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| BBlog: o BB, seus funcionários e Entidades (Blog do Romildo) |
ENCONTRO NACIONAL DOS FUNCIONÁRIOS DO BB
Encontro do BB quer fim do voto de Minerva e melhorar
benefícios
Veja o que foi aprovado sobre os dois planos de
benefícios da Previ
 O Encontro Nacional dos funcionários do Banco do Brasil
decidiu incluir entre as reivindicações específicas da campanha salarial deste
ano melhorias nos planos de benefícios e a alteração do estatuto da Previ, para
acabar com o voto de Minerva no Conselho Deliberativo e restituir ao Corpo
Social a decisão final sobre mudanças estatutárias e nos regulamentos dos
planos, assim como sobre os relatórios anuais. A discussão sobre a Previ,
realizada na parte da tarde, foi aberta com uma exposição os diretores eleitos
José Ricardo Sasseron (Seguridade) e Francisco Alexandre (Administração),
seguida de debate com os 180 delegados presentes. Sobre os dois planos de
benefícios da Previ, o Encontro aprovou as seguintes
melhorias: Plano de Benefícios 1• Aumento do teto de
benefícios de 75% para 90% da renda do participante. • Aumento do
benefício mínimo, estabelecendo como parâmetro para o cálculo não apenas as
contribuições pessoais, mas também um adicional de 80% sobre esse valor,
correspondente à parte das contribuições do banco. • Alteração do
critério de cálculo do benefício para melhorar o valor do benefício dos que se
aposentam com menos de 30 anos de contribuição à Previ. • Melhoria no
patamar mínimo das pensões, atualmente em 60%. • Melhoria dos benefícios
dos associados que contribuem à Previ por mais de 30 anos, enquanto aguardam
completar o tempo de aposentadoria pelo INSS. • Aposentadoria antecipada
para as mulheres aos 45 anos. Previ Futuro• Permitir
que o participante possa resgatar também a parte da contribuição do banco quando
abandonar o plano. • Mudar critérios de aplicação de parte do patrimônio
do plano em renda variável, para aumentar a rentabilidade dos investimentos e,
conseqüentemente, as reservas de cada participante. • Buscar alternativas
de mercado para abertura de financiamentos imobiliários. • Transferir ao
banco a contribuição total do benefício de risco.
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h04
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ENCONTRO NACIONAL DOS FUNCIONÁRIOS DO BB
BB: delegados rejeitam proposta de custeio da
Cassi
Esta foi uma das decisões durante o encontro do
funcionários do banco
 São Paulo - O Encontro Nacional dos funcionários do Banco do Brasil
decidiu rejeitar a proposta de custeio da Cassi apresentada pela direção do BB e
autorizar a Comissão de Empresa a negociar uma contraproposta que tenha como
premissa a quitação do passivo do banco com a Caixa de Assistência,
incluindo o pagamento dos 4,5% referentes à contribuição dos funcionários pós-98
e dos dependentes indiretos. Essa foi uma das decisões
dos 180 delegados do BB presentes ao Encontro Nacional, em São Paulo, que
nesta sexta-feira, dia 28, discutiu os problemas da Cassi. À tarde a pauta tem:
Previ, o PCC/PCS e as negociações das questões específicas com o Banco do
Brasil. Sobre a Caixa de Assistência, o Encontro aprovou ainda a
implantação do Plano Odontológico, a criação de uma Ouvidoria na sede e outras
ouvidorias nas Unidades Regionais e a implementação das propostas aprovadas no
Congresso dos Funcionários do ano passado que ainda não foram encaminhadas, como
por exemplo a realização de um Encontro Nacional de Saúde e outro dos Conselhos
de Usuários.
Fonte: SindBancários SP
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h01
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O CCBB E O TEATRO
Oportunidade para a nova cena teatral
CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) Rio abre concurso de
dramaturgia com premiação em dinheiro, ciclo de leituras e participação do
público
O teatro contemporâneo brasileiro vai ganhar um belo incentivo no
Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), o projeto Seleção Brasil em Cena. É um
concurso que vai selecionar doze textos teatrais inéditos e escritos nos últimos
cinco anos para um ciclo de leituras nos teatros do CCBB Rio de Janeiro entre os
dias 20 de setembro e 26 de outubro. Além da apresentação do texto e a premiação
em dinheiro, o vencedor ganha uma temporada de um mês na programação da
instituição em 2007. São R$500,00 para cada um dos doze dramaturgos selecionados
e R$5.000,00, R$2.000,00 e R$1.000,00 para o primeiro, o segundo e o terceiro
lugares, respectivamente. "Com o projeto, damos continuidade a uma iniciativa
que começou com a Mostra Estudantil de Teatro em março, quando tivemos a
oportunidade de conhecer o talento de jovens atores.
A inovação da
Seleção Brasil em Cena é a proposição do incentivo ao teatro como um todo, indo
além do fomento à dramaturgia contemporânea. Os atores serão alunos e formandos
das escolas de teatro do Rio de Janeiro, o que promove a integração de novos
profissionais no mercado de trabalho, além de um saudável intercâmbio, já que os
elencos serão formados de forma heterogênea pelas escolas. Os mesmos atores das
leituras do texto vencedor também integram o elenco da montagem do espetáculo em
2007. Outra ousadia do projeto é que o público tem participação ativa e, através
de voto, escolhe os três primeiros lugares do concurso. A cédula de votação é o
ingresso onde o público dá nota de 01 a 10 e a deposita em uma urna lacrada após
cada leitura. Será divulgado o resultado da eleição e a premiação em dinheiro
distribuída em conjunto com a divulgação da programação de 2007 do CCBB Rio.
Para participar, o candidato deve ser brasileiro nato ou naturalizado e
se apressar, porque as inscrições terminam dia 10 de agosto. A ficha de
inscrição está disponível no site www.bb.com.br/cultura e devem ser postadas,
com aviso de recebimento, três cópias do texto e a documentação de certificação
autoral para o CCBB Rio - Rua Primeiro de Março, 66.
Centro. Rio de
Janeiro. Quatro especialistas em artes cênicas selecionarão os doze textos do
ciclo de leituras e quatro diretores teatrais profissionais dirigirão as
leituras dramatizadas. A comissão, bem como os diretores, e os doze textos
selecionados serão divulgados no dia primeiro de setembro no site e na imprensa.
Regulamento Completo do Concurso e Ficha de Inscrição: Acessar no
site: www.bb.com.br/cultura - Rio de Janeiro - Artes Cênicas
Cronograma: -Inscrições: 10 de julho a 10 de agosto de 2006
-Seleção de textos: 12 de julho a 31 de agosto -Divulgação do resultado:
1º de setembro -Leituras dramatizadas: 12 leituras de 20 de setembro a 26 de
outubro de 2006, às terças-feiras e quartas-feiras nos teatro dos CCBB Rio.
-Apuração de votos do júri popular: novembro de 2006. -Divulgação do
resultado 1º, 2º e 3º textos mais votados pelo público: dezembro de 2006.
-Montagem do texto mais votado: programação de 2007, mês a definir.
Fonte: A Notícia
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h58
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COOPERATIVISMO DE CRÉDITO
BNDES libera R$ 1 bi para cooperativas de crédito
O Programa de Capitalização de Cooperativas de Crédito – Procapcred, previsto
na Resolução 3.346 do Conselho Monetário Nacional (CMN) de 8/2/2006, começa a
sair do papel. Já foram definidos, na Carta-Circular 17/2006, os procedimentos
operacionais e os critérios que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social) deverá utilizar para liberar os recursos de R$ 1 bilhão
destinados às 1.400 cooperativas de crédito do país, responsáveis por cerca de
3% da movimentação financeira.
O objetivo do programa é o fortalecimento
da estrutura patrimonial das 1.400 cooperativas de crédito do país, que abrigam
cerca de 2 milhões de cooperados, pela concessão de financiamentos de
cotas-partes, diretamente aos cooperados de cooperativas de crédito singulares
com mais de um ano de funcionamento. Cada associado pode solicitar até R$ 10
mil, respeitando o limite de 100% do patrimônio de referência (PR) da
cooperativa.
“A medida é muito bem vinda, já que as cooperativas de
crédito rurais atravessam um momento difícil ocasionado pela crise da
agricultura, tendo que renegociar financiamentos, muitas vezes com recursos
próprios. No entanto, é necessário que os recursos sejam bem distribuídos, uma
vez que o valor de R$ 1 bilhão ainda é pouco para o grande número de
cooperativas”, diz o Diretor do Ramo Crédito da Ocesp (Organização das
Cooperativas de Crédito do Estado de São Paulo), Marcio Meloni.
Para
solicitar os recursos, a cooperativa deve apresentar às instituições financeiras
conveniadas um projeto definindo os objetivos do plano de capitalização. A taxa
de juros será de TJLP (prevista para 9% a.a.) mais 4% de encargos, repassados ao
BNDES e ao agente financeiro. A expectativa das cooperativas é que, via o
Bancoob – Banco Cooperativo do Brasil – os encargos sejam reduzidos. O pagamento
será feito em seis anos, incluindo um ano de carência.
Visando
padronizar os projetos e agilizar os processos de análise, o Bancoob (Banco
Cooperativo do Brasil) elaborou o “Modelo de Projeto – Procapcred”, que deverá
ser elaborado pela cooperativa singular, emissora de cotas-partes objeto de
financiamento e submetido à apreciação da cooperativa central. Após a emissão de
parecer favorável no projeto, a cooperativa central deverá encaminhá-lo ao
Bancoob.
“O Projeto via Bancoob vai permitir a capitalização mais rápida
da cooperativa, aumentando sua capacidade de emprestar. A capitalização virá
pelas mãos dos próprios cooperados”, afirma Manoel Messias da Silva, presidente
do Sicoob Central Cecresp.
Fonte: Administradores.com.br
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h55
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O BB E A DÍVIDA RURAL
Prazo para rolagem de dívida acaba na 2ª, diz
BB
Os produtores rurais têm até a próxima
segunda-feira para solicitarem, nas agências bancárias, a prorrogação de suas
operações rurais ou o refinanciamento de Cédula de Produto Rural (CPR). Segundo
o gerente-executivo de Agronegócios do Banco do Brasil, José Carlos Vaz, 75% do
público alvo já fez esta solicitação ao BB. Mesmo com a questão da
descapitalização dos produtores rurais devido à crise no campo, Vaz disse
acreditar que o Banco do Brasil deve assegurar e até melhorar os volumes de
crédito para safra 2006/2007 na comparação com a safra anterior. A expectativa é
de financiar R$ 33 bilhões entre custeio, investimento e comercialização, ante
os R$ 27 bilhões da safra 2005/2006.
As dívidas poderão ser prorrogadas para até um ano após o vencimento final do
contrato, e desde que enquadradas nas Resoluções Bacen 3363 e 3371, as parcelas
com vencimento em 2006 das operações de investimento e das operações de custeio
prorrogadas em dois anos anteriores (2004/2005). Também poderá ser solicitada a
prorrogação ao amparo da Resolução Bacen 3376 em até cinco prestações anuais das
parcelas de 2006 dos custeios contratados na safra 2005/2006.
Questionado sobre a inadimplência, Vaz disse que até agora todas estas
operações estão dentro da normalidade até 31 de julho, quando vence o prazo dos
produtores rurais solicitaram o pedido para a renegociação do passivo.
Os agentes financeiros estão autorizados a receber e analisar propostas de
financiamento da liquidação de dívidas constituídas por (CPR), com recursos do
FAT Giro Rural, conforme previsto na Resolução 497 do Codefat. Nesses
financiamentos, serão praticados prazos de até cinco anos, carência de até dois
anos, e encargos de TJLP mais 5% ao ano.
Fonte: Viviane Monteiro - InvestNews
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h53
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OS SINDICATOS E OS DIREITOS INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS
Sindicato tem legitimidade para questionar aplicação de
PCS
A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho, em julgamento unânime,
reconheceu a prerrogativa do sindicato de buscar em juízo, em nome da categoria
profissional, direitos individuais homogêneos. Eles são os decorrentes de origem
comum, ou seja, nascidos em conseqüência de lesão ou ameaça de lesão a direito.
No caso concreto, foi acolhido recurso de revista do Sindicato dos Empregados em
Estabelecimentos Bancários de Bauru (SP), interessado em reivindicar o
restabelecimento de referências do plano de cargos e salários (PCS) do Banco do
Brasil S/A.
“Não há que se falar em
restrição quanto à legitimidade do sindicato para o exercício do direito de
ação, garantido no artigo 8º, inciso III da Constituição Federal”, argumentou o
juiz convocado Márcio Ribeiro do Valle (relator), ao deferir o recurso e
cancelar decisão tomada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região
(Campinas-SP).
O posicionamento adotado
pelo TRT manteve sentença que havia considerado o sindicato como parte ilegítima
para buscar o restabelecimento de interstícios de 12% a 16% entre as referências
do PCS do Banco do Brasil. A decisão regional baseou-se na previsão da antiga
Súmula nº 310 do TST, que restringia as hipóteses de substituição processual
pelos sindicatos.
“O sindicato não possui
legitimidade ativa para reivindicar o direito alegado, já que oriundo de plano
de cargos e salários, de natureza interna do Banco do Brasil, não decorrente,
portanto, de disposições previstas em lei de política salarial”, registrou o
acórdão firmado pelo TRT.
O relator do
recurso no TST observou, contudo, que a limitação imposta pela jurisprudência
(Súmula nº 310) não mais existe, pois foi cancelada por seus ministros. “Desde
então, o TST vem permitindo e considerando legítimo o uso da substituição
processual, quando reclamados direitos individuais homogêneos”, explicou.
Com a concessão do recurso ao sindicato do
interior paulista, os autos do processo retornarão à primeira instância que
examinará o direito ou não dos empregados locais do Banco do Brasil ao
restabelecimento das referências do PCS. (RR 830/2002-047-15-00.9)
Fonte: Bancnet
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h46
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CASSI EM DEBATE
Eleitos da Cassi participam de audiência com
ministro do Planejamento
“Um divisor de águas. Uma importante porta que foi aberta”. Essa é a
opinião de Graça Machado, presidente do Conselho Deliberativo da Cassi e
diretora de Relações Funcionais, Aposentadoria e Previdência da ANABB, a
respeito da audiência realizada nesta segunda-feira (24/07), entre os gestores
eleitos da Caixa de Assistência e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. O
encontro teve por objetivo buscar o apoio do ministro para a aprovação do plano
de recuperação financeira da Cassi junto ao Banco do Brasil.
Além de Graça, estiveram presentes à audiência o diretor de Saúde, Douglas
Scortegagna, o diretor de Produtos, José Antônio Diniz de Oliveira, e os
conselheiros deliberativos Rui Roosvelt (titular) e Cláudio Barbirato
(suplente). Todos foram unânimes em ressaltar a importância da reunião como uma
oportunidade de colocar o ministro Paulo Bernardo a par da real situação da
Caixa de Assistência, assim como da proposta encaminhada pelo Banco do Brasil,
considerada insuficiente para garantir o retorno do equilíbrio
econômico-financeiro do Plano de Associados.
Douglas considerou o apoio do ministro às causas da Cassi um importante
facilitador das negociações com o BB. “Tão logo o Banco receba a contra-proposta
sobre o plano de recuperação da Caixa de Assistência, a ser formulada pelas
entidades representativas dos associados, o ministro Paulo Bernardo poderá
interceder para a agilização do processo”.
Na opinião do diretor Diniz, os gestores eleitos tiveram uma oportunidade
ímpar de informar ao ministro o porquê do déficit da Cassi e contar com sua
ajuda enquanto autoridade federal e associado, pois Paulo Bernardo é funcionário
do BB. Segundo o diretor, os assuntos discutidos durante a audiência, referentes
à Caixa de Assistência, repercutirão no Departamento de Coordenação das Empresas
Estatais Federais (Dest), órgão que pertence à estrutura do Ministério do
Planejamento.
“Percebemos o interesse do Ministro do Planejamento em resolver as questões
ligadas ao Dest. Isso significa que a Cassi tem agora mais um aliado capaz de
ajudar na negociação com o Banco do Brasil” – enfatizou o conselheiro
Barbirato.
Para o conselheiro Rui Roosvelt, a reestruturação da Cassi envolve
negociações financeiras, as quais tanto o patrocinador quanto o associado terão
custos a arcar. “Mas o processo se reveste também de um conteúdo político e
fomos ao ministro Paulo Bernardo justamente para buscar mais uma aliança visando
à construção do melhor projeto possível para a Caixa de Assistência” – concluiu.
Fonte: Agência Anabb/Mercia Ferreira, Assessoria de
Comunicação da Cassi. Foto: André Brasil
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 16h36
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SINDICALISMO IMPOSTO
Campanha petista e imposto sindical acirram disputa entre sindicatos rurais
Mauro Zanatta
Sancionada ontem na íntegra pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei da Agricultura Familiar abrirá uma guerra pela representação sindical dos pequenos produtores rurais e trabalhadores da agricultura familiar.
O texto, aprovado pelo Senado há 20 dias, servirá como instrumento aos movimentos sociais de apoio ao governo do PT na área rural para atacar e enfraquecer as entidades ligadas ao agronegócio, como a Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Mas também fomentará uma disputa aberta entre a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf-Brasil), para avançar na distribuição de poder dentro do setor.
A guerra pela capacidade de representar milhões de agricultores e trabalhadores familiares começou ainda ontem, durante o evento com o presidente Lula. A Fetraf declarou guerra à Contag e à CNA. "No Rio Grande do Sul, a Contag já acabou. Em cinco anos, teremos um milhão de filiados", disse o gaúcho Altemir Tortelli, coordenador da Fetraf-Brasil ao Valor. "E a CNA perderá metade de seus 400 mil pequenos produtores sindicalizados na próxima década". Tortelli afirma que representa 750 mil famílias, filiadas a 11 federações em 22 Estados.
A Contag, que informa representar 25 milhões de trabalhadores de 3,7 mil sindicatos em 26 Estados, avisa que resistirá: "Isso só mudará se acabar a unicidade sindical, o que é muito improvável neste momento", respondeu Manoel dos Santos, presidente da confederação. Nessa briga, o Ministério do Desenvolvimento Agrário desempenha um papel fundamental. O secretário de Agricultura Familiar, Valter Bianchini, é visto como o principal aliado da Fetraf-Brasil. "Reconheço que ele (Bianchini) tem uma ligação mais orgânica com a Fetraf, mas é um companheiro de longa data e não fará nada sem consenso", aposta Santos.
Separadas pela briga pelos trabalhadores familiares, Contag e Fetraf-Brasil estão unidas para tirar da CNA a representação dos pequenos proprietários rurais. Sistema que diz falar "em seu nome e de todos os produtores rurais do Brasil", a CNA tem 2.127 sindicatos rurais e 1.072 extensões de base em 27 federações estaduais. Na verdade, as entidades estão de olho no gordo orçamento da CNA, baseado na contribuição sindical, de caráter tributário e compulsório, cobrada diretamente pelo sistema. A contribuição existe desde 1943 e todos os produtores, filiados ou não, têm de pagar. As taxas vão de R$ 18 a R$ 8,6 mil, conforme o porte do produtor. Antes, a cobrança era feita pela Receita Federal junto com o recolhimento do Imposto Territorial Rural (ITR). A partir de 1997, a CNA passou a cobrar. Os sindicatos ficam com 60% da arrecadação, as federações, com 15% e a CNA com 5% O Ministério do Trabalho fica com os outros 20%.
Em sua defesa, a CNA acusa os concorrentes de serem movidos por "interesses eleitorais e ideológicos" no setor. "As lideranças que reivindicam isso têm um foco muito ideológico, que visualiza eleitores e querem um monopólio", disse Celso Rigo, presidente da Comissão Nacional da Pequena Propriedade da CNA. "Não acredito que eles tenham essa condição tão favorável. A maioria está atendida e continuará na CNA. Essa lei prepara a reforma sindical, quando poderia haver a reivindicação formal desses produtores. Um enquadramento forçaria essa saída".
Com a Lei da Agricultura Familiar, as entidades de representação do setor podem ter assento, com voz e voto, em colegiados e conselho superiores das mais diversas áreas. A CNA, por exemplo, participa de assuntos que vão desde educação, saúde, trabalho e previdência até questões fiscais, agrárias, de meio ambiente, transportes, pesca, imigração, normalização e meteorologia. E tem assento em entidades como Sebrae e empresas como a Embrapa, além de discutir assuntos como FGTS, PIS-Pasep, FAT e participar do Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda.
Fonte: Agência Anabb/Valor Econômico
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 16h35
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AABB EM AQUIDAUANA
'AABB amplia quadro de sócios em Aquidauana', diz Macena
A Associação Atlética Banco do
Brasil de Aquidauana (AABB), sob a presidência do bancário Manoel Macena de
Sousa reestruturou seu quadro de sócios e reformulou toda área física do local.
Macena assumiu a entidade em setembro de 2003 de lá pra cá aumentou o quadro de
sócios de 80 para 240 membros. Construiu 2 salões sociais, a parte
administrativa foi reorganizada documentos como a ata de fundação foram
preservados. Aumentou o numero de funcionários para dar maior comodidade aos
sócios. Entre os eventos organizado pela associação destaca-se o baile do hawai
no inicio deste ano que reuniu cerca de 3 mil pessoas.
A atual diretoria modernizou toda parte de
informática da associação, foram adquiridos novos moveis sistema de som. Foi
instalado um projeto de segurança para dar maior tranqüilidade aos sócios em
caso de algum imprevisto. A pedido dos sócios a diretoria está estudando a
construção de uma sauna. Utilizando o espaço físico da entidade a AABB em
parceria com a prefeitura de Aquidauana desenvolve o projeto AABB Comunidade que
atende 100 crianças, com lazer, reforço escolar e alimentação.
Os sócios da AABB de Aquidauana dispõem de 2 campos
de futebol society,quadra de esportes, duas piscinas infantil e adulto, bar,
restaurante e salões de festas. O complexo bancário ainda é dotado de sombra,
parque infantil, quiosque, mesas de sinuca e tênis de mesa e uma quadra de vôlei
de areia. A quadra de esportes é cedida para as Escolas Municipais e a
Pestalozzi fazerem recreações. Todas essas instalações são usufruídas
diariamente pelo quadro de sócios.
Macena informou que os sócios vão disputar em
agosto na cidade de Jardim os jogos das AABBs do estado com inicio previsto para
o dia 26. As modalidades em disputas são: futebol society faixa etária 40 e 35
anos, futsal livre, vôlei de areia masculino e feminino, tênis de mesa, sinuca,
truco e xadrez. A finalidade dos jogos é a confraternização entre as entidades
sulmatogrossense. Dentre as conquistas da equipe uma das mais importantes foi a
Copa Trevo de Futebol Máster na faixa etária 48 anos realizada no ano passado em
aquidauana.
Entre as atividades realizadas na AABB está o
basquete comunitário desenvolvido pelos amantes deste esporte. A realização da
primeira Copa Nova geração de futebol de base em parceria com o Jotar,
instituição que trabalha com garotos na formação esportiva. Segundo Macena o
trabalho é feito na AABB de acordo com as necessidades do associado. “Temos que
atender nossos sócios da melhor maneira possivel”. “E ainda desenvolvemos um
trabalho em parceria com a comunidade local e as instituições”.
Finalizou.
Fonte: Aquidauana News
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 16h23
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CHORO NO CCBB
Projeto de choro acontece nesta terça em
SP
O Projeto Intervalos Musicais Especial,
sob curadoria do músico Dino Barioni, receberá nesta terça-feira, 25/07, o grupo
Choro Elétrico 4X0 com apresentações a preços populares.
No palco
do CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, o grupo mostrará um
repertório com fortes influências das raízes do choro, com composições que
ressaltam a ironia em suas letras. É uma fusão sonora, com arranjos originais e
contemporâneos.
O projeto tem como objetivo resgatar a cultura e a
essência do choro, durante os meses de julho e agosto.
A homenagem ao
gênero musical termina no próximo dia 01/08, com shows de Cacique Jazz Combo e
da cantora Rita Braga.
Nesta terça a banda Choro Elétrico 4x0 fará
apresentações às 13 e às 19h30. Os convites variam de R$ 1 à R$ 2.
Fonte: ObaOba
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 16h20
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O BB EM MATO GROSSO
BB comemora 90 anos da 1ª agência no MT, em Corumbá
A agência do Banco do Brasil de Corumbá foi a primeira instalada pela
instituição no então Mato Grosso uno. Ela completa 90 anos este mês, data
lembrada com comemorações que começaram esta manhã na cidade. A agência funciona
na área central.
Foi a 14ª agência no País, antes mesmo da instalação em cidades como São
Paulo, Florianópolis e São Luis, conforme divulgou o site Corumbá on Line. Na
abertura das comemorações, esta manhã, políticos, autoridades religiosas,
funcionários e pessoas da comunidade participaram.
Consta em registros históricos que a agência foi aberta com o propósito de
organizar a venda de vales ouro para pagamento de quotas na alfândega local, que
era tida a mais importante fonte de renda da União no Estado.
Hoje foi mostrado o primeiro livro da instituição, constando inclusive
registros de entrada de recursos, como o repasse inicial de dois mil contos de
réis. O dinheiro chegava por navio, o meio de transporte eficiente na época.
Em Corumbá, o Banco do Brasil tem 90% de sua movimentação relacionada ao
agronegócio, somando cerca de R$ 40 milhões. As comemorações do aniversário da
agência terminam no sábado, com um passeio ciclístico.
Fonte: Campo Grande News
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 16h16
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O BB E AS ELEIÇÕES
Projetos sociais
BB quer saber se pode patrocinar Criança
Esperança
O Banco do Brasil quer saber se pode continuar patrocinando
projetos sociais e esportivos durante o período eleitoral – entre eles, o
“Criança Esperança”, da TV Globo. Por isso, apresentou três Consultas ao
Tribunal Superior Eleitoral na sexta-feira (21/7).
O banco ressaltou que é sociedade de economia mista, integrante da
administração indireta do governo federal, e fundamentou as Consultas no
parágrafo 10, do artigo 73, da Lei das Eleições (9.504/97). O dispositivo prevê
que fica proibida a distribuição gratuita de bens, valores e benefícios por
parte da administração pública, em ano de eleição.
As exceções são nos casos de calamidade pública, estado de
emergência ou programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária
no exercício anterior. O dispositivo citado foi introduzido na Lei das Eleições
pela Lei 11.300/06, que promoveu a minirreforma eleitoral.
O Banco do Brasil alega que as doações a serem feitas, por meio de
seus programas de patrocínio, não implicam o favorecimento vedado pela Lei
Eleitoral. Isso porque não visam promoção de candidatos, partidos políticos ou
coligações. Ou ainda: de quaisquer condutas tendentes a afetar a igualdade de
condições entre os candidatos.
Criança Esperança
Na Consuta 1.357, a instituição financeira explica que, desde
2002, apóia financeiramente o Projeto Criança Esperança, da TV Globo em parceria
com a Unesco. Por se tratar de ano eleitoral, o banco quer saber se pode fazer a
entrega simbólica de cheque à Unesco, durante a cerimônia festiva do projeto. O
relator é o ministro Carlos Ayres Britto.
Inclusão digital
Na Consulta 1.358, o banco pergunta se pode continuar com o
Programa de Inclusão Digital do Banco do Brasil. O projeto inclui a doação de
computadores e o oferecimento de cursos de capacitação de monitores das
comunidades beneficiadas. O relator é o ministro Gerardo Grossi.
Esportes
Na Consulta 1.359, o banco questiona se pode manter ações de
marketing esportivo por meio dos projetos Vôlei Brasil, Tênis Brasil, e Vela
Brasil, além de patrocínio de atletas. O ministro José Delgado é o relator.
Fonte: Consultor Jurídico
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 16h13
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A FARRA DOS BANCOS
Lula defende lucro de bancos e se diz vítima de
preconceito
Em discurso ontem à noite na inauguração de seu comitê em Brasília, o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, justificou o lucro
dos bancos em sua gestão e disse que é melhor assim do que socorrê-los depois,
como na gestão tucana. Lula se colocou outra vez como vítima de "preconceito" e
disse que a oposição terá de "roer o osso" antes de "comer o filé mignon" que
diz ter posto na mesa.
"Banqueiro não tinha porque estar contra o
governo, porque os bancos ganharam dinheiro. E eu dizia textualmente que
preferiria que os bancos ganhassem dinheiro a ter de fazer outro Proer, como foi
feito, gastando bilhões e bilhões de reais", disse o
presidente.
Anunciado em novembro de 1995, o Proer (Programa de Estímulo
à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional) foi
instituído para ajudar bancos privados em dificuldades financeiras e evitar um
suposto colapso do sistema financeiro.
Ao falar dos bancos, Lula citou
alguns empresários que estariam contra a sua gestão. "As empresas brasileiras
ganharam dinheiro como poucas vezes na história. Aliás, em 2004, foi a primeira
vez que as maiores empresas ganharam mais dinheiro que os bancos. Então não
tinham porque estar com tanta raiva e preconceito."
Os bancos que atuam
no país lucraram R$ 10,221 bilhões no primeiro trimestre deste ano, um aumento
de 61,5% em relação ao resultado apurado no mesmo período de 2005. O ganho
recorde de R$ 2,343 bilhões obtido pelo Banco do Brasil foi o fator que mais
influenciou na lucratividade.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 16h11
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FUTSAL EM BAURU
AABB/Segasp/Águaboa é o grande campeão da Copa Semel Master
No último dia 14, foi encerrada a quinta Copa Semel de Futsal, categoria Master, organizada pela Liga Bauruense de Futebol de Salão, entre Unidos/ Retifica Rodoviária e AABB/ Segasp/ Aguaboa. Depois de um jogo eletrizante que terminou empatado, veio a prorrogação também com muitas emoções, onde houve novo empate e a final foi, disputada nos pênaltis, onde a AABB/ Segasp/Aguaboa levou a melhor, com o quarto pênalti cobrado por Kiko.
A AABB, após 5 anos de espera, conseguiu ser campeã, pois nos 4 anteriores a equipe sempre esteve presente na final, disputando o 3º e 4º lugares. A AABB possui um 4º, um 3º e um vice- campeonato, mas nesse ano com uma equipe bem montada, para muitos não, mas para o diretor Altair, que conseguiu com a amizade levar jogadores já consagrados no amador para o salão, e pode provar onde existe planejamento, trabalho e dedicação o resultado não pode ser outro ou seja ser Campeão. Obrigado aos familiares, torcedores, colaboradores que estiveram juntos com a equipe do começo ao fim e ao patrocinador Segasp/Aguaboa.
Fonte: Jornal da Cidade
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 23h09
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INVESTIMENTOS DA PREVI
INTERESSE DA SADIA PELA PERDIGÃO
Fracassa a
primeira oferta hostil do país
Ex-comprador diz que fez uma proposta voluntária e recebeu "uma
resposta hostil"
A Sadia desistiu de insistir, após cinco dias, na realização da
primeira oferta hostil do mercado de capitais brasileiro. Através de Fato
Relevante informou ao mercado, a administração da Sadia decidiu revogar
definitivamente a oferta pública para a aquisição das ações da Perdigão
formulada no último dia 17.
O motivo alegado foi que os acionistas integrantes do grupo de
controle da Perdigão, juntamente com WEG Participações, Perdigão Sociedade de
Previdência Privada e Fundo de Investimento em Títulos e Valores Mobiliários -
Librium, detentores em conjunto de 55,38% do capital da companhia,
sistematicamente recusaram as condições estabelecidas, na oferta de R$ 29,00 por
ação de emissão da companhia, feita pela Sadia. A proposta anterior apresentada
pela Sadia, no último dia 17, era de R$ 27,88 por ação.
Essa proposta foi recusada, sob a alegação de que o valor era
baixo. Na quinta-feira, a Sadia voltou à carga, elevando sua oferta para R$
29,00 por ação (ou R$ 3,88 bilhões pelo total da empresa). Novamente, a oferta
foi recusada.
O comando da Sadia tentou até o último minuto convencer os
fundos de pensão, principais acionistas da Perdigão, a negociar. Na
quinta-feira, a direção da empresa teve uma reunião com a direção dos fundos.
"Foi uma conversa fria. A sensação que ficou do encontro foi a de que eles não
queriam uma nova oferta", disse na sexta-feira Walter Fontana, presidente do
Conselho de Administração da Sadia.
Fontana não quis atender o recado que ouvira. Na noite de
quinta, a empresa anunciou que aumentava a proposta de compra. Minutos depois, a
Previ, caixa de previdência dos funcionários do Banco do Brasil e maior
acionista individual da Perdigão, com 15,31% das ações, soltou comunicado para
rejeitar pela segunda vez a oferta. "Minutos depois de apresentada a nova
proposta houve a recusa. Muito rápido. Não havia como fazer uma nova", disse
Fontana. Na sexta-feira, os demais fundos, mais a Weg Participações, seguiram a
decisão da Previ.
O diretor de relações com investidores da Sadia, Luiz Murat,
também se queixou do imediato posicionamento da Previ. "Eles rejeitaram a
primeira oferta calcados em preço. Fizemos um esforço extraordinário de aumento
e fomos rechaçados até com indulgência, em 15 minutos, o que para nós é
surpreendente, pois são acionistas com participação lá e aqui", afirmou.
"Fizemos uma oferta voluntária e fomos surpreendidos por uma resposta hostil."
Na avaliação preliminar do processo, a Sadia concluiu que a
"forma (de oferta pública) não funcionou". E isso pelo fato de a Perdigão,
embora alegue ter controle pulverizado, ainda não ter efetivamente um controle
difuso. "O que ficou claro é que se o controle fosse pulverizado, os fundos não
teriam força para barrar a proposta como barraram", disse Fontana. O mercado
concluiu a mesma coisa. A Perdigão não comentou hoje a desistência da Sadia e a
avaliação sobre a forma de controle da companhia.
Embora tenha alegado que o preço não alcançou o valor esperado
pelos fundos, o desempenho econômico da Perdigão pode ter reforçado a recusa.
Segundo a direção da empresa, os fundos obtiveram uma rentabilidade anual de 25%
acima da variação cambial durante 11 anos seguidos. O crescimento anual de 14%
do negócio também foi um dos motivos alegados já no início da semana para os
fundos permanecerem no controle da empresa. Para o mercado, ficou a sensação de
que a Perdigão foi a grande beneficiada com a ofensiva. As ações dispararam, as
avaliações sobre o valor da empresa inflacionaram, a visibilidade internacional
aumentou. Além disso, ganhou a chance de explorar a situação em campanha
publicitária.
Fonte: Monitor Mercantil
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 23h03
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CCBB DE SÃO PAULO
Obras dispostas em núcleos temáticos, mas sem
ordem cronológica
A riqueza de
paralelos possíveis por meio do extenso painel montado no CCBB-SP fica reforçada
pela disposição das obras em núcleos temáticos, sem obedecer a uma ordem
cronológica.
Em Manobras
Radicais, o público tem a chance de ver, lado a lado, gerações às vezes nem tão
distantes assim, mas já com idéias e posturas muito diferentes entre si sobre os
mesmos assuntos.
A evolução do
discurso feminista, que de certa forma permeia toda a mostra, está em evidência
nas peças: se tempos atrás às questões de gênero fazia todo sentido, hoje chegam
a ser recusada completamente pelas mulheres. 'A partir dos anos 90, elas
encontram um cenário de plena abertura e liberdade e se deliciam com isso de uma
maneira jamais vista. Vejo a década de 90 como um período ainda mais radical do
que o da revolução feminista. É uma época de explosão feminina surpreendente.
Elas usam na arte os estereótipos do que sofreram no passado', diz Heloísa
Buarque de Hollanda.
A exposição
Manobras Radicais nasceu justamente dessa percepção da ativista, que conviveu
com Lygia Clark e hoje acompanha de perto o trabalho de nomes como Rosana
Palazyan, Ana Miguel e Cristina Salgado. Não por acaso as três integram a
seleção montada no CCBB-SP. De acordo com Heloísa, as artistas mulheres de hoje
não buscam mais uma posição que se iguale à dos homens. Pelo contrário. Elas
perceberam que o diferencial é justamente o que pode lhes garantir mais
destaque. E, para isso, usam com ironia, às vezes até com um certo toque de
perversão mesmo, elementos que antes eram vistos como símbolos de submissão. 'A
Ana Miguel coloca nas obras crochê, pérolas. Ela tem uma série com docinhos de
festa infantil que chegam a assustar, por estarem com o significado assim tão
subvertido'.
E com o reforço
de Paulo Herkenhoff, o projeto ganhou dimensão histórica, incluindo os destaques
a partir dos anos 20 e apresentando a artista brasileira como uma especialista
não só na renovação da linguagem estética em si como na capacidade de driblar as
imposições sociais de cada tempo. 'Houve uma mudança no recorte na medida em que
percebemos que o século 20 brasileiro foi profundamente marcado pela presença de
mulheres na arte, em momentos decisivos e ruidosos, ou em processos de reflexão
e consolidação de resultado. Esta presença tão significativa e reconhecida torna
o meio artístico brasileiro e nossa história da arte uma experiência singular na
cultura ocidental', diz Paulo Herkenhoff.
O curador cita,
por exemplo, Lygia Clark, nome fundamental para a produção nacional,
apresentando-a na mostra como dona de uma obra 'mais radical do que o
Surrealismo, na compreensão produtiva da estrutura psicológica do sujeito: ela
tinha muita clareza das relações entre a geometria e a forma concreta, e a sua
experiência subjetiva. Ela chega à idéia de devorar o plano'. E tudo isso em
meio a um ambiente absolutamente machista. Claro, Lygia Clark está na
exposição.
Mas Herkenhoff nega definir o
conjunto como um panorama do melhor da arte brasileira feita por mulheres. Ele
explica: 'Nunca pensei numa mostra em que tivéssemos as mais importantes
mulheres da arte brasileira, as mais significativas ou pertinentes. Em Manobras
Radicais, ficaram de lado algumas artistas sobre as quais eu já escrevi. Daí
propor que víssemos a exposição como um fluxo feminino da linguagem, composto
por um conjunto de trabalho que não fosse a celebração de individualidades, mas
de relações conceituais'.
Fonte: O Liberal
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h42
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