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BBlog: o BB, seus funcionários e Entidades (Blog do Romildo)


Pausa no BBlog

Tendo em vista minha participação no Encontro de Conselheiros da Previ, que se inicia nesta quarta-feira, este BBlog ficará sem atualizações nos próximos dias.

Na segunda-feira estarei novamente em contato com a comunidade do Banco do Brasil (seus funcionários e suas entidades).

Para acompanhar o que acontece no Encontro de Conselheiros da Previ, clique aqui



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 05h54
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SindBancários contesta venda de ações do BB

O Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários), na defesa do BB como banco público, entende que a venda de ações submete o banco às leis do mercado, perdendo, assim, a sua função.

 

“A lógica neoliberal que hoje domina o mercado determina a busca de lucros como propósito único do sistema financeiro”, alerta o funcionário do BB e diretor do SindBancários, Ronaldo Zeni (BB). Na sua opinião, os bancos públicos devem agir como operadores de políticas públicas, embora nem sempre sejam as mais rentáveis.

Para o dirigente sindical, o BB tem que ser um instrumento de desenvolvimento da economia.  Além disso, lembra ele, “instituições como o BB deveriam agir no mercado como reguladores de preços, diminuindo tarifas e reduzindo taxas de juros”.

 

O SindBancários está  cobrando do governo uma nova posição sobre a atuação dos bancos públicos no país, em especial o BB.

 

Fonte: SindBancários



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 05h52
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Apesar da mega oferta de ações, BB deverá elevar ainda mais seu free float

A oferta pública de ações anunciada pelo Banco do Brasil na última segunda-feira deverá ser apenas a etapa inicial de um processo que deverá elevar o free float do BB para um percentual de, no mínimo, 25% de seu capital social.

Somado à oferta, o aumento da participação de estrangeiros no capital social do banco, corrobora esta percepção.

Atualmente, a parcela do capital social do BB em circulação é de 6,9%, ou 55,5 milhões de ações, porém, com a oferta pública de ações, este percentual deverá subir para 12,5%. No entanto, esta parcela não é o suficiente para atender a um dos principais critérios do Novo Mercado da Bovespa, cujo BB assinou contrado de adesão recentemente, que solicita aos seus participantes ao menos 25% de free float.

Em linha com a percepção de que novas ofertas públicas ainda devem ocorrer, em meados de abril a Secretaria do Tesouro Nacional, acionista controlador do BB, comunicou ao mercado ser favorável a um aumento da dispersão da base acionária do BB em linha com o exigido pelas regras do Novo Mercado.

Poucas mudanças com a oferta

A despeito da oferta pública recente ser uma das maiores operações deste tipo realizadas neste ano, já que poderá girar mais de R$ 3 bilhões, se considerados lotes adicional e suplementar, as mudanças na estrutura de controle do BB não tiveram alterações muito expressivas, o que sugere que ainda há espaço para novas ofertas.

A Previ, que detém 13,9% dos papéis do BB, passará a ter 12% após a oferta, o BNDES Participações (BNDESPAR), outro acionista vendedor, terá sua participação no capital do banco reduzida de 5,7% para 3,4% e a Tesouraria do BB, que detém 1,4% dos papéis, colocará todos à disposição do mercado.

Ainda há espaço para mais No entanto, o Tesouro Nacional não alterará sua participação no capital social do BB, e continuará a deter a grande maioria das ações, 72,1%, tendo espaço, portanto, para realizar uma possível oferta secundária no futuro, sem perder o controle do maior banco do país.

Por fim, além da grande quantidade de papéis que ainda ficarão sob o controle do Governo, há um potencial de aumento do free float do BB de até 2%, tendo em vista a possibilidade do exercício da totalidade dos Bônus de Subscrição Série B, com vencimento em 30 de junho, que podem colocar no mercado mais 16,7 milhões de ações.

Fonte: Último Segundo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 05h49
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Sindicato dos Bancários de Rondonópolis vai eleger nova diretoria nesta quinta-feira

O Sindicato dos Bancários de Rondonópolis e Região Sul de Mato Grosso, realizara na quinta-feira (08) a eleição para escolha de sua nova diretoria. A votação será realizada das 8 às 17 horas e haverá urnas em todas as agências bancárias de Rondonópolis e dos municípios que integram a base do sindicato.
 
A apuração dos votos acontecerá na sede do Sindicato dos Bancários, na rua 13 de Maio,1123, a partir das 17 horas. A chapa vencedora será anunciada no mesmo dia e terá mandato de três anos.
 
A única chapa inscrita para a disputa é tem como candidato à presidente Sebastião Tavares de Oliveira, secretário geral, Neicimar Celestino Coelho, secretário de finanças Amarildo Ferreira dos Santos, secretário de impressa Rogério de Souza Lopes, secretário de assuntos jurídicos Henrique Moraes de Oliveira, secretário de esporte e cultura Sebastião Vieira Filho, secretário de bancos públicos Maria Aparecida Correa de Oliveira, Secretário de bancos privados Luiz Carlos Morais Delgado, secretário de formação sindical e saúde Almir Simão de Araújo.
 
São suplentes da diretoria executiva Weder Francisco Borges, Edvaldo de Souza, Renato Rosa Nascimento e José Lucio Mendonça.
 
Além de Rondonópolis, o sindicato agrega também os bancários de Primavera do Leste, Jaciara e Alto Araguaia – que terão como representantes regionais na nova diretoria Orlando César Dalberto (Primavera), Hugo Jordão Furlan (Jaciara), e Pedro Martins de Queiroz (Alto Araguaia). (Autor: Roberto Nunes)

Fonte: Primeira Hora



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 05h45
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Agência do Banco do Brasil é arrombanda em Itabaiana

A Polícia Militar está à procura dos bandidos que invadiram a agência do Banco do Brasil na cidade de Itabaiana, na madrugada desta terça-feira (6), e levaram três revólveres e trinta e seis munições.

Segundo informações de José Ailton Macário, funcionário da agência, os homens entraram no local pela janela dos fundos e junto com as armas ainda tentaram levar alguns equipamentos eletrônicos, mas não conseguiram. (Eliseu Lins, da Redação)

Fonte: Portal Correio (PB)



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 13h45
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CCBB tem papo com Sócrates e Ugo Giorgetti

O cineasta Ugo Giorgetti e o ex-jogador Sócrates participam hoje, a partir das 19h30, do quarto encontro do programa "Cronicamente Viável", no Centro Cultural Banco do Brasil (r. Álvares Penteado, 112, Centro, tel. 0/xx/ 11/ 3113-3651). Os dois vão debater o tema "Crônica Esportiva: Nelson Rodrigues e os Novos Boleiros". O encontro acontece na sala de cinema do CCBB e será mediado por Marcelo Rubens Paiva. A entrada é franca, e as senhas serão distribuídas meia hora antes do evento.

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h54
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Resultados da Cooperforte em 2005

Mais de duzentas pessoas, entre associados da Cooperativa e funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, assistiram na quinta-feira (1º de junho), em Belo Horizonte, à sétima apresentação institucional 2006 da Cooperforte, feita pelo presidente José Valdir.

No mês de maio as apresentações aconteceram em Vitória, Juiz de Fora, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife e Salvador.

Nesta quarta-feira a apresentação ocorrerá em Curitiba.



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h52
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Conselheiros da Previ

ENCONTRO
A Previ promove de amanhã à sexta-feira, na Costa do Sauípe, um encontro com os 244 conselheiros indicados para os conselhos fiscal e de administração. O fundo tem assento em 84 empresas, como Vale do Rio Doce e Embraer. Demian Fiocca, presidente do BNDES, será um dos palestrantes. O presidente do fundo de pensão, Sérgio Rosa, o da Perdigão, Nildemar Secches, e o advogado Francisco Costa e Silva participam de debate sobre pulverização de capital.

Fonte: Folha de S. Paulo (Coluna Mercado Aberto)

Saiba mais sobre o Encontro de Conselheiros da Previ



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h49
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BB começa a vender 5,5% de suas ações

Pessoas físicas poderão apresentar oferta até o dia 12

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
DA REPORTAGEM LOCAL

O Banco do Brasil começou ontem a venda de parte de suas ações. Pessoas físicas interessadas em adquirir papéis do BB poderão apresentar suas ofertas a partir do dia 12. Dos 45 milhões de ações que serão colocadas no mercado, 20% serão destinados a pequenos investidores. O uso de recursos do FGTS não será permitido.

Desde ontem, grandes investidores já podem apresentar seus lances. Pequenos aplicadores -aqueles que pretendem comprar até R$ 300 mil em ações- poderão, a partir da semana que vem, procurar as agências do BB ou de bancos que se interessem em intermediar essa compra. O prazo se encerra no próximo dia 23.

O preço de venda das ações vai depender das ofertas que serão feitas. O pequeno investidor interessado no negócio deverá indicar a quantidade de ações que pretende comprar e, se quiser, o preço máximo que está disposto a pagar.

Clientes e empregados do BB terão preferência na operação: para eles, serão destinados 10% do total de ações vendidas. Caso esse limite não seja atingido, o restante será dividido entre os demais investidores.

As ações que serão vendidas equivalem a 5,5% do capital do BB. Inicialmente, a intenção era oferecer 7,5% do capital do banco, mas ações que pertencem ao Tesouro Nacional acabaram excluídas da operação.

Para o investidor pessoa física, a venda das ações do BB representa uma boa oportunidade para quem quer montar um carteira de títulos para o médio prazo e longo prazo -para realizar lucro a partir do final deste ano, segundo João Augusto Frota Salles, economista da consultoria Lopes Filho.

"No curto prazo, os papéis do BB não devem oferecer oportunidades de ganho." Sua projeção para dezembro é que a ação chegue a R$ 73. Ontem, o papel fechou a R$ 58, queda de 1,54% (a Bolsa perdeu 3,17%).

Além do atual momento de volatilidade do mercado, Salles diz que as ações do BB devem se ressentir do desempenho do banco neste ano. No primeiro trimestre, o resultado operacional -R$ 965 milhões- foi pior do que o registrado em igual período de 2005 -R$ 1,503 bilhão-, embora o lucro líquido tenha sido maior. "O BB teve de aumentar o provisionamento devido ao aumento da inadimplência e do risco da sua carteira de crédito agrícola."

Para compensar e aumentar o lucro líquido, o BB fez uma reversão de R$ 1,9 bilhão de crédito tributário, referente a prejuízos do passado. "No entanto, com o mercado de Bolsa aquecido, podendo o Ibovespa chegar a 40 mil pontos, os fundamentos do BB são bons."

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h46
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Banco do Brasil to hold secondary share offering

SAO PAULO, Brazil (Reuters) - Banco do Brasil (BBAS3.SA), Latin America's largest bank in assets, said on Monday it will hold a secondary share offering on June 28 as it seeks to boost share liquidity and attract a wider pool of investors.

The government-run bank said it would initially offer 45.44 million voting shares to both domestic and foreign investors. It added, however, that it might seek to sell an additional 6.82 million shares if there is enough demand.

The offering follows a recent change in legislation raising the limit on foreign ownership in Banco do Brasil to 12.5 percent of its total capital from 5.6 percent.

Bank executives were reluctant to hold a secondary offering without a change in legislation to allow more foreign participation in its ownership structure.

Foreign investors now hold 3.4 percent of the bank's shares. Brazil's Treasury is Banco do Brasil's largest shareholder, with 72.1 percent of its capital.

Banco do Brasil is believed to be preparing the share offering as a step toward listing on the Sao Paulo Stock Exchange's Novo Mercado, which has tighter corporate governance standards than the broader exchange.

The Novo Mercado requires that companies have at least 25 percent of their shares in circulation and publish their financial results according to U.S. generally accepted accounting principles.

Fonte: Reuters



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h17
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Investimentos da Previ

Ex-controladores da Brasil Ferrovias já ganharam 25%

Os três antigos controladores da Brasil Ferrovias já engordaram o seu patrimônio em mais de R$ 350 milhões desde a venda da empresa à América Latina Logística (ALL), no início do mês passado. Esse ganho corresponde à valorização das ações que BNDES, Previ e Funcef incorporaram no capital da ALL.

Cada "unit" - lote composto por quatro ações preferenciais e uma ordinária - era negociada a R$ 156 no fechamento da última sexta-feira. Para concretizar o negócio, a transferência das ações da ALL ocorreu pelo valor de R$ 124,44 por "unit" - média dos 30 pregões anteriores à apresentação da proposta de compra dos corredores ferroviários, no dia 22 de março. Ou seja, a valorização já chega a 25,36% nesse período.

O curioso é que, apesar de satisfeitos com os ganhos recentes, os fundos de pensão estatais só concordaram em receber todo o pagamento em ações da ALL após um longo processo de negociação. A intenção da Previ e da Funcef era receber 50% em dinheiro e 50% em ações. Nesse formato de negociação, entretanto, a ALL ofereceu R$ 1,3 bilhão pela Brasil Ferrovias e ainda quis descontar R$ 170 milhões pela eventual descoberta de passivos no futuro. Para que os antigos controladores aceitassem o pagamento em ações, a compradora elevou a sua oferta para R$ 1,405 bilhão e retirou o desconto pelo passivo.

De acordo com executivos que participaram ativamente do processo de venda, há uma série de fatores que foram decisivos para efetivar o negócio com a ALL. A proposta de compra que o consórcio coreano Asila entregou para a Novoeste, corredor de bitola estreita que corta o Mato Grosso Sul, era cerca de 40% superior à oferta da ALL. Mas na reta final das negociações, quando foram pedidas cartas-fiança e apresentação dos contratos sociais, faltaram garantias financeiras e informações relevantes sobre alguns dos participantes.

Os antigos controladores ficaram com receio de vender apenas a Novoeste e manter os dois corredores da Brasil Ferrovias - Ferronorte e Ferroban, ambas de bitola larga. A receita da Brasil Ferrovias cresceu cerca de 8% no primeiro trimestre do ano, mas ficou abaixo das expectativas do plano de recuperação da empresa. Com um provável resultado líquido negativo ao fim de 2006, os fundos de pensão anteviram a possibilidade colocar mais R$ 50 milhões na empresa, cada um, e preferiram evitar novos aportes.

Por fim, os controladores avaliaram que vender de uma vez os três corredores ferroviários seria estrategicamente melhor. Como a ALL tinha sido a única concorrente a fazer propostas vinculantes, levando ao mesmo tempo toda a malha da companhia, acabou ficando com o negócio. Ao analisar a hipótese de vender isoladamente a Novoeste, os antigos controladores chegaram à conclusão de que estariam descartando um potencial futuro interessado, a ALL, nas redes da Ferronorte e da Ferroban. Também acharam que seria mais difícil, no futuro, oferecer ao mercado uma empresa (Ferroban) que concentra 90% do passivo trabalhista do conjunto das ferrovias reunidas sob a antiga holding.

O último passo para concretizar a venda ocorrerá no próximo dia 16, com a realização de assembléias de acionistas da Brasil Ferrovias e da Novoeste. O diretor-presidente da Funcef, Guilherme Lacerda, acha que todos fizeram um ótimo negócio. De 2003 para cá, a Funcef aportou R$ 212 milhões na Brasil Ferrovias. "Se não puséssemos o dinheiro, teríamos perdido o investimento e ainda deveríamos ter colocado mais R$ 200 milhões ou R$ 250 milhões para devolver a concessão do jeito que a pegamos", diz Lacerda. A Funcef vendeu a sua participação pelo equivalente a R$ 254 milhões e hoje as ações que tem na ALL já valem R$ 317 milhões. "A perspectiva é que as 'units' cheguem a R$ 200."

"Mas também sai ganhando o BNDES, que trocou a sua dívida na Brasil Ferrovias pela posição de credor de uma companhia sólida como a ALL", completa o diretor da Funcef, que durante os últimos anos exerceu o cargo de presidente do conselho de administração da holding ferroviária. "E, evidentemente, o setor como um todo. Suspeito que a ALL avaliou o potencial da Brasil Ferrovias de dobrar de tamanho." (DR)

Fonte: Valor Econômico



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h10
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Santander faz a virada tecnológica

O Banco Santander Banespa acaba de concluir a integração tecnológica dos sistemas do Santander e do Banespa em uma única plataforma de negócios. O projeto absorveu R$ 2 bilhões em investimentos e uniformiza o atendimento e a oferta de produtos aos 6,9 milhões de clientes do grupo no país, em 51 mil pontos, incluindo 2 mil do banco e os das redes compartilhadas Banco 24 Horas e Rede Verde e Amarela.
Marisa Cauduro/Valor
Jaramillo, presidente: "Resolvemos jogar tudo no lixo e começar de novo. Agora, temos uma Ferrari zero quilômetro"

Até a integração, as únicas transações comuns que os correntistas do Santander (originários dos bancos Geral do Comércio, Noroeste, Meridional e Bozano) e do Banespa podiam fazer eram saques com o cartão ou obter saldos e extratos. Agora, em qualquer ponto de atendimento, os clientes originários dos dois bancos poderão fazer qualquer operação, de pagamento de contas, a investimentos e contratação de seguros.

A modernização tecnológica é um dos trunfos na manga do presidente do Santander Banespa, Gabriel Jaramillo, para manter os 600 mil clientes funcionários públicos do governo de São Paulo, cujas contas-salário serão transferidas para a Nossa Caixa, em janeiro, conforme estava previsto desde a privatização do banco paulista, em 2000.

A modernização tecnológica foi uma das primeiras promessas feitas por Jaramillo aos clientes do Banespa ao se deparar com várias impressoras matriciais e computadores ainda com monitores com a velha tela de fundo preto e caracteres verdes de fósforo, logo após pagar os históricos R$ 7 bilhões para arrematar o banco paulista.

"Nunca pensamos que o relacionamento com os funcionários públicos estaduais era só folha de pagamento. Tenho grande confiança na nossa capacidade de manter o relacionamento porque nesses cinco anos desenvolvemos compromissos com esses clientes. Uma coisa é passar a conta-salário de um banco para outro; outra coisa é relacionamento. Se eles estiverem satisfeitos, continuarão fazendo seus negócios conosco", disse Jaramillo ao Valor, lembrando que o Banespa tem clientes com conta corrente há 50 anos.

A plataforma tecnológica nova ajuda e muito, reconhece Jaramillo: "Ela nos permite entregar o que prometemos. Isso não é pouca coisa. Se oferecemos um produto potente, o cliente exige que seja entregue. É fácil prometer muito e não entregar. Mas, o cliente não perdoa".

Para reforçar o apelo, o Santander Banespa está sorteando, toda semana, prêmios aos clientes funcionários públicos estaduais fiéis.

O projeto de integração exigiu a participação de 2 mil especialistas e 4,5 milhões de horas de treinamento dos funcionários, de 2001 até 30 de abril passado, o que custou R$ 123 milhões até agora. "Nós tínhamos cinco bancos e um deles de grande porte, o Banespa. Resolvemos simplesmente desligar tudo, jogar tudo no lixo e começar tudo de novo. Foi uma decisão difícil. Agora, temos um veículo zero quilômetro. Temos uma Ferrari e estamos acertando o motor", disse Jaramillo. Normalmente, os bancos aperfeiçoam os sistemas de tecnologia da informação "construindo sobre o que se tem".

A nova plataforma, ressaltou, permite "inovar e crescer a saltos, sem investimentos adicionais e com grande eficiência. É um ganho enorme. Todos os canais de atendimento operam de forma integrada, em tempo real.

Para o cliente, a mudança chega principalmente na forma de novos produtos. Nos últimos meses, o Santander Banespa lançou o SuperCasa 20, um financiamento imobiliário inovador, com parcelas fixas por 20 anos e quatro meses de carência, para imóveis a partir de R$ 40 mil. É um passo à frente do SuperCasa10. Foi lançado também o Fundo Multi Retorno, com garantia mínima de retorno que, segundo o banco, lhe garantiu o segundo lugar em captação no varejo. Outros novos produtos são o título de capitalização Din Din do Ronaldo; o cartão empresarial; o cartão de crédito Santander Banespa Platinum, com aceitação internacional, 10 mil bônus ou milhas e cartões adicionais gratuitos; e o consórcio em parceria com a Rodobens.

Para Jaramillo, o sinal de que as coisas estão indo bem é o aumento da fatia de mercado. Desde que o Banespa foi comprado, a participação do grupo espanhol no mercado brasileiro de crédito cresceu de 4,2% para 5,8% e de depósitos, de 3,7% para 4,2%.

Ao final do primeiro trimestre, o Santander Banespa tinha ativos de R$ 104,1 bilhões, R$ 29,2 bilhões em depósitos e R$ 34,6 bilhões em fundos de investimentos. "A prova dos nove é que estamos ganhando participação de mercado e crescendo mais do que o sistema. Essa é a minha meta", disse Jaramillo, negando rumores de que estivesse negociando a compra do Unibanco, como circulou na semana passada.

O projeto é de crescimento orgânico. Para fazer negócios com quem não tem conta corrente, inclusive no financiamento de automóveis, o Santander Banespa colocou no ar, no início do ano, a financeira Olé.

A integração tecnológica do Santander e Banespa é uma seqüência do projeto Altair. Décima-primeira maior estrela do céu, Altair foi o nome dado pelo grupo espanhol Santander ao projeto de implantação de uma plataforma tecnológica única nas 16 instituições financeiras que adquiriu desde 1996, em dez países da América Latina - Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, México, Porto Rico, Uruguai e Venezuela. Após uma série de fusões, o número de bancos do grupo na região ficou em nove, além de uma administradora de fundos de previdência no Peru. Ao final de março, o grupo totalizava 28 milhões de clientes na América Latina, 4,2 mil agências, 64,3 mil funcionários, uma carteira de crédito US$ 64,8 bilhões, US$ 81 bilhões em depósitos e US$ 64,2 bilhões em fundos de investimento e de pensão.

O projeto Altair começou a ser implantado no ano 2000, no Chile, e o último mercado a fazer a conversão foi o brasileiro, em 2005. O Altair é uma plataforma que permite realizar de modo centralizado a manutenção, desenvolvimento de produtos e processamento das operações. Com o compartilhamento dos custos, o grupo economiza e ganha eficiência. Os investimentos na implantação do Altair superaram US$ 1,5 bilhão e incluíram equipamentos, terminais, máquinas de auto-atendimento, computadores e servidores. O Brasil foi o último mercado a adotar o novo padrão.

Fonte: Valor Econômico



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 07h03
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Ugo Giorgetti e Sócrates participam de ‘Cronicamente Viável’ no CCBB

Quarto encontro do programa ‘Cronicamente Viável’ do Centro Cultural banco do Brasil reúne nesta terça-feira, a partir das 19h30, o cineasta e boleiro Ugo Giorgetti e o médico e ex-jogador Sócrates, em torno do tema Crônica Esportiva: Nelson Rodrigues e os Novos Boleiros.

Com curadoria da jornalista Beatriz Carolina Gonçalves, consultoria e mediação de Marcelo Rubens Paiva, o programa acontece mensalmente (com exceção de julho) até novembro e reúne jornalistas e escritores para debater a crônica brasileira, desde seu surgimento no século XIX até a nova geração de cronistas virtuais.

O programa foi iniciado no mês de março e já foram discutidos os temas Machado de Assis e os Grandes Cronistas do Século XX, com Ana Miranda e Zuenir Ventura; Crônica e Jornalismo, com Ignácio de Loyola Brandão e Nirlando Beirão; A Crônica na Ditadura Militar, com Ivan Angelo e Glauco Mattoso.

Está prevista ainda a realização de mais quatro encontros: Crônica e Humor, em agosto, com Luis Fernando Verissimo e Paulo Caruso; A Crônica na MPB, em setembro, com Patricia Palumbo e Kid Vinil; A Crônica na Mídia Eletrônica, em outubro, com Bárbara Gancia e Marcelo Tas; Nova Crônica Brasileira — Caminhos e Perspectivas da Crônica no Brasil, encerrando o ciclo, em novembro, com Xico Sá e Marcelo Mirisola.

Além de sua realização no CCBB de São Paulo, ‘Cronicamente Viável’ passará por cinco capitais brasileiras (Belém, Belo Horizonte, Teresina, Curitiba e Goiânia), dentro do Circuito Cultural Banco do Brasil e, no segundo semestre, também será apresentado no CCBB de Brasília, de agosto a novembro.

‘Cronicamente Viável’ acontece na sala de cinema, com entrada gratuita, sendo que as senhas para o evento devem ser retiradas na bilheteria do CCBB, a partir das 19h. O CCBB fica na Rua Álvares Penteado, 112 (Centro, São Paulo, próximo às estações Sé e São Bento do Metrô, tels.: 11 3113-3651 / 3113-3652).

Fonte: Diário Online



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 23h11
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Oferta de ações do Banco do Brasil deverá girar, no mínimo, R$ 2,6 bilhões

SÃO PAULO - Mais de 45 milhões de ações ordinárias serão ofertadas pelo Banco do Brasil, de acordo com o Prospecto Preliminar da distribuição pública secundária de ações, divulgado pelo banco nesta segunda-feira.

A divulgação do documento vem em linha com as expectativas do mercado, que já aguardava a operação.

O início da operação, que deverá elevar a quantidade de ações do banco em circulação no mercado de 6,9% para 12,5%, ocorre depois que o Conselho Monetário Nacional elevou a participação máxima de investidores estrangeiros no capital do banco de 5,6% para 12,5% e da assinatura do contrato de adesão ao Novo Mercado da Bovespa, medidas que devem elevar a liquidez das ações do BB em bolsa.

Oferta de, no mínimo, 45 milhões de ações

Sob a coordenação do BB Investimentos e do banco Pactual, serão distribuídas 45.441.459 ações ordinárias, as quais se encontram atualmente em poder do BNDES Participações (BNDESPAR), da Previ e do próprio Banco do Brasil.

Além disso, a quantidade total das ações poderá ser acrescida de até 6.816.219 ações ordinárias de emissão do BB e de titularidade do BNDESPAR e da Previ, equivalente a 15% do total inicialmente ofertado, que serão destinadas exclusivamente a atender a um eventual excesso de demanda que venha a ser constatado no decorrer da oferta.

A quantidade de ações inicialmente ofertada também poderá ser acrescida de até 9.088.292 ações de titularidade do BNDESPAR, que correspondem a 20% da oferta inicial. Este montante ficará a critério do acionista vendedor, com o consentimento dos coordenadores da oferta.

Operação pode movimentar mais de R$ 3,6 bilhões

A fixação do preço será feita após a efetivação dos pedidos de reservas e a conclusão do procedimento de bookbuilding, no entanto, se considerado o preço de fechamento dos papéis da sexta-feira (R$ 58,91), a oferta poderá ser de, no mínimo, R$ 2,676 bilhões.

Contudo, o montante total da operação poderá superar R$ 3,6 bilhões caso as opções para a os lotes adicional e suplementar sejam exercidas, já que estes lotes levariam a quantidade total de ações ofertadas a 61.345.970 ações ordinárias.

As ações ofertadas terão 100% de tag along, ou seja, os investidores minoritários terão direito a voto e a receber, em caso de venda de controle da companhia, um valor por ação equivalente ao pago aos acionistas majoritários. A oferta é destinada a investidores pessoa física ou jurídica, clubes de investimentos e empregados ou clientes do banco. O valor mínimo dos pedidos é de R$ 1 mil, com o máximo atingindo R$ 300 mil.

Cronograma de eventos

Confira as principais datas que regem a operação: 5 de junho Início do procedimento de bookbuilding.

12 de junho Início do período de reservas.

14 de junho Fim do período de reservas para pessoas vinculadas.

23 de junho Fim do período de reservas para investidores não-institucionais.

26 de junho Fixação do preço de distribuição.

27 de junho Início do prazo para opção de ações suplementares.

28 de junho Início das negociações.

30 de junho Liquidação financeira.

27 de julho Término do prazo para opção de ações suplementares

Fonte: Último Segundo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 23h09
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Investimentos da Previ

Fator avalia rumores de entrada da Vale no bloco de controle da Usiminas

SÃO PAULO - Em relatório publicado nesta segunda-feira (5), a Fator avaliou os rumores de que o acordo que permite a entrada da Vale do Rio Doce e da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) no bloco de controle da Usiminas está próximo de ser fechado.O processo de reestruturação societária da siderúrgica seria votado na próxima assembléia geral, marcada para o final de junho.

De acordo com a corretora, o fato da Nippon Steel - maior acionista da Usiminas - ter dado seu aval à reestruturação representa um forte indício de concretização dos termos.

Seria bom para a Usiminas

Na visão da Fator, o processo de reestruturação ainda segue atrelado a várias dúvidas, principalmente porque a Vale tem negado os rumores sobre o assunto. Contudo, se confirmada a decisão da assembléia, a Usiminas deve ser beneficiada.

Os analistas acreditam que a participação da Vale no bloco de controle da siderúrgica contribuirá para a definição de planos de expansão internacional e de um posicionamento diante da consolidação do setor. A recomendação é de compra para as ações, com preço-alvo em revisão.

Antes e depois

Atualmente, a Vale do Rio Doce e a Previ possuem, respectivamente, 23% e 15% do capital votante da Usiminas. Mas estão fora do acordo entre acionistas firmado em 1998, que definiu as barreiras à entrada no bloco de controle.

De acordo com o Jornal Valor Econômico, Vale e Previ ficariam com uma fatia de 10% a 15% desse bloco mediante a reestruturação societária.

Fonte: Último Segundo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 23h07
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Reserva para compra de ações do BB começa no dia 12

A partir da próxima segunda-feira, dia 12 e até o dia 23 de junho, pessoas físicas e jurídicas não financeiras vão poder fazer reserva da compra pretendida nas agências do próprio BB ou junto a qualquer corretora de valores

Vânia Cristino

BRASÍLIA - O pequeno ou grande investidor, interessado em adquirir ações do banco do Brasil na oferta pública que está sendo feita pela instituição, já pode se preparar. A partir da próxima segunda-feira, dia 12 e até o dia 23 de junho, pessoas físicas e jurídicas não financeiras vão poder fazer reserva da compra pretendida nas agências do próprio BB ou junto a qualquer corretora de valores.

Para os grandes investidores, o período de reserva já começou hoje. A diferença é que a reserva para os esses investidores institucionais e estrangeiros deve ser feita junto aos bancos coordenadores do processo, que são o BB Investimento e o Pactual.

Segundo o aviso ao mercado publicado hoje pelo BB estão sendo ofertadas 45 milhões de ações, o equivalente a 5,5% do capital do banco. O próprio BB está colocando à venda ações que tinha em tesouraria, correspondentes a 1,5% do seu capital. Os demais 4% são de propriedade da Previ, o fundo de pensão dos funcionários do banco e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A parcela do Tesouro Nacional, de 2%, ficou de fora dessa oferta porque o governo não conseguiu organizar a venda a tempo.

Caso a oferta seja vitoriosa, o que só será conhecido no dia 26, o porcentual de ações do BB em negociação no mercado vai subir dos atuais 6,9% para 12,5%. Com isso, o banco dará mais um passo para se enquadrar nas regras do Novo mercado da Bovespa, que exige um grau mínimo de abertura de 25%.

Pequenos investidores

De acordo com o aviso ao mercado, 20% da oferta está reservado ao varejo, que são justamente os pequenos investidores pessoas físicas e jurídicas não financeiras. Para participar da oferta eles têm que estar dispostos a gastar, no mínimo, R$ 1 mil e, no máximo, R$ 300,00 em dinheiro. Não vai ser permitido o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Metade da oferta ao varejo, ou seja, 10%, são destinados preferencialmente a funcionários e clientes do banco. A maior parte da oferta, ou seja, 80% das ações, são para grandes investidores institucionais e estrangeiros.

Quem fizer a reserva só vai saber o preço que irá pagar pela ação do banco no dia 26. O preço base é o da ação do BB no dia de ontem na bolsa, que era de R$ 58,00. Dependendo da demanda, esse preço pode variar um pouco. O dia 26 é também a data para a confirmação de que o interessado vai conseguir levar todas as ações pretendidas. É que, dependendo da demanda, pode haver rateio. Por exemplo, se a demanda no varejo for superior a 20%, seguramente os pequenos investidores vão ficar com menos do que o pretendido.

Fonte: Agência Estado



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 23h05
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BB vai ofertar ao mercado cerca de 5,5% do seu capital em leilão no dia 28

IVONE PORTES

O Banco do Brasil pretende aumentar de cerca de 6,8% para 12,3% o total de ações ordinárias representativas de seu capital em circulação no mercado.

Para isso, prevê a realização de uma oferta pública de venda no próximo dia 28, na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo).

Serão ofertadas 45.441.459 ações ordinárias do banco, equivalentes a 5,5% do capital total do banco, sendo que 19.176.268 estão em poder da BNDESPar (BNDES Participações), 15.007.514 são da Previ (fundo de pensão do BB) e 11.257.677 da tesouraria da instituição.

A quantidade de ações na oferta, entretanto, poderá ser elevada, dependendo da demanda.

A venda de ações do BB é esperada desde fevereiro deste ano. Na avaliação de analistas, a operação é boa para o mercado, pois aumenta o "free-float" (circulação de ações) do banco e o que aconteceu em 2002 não deve se repetir neste ano.

Naquele ano, a oferta pública foi cancelada após os investidores terem feito as reservas, porque a "oferta institucional" (para grandes investidores, como bancos e fundos de pensão) não atingiu o volume de demanda necessária e preço adequado para a efetiva conclusão da operação.

Um dos entraves à realização da oferta de ações do banco era o limite de participação de estrangeiros na operação. Entretanto, um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, publicado no dia 1 de junho no "Diário Oficial da União", autorizou o aumento da participação dos estrangeiros no capital do banco de 5,6% para 12,5% do total.

Essa medida aumenta a possibilidade de investidores externos participarem da oferta pública de ações do banco e aumenta o interesse pelos papéis, o que certamente deverá refletir no preço das ações.

Também no dia 1º deste mês, o ministro Guido Mantega (Fazenda) autorizou o BB a assinar o contrato de adesão ao Novo Mercado da Bovespa --segmento diferenciado que exige práticas de boa governança e que só podem participar empresas com ações ordinárias. Além disso, para aderir ao Novo Mercado é preciso ter pelo menos 25% do capital pulverizado no mercado. O prazo para atingir este percentual é de três anos.

Oferta

Os investidores interessados em comprar ações na oferta pública de venda do BB poderão fazer a operação por meio de bancos e corretoras credenciadas. A lista das corretora está prevista para ser divulgada pelo banco no próximo dia 12, quando começa o início de período de reserva.

As pessoas físicas e clubes de investimentos poderão fazer a reserva até o dia 23 de junho e poderão aplicar no mínimo R$ 1.000 e no máximo R$ 300 mil.

O preço da ação para venda será definido no dia 26 de junho, por meio do bookbuilding (coleta de propostas dos interessados nos papéis).

Fonte: Folha Online



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 23h01
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Bancos catarinenses esperam ampliar carteira de aposentados

Florianópolis - Os bancos esperam atrair mais aposentados ao empréstimo consignado à folha de pagamento e o governo federal está facilitando o crédito ao aprovar, na semana passada, através do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), um teto de 2,9% para os juros cobrados nas linhas disponíveis. Em Santa Catarina, dos 763 mil aposentados e pensionistas, 162 mil (21%) já tomaram dinheiro emprestado, no valor de R$ 505,57 milhões.

A gerente do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) em Florianópolis, Eliane Luzia Schmidt, considera que o percentual de idosos com empréstimos no estado é significativo. Ela diz que dos 24 milhões de aposentados, 16 milhões recebem um salário mínimo.

Para ampliar o número de aposentados tomadores de crédito, o Banco do Brasil (BB) cobra juros menores nos empréstimos com consignação em folha de pagamento do (INSS) desde o dia 1º de junho. A taxa para os empréstimos com prazo de 25 a 36 meses é de 2,55% ao mês.

O saldo em carteira acumulado da linha de crédito para aposentados e pensionistas é de R$ 1,1 bilhão, distribuídos por 822 mil operações - o que eqüivale a 20% da carteira total do crédito consignado do BB. Em Santa Catarina são 15.255 operações na linha de crédito, no valor de R$ 24,5 milhões. O valor médio do empréstimo consignado para beneficiários do INSS é de R$ 1,5 mil.

O Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) fará convênio com a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) para disponibilizar a linha. O superintendente de crédito do Besc, Ricardo Bayer Battistotti, diz que o banco atende aos aposentados com linha específica com débito em conta corrente.

Segundo Battistotti, o Besc tem 255 mil aposentados que recebem o benefício através da conta poupança ou cartão e 90 mil que recebem por conta corrente. Destes, 23.400 já tomaram empréstimo. "Com o convênio ampliaremos nossa base e vamos estender a linha para 255 mil clientes."

Os valores acumulados de empréstimos consignados com desconto em folha de pagamento para aposentados e pensionistas do INSS desde maio de 2004, atingiram em abril R$ 13,7 bilhões. O crescimento registrado foi de 173,20% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando já haviam sido emprestados R$ 5,03 bilhões.

A maioria dos beneficiários parcela seus empréstimos entre 31 e 36 meses. São 4,9 milhões de contratos nesta categoria, ou 56,81% do total. Por faixa salarial, 25,87% dos titulares recebem até um salário mínimo por mês. São 1,8 milhões de contratos. Entre um e dois salários mínimos, são outros 2,7 milhões (39,75% do total). Com renda acima de cinco salários mínimos são 8,88% dos empréstimos, ou 612,5 mil operações.

Em Santa Catarina, dos 763 mil beneficiários, 162 mil (21%) já tomaram dinheiro emprestado, no valor de R$ 505,57 milhões.

Fonte: Agência Anabb/Gazeta Mercantil



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h46
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Banqueiro poderoso

Polícia investiga advogados de Dantas

Novos controladores pedem análise sobre os mais de R$ 20 milhões pagos na gestão do banqueiro na Brasil Telecom

Expedito Filho

Pagamentos milionários a advogados com missões jurídicas pouco claras durante a gestão do banqueiro Daniel Dantas à frente da Brasil Telecom estão, agora, sob investigação da Polícia Civil de São Paulo. Segundo dossiê entregue aos investigadores pelos atuais controladores da empresa, cinco advogados que prestaram serviços à Brasil Telecom, no período em que a empresa estava sob a administração do banco Opportunity, receberam mais de R$ 20 milhões.

Detalhe: os pagamentos foram atestados por notas fiscais de números de série próximos uns dos outros - o que levanta a possibilidade de terem sido tiradas em seguida, e não durante a prestação de serviços regulares. Escritórios que se pronunciaram sobre o caso afirmaram que trabalham de forma "artesanal" e por isso tiram poucas notas fiscais.

As notas em poder da polícia paulista, como as expedidas pelo escritório Almeida Castro Advogados Associados, do advogado Antônio Carlos Almeida Castro, amigo do ex-ministro José Dirceu, conhecido pelo apelido de Kakay, e pelo escritório Nélio Machado Advogados, são mensais e todas de valores superiores a R$ 1 milhão.

Apenas para Kakay, os pagamentos somaram R$ 7.987.107. O primeiro pagamento, a título de honorários advocatícios, foi feito em 25 de agosto de 2004, no valor exato de R$ 1.771.200. O número da nota é 0643. Um mês depois, em 27 de setembro, nova nota emitida para um pagamento no valor R$ 1.771.200. Mesmo passados mais de 30 dias, o número da nota emitida é ainda muito próximo ao da nota anterior: 0654. A nota 0667 revela um pagamento no valor de R$ 1.364.650, feito quase dois meses depois, em 17 de dezembro de 2004. Em 20 de janeiro de 2005, outro pagamento é feito, no valor de R$ 1.364.650. Número da nota: 0671.

"Meu escritório é artesanal e, por isso, emito somente uma média de duas notas por mês", justificou Kakay. Ele também tem uma justificativa para os altos valores cobrados, que estariam dentro do que é normalmente fixado por esse mercado. "Eu cobrei dentro do razoável e todos os impostos foram recolhidos. Li nos jornais a Carla Cicco (ex-presidente da BrT, aliada de Daniel Dantas) dizer que a causa era de R$ 1 bilhão. Se eu soubesse, tinha cobrado mais", ironizou.

"SINCRONIA"
 Daniel Dantas contratou Kakay com a intenção de se aproximar do governo Lula. Em entrevista à revista Veja, no mês passado, Dantas foi questionado sobre o assunto. "Você confirma que a Brasil Telecom só conseguiu ter acesso ao dinheiro do BNDES depois de contratar o advogado Kakay, amigo de José Dirceu?" E Dantas respondeu: "Houve uma sincronia entre os fatos."

Kakai assegurou ontem que foi contratado para uma investigação que envolvia um prejuízo de US$ 250 milhões para a BrT, causado pela venda da Companhia Riograndense de Telecomunicações. Teria cobrado 0,5% do valor desse suposto prejuízo.

Dantas foi acusado de ter usado o pagamento a advogados para transferir dinheiro para petistas no governo e assim melhorar suas relações com a gestão Lula e os fundos de pensão que detinham participação na BrT. Ele negou, dizendo que "contratos menores" como esses não passavam por ele, sendo decididos pelo conselho de administração da companhia.

O escritório Nélio Machado Advogados também emitiu notas para a Brasil Telecom, mas apenas a partir de março de 2005. E diferentemente de Kakay, que cobrou apenas a título de honorários advocatícios, no caso do criminalista Nélio Machado a natureza do serviço prestado seria "assessoria jurídica". Os valores apresentados também são elevados e as notas são quase seqüenciais.

Outro escritório, Wilson Mirza e Advogados, emitiu quatro notas fiscais de números 0154, 0155, 0157 e 0159 , no período de março de 2004 a outubro de 2005. No último pagamento, o valor da nota emitida foi de R$ 1.636.308.

A soma total dos pagamentos a advogados, de acordo com a notícia-crime, supera R$ 20 milhões. A atual administração da Br-T, nomeada pelos fundos de pensão que a controlam, não encontrou, segundo o pedido de inquérito, contrapartida que justificasse esse gasto volumoso.

Fonte: Agência Anabb/Estado de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 11h42
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Uso da web dispara e reduz custo de banco

Em 2005, correntistas fizeram 5,8 bilhões de operações usando a internet contra só 3,7 bilhões realizadas nos caixas

Mudança turbina os lucros pois o custo na rede é de R$ 0,10, enquanto no caixa chega a R$ 1,10, segundo sindicato dos bancários

FABRICIO VIEIRA
DA REPORTAGEM LOCAL

A internet ganha cada vez mais a preferência dos clientes de bancos. Em 2005, as transações pela rede bateram de longe as realizadas pessoalmente no caixa, ampliando a vantagem constatada já em 2004. Comodidade e rapidez são os principais tópicos apontados para explicar o fenômeno.

Em 2005, as operações bancárias feitas pela internet totalizaram 5,85 bilhões. As feitas no caixa somaram apenas 3,72 bilhões. Há muito pouco tempo, em 2003, a realidade era bem diferente: naquele ano, as transações via internet chegaram a 2,63 bilhões, enquanto as no caixa bateram os 4,45 bilhões. Os dados pertencem a estudo feito pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

"A internet trouxe várias comodidades para o cliente. Ele não tem mais que sair de casa para fazer suas operações bancárias. As pessoas podem agora até agendar pagamentos de contas, além de poder cuidar de suas contas mesmo viajando", diz Luís Marques de Azevedo, consultor da Febraban.

Um rápido crescimento no número de pessoas com acesso ao internet banking também ocorreu nos últimos anos. De um universo de 8,3 milhões de pessoas em 2000, chegou-se ao número de 26,3 milhões no fim de 2005 -ano que registrou um aumento de 45,3% em relação a 2004.

As operações de pessoa física e jurídica feitas em 2000 via internet representaram 3,7% do total das transações bancárias. No ano passado, já haviam alcançado 17% do total.

Além da explosão do uso da internet, os postos de auto-atendimento também têm ganhado considerável terreno nos últimos anos. Em 2000, foram contabilizadas 6,16 bilhões de operações por esse meio. Em 2005, somaram 10,79 bilhões.

Para os bancos, essa informatização dos clientes é bastante vantajosa, com queda em seus custos operacionais.

"As instituições financeiras só têm a comemorar essa mudança no perfil de seus clientes. Caem os custos operacionais e se reduz a necessidade de ampliar o quadro de funcionários. Esse movimento se refletiu também na diminuição no volume de cheques compensados, que eram mais onerosos para os bancos", afirma Edson Carminatti, analista financeiro do Inepad (Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração).

O número de cheques compensados em 2005 caiu 7,93% se comparado a 2004. No ano passado, foram 1,94 bilhão de cheques compensados. Em 2000, foram 2,64 bilhões.

E isso tem ocorrido em um período em que cada vez mais pessoas têm acesso aos serviços bancários -a bancarização. De 2000 para 2005, o número de contas-correntes saltou de 63,7 milhões para 95,1 milhões.

Segundo informação do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o custo médio para os bancos em um operação feita no caixa é de R$ 1,10. Quando a operação é feita por um meio eletrônico (internet ou caixa eletrônico), esse custo cai drasticamente, para R$ 0,10.

"O canal internet representou um benefício excepcional para os dois lados. O cliente passou a poder fazer suas operações a qualquer momento e em qualquer lugar. E, para os bancos, o sistema é um filé mignon, explicando parte dos crescentes ganhos das instituições", afirma Azevedo.

"É indiscutível que os bancos tiveram grandes benefícios com essa mudança no perfil das operações. Além de custos menores, não tiveram de ampliar expressivamente o número de agências e funcionários para acomodar o crescimento da bancarização no país", diz Carminatti.

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h40
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Uso da web dispara e reduz custo de banco (II)

Mudança é a maior ameaça aos bancários

DA REPORTAGEM LOCAL

Se o crescimento da internet no gosto dos clientes tem sido benéfico aos bancos, para os funcionários das instituições bancárias ele se tornou um pesadelo. O temor é de que a continuidade da expansão desse fenômeno acabe em aumento de demissões entre os bancários.

Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, diz que uma comparação entre o crescimento do número de contas correntes e a diminuição do número de bancários nos últimos anos mostra o quanto a expansão da internet e dos caixas eletrônicos é preocupante.

"É muito perigosa a concentração dos serviços bancários na internet e nos caixas eletrônicos. Esse movimento, muito vantajoso para as instituições, acaba em redução no número de funcionários dos bancos", afirma Marcolino.

Menos empregados
Dados levantados pelo sindicato mostram que o número de empregados dos bancos caiu de 483,2 mil em 1996 para 402,9 mil em 2005. No período, o universo de pessoas que passaram a utilizar os serviços bancários apenas cresceu.

"Muita gente ainda se sente insegura para operar via internet", diz Marcolino, do sindicato dos bancários. "Mas sabemos que nos próximos anos a tendência é de mais clientes passarem a utilizar de forma mais contínua os meios eletrônicos. E isso representa um perigo para o emprego de muita gente", afirma ele. (FV)


FRASES

A internet trouxe várias comodidades para o cliente. Ele não tem mais que sair de casa para fazer suas operações bancárias. As pessoas podem agora até agendar pagamentos de contas, além de poder cuidar de suas contas mesmo se estiver viajando

LUÍS MARQUES DE AZEVEDO
consultor da Febraban

É muito perigosa a concentração dos serviços bancários na internet e caixas eletrônicos. Esse movimento, muito vantajoso para as instituições, acaba em redução no número de funcionários. Mas sabemos que a tendência é de mais clientes passarem a usar esses meios

LUIZ CLÁUDIO MARCOLINO
presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região


Lucro do setor em 2005 foi 38% maior que o de 2004

DA REPORTAGEM LOCAL

Os bancos têm vivido um período de rápida e consistente melhora em seus resultados nos últimos anos. Lucros recordes e maior rentabilidade têm marcado o setor. O uso da internet pelos clientes, com menos custo, ajuda o resultado.

No ano passado, o lucro líquido de 127 bancos -responsáveis por 96% dos ativos totais do sistema- somou R$ 65,47 bilhões, um aumento de 38% em relação a 2004.

Neste ano, o ritmo segue forte. Levantamento do Inepad, que utilizou os resultados de Bradesco, Itaú, Unibanco e Banespa, mostrou que os lucros líquidos deles somados chegaram a R$ 3,92 bilhões nos primeiros três meses do ano. O número é 27% superior ao do mesmo período de 2005.

A rentabilidade sobre o patrimônio líquido, importante indicador da saúde financeira das instituições, também tem melhorado expressivamente, chegando a bater a de grandes bancos norte-americanos. Isso significa que os bancos estão mais lucrativos e rentáveis.

O aquecimento da economia e a expansão do crédito têm sido fundamentais para a expansão dos ganhos dos bancos. De 2004 para 2005, o crédito aumentou 21%, chegando aos R$ 606,7 bilhões. Essa cifra considera os recursos livres, os direcionados e os do BNDES.

Nesse cenário, o segmento de pessoa física tem sido o que mais cresce, alta de 37,5% de 2004 para 2005. (FV)

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h38
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BB seguro...

Da coluna Mercado Aberto na Folha de S. Paulo:

MAIS SEGURO
A Aliança do Brasil, coligada ao Banco do Brasil, teve expansão de cerca de 50% em prêmios totais no ramo de seguros empresariais no primeiro trimestre ante o mesmo período de 2005.



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 08h34
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Previ na Isto É Dinheiro

Ismar Ingber
 
 

Sérgio Rosa

"Vamos investir com mais segurança"

Reeleito, presidente do maior fundo de pensão do País anuncia uma nova política de investimentos, com menor exposição a riscos de mercado e a conflitos societários


Por IVAN MARTINS

Presidente da Previ, o maior fundo de pensão do Brasil, o sindicalista Sérgio Rosa contabilizava, na semana passada, um punhado de razões para estar satisfeito. A primeira delas é que, na terça-feira 30, ele foi reconduzido ao cargo por mais quatro anos. Salvo tempestades, esse jornalista paulistano de 46 anos continuará até 2010 como principal administrador de um patrimônio de R$ 90 bilhões, considerado o maior caixa de investimentos da República. A segunda razão de contentamento é que, dias antes, seu grupo havia vencido a eleição interna da Previ pela qual são indicados os dois representantes do associados na diretoria do fundo. Essa votação consolidou o apoio interno a Rosa e depois de um período de grande turbulência, durante a qual a Previ, e os demais fundos de pensão, se viram atacados e investigados. Aí reside um outro motivo de alegria. Depois da investigação, Rosa acredita que se estampou um “nada consta” na Previ, embora no auge da crise ela fosse freqüentemente citada como “caixa do PT”. “Não há irregularidades”, sublinha. Finalmente, Rosa parece contente com o fato de que a babilônica disputa judicial com o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, esteja caminhando a seu favor. Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista que Rosa concedeu à DINHEIRO.

DINHEIRO – O sr. acaba de ser reconduzido ao cargo de presidente da Previ. O que muda?
SERGIO ROSA
– O espírito da gestão continua. Ou seja, o compromisso de defender o patrimônio dos participantes, orientação técnica em todos os negócios e preocupação ética muito forte. É o mesmo espírito que tentamos imprimir na gestão desde 2003.

DINHEIRO – Como o sr. interpreta o resultado?
ROSA
– A eleição referiu-se à parcela de dirigentes representantes dos associados. Não foi exatamente um julgamento da gestão como um todo, embora ela tenha sido colocada em debate. Foi uma eleição tranqüila. Pela primeira vez, não ocorreram acusações à Previ de malversação de seus recursos. Foi talvez a primeira eleição em que esse tema não polarizou a discussão entre as chapas. Isso diz alguma coisa.

DINHEIRO – Em termos de direcionamento de investimento, os senhores pretendem mudar de rumo?
ROSA
– Não vai mudar muita coisa. Temos um patrimônio R$ 90 bilhões e precisamos até 2012 reduzir a nossa participação em renda variável, o que a gente vem fazendo com grande cautela. A margem para novos investimentos é pequena. Nesse ano, por exemplo, essa pequena margem vai ser direcionada para fundos de private equity. Nós fizemos um processo de seleção para escolher cinco fundos. Este mês os nomes serão anunciados. Nosso programa continua o mesmo: recuperação de empresas em situação delicada, redução dos investimentos em renda variável e reinvestimento em segmentos específicos, como os fundos de private equity este ano.

DINHEIRO – Sair de renda variável significa aplicar em títulos públicos?
ROSA
– A maior parte do redirecionamento irá para renda fixa. É uma questão de segurança. Hoje temos 60% dos recursos em renda variável, uma posição de maior risco. É uma questão que tem a ver com a maturidade dos nossos planos de aposentadoria, mas é também uma questão legal. A legislação define que o máximo que podemos ter em renda variável é 50%.

DINHEIRO – A Previ segue decisões de governo?
ROSA
– Não. A autonomia da Previ é total. É óbvio que analisamos todos os cenários, inclusive as políticas de governo. Elas podem indicar um setor mais rentável ou privilegiado. Mas a gente não segue qualquer orientação governamental. Não temos que defender interesses que não sejam os dos associados.
DINHEIRO – Mas a Previ é sempre citada como fonte de recursos para investimentos de longo prazo.
ROSA
– A Previ é citada muitas vezes apenas como um elemento de expectativa. Imagina-se que tal ou qual programa possa atrair o interesse de investidores como a Previ. Mas acho que esses anos mostraram que não houve decisão de investimento nossa que tenha sido tomada em função de interesse governamental. Nós nos preocupamos com o interesse público, mas dentro de uma visão de autonomia e de procura da rentabilidade.

DINHEIRO – Costumava-se ver o nome da Previ associado às parcerias público-privadas. A idéia morreu?
ROSA
– As PPPs continuam sendo um programa relevante, mas depende do governo. Temos disponibilidade de analisar os projetos e entendemos que a infra-estrutura é um setor com muitas oportunidades de investimento e bom retorno. É um segmento no qual também o setor privado tem mostrado interesse.

(continua)

Fonte: Isto É Dinheiro



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 15h06
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Previ na Isto É Dinheiro (II)

(continuação)

Roosewelt Pinheiro/ABR
 
“É duro imaginar que Deus e o mundo conspiram contra o Opportunity”
 

DINHEIRO – Os conflitos com o Opportunity levaram os senhores a rever procedimentos? Essa briga na Justiça já custou um dinheirão...
ROSA
– Ainda está custando, mas com retorno. A gente acabou de vender a nossa participação na Santos-Brasil, que administra o terminal de contêineres no porto de Santos. Era um investimento que estava com valor próximo de zero, sem nenhuma liquidez. Conseguimos recuperar o poder de gestão e atribuir à nossa participação um valor de controle. Vendemos e a Previ vai receber R$ 140 milhões. Isso paga, com bastante folga, os custos de advogados que incorremos nesse período por causa do Opportunity.

DINHEIRO – E quanto aos procedimentos internos?
ROSA
– Houve um aprendizado. Melhoramos a análise técnica e as diligências sobre os empreendimentos nos quais consideramos entrar são mais profundas. Foram criadas novas cláusulas nos contratos que se firmam com os administradores de carteira ou de fundos que a gente contrata. Todo esse problema levou a Previ a ser muito mais cautelosa.

DINHEIRO – O sr. acha que a Previ está blindada?
ROSA
– Evidentemente não se tem um sistema perfeito. Toda organização está em aperfeiçoamento. Mas hoje temos uma metodologia de análise, um roteiro de procedimentos e uma estrutura que dificultam coisas mal contratadas.

DINHEIRO – Protege inclusive da pessoa capaz de nomear o presidente da Previ?
ROSA
– Sim. Hoje, uma decisão de investimento da Previ passa pela área técnica, que tem regras a seguir. A área técnica sabe que toda a proposição que ela fizer à diretoria vai estar sujeita amanhã a análise de auditoria e controle internos. Errar nós podemos errar. No mundo dos negócios não se acerta o tempo todo. Mas, se errarmos, não vai ser por dolo ou imperícia. Temos controles.

André Dusek
 
“Uma CPI focada em irregularidades nos deu um atestado de integridade”
 

DINHEIRO – As investigações sobre decisões passadas já resultaram em alguma punição?
ROSA
– Nós já entramos na Justiça contra as pessoas que nós entendemos que incorreram em algum procedimento equivocado. Não podemos acusar ninguém de corrupção e nem temos como analisar esse aspecto. Não temos poder de polícia, mas podemos perceber o descumprimento de normas e orientações, ou imperícia na proposição de alguma matéria. É uma questão delicada que a gente trata com sigilo. Temos a nossa avaliação do caso, mas as pessoas têm de se defender. Nós não queremos dar divulgação ampla a esses casos para não precipitar um julgamento público.

DINHEIRO – Houve polêmica quando as ações da Brasil Telecom caíram, sob o novo gestor que tomou o lugar do Opportunity. O que o sr. acha disso?
ROSA
– O que aconteceu foi o normal. Quando se dá transparência a questões ruins de uma empresa é normal que a primeira reação do mercado seja negativa. A nova direção da BrT empreendeu um processo muito sério de auditoria e deu conhecimento público de coisas erradas. Isso foi feito com muito critério, na forma de uma representação à Comissão de Valores Mobiliários. Quando as perdas foram levadas a público, o mercado tomou conhecimento de uma realidade que estava sendo mascarada. De qualquer maneira, o valor das ações da BrT desde a troca de gestor subiu. Acreditamos que a nova direção da empresa está no caminho certo, no campo ético e no campo dos negócios.

DINHEIRO – Acabou a pendência com o Opportunity?
ROSA
– Infelizmente, não. O Opportunity ainda resiste com ações em relação a acordos que nós julgamos prejudiciais à Previ, resiste questionando as assembléias realizadas, tem uma ação contra o Citibank na corte de Nova York. Da nossa parte, temos várias representações contra o Opportunity e os ex-gestores das empresas em função de perdas e prejuízos. Estamos longe de um desfecho final.

DINHEIRO – O banqueiro Daniel Dantas diz que está apenas tentando receber o que é dele...
ROSA
– Nunca foi negado ao Opportunity o direito justo da parte minoritária de ações que ele possui nessas companhias. Todos os acordos que fechamos com o Citibank garantem ao Opportunity os direitos societários em linha com a legislação e as melhores práticas de equidade entre acionistas.

DINHEIRO – Dantas se diz vítima de perseguição.
ROSA
– Isso é totalmente absurdo. Todo mundo sabe que os litígios da Previ contra o Opportunity começaram em 2000. Já naquele ano a Previ contratou advogados para discutir os contratos. Em 2001 começamos a questionar a prestação de contas do Fundo. Em 2002 a Previ tomou providências mais duras, inclusive com representações na CVM. Há uma linha de coerência na atuação da Previ e dos fundos de pensão em relação ao Opportunity.

DINHEIRO – Isso não pode ser interpretado como ação petista contra um empresário que não quis colaborar?
ROSA
– Para quem quer tentar convencer a opinião pública de que é vitima e não culpado, vale qualquer argumento. Mas seria exagerado imaginar que a Polícia Federal, a Telecom Italia, a Previ e demais fundos de pensão, o Citibank, deus e todo mundo estão envolvidos numa grande conspiração contra o Opportunity.

DINHEIRO – Os fundos foram chamados à CPI e o relatório final é muito crítico. Como o sr. avalia isso?
ROSA
– Tivemos uma CPI que quebrou o sigilo de 14 fundos de pensão, que contratou uma consultoria especializada, que teve condições de investigar e analisar e identificar grandes problemas e, ao final, não encontrou nos maiores fundos nenhum problema passível de ser enquadrado como investimento irregular ou favorecimento de qualquer tipo. Quer dizer: mesmo nesse cenário viciado pela disputa política a CPI mostrou que o sistema está mais seguro do que no passado.

DINHEIRO – Como a Previ se saiu nesse relatório?
ROSA
– Praticamente isenta. Foram meses de investigação e nenhuma operação foi apontada como irregular, nenhuma perda foi identifica nos negócios realizados. Uma comissão focada em buscar irregularidades não as encontrou. É mais uma prova da integridade dos negócios que a gente vem realizando.

Fonte: Isto É Dinheiro



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 15h04
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O BB, Daniel Dantas e o financiamento do "mensalão"

Procurador busca fontes privadas do valerioduto

Inquérito tenta esclarecer o papel do BMG e da Brasil Telecom no escândalo. Primeira denúncia da Procuradoria Geral da República só acusou Banco Rural entre as empresas que teriam abastecido esquema

MARTA SALOMON
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

No aniversário do escândalo do "mensalão", apenas uma das supostas fontes de dinheiro do esquema de pagamentos a políticos -o Banco Rural- sentou-se no banco dos réus. Estão na mira da Procuradoria Geral da República, na segunda etapa do inquérito, a Brasil Telecom, na época controlada pelo Opportunity do banqueiro Daniel Dantas, o Banco do Brasil (também na condição de cotista do Fundo Visanet) e o BMG.

"Tenho convicção absoluta de que serão denunciados", avalia o ex-relator da CPI dos Correios, Osmar Serraglio (PMDB-PR), que já apontou os dois bancos e a empresa de telefonia como fontes públicas e privadas de dinheiro do valerioduto -por meio de serviços forjados ou superfaturados de publicidade ou, no caso do BMG, por meio de falsos empréstimos bancários.

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O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, mantém as investigações sob sigilo. Mas, já na primeira fase do inquérito do mensalão, Souza criou uma espécie de ante-sala das futuras denúncias: indicou desvios nas verbas de publicidade do Banco do Brasil em favor do esquema e afirmou que o banco BMG foi "flagrantemente beneficiado por ações do núcleo político-partidário [da quadrilha]".

O Banco Rural aparece na primeira leva de quarenta denunciados pelo procurador Antonio Fernando de Souza como o núcleo financeiro da "organização criminosa" que teria como objetivo manter o PT no poder. Encarregado de defender o banco, o advogado Maurício Campos Filho se negou a comentar a denúncia.

Por meio da assessoria de imprensa, o Rural informou que espera reaver na Justiça cerca de R$ 55 milhões que teria emprestado, em valores corrigidos, para as empresas do publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza, embora a dívida tenha sido enquadrada na classificação de difícil recuperação, por determinação do Banco Central.

Empréstimos
Os supostos empréstimos do Banco Rural e do BMG, apontados por Marcos Valério e o ex-tesoureiro petista Delúbio Soares como a origem do dinheiro repassado a políticos, foram considerados "falsos" tanto pela CPI dos Correios como pelo Ministério Público.

A tese da CPI e do procurador-geral da República ganhou recentemente o discreto apoio de advogados do PT, contratados para defender o partido da cobrança judicial de R$ 110 milhões feita por Marcos Valério pelos supostos empréstimos.

Em contestação à dívida, os advogados Luiz Bueno de Aguiar e Mário Luiz Silva apontaram irregularidades nos supostos empréstimos bancários, que teriam sido concedidos "ao arrepio das mais comezinhas regras bancárias". O PT insiste em não pagar a conta.

Fonte: Folha de S. Paulo



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 12h33
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Cooperativismo

Para TST, jornada é de 6 horas em cooperativa

Uma decisão da 4ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST), no processo n° TST-RR-331/2002-093-09-00.5, publicada no Diário da Justiça do último dia 5 de maio, manteve decisão de segunda instância, que havia equiparado empregados de cooperativas de crédito aos bancários, para efeito do artigo 224 da CLT, que estabelece a jornada de seis horas, rejeitando os argumentos apresentados, em recurso, de que as cooperativas se diferenciam das instituições financeiras, pois atuam no âmbito do interesse comum dos filiados e não visam lucros.
O Acórdão do TST ressalta que "Malgrado tais considerações, o certo é que a jurisprudência da Corte, inclusive a da 4ª Turma, tem-se inclinado pela equiparação dos empregados das cooperativas de crédito aos empregados de instituições financeiras".

O Tribunal baseou sua decisão no art. 18 da Lei n° 4.595/64, que dispõe sobre a política e as instituições monetárias, bancárias e crediticias, e subordina as cooperativas de crédito a suas diretrizes; na Lei 6.024/74 que dispõe sobre a intervenção e a liquidação de instituições financeira, estabelece que essas instituições e as cooperativas de crédito estão sujeitas à intervenção ou à liquidação extrajudicial, pelo Banco Central do Brasil.

O TST entendeu que "À luz do texto legal mencionado, é evidente que as cooperativas de crédito, diversamente das demais cooperativas, são instituições financeiras, pelo que se sujeitam às regras do sistema financeiro nacional". Outra decisão mais recente do Tribunal, publicada no dia 19 deste mês, foi proferida no processo RR-1.112/2003-017-12-00, na qual a Corte acatou recurso contra a decisão do TRT da 12ª Região, de que as cooperativas de crédito não poderiam ser equiparadas às instituições bancárias, porque possuiriam natureza jurídica e finalidade social diversa.

O TST sentenciou que "Embora dotadas de características peculiares no que concerne à sua natureza e finalidade social, as cooperativas de crédito foram incluídas pela Lei 4.595/64 entre as instituições financeiras que compõe o Sistema Financeiro Nacional ao lado dos estabelecimentos bancários e das empresas de crédito, financiamento e investimento. Equiparam-se, portanto, aos estabelecimentos bancários, inclusive no que se refere à observação da legislação trabalhista".

Em Rondônia, todas as decisões de primeira instância e do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), têm acompanhado a jurisprudência predominante do TST, reconhecendo a jornada de 6 horas nas cooperativas de crédito. Segundo o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Rondônia, que representa legalmente a categoria, a maioria das instituições no Estado já cumpre a jornada bancária; sendo que atualmente está em tramitação no TRT um Dissídio Coletivo, instaurado pelo Sindicato, onde a questão da jornada está sendo reivindicada pelo Sindicato. O secretário jurídico do Sindicato informou que a entidade "continua tentando buscar uma solução negociada para a questão".

Fonte: SindBancários (RS)



Escrito por Romildo, em Curitiba, às 00h11
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