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| BBlog: o BB, seus funcionários e Entidades (Blog do Romildo) |
TRABALHO
Emprego cresce em ritmo menor que produção
industrial, diz IBGE
Real valorizado tem prejudicado setores que mais utilizam
mão-de-obra
PEDRO SOARES DA
SUCURSAL DO RIO
Em maio, o mercado de trabalho na indústria
reagiu. O emprego aumentou 0,2% na comparação livre de influências sazonais com
abril (0,5%), segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Já o rendimento, medido pela folha de pagamento real (salários, benefícios e
bonificações), cresceu 0,7%, depois de dois meses em queda -2% em março e 0,8%
em abril.
Em relação a maio de 2005, porém, o resultado do emprego permaneceu negativo.
Houve retração de 0,4% -a oitava consecutiva. Nessa comparação, o emprego
industrial caiu em 8 das 14 áreas pesquisadas, com destaque para Rio Grande do
Sul (-7,6%), Paraná (-4,0%) e região Nordeste (-2,4%). As contratações na
indústria paulista subiram 0,6%.
Segundo André Macedo, economista da Coordenação de Indústria do IBGE, há
"descompasso" entre a produção da indústria, que mostra mais dinamismo, e o
emprego, cuja evolução é mais lenta. Em maio, a produção teve alta de 1,6% ante
abril e de 4,8% na comparação com o mesmo mês de 2005.
Esse descasamento ocorre, diz, porque os ramos que mais empregam têm
registrado desempenho pior. Os líderes em resultados são os que geram menos
postos de trabalho.
A valorização do real, avalia, é a principal explicação para o desempenho
mais fraco do emprego. "Os setores que estão puxando o emprego para baixo são
bastante empregadores e têm sido influenciados pela situação cambial com perda
de competitividade das exportações e maior concorrência com importados", afirmou
Oliveira.
Um exemplo é a indústria de calçados e artigos de couro, tradicionalmente
grande empregador: o nível de ocupação caiu 11,4% na comparação entre maio de
2005 e maio de 2006. Foi o principal impacto negativo no índice geral da
indústria. O ramo é um dos que mais reclamam do efeito inibidor do câmbio às
exportações. A maior contribuição positiva veio de alimentos e bebidas
(8,5%).
Recuperação
Para o Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), "ainda
não é seguro afirmar que há um processo em curso de reativação do emprego na
indústria", apesar da "melhora indubitável" dos indicadores de produção da
indústria.
Um dos motivos para tal descrença, diz, é que o número de horas pagas aos
trabalhadores da indústria não cresceu em maio, indicando que não deve haver
melhora do emprego nos próximos meses. Antes de contratar, o industrial amplia
as horas trabalhadas de sua equipe. Por isso, o indicador é tido como
antecedente do emprego.
De abril para maio, o número de horas pagas ficou praticamente estável (alta
de 0,1%). Em relação a maio de 2005, houve queda de 0,2%.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h21
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A CRISE DA VARIG E O FUNDO DE PENSÃO
Crise ameaça sobrevivência de fundo de pensão
DA SUCURSAL DO RIO
O Aerus é o único entre os grandes credores da Varig que pode não sobreviver
ao fim da empresa. A avaliação é do interventor e liquidante do fundo, Erno
Brentano, e se refere aos dois planos de previdência da Varig.
Na proposta da VarigLog a ser analisada pelos credores, o voto do Aerus será
decisivo. Ele representa mais de 70% dos créditos garantidos por contrato. As
dívidas da Varig com o fundo somam R$ 2,3 bilhões. Do total, R$ 1,1 bilhão foi
renegociado na recuperação judicial para pagamento em 32 anos.
Em abril, o Aerus teve sua liquidação decretada pela SPC (Secretaria de
Previdência Complementar). Ela temia que o patrimônio do fundo, já bastante
debilitado, fosse usado para recuperar a empresa.
A proposta da VarigLog prevê remuneração fixa de R$ 4,2 milhões por ano para
os credores com garantias. A folha mensal do Aerus é de cerca de R$ 20
milhões.
Os planos da Varig concentram 52,1% dos participantes do fundo, que reúne
outras empresas patrocinadoras. A Varig não pagou parcelas de fevereiro a maio
de 2006, de R$ 9 milhões por mês. Após alteração no plano de recuperação em
maio, as parcelas só poderão ser exigidas a partir de agosto.
Desde junho, os beneficiários do Plano 1 estão recebendo apenas 50% do valor
dos pagamentos e os do Plano 2 recebem 70%. Em comunicado enviado aos
participantes, o fundo informa que, sem os pagamentos da Varig, os aposentados
do Plano 1 só receberão até dezembro.
"Estou procurando não pensar no que vai acontecer. Se pensar, vou ter outro
infarto", afirmou Zoroastro Lima Filho, 75, comandante aposentado da Varig.
Cardíaco, hipertenso e diabético, Lima passou a receber R$ 2.700 por mês. Ele
gasta por mês cerca de R$ 800 com serviços de saúde e ajuda dois filhos com
deficiências.
O comandante, que trabalhou por 23 anos na Varig, já demitiu a empregada,
vendeu o carro e está acabando com a poupança. Atualmente, Lima envia de 400 a
500 e-mails por dia para deputados, senadores e outros aposentados para discutir
a situação do Aerus. "O fundo não pode aceitar a proposta da VarigLog porque ela
é indecente", disse.
Com o agravamento da crise da Varig, o fundo fechou escritório em Porto
Alegre e vai fechar o de São Paulo em agosto.
Para Manoel Neves, presidente da Associação de Aposentados do Aerus, faltou
atenção aos problemas do fundo. "Desde 2003 verificamos que a situação do Aerus
era arriscada. Fui taxado de alarmista." (JANAINA LAGE)
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h18
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A FARRA DOS BANCOS
Santander acha difícil competir com banco público no
Brasil
Maria Christina Carvalho
A competição só vai crescer no sistema bancário brasileiro quando as
instituições públicas trabalharem em igualdade de condições com o sistema
privado e o governo reduzir restrições operacionais como o crédito obrigatório
na área imobiliária e rural e os compulsórios. "É muito complicado competir com
o Banco do Brasil e a Caixa Econômica
Federal", disse o vice-presidente do Santander,
Francisco Luzón, ontem, em entrevista a um grupo de jornalistas brasileiros,
antes de sua participação no 5º Encontro Espanha-Iberoamerica sobre os riscos e
oportunidades do novo ciclo presidencial do continente, na Universidad Menéndez
Pelayo, na cidade de Santander, noroeste da Espanha.
O BB e a Caixa Federal concentram 30% dos ativos e outro tanto do total de
créditos do sistema financeiro nacional. O Santander Banespa reivindica uma
fatia de 10% do mercado nas regiões Sul e Sudeste, considerados créditos,
depósitos e administração de fundos. Levando em conta o mercado total
brasileiro, o percentual cai para 5% dos negócios, sendo 5,8% das operações de
crédito. Para Luzón, isso é consequência do "monopólio" em alguns tipos de
créditos como o imobiliário e o rural, derivado de condições especiais das
operações e de acesso a fundos baratos como o Fundo de Garantia por Tempo de
Serviço (FGTS).
"Estamos a favor da queda dos juros e da maior
competição, o governo precisa fazer a sua parte, reduzindo o compulsório e
outras restrições", afirmou Luzón. O executivo não vê em medidas desse tipo
ameaças ao sistema financeiro nacional, que considera o mais forte não só da
América Latina como também da Ásia, incluindo China.
Para o executivo,
"a maior parte do que o banco público faz, os bancos privados também podem
fazer". Acha isso possível até mesmo no financiamento de investimentos de longo
prazo, embora nesse caso considere necessária a existência de um banco público
como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como
coordenador da participação dos bancos privados.
Embora afirme que seria
"ingênuo" propor o fim do BB e da Caixa, não descarta a privatização desses
bancos, como fez a Espanha com seus bancos estatais na década de 90 - processo
do qual participou. Antes de entrar no Santander, em novembro de 1996, Luzón, 57
anos, trabalhou no setor financeiro privado de 1972 a 1987, quando então foi
para o sistema financeiro estatal. Ele presidiu o Banco Exterior de España, que
tinha o monopólio do financiamento do comércio exterior do país e uma parcela de
30% do capital em mãos privadas. Havia meia dúzia de outros bancos estatais, que
foram saneados e agrupados na holding Argentaria, então privatizada
gradualmente. No período de quatro anos, a Argentaria teve o capital pulverizado
em tranches e atraiu 1 milhão de acionistas pessoas físicas.
O trabalho
foi facilitado porque a decisão da sociedade de reduzir a participação do Estado
na economia já havia sido tomada desde a entrada do país na União Européia, em
1986. "Foi a desculpa perfeita. A direção estava definida; não a intensidade",
afirmou. "Na minha opinião, há momentos em que o setor público tem que avançar
e, em outros, é o contrário. O Brasil, nos próximos três a quatro anos, tem
avançar de forma importante para devolver ao setor privado algumas
responsabilidades importantes", disse.
Luzón considera inexorável que a
consolidação e estabilização da economia e dos juros vai permitir o
desenvolvimento de vários negócios financeiros atualmente adormecidos, como o
próprio crédito imobiliário. Para isso, não só o juro nominal tem que cair
abaixo dos 10%, mas é necessário haver razoável confiança de que se manterá
nesse nível a longo prazo, de modo a dar conforto não só aos tomadores de
crédito como também estimular a poupança de longo prazo. Mas, o Santander já
está se preparando para isso. Já inovou ao lançar planos de financiamento
imobiliário de 20 anos, ao mesmo tempo em que está montando equipe de
especialistas na área.
O crédito imobiliário é, para ele, bom exemplo de
negócio que dará um salto em condições de competitividade de mercado e
estabilidade financeira. A Espanha comemorou nesta semana que o estoque de
crédito imobiliário atingiu a cifra de 800 bilhões de euros - quase 95% da
carteira total do mercado, que é de 850 bilhões de euros. "Todo o setor privado
tem que fazer crédito imobiliário, não só a Caixa Econômica, e competir nesse
mercado." Embora a legislação até induza o crédito imobiliário nos bancos, o
direcionamento com seus limites de taxas e funding é chamado por Luzón de
"modelo maldito". A própria Espanha chegou a ter metade do crédito dirigido, em
1985.
Outro produto cujo futuro considera promissor é o crédito
consignado. Mas, novamente, aí há barreiras a vencer. A principal delas, para
Luzón, é o fato de a empresa definir onde o trabalhador recebe seu salário - o
que inibe o desenvolvimento do mercado. O executivo considera razoável, porém,
que o governo limite o endividamento de aposentados e até mesmo coloque algum
teto para evitar exageros nesses casos. "O Estado tem a obrigação de proteger o
endividamento familiar no caso dos aposentados. Mas tem que haver liberdade para
o trabalhador escolher com quem quer fazer a operação porque é isso que baixa os
juros."
O banqueiro sabe que o governo brasileiro receia que a liberação
dos recursos do compulsório possa estimular a demanda e pressionar a inflação.
Novamente Luzón recorre à experiência espanhola que, para evitar essa armadilha,
elaborou um plano em que o compulsório sobre os novos depósitos foi sendo
reduzido gradualmente enquanto o dinheiro já recolhido sobre o estoque ia sendo
liberado, também aos poucos. Esse projeto, lembrou Luzón, foi apresentado desde
o ex-ministro Pedro Malan, ao também ex-ministro Palocci e, agora, ao ministro
Guido Mantega.
Fonte: Valor Econômico
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h08
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COOPERATIVISMO DE CRÉDITO
Maior evento do Cooperativismo de Crédito será em Santa
Catarina
Blumenau vai sediar, na próxima semana, o Congresso Brasileiro de
Cooperativismo de Crédito
Na próxima semana, Blumenau se transformará na capital do cooperativismo de
crédito. A cidade sediará o 6º Concred – Congresso Brasileiro de Cooperativismo
de Crédito, no período de 19 a 21, realizado pela Confederação Brasileira das
Cooperativas de Crédito (Confebrás) em parceria com a Cooperativa Central de
Crédito Urbano do Estado de SC (Cecred). “Cooperativismo de Crédito: Eficiência
Econômica e Eficácia Social” é o tema central desta edição.
O Concred é um dos eventos de maior relevância e participação nacional do
Cooperativismo de Crédito. A qualidade dos temas abordados e a riqueza do
intercâmbio, que integra participantes de todo o Brasil, são um dos grandes
atrativos do Congresso. É realizado a cada dois anos em diferentes localidades e
reúne dirigentes e funcionários de cooperativas, autoridades do executivo e
legislativo federal, estadual e municipal, representantes de todos os sistemas
do cooperativismo de crédito, além de parlamentares da Frencoop – Frente
Parlamentar do Cooperativismo e membros do Grupo de Trabalho Interministerial. A
programação inclui câmaras temáticas, feira e várias palestras. Estão inscritas
mais de 650 pessoas, vindas de todos os estados brasileiros, que de uma ou outra
forma estão vinculadas às cooperativas de crédito. Paralelamente será realizado
o 6º Encontro Nacional de Cooperativas de Crédito de Servidores Públicos.
O Concred contará com a participação de várias personalidades como o ex
Ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, o Coordenador do Conselho
Especializado de Crédito, Manoel Messias da Silva, o Assessor especial do
Ministro da Fazenda e Membro do Grupo de Trabalho Interministerial do
Microcrédito, Gilson Alceu Bittencourt, o Diretor da NCUA - Administração da
União de Crédito Nacional, Alonzo Swan e muitos outros. Ao final do evento, será
redigida a Carta de Blumenau, contendo sugestões, que posteriormente, será
encaminhada ao Presidente da República.
Fonte: Tribuna Catarinense
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 00h15
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BANCÁRIOS GAÚCHOS ENCONTRAM-SE AMANHÃ
Sábado tem encontro estadual dos
funcionários do BB
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Neste sábado, dia 15, das 13h30 às
18h, acontece o Encontro Estadual dos Funcionários do Banco do Brasil, durante a
8ª Conferência Estadual dos Trabalhadores do Ramo Financeiro. O evento será
realizado no Hotel Embaixador (rua Jerônimo Coelho, 354), no centro da capital.
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A atividade vai discutir a Campanha
Nacional dos Bancários 2006 e as questões específicas dos trabalhadores do
BB.
Para o diretor de
formação do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) e
representante do RS na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, Ronaldo Zeni,
"a estratégia será construída durante o encontro".
No
evento será debatido se a campanha salarial continuará sendo unificada, a
exemplo dos últimos anos, ou se será feita com negociações em separado.
Zeni lembra que todas as decisões serão levadas ao encontro nacional dos
funcionários do BB e à 8ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo
Financeiro, que ocorrerão nos dias 28, 29 e 30 de julho, em São Paulo. "Lá
sairão as definições finais da campanha deste ano", destaca.
Entre os principais pontos em pauta está a
construção da pauta de reivindicações. Uma das propostas é a isonomia para novos
e antigos funcionaários, isto é, direitos iguais para todos.
O retorno
do anuênio, que no governo FHC foi congelado, também
será discutido. “Congelaram o que tinha de anuênio e não agregaram mais 1% a
cada ano para antigos e novos funcionários”, lembra Ronaldo.
Quanto ao PCS, os bancários querem que o banco
apresente efetivamente uma proposta que atenda às reivindicações. "Esse debate
está sendo realizado há três anos e com certeza será um dos temas prioritários
dessa campanha", frisa o dirigente sindical.
Ronaldo também salienta que é necessário a
diminuição do assédio moral praticado nas agências e a democratização do acordo
de trabalho, através do diálogo permanente com as administrações das
agências, a fim de diminuir o assédio praticado ao longo do ano para atingir
metas.
“Esperamos reunir
uma representação significativa de funcionários de todas as dependências do
Estado, para que possamos definir a estratégia e a pauta de reivindicações e
iniciar o nosso processo de mobilização para a campanha salarial com muita
unidade”, enfatiza Ronaldo.
Veja a pauta do encontro:
1- Avaliação da Campanha
Salarial 2005; 2- Estratégia Para a Campanha Salarial 2006; 3- Plano de
Lutas e Ação; 4- Pauta de Reivindicações: - PCC/PCS - CASSI -
PREVI - Isonomia - Saúde e Condições de Trabalho
Fonte: SindiBancários
RS |
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h59
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BB MOBILE
BB permite remessa por celular
Alex Ribeiro
O Banco do Brasil inaugurou oficialmente ontem sua operação de "mobile
banking" no Japão, que permite que brasileiros residentes naquele país façam
remessas internacionais de dinheiro por meio do telefone celular. É a primeira
instituição financeira a oferecer esse tipo de serviço aos emigrantes no Japão,
conhecidos como "dekasseguis".
A rede de atendimento do Banco do Brasil no Japão é relativamente grande, com
sete agências próprias e convênios com os correios japoneses, que possuem 25 mil
pontos, e com o banco Sumitomo, que dá acesso a uma rede de 6,5 mil terminais de
auto-atendimento.
Os brasileiros que vivem no Japão também são atendidos pelo internet banking,
que tem uma página desenhada especialmente para esse público. Mas as pesquisas
do BB indicaram que era necessário ampliar ainda mais os canais de
atendimento.
"O brasileiro típico que vive no Japão trabalha muitas horas, inclusive nos
sábados, e tem pouco tempo para ir aos pontos de atendimento ou para usar a
internet", afirma o diretor da área internacional do BB, Augusto Braúna
Pinheiro. "O atendimento pelo celular vai permitir que esses clientes façam
transferências com mais facilidade, até nos intervalos do trabalho."
Além da transferência de recursos, o sistema vai dá acesso a transações como
saldo, extratos e conversão de valores em moedas - tanto para contas mantidas no
Japão quando no Brasil.
Também pesou na estratégia de criar o mobile banking a grande penetração do
uso de telefones celulares no Japão. O BB lançou o produto recentemente também
no Brasil, mas, por razões culturais, sua penetração ainda é relativamente baixa
- há apenas cerca de 250 mil usuários do mobile banking, número modesto para um
banco com 23 milhões de clientes.
Um dos grandes desafios do projeto foi desenvolver uma tecnologia simples,
que se adaptassem aos celulares mais baratos - supondo que os emigrantes
brasileiros têm, para os padrões japoneses, menor renda.
O mobile banking faz parte da estratégia do Banco do Brasil de defender suas
posições em um mercado em que é líder, com uma participação estimada em cerca de
70%.
Em 2005, a instituição realizou US$ 800 milhões em remessas, e tem uma
clientela de 108 mil correntistas. Os altos volumes movimentados vem atraindo,
porém, cada vez mais a concorrência dos bancos privados.
Fonte: Agência Anabb/Valor Econômico
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h57
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INVESTIMENTOS DA PREVI
Previ investirá R$ 100 mi em "private
equity"
Aporte ocorrerá em cinco fundos e por três anos, diz Sérgio Rosa,
presidente do fundo de pensão do BB
DA
REPORTAGEM LOCAL
Nos próximos três anos, a Previ, entidade de previdência complementar do
Banco do Brasil, vai direcionar R$ 100 milhões para "private equity" (fundos de
investimentos nos quais os recursos são administrados por terceiros e investidos
em empresas). A informação é do presidente da Previ, Sérgio Rosa.
A Previ estava afastada do "private equity" desde que aportou recursos no
CVC/Opportunity, fundo usado para investir na privatização do Sistema Telebrás.
Nesse fundo, a Previ vive em constante litígio com os sócios - antes era o
Citigroup, hoje aliado; agora é a Telecom Italia, antiga companheira. Com o
Opportunity, o relacionamento foi sempre aos trancos e barrancos -mas, desde
2000, tornou-se guerra aberta.
Em entrevista exclusiva à Folha, Rosa afirmou que a decisão de retomar
os investimentos em "private equity" só foi possível porque houve
aperfeiçoamento nas práticas de governança da própria Previ. Os R$ 100 milhões
serão empregados em cinco fundos. O primeiro deles, o InfraBrasil, foi lançado
no último dia 6, sob administração do ABN Amro. Rosa, 47, exerce o segundo
mandato como presidente do fundo de pensão do BB, o maior da América Latina.
Comandará a instituição pelos próximos dois anos. De acordo com ele, a
prioridade de sua gestão continuará sendo a melhora da governança corporativa
-dentro da instituição e nas companhias nas quais participa. A seguir,
trechos da entrevista. (JANAÍNA LEITE)
FOLHA - A Previ vai retomar os investimentos em "private equity". Por
quê? SÉRGIO ROSA - Orçamos R$ 100 milhões para os próximos três anos
para cinco fundos. As práticas de governança corporativa foram aperfeiçoadas e
há regras rígidas previstas, que nos garantem boas condições de rentabilidade.
FOLHA - Sua entidade participa das maiores empresas do país, inclusive
da Vale do Rio Doce, mas precisa fazer diminuir sua exposição em renda variável.
Mudanças na estrutura da companhia, como a pulverização das ações, são hipóteses
plausíveis? ROSA - Inexiste discussão sobre esse assunto na Previ e
na Vale.
FOLHA - A Previ é detentora de ações preferenciais (sem direito a voto)
na Arcelor, companhia recentemente adquirida pela Mittal, que disse não ter
interesse em comprar as ações dos minoritários brasileiros. O que os srs.
pretendem fazer? ROSA - O assunto é complexo, envolve vários
aspectos, inclusive legislação internacional. Estamos analisando o caso. Logo
deveremos ter uma visão melhor do que fazer.
FOLHA - Outro caso enroscado de companhia na qual a Previ detém ações
preferenciais é o da Bombril. Alguns acionistas nessas condições entraram na
Justiça pleiteando direito a voto. A Previ fará o mesmo? ROSA -
Entendemos que deveríamos ter direito a voto, uma vez que foram três anos
consecutivos sem distribuição de dividendos. Fizemos, inclusive, uma requisição
à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que negou. Agora vamos esperar o que
acontece antes de uma nova iniciativa.
FOLHA - E a Brasil Telecom? Estão acontecendo negociações entre os
sócios? ROSA - Não que eu saiba. Estão negociando sem mim. Mas,
mesmo que eu soubesse, não poderia falar.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 06h59
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INVESTIMENTOS DA PREVI
Acionistas da Arcelor se unem para ir à CVM
Os minoritários da Arcelor Brasil articulam uma ação coletiva na
defesa de seu direito ao " tag along " - receber o mesmo valor ou parte dele
pago pelo novo controlador na venda da companhia - na operação de aquisição das
ações da Arcelor Europa pela indiana Mittal
Técnicos de algumas instituições minoritárias mais representativas como
BNDES, fundos de pensão Previ e Centrus e gestoras de recursos Dynamo, Tarpon e
Heding-Griffo deverão ter uma reunião na Comissão de Valores Mobiliários
(CVM).
O momento é estratégico, pois já será conhecido o resultado da adesão dos
acionistas da Arcelor Europa à Mittal para a formação da nova
empresa.
Esses minoritários detêm juntos mais de 10% do capital da
empresa, sendo a maior fatia, de 4,6%, da Previ.
O desdobramento da ação
conjunta, caso a Mittal decida não comprar as ações dos investidores da Arcelor
Brasil, dependerá do posicionamento da CVM e pode acabar nos tribunais.
A
gestora de recursos Dynamo, que detém 0,85% do capital da subsidiária
brasileira, vem estudando o assunto e enviou na terça-feira consulta à CVM
solicitando esclarecimentos sobre as implicações da operação lá fora para os
minoritários aqui.
A gestora quer saber se a operação Mittal/Arcelor leva
ou não à necessidade de oferta pública no Brasil.
Mesmo considerando que
neste momento o quadro parece confuso, pois a operação envolve relação entre
sócios e minoritários de um lado e novos controladores do outro, a Dynamo está
convencida de que a Mittal está fazendo uma aquisição de ações da Arcelor (e não
uma fusão).
O argumento é que a empresa está pagando um prêmio de
controle de 80% pelos seus papéis e oferecendo parte em dinheiro e parte em
ações.
No raciocínio da Dynamo, se o resultado da adesão dos acionistas
da Arcelor Europa à Mittal ficar entre 80% e 90%, como parece ser a expectativa
da própria Mittal, os antigos acionistas da empresa indiana ficarão com mais de
50% da nova companhia, que será batizada de Arcelor-Mittal.
Esse
resultado configuraria troca de controle e, nesse caso, o " tag along " deve ser
estendido aos minoritários brasileiros, conforme o artigo 10 do estatuto da
controlada brasileira.
Até ontem, 14% dos acionistas da Arcelor lá fora
tinham migrado para a Mittal.
Hoje é o prazo final para a adesão e a CVM
deve se manifestar após o resultado.
Para a Dynamo, o acordo da Mittal de
ficar com 49,5% do capital da nova empresa só ocorrerá se 100% dos acionistas da
Arcelor migrarem para a Mittal.
O problema é que a legislação de
Luxemburgo, sede da Arcelor Europa, considera troca de controle quando há 30% de
aquisição do capital da empresa envolvida na consolidação.
A área de
mercado de capitais do BNDES apóia o raciocínio da Dynamo, apesar de não ter um
parecer jurídico sobre o negócio.
O banco detém 1,2% do capital da
Arcelor Brasil.
Para os técnicos da área, com a operação de migração das
ações da Arcelor para a Mittal, surgirá um novo grupo de acionistas encabeçado
pela Mittal, que terá peso de 43,6% a 45% nas decisões da nova empresa.
A
Centrus, fundação dos funcionários do BC, também está conversando com outros
minoritários como a Previ, que representa os funcionários do Banco do Brasil e
está tomando uma posição sobre o assunto.
A Centrus tem 2,8% do capital
da siderúrgica brasileira, o que representa 20% de sua carteira de renda
variável.
Os minoritários se queixaram do posicionamento da subsidiária
no Brasil.
A expectativa dos minoritários é otimista quanto a atitude dos
conselheiros da Arcelor Brasil.
Eles esperam que os conselheiros estejam
tão empenhados em defender o que é justo para os acionistas no Brasil, quanto os
conselheiros da Arcelor Europa ficaram atentos a maiores ganhos para os
acionistas lá fora.
Ontem, no mercado brasileiro, as ações ordinárias
(com direito a voto) da Arcelor fecharam com queda de 3,79%, cotadas a R$ 34,49.
Fonte: Último Segundo/Valor Econômico
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 06h42
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ESPORTES
AABB fora dos Jogos Olímpicos de Sinop
O que a secretaria
Municipal de Esportes temia, aconteceu. A equipe da Associação Atlética Banco do
Brasil (AABB), maior detentora de títulos dos Jogos Olímpicos de Sinop está fora
do evento deste ano. O motivo principal é a falta de recursos e patrocinadores.
O dirigente da equipe da
AABB, Paulo Urnan lamenta a ausência da equipe, mas garante que o clube volta
com forma máxima em 2007. A equipe disputou os jogos em
2005, depois de dois anos ausente, ficando apenas na 5º colocação.
Maior vencedora na
história dos Jogos Olímpicos de Sinop, a equipe da AABB, venceu a competição
pela primeira vez em 1.992. Repetiu o feito em 1.992, sendo bicampeã. Depois
voltou a vencer em 1.996, 1.997 e 1.999.
A segunda maior campeã na
história dos jogos, sendo quatro vezes campeã, o Amazônia Clube também está fora
dos jogos, já que o então presidente do clube, Roberto Trevisan teve o seu
mandato vencido. No entanto, com os mesmos atletas, a equipe deve vir com o nome
de Diário da Notícia para a competição.
A 16º edição dos Jogos
Olímpicos de Sinop, a será disputada no período de 03 a 13 setembro reunindo cerca
de 3 mil atletas em mais de 30 modalidades. As inscrições terminam no dia 07 de
agosto e são gratuitas.
O campeão do evento este
ano receberá um prêmio de R$ 5 mil. O vice de R$ 3 mil, e o terceiro colocado de
R$ 2 mil.
Fonte: Diário da
Notícia
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 06h38
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A FARRA DOS BANCOS - 3 BRASILEIROS ENTRE AS MAIORES EMPRESAS DO MUNDO
Quatro brasileiras estão entre as 500 maiores
empresas
DA FOLHA ONLINE
O Brasil conseguiu emplacar quatro empresas no ranking da revista "Fortune"
das 500 maiores do mundo em 2006, uma a mais que no ano passado. As três que
constavam da classificação anterior -Petrobras, Bradesco e
Banco do Brasil- melhoraram sua posição. O grupo
Itaúsa (holding controladora do Itaú) aparece agora na
lista.
A Petrobras, com receitas de US$ 56,324 bilhões, ficou com o 86º lugar e é a
primeira entre as brasileiras. No ano passado, a empresa havia ficado na 125ª
posição.
O Bradesco vem em segundo lugar entre as brasileiras e em 269º lugar na
classificação geral (376º em 2005). Em seguida vem o BB, que ficou em 323º
lugar, 96 postos melhor do que no anterior. O Itaúsa está na 415ª posição.
O setor petrolífero predominou entre as dez melhores colocadas, com cinco
representantes: Exxon Mobil (1º), Royal Dutch Shell (3º), British Petroleum
(4º), Chevron (6º) e ConocoPhillips (10º).
A segunda colocada foi a rede varejista Wal-Mart, que perdeu a liderança para
a Exxon -cujo faturamento foi de US$ 339,938 bilhões.
O setor automobilístico também domninou as primeiras posições com a GM (5º),
a DaimlerChrysler (7º), a Toyota (8º) e a Ford (9º).
Venezuela e México foram os outros dois países da América Latina no
ranking.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 09h26
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INVESTIMENTOS DA PREVI
Investimento da Previ passa de R$ 88
bilhões
JANAÍNA LEITE DA REPORTAGEM LOCAL
Os investimentos da Previ, fundo de pensão dos funcionários
do Banco do Brasil e maior entidade de previdência complementar da América
Latina, chegaram a R$ 88,1 bilhões até o final de maio. O número foi apresentado
ontem pelo presidente da Previ, Sérgio Rosa, em evento em São Paulo.
Os R$ 88,1 bilhões são cerca de 30% do total de ativos do sistema brasileiro
de previdência complementar e quase três vezes o registrado pelo segundo maior
fundo, o Petros, patrocinada pela Petrobras.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h38
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A FARRA DOS JUROS
Inadimplência aumenta 15,3% no primeiro
semestre, aponta estudo
Expansão do crédito e prazos maiores no varejo explicam alta,
afirma Serasa
DA REPORTAGEM LOCAL
Na esteira da expansão do crédito, a inadimplência de pessoa física no país
encerrou o primeiro semestre de 2006 com uma alta de 15,3% em relação ao mesmo
período do ano anterior, segundo a Serasa, empresa de análise de crédito.
A variável é freqüentemente apontada pelos bancos como o componente com maior
peso para justificar os juros em alta praticados no país, a despeito da queda
sucessiva da Selic, a taxa básica do Banco Central. Em junho, os juros ao
consumidor chegaram a 6,21% ao mês, a maior taxa desde 2003.
O aumento na inadimplência, de acordo com a Serasa, pode ser entendido como
uma conseqüência natural do processo de disseminação do crédito no país, bem
como do alongamento dos prazos para pagamento aplicados pelo varejo.
No período entre maio de 2005 e maio de 2006 (último dado disponibilizado
pelo Banco Central), o crédito para pessoa física aumentou em torno de 30% em
termos nominais, acima, portanto, do ritmo registrado pela inadimplência.
Diante da expectativa de manutenção da expansão do crédito no país, a
tendência é que a inadimplência continue em alta em relação a 2005 e encerre o
ano dessa forma. Pesquisa recente da própria Serasa, com cerca de mil empresas
de diferentes setores e regiões, revelou que 60% esperam aumento da
inadimplência do consumidor brasileiro neste ano.
Do processo de disseminação do crédito e de amadurecimento do mercado, aliada
à estabilidade macroeconômica, decorre o outro fator que explica a inadimplência
maior de janeiro a junho deste anos, afirma Carlos Henrique de Almeida, assessor
econômico da Serasa.
"Até há três anos, o pico [da inadimplência decorrente das compras de fim de
ano] concentrava-se no primeiro trimestre. Hoje, estende-se por todo o primeiro
semestre."
Em junho, porém, o indicador caiu 12,8% ante o mês anterior, quando a alta
havia sido de 13,1% na mesma comparação. Para Almeida, o movimento brusco
deveu-se principalmente a um número menor de dias úteis em abril, o que
"represou" o número de ocorrências.
Segundo o analista, a recuperação do rendimento do brasileiro e a melhoria do
mercado de trabalho formal têm contribuído para amenizar o aumento da
inadimplência neste ano.
Para que tais indicadores possam diminuir, assim como os juros ao consumidor,
Almeida aponta a necessidade de adoção de políticas mais criteriosas na
concessão de empréstimo, especialmente pelo varejo, e medidas como a criação do
cadastro positivo de crédito.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h36
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O BB E O TRANSPORTE DOS FUNCIONÁRIOS EM SP
Sindicato notifica BB por descumprimento de legislação
Entidade quer regularizar logo problema de transporte coletivo de funcionários
O Sindicato vai notificar o Banco do Brasil nesta quinta-feira, dia 13, pelo não cumprimento da legislação sobre vale-transporte.
Mesmo após pressão da Comissão de Empresa, o Banco do Brasil continua se negando a custear o transporte dos funcionários que moram em São José dos Campos e trabalham no Complexo São João, na capital paulista.
“O problema começou em novembro de 2005, quando houve a extinção do departamento Nurin’s (Núcleo Regional de Negócios Internacionais) e a conseqüente centralização dos serviços no Gecex (Gerência Regional de apoio ao Comercio Exterior). Com isso, uma parte dos funcionários foi transferida para São Paulo, diz o diretor do Sindicato Hugo Tomé Aquino.
Embora a legislação obrigue a empresa a custear as despesas com transporte dos funcionários, ela limita esta obrigação a “transporte público coletivo urbano de caráter municipal, intermunicipal ou interestadual”. Contudo, não define, segundo o diretor, o que seja ‘transporte público coletivo urbano’. “O BB, buscando subsídios ‘legais’ para não custear o transporte, criou sua própria definição deste tipo de transporte especificando em instrução interna da seguinte forma: “Veículo com duas portas e roleta para passagem...”, diz o diretor Hugo. "Os funcionários foram obrigados a se transferirem para São Paulo. Para muitos, o gasto com transporte chega a 60% do salário. O banco deve se sensibilizar pelo problema”, afirma o secretário de Imprensa e Comunicação do Sindicato.
De acordo com o diretor, “a notificação é o último recurso para, ainda em mesa de negociação, resolver o problema destes bancários. Desta forma, ganha o funcionário que terá seu problema resolvido com rapidez e ganha o banco que acaba com o passivo trabalhista”.
Fone: Sindicato dos Bancários SP
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h05
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SINDICALISMO CHAPA-BRANCA
Edição do jornal do Sindicato dos Químicos é
proibida
A distribuição da edição 264 do jornal Sindiluta Unificado,
publicado pelo Sindicato Unificado dos Químicos e Plásticos de São Paulo e
região, está proibida. A decisão é do ministro Marcelo Ribeiro, do Tribunal
Superior Eleitoral que acatou liminar da Representação ajuizada pela coligação
do PSDB-PFL. O ministro também ordenou a retirada da publicação do site do
sindicato.
Para o ministro, não há dúvida de que se trata de propaganda
eleitoral, "vedada não só em razão de ser antecipada, mas, também, por partir de
entidade sindical".
Na edição há uma declaração, na primeira página do jornal, do ator
Paulo Betti em apoio ao candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva. O ator
diz: "Todo mundo vai comparar o governo Lula com o anterior ... E vai se
perguntar: 'qual é o melhor'. Se você pensar nisso hoje, certamente vai votar no
Lula de novo. Acho que realmente ele está fazendo um governo melhor que o
outro".
Na segunda página da publicação tem outra reportagem com o título:
"Para impedir o retrocesso e avançar nas mudanças: reeleger Lula presidente". No
mesmo jornal há a divulgação do resultado de pesquisa eleitoral, em que o
candidato Lula despontaria com 48% das intenções de voto.
Segundo o ministro, "a forma de divulgação da pesquisa e a maneira
depreciativa como a publicação se refere ao candidato Geraldo Alckmin deixam
transparecer seu caráter de verdadeira propaganda eleitoral”.
Na Representação, a coligação PFL-PSDB reclamou que a edição de 20
de junho do jornal fez "panfletagem eleitoral" em favor de Lula. A coligação
aduziu que a publicação tratou de "forma desrespeitosa" o candidato Geraldo
Alckmin, além de divulgar resultado de pesquisa de intenção de voto
irregularmente.
Segundo a coligação, o sindicato violou a Lei 9.504/97 (Lei das
Eleições) em dois pontos: propaganda eleitoral antecipada (artigo 36) e doação
eleitoral por entidades sindicais (artigo 24). A entidade também desrespeitou a
Resolução 22.143 do TSE, com a divulgação ilegal de pesquisa de intenção de
voto, afirmam os partidos.
Fonte: Revista Consultor Jurídico
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h02
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INVESTIMENTOS DA PREVI
Telemar: Previ nega mudanças nas condições da oferta
O presidente da Previ, Sérgio Rosa, negou hoje a possibilidade de mudanças na
reestruturação e na oferta de ações da Telemar. "Os sócios estão alinhados com
as condições do negócio e não existe nenhum comentário a esse respeito",
afirmou. A operadora adiou a realização da oferta em razão da necessidade de
maior prazo para atendimento de exigências feitas pela SEC e pela CVM. A
operação, se concretizada, tornará a Telemar uma empresa de capital
pulverizado.
Com a reversão do humor do mercado a partir de maio, passou-se a especular
sobre a possibilidade de mudanças na estrutura da proposta original, entre elas
a reestruturação da empresa sem a realização da oferta secundária. "Tudo o que
existe sobre o assunto é o que foi colocado pela empresa", garantiu Rosa. O
executivo participa de evento na Associação dos Analistas e Profissionais de
Investimento do Mercado de Capitais (Apimec-SP).
Fonte: Último Segundo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h15
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INVESTIMENTOS DA PREVI
Para Previ, boa governança pesa mais que
pulverização
Fernando
Torres
A
Previ, maior fundo de pensão do País, considera mais importante que as empresas
em que ela possui participação tenham boa governança corporativa do que o
controle pulverizado. Em entrevista ao DCI, o presidente da Previ, Sergio Rosa,
afirma que a pulverização “não é uma regra geral”. No entanto, ele diz que vai
buscar que as companhias em que o fundo tem ações estejam no Novo Mercado da
Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). “É bom para o gestor ter as empresas no
maior nível de governança corporativa”, diz. “Mas isso não quer dizer
necessariamente pulverização de controle”, afirma.
A
Previ encerrou o primeiro semestre de 2006 com R$ 88 bilhões em patrimônio, após
sofrer com a queda da Bovespa nos últimos dois meses.
Apesar da alta de 5,8% em relação ao final de 2005, o resultado
ficou abaixo da variação do Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI) no
período, que foi de 7,7%. O desempenho se deve ao fato de a Previ ter 60% do
patrimônio aplicado em renda variável. A fundação tem até 2012 para reduzir este
índice a 50%.
Para
encontrar uma porta de saída para os investimentos em ações, uma das estratégias
que a Previ vem utilizando é estimular a pulverização do controle acionário das
empresas em que o fundo possui ações. Quando as ações preferenciais são trocadas
por ordinárias, a participação dos controladores fica automaticamente mais
diluída, o que favorece a venda dos papéis no futuro. Estes foram os casos, por
exemplo, da Embraer e da Perdigão.
A
Previ possui participação acionária significativa nas maiores empresas do País,
como Vale do Rio Doce, Usiminas, Itaú, Telemar, Brasil Telecom, Neoenergia,
Petróleo Ipiranga, Suzano, Aracruz, Coteminas, Fras-le, Marcopolo, Kepler Weber
e Weg.
No
entanto, Rosa diz que buscar que as empresas entrem para o Novo Mercado não
significa necessariamente pulverização do controle. Um exemplo disso é o caso do
Banco do Brasil (BB). O banco aderiu ao Novo Mercado após ter realizado uma
oferta pública de ações, mas continua com controle estatal.
A
Previ, que precisa reduzir o investimento em renda variável, foi uma das
acionistas vendedoras na oferta do BB e levantou R$ 650 milhões.
Ainda neste ano, a Previ se desfez também de uma participação
de R$ 140 milhões na Santos Brasil e vendeu outros cerca de R$ 450 milhões em
ações diretamente na Bolsa, totalizando R$ 1,24 bilhão. Pode fazer parte do
plano de desinvestimento em renda variável da Previ, participar da oferta de
ações da Telemar, após a reestruturação societária da empresa, que pode ser
aprovada nos próximos meses. Rosa é favorável à reestruturação acionária da
Telemar. “É uma boa operação para o mercado”, diz. O fundo de pensão detém
participação no controle da empresa via Fiago Participações e também possui
ações compradas diretamente na Bolsa.
Alguns analistas questionam a relação de troca de ações
proposta pelos controladores. Eles propõem basicamente que cada ação ordinária
que eles possuem passarão a valer três ações da nova companhia. Ao mesmo tempo,
cada ação preferencial continuará a valer uma, só que ordinária, da nova
empresa. O prêmio de 200% pela perda do controle é considerado elevado. Em
operação semelhante, os controladores da Embraer receberam 9% de prêmio na troca
de ações e os acionistas da Perdigão fizeram a transação sem qualquer ganho
adicional. A relação foi de 1 para 1.
Os
recursos que a Previ obtiver com os desinvestimentos no mercado acionário serão
alocados no segmento de renda fixa, especialmente em títulos públicos federais.
Segundo Rosa, a recente volatilidade do mercado financeiro, que derrubou o preço
das NTN-Bs de longo prazo, não afetará a política de investimentos do fundo, nem
para uma maior aplicação, nem para venda destes títulos. “Nós já vínhamos
ampliando a participação desses papéis na carteira”,
diz.
As
NTN-Bs são títulos públicos federais que têm rentabilidade combinada entre a
variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais um juro real
pré-fixado. No final do ano passado, as NTN-Bs com vencimento em 2024 e 2045
estavam pagando juros de 10% acima da inflação. Os fundos de pensão, ao lado
dos estrangeiros, foram os principais compradores desses papéis. Quem comprou
quando o cupom estava alto, teve ganhos significativos até março, quando os
juros reais dos mesmos papéis caíram para até 7,50% ao ano. Isso porque os
papéis comprados com juros de 10% ficaram valorizados no mercado. No entanto, a
turbulência internacional recente causou o movimento inverso, causando perdas
para os “comprados” em NTN-Bs.
Fonte: DCI Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h13
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INVESTIMENTOS DA PREVI
Justiça de NY adia decisão sobre acordo
pró-Opportunity
O juiz Lewis Kaplan, da Corte de Nova York, adiou mais uma vez, para o dia
30, a decisão sobre a validade do chamado acordo guarda-chuva, documento que
permite ao Opportunity voltar ao comando da Brasil Telecom, operadora de
telefonia fixa que atua nas regiões Centro-Oeste, Sul e Norte.
A validade do acordo, contestada pelos fundos de pensão e pelo Citigroup, foi
ratificada pela Justiça brasileira.
Kaplan também adiou o depoimento de Mary Lynn Putney, ex-executiva do Citi.
Ela será ouvida entre 10 e 11 de agosto e é considerada peça importante na
defesa do Opportunity. O grupo de Dantas é acusado pelo Citi em Nova York de ter
gerido a BrT de maneira fraudulenta. No Brasil, o banco é alvo de acusação
semelhante por parte dos fundos de pensão.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h49
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A FARRA DOS BANCOS
Juro à pessoa física sobe e bate
recordes
Taxa no comércio é a maior desde setembro de 2003, diz pesquisa;
tendência contraria quedas consecutivas da Selic
Para
especialistas, aumento reflete principalmente a elevação dos índices de
inadimplência dos consumidores no país
ADRIANA MATTOS DA
REPORTAGEM LOCAL
O consumidor paga a maior taxa de juros no comércio
desde setembro de 2003. O índice observado em junho atingiu a média de 6,21% ao
mês (mais de 106% ao ano) -só inferior aos 6,32% registrados 33 meses atrás. No
cartão de crédito e no empréstimo pessoal de financeiras, as taxas também
cresceram e bateram recordes.
O levantamento, apresentado ontem -uma semana antes da reunião do Copom
(Comitê de Política Monetária) que definirá a nova taxa Selic, nos dias 18 e
19-, pertence à Anefac, associação de executivos de finanças. Outra análise
publicada ontem, feita pelo Procon de São Paulo neste mês, mostra que a
tendência de alta continua nos bancos.
"Em junho não tivemos reunião do comitê, mas acreditávamos que haveria uma
queda das taxas. Isso porque em maio a Selic tinha caído 0,5 ponto percentual e
isso ainda não havia sido repassado totalmente ao mercado, pois a queda
aconteceu no final de maio", diz Miguel de Oliveira, economista e presidente da
Anefac. Naquele mês, a Selic caiu de 15,75% para 15,25% -a taxa atual.
No caso dos cartões de crédito, a Anefac mostra que o juro mensal atingiu
10,35% no mês passado -o maior percentual desde janeiro de 2004 (10,36% ao mês).
Para o financiamento à pessoa física, feito pelas financeiras administradas por
bancos, a taxa subiu para um patamar só inferior ao verificado no final do ano
passado -período de vendas natalinas. Em dezembro de 2005, a taxa estava em
11,73% ao mês -contra 11,63% em junho passado.
Entidades do comércio explicam que repentinos aumentos nas taxas variam de
loja para loja, e uma subida pode pressionar o indicador geral. Além disso, os
juros praticados têm influência direta do sobe-e-desce da inadimplência do
consumidor, explica a ACSP (Associação Comercial de São Paulo). E o calote
voltou a repicar em maio, segundo todos os indicadores publicados em junho.
Além disso, análise do Banco Central, citada no relatório de inflação de
junho, mostra que há gordura nas taxas praticadas pelos bancos porque parcela
elevada dos novos empréstimos feitos desde 2005 foi para clientes de alto
risco.
É importante ressaltar que as informações sobre as taxas são coletadas pela
Anefac em anúncios de redes varejistas, em bancos e financeiras. Seria possível,
portanto, verificar outro comportamento dos juros em empresas que não fazem
parte da coleta ou que ficaram de fora da média do mercado.
No entanto, outro levantamento, coletado pelo Procon SP, confirma esse
movimento de alta nas taxas. A fundação analisou dez instituições financeiras,
no último dia 3. No empréstimo pessoal, a taxa média dos bancos pesquisados foi
de 5,37% ao mês, superior à de junho, que foi de 5,30%.
No cheque especial, porém, o número caiu de 8,24% em junho para 8,18% em
julho. Nesse caso, houve um "efeito contaminação", diz a diretoria do Procon. O
Unibanco reduziu consideravelmente os seus juros e isso pressionou a média.
Redes varejistas e bancos informam que praticam taxas segundo o perfil de
cada cliente.
saiba mais
Clientes têm "taxa individual" em banco e
loja
DA REPORTAGEM LOCAL
Cada cliente, uma taxa. Não há uma cobrança de juros única no mercado
atualmente e isso ocorre de acordo com o perfil do cliente, no caso de bancos e
financeiras, ou do produto comprado, no caso do comércio varejista.
Por isso, as empresas informam que possíveis altas, informadas pela entidades
que fazem os levantamentos, não são generalizadas.
Mas há um entendimento claro, informa a Febraban em comunicado publicado em
junho, de que esses juros estão sendo praticados tendo como balizador "a chamada
cunha fiscal e os encaixes compulsórios", além dos recentes picos de
inadimplência do consumidor. A cunha fiscal equivale aos impostos da
intermediação financeira somados aos compulsórios (dinheiro que os bancos deixam
no Banco Central sem poder emprestar).
Em entrevista à Folha, em maio, o presidente do Itaú, Roberto Setubal, disse
que "só quando a inadimplência cair é que os bancos vão retomar o movimento de
queda dos juros". O problema é que o calote não cai porque os bancos concederam
empréstimos em volume elevado nos últimos meses para clientes de risco, de
acordo com o Banco Central.
"Spread" Segundo dados da entidade,
de agosto de 2005 até maio de 2006 o "spread" para pessoas físicas e jurídicas
permaneceu constante, mesmo com a queda na taxa Selic. "Spread" é a diferença
entre a taxa de juros que o banco paga para captar recursos e a que cobra nos
empréstimos que concede.
Na tentativa de particularizar a cobrança, os bancos usam o chamado cadastro
positivo, um banco de dados com o histórico de créditos e pagamentos dos
consumidores, regulamentado em 2005 pelo governo.
O comércio cobra taxas que variam segundo o produto. Um refrigerador tem juro
mensal diferente do de uma TV na Casas Bahia. (AM)
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h44
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OS FUNDOS DE PENSÃO E O CITIGROUP
CMA aprova acompanhamento do TCU a contratos de fundos de pensão com Citigroup
A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização aprovou nesta terça-feira voto do relator, senador Luiz Otávio (PMDB-PA), no sentido de que o Tribunal de Contas da União continue o acompanhamento dos contratos dos fundos de pensão (Previ, Petros e Funcep) com o Citigroup para compra de participação do Citigroup na empresa Brasil Telecom.
Esse contrato foi objeto de denúncia do deputado João Alberto Fraga Filho formalizado em aviso encaminhado pela Câmara dos Deputados à CMA. Ao manifestar apoio ao voto de Luiz Otávio, a senadora Ana Júlia Carepa (PT-PA), relatora ad hoc, lembrou que o assunto também foi investigado pela CPI dos Correios.
Em seu relatório, Luiz Otávio afirma que as irregularidades investigadas pelo TCU estão ligadas ao valor da compra das ações da Brasil Telecom. O contrato estabelece a obrigação de que os fundos de pensão comprem a participação do Citigroup na empresa Brasil Telecom em novembro de 2007, pelo valor de R$ 1,045 bilhão, corrigido pela variação de IGP-DI mais 5% ao ano.
Luiz Otávio afirma que as análises nas quais a Secretaria de Previdência Complementar se baseou para chancelar o contrato foram produzidos sob encomenda do Citigroup. Por essa empresa ser parte interessada no negócio, "seria natural que apresentasse uma certa tendência a inflar os valores estimados dos ativos em negociação", diz o senador.
Segundo Luiz Otávio, o TCU informou que não foi concedida medida cautelar para evitar a execução do contrato pois este somente terá efeitos em 2007 "razão pela qual há tempo para analisar com calma as circunstâncias em que foi celebrado".
Fonte: Agência Senado
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h06
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BB MOBILE
BB envia torpedo para informar movimentações acima de R$ 30
Os clientes do Banco do Brasil usuários da telefonia móvel têm agora mais uma
opção pratica para controlar suas finanças. As movimentações on-line de débito
na conta corrente de valores iguais ou maiores que R$ 150 ou compras no comércio
via cartão de crédito, com valor igual ou superior a R$ 30 são confirmadas por
meio de mensagem de aviso no celular do usuário cadastrado no BB.
O
serviço, que não será tarifado até o dia 31 de agosto próximo, terá um preço
mensal de R$ 2,50, independentemente da quantidade de mensagens enviadas. A
facilidade é mais uma etapa do projeto Mobile Banking do BB, que aposta na
disseminação do uso do celular como o “banco de bolso” e se constitui na
terceira onda do atendimento bancário.
O envio do “recibo” da operação
bancária para o celular do usuário é feito via tecnologia SMS (sigla para Short
Message System, ou sistema de mensagem curta de texto).
Fonte: Jornal da Mídia
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h01
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DECRETO: AÇÕES DO BB
BNDES já pode adquirir e alienar ações do
BB/FGE
Em decreto publicado nesta terça-feira no Diário Oficial da União, o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a adquirir e alienar até 18 milhões
de ações ordinárias de emissão do Banco do Brasil S.A., de propriedade do Fundo
de Garantia à Exportação (FGE).
O decreto contém, também, as assinaturas
do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do interino do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho.
Fonte: Agência Estado
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h00
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CAMPANHA SALARIAL DO BB
Federações Regionais fazem conferências em
todo o Brasil
Bancários de todo o país começam a se reunir para discutir a Campanha
Salarial de 2006. Neste mês de julho acontecem as Conferências das Federações
Regionais para discutir os principais tópicos da campanha e eleger delegados
para a Conferência Nacional da Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro
(Contraf) que acontece de 27 a 30 de julho. Antes das conferências regionais, os
sindicatos promoveram encontros para delegar representantes e formar a pauta.
Confira abaixo o calendário das Federações e sua Conferências:
Fetec NE – 21, 22, 23 de julho em Teresina-PI Feeb SP/MS – 13 e 14 de
julho em Suarão-SP Fetraf MG – 14 e 15 de julho em Belo Horizonte-MG Fetec
SP – 15 de julho em São Paulo-SP Feeb BA/SE – 15 e 16 de julho em
Salvador-BA Feeb RS – 15 e 16 de julho em Porto Alegre-RS Fetec PR – 15 e
16 de julho em Curitiba-PR Feeb RJ/ES – 22 de julho em Três Rios-ES Feeb
CN – 22 de julho em Brasília-DF
Fonte: Agência Anabb
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 10h38
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DIREITOS TRABALHISTAS
Planalto deverá barrar FGTS para empregado doméstico
Governo não planeja editar nova MP ampliando direitos trabalhistas da
categoria
Em encontro com trabalhadores, ministros afirmam apenas que
será criada uma comissão para discutir o assunto
JULIANNA
SOFIA DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Sem avanço nas negociações
com patrões e trabalhadores, o governo passou a tratar com mais ceticismo a
possibilidade de ampliar direitos trabalhistas dos empregados domésticos.
Como já havia indicado, o Planalto deverá vetar a obrigatoriedade do FGTS
(Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para as domésticas, incluída pelo
Congresso na medida provisória que concedeu benefícios fiscais aos empregadores
que assinam a carteira de trabalho dessas trabalhadoras.
Mas a possibilidade de editar outra MP sobre o assunto -que poderia, por
exemplo, tornar obrigatório o FGTS, mas sem a multa rescisória de 40%- ficou
mais distante na reunião de ontem entre sindicalistas e os ministros Nelson
Machado (Previdência) e Nilcéa Freire (Políticas para as Mulheres).
Os ministros não se comprometeram com essa proposta e afirmaram que o governo
criará uma comissão tripartite para discutir os direitos da categoria. O governo
tem até o dia 20 para sancionar a MP.
Machado acrescentou que o texto original da medida provisória deverá ser
mantido pelo presidente Lula, garantindo a dedução da contribuição
previdenciária de um empregado do Imposto de Renda. "Não tem como buscar acordo
com categorias tão díspares. Queremos separar com clareza as duas pautas
[direitos das empregadas e benefício fiscal]", disse.
Ele enfatizou que a intenção do governo ao editar a MP era aumentar a
formalidade. Hoje, dos 6 milhões de domésticos, apenas 1,8 milhão tem carteira
assinada. Ainda segundo o ministro, pesquisas empíricas mostram que a criação de
novas obrigações para os patrões pode ter o efeito contrário, aumentando a
informalidade.
Para ele, os artigos incluídos pelo Congresso avançam sobre uma discussão que
vinha acontecendo e deverá continuar. "Vamos tomar uma decisão com autonomia,
assim como a categoria vai buscar seus direitos com autonomia", afirmou.
"As trabalhadoras não abrem mão dos seus direitos e não estamos aqui para
pedir que elas o façam. O governo vai terminar seus estudos e apresentar ao
presidente o que nós achamos que deve ser vetado. Ainda não está fechado", disse
Nilcéa, evitando detalhar os pontos que devem ser retirados da MP.
Apesar da tendência de veto da MP, a representante da Federação Nacional das
Trabalhadoras Domésticas, Ione de Oliveira, classificou a reunião de "positiva".
"Foi muito boa, só pelo fato de que pela primeira vez alguém sentou conosco para
conversar", disse.
Dados do Ministério da Previdência mostram que o benefício fiscal para os
patrões com o desconto do IR seria de R$ 560 (já incluído o 13º salário e um
terço de férias). A dedução vale para um empregado doméstico que ganha um
salário mínimo. Já o custo do recolhimento do FGTS mensal, mais a multa de 40%,
é de R$ 522,67 por ano.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h01
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O BB EM LAVRAS
Banco do Brasil de Lavras comemorou os 90 anos de BB em Minas
O Banco do Brasil foi criado em 12 de outubro de 1808, através de um alvará do príncipe regente D. João. O capital que constituiu o banco foi de 1,2 mil ações de um conto de réis cada uma. O primeiro banco brasileiro cresceu e se expandiu ao longo dos anos. Em Minas Gerais ele chegou em 1916.
Em Lavras o Banco do Brasil não foi o primeiro banco a se instalar na cidade. O primeiro foi o Banco de Crédito Real, que aqui foi inaugurado em primeiro de fevereiro de 1910. O Banco do Brasil chegou a Lavras no dia primeiro de dezembro de 1954, mas chegou em grande estilo: a inauguração contou com as presenças de José Maria Alkimin, do lavrense e ex-ministro da Indústria e Comércio, José Hugo Castelo Branco, e Mário Signorelli, entre outras autoridades.
O BB chegou, se instalou e começou a fazer parte da vida política e social de Lavras, prova disso era a participação de seus gerentes em todas as decisões importantes que eram tomadas pelos poderes Executivo e Legislativo. Em 1956, por exemplo, o BB de Lavras colaborou com a participação de três de seus funcionários na Comissão Municipal de Abastecimento e Preços, criada pelo prefeito João Modesto de Souza.
Um exemplo mais recente de integração com a comunidade foi a implantação do comitê “Ação e Cidadania Contra a Miséria, pela Vida”, uma iniciativa até então única em Minas Gerais. A implantação do comitê ocorreu no dia 24 de abril de 1993, na sede da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB).
Em 1968, no dia 30 de novembro, o banco inaugura sua agência definitiva na praça principal da cidade. Antes o BB situava-se em um prédio atrás da igreja do Rosário, onde é hoje um verdurão. O novo prédio foi construído no lugar onde existia o sobrado do capitão Evaristo Alves de Azevedo, que foi consumido por um incêndio criminoso no dia 13 de maio 1962.
Esta semana o banco comemorou 90 anos de instalação em Minas Gerais e em Lavras. Por iniciativa do gerente Evaldo Pinto, que contou com o apoio de todos os funcionários, a comemoração foi dividida entre os clientes aposentados e os antigos funcionários da agência de Lavras. Na quarta-feira, dia 5, a agência abriu com um café para os aposentados que recebem naquela agência.
As comemorações se estenderam até a noite, quando a agência encerrou o expediente e comemorou, com o quadro atual de servidores e os antigos, com um coquetel que foi oferecido pelo banco.
A solenidade foi aberta pelo gerente Evaldo Pinto, que destacou o trabalho dos atuais e antigos bancários para o engrandecimento da maior instituição financeira do Brasil. Em determinado momento o gerente pediu aos funcionários da ativa que aplaudissem os funcionários aposentados - foi um momento de muita emoção. Em seguida, convidou o mais antigo funcionário do Banco do Brasil em Lavras, Samuel Carvalho, o Mielo, como é mais conhecido em Lavras, para receber uma placa de prata como forma de agradecimento aos serviços prestados.
Ozany Pereira Barbosa, também funcionário aposentado do BB, falou em nome de todos os seus colegas. Ozany lembrou aqueles que já não estão no plano terreno e falou também sobre o homenageado e seus irmãos, que também trabalharam no Banco do Brasil. Em seguida foi servido um coquetel a todos os presentes.
Mielo: o mais antigo funcionário do BB de Lavras 
A solenidade que comemorou os 90 anos do Banco do Brasil em Minas Gerais, na agência de Lavras, por iniciativa do gerente Evaldo Pinto, foi marcada pela homenagem aos antigos funcionários daquela agência, entre quais estava Samuel Carvalho, o “Mielo”, o mais antigo servidor, aposentado há 27 anos. Mielo é lavrense e já trabalhava no BB antes mesmo da chegada da agência a Lavras. Antes Mielo era bancário em Ouro Fino e foi transferido para sua cidade natal logo após a inauguração da agência, em 1954.
A família de Mielo é talvez, uma das únicas do Brasil em que tem o maior número de pessoas que trabalharam no BB. Eram 8 irmãos, todos pertencentes aos quadros do Banco do Brasil: João Carlos Carvalho e Luciano Carvalho, trabalhavam na agência no Rio de Janeiro; Antero Carvalho, Carlos Carvalho e Mário Carvalho Filho, em Brasília; Aloísio Carvalho e Samuel Carvalho, o Mielo, em Lavras. Dos 8 irmãos bancários, apenas três sobrevivem: Mielo, Luciano e Antero.
Falando à reportagem do LavrasNews Mielo lembrou como era o movimento bancário na década de 50 e 60. Contou que as transferências de dinheiro para outras agências eram feitas, até a década de 70, num carro de praça, ou táxis, como são chamados hoje. Segundo ele, o taxista Vinícius Valentini, recentemente falecido, que transportava as malas de dinheiro, que eram acompanhadas por apenas dois funcionários do banco. Mielo lembra que os funcionários eram armados com revólveres calibre 32 e muitos deles sequer sabiam atirar. Mesmo assim, nunca ocorreu nenhum incidente.
Outro fato lembrado pelo mais antigo bancário do BB de Lavras era a união que existia entre eles: “todos os bancários de Lavras eram muito amigos e trocavam experiências”, disse. Sobre a homenagem que recebeu Mielo disse que ficou muito feliz com a iniciativa de seus colegas e do atual gerente, Evaldo Pinto. Disse que dividia com todos os seus colegas bancários e dedicava àqueles que não mais estão presentes entre nós, como seus cinco irmãos falecidos.
Fonte: Lavras Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h08
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BANCO DO NORDESTE
BNB comemora 54 anos com realização de fórum
Os 54 anos de criação do Banco do Nordeste serão comemorados em Fortaleza, de
19 a 21 deste mês, com a realização do Fórum BNB de Desenvolvimento e do XI
Encontro Regional de Economia, em parceria com a Associação Nacional de Centros
de Pós-Graduação em Economia (Anpec).
Durante os eventos, haverá a
entrega do Prêmio BNB de Economia Regional, nas categorias profissional e
universitária, e do Prêmio BNB de Talentos Universitários, além do lançamento de
diversas publicações editadas pelo Banco e outras entidades ligadas ao
desenvolvimento regional.
O Fórum BNB de Desenvolvimento e o XI Encontro
Regional de Economia têm como público-alvo estudantes e professores de Economia
e de áreas relacionadas ao desenvolvimento econômico-social, pesquisadores,
profissionais de governo, iniciativa privada e ONGs, autoridades políticas,
empresários, clientes e demais parceiros do BNB.
Os interessados em
participar podem se inscrever até a próxima sexta-feira (dia 14), preenchendo a
ficha de inscrição disponibilizada no site do Banco do Nordeste na Internet
(www.bnb.gov.br). Os eventos serão realizados no auditório do Centro
Administrativo do BNB em Fortaleza (Av. Paranjana, 5700 – Passaré
).
Segundo o superintendente do Etene, órgão do BNB responsável pela
organização do evento, José Sydrião de Alencar, há onze anos consecutivos o
aniversário do Banco é comemorado com apresentação de estudos e debates, visando
mobilizar as comunidades acadêmica e política em torno de questões relevantes
para o desenvolvimento regional. Este ano o tema geral do encontro é “Nordeste:
Estratégias de Desenvolvimento Regional”.
Fonte: Jornal da Mídia
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h02
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BANCÁRIOS EM PIRACICABA
Sindicato dos Bancários e
museu abrem exposições
Com o objetivo de mostrar
que é possível transformar o material descaRtado em arte, a Secretaria de
Educação e Cultura do Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região abre hoje,
na sede de sua instituição, sua 71ª Mostra Cultural “Recicle com Arte”, com por
trabalhos de Calmi Carërë (Índio), Osvair Perón e João Luiz Vieira de Camargo. A
exposição pode ser vista até o dia 31 de julho. No Museu Histórico e Pedagógico
Prudente de Moraes o público piracicabano também poderá prestigiar a mostra
“Memórias da Revolução Constitucionalista de 1932”, que compreende um acervo
variado de materiais da época. A entrada para as exposições é
gratuita.
“Optamos por não colocar nenhum nome nas obras para que o público seja
desafiado a encontrar o material reciclado nelas e assim descobrir o porque de
cada peça”, fala Carërë, que expõe uma cortina feita com canudos, um painel com
fotos que abordam a questão do reaproveitamento de materiais, uma luminária e
outros objetos feitos com papelão. “Se estou andando na rua e vejo alguma coisa
que possa ser reciclada, pego. Tudo pode ser transformado”.
Do artista plástico Péron, o público conhecerá nove máscaras especialmente
feitas para a mostra. “Já tinha feito um trabalho de máscaras para o projeto de
cultura negra da Secretaria da Ação Cultural, o Carërë viu o meu trabalho e me
convidou para participar desta exposição”, conta o artista.
MUSEU – A
partir de hoje, o público piracicabano também pode prestigiar a exposição
“Memórias da Revolução Constitucionalista de 1932”, no Museu Histórico e
Pedagógico Prudente de Moraes. “Montamos essa exposição todo ano. Em uma vitrine
temos medalhas, em outra, objetos comemorativos da Revolução, além de armas e
granadas da época”, fala Mônica Santana, diretora da instituição.
A exposição também é composta por cartazes da época, que mostram a convocação
dos paulistas para o alistamento, fotos dos batalhões, de soldados, das famílias
de combatentes e veteranos da revolução, como também de voluntários
piracicabanos que participaram da revolução.
SERVIÇO – 71ª Mostra
Cultural do Sindicato dos Bancários “Recicle com Arte”. Na sede do Sindicato (r.
XV de Novembro, 549). Até 31 de julho, das 9 às 17h30. Entrada gratuita.
Exposição “Memórias da Revolução Constitucionalista de 1932”, no Museu Histórico
e Pedagógico Prudente de Moraes (r. Santo Antônio, 641). Até o dia 30 de julho.
De ter. a sexta, das 10h às 17h e aos sáb. das 9h às 12h. Entrada gratuita. A
data e locais foram enviados pelos organizadores. Mais informações: (19)
3422-1050 (Sindicato) e 3422-3069 (Museu).
Fonte: Jornal de Piracicaba
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 22h01
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DIREITOS TRABALHISTAS
Igualdade de direitos para bancário afastado é tema de
encontro
Está prevista mesa de negociação específica sobre saúde e
condições trabalho entre sindicatos e Fenaban
Igualdade de direitos entre bancários afastados e da ativa é
reivindicação a ser lavada ao encontro das discussões específicas sobre saúde e
condições trabalho, com a Fenaban, em data a ser definida. A reunião prevista em
Acordo Coletivo, que envolve representantes do Sindicato e da entidade patronal,
faz parte das mesas de debate criadas para discutir problemas que atingem a
categoria.
Os trabalhadores querem a manutenção de direitos aos
bancários afastados por motivo de saúde. O tíquete-refeição (R$ 13,42), por
exemplo, é suspenso após o 15º dia de afastamento do bancário pelo INSS,
enquanto, a cesta-alimentação (R$ 230) deixa de ser concedida após seis meses. O
pagamento da PLR cai para o correspondente a 1/12 por mês trabalhado.
Os
representantes dos trabalhadores também irão cobrar que o complemento salarial
feito pelo banco ao funcionário afastado seja estendido pelo tempo que o
bancário permanecer nesta situação. Pela regra atual, o INSS paga uma parte do
salário ao funcionário afastado e a empresa realiza a complementação nos
primeiros dois anos de afastamento. Depois deste período, o bancário fica com
salário reduzido.
“Os bancários afastados são duplamente penalizados.
Ficam doentes em decorrência da falta de condições adequadas de trabalho e ainda
têm seus direitos reduzidos em um dos momentos de maior necessidade”, disse
Walcir Previtale Bruno, secretário de Saúde do Sindicato. “Não vamos permitir
que durante a Campanha Nacional as questões de saúde e condições de trabalho
sejam tratadas em segundo plano pelos banqueiros”, ressaltou.
Fonte: Sindicato dos Bancários SP
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 21h58
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REAJUSTES DOS APOSENTADOS
Lula veta reajuste de 16,6% a aposentados
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou nesta segunda-feira a
extensão do reajuste de 16,67% para aposentados e pensionistas da Previdência
que têm benefícios acima de um salário-mínimo (R$ 350). O governo argumenta que
não tem como arcar com o aumento adicional, que teria impacto no déficit da
Previdência Social de R$ 7 bilhões por ano. Vários ministros já vinham
sinalizando nos últimos dias que não restaria opção ao presidente a não ser o
desgaste político do veto, num ano eleitoral.
A proposta, aprovada no
Senado na semana passada, foi incluída por projeto de conversão à medida
provisória do governo que elevou o piso de R$ 300 para R$ 350. Um reajuste de 5%
(aumento real, mas muito inferior ao que tiveram os que ganham até um mínimo)
para quem ganha mais do que o piso está em vigor por meio de outra medida
provisória, que ainda precisa ser votada pela Câmara. Com o veto, o governo
aposta agora na aprovação desta MP.
Se a oposição quiser passar de 5%
para 16,67% o aumento previsto nesta MP, o governo terá de vetar, mas nesse caso
o veto prejudicaria os aposentados, que não só ficariam sem os 16,67%, mas
também sem o aumento real embutido nos 5%, baixando o reajuste para
3,14%.
Na semana passada, o ministro das Relações Institucionais, Tarso
Genro, disse ainda esperar que seja possível negociar com a oposição para que
ela não altere a MP que está na Câmara. Tarso afirmou ainda que todos esses
temas têm repercussão eleitoral, mas que o governo está amparado em acordos
feitos com as centrais sindicais, que fixaram o valor do salário-mínimo em R$
350 e o reajuste para os aposentados em 5%.
Fonte: Agência O Globo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 14h11
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NEGÓCIOS DO BB
Da coluna Mercado Aberto na Folha de S. Paulo:
ACORDO O Banco do Brasil e os Correios acabam de assinar,
em Lisboa, acordo de cooperação com os Correios de Portugal. A parceria dará
ênfase na utilização do Balcão de Comércio Exterior do BB naquele país. O Balcão
é um site que funciona como loja, despachante aduaneiro e bolsa de negócios.
APOSTA NA WEB Investir na internet para vender seguros é
uma das prioridades da BB Seguros/Brasilveículos, seguradora de automóveis do BB
que possui 6% de participação no mercado e ocupa o sétimo lugar no ranking das
seguradoras de automóveis. Fernando Barbosa de Oliveira, presidente da BB
Seguros/Brasilveículos, afirma que a web já responde por 10% das vendas do BB
Seguro Auto.
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h23
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A FARRA DOS BANCOS
Assédio moral afeta
bancários
Mais de 60% deles sofrem problemas de saúde, mas silêncio ainda é o
problema
Josué
Costa
O ambiente luxuoso e bem refrigerado de
uma agência bancária, com engravatados nos balcões e mesas de atendimento
esbanjando cortesia no trato com os clientes, esconde uma realidade bem
diferente, marcada por frias relações interpessoais, destratos e humilhações. A
avaliação é do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Pará e
Amapá (SEEB/Pa/Ap). Pesquisa das entidades sindicais, incluindo a paraense,
mostra que 60,72% dos bancários sofrem problemas de saúde gerados pelo assédio
moral dos seus superiores.
A pesquisa sobre
assédio moral nas casas bancárias foi realizada em todo o Brasil e será
divulgada nesta quarta-feira, em Brasília, quando a categoria vai apresentar,
discutir e definir encaminhamentos para o enfrentamento da questão. Pará e Amapá
terão representações no encontro.
Os números
revelam que 40% dos bancários convivem com o problema. Coordenada pelo SEEB de
Pernambuco, em parceria com o Fundo pela Igualdade de Gênero (FIG), da Agência
Canadense para o Desenvolvimento Internacional (Cida), a pesquisa denuncia
situações de humilhação causadas por delegação de tarefas incompatíveis com a
função, gritos, ofensas e outros constrangimentos, realidade que acaba
refletindo na saúde de 60,72% dos trabalhadores.
A pesquisa foi
levada a termo em todos os Estados da Federação. No Pará, de acordo com o
sindicalista Manoel Souza, diretor de Comunicação do SEEB/Pa/Ap, existem 98
agências bancárias, incluindo os postos de atendimento, número que abriga
aproximadamente 6,2 mil funcionários. A maioria da categoria é constituída por
funcionários públicos. Manoel garante que o assédio moral dos superiores
hierárquicos sobre os comandados não é uma prática isolada ou patrimônio
exclusivo desse ou daquele banco: 'O problema acontece diariamente e é bastante
abrangente'.
As vítimas do
assédio moral, explica o diretor de Comunicação, ficam nervosas, tensas ou
preocupadas e sofrem com o cansaço, a tristeza, insônia e dores de cabeça. 'As
mulheres e os negros são os que mais sofrem esse tipo de assédio, refletindo o
preconceito e a discriminação existentes na sociedade', reitera Salete Gomes,
diretora do sindicato do Pará e Amapá e membro da Comissão de Gênero, Raça e
Orientação Sexual da Contraf/CUT.
No Pará, revela
Manoel Souza, evidências não faltam para ilustrar o problema. O próprio
sindicato apresentou denúncias da prática desse crime junto ao Ministério
Público contra uma instituição. O caso é de humilhação. Uma funcionária, hoje no
gozo de licença médica, acometida de vários problemas de saúde, foi transferida,
sem explicações convincentes, da função de coordenadora de posto para a de
'entregadora de senhas'. 'Trata-se de uma moça de qualificação em nível
superior, bem dotada, que passou a ter traumas emocionais, entre outras
conseqüências, por conta dessa postura típica de assédio moral',
avalia.
O problema,
observa o diretor, é abordado num momento importante, quando acontecem
discussões sobre a Campanha Nacional dos Bancários. O objetivo é garantir em
mesa de negociação o compromisso dos bancos de combater o assédio moral. Diz
ainda que o problema já está sendo combatido no Pará. Entre as ações, está a
distribuição de uma cartilha, intitulada 'Assédio Moral é Ilegal e Imoral’. 'É
uma forma de alertar os trabalhadores para o problema, informando, entre outras
coisas, como pode ser denunciado', justifica, desta feita, Heládia Carvalho,
diretora de Saúde do SEEB/Pa/Ap.
SILÊNCIO
O silêncio
continua a ser o maior inimigo do assédio moral nas casas bancárias. Segundo
ainda a pesquisa, apenas 5,2% dos bancários que sofreram assédio moral disseram
ter falado sobre o assunto com alguém. A maioria (34,65%), busca apoio na
família, enquanto 14,83% falam com amigos; 10,89% comentam com um colega de
banco e somente 6,52% procuram o sindicato. 'Falar com a família e com os amigos
ajuda a aliviar a tensão, mas os trabalhadores devem procurar os sindicatos e
relatar a situação para que possamos orientá-los e buscar soluções', enfatiza
Raimundo Walter Luz, presidente do sindicato paraense e amapaense.
Na pesquisa, os
bancários apontaram alguns fatores que podem resultar no assédio moral, como o
excesso de trabalho, reclamado por 19,66%. Um total de 12,73% afirma que o chefe
prejudica a sua saúde. A chefia dá instruções confusas e imprecisas para 10,35%
e, para 9,51%, os gestores pedem trabalhos urgentes sem nenhuma
necessidade.
O que favorece
esta situação para 70,97% dos entrevistados é falta de pessoal no banco. Outros
54,66% apontam que a causa é sobrecarga de trabalho. A a extrapolação da jornada
de trabalho é vista por 27,36% dos bancários como fator que gera o problema.
Outro fator gerador é a competição entre as pessoas, apontada por 34,09%. Mais
da metade, 52,89%, diz que existem boatos que geram insegurança e 66,84% afirmam
que há pessoas que não passam informações. A pesquisa foi realizada com 2.609
bancários.
Assédio moral é a
exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e
constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no
exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas
autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações
desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais
subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho
e a organização, forçando-o a desistir do emprego. Segundo especialistas,
trata-se de um mal que vem se alastrando nas relações de trabalho modernas,
apesar da existência de mecanismo legais rigorosos de combate a esse
mal.
Fonte: O
Liberal
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 00h12
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A FARRA DOS BANCOS
Da coluna Mercado Aberto na Folha de S. Paulo:
Banqueiros confiam em Lula, afirma
Setubal
"Independentemente de quem ganhar a eleição presidencial, os dois principais
candidatos (Luiz Inácio Lula da Silva ou Geraldo Alckmin) terão a confiança do
mercado financeiro. A afirmação é do presidente do Banco Itaú, Roberto Setubal,
ao comentar as perspectivas da economia neste ano com as eleições.
Em 2002, durante a campanha presidencial passada, Setubal foi o primeiro
grande banqueiro a defender a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva.
"Em 2002, eu disse que Lula merecia a confiança do país por sua história e
pelo compromisso que havia assumido na "Carta ao Povo Brasileiro'", afirmou
Setubal.
Para este ano, Setubal mantém sua declaração de quatro anos atrás. "De certa
forma, tudo o que Lula escreveu na "Carta ao Povo Brasileiro" ele cumpriu, o que
criou confiança do mercado financeiro em relação ao seu nome", diz.
Setubal diz que, agora, é muito importante o fato de o presidente Lula ter
mantido o discurso de comprometimento com uma administração fiscal saudável,
mesmo sendo um ano eleitoral. "Lula continua com o compromisso da meta de 4,25%
de superávit primário, e isso reforça a confiança do mercado financeiro no seu
nome", afirma Setubal.
Dessa forma, Setubal não acredita em grandes turbulências para este ano,
apesar das eleições. Ele aposta até na continuidade do processo de redução dos
juros, ainda que num ritmo lento. "Os juros vão cair lentamente, mas a queda irá
mais longe do que se imagina", diz.
Setubal prevê que a Selic termine este ano numa faixa entre 14% e 14,5%, mas
ele acha que cairá ainda mais em 2007. Ele acredita que a turbulência externa
que se prevê irá afetar minimamente o Brasil. "Estou muito confiante em relação
à economia do país", diz.
O banqueiro também aposta que o crédito irá continuar em alta, apesar do
crescimento da inadimplência. "A inadimplência subiu, mas esse aumento não chega
a ser preocupante", diz. Setubal acha que o crescimento maior do crédito se dará
no segundo semestre, como ocorre tradicionalmente. "A economia cresce no segundo
semestre e ajuda a aumentar o crédito", diz.
FRASE
"Lula continua com o compromisso da
meta de 4,25% de superávit primário, e isso reforça a confiança do mercado
financeiro no seu nome"
"Os juros vão cair lentamente, mas a queda irá
mais longe do que se imagina"
"A inadimplência subiu, mas esse aumento
não chega a ser preocupante" ROBERTO SETUBAL presidente do
Banco Itaú"
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h56
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BBDTVM E RECORDE
Da coluna Mercado Aberto na Folha de S. Paulo:
RECORDE A BBDTVM, administradora de recursos de terceiros
do Banco do Brasil, fechou o semestre com R$ 171 bilhões em caixa. No começo do
ano, eram R$ 153,5 bi. Em 2003, R$ 66 bi.
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h54
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DIREITOS TRABALHISTAS
Da coluna do jornalista Elio Gaspari na Folha de S.
Paulo:
Çabedoria
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, nunca trabalhou sem a proteção do FGTS,
mas argumenta que os empregados domésticos não podem receber esse benefício
porque os patrões reagirão demitindo os trabalhadores que têm carteira assinada.
Portanto, a providência piorará a vida do andar de baixo. Marinho talvez não
saiba, mas sua parolagem é velha.
Em 1865, no debate da lei que libertaria os escravos com mais de 60 anos, o
deputado Dias Carneiro disse o seguinte: "Que gênero de felicidade
proporciona-se a um sexagenário que passou a vida no cativeiro, onde formou
hábitos, adquiriu necessidades, atou relações, oferecendo-lhe a liberdade quando
mais precisa da proteção de seus senhores?"
Para que não se pense que o Brasil foi governado por néscios, fala Nabuco de
Araújo, um dos maiores homens do seu século: "O pouco serve hoje, o muito amanhã
não basta".
(Marinete e Maria, irmãs de Lula, foram empregadas domésticas. Marisa, sua
mulher, foi babá dos 9 aos 14 anos.)
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h32
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