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| BBlog: o BB, seus funcionários e Entidades (Blog do Romildo) |
Pausa no BBlog
Tendo em vista minha participação no Encontro de Conselheiros da Previ, que
se inicia nesta quarta-feira, este BBlog ficará sem atualizações nos próximos
dias.
Na segunda-feira estarei novamente em contato com a comunidade do Banco
do Brasil (seus funcionários e suas entidades).
Para acompanhar o que acontece no Encontro de Conselheiros da
Previ, clique aqui
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 05h54
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SindBancários contesta venda de ações do BB
O Sindicato dos Bancários de
Porto Alegre e Região (SindBancários), na defesa do BB como banco público,
entende que a venda de ações submete o banco às leis do mercado, perdendo,
assim, a sua função.
“A
lógica neoliberal que hoje domina o mercado determina a busca de lucros como
propósito único do sistema financeiro”, alerta o funcionário do BB e diretor do
SindBancários, Ronaldo Zeni (BB). Na sua opinião, os bancos públicos devem agir
como operadores de políticas públicas, embora nem sempre sejam as mais
rentáveis.
Para o dirigente sindical, o BB tem que ser um instrumento de
desenvolvimento da economia. Além
disso, lembra ele, “instituições como o BB deveriam agir no mercado como
reguladores de preços, diminuindo tarifas e reduzindo taxas de
juros”.
O
SindBancários está cobrando do
governo uma nova posição sobre a atuação dos bancos públicos no país, em
especial o BB.
Fonte: SindBancários
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 05h52
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Apesar da mega oferta de ações, BB deverá elevar ainda mais seu free float
A oferta pública de ações anunciada pelo Banco do Brasil na última
segunda-feira deverá ser apenas a etapa inicial de um processo que deverá elevar
o free float do BB para um percentual de, no mínimo, 25% de seu capital
social.
Somado à oferta, o aumento da participação de estrangeiros no capital social
do banco, corrobora esta percepção.
Atualmente, a parcela do capital
social do BB em circulação é de 6,9%, ou 55,5 milhões de ações, porém, com a
oferta pública de ações, este percentual deverá subir para 12,5%. No entanto,
esta parcela não é o suficiente para atender a um dos principais critérios do
Novo Mercado da Bovespa, cujo BB assinou contrado de adesão recentemente, que
solicita aos seus participantes ao menos 25% de free float.
Em linha com
a percepção de que novas ofertas públicas ainda devem ocorrer, em meados de
abril a Secretaria do Tesouro Nacional, acionista controlador do BB, comunicou
ao mercado ser favorável a um aumento da dispersão da base acionária do BB em
linha com o exigido pelas regras do Novo Mercado.
Poucas mudanças com a
oferta
A despeito da oferta pública recente ser uma das maiores operações
deste tipo realizadas neste ano, já que poderá girar mais de R$ 3 bilhões, se
considerados lotes adicional e suplementar, as mudanças na estrutura de controle
do BB não tiveram alterações muito expressivas, o que sugere que ainda há espaço
para novas ofertas.
A Previ, que detém 13,9% dos papéis do BB, passará a
ter 12% após a oferta, o BNDES Participações (BNDESPAR), outro acionista
vendedor, terá sua participação no capital do banco reduzida de 5,7% para 3,4% e
a Tesouraria do BB, que detém 1,4% dos papéis, colocará todos à disposição do
mercado.
Ainda há espaço para mais No entanto, o Tesouro Nacional não
alterará sua participação no capital social do BB, e continuará a deter a grande
maioria das ações, 72,1%, tendo espaço, portanto, para realizar uma possível
oferta secundária no futuro, sem perder o controle do maior banco do país.
Por fim, além da grande quantidade de papéis que ainda ficarão sob o
controle do Governo, há um potencial de aumento do free float do BB de até 2%,
tendo em vista a possibilidade do exercício da totalidade dos Bônus de
Subscrição Série B, com vencimento em 30 de junho, que podem colocar no mercado
mais 16,7 milhões de ações.
Fonte: Último Segundo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 05h49
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Sindicato dos Bancários de Rondonópolis vai eleger nova diretoria nesta quinta-feira
O Sindicato dos Bancários de Rondonópolis e
Região Sul de Mato Grosso, realizara na quinta-feira (08) a eleição para escolha
de sua nova diretoria. A votação será realizada das 8 às 17 horas e haverá urnas
em todas as agências bancárias de Rondonópolis e dos municípios que integram a
base do sindicato.
A apuração dos votos acontecerá na sede do
Sindicato dos Bancários, na rua 13 de Maio,1123, a partir das 17 horas. A chapa
vencedora será anunciada no mesmo dia e terá mandato de três anos.
A única chapa inscrita para a disputa é tem como
candidato à presidente Sebastião Tavares de Oliveira, secretário geral, Neicimar
Celestino Coelho, secretário de finanças Amarildo Ferreira dos Santos,
secretário de impressa Rogério de Souza Lopes, secretário de assuntos jurídicos
Henrique Moraes de Oliveira, secretário de esporte e cultura Sebastião Vieira
Filho, secretário de bancos públicos Maria Aparecida Correa de Oliveira,
Secretário de bancos privados Luiz Carlos Morais Delgado, secretário de formação
sindical e saúde Almir Simão de Araújo.
São suplentes da diretoria executiva Weder
Francisco Borges, Edvaldo de Souza, Renato Rosa Nascimento e José Lucio
Mendonça.
Além de Rondonópolis, o sindicato agrega também
os bancários de Primavera do Leste, Jaciara e Alto Araguaia – que terão como
representantes regionais na nova diretoria Orlando César Dalberto (Primavera),
Hugo Jordão Furlan (Jaciara), e Pedro Martins de Queiroz (Alto Araguaia).
(Autor: Roberto Nunes)
Fonte: Primeira Hora
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 05h45
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Agência do Banco do Brasil é arrombanda em Itabaiana
A Polícia Militar está à procura dos bandidos que
invadiram a agência do Banco do Brasil na cidade de Itabaiana, na madrugada
desta terça-feira (6), e levaram três revólveres e trinta e seis munições.
Segundo informações de José Ailton Macário, funcionário da agência, os homens
entraram no local pela janela dos fundos e junto com as armas ainda
tentaram levar alguns equipamentos eletrônicos, mas não conseguiram.
( Eliseu Lins, da Redação)
Fonte: Portal Correio (PB)
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h45
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CCBB tem papo com Sócrates e Ugo Giorgetti
O cineasta Ugo Giorgetti e o ex-jogador Sócrates participam hoje, a partir
das 19h30, do quarto encontro do programa "Cronicamente Viável", no Centro
Cultural Banco do Brasil (r. Álvares Penteado, 112, Centro, tel. 0/xx/ 11/
3113-3651). Os dois vão debater o tema "Crônica Esportiva: Nelson Rodrigues e os
Novos Boleiros". O encontro acontece na sala de cinema do CCBB e será mediado
por Marcelo Rubens Paiva. A entrada é franca, e as senhas serão distribuídas
meia hora antes do evento.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h54
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Resultados da Cooperforte em 2005
Mais de duzentas pessoas, entre associados da Cooperativa e funcionários
do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, assistiram na
quinta-feira (1º de junho), em Belo Horizonte, à sétima apresentação
institucional 2006 da Cooperforte, feita pelo presidente José Valdir.
No mês de maio as apresentações aconteceram em Vitória, Juiz de Fora,
Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife e Salvador.
Nesta quarta-feira a apresentação ocorrerá em Curitiba.
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h52
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Conselheiros da Previ
ENCONTRO A Previ promove de amanhã à sexta-feira, na
Costa do Sauípe, um encontro com os 244 conselheiros indicados para os conselhos
fiscal e de administração. O fundo tem assento em 84 empresas, como Vale do Rio
Doce e Embraer. Demian Fiocca, presidente do BNDES, será um dos palestrantes. O
presidente do fundo de pensão, Sérgio Rosa, o da Perdigão, Nildemar Secches, e o
advogado Francisco Costa e Silva participam de debate sobre pulverização de
capital.
Fonte: Folha de S. Paulo (Coluna Mercado Aberto)
Saiba
mais sobre o Encontro de Conselheiros da Previ
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h49
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BB começa a vender 5,5% de suas ações
Pessoas físicas poderão apresentar oferta até o dia 12
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA DA REPORTAGEM LOCAL
O Banco do Brasil começou ontem a venda de parte de suas ações. Pessoas
físicas interessadas em adquirir papéis do BB poderão apresentar suas ofertas a
partir do dia 12. Dos 45 milhões de ações que serão colocadas no mercado, 20%
serão destinados a pequenos investidores. O uso de recursos do FGTS não será
permitido.
Desde ontem, grandes investidores já podem apresentar seus lances. Pequenos
aplicadores -aqueles que pretendem comprar até R$ 300 mil em ações- poderão, a
partir da semana que vem, procurar as agências do BB ou de bancos que se
interessem em intermediar essa compra. O prazo se encerra no próximo dia 23.
O preço de venda das ações vai depender das ofertas que serão feitas. O
pequeno investidor interessado no negócio deverá indicar a quantidade de ações
que pretende comprar e, se quiser, o preço máximo que está disposto a pagar.
Clientes e empregados do BB terão preferência na operação: para eles, serão
destinados 10% do total de ações vendidas. Caso esse limite não seja atingido, o
restante será dividido entre os demais investidores.
As ações que serão vendidas equivalem a 5,5% do capital do BB. Inicialmente,
a intenção era oferecer 7,5% do capital do banco, mas ações que pertencem ao
Tesouro Nacional acabaram excluídas da operação.
Para o investidor pessoa física, a venda das ações do BB representa uma boa
oportunidade para quem quer montar um carteira de títulos para o médio prazo e
longo prazo -para realizar lucro a partir do final deste ano, segundo João
Augusto Frota Salles, economista da consultoria Lopes Filho.
"No curto prazo, os papéis do BB não devem oferecer oportunidades de ganho."
Sua projeção para dezembro é que a ação chegue a R$ 73. Ontem, o papel fechou a
R$ 58, queda de 1,54% (a Bolsa perdeu 3,17%).
Além do atual momento de volatilidade do mercado, Salles diz que as ações do
BB devem se ressentir do desempenho do banco neste ano. No primeiro trimestre, o
resultado operacional -R$ 965 milhões- foi pior do que o registrado em igual
período de 2005 -R$ 1,503 bilhão-, embora o lucro líquido tenha sido maior. "O
BB teve de aumentar o provisionamento devido ao aumento da inadimplência e do
risco da sua carteira de crédito agrícola."
Para compensar e aumentar o lucro líquido, o BB fez uma reversão de R$ 1,9
bilhão de crédito tributário, referente a prejuízos do passado. "No entanto, com
o mercado de Bolsa aquecido, podendo o Ibovespa chegar a 40 mil pontos, os
fundamentos do BB são bons."
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h46
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Banco do Brasil to hold secondary share offering
SAO PAULO, Brazil (Reuters) - Banco do Brasil (BBAS3.SA), Latin
America's largest bank in assets, said on Monday it will hold a secondary share
offering on June 28 as it seeks to boost share liquidity and attract a wider
pool of investors.
The government-run bank said it would initially offer 45.44 million voting
shares to both domestic and foreign investors. It added, however, that it might
seek to sell an additional 6.82 million shares if there is enough demand.
The offering follows a recent change in legislation raising the limit on
foreign ownership in Banco do Brasil to 12.5 percent of its total capital from
5.6 percent.
Bank executives were reluctant to hold a secondary offering without a change
in legislation to allow more foreign participation in its ownership
structure.
Foreign investors now hold 3.4 percent of the bank's shares. Brazil's
Treasury is Banco do Brasil's largest shareholder, with 72.1 percent of its
capital.
Banco do Brasil is believed to be preparing the share offering as a step
toward listing on the Sao Paulo Stock Exchange's Novo Mercado, which has tighter
corporate governance standards than the broader exchange.
The Novo Mercado requires that companies have at least 25 percent of their
shares in circulation and publish their financial results according to U.S.
generally accepted accounting principles.
Fonte: Reuters
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h17
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Investimentos da Previ
Ex-controladores da Brasil Ferrovias já ganharam 25%
Os três antigos controladores da Brasil Ferrovias já
engordaram o seu patrimônio em mais de R$ 350 milhões desde a venda da empresa à
América Latina Logística (ALL), no início do mês passado.
Esse ganho corresponde à valorização das ações que BNDES,
Previ e Funcef incorporaram no capital da
ALL.
Cada "unit" - lote composto por quatro ações preferenciais e uma
ordinária - era negociada a R$ 156 no fechamento da última sexta-feira. Para
concretizar o negócio, a transferência das ações da ALL ocorreu pelo valor de R$
124,44 por "unit" - média dos 30 pregões anteriores à apresentação da proposta
de compra dos corredores ferroviários, no dia 22 de março. Ou seja, a
valorização já chega a 25,36% nesse período.
O curioso é que, apesar de
satisfeitos com os ganhos recentes, os fundos de pensão estatais só concordaram
em receber todo o pagamento em ações da ALL após um longo processo de
negociação. A intenção da Previ e da Funcef era receber 50% em dinheiro e 50% em
ações. Nesse formato de negociação, entretanto, a ALL ofereceu R$ 1,3 bilhão
pela Brasil Ferrovias e ainda quis descontar R$ 170 milhões pela eventual
descoberta de passivos no futuro. Para que os antigos controladores aceitassem o
pagamento em ações, a compradora elevou a sua oferta para R$ 1,405 bilhão e
retirou o desconto pelo passivo.
De acordo com executivos que
participaram ativamente do processo de venda, há uma série de fatores que foram
decisivos para efetivar o negócio com a ALL. A proposta de compra que o
consórcio coreano Asila entregou para a Novoeste, corredor de bitola estreita
que corta o Mato Grosso Sul, era cerca de 40% superior à oferta da ALL. Mas na
reta final das negociações, quando foram pedidas cartas-fiança e apresentação
dos contratos sociais, faltaram garantias financeiras e informações relevantes
sobre alguns dos participantes.
Os antigos controladores ficaram com
receio de vender apenas a Novoeste e manter os dois corredores da Brasil
Ferrovias - Ferronorte e Ferroban, ambas de bitola larga. A receita da Brasil
Ferrovias cresceu cerca de 8% no primeiro trimestre do ano, mas ficou abaixo das
expectativas do plano de recuperação da empresa. Com um provável resultado
líquido negativo ao fim de 2006, os fundos de pensão anteviram a possibilidade
colocar mais R$ 50 milhões na empresa, cada um, e preferiram evitar novos
aportes.
Por fim, os controladores avaliaram que vender de uma vez os
três corredores ferroviários seria estrategicamente melhor. Como a ALL tinha
sido a única concorrente a fazer propostas vinculantes, levando ao mesmo tempo
toda a malha da companhia, acabou ficando com o negócio. Ao analisar a hipótese
de vender isoladamente a Novoeste, os antigos controladores chegaram à conclusão
de que estariam descartando um potencial futuro interessado, a ALL, nas redes da
Ferronorte e da Ferroban. Também acharam que seria mais difícil, no futuro,
oferecer ao mercado uma empresa (Ferroban) que concentra 90% do passivo
trabalhista do conjunto das ferrovias reunidas sob a antiga holding.
O
último passo para concretizar a venda ocorrerá no próximo dia 16, com a
realização de assembléias de acionistas da Brasil Ferrovias e da Novoeste. O
diretor-presidente da Funcef, Guilherme Lacerda, acha que todos fizeram um ótimo
negócio. De 2003 para cá, a Funcef aportou R$ 212 milhões na Brasil Ferrovias.
"Se não puséssemos o dinheiro, teríamos perdido o investimento e ainda
deveríamos ter colocado mais R$ 200 milhões ou R$ 250 milhões para devolver a
concessão do jeito que a pegamos", diz Lacerda. A Funcef vendeu a sua
participação pelo equivalente a R$ 254 milhões e hoje as ações que tem na ALL já
valem R$ 317 milhões. "A perspectiva é que as 'units' cheguem a R$ 200."
"Mas também sai ganhando o BNDES, que trocou a sua dívida na Brasil
Ferrovias pela posição de credor de uma companhia sólida como a ALL", completa o
diretor da Funcef, que durante os últimos anos exerceu o cargo de presidente do
conselho de administração da holding ferroviária. "E, evidentemente, o setor
como um todo. Suspeito que a ALL avaliou o potencial da Brasil Ferrovias de
dobrar de tamanho." (DR)
Fonte: Valor Econômico
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h10
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Santander faz a virada tecnológica
O Banco Santander Banespa acaba de concluir a integração
tecnológica dos sistemas do Santander e do Banespa em uma única plataforma de
negócios. O projeto absorveu R$ 2 bilhões em investimentos e uniformiza o
atendimento e a oferta de produtos aos 6,9 milhões de clientes do grupo no país,
em 51 mil pontos, incluindo 2 mil do banco e os das redes compartilhadas
Banco 24 Horas e Rede Verde e Amarela.
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Marisa Cauduro/Valor |
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Jaramillo, presidente: "Resolvemos jogar tudo no
lixo e começar de novo. Agora, temos uma Ferrari zero
quilômetro" | Até a integração, as
únicas transações comuns que os correntistas do Santander (originários dos
bancos Geral do Comércio, Noroeste, Meridional e Bozano) e do Banespa podiam
fazer eram saques com o cartão ou obter saldos e extratos. Agora, em qualquer
ponto de atendimento, os clientes originários dos dois bancos poderão fazer
qualquer operação, de pagamento de contas, a investimentos e contratação de
seguros.
A modernização tecnológica é um dos trunfos na manga do
presidente do Santander Banespa, Gabriel Jaramillo, para manter os 600 mil
clientes funcionários públicos do governo de São Paulo, cujas contas-salário
serão transferidas para a Nossa Caixa, em janeiro, conforme
estava previsto desde a privatização do banco paulista, em 2000.
A
modernização tecnológica foi uma das primeiras promessas feitas por Jaramillo
aos clientes do Banespa ao se deparar com várias impressoras matriciais e
computadores ainda com monitores com a velha tela de fundo preto e caracteres
verdes de fósforo, logo após pagar os históricos R$ 7 bilhões para arrematar o
banco paulista.
"Nunca pensamos que o relacionamento com os funcionários públicos estaduais
era só folha de pagamento. Tenho grande confiança na nossa capacidade de manter
o relacionamento porque nesses cinco anos desenvolvemos compromissos com esses
clientes. Uma coisa é passar a conta-salário de um banco para outro; outra coisa
é relacionamento. Se eles estiverem satisfeitos, continuarão fazendo seus
negócios conosco", disse Jaramillo ao Valor, lembrando que o Banespa tem
clientes com conta corrente há 50 anos.
A plataforma tecnológica nova
ajuda e muito, reconhece Jaramillo: "Ela nos permite entregar o que prometemos.
Isso não é pouca coisa. Se oferecemos um produto potente, o cliente exige que
seja entregue. É fácil prometer muito e não entregar. Mas, o cliente não
perdoa".
Para reforçar o apelo, o Santander Banespa está sorteando, toda
semana, prêmios aos clientes funcionários públicos estaduais fiéis.
O
projeto de integração exigiu a participação de 2 mil especialistas e 4,5 milhões
de horas de treinamento dos funcionários, de 2001 até 30 de abril passado, o que
custou R$ 123 milhões até agora. "Nós tínhamos cinco bancos e um deles de grande
porte, o Banespa. Resolvemos simplesmente desligar tudo, jogar tudo no lixo e
começar tudo de novo. Foi uma decisão difícil. Agora, temos um veículo zero
quilômetro. Temos uma Ferrari e estamos acertando o motor", disse Jaramillo.
Normalmente, os bancos aperfeiçoam os sistemas de tecnologia da informação
"construindo sobre o que se tem".
A nova plataforma, ressaltou, permite
"inovar e crescer a saltos, sem investimentos adicionais e com grande
eficiência. É um ganho enorme. Todos os canais de atendimento operam de forma
integrada, em tempo real.
Para o cliente, a mudança chega principalmente
na forma de novos produtos. Nos últimos meses, o Santander Banespa lançou o
SuperCasa 20, um financiamento imobiliário inovador, com parcelas fixas por 20
anos e quatro meses de carência, para imóveis a partir de R$ 40 mil. É um passo
à frente do SuperCasa10. Foi lançado também o Fundo Multi Retorno, com garantia
mínima de retorno que, segundo o banco, lhe garantiu o segundo lugar em captação
no varejo. Outros novos produtos são o título de capitalização Din Din do
Ronaldo; o cartão empresarial; o cartão de crédito Santander Banespa Platinum,
com aceitação internacional, 10 mil bônus ou milhas e cartões adicionais
gratuitos; e o consórcio em parceria com a Rodobens.
Para Jaramillo, o sinal de que as coisas estão indo bem é o aumento da
fatia de mercado. Desde que o Banespa foi comprado, a participação do grupo
espanhol no mercado brasileiro de crédito cresceu de 4,2% para 5,8% e de
depósitos, de 3,7% para 4,2%.
Ao final do primeiro trimestre, o
Santander Banespa tinha ativos de R$ 104,1 bilhões, R$ 29,2 bilhões em depósitos
e R$ 34,6 bilhões em fundos de investimentos. "A prova dos nove é que estamos
ganhando participação de mercado e crescendo mais do que o sistema. Essa é a
minha meta", disse Jaramillo, negando rumores de que estivesse negociando a
compra do Unibanco, como circulou na semana passada.
O projeto é de crescimento orgânico. Para fazer negócios com quem não
tem conta corrente, inclusive no financiamento de automóveis, o Santander
Banespa colocou no ar, no início do ano, a financeira Olé.
A integração tecnológica do Santander e Banespa é uma seqüência do
projeto Altair. Décima-primeira maior estrela do céu, Altair foi o nome dado
pelo grupo espanhol Santander ao projeto de implantação de uma plataforma
tecnológica única nas 16 instituições financeiras que adquiriu desde 1996, em
dez países da América Latina - Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia,
México, Porto Rico, Uruguai e Venezuela. Após uma série de fusões, o número de
bancos do grupo na região ficou em nove, além de uma administradora de fundos de
previdência no Peru. Ao final de março, o grupo totalizava 28 milhões de
clientes na América Latina, 4,2 mil agências, 64,3 mil funcionários, uma
carteira de crédito US$ 64,8 bilhões, US$ 81 bilhões em depósitos e US$ 64,2
bilhões em fundos de investimento e de pensão.
O projeto Altair começou
a ser implantado no ano 2000, no Chile, e o último mercado a fazer a conversão
foi o brasileiro, em 2005. O Altair é uma plataforma que permite realizar de
modo centralizado a manutenção, desenvolvimento de produtos e processamento das
operações. Com o compartilhamento dos custos, o grupo economiza e ganha
eficiência. Os investimentos na implantação do Altair superaram US$ 1,5 bilhão e
incluíram equipamentos, terminais, máquinas de auto-atendimento, computadores e
servidores. O Brasil foi o último mercado a adotar o novo padrão.
Fonte: Valor Econômico
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h03
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Ugo Giorgetti e Sócrates participam de ‘Cronicamente Viável’ no CCBB
Quarto encontro do programa ‘Cronicamente Viável’ do Centro Cultural banco do
Brasil reúne nesta terça-feira, a partir das 19h30, o cineasta e boleiro Ugo
Giorgetti e o médico e ex-jogador Sócrates, em torno do tema Crônica Esportiva:
Nelson Rodrigues e os Novos Boleiros.
Com curadoria da jornalista Beatriz Carolina Gonçalves, consultoria e
mediação de Marcelo Rubens Paiva, o programa acontece mensalmente (com exceção
de julho) até novembro e reúne jornalistas e escritores para debater a crônica
brasileira, desde seu surgimento no século XIX até a nova geração de cronistas
virtuais.
O programa foi iniciado no mês de março e já foram discutidos os temas
Machado de Assis e os Grandes Cronistas do Século XX, com Ana Miranda e Zuenir
Ventura; Crônica e Jornalismo, com Ignácio de Loyola Brandão e Nirlando Beirão;
A Crônica na Ditadura Militar, com Ivan Angelo e Glauco Mattoso.
Está prevista ainda a realização de mais quatro encontros: Crônica e Humor,
em agosto, com Luis Fernando Verissimo e Paulo Caruso; A Crônica na MPB, em
setembro, com Patricia Palumbo e Kid Vinil; A Crônica na Mídia Eletrônica, em
outubro, com Bárbara Gancia e Marcelo Tas; Nova Crônica Brasileira — Caminhos e
Perspectivas da Crônica no Brasil, encerrando o ciclo, em novembro, com Xico Sá
e Marcelo Mirisola.
Além de sua realização no CCBB de São Paulo, ‘Cronicamente Viável’ passará
por cinco capitais brasileiras (Belém, Belo Horizonte, Teresina, Curitiba e
Goiânia), dentro do Circuito Cultural Banco do Brasil e, no segundo semestre,
também será apresentado no CCBB de Brasília, de agosto a novembro.
‘Cronicamente Viável’ acontece na sala de cinema, com entrada gratuita, sendo
que as senhas para o evento devem ser retiradas na bilheteria do CCBB, a partir
das 19h. O CCBB fica na Rua Álvares Penteado, 112 (Centro, São Paulo, próximo às
estações Sé e São Bento do Metrô, tels.: 11 3113-3651 / 3113-3652).
Fonte: Diário Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 23h11
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Oferta de ações do Banco do Brasil deverá girar, no mínimo, R$ 2,6 bilhões
SÃO PAULO - Mais de 45 milhões de ações ordinárias serão ofertadas pelo Banco
do Brasil, de acordo com o Prospecto Preliminar da distribuição pública
secundária de ações, divulgado pelo banco nesta segunda-feira.
A divulgação do documento vem em linha com as expectativas do mercado, que já
aguardava a operação.
O início da operação, que deverá elevar a
quantidade de ações do banco em circulação no mercado de 6,9% para 12,5%, ocorre
depois que o Conselho Monetário Nacional elevou a participação máxima de
investidores estrangeiros no capital do banco de 5,6% para 12,5% e da assinatura
do contrato de adesão ao Novo Mercado da Bovespa, medidas que devem elevar a
liquidez das ações do BB em bolsa.
Oferta de, no mínimo, 45 milhões de
ações
Sob a coordenação do BB Investimentos e do banco Pactual, serão
distribuídas 45.441.459 ações ordinárias, as quais se encontram atualmente em
poder do BNDES Participações (BNDESPAR), da Previ e do próprio Banco do
Brasil.
Além disso, a quantidade total das ações poderá ser acrescida de
até 6.816.219 ações ordinárias de emissão do BB e de titularidade do BNDESPAR e
da Previ, equivalente a 15% do total inicialmente ofertado, que serão destinadas
exclusivamente a atender a um eventual excesso de demanda que venha a ser
constatado no decorrer da oferta.
A quantidade de ações inicialmente
ofertada também poderá ser acrescida de até 9.088.292 ações de titularidade do
BNDESPAR, que correspondem a 20% da oferta inicial. Este montante ficará a
critério do acionista vendedor, com o consentimento dos coordenadores da
oferta.
Operação pode movimentar mais de R$ 3,6 bilhões
A fixação
do preço será feita após a efetivação dos pedidos de reservas e a conclusão do
procedimento de bookbuilding, no entanto, se considerado o preço de fechamento
dos papéis da sexta-feira (R$ 58,91), a oferta poderá ser de, no mínimo, R$
2,676 bilhões.
Contudo, o montante total da operação poderá superar R$
3,6 bilhões caso as opções para a os lotes adicional e suplementar sejam
exercidas, já que estes lotes levariam a quantidade total de ações ofertadas a
61.345.970 ações ordinárias.
As ações ofertadas terão 100% de tag along,
ou seja, os investidores minoritários terão direito a voto e a receber, em caso
de venda de controle da companhia, um valor por ação equivalente ao pago aos
acionistas majoritários. A oferta é destinada a investidores pessoa física ou
jurídica, clubes de investimentos e empregados ou clientes do banco. O valor
mínimo dos pedidos é de R$ 1 mil, com o máximo atingindo R$ 300
mil.
Cronograma de eventos
Confira as principais datas que regem a
operação: 5 de junho Início do procedimento de bookbuilding.
12 de junho
Início do período de reservas.
14 de junho Fim do período de reservas
para pessoas vinculadas.
23 de junho Fim do período de reservas para
investidores não-institucionais.
26 de junho Fixação do preço de
distribuição.
27 de junho Início do prazo para opção de ações
suplementares.
28 de junho Início das negociações.
30 de junho
Liquidação financeira.
27 de julho Término do prazo para opção de ações
suplementares
Fonte: Último Segundo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 23h09
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Investimentos da Previ
Fator avalia rumores de entrada da Vale no bloco de controle da
Usiminas
SÃO PAULO - Em relatório publicado nesta segunda-feira (5), a Fator avaliou
os rumores de que o acordo que permite a entrada da Vale do Rio Doce e da Previ
(fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) no bloco de controle da
Usiminas está próximo de ser fechado.O processo de reestruturação societária da
siderúrgica seria votado na próxima assembléia geral, marcada para o final de
junho.
De acordo com a corretora, o fato da Nippon Steel - maior acionista da
Usiminas - ter dado seu aval à reestruturação representa um forte indício de
concretização dos termos.
Seria bom para a Usiminas
Na visão da
Fator, o processo de reestruturação ainda segue atrelado a várias dúvidas,
principalmente porque a Vale tem negado os rumores sobre o assunto. Contudo, se
confirmada a decisão da assembléia, a Usiminas deve ser beneficiada.
Os
analistas acreditam que a participação da Vale no bloco de controle da
siderúrgica contribuirá para a definição de planos de expansão internacional e
de um posicionamento diante da consolidação do setor. A recomendação é de compra
para as ações, com preço-alvo em revisão.
Antes e
depois
Atualmente, a Vale do Rio Doce e a Previ possuem, respectivamente,
23% e 15% do capital votante da Usiminas. Mas estão fora do acordo entre
acionistas firmado em 1998, que definiu as barreiras à entrada no bloco de
controle.
De acordo com o Jornal Valor Econômico, Vale e Previ ficariam
com uma fatia de 10% a 15% desse bloco mediante a reestruturação societária.
Fonte: Último Segundo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 23h07
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Reserva para compra de ações do BB começa no dia 12
A partir da próxima segunda-feira, dia 12 e até o
dia 23 de junho, pessoas físicas e jurídicas não financeiras vão poder fazer
reserva da compra pretendida nas agências do próprio BB ou junto a qualquer
corretora de valores
BRASÍLIA - O pequeno ou grande investidor, interessado em
adquirir ações do banco do Brasil na oferta pública que está sendo feita pela
instituição, já pode se preparar. A partir da próxima segunda-feira, dia 12 e
até o dia 23 de junho, pessoas físicas e jurídicas não financeiras vão poder
fazer reserva da compra pretendida nas agências do próprio BB ou junto a
qualquer corretora de valores.
Para os grandes investidores, o período de reserva já começou hoje. A
diferença é que a reserva para os esses investidores institucionais e
estrangeiros deve ser feita junto aos bancos coordenadores do processo, que são
o BB Investimento e o Pactual.
Segundo o aviso ao mercado publicado hoje pelo BB estão sendo ofertadas 45
milhões de ações, o equivalente a 5,5% do capital do banco. O próprio BB está
colocando à venda ações que tinha em tesouraria, correspondentes a 1,5% do seu
capital. Os demais 4% são de propriedade da Previ, o fundo de pensão dos
funcionários do banco e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES). A parcela do Tesouro Nacional, de 2%, ficou de fora dessa oferta porque
o governo não conseguiu organizar a venda a tempo.
Caso a oferta seja vitoriosa, o que só será conhecido no dia 26, o porcentual
de ações do BB em negociação no mercado vai subir dos atuais 6,9% para 12,5%.
Com isso, o banco dará mais um passo para se enquadrar nas regras do Novo
mercado da Bovespa, que exige um grau mínimo de abertura de 25%.
Pequenos investidores
De acordo com o aviso ao mercado, 20% da oferta está reservado ao varejo, que
são justamente os pequenos investidores pessoas físicas e jurídicas não
financeiras. Para participar da oferta eles têm que estar dispostos a gastar, no
mínimo, R$ 1 mil e, no máximo, R$ 300,00 em dinheiro. Não vai ser permitido o
uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Metade da oferta ao varejo,
ou seja, 10%, são destinados preferencialmente a funcionários e clientes do
banco. A maior parte da oferta, ou seja, 80% das ações, são para grandes
investidores institucionais e estrangeiros.
Quem fizer a reserva só vai saber o preço que irá pagar pela ação do banco no
dia 26. O preço base é o da ação do BB no dia de ontem na bolsa, que era de R$
58,00. Dependendo da demanda, esse preço pode variar um pouco. O dia 26 é também
a data para a confirmação de que o interessado vai conseguir levar todas as
ações pretendidas. É que, dependendo da demanda, pode haver rateio. Por exemplo,
se a demanda no varejo for superior a 20%, seguramente os pequenos investidores
vão ficar com menos do que o pretendido.
Fonte: Agência Estado
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 23h05
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BB vai ofertar ao mercado cerca de 5,5% do seu capital em leilão no dia 28
IVONE PORTES
O Banco do Brasil pretende aumentar de
cerca de 6,8% para 12,3% o total de ações ordinárias representativas de seu
capital em circulação no mercado.
Para isso, prevê a realização de uma
oferta pública de venda no próximo dia 28, na Bovespa (Bolsa de Valores de São
Paulo).
Serão ofertadas 45.441.459 ações ordinárias do banco,
equivalentes a 5,5% do capital total do banco, sendo que 19.176.268 estão em
poder da BNDESPar (BNDES Participações), 15.007.514 são da Previ (fundo de
pensão do BB) e 11.257.677 da tesouraria da instituição.
A quantidade de
ações na oferta, entretanto, poderá ser elevada, dependendo da demanda.
A
venda de ações do BB é esperada desde fevereiro deste ano. Na avaliação de
analistas, a operação é boa para o mercado, pois aumenta o "free-float"
(circulação de ações) do banco e o que aconteceu em 2002 não deve se repetir
neste ano.
Naquele ano, a oferta pública foi cancelada após os
investidores terem feito as reservas, porque a "oferta institucional" (para
grandes investidores, como bancos e fundos de pensão) não atingiu o volume de
demanda necessária e preço adequado para a efetiva conclusão da
operação.
Um dos entraves à realização da oferta de ações do banco era o
limite de participação de estrangeiros na operação. Entretanto, um decreto do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, publicado no dia 1 de junho no "Diário
Oficial da União", autorizou o aumento da participação dos estrangeiros no
capital do banco de 5,6% para 12,5% do total.
Essa medida aumenta a
possibilidade de investidores externos participarem da oferta pública de ações
do banco e aumenta o interesse pelos papéis, o que certamente deverá refletir no
preço das ações.
Também no dia 1º deste mês, o ministro Guido Mantega
(Fazenda) autorizou o BB a assinar o contrato de adesão ao Novo Mercado da
Bovespa --segmento diferenciado que exige práticas de boa governança e que só
podem participar empresas com ações ordinárias. Além disso, para aderir ao Novo
Mercado é preciso ter pelo menos 25% do capital pulverizado no mercado. O prazo
para atingir este percentual é de três anos.
Oferta
Os
investidores interessados em comprar ações na oferta pública de venda do BB
poderão fazer a operação por meio de bancos e corretoras credenciadas. A lista
das corretora está prevista para ser divulgada pelo banco no próximo dia 12,
quando começa o início de período de reserva.
As pessoas físicas e clubes
de investimentos poderão fazer a reserva até o dia 23 de junho e poderão aplicar
no mínimo R$ 1.000 e no máximo R$ 300 mil.
O preço da ação para venda
será definido no dia 26 de junho, por meio do bookbuilding (coleta de propostas
dos interessados nos papéis).
Fonte: Folha Online
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 23h01
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Bancos catarinenses esperam ampliar carteira de aposentados
Florianópolis - Os bancos esperam atrair mais aposentados ao empréstimo
consignado à folha de pagamento e o governo federal está facilitando o crédito
ao aprovar, na semana passada, através do Conselho Nacional de Previdência
Social (CNPS), um teto de 2,9% para os juros cobrados nas linhas disponíveis. Em
Santa Catarina, dos 763 mil aposentados e pensionistas, 162 mil (21%) já tomaram
dinheiro emprestado, no valor de R$ 505,57 milhões.
A gerente do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) em Florianópolis,
Eliane Luzia Schmidt, considera que o percentual de idosos com empréstimos no
estado é significativo. Ela diz que dos 24 milhões de aposentados, 16 milhões
recebem um salário mínimo.
Para ampliar o número de aposentados tomadores de crédito, o Banco do Brasil
(BB) cobra juros menores nos empréstimos com consignação em folha de pagamento
do (INSS) desde o dia 1º de junho. A taxa para os empréstimos com prazo de 25 a
36 meses é de 2,55% ao mês.
O saldo em carteira acumulado da linha de crédito para aposentados e
pensionistas é de R$ 1,1 bilhão, distribuídos por 822 mil operações - o que
eqüivale a 20% da carteira total do crédito consignado do BB. Em Santa Catarina
são 15.255 operações na linha de crédito, no valor de R$ 24,5 milhões. O valor
médio do empréstimo consignado para beneficiários do INSS é de R$ 1,5 mil.
O Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) fará convênio com a Empresa de
Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) para disponibilizar a
linha. O superintendente de crédito do Besc, Ricardo Bayer Battistotti, diz que
o banco atende aos aposentados com linha específica com débito em conta
corrente.
Segundo Battistotti, o Besc tem 255 mil aposentados que recebem o benefício
através da conta poupança ou cartão e 90 mil que recebem por conta corrente.
Destes, 23.400 já tomaram empréstimo. "Com o convênio ampliaremos nossa base e
vamos estender a linha para 255 mil clientes."
Os valores acumulados de empréstimos consignados com desconto em folha de
pagamento para aposentados e pensionistas do INSS desde maio de 2004, atingiram
em abril R$ 13,7 bilhões. O crescimento registrado foi de 173,20% em relação ao
mesmo mês do ano passado, quando já haviam sido emprestados R$ 5,03 bilhões.
A maioria dos beneficiários parcela seus empréstimos entre 31 e 36 meses. São
4,9 milhões de contratos nesta categoria, ou 56,81% do total. Por faixa
salarial, 25,87% dos titulares recebem até um salário mínimo por mês. São 1,8
milhões de contratos. Entre um e dois salários mínimos, são outros 2,7 milhões
(39,75% do total). Com renda acima de cinco salários mínimos são 8,88% dos
empréstimos, ou 612,5 mil operações.
Em Santa Catarina, dos 763 mil beneficiários, 162 mil (21%) já tomaram
dinheiro emprestado, no valor de R$ 505,57 milhões.
Fonte: Agência Anabb/Gazeta Mercantil
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h46
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Banqueiro poderoso
Polícia investiga advogados de Dantas
Novos controladores pedem análise sobre os mais de R$ 20 milhões pagos na
gestão do banqueiro na Brasil Telecom
Expedito Filho
Pagamentos milionários a advogados com missões jurídicas pouco claras durante
a gestão do banqueiro Daniel Dantas à frente da Brasil Telecom estão, agora, sob
investigação da Polícia Civil de São Paulo. Segundo dossiê entregue aos
investigadores pelos atuais controladores da empresa, cinco advogados que
prestaram serviços à Brasil Telecom, no período em que a empresa estava sob a
administração do banco Opportunity, receberam mais de R$ 20 milhões.
Detalhe: os pagamentos foram atestados por notas fiscais de números de série
próximos uns dos outros - o que levanta a possibilidade de terem sido tiradas em
seguida, e não durante a prestação de serviços regulares. Escritórios que se
pronunciaram sobre o caso afirmaram que trabalham de forma "artesanal" e por
isso tiram poucas notas fiscais.
As notas em poder da polícia paulista, como as expedidas pelo escritório
Almeida Castro Advogados Associados, do advogado Antônio Carlos Almeida Castro,
amigo do ex-ministro José Dirceu, conhecido pelo apelido de Kakay, e pelo
escritório Nélio Machado Advogados, são mensais e todas de valores superiores a
R$ 1 milhão.
Apenas para Kakay, os pagamentos somaram R$ 7.987.107. O primeiro pagamento,
a título de honorários advocatícios, foi feito em 25 de agosto de 2004, no valor
exato de R$ 1.771.200. O número da nota é 0643. Um mês depois, em 27 de
setembro, nova nota emitida para um pagamento no valor R$ 1.771.200. Mesmo
passados mais de 30 dias, o número da nota emitida é ainda muito próximo ao da
nota anterior: 0654. A nota 0667 revela um pagamento no valor de R$ 1.364.650,
feito quase dois meses depois, em 17 de dezembro de 2004. Em 20 de janeiro de
2005, outro pagamento é feito, no valor de R$ 1.364.650. Número da nota:
0671.
"Meu escritório é artesanal e, por isso, emito somente uma média de duas
notas por mês", justificou Kakay. Ele também tem uma justificativa para os altos
valores cobrados, que estariam dentro do que é normalmente fixado por esse
mercado. "Eu cobrei dentro do razoável e todos os impostos foram recolhidos. Li
nos jornais a Carla Cicco (ex-presidente da BrT, aliada de Daniel Dantas) dizer
que a causa era de R$ 1 bilhão. Se eu soubesse, tinha cobrado mais",
ironizou.
"SINCRONIA" Daniel Dantas contratou Kakay com a intenção de se
aproximar do governo Lula. Em entrevista à revista Veja, no mês passado, Dantas
foi questionado sobre o assunto. "Você confirma que a Brasil Telecom só
conseguiu ter acesso ao dinheiro do BNDES depois de contratar o advogado Kakay,
amigo de José Dirceu?" E Dantas respondeu: "Houve uma sincronia entre os
fatos."
Kakai assegurou ontem que foi contratado para uma investigação que envolvia
um prejuízo de US$ 250 milhões para a BrT, causado pela venda da Companhia
Riograndense de Telecomunicações. Teria cobrado 0,5% do valor desse suposto
prejuízo.
Dantas foi acusado de ter usado o pagamento a advogados para transferir
dinheiro para petistas no governo e assim melhorar suas relações com a gestão
Lula e os fundos de pensão que detinham participação na BrT. Ele negou, dizendo
que "contratos menores" como esses não passavam por ele, sendo decididos pelo
conselho de administração da companhia.
O escritório Nélio Machado Advogados também emitiu notas para a Brasil
Telecom, mas apenas a partir de março de 2005. E diferentemente de Kakay, que
cobrou apenas a título de honorários advocatícios, no caso do criminalista Nélio
Machado a natureza do serviço prestado seria "assessoria jurídica". Os valores
apresentados também são elevados e as notas são quase seqüenciais.
Outro escritório, Wilson Mirza e Advogados, emitiu quatro notas fiscais de
números 0154, 0155, 0157 e 0159 , no período de março de 2004 a outubro de 2005.
No último pagamento, o valor da nota emitida foi de R$ 1.636.308.
A soma total dos pagamentos a advogados, de acordo com a notícia-crime,
supera R$ 20 milhões. A atual administração da Br-T, nomeada pelos fundos de
pensão que a controlam, não encontrou, segundo o pedido de inquérito,
contrapartida que justificasse esse gasto volumoso.
Fonte: Agência Anabb/Estado de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h42
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Uso da web dispara e reduz custo de banco
Em 2005, correntistas fizeram 5,8 bilhões de operações usando a
internet contra só 3,7 bilhões realizadas nos caixas
Mudança
turbina os lucros pois o custo na rede é de R$ 0,10, enquanto no caixa chega a
R$ 1,10, segundo sindicato dos bancários
FABRICIO
VIEIRA DA REPORTAGEM LOCAL
A internet
ganha cada vez mais a preferência dos clientes de bancos. Em 2005, as transações
pela rede bateram de longe as realizadas pessoalmente no caixa, ampliando a
vantagem constatada já em 2004. Comodidade e rapidez são os principais tópicos
apontados para explicar o fenômeno.
Em 2005, as operações bancárias feitas pela internet totalizaram 5,85
bilhões. As feitas no caixa somaram apenas 3,72 bilhões. Há muito pouco tempo,
em 2003, a realidade era bem diferente: naquele ano, as transações via internet
chegaram a 2,63 bilhões, enquanto as no caixa bateram os 4,45 bilhões. Os dados
pertencem a estudo feito pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos).
"A internet trouxe várias comodidades para o cliente. Ele não tem mais que
sair de casa para fazer suas operações bancárias. As pessoas podem agora até
agendar pagamentos de contas, além de poder cuidar de suas contas mesmo
viajando", diz Luís Marques de Azevedo, consultor da Febraban.
Um rápido crescimento no número de pessoas com acesso ao internet banking
também ocorreu nos últimos anos. De um universo de 8,3 milhões de pessoas em
2000, chegou-se ao número de 26,3 milhões no fim de 2005 -ano que registrou um
aumento de 45,3% em relação a 2004.
As operações de pessoa física e jurídica feitas em 2000 via internet
representaram 3,7% do total das transações bancárias. No ano passado, já haviam
alcançado 17% do total.
Além da explosão do uso da internet, os postos de auto-atendimento também têm
ganhado considerável terreno nos últimos anos. Em 2000, foram contabilizadas
6,16 bilhões de operações por esse meio. Em 2005, somaram 10,79 bilhões.
Para os bancos, essa informatização dos clientes é bastante vantajosa, com
queda em seus custos operacionais.
"As instituições financeiras só têm a comemorar essa mudança no perfil de
seus clientes. Caem os custos operacionais e se reduz a necessidade de ampliar o
quadro de funcionários. Esse movimento se refletiu também na diminuição no
volume de cheques compensados, que eram mais onerosos para os bancos", afirma
Edson Carminatti, analista financeiro do Inepad (Instituto de Ensino e Pesquisa
em Administração).
O número de cheques compensados em 2005 caiu 7,93% se comparado a 2004. No
ano passado, foram 1,94 bilhão de cheques compensados. Em 2000, foram 2,64
bilhões.
E isso tem ocorrido em um período em que cada vez mais pessoas têm acesso aos
serviços bancários -a bancarização. De 2000 para 2005, o número de
contas-correntes saltou de 63,7 milhões para 95,1 milhões.
Segundo informação do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região,
o custo médio para os bancos em um operação feita no caixa é de R$ 1,10. Quando
a operação é feita por um meio eletrônico (internet ou caixa eletrônico), esse
custo cai drasticamente, para R$ 0,10.
"O canal internet representou um benefício excepcional para os dois lados. O
cliente passou a poder fazer suas operações a qualquer momento e em qualquer
lugar. E, para os bancos, o sistema é um filé mignon, explicando parte dos
crescentes ganhos das instituições", afirma Azevedo.
"É indiscutível que os bancos tiveram grandes benefícios com essa mudança no
perfil das operações. Além de custos menores, não tiveram de ampliar
expressivamente o número de agências e funcionários para acomodar o crescimento
da bancarização no país", diz Carminatti.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h40
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Uso da web dispara e reduz custo de banco (II)
Mudança é a maior ameaça aos
bancários
DA REPORTAGEM LOCAL
Se o crescimento da internet no gosto dos clientes tem sido benéfico aos
bancos, para os funcionários das instituições bancárias ele se tornou um
pesadelo. O temor é de que a continuidade da expansão desse fenômeno acabe em
aumento de demissões entre os bancários.
Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo,
Osasco e Região, diz que uma comparação entre o crescimento do número de contas
correntes e a diminuição do número de bancários nos últimos anos mostra o quanto
a expansão da internet e dos caixas eletrônicos é preocupante.
"É muito perigosa a concentração dos serviços bancários na internet e nos
caixas eletrônicos. Esse movimento, muito vantajoso para as instituições, acaba
em redução no número de funcionários dos bancos", afirma
Marcolino.
Menos empregados Dados levantados pelo sindicato
mostram que o número de empregados dos bancos caiu de 483,2 mil em 1996 para
402,9 mil em 2005. No período, o universo de pessoas que passaram a utilizar os
serviços bancários apenas cresceu.
"Muita gente ainda se sente insegura para operar via internet", diz
Marcolino, do sindicato dos bancários. "Mas sabemos que nos próximos anos a
tendência é de mais clientes passarem a utilizar de forma mais contínua os meios
eletrônicos. E isso representa um perigo para o emprego de muita gente", afirma
ele. (FV)
FRASES
A internet trouxe várias
comodidades para o cliente. Ele não tem mais que sair de casa para fazer suas
operações bancárias. As pessoas podem agora até agendar pagamentos de contas,
além de poder cuidar de suas contas mesmo se estiver viajando
LUÍS MARQUES DE AZEVEDO consultor da Febraban
É muito perigosa a concentração dos serviços bancários na internet e
caixas eletrônicos. Esse movimento, muito vantajoso para as instituições, acaba
em redução no número de funcionários. Mas sabemos que a tendência é de mais
clientes passarem a usar esses meios
LUIZ CLÁUDIO MARCOLINO presidente do Sindicato dos Bancários de
São Paulo, Osasco e Região
Lucro do setor em 2005 foi 38% maior que o
de 2004
DA REPORTAGEM LOCAL
Os bancos têm vivido um período de rápida e consistente melhora em seus
resultados nos últimos anos. Lucros recordes e maior rentabilidade têm marcado o
setor. O uso da internet pelos clientes, com menos custo, ajuda o
resultado.
No ano passado, o lucro líquido de 127 bancos -responsáveis por 96% dos
ativos totais do sistema- somou R$ 65,47 bilhões, um aumento de 38% em relação a
2004.
Neste ano, o ritmo segue forte. Levantamento do Inepad, que utilizou os
resultados de Bradesco, Itaú, Unibanco e Banespa, mostrou que os lucros líquidos
deles somados chegaram a R$ 3,92 bilhões nos primeiros três meses do ano. O
número é 27% superior ao do mesmo período de 2005.
A rentabilidade sobre o patrimônio líquido, importante indicador da saúde
financeira das instituições, também tem melhorado expressivamente, chegando a
bater a de grandes bancos norte-americanos. Isso significa que os bancos estão
mais lucrativos e rentáveis.
O aquecimento da economia e a expansão do crédito têm sido fundamentais para
a expansão dos ganhos dos bancos. De 2004 para 2005, o crédito aumentou 21%,
chegando aos R$ 606,7 bilhões. Essa cifra considera os recursos livres, os
direcionados e os do BNDES.
Nesse cenário, o segmento de pessoa física tem sido o que mais cresce, alta
de 37,5% de 2004 para 2005. (FV)
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h38
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BB seguro...
Da coluna Mercado Aberto na Folha de S. Paulo:
MAIS SEGURO A Aliança do Brasil, coligada ao Banco do
Brasil, teve expansão de cerca de 50% em prêmios totais no ramo de seguros
empresariais no primeiro trimestre ante o mesmo período de 2005.
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h34
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Previ na Isto É Dinheiro
| Ismar
Ingber |
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Sérgio Rosa
"Vamos
investir com mais segurança"
Reeleito, presidente
do maior fundo de pensão do País anuncia uma nova política de investimentos, com
menor exposição a riscos de mercado e a conflitos
societários
Por IVAN
MARTINS
Presidente da Previ, o maior fundo de pensão do Brasil, o sindicalista Sérgio
Rosa contabilizava, na semana passada, um punhado de razões para estar
satisfeito. A primeira delas é que, na terça-feira 30, ele foi reconduzido ao
cargo por mais quatro anos. Salvo tempestades, esse jornalista paulistano de 46
anos continuará até 2010 como principal administrador de um patrimônio de R$ 90
bilhões, considerado o maior caixa de investimentos da República. A segunda
razão de contentamento é que, dias antes, seu grupo havia vencido a eleição
interna da Previ pela qual são indicados os dois representantes do associados na
diretoria do fundo. Essa votação consolidou o apoio interno a Rosa e depois de
um período de grande turbulência, durante a qual a Previ, e os demais fundos de
pensão, se viram atacados e investigados. Aí reside um outro motivo de alegria.
Depois da investigação, Rosa acredita que se estampou um “nada consta” na Previ,
embora no auge da crise ela fosse freqüentemente citada como “caixa do PT”. “Não
há irregularidades”, sublinha. Finalmente, Rosa parece contente com o fato de
que a babilônica disputa judicial com o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity,
esteja caminhando a seu favor. Leia, a seguir, os principais trechos da
entrevista que Rosa concedeu à DINHEIRO.
DINHEIRO – O sr. acaba de ser reconduzido ao cargo de presidente da
Previ. O que muda? SERGIO ROSA – O espírito da gestão continua. Ou
seja, o compromisso de defender o patrimônio dos participantes, orientação
técnica em todos os negócios e preocupação ética muito forte. É o mesmo espírito
que tentamos imprimir na gestão desde 2003.
DINHEIRO – Como o sr. interpreta o resultado? ROSA – A
eleição referiu-se à parcela de dirigentes representantes dos associados. Não
foi exatamente um julgamento da gestão como um todo, embora ela tenha sido
colocada em debate. Foi uma eleição tranqüila. Pela primeira vez, não ocorreram
acusações à Previ de malversação de seus recursos. Foi talvez a primeira eleição
em que esse tema não polarizou a discussão entre as chapas. Isso diz alguma
coisa.
DINHEIRO – Em termos de direcionamento de investimento, os senhores
pretendem mudar de rumo? ROSA – Não vai mudar muita coisa. Temos um
patrimônio R$ 90 bilhões e precisamos até 2012 reduzir a nossa participação em
renda variável, o que a gente vem fazendo com grande cautela. A margem para
novos investimentos é pequena. Nesse ano, por exemplo, essa pequena margem vai
ser direcionada para fundos de private equity. Nós fizemos um processo de
seleção para escolher cinco fundos. Este mês os nomes serão anunciados. Nosso
programa continua o mesmo: recuperação de empresas em situação delicada, redução
dos investimentos em renda variável e reinvestimento em segmentos específicos,
como os fundos de private equity este ano.
DINHEIRO – Sair de renda variável significa aplicar em títulos
públicos? ROSA – A maior parte do redirecionamento irá para renda
fixa. É uma questão de segurança. Hoje temos 60% dos recursos em renda variável,
uma posição de maior risco. É uma questão que tem a ver com a maturidade dos
nossos planos de aposentadoria, mas é também uma questão legal. A legislação
define que o máximo que podemos ter em renda variável é 50%.
DINHEIRO – A Previ segue decisões de governo? ROSA – Não.
A autonomia da Previ é total. É óbvio que analisamos todos os cenários,
inclusive as políticas de governo. Elas podem indicar um setor mais rentável ou
privilegiado. Mas a gente não segue qualquer orientação governamental. Não temos
que defender interesses que não sejam os dos associados. DINHEIRO –
Mas a Previ é sempre citada como fonte de recursos para investimentos de longo
prazo. ROSA – A Previ é citada muitas vezes apenas como um elemento
de expectativa. Imagina-se que tal ou qual programa possa atrair o interesse de
investidores como a Previ. Mas acho que esses anos mostraram que não houve
decisão de investimento nossa que tenha sido tomada em função de interesse
governamental. Nós nos preocupamos com o interesse público, mas dentro de uma
visão de autonomia e de procura da rentabilidade.
DINHEIRO – Costumava-se ver o nome da Previ associado às parcerias
público-privadas. A idéia morreu? ROSA – As PPPs continuam sendo um
programa relevante, mas depende do governo. Temos disponibilidade de analisar os
projetos e entendemos que a infra-estrutura é um setor com muitas oportunidades
de investimento e bom retorno. É um segmento no qual também o setor privado tem
mostrado interesse.
(continua)
Fonte: Isto É Dinheiro
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 15h06
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Previ na Isto É Dinheiro (II)
(continuação)
| Roosewelt Pinheiro/ABR |
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“É duro imaginar que Deus e o mundo
conspiram contra o Opportunity” |
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DINHEIRO – Os conflitos com o Opportunity levaram os senhores a rever
procedimentos? Essa briga na Justiça já custou um dinheirão... ROSA
– Ainda está custando, mas com retorno. A gente acabou de vender a nossa
participação na Santos-Brasil, que administra o terminal de contêineres no porto
de Santos. Era um investimento que estava com valor próximo de zero, sem nenhuma
liquidez. Conseguimos recuperar o poder de gestão e atribuir à nossa
participação um valor de controle. Vendemos e a Previ vai receber R$ 140
milhões. Isso paga, com bastante folga, os custos de advogados que incorremos
nesse período por causa do Opportunity.
DINHEIRO – E quanto aos procedimentos internos? ROSA –
Houve um aprendizado. Melhoramos a análise técnica e as diligências sobre os
empreendimentos nos quais consideramos entrar são mais profundas. Foram criadas
novas cláusulas nos contratos que se firmam com os administradores de carteira
ou de fundos que a gente contrata. Todo esse problema levou a Previ a ser muito
mais cautelosa.
DINHEIRO – O sr. acha que a Previ está blindada? ROSA –
Evidentemente não se tem um sistema perfeito. Toda organização está em
aperfeiçoamento. Mas hoje temos uma metodologia de análise, um roteiro de
procedimentos e uma estrutura que dificultam coisas mal contratadas.
DINHEIRO – Protege inclusive da pessoa capaz de nomear o presidente
da Previ? ROSA – Sim. Hoje, uma decisão de investimento da Previ
passa pela área técnica, que tem regras a seguir. A área técnica sabe que toda a
proposição que ela fizer à diretoria vai estar sujeita amanhã a análise de
auditoria e controle internos. Errar nós podemos errar. No mundo dos negócios
não se acerta o tempo todo. Mas, se errarmos, não vai ser por dolo ou imperícia.
Temos controles.
| André Dusek |
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“Uma CPI focada em irregularidades nos deu
um atestado de integridade” |
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DINHEIRO – As investigações sobre decisões passadas já resultaram em
alguma punição? ROSA – Nós já entramos na Justiça contra as pessoas
que nós entendemos que incorreram em algum procedimento equivocado. Não podemos
acusar ninguém de corrupção e nem temos como analisar esse aspecto. Não temos
poder de polícia, mas podemos perceber o descumprimento de normas e orientações,
ou imperícia na proposição de alguma matéria. É uma questão delicada que a gente
trata com sigilo. Temos a nossa avaliação do caso, mas as pessoas têm de se
defender. Nós não queremos dar divulgação ampla a esses casos para não
precipitar um julgamento público.
DINHEIRO – Houve polêmica quando as ações da Brasil Telecom caíram,
sob o novo gestor que tomou o lugar do Opportunity. O que o sr. acha
disso? ROSA – O que aconteceu foi o normal. Quando se dá
transparência a questões ruins de uma empresa é normal que a primeira reação do
mercado seja negativa. A nova direção da BrT empreendeu um processo muito sério
de auditoria e deu conhecimento público de coisas erradas. Isso foi feito com
muito critério, na forma de uma representação à Comissão de Valores Mobiliários.
Quando as perdas foram levadas a público, o mercado tomou conhecimento de uma
realidade que estava sendo mascarada. De qualquer maneira, o valor das ações da
BrT desde a troca de gestor subiu. Acreditamos que a nova direção da empresa
está no caminho certo, no campo ético e no campo dos negócios.
DINHEIRO – Acabou a pendência com o Opportunity? ROSA –
Infelizmente, não. O Opportunity ainda resiste com ações em relação a acordos
que nós julgamos prejudiciais à Previ, resiste questionando as assembléias
realizadas, tem uma ação contra o Citibank na corte de Nova York. Da nossa
parte, temos várias representações contra o Opportunity e os ex-gestores das
empresas em função de perdas e prejuízos. Estamos longe de um desfecho
final.
DINHEIRO – O banqueiro Daniel Dantas diz que está apenas tentando
receber o que é dele... ROSA – Nunca foi negado ao Opportunity o
direito justo da parte minoritária de ações que ele possui nessas companhias.
Todos os acordos que fechamos com o Citibank garantem ao Opportunity os direitos
societários em linha com a legislação e as melhores práticas de equidade entre
acionistas.
DINHEIRO – Dantas se diz vítima de perseguição. ROSA –
Isso é totalmente absurdo. Todo mundo sabe que os litígios da Previ contra o
Opportunity começaram em 2000. Já naquele ano a Previ contratou advogados para
discutir os contratos. Em 2001 começamos a questionar a prestação de contas do
Fundo. Em 2002 a Previ tomou providências mais duras, inclusive com
representações na CVM. Há uma linha de coerência na atuação da Previ e dos
fundos de pensão em relação ao Opportunity.
DINHEIRO – Isso não pode ser interpretado como ação petista contra um
empresário que não quis colaborar? ROSA – Para quem quer tentar
convencer a opinião pública de que é vitima e não culpado, vale qualquer
argumento. Mas seria exagerado imaginar que a Polícia Federal, a Telecom Italia,
a Previ e demais fundos de pensão, o Citibank, deus e todo mundo estão
envolvidos numa grande conspiração contra o Opportunity.
DINHEIRO – Os fundos foram chamados à CPI e o relatório final é muito
crítico. Como o sr. avalia isso? ROSA – Tivemos uma CPI que quebrou
o sigilo de 14 fundos de pensão, que contratou uma consultoria especializada,
que teve condições de investigar e analisar e identificar grandes problemas e,
ao final, não encontrou nos maiores fundos nenhum problema passível de ser
enquadrado como investimento irregular ou favorecimento de qualquer tipo. Quer
dizer: mesmo nesse cenário viciado pela disputa política a CPI mostrou que o
sistema está mais seguro do que no passado.
DINHEIRO – Como a Previ se saiu nesse relatório? ROSA –
Praticamente isenta. Foram meses de investigação e nenhuma operação foi apontada
como irregular, nenhuma perda foi identifica nos negócios realizados. Uma
comissão focada em buscar irregularidades não as encontrou. É mais uma prova da
integridade dos negócios que a gente vem realizando.
Fonte: Isto É Dinheiro
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 15h04
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O BB, Daniel Dantas e o financiamento do "mensalão"
Procurador busca fontes privadas do
valerioduto
Inquérito tenta esclarecer o papel do BMG e da Brasil Telecom no escândalo.
Primeira denúncia da Procuradoria Geral da República só acusou Banco Rural entre
as empresas que teriam abastecido esquema
MARTA SALOMON DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
No aniversário do escândalo do "mensalão", apenas uma das
supostas fontes de dinheiro do esquema de pagamentos a políticos -o Banco Rural-
sentou-se no banco dos réus. Estão na mira da Procuradoria Geral da República,
na segunda etapa do inquérito, a Brasil Telecom, na época controlada pelo
Opportunity do banqueiro Daniel Dantas, o Banco do Brasil (também na condição de
cotista do Fundo Visanet) e o BMG.
"Tenho convicção absoluta de que serão denunciados", avalia o ex-relator da
CPI dos Correios, Osmar Serraglio (PMDB-PR), que já apontou os dois bancos e a
empresa de telefonia como fontes públicas e privadas de dinheiro do valerioduto
-por meio de serviços forjados ou superfaturados de publicidade ou, no caso do
BMG, por meio de falsos empréstimos bancários.
Publicidade O
procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, mantém as
investigações sob sigilo. Mas, já na primeira fase do inquérito do mensalão,
Souza criou uma espécie de ante-sala das futuras denúncias: indicou desvios nas
verbas de publicidade do Banco do Brasil em favor do esquema e afirmou que o
banco BMG foi "flagrantemente beneficiado por ações do núcleo
político-partidário [da quadrilha]".
O Banco Rural aparece na primeira leva de quarenta denunciados pelo
procurador Antonio Fernando de Souza como o núcleo financeiro da "organização
criminosa" que teria como objetivo manter o PT no poder. Encarregado de defender
o banco, o advogado Maurício Campos Filho se negou a comentar a denúncia.
Por meio da assessoria de imprensa, o Rural informou que espera reaver na
Justiça cerca de R$ 55 milhões que teria emprestado, em valores corrigidos, para
as empresas do publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza, embora a
dívida tenha sido enquadrada na classificação de difícil recuperação, por
determinação do Banco Central.
Empréstimos Os supostos
empréstimos do Banco Rural e do BMG, apontados por Marcos Valério e o
ex-tesoureiro petista Delúbio Soares como a origem do dinheiro repassado a
políticos, foram considerados "falsos" tanto pela CPI dos Correios como pelo
Ministério Público.
A tese da CPI e do procurador-geral da República ganhou recentemente o
discreto apoio de advogados do PT, contratados para defender o partido da
cobrança judicial de R$ 110 milhões feita por Marcos Valério pelos supostos
empréstimos.
Em contestação à dívida, os advogados Luiz Bueno de Aguiar e Mário Luiz Silva
apontaram irregularidades nos supostos empréstimos bancários, que teriam sido
concedidos "ao arrepio das mais comezinhas regras bancárias". O PT insiste em
não pagar a conta.
Fonte: Folha de S. Paulo
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h33
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Cooperativismo
Para TST, jornada
é de 6 horas em cooperativa
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Uma decisão da 4ª Turma do Tribunal
Superior do Trabalho (TST), no processo n° TST-RR-331/2002-093-09-00.5,
publicada no Diário da Justiça do último dia 5 de maio, manteve decisão de
segunda instância, que havia equiparado empregados de cooperativas de crédito
aos bancários, para efeito do artigo 224 da CLT, que estabelece a jornada de
seis horas, rejeitando os argumentos apresentados, em recurso, de que as
cooperativas se diferenciam das instituições financeiras, pois atuam no âmbito
do interesse comum dos filiados e não visam lucros.
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O Acórdão do TST ressalta que
"Malgrado tais considerações, o certo é que a jurisprudência da Corte, inclusive
a da 4ª Turma, tem-se inclinado pela equiparação dos empregados das cooperativas
de crédito aos empregados de instituições financeiras".
O Tribunal
baseou sua decisão no art. 18 da Lei n° 4.595/64, que dispõe sobre a política e
as instituições monetárias, bancárias e crediticias, e subordina as cooperativas
de crédito a suas diretrizes; na Lei 6.024/74 que dispõe sobre a intervenção e a
liquidação de instituições financeira, estabelece que essas instituições e as
cooperativas de crédito estão sujeitas à intervenção ou à liquidação
extrajudicial, pelo Banco Central do Brasil.
O TST entendeu que "À luz do texto legal mencionado, é evidente
que as cooperativas de crédito, diversamente das demais cooperativas, são
instituições financeiras, pelo que se sujeitam às regras do sistema financeiro
nacional". Outra decisão mais recente do Tribunal, publicada no dia 19 deste
mês, foi proferida no processo RR-1.112/2003-017-12-00, na qual a Corte acatou
recurso contra a decisão do TRT da 12ª Região, de que as cooperativas de crédito
não poderiam ser equiparadas às instituições bancárias, porque possuiriam
natureza jurídica e finalidade social diversa.
O TST sentenciou que "Embora dotadas de características
peculiares no que concerne à sua natureza e finalidade social, as cooperativas
de crédito foram incluídas pela Lei 4.595/64 entre as instituições financeiras
que compõe o Sistema Financeiro Nacional ao lado dos estabelecimentos bancários
e das empresas de crédito, financiamento e investimento. Equiparam-se, portanto,
aos estabelecimentos bancários, inclusive no que se refere à observação da
legislação trabalhista".
Em Rondônia, todas as decisões de primeira instância e do
Tribunal Regional do Trabalho (TRT), têm acompanhado a jurisprudência
predominante do TST, reconhecendo a jornada de 6 horas nas cooperativas de
crédito. Segundo o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de
Rondônia, que representa legalmente a categoria, a maioria das instituições no
Estado já cumpre a jornada bancária; sendo que atualmente está em tramitação no
TRT um Dissídio Coletivo, instaurado pelo Sindicato, onde a questão da jornada
está sendo reivindicada pelo Sindicato. O secretário jurídico do Sindicato
informou que a entidade "continua tentando buscar uma solução negociada para a
questão".
Fonte: SindBancários
(RS) |
Escrito por Romildo, em Curitiba, às 00h11
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