontro foi a de que eles não queriam uma nova oferta", disse na sexta-feira Walter Fontana, presidente do Conselho de Administração da Sadia.

Fontana não quis atender o recado que ouvira. Na noite de quinta, a empresa anunciou que aumentava a proposta de compra. Minutos depois, a Previ, caixa de previdência dos funcionários do Banco do Brasil e maior acionista individual da Perdigão, com 15,31% das ações, soltou comunicado para rejeitar pela segunda vez a oferta. "Minutos depois de apresentada a nova proposta houve a recusa. Muito rápido. Não havia como fazer uma nova", disse Fontana. Na sexta-feira, os demais fundos, mais a Weg Participações, seguiram a decisão da Previ.

O diretor de relações com investidores da Sadia, Luiz Murat, também se queixou do imediato posicionamento da Previ. "Eles rejeitaram a primeira oferta calcados em preço. Fizemos um esforço extraordinário de aumento e fomos rechaçados até com indulgência, em 15 minutos, o que para nós é surpreendente, pois são acionistas com participação lá e aqui", afirmou. "Fizemos uma oferta voluntária e fomos surpreendidos por uma resposta hostil."

Na avaliação preliminar do processo, a Sadia concluiu que a "forma (de oferta pública) não funcionou". E isso pelo fato de a Perdigão, embora alegue ter controle pulverizado, ainda não ter efetivamente um controle difuso. "O que ficou claro é que se o controle fosse pulverizado, os fundos não teriam força para barrar a proposta como barraram", disse Fontana. O mercado concluiu a mesma coisa. A Perdigão não comentou hoje a desistência da Sadia e a avaliação sobre a forma de controle da companhia.

Embora tenha alegado que o preço não alcançou o valor esperado pelos fundos, o desempenho econômico da Perdigão pode ter reforçado a recusa. Segundo a direção da empresa, os fundos obtiveram uma rentabilidade anual de 25% acima da variação cambial durante 11 anos seguidos. O crescimento anual de 14% do negócio também foi um dos motivos alegados já no início da semana para os fundos permanecerem no controle da empresa. Para o mercado, ficou a sensação de que a Perdigão foi a grande beneficiada com a ofensiva. As ações dispararam, as avaliações sobre o valor da empresa inflacionaram, a visibilidade internacional aumentou. Além disso, ganhou a chance de explorar a situação em campanha publicitária.

Fonte: Monitor Mercantil



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 23h03
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CCBB DE SÃO PAULO

Obras dispostas em núcleos temáticos, mas sem ordem cronológica

A riqueza de paralelos possíveis por meio do extenso painel montado no CCBB-SP fica reforçada pela disposição das obras em núcleos temáticos, sem obedecer a uma ordem cronológica.

Em Manobras Radicais, o público tem a chance de ver, lado a lado, gerações às vezes nem tão distantes assim, mas já com idéias e posturas muito diferentes entre si sobre os mesmos assuntos.

A evolução do discurso feminista, que de certa forma permeia toda a mostra, está em evidência nas peças: se tempos atrás às questões de gênero fazia todo sentido, hoje chegam a ser recusada completamente pelas mulheres. 'A partir dos anos 90, elas encontram um cenário de plena abertura e liberdade e se deliciam com isso de uma maneira jamais vista. Vejo a década de 90 como um período ainda mais radical do que o da revolução feminista. É uma época de explosão feminina surpreendente. Elas usam na arte os estereótipos do que sofreram no passado', diz Heloísa Buarque de Hollanda.

A exposição Manobras Radicais nasceu justamente dessa percepção da ativista, que conviveu com Lygia Clark e hoje acompanha de perto o trabalho de nomes como Rosana Palazyan, Ana Miguel e Cristina Salgado. Não por acaso as três integram a seleção montada no CCBB-SP. De acordo com Heloísa, as artistas mulheres de hoje não buscam mais uma posição que se iguale à dos homens. Pelo contrário. Elas perceberam que o diferencial é justamente o que pode lhes garantir mais destaque. E, para isso, usam com ironia, às vezes até com um certo toque de perversão mesmo, elementos que antes eram vistos como símbolos de submissão. 'A Ana Miguel coloca nas obras crochê, pérolas. Ela tem uma série com docinhos de festa infantil que chegam a assustar, por estarem com o significado assim tão subvertido'.

E com o reforço de Paulo Herkenhoff, o projeto ganhou dimensão histórica, incluindo os destaques a partir dos anos 20 e apresentando a artista brasileira como uma especialista não só na renovação da linguagem estética em si como na capacidade de driblar as imposições sociais de cada tempo. 'Houve uma mudança no recorte na medida em que percebemos que o século 20 brasileiro foi profundamente marcado pela presença de mulheres na arte, em momentos decisivos e ruidosos, ou em processos de reflexão e consolidação de resultado. Esta presença tão significativa e reconhecida torna o meio artístico brasileiro e nossa história da arte uma experiência singular na cultura ocidental', diz Paulo Herkenhoff.

O curador cita, por exemplo, Lygia Clark, nome fundamental para a produção nacional, apresentando-a na mostra como dona de uma obra 'mais radical do que o Surrealismo, na compreensão produtiva da estrutura psicológica do sujeito: ela tinha muita clareza das relações entre a geometria e a forma concreta, e a sua experiência subjetiva. Ela chega à idéia de devorar o plano'. E tudo isso em meio a um ambiente absolutamente machista. Claro, Lygia Clark está na exposição.

Mas Herkenhoff nega definir o conjunto como um panorama do melhor da arte brasileira feita por mulheres. Ele explica: 'Nunca pensei numa mostra em que tivéssemos as mais importantes mulheres da arte brasileira, as mais significativas ou pertinentes. Em Manobras Radicais, ficaram de lado algumas artistas sobre as quais eu já escrevi. Daí propor que víssemos a exposição como um fluxo feminino da linguagem, composto por um conjunto de trabalho que não fosse a celebração de individualidades, mas de relações conceituais'.

Fonte: O Liberal



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h42
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